História Bad Blood (Camren) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Allysonbrooke, Camilacabello, Camren, Dinah Jane, Karlacabello, Laurenjauregui, Lesbicas, Lobisomem, Michellejauregui, Normanikordei, Norminah, Vampiro
Exibições 214
Palavras 2.804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Hentai, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Helloo

Prestem bastante atenção nas datas para não se confundirem

Capítulo 2 - Two


02 de Março de 2016

Karla:

- Cento e setenta e dois, cento e setenta e três, cento e...

- Kah, o alfa está te chamando - Normani chegou atrapalhando minha sequência de flexões.

- Agora? - sentei no chão e ela jogou uma toalha em mim.

- Sim.

Sai da academia do acampamento e fui para o chalé do alfa.

Já se passaram nove anos desde o dia que Harry me encontrou na floresta e desde então eu entrei para o clã dos lobos do Norte, o meu clã nunca veio atrás de mim, ou seja, nem devem ter percebido que perderam alguém precioso.

O Harry era basicamente meu irmão mais velho, sempre cuidou de mim e me ensinou tudo que sei até hoje. E o que dizer sobre o meu pai, o alfa? Eu o considero como meu pai de verdade, já que é esse papel que ele cumpre na minha vida. A Normani é minha melhor amiga, conheço ela desde que eu entrei no clã.

- Me chamou, senhor? - fiz uma reverência assim que entrei em seu chalé.

- Amanhã é o seu dia, você sabe o que isso significa, não é?

- Na verdade, não sei.

- Dezessete anos, Karla, sua primeira transformação.

- Mas amanhã nem é dia de lua cheia - franzi o cenho e ele riu.

- Você é um lobo do eclipse, não precisa de lua cheia para se transformar - o alfa disse.

- Eu não sei nada sobre lobos do eclipse - falei pensativa.

- Você nunca quis saber nada sobre o que você é, Karla.

- Isso é verdade - Normani disse parando ao meu lado. - Alfa - fez uma reverência. - Se quiser eu posso te explicar, Kah.

- Certo - assenti.

- Vocês devem ir para a cidade e deixar tudo pronto, amanhã o Harry chega la. E Tem outra coisa também, Karla, a partir de amanhã, preste mais atenção nas pessoas. Podem sair.

- O que ele quis dizer com isso? - sussurrei para Normani, enquanto saiamos do chalé.

- Você realmente não sabe nada sobre licantropos, não é? - ela riu bagunçando meus cabelos. - Toma um banho e pega suas coisas, no caminho eu te conto.

Normani foi para a área de cozinha do acampamento e eu fui para nosso chalé, sim, nos dividimos o chalé. Tomei um banho, peguei minha mochila e fui até o estacionamento, onde a Normani ja me esperava em seu carro.

- Vamos, pode começar a falar.

Joguei minha mochila no banco de trás e minha amiga ligou o carro.

- O alfa quis dizer que você tem que prestar atenção por que a partir de amanhã você pode esbarrar com sua alma gêmea a qualquer momento - ela me olhou por um tempo e depois voltou a atenção para a estrada. - Ja ouviu o mito que Platão criou sobre almas gêmeas? - neguei. - No início dos tempos os homens eram seres completos, de duas cabeças, quatro pernas, quatro braços. Porém, considerando-se seres tão bem desenvolvidos, os homens resolveram subir aos céus e lutar contra os deuses, destronando-os e ocupando seus lugares. Todavia, os deuses venceram a batalha e Zeus resolveu castigar os homens por sua rebeldia. Tomou na mão uma espada e cindiu todos os homens, dividindo-os ao meio. Zeus ainda pediu ao deus Apolo que cicatrizasse o ferimento (o umbigo) e virasse a face dos homens para o lado da fenda para que observassem o poder de Zeus. Dessa forma, os homens caíram na terra novamente e, desesperados, cada um saiu à procura da sua outra metade, sem a qual não viveriam. Tendo assumido a forma que nós temos hoje, os homens procuram sua outra metade, pois a saudade nada mais é do que o sentimento de que algo nos falta, algo que era nosso antes. Por isso, os homens vivem em sociedade, pois desenvolvem o trabalho para buscar, nessa relação amorosa, manter a sua sobrevivência.

- Minha alma gêmea? - falei mais para mim mesma do que para a Normani. - Como vou saber quem é essa pessoa?

- Você vai sentir, não preciso nem explicar - ela percebeu que eu não estava entendendo nada e riu. - Nós, licantropos, conhecemos nosso verdadeiro lado depois dos dezessete e com isso também descobrimos nossa alma gêmea, claro que existem aqueles que demoram para encontrar seu par e tem outros que passam a vida inteiro tentando e não consegue encontrar, mas normalmente encontramos na fase dos dezessete.

- Continuo confusa.

- Você é lerda, Karla - resmungou.

- Ta bom, esquece! Agora quero saber sobre lobos do eclipse.

- Bom, sobre essas pessoas não temos muitas informações, já que so temos relatado cinco casos de bebês que sobreviveram, contando com você.

- E esses outros quatro?

- Lauren Jauregui, Michelle Jauregui, Austin Mahone e Demi Lovato, ninguém sabe o paradeiro do Austin e bom, a Demi é a alfa dos lobos do Sul - Normani parou em um sinal vermelho e me encarou. - Um mito diz que aparentemente, depois dos dezessete, quando completam a transformação, os lobos do eclipse se tornam imortais.

- Imortais?

- Não tem nada que comprove isso - o sinal abriu e ela voltou a dirigir. - Outra característica de lobos do eclipse é que vocês conseguem ter total controle durante a transformação e podem se tranformar quando quiser, sem precisar da presença da lua cheia.

- Informação demais - cocei a nuca. - Se eu sou tão especial, por que nunca consegui me transformar no primeiro nível, ômega?

- Não sei, você é um total mistério, Karla - Normani parou na garagem da casa e desligou o carro, virando no banco para me encarar. Eu estava tão concentrada na conversa que nem percebi o tempo passar. - Eu lembro que uma vez li em um dos livros da minha mãe que a Demi conseguia controlar sua transformação ômega desde os seis anos.

- E eu aqui com dezesseis nunca me transformei em ômega - suspirei. - Até um licantropo comum consegue se transforma em ômega aos treze anos e eu não.

- Você é uma garota especial, Kah, especial até demais - pegamos nossas coisas e saímos do carro. - Pronta para amanhã?

- Não, nem um pouco! - Normani abriu a porta e nós entramos,  subimos para o segundo andar e deixamos nossas coisas nos quartos para então continuarmos conversando. - Eu ouvi o Hazza conversando com o alfa e parece que ele vai me acorrentar no sótão.

-  O Harry me falou isso, é uma precaução, ninguém tem total certeza sobre as informações que temos sobre os lobos do eclipse, então não queremos arriscar... aliás, ele me disse também que ontem tinha dois betas do clã do Sul rondando nosso acampamento.

- Betas? - ela assentiu. - Será que depois de tantos anos eles decidiram vim atrás de mim?

- Se for isso mesmo, aparentemente, eles perceberam que perderam alguém de valor.

- Ou eles perceberam isso a muito tempo mas preferiram me manter longe durante todo esse tempo para virem atrás de mim depois dos dezessete.

- Vim atrás de um lobo do eclipse completo? - Normani ergueu as sobrancelhas. - Demi conhece o poder de um lobo do eclipse, com certeza ela teria vindo atrás de você antes e não depois que você completasse dezessete, a não ser que ela não soubesse da sua existência antes.

- Mas a mulher do alfa disse há anos atrás que existia um boato que um lobo do eclipse havia nascido entre os lobos do Sul, como a Demi não saberia?

- Agora você me pegou - disse pensativa. - Não faço a mínima ideia.

- Talvez eles nem estejam atrás de mim.

- Não tem outro motivo para eles espionarem nosso acampamento, Kah.

- Eu estou tentando pensar positivo, por favor, não me atrapalhe.

[...]

12 de abril de 2016

Lauren:

Eu tento ajuda a garota, fico toda preocupada com ela e o que eu ganho em troca? Uma bela declaração de ódio.

Que garota maluca.

A culpa nem foi minha, mas ela gritou comigo e saiu correndo sendo seguida por duas garotas e um garoto, bufei e me virei para a Michelle que me olhava parecendo não entender nada.

- Lembre-me de nunca mais fazer nenhuma boa ação! - segurei o braço dela e a puxei até o pátio.

- Ei, ei! Não desconta em mim - ela puxou o braço que eu segurava. - Não tenho nada a ver com isso.

- Desculpa... - suspirei e encarei ela. - Por que fica me olhando o tempo todo?

- Seus olhos estão brilhando - me lançou um sorriso malicioso. - Eles ficaram assim quando cruzaram com os olhos daquela garota, aliás, que bela garota em.

- Não inventa, Michelle! - dei um tapa no braço dela.

- Não estou inventando, você ficou o tempo todo olhado para ela.

- Ela é linda e até você ficou olhando - dei de ombros e fui em direção ao banheiro.

O resto do intervalo passou lento demais, eu fiquei conversando com a Michelle e agradeci muito por ninguém vim nos perturbar. Quando estava voltando para a sala as duas garotas e o garoto que estavam com a maluca entraram na sala sem ela, me bateu uma pontada de preocupação pois quando ela caiu pude ver uma expressão de dor em seu rosto.

Sim, eu estou preocupada com a maluca.

- Vou na enfermaria - avisei a Michelle e ela apenas assentiu com um sorriso sapeca.

- Não faça nenhuma boa ação! - revirei os olhos.

Passei pelo corredor a passos apressados esbarrando em várias pessoas até que me lembrei de algo importante: Eu não sabia onde ficava a enfermaria!

Puxei o braço de um garoto e o prensei contra o armário e meu corpo. Ele me encarou com os olhos arregalados e uma feição confusa.

- Calma eu não mordo - sussurrei divertida perto de seu ouvido. - Só quero fazer uma pergunta - olhei em seus olhos. - Onde fica a enfermaria?

- No segundo andar, terceira porta a direita.

- Obrigada - sorri, soltando-o logo depois.

Fui até as escadas que davam acesso ao segundo andar, segui o caminho que o garoto havia falado e encontrei uma porta branca fechada com uma placa escrito: ENFERMARIA.

Bati na porta escutando um “entre” logo depois e abri-a encontrando a garota sentada em uma maca enquanto uma mulher passava algo no pulso dela. A garota estava de cabeça baixa e parecia não ter percebido que era eu quem estava ali.

Tenho certeza que se ouvisse minha voz ela iria me olhar e me xingar.

- Esta sentindo algo? - a mulher perguntou me encarando e eu me limitei a dizer algo apenas negando com a cabeça. - Veio matar aula? - neguei novamente. - Então...? - apontei para porta em um pedido mudo para que ela me seguisse. - Já volto - falou e a garota assentiu sem levantar a cabeça.

Saímos da enfermaria e a mulher me olhou com dúvida esperando que eu começasse a falar.

- Não é nada grave, não é? - perguntei transparecendo toda a minha preocupação e escutei uma baixa risada da mulher a minha frente.

- Ela só machucou o pulso - suspirei aliviada. - Só preciso passar um pouco de gelo no pulso dela e massagear, não quer fazer isso por mim?

- Eu queria até por que seria um bom jeito de me desculpar, mas é capaz de não sair viva daí - apontei para a porta rindo.

- A Mila é um pouco complicada - riu. - Você a conhece a quanto tempo?- cruzou os braços e encostou na porta.

- Na verdade eu nem a conheço, não faço a mínima ideia de como seja o nome dela, comecei a estudar aqui hoje.

- Bom... - ela coçou a nuca e me olhou sorrindo. - Então? Vai aceitar minha proposta?

- Sim, quero cuidar dela - sorri.

- É só você deixar um pouco de gelo, depois pergunte a ela onde esta a atadura ela sabe onde fica, pega e enrola bem firme no pulso dela - assenti. - Ela não trincou o osso nem nada, então só esta um pouco dolorido em inchado, mas logo passa.

- Entendi.

- Vou estar na diretoria, qualquer coisa é só me chamar - assenti novamente e ela sumiu do meu campo de visão.

Respirei fundo e abri a porta, a garota continuava de cabeça baixa.

- Você demorou! - a voz dela soou.

Caminhei até ela lentamente, parei a sua frente e sorri.

- Desculpa?

Ao escutar minha voz levantou a cabeça rapidamente e me encarou surpresa, bufou e tentou se levantar apoiando o peso na mão soltando um gemido de dor logo depois.

- Pela minha blusa ou por estar aqui? Porra... - resmungou baixo.

- Calma - segurei a mão dela e pressionei o local inchado com pouca força.

- O que você esta fazendo? - ela puxou a mão rapidamente e fez uma careta de dor.

- Me dá logo essa mão sua fresca, me deixa cuidar de você!

Voltei a pegar a mão dela que me olhou com os olhos arregalados e as bochechas levemente coradas, dei de ombros e comecei a passar sua dor para mim. Vi as veias do meu pulso ficando negras e puxei a manga da blusa para cobrir.

- Me desculpa... - falou baixo e eu a encarei com uma sobrancelha arqueada, não estava entendendo o porquê de ela estar me pedindo desculpa. - Você não tinha nada a ver com o que aconteceu e eu acabei sendo rude com você.

- Não me importo - dei de ombros. Ficamos em um silencio mortal e aquilo já estava me incomodando. - Você ficou o intervalo todo aqui?

- Sim, a Katy ficou passando gelo para tentar diminuir o inchaço - ela se remexeu, parecia desconfortável.

- Algum problema? - quando eu perguntei ela me olhou e nossos olhares se cruzaram, ficamos um tempo nos olhando até ela balançar a cabeça.

- Não... - o silêncio reinou novamente.

Eu comecei  a passar o gelo enquanto ainda tirava sua dor, mas ela resmungou.

- Te machuquei?- perguntei preocupada e ela apenas negou com a cabeça.

- Só estou incomodada com uma coisa.

- E o que seria essa coisa?

- Você é curiosa - ri negando com a cabeça. - Posso te perguntar uma coisa? - pergunta ela.

- Já ta perguntando...

- Posso te perguntar mais uma coisa?

- Você acabou de fazer isso...

- Eu posso te pergunta várias coisas? - sua irritação me fez rir.

- Pode - digo tirando a atenção do seu pulso e encarando ela.

- Por que ficou me olhando durante as aulas? Você e a Michelle..

- Quer que eu seja sincera?

- Óbvio ! - fez uma careta engraçada.

- Não faço a mínima ideia, quando eu percebia já estava te olhando - sorri de canto vendo ela corar. - E por que a senhorita me mandou dedo em? Eu não estava cometendo nenhum crime.

- Sei lá - deu de ombros.

- A enfermeira estava certa, você é mesmo complicada.

- Não sou!

- Imagina se fosse - falei brincando e recebi um tapa, olhei para ela indignada e ela estava com um sorriso sapeca nos lábios. - Qual é?

- Eu te odeio sabia?

- Sim, eu acho que a escola inteira sabe disso - dei de ombros e me levantei. - Onde ficam as ataduras? - ela apontou para uma gaveta ao lado da maca e eu fui pegar. - Você vem frequentemente aqui para saber onde fica as coisas?

- Digamos que eu sou meio desastrada.

- Meio? - me sentei ao lado dela e comecei a enrolar a atadura em seu pulso.

- Ta legal! Eu sou muito desastrada, digamos que essa enfermaria é a minha segunda casa - disse divertida.

- Ponto para mim - sorri vitoriosa e guardei a atadura na gaveta novamente.

- Você é muito idiota sabia?

- Esse é meu maior charme - pisquei para ela e voltei a me sentar ao seu lado.

- É... obrigada? - encarei o rosto dela e ela estava corada.

- Você não é muito de agradecer, não é? - sorri.

- Não mesmo - sorriu também e estendeu a mão para mim, eu a olhei sem entender. - Meu nome é Camila.

Ao ouvir o nome dela automaticamente meus olhos procuraram os seus e encontraram rapidamente.

Eu conheço essa garota de algum lugar.

- Prazer em conhecê-la - segurei a mão dela e não apertei devido ao pulso. - Camila...

De onde eu te conheço em garota? Seus olhos são tão familiares aos meus.


Notas Finais


Ainda não decidi em qual frequência vou atualizar essa fanfic, mas ja que tenho alguns capítulos prontos...

Comentem o que estão achando ♡

Xoxo.


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