História Bad Boy - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Super Junior
Personagens Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk"
Tags Donghae, Eunhae, Eunhyuk, Haehyuk, Hyukjae
Exibições 387
Palavras 4.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoinhas ^^ Hoje é dia do professor e eu ganhei muitos presentes de meus alunos, estou tão feliz!!!
Não demorei tanto dessa vez, certo? Muito, muito obrigada por cada comentário e favorito. Vocês são demais!
Assim que sobrar um tempinho eu irei responder todos vocês >.<
Parabéns para o nosso lindo Donghae \o/

Boa Leitura!

Capítulo 37 - Thirty Six


 

Donghae chegou cansado, com seus olhos inchados e soluçando pelo choro. Seu coração estava dilacerado, estava quebrado e sem poder recompor as peças, pelo menos não agora. Ver Hyukjae com outra mulher, passando seus braços pela sua cintura, encostando seus lábios saborosos em outra... Não podia suportar. Fechou forte os olhos e jogou seu celular longe. Sentia-se usado. Além de não poder nem sequer respirar bem por tudo o que estava acontecendo.

Jogou-se na cama e gritou com o rosto enterrado no travesseiro, deixando-se levar pela tristeza e desolação. Não podia mais, não se sentia nada bem, todo seu corpo doía, além de estar emocionalmente cansado. Não tinha mais forças para estar ao lado de seu querido garoto malvado. Ainda o amava, e não ia deixar de amá-lo tão cedo, isso se um dia chegasse a superar esse amor. Mas já era hora de separar-se dessa droga, já não podia mais estar junto dele, adoecia com cada palavra de veneno que o outro cuspia, e apesar de que havia sido a melhor manhã que chegaria a ter, também havia sido a pior noite de sua vida. Primeiro um Hyuk meloso e carinhoso, dizendo que gostava do moreno, demonstrando seus sentimentos a Hae, segurando-o pela mão, abraçando-o com seus fortes braços, deixando seu nariz no pescoço do menor, cheirando-o e acariciando-o com cada toque que proporcionava para o moreno. E depois, à noite, tudo se tornou mais frio e escuro, já não era uma noite clara e cheia de luz com um Hyuk carinhoso, e sim uma noite negra, cheia de obscuridade, a qual se impregnou bem no loiro. Eunhyuk era agora o contrário do que havia sido horas antes e quebrando em mil pedaços o coração do moreno, e este, ficando sem nada, sem poder entender como seu melhor dia havia terminado assim, sem poder entender como Hyukjae não poderia gostar de Donghae como este gostava dele, não podendo entender como supostamente superaria Eunhyuk, pois essa era a última vez que seria o boneco do garoto malvado.

“Nunca mais” prometeu o moreno.

—x—

Já de manhã, em um domingo nublado, Hae não tinha forças para nada. Ainda tinha dor em sua garganta e em seu coração. Se não fosse sua mãe chegando de algum lugar, não perceberia que era de manhã, as cortinas estavam abertas fazendo com que a luz entrasse. A mãe do moreno olhava-o com um sorriso no rosto. Coisa que o fez ficar irritado, pois como ela conseguia ser tão feliz em um momento como esse.

— Hae — sussurrou sua mãe, tentado despertá-lo da forma mais delicada possível. —Tenho um presente pra você — comentou, fazendo com que o moreno abrisse os olhos e se sentasse na cama, não querendo ser um filho mal e descontando tudo em sua mãe, mesmo que um presente não fosse ajudar seu humor a melhorar.

— Sério? — murmurou com uma voz grave, possivelmente era por ter recém-acordado ou talvez por tudo o que havia chorado durante a noite. Na verdade, nem se importava mais. — O que é?

— Você vai gostar — assegurou sua mãe, tirando alguma coisa de sua carteira, um envelope branco. — Toma, abre — motivou, deixando o envelope nas mãos de Donghae.

O moreno olhou por alguns segundos, tentando adivinhar o que poderia ser. Abriu o envelope e pegou o conteúdo. Eram passagens... Eram passagens de ida e volta para uma semana em Mokpo. Seu coração deixou de bater por um momento e sentiu lágrimas descendo de seus cansados olhos.

— Eu falei com o seu diretor e ele disse que graças a suas notas, não tem nenhum problema — disse sua mãe com um sorriso, sem saber o que estava passando pelo rosto e pela mente de seu filho. — E nós vamos, os dois por uma semana, será fantástico, não é, Hae? —perguntou e se surpreendeu ao ver o rosto de seu filho; seus olhos inchados, com olheiras e tão vermelhos. Além de ver lágrimas descendo por suas bochechas. — Me desculpe, Donghae! Eu não sabia que você não queria voltar, pensei que...

— Não é isso, mãe — assegurou o moreno, movendo sua cabeça lado a lado, esboçando um sorriso, o primeiro durante largas horas. — É só que estou muito feliz em voltar — disse sincero, sentindo-se aliviado por um momento pelo que havia passado com Eunhyuk, e respirando o aroma de sua mãe, querendo fazer suas malas imediatamente e sair de Seul por um bom tempo. — Preciso voltar a Mokpo, antes que esta cidade esfrie minhas emoções — falou, mais para ele do que para sua mãe, ela passou um braço pelo ombro do moreno e abraçou-o forte.

— Sei que esta cidade pode te deixar assim e lamento muito que tivemos que nos mudar, mas sabe que eu não podia fazer nada depois do que aconteceu com seu...

— Eu sei, não precisamos lembrar — afirmou, com o cenho franzido pela lembrança mais dolorosa da sua vida, a morte de seu pai.

 

—x—

As malas estavam prontas, Hae estava acordado, com banho tomado e pronto para ir. Logo estavam na rodoviária da cidade e Hae estava emocionado por voltar à sua cidade natal. Isso era o melhor que poderia acontecer.

Mas antes de ir por uma semana inteira, o moreno avisou somente uma pessoa. Ao verificar seu celular, notou que a tela estava quebrada em um canto, mas ainda funcionava para chamadas, mas para mensagens de texto seria um pouco mais difícil.

— Kyuhyun — falou quando atenderam.

— Hae, como você está? — perguntou o outro, o qual o moreno só riu baixinho e tratou de não ser verdadeiro com o mais novo.

— Bem — mentiu. — Te liguei para dizer que eu vou passar uma semana em Mokpo.

— Que?! — perguntou retoricamente o outro. — Que sorte você tem, Donghae! — respondeu feliz. — Espero que se divirta e pesque alguns peixinhos — acrescentou, o moreno riu por cortesia, porque seu humor estava pelo chão.

— Bom, agora eu tenho que ir, mas nos vemos em uma semana. Tchau.

— Tchau, Hae, passe muito bem lá — despediu-se, deixando o moreno mais tranquilo. Pelo menos Kyuhyun poderia dizer a Henry e Siwon onde estaria durante toda a semana.

E, na verdade, não queria que ninguém mais soubesse seu paradeiro, nem Heechul, nem seus amigos e muito menos Hyukjae, queria desaparecer para eles. Sentia-se muito mal por Heechul. Depois de tudo, ele era o que mais o apoiou, mas na verdade Heechul também foi um cúmplice, dando mais ilusões ao moreno de que chegaria a ter uma vida ao lado do loiro, isso era o que o moreno pensava, com um pouco de rancor pelo acontecido.

Negando com sua cabeça, tratou de tirar seus maus pensamentos de sua mente, esquecendo tudo o que havia acontecido nas últimas 48 horas. Olhando para sua mãe, que estava subindo suas malas para o ônibus, o moreno tomou a sua e se foi em direção a Mokpo, afastando-se da fria cidade de Seul.

—x—

Chegando à praia de sua cidade e lembrando-se de todos os momentos felizes que havia vivido ali, sorriu e respirou profundamente. Estava em casa.

Ao chegarem ao hotel onde passariam os dias ali, Hae estava um pouco triste, pois de verdade queria visitar a sua antiga casa, o lugar onde tinha passado um pouco mais de 16 anos de sua vida.

— Anda, Hae! Vá até sua antiga escola — disse sua mãe emocionada. — Tenho certeza de que encontrará todos seus antigos amigos ali.

Rapidamente Donghae pegou somente um casaco e saiu dali. O moreno queria voltar a sua antiga vida o mais rápido possível. Precisava mais do que nunca.

Ao chegar à sua antiga escola pôde perceber que as aulas tinham acabado há poucos minutos, já que havia alguns alunos ainda saindo do estacionamento. Logo o moreno avistou seus antigos amigos.

— Yunho! Jaejoong! — gritou. Imediatamente os dois jovens olharam para trás e seus olhos mostravam grande surpresa ao ver Donghae, ali, de volta.

— Ai meu Deus! — gritou o mais alto. Na visão de Donghae seus amigos estavam da mesma maneira que os havia visto da última vez.

Seus peitos chocaram-se fortemente ao se abraçarem tão forte. Depois de todo esse tempo, estar com seus amigos era tudo o que o moreno precisava.

— Olha pra você! — disse Yunho com a mão acariciando a bochecha do moreno — Está mais lindo que nunca — Yunho e Jaejoong eram os tipos de amigos que sempre subiam o ego de Donghae. Talvez essa fosse a razão pelo qual Hae era tão popular na escola: seus amigos.

— Sim! Esse cabelo grande está realmente bonito em você, Hae — disse o outro.

Algumas jovens já haviam parado e começaram a observar os três jovens ali. Elas cochichavam e Hae sabia que elas estavam falando dele.

— Oi?! — disse um pouco tímido o moreno, acenando para as jovens e logo voltando seu olhar para seus amigos.

— Wow! É ótimo te ter aqui de volta! — começou a dizer Jaejoong — Olhem, pessoal, o príncipe de Mokpo voltou para casa!

O rosto de Hae estava vermelho por ser mais uma vez o centro das atenções, mas interiormente o moreno estava mais feliz que nunca.

— Vamos dar uma volta, por favor — suplicou o menor. — Eu quero matar a saudade da cidade.

— Claro — disse Yunho. — Há muitas coisas que temos que conversar. Vamos! — disse chamando Jae e passando o braço pelo ombro de Hae, andando assim com o moreno, abraçado a ele.

Os três jovens andaram por quase uma hora e meia. Os amigos de Hae perguntavam e diziam coisas para o moreno, mas a maioria do tempo eles só se lembravam de tudo o que tinham vivido ali juntos. Quando já estava sentindo-se cansado, o moreno avistou uma sorveteria e disse para seus amigos para eles descansarem um pouco ali.

— Jamais vi você com tanta energia, Hae — disse Yunho. Trazendo três sorvetes em sua mão e sentando-se ao lado de Jaejoong. — Nos conte um pouco mais da sua vida na cidade grande.

— Hmmmm — disse o moreno provando o sorvete. — Não houve nada demais — respondeu Donghae, tentando não pensar em seus dias com o loiro.

— Ficamos sabendo que Yonghwa também foi para Seul, você viu ele? — perguntou bastante curioso Jaejoong, pois sempre foi um pouco fascinado com a amizade que mantinha o moreno e o universitário. Jaejoong e Yunho sempre diziam a Donghae que Yonghwa era um rapaz incrível. Mas eles não faziam ideia de que Hae e Yonghwa já eram mais que somente amigos. Esse era um segredo somente dos dois.

— Sim — respondeu sorrindo, agora recordando a primeira vez em que viu seu amigo ou talvez ex melhor amigo. — Na verdade, mora do meu lado. Aliás, nos víamos muito frequentemente — disse o moreno, tentando esquecer o momento em que havia dito ao universitário que já não podiam ser amigos, tudo por causa de um loiro que a única coisa que Hae queria fazer era esquecê-lo agora. Havia sido o maior cretino com Yonghwa, e pensando nisso agora, sabia que deveria, assim que possível, pedir perdão ao maior.

— Ai meu Deus! — gritou emocionado Jaejoong. — Tenho certeza de que vocês terminarão juntos! Vocês foram simplesmente feitos um para o outro.

— Eu não gosto muito desse casal — respondeu Yunho. — Hae e Yonghwa são muito certinhos. Acho que Donghae merece encontrar alguém que o leve para o mau caminho ás vezes — terminou a frase cutucando e piscando para o menor. — Os opostos se atraem e acho que Hae ainda irá atrair alguém assim.

Imediatamente Donghae lembrou-se de tudo o que tinha feito por causa de Eunhyuk. Seu amigo estava absurdamente certo, mas só de pensar no loiro beijando e acariciando alguém mais, o coração de Hae doía de uma maneira insuportável, e sabia que por mais que Yunho estivesse certo, isso nunca iria ser.

— Hae, você está bem? — perguntou Jaejoong, vendo como o moreno parecia estar em choque por alguns segundos. — Não liga para o que esse idiota diz!

— Me desculpe, Hae... É que eu...

— Não é isso — começou a dizer o moreno. — É que em Seul... Tinha alguém assim. — Donghae sentiu a mão de seus amigos acariciando a sua, dando forças para que ele continuasse.

— Conte-nos sobre isso, Hae. — pediu Jaejoong.

— Seu nome é Hyukjae — respirou fundo — É o garoto malvado da escola em que vou lá. Ele está sempre fazendo algo para quebrar as regras. Muitas vezes ele bebe ou fuma dentro do colégio. Eu... Eu não sei como me encantei por ele, mas... de alguma maneira não conseguia tirá-lo de minha cabeça, e um dia ele me beijou e... — as lágrimas começaram a aparecer nos olhos do moreno. — E então não pude mais esquecê-lo. Ele me persegue até mesmo em meus sonhos. Eu, como um idiota correndo atrás dele, e ele somente rindo de mim pelas costas — Donghae respirou fundo mais uma vez. — Na verdade ele sempre me deixou claro que nós nunca seríamos nada, mas do jeito que me tratava e suas caricias, me fazia pensar outra coisa. Sem contar que houve um momento em que me disse que gostava de mim, mas nesse mesmo dia ele quis mudar de gostos, e simplesmente me trocou por uma garota — assim que terminou de falar colocou as mãos no rosto. Mesmo que doesse lembrar-se de tudo isso, o moreno sentia que dizer isso a seus amigos fazia a dor ser menor de alguma maneira.

— Hae... Esquece ele. Você merece alguém que te ame, cuide de você e que te respeite. Esse idiota não tem ideia do que está perdendo — tentou animá-lo Jaejoong. Donghae sorriu um pouco.

— Mas... — começou Yunho. — Se você o ama, e ele disse que ao menos gosta de você... Nunca pensou que talvez ele não queira demonstrar os verdadeiros sentimentos que sente por você? Afinal, você disse que ele é um garoto malvado, mas até que ponto? Creio que se for assim ele vai perceber o quanto antes o que fez, e será ele que irá correr atrás de você.

Esperanças. Incertezas. Essas eram as únicas coisas que Donghae tinha agora. Porém, o moreno não queria se apegar a isso. Ele sabia que se ele deixasse se levar pela esperança acabaria ainda pior do que já estava.

—x—

Assim foi toda a semana. Seu celular morto em sua mão e já podendo não fazer mais nada, tirou o chip para guardar o número, mas o resto do celular foi jogado no lixo, com um sorriso.

Foi ao seu antigo colégio e conversou com alguns professores que perguntavam como ele estava indo, se ele continuava com a bolsa, que faculdade queria cursar, quais eram suas metas para os próximos 10 anos. Tudo sem uma resposta concreta da parte do moreno, na verdade, Donghae estava um pouco perdido desde que havia pisado em Seul, não sabendo o que fazer com a sua vida.

As meninas entregavam cartas de amor para o moreno enquanto os garotos se aproveitavam de sua boa vontade e lavavam-no para fazer várias atividades, desde futebol até outros esportes. Era diferente a forma em que o tratavam em Mokpo e em Seul. Em Mokpo todos o adoravam, em Seul, o odiavam. Mas ainda sim, não importava a forma que as pessoas tratavam-no, ele sempre continuava sendo o amável Donghae.

— Adeus, Hae. — disse Jaejoong com um sorriso melancólico no rosto. — Espero que nos visite mais vezes. — pediu o mais magro, enquanto Yunho abraçava-o forte.

— Espero que você seja feliz, te desejo o melhor do mundo nessa cidade grande. Você é a melhor pessoa que eu conheço — assegurou com um sorriso.

Nesse momento estavam esperando o ônibus chegar à estação, a mãe de Hae já estava com sono por ser mais de 1 h da madrugada.

— Vou tentar — prometeu o moreno mais para o seu coração do que para seus amigos.

—x—

Chegando novamente ao seu pequeno apartamento na fria cidade, a única coisa que fez foi se jogar na cama e encostar sua cabeça no seu tão conhecido travesseiro. Tentando dormir e esquecer todos esses sentimentos que invadiam com força seu agitado coração, não podendo evitar as lembranças que não conseguia esquecer, por mais que quisesse, fechando seus olhos fortemente e levantando as sobrancelhas em desconsolo. Voltar a Seul o fazia mal, da mesma maneira que um homem loiro que não parava de pensar. Via Eunhyuk em todas as partes... Inclusive em seu quarto.

— Hyukjae. — sussurrou, deleitando-se com cada letra que saía de sua boca. Deixando sair uma última lágrima por um de seus olhos que desapareceu quando encostou ao travesseiro, da mesma forma com que a mente do moreno deixou-se levar pela nuvem dos sonhos e escapou-se da sua nostálgica realidade.

A manhã era como todas as demais, o frio estava de volta à Coreia, e, como sempre, o inverno era o mais forte de todas as temporadas nesse país. Seu coração batia um pouco mais rápido pelo que iria acontecer hoje. Tinha que voltar para sua escola, com esse homem rondando ao redor. Alguém que de verdade não queria voltar a ver, pelo menos era isso que o moreno tentava se convencer enquanto tomava banho. “Não, não desejo vê-lo, não desejo toc[a-lo, não desejo senti-lo comigo, entre meus braços, cheirá-lo e acariciá-lo. Não desejo beijá-lo e muito menos sinto falta dele, não, não, não.” Repetia ele, como um tipo de mantra toda a manhã.

Chegando a entrada da escola, um braço passou por suas costas.

— Hae! — falou Siwon, com carinho. — Estávamos te esperando toda a semana — comentou, caminhando com um sorridente Hae entrando na escola. — Como foi em Mokpo? — perguntou o mais alto. O moreno olhou-o com um sincero carinho.

— Muito bem. Obrigado, Siwonnie — disse com voz nasal. Fazendo o outro rir e empurrar Donghae por sua fofa resposta.

Ao chegar aos armários, Kyuhyun, Henry e Minho estavam ali, olhando-o com um rosto alegre.

— Que bom que você chegou, Hae. — comentou Henry, enquanto Minho se inclinou em uma saudação, os três estavam sorrindo, coisa que fez com que o moreno respirasse melhor.

 — Estávamos te esperando — afirmou Kyuhyun.

Depois de já algum tempo no colégio, Donghae não queria saber de nada o que acontecia ao seu redor. O único que lhe importava era sorrir e estar junto de seus amigos.

— Viu Yunho e Jaejoong? — perguntou Kyuhyun, enquanto entravam no refeitório. O cheiro de comida logo chegou até as narinas dos jovens.

— Sim — respondeu sorrindo o menor — Disse a eles que eu estava bem, e contei sobre o campeonato de matemática e todo o resto. Os dois amigos dirigiram-se até uma mesa, onde sentaram e continuaram conversando por alguns minutos, até o momento que certo grupo entrou no refeitório.

O coração de Donghae bateu rápido e forte dentro de seu peito, suas bochechas ganharam um tom de rosa, e se deu conta do quão bonito Hyukjae estava. Sua cor de cabelo havia mudado, agora era preto, o que fazia um contraste excelente com sua pele branca e o delineador que usava nos olhos. Hyukjae seria facilmente capaz de matá-lo do coração por tamanha beleza. De repente sentiu como sua respiração acelerava, jamais havia visto Hyukjae tão bonito desse jeito. Definitivamente essa cor de cabelo combinava com ele... Muito bem.  Mesmo que Donghae gostasse muito do loiro, a cor preta deixava Hyukjae com um ar de mistério e intriga, e isso havia fascinado o moreno naquele mesmo instante.

— Limpa essa baba, Donghae — comentou Kyuhyun em seu ouvido, trazendo Donghae de volta a vida real. No mesmo momento Donghae lembrou-se de tudo o que havia sofrido por causa de Hyukjae, e jurou a si mesmo que não seria um cabelo novo e o delineador que deixavam Hyuk ainda mais bonito que o faria cair aos pés dele novamente. — Eles voltaram na semana passada, mas GD e seus amigos ainda não — Kyuhyun suspirou. — Hae...

— Diga

— Heechul... — começou a dizer — Ele veio até mim dias atrás, me fez um milhão de perguntas... Se eu sabia onde você estava, se você estava bem, não me lembro de todas, mas ele parecia preocupado — os olhos de Donghae abriram-se em surpresa. —Eu disse a ele que você tinha ido passar uma semana em Mokpo, nada mais — Kyuhyun olhou seriamente para Donghae. — Aconteceu algo que eu deva saber? — perguntou.

— Não é nada — disse o moreno. — Na verdade, não quero pensar nisso, só quero passar meu tempo ao lado dos meus amigos.

Se tão fácil como falar, o fazer também fosse... Hyukjae com certeza já não estaria mais em sua cabeça.

—x—

Ao chegar à sala de matemática, Hae se sentou na mesma carteira de sempre, sentindo um nervosismo muito grande, maior até do que a sua primeira vez com Hyukjae. Jamais havia se sentido dessa forma, estava desarmado e não sabia como o garoto mau iria reagir se entrasse naquela sala e visse o moreno ali. Toda essa situação fazia suas mãos suarem, mesmo estando geladas, e, além disso, lá fora estava prestes a chover. O inverno havia chegado a pouco tempo, mas agora se mostrava com toda sua força.

Já havia passado meia hora e Hyukjae não havia chegado na sala, tranquilizando o moreno e deixando-se levar pelo sono. Fechando seus olhos lentamente, contra sua vontade, tentando prestar atenção, mas falhando miseravelmente quando deixou sua cabeça cair entre seus braços que estavam em cima da mesa.

Sentiu um golpe forte contra sua mesa e abriu os olhos rapidamente, sentou-se reto em segundos na carteira. O menor olhou para frente e notou que o professor estava longe, olhando com cara de surpresa como todos os outros alunos. Quando abaixou seu rosto para olhar a mão que estava pousada em sua mesa, seu coração deixou escapar um suspiro por seus lábios, levantou o olhar pelo braço lentamente até chegar no pescoço, junto com o maxilar para terminar nos olhos delineados, que tinham um olhar brilhante e escuros como sempre, com uma raiva evidente.

— Vem comigo — disse entredentes, puxando pelo braço o moreno e levando para longe da sala, o professor gritava que não podia entrar na sala daquela forma e puxar um aluno daquele jeito, mas, como sempre, Hyuk não ligou e entregou um papel ao professor que leu e ficou quieto na hora. O maior fechou a porta e empurrou Donghae fora dali, levando-o para um lugar que o moreno nunca havia estado. Era uma sala pequena com um escritório e nada mais. — Aqui é onde eu mudo as minha notas de matemática, o idiota não faz nem ideia que eu tenho a chave da sua sala — Ao terminar de falar, Hyuk fechou a porta com um golpe para logo depois empurrar Donghae contra a parede e ir se aproximando do menor. Apertou seus dedos no maxilar do menor o fazendo levantar o olhar. A tensão sexual era palpável. — Que merda você pensa que é, Donghae? — perguntou o maior, olhando-o com um olhar intenso e fazendo o corpo do moreno tremer, que amaldiçoou ser tão fraco quando Eunhyuk estava perto, não conseguindo controlar seu coração que disparou. Definitivamente não sabia como iria superar Hyukjae, ainda mais agora com seu novo visual, que fazia Hae se sentir o homem mais superficial do mundo.

— Não sei do que você fala, Eunhyuk — assegurou com voz firme, confuso com o comentário do outro.

— Não se faça de inocente comigo, Donghae, porque nós dois sabemos que esse garoto ficou para trás quando eu tirei a sua virgindade e fazíamos todos os dias em diferentes posições, com seus gritos para eu seguir — disse entredentes, fazendo o outro corar e desviar o olhar. Hae quis abaixar a cabeça pela vergonha, mas o maior não deixou e apertou mais os dedos no maxilar do outro, fazendo suas respirações misturarem dentro da sala. — Você acha que eu sou seu? — perguntou.

— Você deixou claro para mim que não é assim — respondeu, relaxado por ter conseguido falar sem gaguejar e ainda ter soado forte e claro.

— Então, não chore na frente dos meus amigos do jeito que você fez, porque Heechul e nem ninguém falou comigo semana passado inteira, tudo por sua culpa e seus estúpidos sentimentos por mim, sentimentos que eu deixei claro que jamais corresponderia — afirmou. O moreno sentiu um nó na garganta cada vez que Eunhyuk soltava essas palavras venenosas.

— Eu sei — respondeu num fio de voz, tentando segurar as lágrimas que se negava a derramar por esse ex-loiro.

— Não quero que isso volte a acontecer, Donghae, não vou permitir que Heechul brigue comigo de novo por sua culpa, só porque você não consegue controlar seus sentimentos ao me ver com uma mulher. Vai ser assim parar sempre, eu e você jamais vamos ficar juntos, não vou corresponder seus sentimentos — todas essas palavras fizeram com que Hae empurrasse o maior para longe. As lágrimas já saíam de seus olhos, seu coração estava estraçalhado pelo amor  não correspondido jogado na sua cara.

— Eu sei, Hyukjae — disse doído. — Eu sei, e é por isso que não posso mais seguir com isso — falou, levantando a cabeça e encontrando-se com os olhos surpreendidos do maior. — Não posso seguir sendo seu boneco — continuava, notando como o rosto de Eunhyuk mudava lentamente para uma expressão... surpresa. — Não posso seguir sendo seu cachorrinho. Você é como uma droga e chegou o momento de largar desse vício, porque se continuo assim, cairei em um poço sem saída — as lágrimas saiam sozinhas dos olhos cor de café do moreno e os soluços eram fortes. — Eu... eu não posso continuar com o que seja que nós tínhamos. Não acontecerá novamente isso com o Heechul, porque me afastarei definitivamente de você. Não posso seguir com essa farsa, Hyukjae. — sussurrou, sem poder fazer sua voz parecer normal. Estava muito doído por nunca mais poder ter esse homem na sua vida. — Te deixarei e tentarei viver minha vida, como eu sei que você também seguirá com a sua vida de sempre. Porque, depois de tudo... eu sou o idiota apaixonado pelo garoto malvado.

Depois de tudo, Hae tentou adivinhar o que aconteceria depois, mas não aconteceu o que previa. Eunhyuk tensou seu maxilar completamente e olhou-o de cima abaixo, com suas sobrancelhas juntas, o que o moreno não sabia se era por raiva, confusão, ódio, rancor... Não tinha ideia.

— Está dizendo que quer terminar comigo? — perguntou, com os punhos apertados e com a voz doída.

Donghae olhou nos olhos de Eunhyuk.

— Não posso terminar algo que nunca começou, Eunhyuk. Mas sim, estou terminando o que quer que seja que nós tínhamos — afirmou o menor, com os olhos brilhosos e cheios de lágrimas.

— Como você quiser — murmurou o maior entredente. Seu corpo totalmente tenso e seu maxilar marcado, seu cabelo fazia um bom jogo com seus olhos delineados que olhavam para o chão, um pouco surpreendido e irritado ao mesmo tempo. Passou pelo lado do moreno e empurrou o menor com seu ombro para poder sair da sala do professor. Donghae colocou suas mãos em seu rosto e chorou.

Tudo estava acabado. E agora era momento de superar Hyukjae. 

 


Notas Finais


Agora a coisa vai começar a ficar boa >.<
Alguém ainda vivo???
Nos vemos em breve!

Um abraço,
Monkey.

Me encontrem no twitter se quiserem: @dalnimoon


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