História Bad Boy - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~Podinzinho

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bad Boy, Badboy, Colegial, Comedia, Comedia Romantica, Hopev, Romance, Seoktae, Taeseok, Vhope, Vmin
Visualizações 1.591
Palavras 4.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiii amores!! Não vou me demorar muito por aqui porque estou destruída depois desse capítulo hahahaa

Leiam de coração aberto. Esperamos que gostem e se divirtam.

Uma ótima leitura a todos!! Beijoooooos meus lindos!!

Capítulo 16 - Bora Bora


Fanfic / Fanfiction Bad Boy - Capítulo 16 - Bora Bora

Quando as férias de alguém que tem aproximadamente 16 matérias para estudar - eu não lembro, não me julguem. Nas férias eu fico desmemoriado - chega essa pessoa se ajoelha no chão, coloca o rosto na terra ae agradece a Deus, anjos, Miguel, Gabriel, Rafael, Hosana e até a G-Dragon por finalmente ter alcançado tão grande dádiva de vida que é ficar pelo menos 30 dias bem longe da escola. E esse momento enfim chegou para mim.

Vamos todos dizer comigo um amém? Amém.

Mesmo Jimin tendo armando para mim e me feito desviar dos meus planos de focar somente nas provas naquela fatídica maravilhosa semana, e Hoseok ter me acertado com um golpe mais intenso ainda que foi aquele surpreendente, nada esperado - porém imensamente desejado - pedido de namoro, eu ainda assim consegui me manter focado nos estudo e me dado de corpo, alma e coração naqueles exames do cão. Porque queridos, agora eu estava namorado e se o Taehyungzinho aqui tirasse notas baixas podia esquecer que não ia ter nem Hoseok, Hoseokinho ou Hoseokão para mim nas férias todas.

A não ser que eu desse esses nomes para a chinela da minha mãe, vassoura e a esponja de lavar pratos.

Mas isso não aconteceu e eu podia cumprir todos meus planos de tomar um banho gostoso, vestir roupinha limpa, ficar todo cheirosinho e ir para a casa do meu namorado que agora eu podia gritar aos quatro canto do mundo que era meu mozão porque ele era sim. E era assim que eu ia pela estrada fora, feliz da vida e com a cara vermelha igual um tomate depois de sair pelas portas de casa com minha mãe gritando que eu usasse camisinha. Vê se pode!

Digamos que minhas visitas à casa de Hoseok estavam até bem frequentes, tanto que nem precisava mais me identificar e dizer quem eu estava vindo ver no prédio, o porteiro - senhor Decezar, um cara muito legal e simpático, apesar do bigode que me incomoda um tanto - já me deixava passava direto. E eu já era cumprimentado pelo nome e às vezes até ganhava um doce ou algo do tipo quando passava por lá.

Eu gostava, mas ainda sentia que de certa forma estava sendo chamado de criança ali. Mas relevava, porque enfim era pirulito de graça.

 

— Tê! — ai que o sorriso com que meu namorado - já disse que era meu namorado? - me recebia sempre que eu chegava ali era lindo, de derreter até o coração mais gelado. E como o meu era quentinho já por causa dele, eu só me apaixonava mais e mais por ele.

— Oi mozão. — já fui logo entrando e dando aquele beijinho de boas vindas do qual eu tinha total direito e propriedade sobre, nem venha são só meus. Isso aqui está muito açucarado não é? Fazer o quê, começo de namoro só tenham paciência. — Por que está sem camisa? - estava com um pouco de vergonha? Claro que sim. Mas eu estava achando ruim? Claro que não. Quem é o ser humano que ia achar ruim ser recebido por Jung Hoseok só de calçãozinho de dormir? Aposto que nem cueca ele estava usando. Hosana segura meu pensamento.

— Eu estava preste a entrar no banho. — ganhei mais um beijo. Quer dizer mais uns três. — Você se importa de esperar um pouco? É bem rápido, já volto.

— Não. tudo bem. — ele me soltou e eu caminhei em direção ao centro da sala, para o sofá em que me sinto dono da máfia a cidade.

— Ou… — “ou’’, aquele tom, ele ia dizer safadeza. — Você pode vir tomar banho comigo se quiser. — preciso nem dizer que minha cara ficou um completo pimentão não é? Fiquei mais vermelho que… deixa pra lá, melhor não comentar a comparação que fiz em minha mente. E Hoseok bem, Hoseok só riu da minha vergonha. Ah provocadorzinho.

 

Já fazia aproximadamente duas semanas que eu e Hoseok estávamos oficialmente juntos. Tá, vamos ser sinceros, esquece a coisa do aproximadamente, já somavam 13 dias 22 duas horas e 30 minutos desde que aceitei seu pedido de namoro. Agora trinta e um minutos. E tenho certeza que você deve estar se perguntando isso, mas não, ainda não havia rolado a tão esperada primeira vez.

Eu sei que havia dito ao meu amigo Park saliente Jimin que quando me tornasse oficialmente namorado de Hoseok nós passaríamos a ter uma vida sexual ativa, mas acontece que também não é assim de uma hora para a outra que isso aconteceria. Então eu estava esperando pelo momento certo. E de uns tempos para até então, ele não havia dado mais nenhum investida, tentando nada, mesmo com todas as tardes e até mesmo parte da noite que vinha passando sozinho com ele em seu apartamento. Então isso fortaleceu a ideia que eu tinha de que ele também podia estar preparando para ser um momento mais especial, e para mim seria no nosso aniversário de um mês.

Fiquei pensando nisso, divagando também entre outras coisas enquanto esperando Hoseok voltar do banho e já esperava ele vindo com pele quentinha da água do chuveiro elétrico, cheirosa do sabonete, porque já conseguia sentir o aroma delicioso que saía do banheiro, e com o cabelo escuro molhado, precariamente enxutos com uma toalha e caído sobre a testa deixando ele simples e lindo. Porque ele nem precisa de muito pra ser, já basta só estar existindo.

 

— Tae você quer algo pra beber? — ele perguntou assim que surgiu de repente na sala indo para a cozinha. Respondi que não e fiquei esperando que ele viesse até mim no sofá da porra toda. Nós ficávamos com poder sentados juntos ali. Você não tem noção.

— Como estão as coisas na oficina? — perguntei pra fazer a linha namorado preocupado, mas eu realmente me importava, gostava se saber como andava a vida do mozão.

— Ah estão boas. — ele deu um gole no copo de suco que havia trazido consigo. — E eu tenho uma novidade. — sorriu feliz. Meu Deus, o que será que era? — Uma surpresa para nós.

— O que é?

— Vou ter uma semana de férias do trabalho e pensei de viajarmos juntos. Aproveitar esses dias só eu e você, onde quiser, no campo, na praia. — ele continuava falando sem parar e eu estava ali paradinho, só tentando absorver aquele choque da notícia. Hoseok queria viajar comigo? Era isso mesmo?

— Mas eu nem sei se minha mãe e meu pai vão deixar. — ah que coisa mais adolescente, recebe um convite desses e a primeira coisa que pensa é na permissão dos pais. Bem brochante, admito.

— Ah vão sim. — ele sorriu tão seguro. Queria ter essa auto confiança de Hoseok.

— Ah é? E como você sabe? - fingi uma pose de desafiador para cima dele, só pode mesmo porque ele fez foi rir de mim.

— Porque eu já pedi a eles.

 

[...]

 

Quando o dia da viagem finalmente chegou, o que queria dizer exatamente dois dias depois, porque nessa história eu fui como um corno, o último a saber, eu estava mais do que animado para passar cinco dias com mozão Hoseok na praia em uma outra cidade distante. Mas por favor não perguntem o nome, eu não sei.

Como iríamos de moto eu estava levado o mínimo de bagagem possível, porque era mais do que óbvio que não tinha espaço para carregar durante as cinco horas de viagem uma mala grande para mim, e uma mala grande para Hoseok. Mas quem disse que minha querida mãe havia entendido isso?

Não havia. E eu estava preso num dilema que nem era meu, era dos outros , porque de um lado havia minha mãe querendo enfiar roupas e mais roupas numa bolsa enorme - mesmo eu dizendo que não precisaria de um casaco de moletom na praia, era quente, fazia sol o tempo todo - e uma farmácia inteira de remédios até para picada de cobra - porque ela pirou e achava que eu ia me meter na selva aberta e me deparar com cascavéis perigosíssimas. E do outro lado eu tinha Park safadinho Jimin, dizendo que era bobagem me preocupar com aquilo e que deveria reduzir pela metade as roupas que estava usando, até porque a maior parte do tempo eu não estaria usando nada além de lençóis e Hoseok.

Eu precisava de ajuda.

 

— Vamos Tae? — Hoseok perguntou e eu agradeci aos céus, porque era o sinal da minha libertação daquele loucos.

— Vamos sim Hobi. — imaginem o tamanho do sorriso no meu rosto, o do ser humano mais livre do mundo.

— Meu filho você tome cuidado, tome os remédios e não vá falar com estranhos, nem beber coisas estranhas, nem chegar perto de animais que você não conhece. — ela olhou fundo nos meus olhos — E o mais importante, não coma plantas que você não conhece.

— Por que eu comeria plantas mãe? Eu só vou pra a praia, vai ficar tudo bem.

— Adeus, foi bom enquanto durou. Mas pense positivo, vai ficar melhor. — encarei Jimin confuso. Será que era algum tipo de vírus da estranheza que se espalhava entre as pessoas ao meu redor quando se falava de viagens?

— Credo Jimin, eu vou voltar tá bem?

— Eu sei que vai. — me abraçou forte e sussurrou no meu ouvido. — eu estou é me despedindo das suas pregas, porque elas não vão voltar.

 

E foi com uma mãe só pensando que eu me meteria em perigos e um Jimin só pensando que Hoseok se meteria em mim, que eu fui embora para o momento mais lindo da vida, minha primeira viagem sozinho, e com a pessoa que eu mais gostava no mundo, a melhor companhia de todas, mozão Hoseok.

Ele arrumou minha mochila junto da sua na garupa da motocicleta, mas antes eu tive que guardar a maletinha com os remédio que minha mãe não deixou de forma alguma eu ir sem. Em seguida ele colocou o capacete na minha cabeça e deu um beijinho rápido na ponta do meu nariz, porque não dava para alcançar mais meus lábios devido o capacete. E quando ele colocou o dele e montamos na moto estávamos prontos par sair.

Sendo bem sincero, viajar de moto era muito chato. Mas muito chato mesmo. Não dava para se mexer muito, o vento ficava batendo no rosto, não se podia ouvir música e muito menos dava para conversar, ver o rostinho de Hoseok, ouvir sua risada. Tinha que me contentar em ficar agarrado a ele mesmo que fosse naquela posição incômoda e desconfortável.

Não sei qual foi a intenção de Hoseok em sair no fim da tarde para essa viagem, não perguntei, mas imaginei que fosse por querer chegar lá durante a noite, dormir e descansar depois passar horas pilotando sem parar e logo de manhã cedo conseguirmos aproveitar a praia e tudo que houvesse para nós, sem perder tempo com nada.

Justo.

E quando ainda escurecia e a noite se instalava no céu eu comecei a sentir um frio se aproximar. Agarrei Hoseok me aproximando mais e sorri com a ironia de minha mãe ter insistido tanto para que eu trouxesse comigo uma roupa para caso fizesse frio. O frio era gostosinho, mas havia momento em que ficava mais intenso, mas atribuí isso à velocidade com que o mozão pilotava, fazia sentido sim?

Fazia, mas quando se escuta um barulho, mais como um estrondo mesmo acompanhado de um clarão no céu e uma coisa molhada e gelada pingando na sua pele você se toca que na verdade está começando a chover.

Ótimo dia para namorar e viajar com um cara que tem uma moto ao invés de um carro.

E não se tratava de uma simples garoa, não mesmo. Estava mais era para uma torrente de chuva daquelas bem fortes. E não tinha a menor condição de continuarmos com a viagem, ainda faltava muito para chegarmos, pelo menos duas horas.

E eu fiquei muito feliz que Hoseok entendeu isso e prosseguindo só o suficiente até encontrarmos o primeiro hotel de estrada que passou na nossa frente. Teríamos que ficar por ali até a chuva passar pelo menos.

Paramos e enquanto eu corri para dentro do estabelecimento com nossas bolsas antes que elas ficassem realmente olhadas, Hoseok foi procurar estacionar a moto e eu já tinha certeza de que ele voltaria ensopado, porque, vamos ser sinceros, aquele tal de Bora-Bora não tinha luxo nenhum, aparentemente.

 

— Vai querer um quarto rapazinho? — a recepcionista me perguntou sem tirar o pirulito que tinha na boca. Ai nossa, aquele cabinho todo sujo pelo batom exageradamente vermelho estava me dando agonia. Confirmei com a cabeça e ela sorriu. — Mas está sozinho? — curiosa ela não? Mas presumi que fosse para me indicar um quarto, para uma só pessoa, ou para duas.

—- Não, eu estou acompanhado. Ele está guardando a moto, logo chega. — respondi simplista explicando que seria um quarto para duas pessoas.

— Humm… ele. — ele sorriu enquanto digitava algo no computador. — Dois caras, que sexy. — arqueei uma das sobrancelhas confuso, mas que abuso era aquele? Pensei que fosse uma dessas mulheres que tem tesão por homens se pegando, acha isso sexy, então relevei. Mesmo que eu não tivesse dito nada que desse a entender que o ele era meu namorado, podia ser só um amigo. — Você é de maior?

— Não. — ela sorriu sugestiva de novo.

— O ele é pelo visto, já que tem licença de motorista. — concordei com a cabeça. — Vou fingir que ambos são de maior só porque não quero ficar no caminho de vocês.

— Um quarto. — Hoseok chegou já pedindo sorrindo pra mim e pegando dentro da carteira um cartão de crédito. — Quero pagar pelo pernoite.

— Esse é o Ele? — a recepcionista perguntou para mim e eu confirmei com  cabeça. Ela por algum acaso estava tarando meu namorado? — Ah, agora que eu não vou ficar no caminho de ninguém. — se voltou novamente para o computador. — Olha para vocês dois, que gostosos, vai ser realmente sexy. — Hoseok pareceu ficar envergonhado com o que ela falou , e até um pouco irritado também. Já eu estava bem confuso.

— Você poderia só nos dar a chave do nosso quarto? — ele falou sério, com voz grossa. Agora eu tinha que concordar com ela, meu ele era bem sexy e quente mesmo.

— Claro. Quarto 22. — ela entregou a chave. — Na gaveta do criado mudo vai ter algumas coisas que talvez vocês se interessem. E do lado da TV tem uns filmes que vocês podem ver e curtir um pouco. — ela falou enquanto eu era puxado pelo braço por Hoseok.

— Obrigado. — ainda agradeci, mas levei outro puxão mais forte e fomos entrando pelo corredor à procura do quarto de número 22.

 

Não deu muito trabalho achar, até porque o número dos quartos começava no 20. Estranho não é? também achei. Quando entramos eu já achei tudo bem estranho. Só tinha basicamente um banheiro pequeno, uma cama, espelhos por todos os lados e uma televisão. Quer dizer, ainda tinha um criado mudo e um frigobar. Mas o que eu poderia esperar de um hotel de beira de estrada? Luxo e cinco estrelas? Não né.

 

— Desculpa Tae por te fazer aqui, mas vai ser rápido, ok? Quando o dia amanhecer amanhã nós vamos embora. — ele segurou meu rosto com as duas mãos e falava calmamente. — Até lá a chuva vai ter passado. — me deu um beijo rápido que eu tentei prolongar, porque já fazia muitas horas que nós não trocávamos saliva e trombadas de língua, mas não deu. — Agora vou tomar um banho porque estou ensopado.

 

Enquanto Hoseok mozão tomava um banho, eu estava entediado, então resolvi explorar o quarto. Primeiro que descobri um roupão felpudo dobrado sobre o frigobar, achei bem estranho, mas mesmo assim eu estava com a roupa molhada e nenhum interesse em continuar com ela, então tirei minha roupa - ficando só de roupa íntima - e vesti o roupão para ficar preparado só esperando Hoseok sair do banho para que eu pudesse entrar e tomar o meu logo em seguida.

Somando tédio ao tédio se tinha eu sentado na beira daquela cama, então resolvi dar mais uma volta pelo quarto, coloquei alguma música das minhas playlist para tocar no meu celular. Primeira coisa que eu fui mexer, frigobar, lá só poderia ter comida, não era para isso que eles serviam? Porém fato estranho número dois, só tinha bebidas alcoólicas lá. Mas porque só tinha cerveja e uma certa mistura de vodka com suco de limão?

Olhei para um lado e outro, pensei, ponderei todos os prós e contras e a única coisa que passa por minha mente era que eu estava longe de qualquer responsável que pudesse me reprender, longe dos olhares de todos, somente eu e meu namorado gostosão. Era a viagem da liberdade, eu estava me sentindo livre pela primeira vez na vida. Então, que mal haveria provar um pouquinho só para saber que gosto álcool tinha?

Nenhum, certo?

Certo. E foi por isso que eu peguei uma garrafa de cerveja que havia ali e abrir para provar. Nossa, era horrível, mas mamãe me ensinou a não desperdiçar, então continuei bebendo mesmo assim porque se Hoseok ia pagar por isso de qualquer forma, eu iria ao menos beber tudo.

Enquanto eu entornava a cerveja fui ver que tipos de filmes haviam ali, já que a recepcionista disse que talvez nós fôssemos gostar. Pra começo de conversa era fita cassete. Quem me pleno século 21 ainda usava fita cassete? Ultrajante, uma ofensa praticamente essa falta de tecnologia naquele lugar. Mas como quem não tem cão caça com gato eu fui mesmo assim.

“Bastardos inglórios”, ah meu pai vivia falando desse filme, segunda guerra, Tarantino, Brad Pitt, óscar. Parecia bom, se ganhou óscar era bom, assim funcionava meu pensamento, então eu ira assistir só para passar o tempo.

Coloquei o filme e a cerveja já havia acabado. Ótimo, agora era hora de provas da mistura de vodka com suco de limão. Enquanto filme começava, somente o tempo dos créditos iniciais eu fui buscar no frigobar uma garrafinha da tal bebidinha, e aquilo sim que era uma delícia, uma delícia mesmo. Deitei na cama e resolvi prestar atenção ao filme agora que havia encontrado o novo amor da minha vida, a bebida - não acreditem nisso, Hoseokão ainda reina no meu coração.

Tudo estava indo bem, tinha umas mulheres bonitas no filme, mas até então não havia aparecido Brad Pitt nenhum, não lembro do meu pai falar de tantos personagens femininos assim no filme. Contudo a situação toda teve um twist do tamanho do mundo quando mudou para a cena seguinte. Meus olhos arregalaram e eu quase gritei de desespero.

Por que tava todo mundo pelado e se esfregando? Por que tinham três mulheres nuas se lambendo na frente de uma lareira? E por que estava chegando mais uma? Por que elas gemiam tanto? E porque a anta aqui não olhou direito para a capa da fita e ver que o nome do filme era Bastardas Inglórias, e um puta de um pornozão lésbico!

Eu dei um pulo da cama. Por que raios de motivos tinham fitas de pornô num quarto de hotel de beira de estrada minha gente? Tentei desligar aquela maldita TV, mas ela não queria, só queria aumentar e me deixar encarando aquela monte de perereca. Nunca que eu tinha visto tanta vagina na minha vida, imagina eu que nem quero transar com uma tendo que ver aquilo e tão inocentemente.

Com muito trabalho eu consegui desligar aquilo, amém Hosana, não aguentava mais ver briga de aranha e colação de velcro. Meu negócio era briga de espadas minha gente! Corri pro outro lado do quarto e abri as gavetas, não podia ser, não podia ser! Só tinha camisinha ali, era camisinha e todo jeito e tamanho, além de lubrificante e um consolo! Que usava consolo que já estava em um quarto antes de você chegar? Que nojo! Nada higiênico isso.

E foi quando eu percebi que eu não estava em um hotel de beira de estrada, mas sim em um motel. Certo, eu havia lido a palavra “motel” no letreiro vermelho, mas eu como bom fã de supernatural achei que fosse como os que Sam e Dean passavam suas noites quando estavam na estrada. Lá não era motel para “making love” e tchaca tchaca na buthaca”, eram chamados de motéis por serem hotéis pequenos de beira de estrada para viajantes.

E quando eu encarei o cardápio que havia em cima do frigobar com os preços dos produtos que haviam nele eu observei com cuidado a logo do hotel - agora sabido como motel. Não era “Bora Bora” como eu pensei ser, seu nome na verdade era “Bota Bota”. Tinha como algo ser mais descarado e indecente que isso?

No meu desespero e nervosismo só tinha uma coisa a fazer: beber. Bebi de uma vez o conteúdo da garrafinha em minha mão e fiquei me perguntando como proceder daqui para frente. Eu estava em um quarto de motel com meu namorado, ele estava tomando banho e eu estava quase nu usando apenas um roupão. Isso explicava aquelas gracinhas da recepcionista para nós dois, ele pensava que nós estávamos ali pra transar!

Ai meu Deus! Eu não queria isso não!

Quer dizer, não é que eu não quisesse transar com Hoseok. Eu queria, e muito, só não queira assim, ali, daquele jeito.

Eu andava de um lado para o outro e nem sabia direito por que estava tão inquieto. Aquele roupão estava me incomodando muito, de repente fazia um calor inexplicável naquele quarto e já estava me deixando tonto. Que espécie de quetura foi essa que deu de repente a ponto de me deixar suando e tonto como eu estava?

No meio do desespero em que eu estava só me restava o que? Rir isso mesmo! E foi assim que Hoseok  e encontrou quando saiu do banho, gargalhando feito um retardado jogado na cama com várias e várias camisinhas ao meu redor porque eu peguei todas e brinquei de chuva de confete com eles.

 

— Taehyung, o que você está fazendo? — ele me perguntou intrigado e confuso. Pelo menos é assim que eu imagino que estava a cara dele, porque não vi, estava ocupado demais rindo da lâmpada do teto.

— Ah Hobi, você saiu do banheiro finalmente. — subi na cama e depois desci dela correndo até ele quase me jogando em seus braços. — Me dá um beijo mozão, eu tô com tanta saudades de você. — o puxei pelo pescoço e beijei com pressa esmo, sem educação, enfiando logo a língua na boca dele, porque eu queria muito, quase desesperadamente sentir o gosto de Hoseok na minha boca.

— Taehyung você provou da bebida do frigobar? — ele perguntou desconfiado, com certeza sentiu o gosto na minha boca e eu apenas sorri gesticulando que havia bebido um pouquinho. E foi mesmo, só uma garrafa, era quase nada.

— Amor, sabe o que eu descobri? Que a gente tá num motel. — imaginem um Kim taehyung rindo feito um retardado.

— Eu sei Tê.

— Mas é tipo daquele motéis que o pessoal vai para fazer as coisinhas, pra trepar mesmo. — certo, era possível que eu ficasse um pouco explícito demais.

— Eu sei disso Tê.

— Imagina que loucura seria — empurrei ele sobre a cama e subi mesmo sobre ele ficando sentado estrategicamente sobre o playground. — se a gente transasse pela primeira aqui não é? Já que aqui é feito para isso. — ele me segurou pela cintura e se sentou ficando com rosto bem próximo ao meu e inverteu nossas posições ficando agora por cima de mim.

— Você acha? — desceu para perto do meu rosto e começou a beijar meu pescoço enquanto sua mão bem espertinha descia para dentro do meu roupão e começava a descer pelo meu peito. — Porque eu também acho.

 

Ele foi indo mais e mais para cima de mim, sua mão deslizando pela minha barriga já chegando muito próximo da barra da minha cueca, pelos arrepios na minha pele eu podia sentir. Mas foi aí que o estalo deu em minha mente, para alguém que estava a semanas, encontros e mais encontros a sós sem tomar nenhuma atitude, Hoseok cedeu fácil demais.

 

— Hoseok espera. Espera. — comecei a empurrá-lo. — Espera. Para Hoseok. — chamei seu nome um pouco mais alto para conseguir fazê-lo parar e sair de cima de mim. Eu queria olhá-lo de frente, não queria mais ficar deitado,queria ficar de pé.

— O que aconteceu Tae? Por que paramos? — perguntou passando as mãos por aqueles cabelos fabulosos e lindos, o roupão um pouco aberto já expondo mais daquele corpo que não usava nada por debaixo daquilo, que delícia. Mas não estávamos em posição  pensar aquilo.

— Pensa que eu não sei qual é o seu plano? Eu entendi tudo agora! — gritei e apontei o dedo na direção dele. Que me olhava confuso. — Eu não vou cair na sua tramóia.

— Do que você está falando Taehyung? Eu não estou te entendendo. — ele também ficou de pé e arrumou o roupão novamente. Agora estávamos os dois frente a frente.

— De você! — ele franziu o cenho confuso. — Eu sei que você me pediu em namoro apenas para me levar pra cama. — Hoseok arregalou os olhos e deu uma risada nervosa e bem descrente do que  estava ouvindo sair da minha boca.

— O que? Taehyung? Você está ficando louco? Bebeu tanto assim? — ah mas que cara de pau a dele.

— Admita Hoseok! Admita que você só está namorado comigo porque quer meu corpinho na sua cama, mais um trofeuzinho novinho da escola dos riquinhos. E quando tiver vai me largar na primeira oportunidade. — eu dava soquinhos em seu peito e ele não fazia nada para revidar, até que agarrou meu pulso me sacudindo e forçando a olhar para ele — Isso não vai acontecer Hoseok, não vou dar meu corpo virgem para você se aproveitar, corromper e depois me largar. Então se quiser me largue agora.

— Você realmente acha que foi por isso? Que eu fiz todo aquele teatro, que eu invadi uma escola correndo o risco de ser pego, conheci seus pais antes mesmo de namorar com você, fui em festa de aniversário de gato por alguém que eu só quero comer? — ele me segurava firme e olhava fixo nos meus olhos. — Você tem noção de quantas pessoas eu posso levar para a minha cama Taehyung? E eu ainda prefiro ficar com você tomando sorvete e falando da lua. E isso é por que eu só quero te comer?

— Olha aí e ainda esfrega na minha cara que pode comer quem quiser! — grite mesmo. — Você sabia que eu sou virgem Hoseok? Eu não vou dar minha virgindade assim.

— Claro que eu já imaginava que você fosse virgem. Por isso eu estava esperando seu tempo.

— Mentira! — grito de novo. E dessa vez Hoseok bufou com muita raiva.

— Quer saber Taehyung, eu vou dar uma volta e quem sabe assim você se livra dessa paranoia nesse tempo. — E não me deu sequer tempo para o responder, ele já estava saindo e batendo a porta com força.

 

Eu também bufei de raiva, me joguei sobre a cama e com raiva joguei para longe todas aquelas camisinhas ridículas e inúteis. Me culpei por ter gritado feito um imbecil com Hoseok e tê-lo feito ir embora, mas esperei que ele voltasse logo. Não voltou.

Com passar de algum tempo que eu sinceramente não fazia ideia talvez o efeito do álcool foi passando em mim e a única coisa que restava era eu me sentindo um tremendo babaca por ter começado a soltar inseguranças sem sentido em cima de Hoseok, sendo que nem era aquilo que eu realmente pensava sobre ele, sobre nosso relacionamento, sobre aquela situação. Eu só era mesmo um grande idiota que não pode beber nada alcoólico porque vai se transformar em outra pessoa e começar a soltar besteiras sem fim pela boca, colocando em risco o que ele tem de melhor na vida.

E quanto a isso, no momento, eu só poderia chorar mesmo sabendo que permanecer sozinho no escuro do quarto, encolhido no sofázinho não iria trazer Hoseok de volta para mim.

Acordei com o barulho da porta sendo aberta, motel meia boca é assim mesmo, tudo muito barulhento e rangendo, imagina transar naquela cama, ia fazer uma barulheira tremenda. Era Hoseok, não podia ser outra pessoa. Permaneci imóvel, fingindo estar dormindo mesmo que tivesse acordado. Não sei bem, acho que era meu medo de encarar ele novamente, eu era o completamente errado ali, e ainda por cima estava mergulhado na minha própria vergonha.

 

— Tae… — ele se agachou perto de mim, ali encolhidinho no sofá. Passou a mão pelos meus cabelos num carinho leve e eu tive medo dele descobrir que eu estava acordado só pela velocidade em que meu coração batia. — Desculpa, mas eu não vou dormir brigado e separado de você. — então eu senti ele me pegando no colo.

 

Foi difícil manter o meu corpo mole como se eu estivesse adormecido, mas só o toque de Hoseok e o que ele havia acabado de dizer ao meu ouvido já era suficiente para me deixar assim. Ele me carregou até a cama e depois de deitar o meu corpo falsamente adormecido ali, se deitou ao meu lado.

 

— Eu sou muito louco por você Kim Taehyung. — ele ainda sussurrou no meu ouvido e eu não resisti, me remexi e virei de frente para ele, sendo abraçado e puxado para mais perto logo em seguida.

 

Eu não podia dizer isso naquele momento, mas eu também era muito louco por Jung Hoseok.

 



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