História Bad Girl - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 10
Palavras 2.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii! Ressurgi dos mortos aqui kkkkkk.
Sério, me desculpem pela demora, eu tive alguns probleminhas pessoais... Mas agora eu tô bem e voltei com mais capítulos!!!
Esse e o próximo são dois dos meus favoritos, vai ter mais ação e vou deixar vocês na esperança de um pouco mais de sentimentos nos próximos...
Bora lá!

Capítulo 11 - Isso Não é um Problema


- Ou vão pro Inferno! - Gritou Diego.

Eu revirei os olhos enquanto Sierra voltava para sua mesa com as outras idiotas, não sem antes fuzilar Diego com o olhar.

Todos no refeitório olhavam para mim.

- Esse povo não tem o que fazer, não? - Jason disse propositalmente alto, fazendo com que todos desviássem os olhos de mim.

- Essa loira oxigenada não cansa de ser sem noção? - Irritou-se Elena.

- Ela ta aprendendo a calar a boca. - Comentei, olhando para Kyle, que tinha visto nossa última "discussão" na enfermaria.

- Sem dúvida. - Ele concordou, rindo.

- Nem pergunto nada. - Elena disse.

- Quer saber? Hora da lição número dois. - Declarei e levantei do banco.

Me dirigi à mesa de Maddison e Sierra, e, no caminho peguei um copo plástico com café da mão de alguém.

Quando passei por ela, simplesmente virei o copo em sua cabeça e disse alto o suficiente para quem estava próximo ouvisse:

- Seu cabelo fica melhor na cor natural...

Eu podia ver que ela estava morta de raiva. Trabalho cumprido.

- Loira é burra mesmo, hein... Ainda bem que não nasci com o cabelo dessa cor...- Comentou ela enquanto se levantava, com falsa inocência.

- Se eu fosse você não citaria estereótipos, até porque não sou a única que já ouviu falar que morena é puta... - Um coro de "uou" fez-se ouvir no local.

Andei até a lixeira mais próxima e joguei o copo, agora vazio, enquanto observava Maddison se levantar e correr para longe dali. Sierra me lançou um olhar mortal e eu devolvi um beijo exagerado no ar, fazendo todos rirem e ela se virar com raiva

Quando voltei ao meu lugar, meus amigos ainda riam.

***

Já tinham se passado algumas horas desde o "probleminha" com Maddison no refeitório e eu ainda tinha vontade de rir ao me lembrar.

Eu havia voltado para casa com intuito de escovar os dentes e prender o cabelo, já que havia combinado com Jason e Kyle de sairmos do Acampamento para fazer uma ligação. Diego e Elena haviam preferido ficar e esperar por Sophie, que provavelmente chegaria de tarde.

Havíamos combinado que Jason iria buscar Kyle no chalé dele, já que o mesmo não conhecia nada no Acampamento, e nos encontraríamos no chalé de Jason.

Fui até lá, me certificando de que estava com meu colar e pingentes, apesar de que eu nunca tirava.

Bati na porta e quem atendeu foi Luke.

- Ei. - Cumprimentou ele.

- Oi. - Respondi.

- O Jason saiu, acho que foi buscar um amigo... - Ele disse.

- É, eu sei. - Confirmei. - Eu espero. - Entrei sem que ele me convidassee, deixando-o meio sem reação.

Me sentei no sofá e peguei um caderno que eu tinha certeza que era de Jason, já que já tinha visto ele segurando-o algumas vezes antes.

Eu estava prestes a começar a folhear quando Kyle e Jason entraram pela porta que mal havia tido tempo de ser fechada.

- Sua amiga é doida... - Luke disse, mas não de um jeito ruim, ele estava rindo.

- Kate, o que você fez? - Jason me olhou e fechou a cara.

- Eu tenho passe livre, não tenho? - Perguntei ignorando sua pergunta.

- Tem o que? - Ele me olhou estranho, segurando o riso.

- Tenho sim, você entrou no meu quarto e jogou água em mim, isso me dá alugm direito... - Afirmei.

Luke, Jason e Kyle se entreolharam e começaram a rir.

- Ok, ok. Convidada autorizada. - Luke disse, rindo.

- Não cara! Você acabou com a minha vida! - Jason implicou.

- Acho melhor você calar a boca, Meyer. - Tentei olhar para ele de forma ameaçadora, mas acabei rindo, o que fez todos rirem.

- Como vocês conseguem ficar sempre tão relaxados, sabendo o que está acontecendo? - Kyle perguntou com um tom de admiração na voz.

- Se toda vez que estivermos em perigo demonstrarmos preocupação, vamos morrer se estresse. - Esclareceu Luke.

- Enfim, cadê? - Eu quis saber.

- Cadê o que, doida? - Jason brincou.

- O celular, idiota. - Bufei.

- Peraí... Você tem um celular aqui? - Luke perguntou.

- É... - Jason disse, passando a mão pelo cabelo, como sempre fazia quando não queria falar sobre algo, ou estava nervoso.

- Não vou contar nada, relaxa. - Prometeu Luke.

- Obrigado. - Jason agradeceu.

Depois ele subiu as escadas e quando desceu, havia um celular em seu bolso. Sabíamos que teríamos que ir pela floresta - que era sempre escura, de dia ou de noite, devido à densidade das copas das árvores -, já que quase com certeza estariam fazendo vigia nas fronteiras mais acessíveis do Acampamento, então Luke nos entregou uma lanterna e nos desejou boa sorte.

Era hora do almoço, então provavelmente haveriam poucos campistas fora do refeitório, o que facilitou nossa entrada na floresta sem que fôssemos notados.

Jason acendeu a lanterna e eu dei o primeiro passo, com os garotos me seguindo de perto.

Ficou combinado que faríamos o caminho mais longo, adentrando mais florestae depois seguindo o trajeto normal, para evitar sermos pegos por quem quer que estivesse de vigia. Eu já podia ouvir as reclamações que receberíamos por faltar o treino.

Já fazia bastante tempo que estávamos andando quando ouvi o som de pessoas conversando. Ainda estavam consideravelmente longe, eu só havia escutado pois estava em estado de alerta, assim como toda vez que entrava naquela floresta.

Parei de andar e olhei para Jason sugestivamente. Ele desligou a lanterna. Eu tinha certeza que ele não havia esquecido nossa conversa sobre prestar atenção na floresta.

Toquei sua mão, transmitindo meus pensamentos. "Estamos longe de mais. Preciso chegar mais perto."

Ele assentiu e eu puxei minha mão gelada da sua quente.

Toquei o ombro de Kyle e novamente transmiti o que estava pensando. "Não tenho tempo para explicar agora, mas preciso saber que está lá."

Ele pareceu surpreso quando minha voz ecoou em sua mente, mas também assentiu. Jason sabia o que tinha que fazer. Ele se afastou alguns metros com Kyle e eu segui a direção das vozes, até que estivesse perto o suficiente para ouvir com clareza. Parei atrás de uma árvore com tronco largo.

- Falta pouco. - Uma voz masculina, cansada e conhecida dizia.

- Não sei se quero continuar com isso... - Uma outra voz conhecida, só que dessa vez feminina, disse.

No segundo em que consegui distinguir as vozes, descobri de quem se tratavam.

- Por que mudou de ideia? Podemos ter de volta tudo que tiraram de nós... - A primeira voz insistiu.

- Eu sei, mas... - Antes que terminasse, foi interrompida.

Não sei bem o que houve, não houvi som nenhum, então me virei devagar para ver o que estava acontecendo, mas pela pouca claridade, tudo que pude ver foram duas silhuetas que pareciam formar um daqueles beijos de filme. Que merda é essa?

Quando se afastaram, eu voltei pra trás da árvore.

- Pelo seu pai... Ele morreu naquela sala assim como o meu! Nicholas e Jason são assassinos! - Seu tom de voz se elevou.

Eu estava completamente confusa. De que diabos ele estava falando? Então percebi que haviam mentido pra mim. De novo.

- Tem razão. - A garota concordou, com um suspiro.

Senti meu sangue esquentando e minha visão ficando turva, as conversas viraram plano de fundo em minha mente, sem pensar, puxei um dos pingentes do colar, que se transformou em uma adaga. Agora esse desgraçado morre.

Quando ia dar um passo a frente, senti alguém chegar rapidamente por trás de mim e cobrir minha boca com a mão, enquanto me puxava para trás.

Eu estava a ponto de reagir quando ouvi uma voz em minha mente. "Sou eu, calma". Jason.

Ele me soltou. Eu estava com muita raiva por ele ter mentido para mim, mas secretamente estava agradecida por ele ter me impedido de fazer uma burrada.

"Você tá bem?" Ouvi mais uma vez em minha mente. Controlei a respiração, já que ele estava perto o suficiente para ouvi-la. Eu apertava a adaga com mais força do que achei que tinha.

"Você ouviu, não ouviu?" Respondi com outra pergunta.

Ele parecia querer me me tirar dali o mais rápido possível, pois fez um sinal com a cabeça para que voltássemos para o local em que estávamos antes, enquanto ignorava minha pergunta. Devolvi um olhar com raiva e me dirigi ao local onde Kyle estava.

Nenhum dos dois me fez nenhuma pergunta, nós só continuamos o caminho por mais um longo tempo até que o território do Acampamento chegasse ao fim. Então começamos a andar para fora da floresta, quando finalmente saímos, a luz me atingiu e cegou por alguns instantes.

Recuperei a visão aos poucos e percebi que estávamos em uma estrada de terra batida cercada de mato por todos os lados.

- Aonde estamos indo? - Kyle perguntou.

- Tem uma cidadezinha mais na frente, onde tem sinal. - Jason respondeu.

- Você tá muito branca. - Kyle comentou.

- Tô normal. - Respondi.

- Não, é sério Kate... - Jason começou, mas eu interrompi.

- Na verdade, não é. - Comecei. Eu estava no meu limite de raiva. - Se fosse você não teria mentido, né? - Ironizei.

Kyle, estava visivelmente desconfortável e jogou o peso do corpo para a outra perna.

- Katherine... - Ele começou.

- Não. - Mais uma vez interrompi. - Eu não quero saber. Meu limite de paciência já estourou por hoje!

- É que tem muita coisa que você não sabe... - Ele tentou se explicar.

- Acho que eu percebi. - Respondi, seca.

- Só não esquece que foi você quem não quis saber a história toda.

Ignorei seu comentário e passei a adaga pelo passador de cinto da calça, jogando a bulsa por cima. Jason também tinha falta de paciência, então parou de discutir comigo, mas estava escrito na sua testa que ele queria simplesmente mandar eu ir me ferrar.

Comecei a andar na direção na qual eu sabia que ficava a cidade. Eu pisava com força. Só conseguia pensar no que mais as pessoas estavam escondendo de mim, mas eu desisti da ideia de perguntar tão rápido quando ela havia surgido.

Durante todo o caminho eu tive a impressão de estarmos sendo seguidos, mas não comentei nada. Do jeito que a situação estava, era mais provável Jason dizer que eu era louca e paranóica do que concordar em qualquer coisa comigo. Talvez eu realmente fosse louca e paranóica.

Depois de mais alguns minutos andando, finalmente chegamos.

Nos dirigimos a um banco que havia em frente a uma loja e nos sentamos. Jason passou o telefone para Kyle, que discou um número e levou o celular ao ouvido.

Enquanto isso, eu tentava desviar meus pensamentos da última discussão. Passei a observar a rua. Estava bem calma. Haviam alguns carros estacionados e vez ou outra algum carro passava na rua. Haviam pessoas nas lojas e restaurantes, mas quase nenhum pedestre. Era tão vazio.

Fechei os olhos e me desliguei de tudo ao redor. Por um momento, me deixei esquecer da traição de Steph, das mentiras de Jason e principalmente de tudo relacionado a Jake.

Naquele momento, era apenas eu comigo mesma. Me surpreendi ao perceber que não me sentia bem. Me sentia sozinha. Garota idiota, você sempre esteve sozinha. Isso não é um problema. Me forcei a afastar esses pensamentos.

Quando Kyle acabou, abri os olhos, um pouco mais calma.

- A gente devia parar pra comer. - Jason disse.

- Se alguém tiver dinheiro, eu pago depois. - Avisei.

- Também não trouxe. - Kyle falou.

Que droga. Pedir favores a Jason.

- Te empresto, Kyle. Kate, estou esperando. - Jason sorriu debochado enquanto olhava para mim. Pude ver de lado Kyle tentando não rir.

Fechei os olhos e respirei fundo.

- O senhor pode me emprestar dinheiro por favor? Eu te pago depois. - Pedi, sendo irônica, sem o mínimo entusiasmo.

- Claro, senhorita. - Ele debochou.

Kyle não aguentou e riu, o que fez com que nós ríssemos também. No final a gente sempre se acerteva, eu só queria entender por que ele não havia me contado. Eu nunca julgaria.

Entramos em um café. O lugar era simples, bem rústico, mas era bonitinho. Não havia ninguém além de nós lá.

Sentamos em uma mesa mais no fundo e fizemos os pedidos à garçonete. Kyle pediu um suco e um salgado, eu só quis um café e Jason pediu um sanduíche enquanto me acompanhava com outro café.

A moça voltou para a cozinha para entregar os pedidos e, alguns minutos depois voltou com uma bandeja com a comida. Ela sorriu enquanto andava até nós, mas na metade do caminho, uma flecha perfurou seu peito subitamente. Ela caiu no chão enquanto gritava e seu sangue escorria.

Instintivamente olhei na direção de onde havia sido atirada. Jake. Entrei em estado de alerta e pude perceber cada detalhe da situação em segundos: Jake não segurava um arco, então tinha de haver mais alguém com ele. Steph, talvez. Pensei.

Pude perceber quando Kyle prendeu a respiração e também o olhar que Jason me mandou. Ele queria que eu saísse dali. Vai sonhando.

Eu percebia as coisas como que em câmera lenta. Podia ouvir o som dos ponteiros do relógio de parede se movendo, minha pulsação acelerando e a risada de Jake quando outros grito fez-se ouvir vindo da cozinha. Quando ele começou a se aproximar as coisas voltaram à velocidade normal em minha mente.

- E nos vemos pela segunda vez em menos de uma semana... - Ele comentou.

- Olha, não tô num dia legal, se eu fosse você, calava a boca e ia embora. - Propus.

- Não pensei que vocês ainda olhassem um na cara do outro depois daquilo na floresta... - Ele ignorou minha advertência.

Então eu não estava louca nem paranóica. Eles realmente haviam começado a nos seguir quando notaram nossa presença.

- Sinto informar, mas Tio Logan mereceu o fim que teve. 

Uma sombra percorreu sua expressão, mas logo foi substituída por um olhar de divertimento.

- Não contou a ela? - Ele se dirigiu a Jason, que apertava a borda da mesa com tanta força que estava deixando os nós de seus dedos brancos.

Ele lançou um olhar mortal a Jake, o qual embora eu nunca admitiria, me fez querer sair dali por medo.

- De que diabos vocês estão falando? - Perguntei, com uma mistura de irritação e confusão.

- Já deve ter se acostumado com as pessoas mentindo pra você... Ninguém se importa mesmo... - Jake tocou em um dos meus pontos fracos. Ninguém ligava. 

- Para de ceninha e me explica logo o que tá acontecendo! - Exclamei.

- Ele te disse que foi ele quem matou meu pai? Seu tio? - Ele perguntou e eu revirei os olhos.

- Olha, se for me falar o que eu já sei, não perde seu tempo. 

- E Nicholas matou o pai de Steph. Tudo por uma discussão idiota. - Jake fechou uma mão em punho e a apertou com força, como se aquilo pudesse conter a raiva.

-  Não foi uma discussão. Foi o louco do seu pai querendo me matar. - Jason corrigiu, se levantando com raiva logo em seguida.

- Quem você acha que é pra chamar meu pai de louco? - Jake revidou e eu tive certeza que aquilo ia acabar em uma briga nada interessante.

- O cara que o matou... - Jason contorceu os lábios em um sorriso debochado.

Em uma fração de segundo eu soube que aquilo ia dar merda. E deu.

Jake perdeu o controle e direcionou um soco na cara de Jason, rachando seu lábio inferior. O mesmo revidou e me meti no meio para parar aquilo.

- Que merda é essa? - Gritei, fazendo-os perceberem a situação. Ri internamente quando percebi que Jake tinha um olho machucado e ficaria com uma mancha roxa no rosto.

Ambos se afastaram, com os olhares ainda queimando de ódio, mas recuperando a sanidade.

Jake respirou fundo antes de continuar.

- A mulher que estava na sala me procurou para contar o que houve há um tempo atrás, e um dos assuntos que o filho da mãe do seu amigo ouviu eles falando sobre era bem interessante. Confesso que nem eu esperava. - Jake voltou à calma aparente. Ele variava os olhares entre mim e Jason, parecendo se divertir com nossas reações.

Eu não havia percebido que Kyle estava ao meu lado até aquele momento. Tive vontade de explicar que se eu quisesse, podia matá-lo naquele momento. Não precisava de proteção. Ele parecia nem se dar conta do que estava fazendo. Parecia instintivo.

- Direto ao ponto? - Sugeri.

- Sinto informar, priminha, mas nem seus pais se importam com você. Seu pai e irmão, supostamente falecidos, estão vivos. Sua mãe sabe. Jason sabia. E eu descobri a algum tempo... - Fiquei sem reação por um momento. A ficha não caiu. Meu primeiro instinto foi achar que ele estava mentindo. Olhei para Jason para que ele desmentisse aquela merda, mas ele desviou o olhar.

- Eles morreram em um incêndio no castelo quando eu era pequena. - Repeti, na tentativa falha de que ele admitisse a mentira. Mas ele não o fez.


Notas Finais


Bom, o próximo segue no mesmo ritmo que esse... Espero que tenha ficado bom... Me digam pra eu saber...
Beijos e obrigada a quem leu...


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