História Bad Girl - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 27
Palavras 2.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi genteeee! Como prometido, ta aí!
Espero que gostem... Por favor favoritem e comentem se tiverem gostado... Vou tentar postar outro até segunda. Mas vamos ao capítulo...

Capítulo 3 - Parou com essa Merda!


   - Jake! Você veio! - Chamei, a poucos passos de distância dele.
   - Claro né? - Ele disse como se fosse óbvio e me abraçou - Que saudade...
   Depois de um tempo, afastei o abraço.
   Já fazia mais de dois anos que eu não via meu primo. Quando eu ainda morava em Caelenebris, nós éramos muito próximos. Desde que eu vinha me escondendo nos comunicávamos apenas por cartas.
   - O que você fez esse tempo todo? - Perguntei sabendo que ele desviaria a  pergunta, como sempre fazia em suas cartas.
   - O que você fez esse tempo todo? - Rebateu ele.
   - Sobrevivi. - Respondi, direta.
   - O que houve? - Ele perguntou apontando para o curativo em meu braço.
   - Ah, não foi nada. - Respondi puxando a manga da blusa mais para baixo.
   - Kate... Isso é sério. - Ele censurou minha atitude e depois sussurou - Te acharam?
   - Devia ser só mais um idiota. - Respondi.
   - Eu não devia ter vindo... Só vim te dar os parabéns e ver se estava tudo bem... - Disse ele.
   - Não vai acontecer nada, para de show. Se não me acharam em dois anos não vão achar agora. Mas por que eu não estaria bem?
   - Não te contaram? - Ele perguntou.
   - Não me contaram o que? - Bufei, aquilo já estava me irritando, será que ele não podia ir direto ao ponto?
   Ele olhou para os lados para confirmar que ninguém prestava atenção em nós.
   - Temos um espião em casa.
   - O que?!? - Minha cabeça girou. Isso mudava tudo.
   - Pensei que tivessem te avisado, você tem que tomar cuidado.
   - Há quando tempo você ta aqui? -  Perguntei, agora preocupada.
   - Alguns dias, queria fazer uma surpresa... - Respondeu ele.
   Me surpreendi quando me peguei xingando mentalmente.
   - Devia ter me dito antes! E o que eu faço? - Pela primeira vez em anos eu não tinha um plano.
   - Eu não sei... Eu vou embora, agora.
   - Não! - Disse rápido.
   - Vamos nos ver de novo, mas preciso despistar essa pessoa se ela tiver me seguido.
   Soltei uma risada. Que pessoa  ingênua.
   - Não é porque "vou sentir saudades", - Fiz aspas no ar com os dedos, depois completei com im sorriso malicioso - se alguém te seguiu, sabe que estou aqui, você fica porque se acontecer alguma coisa temos mais alguém para lutar.
   Por um momento Jake pareceu frustrado, provavelmente por ter imaginado que eu não queria que ele fosse por saudades. Coitado. Não sabia que eu não sentia essa besteira? Ele recompôs a expressão rapidamente, comp se sua vida dependesse disso e sorriu.
   - Você não mudou nadinha. Vou ficar. - Anunciou ele.
   - Eu sei que não. - Dei um sorriso debochado e saí.
   Eu estava me segurando para não ter um ataque ali mesmo. Como assim havia um espião no castelo e ninguém me contou??? Caelenebris também era minha casa!
   A situação estava pior do que eu pensava. Alguém de confiança era um  espião... Isso mudava tudo...
   Andei até os fundos do salão e sentei em uma cadeira, peguei uma das flores negras e tentei pensar enquanto mexia em suas pétalas.
   O que eu poderia fazer? Provavelmente já sabiam onde eu estava. Não adiantaria fugir. Iria haver luta, sem dúvida.
   Sem havia um espião na Coroa de Caelenebris a situação devia estar  péssima, as medidas de minha mãe contra os rebeldes não adiantari de nada se alguém soubesse antes e os avisasse.
   Se eram pessoas do castelo que talvez tivessem seguido Jake, eu deveria ter medo. Muito.
   Eu não costumava ter medo, em geral eu me saía melhor que meus inimigos, mas eles eram - em sua maioria - inexperientes, e perto de um membro do Conselho eu era apenas uma garotinha esperta. Não era o suficiente.
   Respirei fundo e tentei pensar, mas não tinha saída. Se eu tentasse fugir, me entregaria de bandeja. Não haveria nem testemunhas, e eu sabia que eles não fariam cerimônia para me matar, já haviam tentado e eu fugi, agora seria rápido e direto. Além de que eu não sou nenhuma covarde. Se era para morrer, ia morrer lutando.
   Estava decidido. Mas... Jason, Elena e Diego. Também estavam atrás deles. Talvez não morressem, mas serviriam como objeto de troca. Isso não podia estar acontecendo.
   Senti mãos quentes em meus ombros. Gelei por um segundo.
   - O que aquele idiota te disse? - Era a voz de Jason, relaxei.
   - Notícias de Caelenebris. Nada boas. - Não entrei em detalhes. - Vocês tem que parar com isso, discutem por tudo.
   Tentei relxar o máximo possível, Jason me conhecia bem de mais, se eu demonstrasse um pingo de tensão ele perceberia.
   - O que houve? Parece um fantasma. - Droga
   - Não é nada, só esperava que as coisas estivessem melhor em casa... - Menti.
   - Não - Ele levantou meu queixo, me obrigando a olhar em seus olhos, alguns segundos bastaram - Vou quebrar aquele desgraçado.
   - Jason, eu não tô mentindo não aconteceu nada! - Fiz o meninos melhor que pude.
   Ele riu.
   - Você já mentiu melhor, Di Angeli.
   Suspirei.
   - Não tem haver com Jake.
   - Então que explica. - Ele sentou na cadeira ao lado.
   Eu não ousaria dizer em voz alta. Toquei sua mão, pedindo permissão com magia para mostrar o que eu queria. Ele cedeu. As palavras ecoaram em minha mente, e consequentemente na dele. Temos um espião no castelo, é possível que saibam que estou aqui. Que estamos aqui.
   Ouvi inúmeros palavrões na mente de  Jason.
   Soltei a mão dele e desfiz a conexão.
   - É inútil te tirar daqui.
   - Eu sei. - Sussurei. - E o que a gente faz?
   - Aja normalmente. Ele não sabe que a gente sabe. - Ele hesitou - Aproveite a festa...
   - Tudo bem...
   - Mas... Me faz um favor. Esquece esse cara.
   - Ele é meu primo, Jason. Uma das únicas partes da minha família que não me largou.
   - Não me importo. Tem alguma coisa errada com ele.
   - Jason! Ele acabou de me avisar que alguém pode estar aqui, pronto pra me matar.
   - Eu não confio nele. - Declarou.
   - Você não confia em ninguém. - Retruquei.
   - E você também não devia, alguém do Conselho traiu sua mãe, te traiu. Alguém em quem ela confiava.
   - O que você ta ensinuando?? - Não acredito que ele havia dito isso.
   - Nada, apenas que você não pode confiar em ninguém daquele lugar. Todos são suspeitos.
   - Ele só quer ajudar! - Gritei.
   - Para de se iludir! Pode ser qualquer um! - Jason disse no mesmo tom.
   Respirei fundo.
   - Pode confiar em mim? - Perguntei, num tom de voz normal.
   - Não, não posso simplesmente fazer o que você diz! Principalmente se você acredita no canalha do seu primo! Deixa de ser idiota! - Ele gritou.
   Tentei me controlar ao máximo. Joguei a flor na mesa com força na mesa, me levantei e saí dali o mais rápido que pude. Eu estava a ponto de socar Jason.
   - Kate! Espera, Katherine! - Jason me chamou.
   Me tranquei no banheiro feminino.
   Será que eu estava realmente sendo boba a esse ponto? Não. Jake nunca faria isso comigo. Ele foi um dos únicos que não me deixou.
   As palavras de Jason ecoavam em minha cabeça. "Deixa de ser idiota!"
   Ouvi uma gritaria lá fora.
   - Seu grosso! - Elena gritava.
   - Eu só falei a verdade, talvez não do jeito certo, mas continua sendo verdade. - Jason deu de ombros.
   Eu precisava pensar. Minha cabeça estava à mil.
   - Kate! Abre, sou eu! - Elena batia freneticamente na porta
   Peguei um pedaço de papel higiênico do banheiro e uma caneta que eu sempre deixava no bolso da jaqueta e escrevi um bilhete:
   "Parem de pagar de retardados aí fora, chega de escândalo, tô bem, só preciso pensar. Explica pra ela, Meyer. Só deixa suas manias de conspiração de fora."
   Passei o papel por baixo da porta. De repente as batidas cessaram e entendi que ela estava lendo.
   - Toma. Explicar o que? - Ouvi ela dizendo.
   Ouvi o clique de uma caneta e logo em seguida recebi o papel de volta por baixo da porta:
   "Vou explicar, mas sai daí pra gente conversar com calma."
   Eu precisava de um tempo então respondi:
   "Agora não, qualquer novidade me avisa, daqui a pouco acho vocês"
   Novamente coloquei embaixo da porta e, com um empurrãozinho, passei.
   - Tá bom. - Sua voz estava calma agora. - To aqui fora esperando.
   Ouvi o som de seus passos se afastando e fui até a pia, passei uma água no rosto e sequei devagar. Ainda bem que eu não era fã de maquiagem. Teria borrado tudo e eu estaria o  horrível, o rímel era à prova d'água então estava tudo certo.
   Me sentei na bancada da pia, que era até bem grande. Muito arrumado pra um simples banheiro de salão de festa.
  Eu não sabia o que pensar sobre Jake. Ele não faria isso comigo... Faria? O pai dele havia morrido na mesma época em que eu saí de casa... Ele nunca havia me contado como... Se isso tivesse algo a ver comigo ou minha mãe... Não. Me recusei a pensar nisso. Não era Jake.
   Minha cabeça dava voltas, pensando em quem poderia ser... A mãe de Jason havia falecido há muitos anos, o pai de Diego estava viajando há um ano e meio, tentando uma aliança com um reino vizinho, a mãe de Elena mal tinha contato com minha mãe, ela tinha seu próprio reino para cuidar. Haviam alguns outros homens de confiança de minha mãe, mas ela não confiaria a eles o lugar onde estávamos.
   Desisti. Todas aquelas pessoas eram  confiáveis, e mesmo assim alguma delas havia nos traído. Eu nunca adivinharia.
   Abri a porta e saí, pisando com insegurança.
   Jason olhou em minha direção, não consegui ler sua expressão. Ele veio em minha direção.
   - Pensou em alguma coisa?
   - Muitas, mas nada que sirva. - Respondi. - E você?
   - Você sabe o que eu penso, mas não, não tenho novidades.
   - Bem, agora é só fingir que tá tudo certo até o assassino dar as caras.
   - Vem. - Ele pegou minha mão e me puxou para o palco.
   Eu não estava acreditando que ele estava fazendo isso. O cara que não tocava nem pra irmã direito estava me levando pra um palco?
   Inconscientemente sorri. Acho que um dos únicos sorrisos sinceros naqueles dois anos.

                                ***

   Depois de umas dez músicas ainda cantávamos. Naquele momento era "Highway to Hell - AC \DC". Eu definitivamente não tinha voz para isso, mas as pessoas pareciam gostar.
   Quando finalmente acabou, eu estava quase sem voz. Larguei o microfone e desci do palco.
   - Jason, pega água pra mim por favor?? - Pedi implorando com os olhos.
   - Ta. - Ele revirou os olhos.
   - Espera, pega alguma coisa pra mim comer também? - Pedi, esperançosa.
   - Não abusa... - Ele sorriu de lado e saiu.
   Logo depois ele voltou com um brigadeiro e um copo de água, comi a doce inteiro de uma vez, fazendo Jason rir e depois tomei a água.
   - Isso foi demais, sério! - Parabenizei.
   - Disponha, senhorita. - Ele fez uma  reverência.
   Fechei a cara. Aquilo me lembrou das formalidades do castelo.
   - Aqui não.
   - Kate, to brincando.
   - Isso é sério.
   Ele apenas revirou os olhos e me puxou pelo braço para um lugar mais calmo.
   - Obrigada, de verdade. Por mais que você seja retardado me diverti pelo menos um pouco hoje. - Agradeci, sinceramente.
   Apenas naquele momento percebi que havia algo de errado com ele. Jason parecia... preocupado. Isso nunca acontecia. Ele era uma das pessoas mais corajosas que eu  conhecia.
   Baixei a guarda. Ele era um dos únicos que tinha esse privilégio. Com o resto eu implicava mesmo e dane-se.
   - O que houve? - Perguntei, sem nenhum sarcasmo.
   - Você não tá com medo? - Perguntou ele, falando sério.
   - Deveria? - Perguntei, mas nós dois sabíamos que eu estava. Me segurei para não admitir isso.
   - Você sabe que não pode mentir para mim né? - Indagou ele.
   - Posso mentir pra quem eu quiser, monamour. - Dei uma piscadinha.
   - Katherine, suas mentiras estão piorando... - Provocou ele.
   - Ah, cala a boca desgraça. - Rebati.
   Ele sorriu diabolicamente.
   - Olha a boca, princesa... - Ele chegou perto e sussurrou no meu ouvido. Depois se afastou novamente, com um olhar curioso quanto à minha reação.
   Fulminei-o com o olhar.
   - Princesa o caramba! Parou com essa merda. - Estressei.
   Ele riu. Simplesmente riu. Me irritando mais ainda.
   - Isso aí, estressadinha.
   - Idiota! - Quase acabei xingando ele de outros nomes mas antes que eu pudesse tive um pressentimento ruim e todas as janelas do salão do estilhaçaram.

                               ***

  
  
   


Notas Finais


Espero que não tenha ficado ruim... O que vocês acham de outro personagem narrar um capítulo mais pra frente?? Se quiserem me digam qual...
Beijossss


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