História Bad Girl - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 20
Palavras 2.416
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente! To adiantando os capítulos o máximo possível (os próximos já tão escritos) mas tenho que digitalizar e editar, por isso ta demorando. Vou digitar o próximo rápido. Mas enfim...
Vamos lá...

Capítulo 4 - Traída


   Ouviam-se gritos em todo lugar. E haviam pequenos cacos de vidro por todo o salão. Logo monstros adentraram o local e todos pegaram suas armas, exceto por Brian e Kyle. Brian parecia aterrorizado e Kyle parecia estar em transe, como se buscasse memórias.
   - Sophie! - Eu gritei e virei a cabeça em direção aos dois garotos.
   Ela entendeu o recado e puxou os dois para longe da confusão.
   Minha pele, assim como a de todos, estava cortada em alguns pontos devido à explosão das janelas.
   Puxei um dos pingentes do meu colar, que logo se transformou em uma espada.
   Tentei encontrar um rosto conhecido em meio àqueles monstros, qualquer pessoa suspeita de traição, mas não havia. Eu nem conhecia a maior parte deles.
   - O que vocês querem? - Perguntou Jake, dando um passo em direção à eles, empunhando a espada.
   Um deles, um fantasma, acredito eu, apontou em minha direção.
   - A garota sabe...
   Dei um sorriso sinistro, do qual até eu sentiria medo, e atravessei a espada no peito do garoto-fantasma. Me deliciei com o sangue que veio antes que o corpo desaparecesse. Ele devia ter vindo do mesmo lugar que o vampiro de hoje de manhã, o corpo também havia desaparecido.
   Todos no salão prenderam a respiração. Os outros entraram em posição de ataque. Em meio àquelas pessoa pude identificar seres de todas as espécies. Haviam vampiros, lobisomens, fantasmas, bruxas e muitos outros.
   Eles esperavam um sinal. Eu só tinha que descobrir de quem.
   Minha cabeça rodou em busca de respostas mas não havia ninguém.
   De repente senti alguém me empurrando para trás. Jake.
   - Que pena, Kate. Achei que dava pra evitar essa guerra... - Ele disse, sarcástico. - Dois anos fugindo, à toa.
   Desgraçado. Respirei fundo. Isso ia ser do meu jeito:
   - Podia ter morrido no lugar do seu pai... - Sussurei em seu ouvido. - Talvez nos poupasse dessa vergonha na família...
   - Vai pro Inferno! - Ele gritou e me empurrou para trás. Não chegei a perder o equilíbrio.
   - Já estou nele, querido! - Provoquei.
   Todos assitiam boquiabertos.
   - Já chega desse circo. Você morre, e agora...
   Eu ri:
   - Já deu errado duas vezes, o que te garante que vai dar certo agora?
   - Eu sei que vai... Mas você sabe que tem escolha, não sabe? Pode se juntar a nós e talvez eu a deixe viver... Seria bom ter alguém conhecesse os segredos da Coroa melhor que ninguém... - Ofereceu ele.
   Olhei firme para o chão e criei um círculo de fogo ao redor dele.
   - Responde sua pergunta?
   Podia sentir ele se segurando para não gritar, já que as chamas lambiam seus pés. Ele se concentrou e apagou o círculo. Eu podia ver claramente seus sapatos queimados. Sorri.
   - Quieta. - Ordenou ele com ódio na voz, enquanto empunhava a espada em minha direção.
   Ri novamente.
   - Se não o que?
   Por um segundo, recebi uma dor de cabeça terrível. Fechei os olhos, pensando em um jeito de reverter, mas no momento seguinte parou. Recobrei a consciência a tempo de ouvir um grito de completa agonia, e com espanto, percebi que havia sido eu mesma.
   Abri os olhos.
   Jake estava atrás de mim e segurava meus pulsos com força, ele mantinha a lâmina de sua espada em minha garganta.
   Pude perceber que aquilo não havia durado mais que um segundo, já que ele ainda não havia tido tempo de tirar a espada da minha mão.
   As pessoas assistiam vidradas.
   - Falei pra ficar quieta. - Sussurou ele.
   - Jake... - Começou Elena, mas eu interrompi.
   - Ele não tem coragem.
   Como resposta ele afundou de leve a ponta da espada em minha garganta. O suficiente para que escoresse um fio de sangue e a manteve pressionada ali. A sensação do metal frio contra minha pele não era nada agradável.
   Com surpresa, percebi que eu ainda segurava a espada, apesar de não haver angulo para nenhum golpe, eu precisava tentar. Parecia suicida, mas se eu me soltasse o suficiente para um corte e sua perna...
   - Kate, não. - Jason disse adivinhando o que eu faria a seguir.
   - Finalmente! A única pessoa que tem um pedaço de cérebro nesse lugar! - Ironizou Jake, logo em seguida tirando a espada de minhas mãos e deixando que caíssse no chão. - Você até que entendeu as coisas bem rápido, se tivesse ela tivesse escutado... - Ele fingiu preocupação. - Mas sua amiga é bem teimosa, não? Talvez seja a hora de pagar por essa teimosia toda... - Ele afundou a lâmina um pouco mais, o sangue continuava a escorrer. Estava começando a machucar.
   - Jake, larga ela, a gente pode resolver sem sangue. - Jason deu um passo a frente.
   - Por que você acha isso? - Perguntou ele sem paciência.
   - Porque ela não teve nada haver com aquilo! - Jason gritou.
   Agora quem não estava entendendo nada era eu.
   - O que você sabe sobre isso? - Jake pressionou a lâmina novamente.
   - Larga ela e a gente conversa. - Jason propôs calmamente.
   - Pode estar mentindo. - Considerou Jake.
   - Não estou, vai em frente. - Jason fechou os olhos, esperando que Jake estrasse em sua mente.
   Passaram-se alguns momentos e Jason abriu os olhos.
   - Seu problema é comigo. - Ele disse devagar.
  Do que diabos eles tavam falando?
   - Muito bem. - Depois Jake faloi mais baixo, de modo que apenas eu escutei - Você é a próxima. - Então ele soltou meus pulsos e disse novamente - Sem gracinhas, não estou com paciência hoje.
   Andei até Elena, Diego e Jason.
   - Sai daqui, eu dou um jeito - Jason pediu.
   - O que tá acontecendo? - Perguntei.
   - Só sai daqui. - Implorou ele.
   - Só saio daqui quando isso acabar.
   Ele me lançou um olhar preocupado, depois pegou o pingente que eu havia lhe dado no bolso. Ele se transformou em outra espada. Jason caminhava em direção a Jake.
   Meu coração batia mais rápido do que achei que fosse possível.
   Era muita coisa para assimilar. Jake era um traidor. Jason havia tido algo haver com a morte do pai de Jake. E por algum outro motivo eu ainda era ameaçada de morte. Meu mundo estava virando de cabeça para baixo. De novo.
   Todos assistiam a cena em um silêncio mortal. Percebi que o exército de seguidores de Jake bloqueavam as saídas.
   Jason e Jake conversavam baixo, com armas em mãos.
   Os convidados seguravam armas prontos para atacar, esperando ordens.
   Em um canto, Sophie entregava adagas para Kyle e Brian.
   Voltei a atenção para Jason e Jake quando ouvi o som de metálico de lâminas se chocando.
   Jason havia interrompido um golpe de Jake e agora chutava minha espada de volta para mim.
   Peguei do chão e percebi que estava na hora de termos um pouco de sangue.
   Dei o sinal jogando a espada no fio que segurava um grande lustre de vidro que se encontrava no meio do salão.
   O fio se rompeu e o lustre despencou. Vidro voou para todo canto.
   Todos entenderam o sinal e uma luta começou ali mesmo.
   Corri até o local onde o lustre havia caído e recuperei minha espada. Senti algo de aproximando por trás. Olhei por cima do ombro. Outro Vampiro. Com um chute no ângulo perfeito o derrubei no chão e desci a espada sobre seu corpo. Sorri. Menos um.
   Os outros na festa lutavam bem, alguns com pouca experiência, mas ainda assim bem.
   Puxei a espada e me voltei para outro ser à minha esquerda. Os corpos estavam realmente desaparecendo. Quando terminei com ele, fui para o próximo e continuei assim até que ouvi um som que se sobressaiu em relação aos outros.
   Instintivamente me virei. Com um baque a espada de Jason caía no chão. Jake puxava do peito dele uma espada encharcada de sangue e sorria com ironia.
   Jason caiu de joelhos e com um movimento rápido puxou um revólver do bolso e atirou em Jake.
   Isso não podia estar acontecendo.
   Meu minuto de distração fez com que uma coisa esquisita e vermelha me acertasse com uma faca perto da cintura, rasgando minha blusa e fazendo jorrar sangue.
   Não dei importância, minha cabeça não estava ali de fato naquele momento. Puxei a faca de uma vez, contendo um grito, depois cravei a mesma arma na garganta da criatura e saí dali. Meu coração batia aflito. Eu não sabia o que esperar. Corri até Jason, que agora estava deitado no chão.
   Ignorei tudo que estava acontecendo redor. Aquilo era minha culpa.
   Ajoelhei ao lado de seu corpo e toquei seu pescoço, checando a pulsação. Estava normal. Graças à Deus. Me peguei agradecendo mentalmente.
   Segurei as lágrimas a todo custo. Não sou fraca a ponto de chorar. Disse mentalmente.
   Segurei sua mão com força enquando afastava a outra do ferimento para que eu pudesse dar uma olhada.
   Era incrivelmente profundo, eu não conseguiria curar completamente. Mas podia ajudar. Se ele não fosse um bruxo já estaria morto.
   Tentei pensar. Eu precisava estancar o sangramento, ele já tinha perdido muito sangue.
   Tirei sua jaqueta e cortei dela duas tiras com a espada, depois passei por baixo de seu corpo e amarrei em cima, no local do ferimento. Eu esperava que funcionasse.
   Sua magia estava fraca, e era a única coisa que o mantinha vivo naquele momento. Coloquei minha outra mão sobre o local onde a faca havia entrado e fechei os olhos. Tentei me  concentrar, mas eu simplesmente não conseguia. Comecei a repetir as palavras em voz baixa "magicae transfert". Até que consegui me concentrar. Eu precisava passar parte de minha magia a ele.
   Comecei com uma pequena  quantidade, mas frequente. Tentei não pensar que a única coisa que nos matinha a salvo naquele momento eram as pessoas que faziam uma barreira vinte metros mais pra frente. Aquilo não estava adiantando. Sua respiração estava fraca. Aumentei a quantidade e fiz um esforço maior. Me propus a ir aumentando devagar.
   Alguns minutos depois eu me sentia fraca. Agora eu tinha total ciência do corte em minha cintura, ainda sangrava. Desviei meus pensamentos daquilo e me forcei a deixar a magia transferida mais densa. Isso é o seu corpo dizendo que você não deve continuar, não que você não consegue. Repeti mentalmente.
   Tentei pensar nos momentos felizes desses últimos anos. Até mesmo os  difíceis. Jason estava em todos eles. Eu devia isso a ele.
   Mal havia percebido que tinha conseguido me desligar de tudo ao redor, nem ao menos sabia quanto tempo tinha se passado quando senti uma pressão em minha mão, como um alerta para parar. Abri o olhos, enquanto a dor voltava com tudo. Parei de repetir as palavras em latim e com surpresa levei a mão ao nariz. Estava sangrando, e eu não sabia nem a quanto tempo. Como eu fiz isso? Mas simplesmente não tive resposta.
   Me voltei para minha mão e percebi que a pressão havia sido por parte da mão de Jason, que me olhava tentando decidir se começava o sermão sobre passar dos limites ou se deixava pra lá. No final, apenas me olhou preocupado.
   Eu estava mais cansava do que imaginei. Finalmente sentei, deixando os joelhos descansarem. Apoiei a cabeça nas mãos. Droga. Cada músculo do meu corpo doía. Dessa vez eu realmente havia passado dos limites. Minha cabeça latejava. Senti o gosto de algo metálico e deduzi que era o sangue que escorria do meu nariz.
   Levantei a cabeça, ainda com os olhos fechados e respirei fundo algumas vezes, mas o sangue atrapalhava.
   Senti algo macio limpando o líquido vermelho escuro. Abri os olhos. Jason havia cortado uma parte da camisa e segurava o pedaço de pano contra meu nariz. Ele apoiou minha cabeça em sua outra mão enquanto limpava o sangue, depois limpou o fio que havia escorrido do meu pescoço. Pela primeira vez, não impedi. Eu era incapaz de mexer um músculo.
   - Você ta bem? - Ele perguntou quando terminou.
   - Sim. - Menti. - E você?
   - Também, obrigado. - Agradeceu ele.
   - Te devia essa, você me avisou. - Minha voz estava fraca.
   - Depois conversamos sobre isso.
   Meu nariz voltou a sangrar.
   - Droga. - Sussurrou Jason.
   - Tem certeza que ta tudo certo?
   Jason revirou os olhos.
   - Eu to bem. - Esclareceu ele.
   Então me lembrei do motivo daquilo tudo. Olhei ao redor. Nem sinal de Jake. O desgraçado fugiu.
   Acho que meu corpo não aguentava mais nada sequer, pois assim que a raiva me invadiu, senti minha visão ficando embaçada, a dor do corte ficou insuportável e por um segundo perdi o equilíbrio.
   Jason me puxou para perto e apoiei a cabeça em seu ombro, achando que desmaiaria a qualquer segundo.
   Ele me ajudou a deitar no chão e só então percebeu o sangue em minha roupa.
   - Que merda Kate! - Ele pegou o restante de sua jaqueta e cortou como eu havia feito, depois amarrou com força para que parasse de sangrar.
   Ele ainda xingava baixo quando terminou o curativo improvisado.
   Apenas naquele momento percebi que quase não havia mais ruídos de luta. Estava acabando.
   Elena apareceu ao nosso lado.
   - Acham que devíamos chamar o pessoal do acampamento? - Perguntou ela.
   Pude perceber que ela fazia um grande esforço para não matar todos naquela sala devido ao sangue. Parte ruim de ser uma vampira.
   - Tenho certeza. - Respondi.
   - OK, algum de vocês consegue fazer o feitiço? - Perguntou ela.
   Eu odiava essa história de não permitirem celulares no acampamento.
   - Eu faço. - Jason respondeu antes que eu pudesse pensar.
   - Tudo bem. - Elena concordou, não estávamos em situação de recusar. Logo depois ela foi falar com Diego.
   - Quer ajuda? - Sentei, com cuidado.
   - Nem pensar, fica quieta.
   Ignorei e peguei suas mãos.
   - Você faz e eu cubro. - Enfatizei.
   Ele não questionou. Começou a sussurrar palavras que eu não consegui distinguir e usou o mínimo possível dos  meus poderes.
   Pressionei suas mãos com mais força e contribuí com mais magia.
   Desde que o sangramento estancou, eu me sentia muito melhor.
   A magia me curava na mesma velocidade em que o feitiço me consumia.
   Terminamos rápido e eu não estava tão cansada dessa vez.
   Relaxei o máximo que pude. Logo teríamos ajuda.
  Olhei ao redor. Corpos, sangue, espadas, vidro, tudo misturado. Era bonito de um jeito sinistro. Tinha uma sintonia estranha. Senti um misto de horror e simpatia. Sorri. Jake sabia causar um estrago.

                               ***


Notas Finais


Espero que tenha ficado bom e me desculpem se tiver algum erro de gramática ou ortografia.
Obrigada a todo mundo que favoritou e comentou, vocês não tem noção de como fiquei feliz!!!
Pra quem chegou agora, favorita e comenta aí, pfff.
Me digam se estão gostando.
Beijossssss


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