História Bad Girl - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 2.343
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiii, ta aí de novo, espero que não esteja ruim, prometo que o próximo vai ser melhor... Por falar nisso, vou tentar postar o mais rápido possível...

Capítulo 5 - Só Dessa Vez


   As pessoas do Acampamento começavam a chegar e simultaneamente os aliados de Jake deixavam o salão e continuavam rodando os arredores do prédio, sem recuar, o que complicou um pouco nossa vida, parte dos campistas desceu e foi atrás deles e a outra parte ficou para cuidar dos feridos.
   Jason havia piorado depois do feitiço, mas nada muito preocupante.
   Eu tentava organizar os pensamentos, assimilar os acontecimentos da noite, mas simplesmente não havia caído a ficha ainda. Ouvi uma voz conhecida.
   - E aí gente? - Era James, do Acampamento, ele vinha andando em nossa direção com uma maleta de primeiros socorros nas mãos.
   - Ei... - Cumprimentei.
   - E aí? - Disse Jason.
   - Nossa cara, dessa vez foi feio... - Comentou ele.
   Ele ia começar a limpar os ferimentos de Jason, mas foi interrompido.
   - Ela primeiro, eu to legal... - Disse ele.
   - Eu to bem criatura! - Gritei. Eu sentia dor? Óbvio, mas com certeza a dele era pior.
   Me levantei enquanto Jason sabe-se lá de onde tirava forças para rir de mim.
   Saí pisando com força até que vi Brian e Kyle em um canto. Quis rir da cara deles e realmente teria feito isso, mas me lembrei de quando tive que sair de casa e dei de cara com situações assim. No castelo era bem diferente, haviam abrigos com suprimentos onde podíamos nos esconder enquanto os guardas faziam a parte complicada, apesar de que eu nunca havia concordado com isso. Imaginei a reação daquele bando de gente fresca se me vissem naquele momento. Com essas lembranças a vontade de rir passou.
   Andei devagar até eles, lendo a desconfiança em seus olhos.
   Quando cheguei perto Brian se esquivou para o lado, se afastando. Ele estava com medo de mim.
   - Não vou fazer nada. - Levantei as mãos em sinal de rendição.
   - O que tá acontecendo? - Perguntou Brian, sua voz falhou na última palavra.
   - Tá tudo bem, Sophie vai explicar depois. - Tentei tranquilizá-lo, apesar de não ter a mínima idea em relação a Sophie explicar tudo a ele. Conhecendo ela, era bem provável que me pedisse para apagar a memória dele.
   - Eu vou pra casa... - Disse Brian, meio atordoado enquanto se virava.
   Ele não poderia ir em hipótese alguma. Não com aqueles malucos lá fora. Não que eu me importasse, mas Sophie me esquartejaria.
   - Espera! - Toquei seu ombro.
   Ele se virou e puxou o braço violentamente, como se eu fosse algo como um monstro. Aquilo doeu. Mas não é isso que eu sou? Não adianta fingir, não muda nada. Meus pensamentos eram confusos.
   - Não me toca. - Pediu ele.
   - Como quiser. - Respondi seca. - Mas você não pode sair daqui se não quiser morrer, - perdi a paciência. - não que eu me importe, mas Sophie teria um ataque e não to com tempo pra lidar com isso.
   Ele me olhava como se eu fosse louca, mas assentiu.
   Respirei fundo.
   - Pode pensar o que quiser de mim, isso é problema seu e provavelmente vai ser verdade. Mas dessa vez, só dessa vez, nós não somos os vilões da história. - Esclareci.
   - Vou estar em um dos bancos. - Ele disse apenas isso e se afastou, tomando cuidado para não pisar nos corpos no chão.
   - Por que eu tenho a impressão que já vi isso? - Eu havia esquecido completamente de Kyle até ouvir sua pergunta.
   Ele não parecia assustado. Ele não tinha medo nos olhos, apenas curiosidade.
   - Não está com medo? - Perguntei intrigada.
   - Por que eu deveria? - Retrucou ele.
   - Porque é o que as pessoas normais fazem.
   Ele deu de ombros. Ele tinha um brilho em seus olhos que o fazia parecer louco. Eu também acharia, se eu não tivesse o mesmo olhar. Isso me intrigou.
   - O que você é? - Ele foi direto ao ponto.
   - Bruxa, feiticeira, conjuradora, como quiser chamar. - Respondi.
   Mais uma vez ele não pareceu surpreso.
   - O que tem de errado comigo...? - Ele perguntou, para logo em seguida continuar, mas interrompi.
   Eu ri.
   - Não sei, me diz você. - Respondi.
   - Como eu ia dizendo, - ele me olhou de cara feia. - tenho a sensação de já ter visto isso antes. Não sei explicar...
   - Posso procurar lembranças na sua cabeça. - Ofereci. Eu estava realmente curiosa.
   - Tudo bem. - Ele concordou.
   Peguei suas mãos e, como não havia nada que ne impedisse, entrei em sua mente.
   Eu podia sentir magia ali. O mesmo tipo de magia que a minha, ele era um bruxo.
   Mas havia algo errado. Em quase todas as memórias haviam "buracos", partes faltando. Feitiços como aqueles eram bem difíceis. Alguém queria muito que ele não soubesse sobre esse outro mundo. Seu mundo.
   Soltei suas mãos.
   - Você é um de nós, mas quanto às suas memórias... Foram apagadas. Alguém realmente quer que você esquece isso. - Informei.
   - Eu sabia que não estava ficando louco... - Ouvi ele dizer baixo. - Mas ele não esconderia isso de mim...
   - Sem querer me meter, mas seja lá de quem você estiver falando, com certeza escondeu isso e provavelmente vai fazer de novo se você contar que sabe. - Avisei.
   - O que eu faço? - Ele perguntou.
   - O que você quiser, pode voltar pra sua vida normal e fingir que isso nunca aconteceu, ou pode aceitar e praticar. - Eu disse.
   Ele pareceu pensar por um tempo e depois disse:
   - Vocês falaram de um acampamento...
   Interrompi:
   - É onde jovens sobrenaturais geralmente se encaixam, aprendem a lutar e é seguro dentro do possível. - Expliquei.
   - Como o que fizeram hoje? - Perguntou.
   - Sim. Não sei como te mantiveram escondido esse tempo todo, em geral, ninguém sobrevive levando uma vida normal sem ter que se defender uma vez ou outra. Mas tem que saber que a partir do momento que se juntar a nós, se fizer isso, vai ser um alvo desse pessoal aí.
   - Eu topo.
   - Vai com a gente agora ou quando tiver tudo liberado? - Perguntei.
   - Vou agora.
   Elena de repente apareceu do meu lado.
   - Você é louca. - Disse ela.
   - Ele não mortal.
   - Mas não sabe o que ta fazendo.
   - E o que eu tenho com isso? - Retruquei.
   - Tudo bem, fique com a gente se aguentar. - Elena se dirigiu a Kyle e depois sumiu.
   Ele não demonstrou surpresa por ela desaparecer, apena perguntou:
   - E o que ela é?
   - Vampira. - Respondi.
   - Kate! - Ouvi alguém me chamando e me virei instintivamente.
   Era James, agora estava logo atrás de mim:
   - A gente tá indo, Jason piorou, não da pra esperar, você vem?
   Senti um aperto no peito. Não pude deixar de pensar que aquilo era minha culpa. Já chega Katherine, pensei comigo mesma.
   - Nós vamos. - Respondi rápido.
   James não questionou nada e andou rápido em direção à saída enquanto eu e Kyle o seguíamos.
   Paramos ao chegar a um carro estacionado em frente ao prédio. James abriu o carro e disse:
   - Esperem aí, vou buscar ele. - Ele me passou um revolver discretamente e eu segurei atrás do corpo.
   James se virou e entrou de novo no prédio.
   Não disse nada, apenas entrei no carro e sentei no banco de trás, alerta a qualquer coisa e me sentindo mal.
   - Você pode ir na frente? - Perguntei a Kyle.
   - Posso sim. - Disse ele entrando pela porta da frente e sentando no banco do carona.
   - Ótimo, obrigada. James não tá bem, qualquer coisa convence ele a parar um pouco por favor?
   - Pode deixar, mas o que houve com seu amigo? - Perguntou ele.
   Fechei os olhos com força para não chorar. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com ele.
   - A metade da história você já assistiu, o resto - Minha voz falhou. - você já vai descobrir.
   Ele fez o favor de não perguntar nada mais. Para de frescura Katherine, isso é uma guerra, pessoas morrem, aceite. Parei de pensar nisso e me concentrei em prestar atenção na área, o que eu podia fazer no momento era não ser pega de surpresa.
   Depois de alguns minutos James abriu a porta do carro e colocou Jason para dentro, depois colocou uma mochila branca embaixo do banco. Eu conhecia os códigos: mochila branca continha primeiros socorros.
   Acomodei Jason de modo que ele ficasse confortável.
   James me entregou uma seringa com uma agulha e um líquido transparente e disse:
   - Se ele acordar, dá isso pra ele, não espera nem um segundo, ele tem que descansar.
   - Cetamina? - Perguntei, girando a seringa na mão.
   Ele revirou os olhos.
   - Não importa, só faz isso.
   - Ok... - Respondi.
   Ele bateu a porta e foi para o banco do motorista. Logo ele começou a dirigir e, pelo visto, teríamos longas quatro horas de viagem.
   A chuva havia piorado, o que dificultou mais ainda nossa viagem.
   Percebi que estávamos sendo seguidos e sugeri:
   - Posso atirar? - Kyle se assustou com a pergunta.
   - Não, vou parar e você faz um feitiço pra cobrir a gente. - James disse.
   Assenti. Não quis admitir mais aquilo ia acabar comigo, por que eu não podia simplesmente atirar?
   - Despista eles e encosta o carro que eu faço. - Disse. - Vou precisar de ajuda. - Olhei para Kyle.
   Ele olhou de volta e disse:
   - Só me diz o que tenho que fazer.
   James acelerou e depois de virar em algumas ruas aleatórias parou o carro.
   - Vocês tem 3 minutos no máximo. - Avisou ele.
   Saí do carro e coloquei o revólver no passador do cinto, os outros dois saíram logo depois.
   - James, preciso de uma faca limpa. - Pedi.
   Ele me passou a faca que sempre carregava no bolso. Abri a mochila branca que estava dentro do carro e peguei um dos pontinhos.
   Com a faca, fiz um pequeno corte no dedo e deixei que uma gota pingasse no frasco. Eu não tinha forças para fazer um feitiço da forma convencional, então iria ligar nosso sangue.
   Ouvi o som de passos ainda longe. Droga.
   - Kyle, faz a mesma coisa que eu depois repete nos dois. - Expliquei.
   - Não sabia que vocês usavam sangue. - Comentou ele.
   Os passos ficaram mais próximo, estava muito escuro, não conseguia ver nada. A única fonte de luz era o poste no qual estávamos em baixo.
   - Não usamos, isso é uma emergência. Mas não temos tempo. Depois que fizer isso você tem que pensar no que quer que o feitiço faça, não, não pensar, você tem que querer de verdade, como se precisasse disso, e você precisa.
   - Katherine... Eu não sei fazer isso. - Ele disse.
   - Você vai sentir fluindo a magia, é natural. Se precisar se concentrar, repete: abscondita est sanguis. - Aconselhei.
   - Abscondita est sanguis... - Ele repetiu com dificuldade, e logo depois começou a recolher o sangue de James. - Vou tentar.
   Os passos estavam mais próximos.
   - Deus est cum nobis... - Eu disse, depois peguei o revólver e corri  silenciosamente, me misturando com a escuridão da noite.
   Eu só conseguia me guiar pelo som dos passos, cada vez mais me afastava da luz. Estávamos em um bairro comercial, supus, já que quase não haviam prédios residenciais.
   Corri sem fazer barulho para a rua atrás de onde estávamos.
   Vi uma figura se deslocar em na direção oposta por onde eu ia. Precisava mudá-lo de direção.
   Pensei em atirar mas eu entregaria duas coisas: que tinha uma arma e quem eu era, já que nenhum dos dois atiraria.
   Chutei a primeira coisa que senti. Acho que era papelão. Funcionou. A pessoa se virou e veio em minha direção. Peguei um pedaço de alguma coisa no chão e corri ruidosamente em direção à esquina do outro lado da rua, a figura me seguiu, mas eu era rápida.
   Encostei meu corpo no muro de um prédio e não fiz som algum.
   A pessoa era claramente um novato, não tinha a mínima noção de silêncio. Assim que chegou próximo ao lugar onde eu estava a pessoa parou, tentando adivinhar onde eu estava.
   Joguei mais a frente o pedaço de algo de parecia vidro que eu havia pego, precisava que ela chegasse perto o suficiente para que eu acertasse o tiro, não teria outra chance como aquela.
   Como esperado, a pessoa andou cuidadosamente na direção do barulho, passando cerca de 1 metro do local onde eu estava. É agora ou nunca.
   Engatilhei a arma fazendo o mínimo de ruído possível, segurei o revólver com a mão direita e usei esquerda como apoio, estiquei os cotovelos e mirei. Rapidamente puxei o gatilho e ouvi o som da bala saindo do revólver, já que eu não estava usando silenciador.
   Eu havia acertado o alvo. Voltei correndo para o local onde Kyle e James estavam.
   Kyle estava terminando o feitiço. Ele tinha conseguido.
   - Abscondita est sanguis... - Ouvi ele repetir pela última vez. - Está feito. - Ele disse.
   - Idem. - Respondi.
   James me lançou um olhar reprovador e tudo que consegui pensar foi dane-se.

                                ***


Notas Finais


Me digam o que estão achando... Favoritem e comentem pfff...
Até o próximo... Beijossss


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