História Bad girl gone good - Capítulo 65


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui
Exibições 411
Palavras 3.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oooooooiiiiiii!! Cês tão bem?

Eu voltei na semana que eu falei que ia voltar, eu mereço palmas sim!! \o/

Sobre esse capítulo e os os dois anteriores: eu acabei esquecendo de avisar que eles vão mas ao mesmo tempo não vão explicar o que tá acontecendo, então eles podem confundir um pouco mas faz parte, esse em especial não tá tão confuso!

Boa leitura! <3 <3

Capítulo 65 - Temporada 2 - Flashback


Fanfic / Fanfiction Bad girl gone good - Capítulo 65 - Temporada 2 - Flashback

10/02/2020 - Penitenciária Feminina de Miami-Dade 

Camila's Pov 

Minha missão de permanecer invisível enquanto presa estava indo bem. Eu comia, bebia, trabalhava e dormia sem que ninguém olhasse duas vezes para mim - é claro, se eu não contasse os olhares desejosos – e minha intenção era que as coisas continuassem dessa forma pelos longos seis anos restantes de meu martírio. 

Minhas intensões permaneceram apenas intensões á partir do momento em Ruby Rose se enfiou em meu caminho no ano passado, na biblioteca enquanto eu celebrava o aniversário da Lauren. 

Não que eu tenha falado com a maldita australiana depois disso. Não. O que aconteceu foi que seu plano ridículo de tentar escapar foi descoberto, alguém tinha aberto a boca há sete meses, na noite em que ela e outra duas imbecis decidiram se embrenhar dentro de um túnel minúsculo na casa de jardinagem para fugir dali. Os guardas não hesitaram, acordaram a maldita prisão inteira atrás das três fugitivas e quando as encontraram fizeram questão de espancar cada uma das três no meio do refeitório depois de ter juntado quase todo o presídio ali para assistir. Queriam que todos vissem o que acontecia com quem tentava bancar o esperto e tenho certeza que todas ali se convenceram de que tentar fugir era uma ideia ridícula. 

Ruby e as outras duas saíram do refeitório se arrastando pelo chão, foram logo enfiadas na solitária e eu não estaria nem um pouco preocupada com isso se não fosse pelos olhos frios de Ruby. Enquanto apanhava dos guardas ela se manteve focada em mim, me encarando com ódio e uma promessa que eu ainda me negava a entender. 

Eu tinha aquela sensação estranha, a sensação de que Ruby tinha certeza de que fui eu quem abriu a boca para os guardas e isso me obrigava a me preparar para o momento em que eu deixaria de ser invisível ali dentro. 

Esse momento tinha chegado e eu não me sentia nem perto de estar pronta. 

Eu comia meu jantar lentamente, forçando meus dentes a trabalharem com mais força contra o pedaço de pão seco que eu mastigava, meus olhos não desgrudavam da entrada do refeitório por onde Ruby Rose passaria a qualquer momento. 

A notícia de que ela e as outras duas seriam liberadas hoje da solitária não me pegou de surpresa, eu sabia que uma hora ela ia voltar, eu só não esperava estar tão tensa com a situação. Eu não estava com medo exatamente por mim, eu estava temendo pela minha "paz", ser invisível ali dentro era uma benção, eu não me metia em confusão, ficava em panos limpos com os guardas e nenhuma outra detenta me enchia o saco, mas se Ruby voltasse... Bem, se ela voltasse eu não iria demorar muito para ter de acertar as contas com ela por uma coisa que eu nem sequer tinha feito e uma vez que isso acontecesse minha invisibilidade escorreria pelo ralo junto á paz que consegui preservar por quatro longos anos. 

Eu me sentia desconfortável enquanto comia - não que eu tenha me sentido confortável alguma vez naqueles quatro anos – sentia meus músculos tensos e minha garganta seca. Sem contar com o olhar de Diana sobre mim. 

Diana era uma mulher robusta, alta pra caralho e com cara de quem estava sempre pronta para enfiar uma faca no peito de alguém. Era como a líder no dormitório das brancas e parecia ter um senso bastante protetor sobre suas filhotinhas branquelas. Seu nome era Diana Drew mas as pessoas – incluindo os guardas – a chamavam de Diana Death porque ela tinha matado friamente cada um de seus maridos. 

O primeiro á facadas, foram vinte e duas até o homem ficar parecido com um sofá esburacado. 

O segundo teve suas bolas cortadas e sangrou até morrer, rumores do presídio diziam que Diana Death assistiu com um sorriso enquanto o homem jorrava sangue da virilha. 

O terceiro tomou uma porção de tiros na cara e quando digo uma porção é apenas para não sentir calafrios ao lembrar que foram mais de trinta disparos. 

O quarto marido foi um pobre infeliz, o escolhido para sofrer um combo das outras três mortes. Foi esfaqueado, tomou um tiro e depois teve suas bolas podadas para sempre. 

O quinto foi queimado. Sem detalhes, diziam que Diana foi piedosa com esse mas Benny – o guardinha camarada – me contou de olhos esbugalhados que o corpo do cara foi encontrado sem alguns membros. Eu apostava um muffin que Benny estava sendo o exagerado de sempre. 

E o sexto marido foi jogado do telhado da casa mas – para a surpresa de Diana Death – sobreviveu para contar história e ajudar a polícia a solucionar o misterioso caso dos homens que eram encontrados brutalmente assassinados em Fourt Lauderdale. 

Com o olhar de Diana queimando meu ser eu me levantei e deixei minha bandeja em seu devido lugar, eu estava ansiosa para escovar os dentes e ir logo para meu dormitório, quem sabe ter um bom sonho com um certo par de olhos verdes e esquecer sobre minha realidade atual e mulheres matadoras de maridos que ficavam me encarando de forma sinistra. 

Eu realmente queria que fosse assim mas no momento em que fiz menção de ir até a saída a mesma foi tomada pela presença de três guardas e cada um deles segurava pelos pulsos algemados uma detenta.  

Ruby Rose era uma delas e devo admitir que travei no lugar quando a vi. O rosto parecia esquelético, diziam que na solitária serviam apenas uma refeição ou então nenhuma, ela usava o uniforme laranja, os cabelos estavam mais longos – passando de suas orelhas – e também estavam sujos e emaranhados de um jeito que talvez não tivessem mais volta. 

A australiana mal chegou e já foi logo botando os olhos em mim, como se sentisse meu cheiro e soubesse exatamente onde eu estava. Ao invés de mostrar que eu estava dura como pedra de tão tensa eu relaxei meu corpo e a encarei de volta, cerrando apenas minha mandíbula e mantendo a agressiva troca de olhares. 

Enquanto nos matávamos com os olhos os guardas as soltavam, Ruby girou os pulsos machucados de um lado para o outro, fazendo careta enquanto ainda me encarava.  

O refeitório todo estava em silêncio, observando o que acontecia entre Ruby e eu enquanto a mais alta caminhava até seu bando onde Diana Death a esperava de braços cruzados e com a mesma cara enfurecida de sempre. Ela já tinha quase cinquenta anos e isso cooperava para que ela sempre se parecesse com o próprio demônio. 

As duas, Diana e Ruby, iniciaram um diálogo aos sussurros enquanto olhavam para mim de vez em quando. Decidi que aquela era uma boa hora para sair dali e caminhei com pressa até a saída, olhando sobre meus ombros para ter certeza que ninguém me seguia. 

Apenas porque eu estava com pressa os corredores pareciam maiores, o caminho parecia interminável. 

Quando finalmente cheguei ao dormitório me joguei sobre minha cama e me concentrei na foto de Lauren colada á parede. Era recente, tinha sido tirada mês passado no ano novo, minha mãe me trouxe a foto depois de se cansar de minhas insistências para trazer uma. Sinu tinha visitado os Jauregui e disse ter sido honesta com o motivo da visita: queria uma foto da filha mais velha deles apenas para que eu me sentisse mais perto dela. 

Eles entenderam o pedido completamente e fizeram questão de revelar a foto mais recente que Lauren tinha postado em suas redes sociais. Na fotografia a morena estava linda como sempre fora e sempre seria, usava uma vestido solto com alças finas nos ombros, os cabelos estavam bem longos e caiam em ondas ao redor de seu rosto sorridente até alcançarem sua cintura, ela usava uma tiara feita com flores na cabeça e tinha o rosto livre de maquiagem, os lábios estavam cheios e brilhavam e as bochechas estavam coradas. Lauren estava linda na praia, segurando uma taça de champagne e de mãos dadas com uma garotinha que era sua cópia e usava uma roupa branca que imitava a sua. Penélope estava uma graça também, parecia infinitas vezes mais saudável se comparada á última vez em que a vi. 

Ao receber a foto fiquei sorrindo para ela como uma boba, ouvindo minha mãe contar que Chris havia tirado a fotografia e que tinha sido em uma praia de Orlando. Quando minha mãe me contou sobre esse último detalhe eu imediatamente perguntei se os problemas financeiros tinham sido solucionados e ela disse que "mais ou menos". Ela tinha conseguido o apartamento e um novo emprego mas Penélope ainda precisava dos remédios e queria muito ir á Disney como toda criança. A viagem para Orlando tinha sido presente dos dois Jauregui mais novos para a sobrinha. 

Ouvir que aquelas duas criaturinhas tinham ido á Disney me deixou de bochechas doendo por ter sorrido ainda mais, me confortava saber que pelo menos um lado da nossa história tinha final feliz e mesmo que fosse longe de mim eu só queria que Lauren nunca desmanchasse o sorriso lindo que tinha. 

-Cabello! 

Meus devaneios foram desfeitos quando a voz falha de alguém me chamou. Á contra gosto tirei meus olhos da fotografia e encarei a figura esquelética e morena de uma mulher que dormia no cubículo ao lado. Eu ainda não sabia seu nome mas era alguma coisa com Dolores. 

-Recado pra você lá fora.  - Ela disse uma vez que a olhei séria, dispensando palavras. Continuei olhando pra ela, insatisfeita com a falta de informação e ela suspirou, ouvi seu peito chiar quando ela fez isso. -Eu não sei, isso é só o que me falaram chava. 

Alguma coisa com Dolores saiu do cubículo que eu dividia com mais três mulheres, me deixando com duas opções: ou eu ia lá fora ou o que estava lá fora viria até mim. 

Me levantei rapidamente, sabendo que era melhor resolver de uma vez seja lá o que fosse. 

Eu não estava pronta para entrar em um corredor com Diana Death e Ruby Rose me esperando, as duas de braços cruzados parecendo serem donas do lugar. Diana soltou um risinho quando me viu arregalar os olhos e isso me assustou. 

Diana Death não dava risinhos. 

-Pensei que fosse demorar, latina. - Disse Ruby. 

-Eu já disse pra não me chamar assim, mas tudo bem você deve ter esquecido, ficou tanto tempo fora não é mesmo? 

Eu não sei de onde caralhos eu arranjei coragem para debochar daquele jeito mas senti que valeu á pena quando Ruby rosnou como um cão e avançou, sendo impedido por Diana. 

-Sua vadiazinha maldita! - Ela disse e eu apenas neguei com a cabeça, não me sentindo bem longe de estar ofendida. 

-Diz logo de uma vez o que você quer comigo, eu não tenho a porra do tempo todo pra você. 

-Eu vou te mostrar o que fazem com quem não sabe manter a boca fechada por aqui. - Ela ameaçou e eu soltei um gargalhar estrondoso. 

-Então eu estava certa, você acha que fui eu quem acabou com a sua fuga. - Constatei ainda mantendo o tom corajoso e debochado. -Escuta Ruby, eu adoraria ter sido responsável pela surra que você tomou na frente de todo mundo mas eu sinto em dizer que eu não tenho nada a ver com isso, agora se me der licença... - Fiz uma falsa reverência e dei ás costas para as duas. 

No entanto antes que eu pudesse me aproximar do dormitório outra vez um par de mãos sebosas e grandes me pegaram pelos braços, logo depois senti o impacto de uma joelhada contra minhas costas. Arfei e me encolhi com a dor repentina, sentindo meu corpo ir ao chão quando o par de mãos me soltou. 

Fiquei lá um instante com as mãos em minha lombar, respirando fundo para conter a dor. Olhei para cima e antes que eu pudesse reagir o punho feroz de Diana Death vinha em direção ao meu rosto, me acertando no queixo e me deixando tonta o suficiente para que eu visse duas Diana. O segundo soco foi terrível, acertou a lateral de minha cabeça e me deixou mole, me fazendo encarar Ruby com ódio antes de apagar. 

Quando acordei, sem saber dizer quanto tempo depois, senti minha cabeça latejar e meu nariz torceu com o cheiro gás. Pisquei algumas vezes até me dar conta de minhas mãos presas atrás de meu corpo e do lugar que me cercava. 

A cozinha estava escura mas eu via facilmente três figuras á minha frente, uma mais rechonchuda sendo Diana, a mais alta e magricela era Ruby e a pequena e encolhida era uma qualquer que parecia não querer estar ali tanto quanto eu. 

Eu estava sentada em uma cadeira de ferro, meus pulsos amarrados com um pano atrás de meu corpo e minha boca atada com outra pedaço de pano. O cheiro de gás vinha do fogão, uma das bocas estava acesa, deixando o lugar ainda mais infernal. 

Diana se aproximou de mim á passos lentos e abaixou o pano em minha boca, antes de se afastar outra vez ela me deu um tapa na cara e riu quando gemi de dor. 

-Que porra vocês vão fazer comigo? - Perguntei sem tentar esconder o pânico e o medo mas ainda assim soando raivosa. 

-Apenas te dar o gostinho do que te aguarda agora, latina. - Ruby respondeu sombria, puxando meu cabelo até que doesse e meu pescoço estivesse esticado para trás. -Você não deveria ter mexido comigo. 

-Foi você quem apareceu na porra do meu caminho, por Deus Ruby, eu já disse que não fui eu! - Supliquei e em resposta ganhei um soco no estômago que me fez dobrar o corpo e ofegar, sentindo meus olhos lacrimejarem com o choque doloroso.  

-Vem Steff, hora de dar seu primeiro soco. - Rose anunciou para a menor delas. 

A mulher se aproximou hesitante, parecia querer se encolher para dentro de si mesma e parecia se sentir mal com a careta de dor em meu rosto. 

Eu sabia que ela não queria tocar em mim mas que precisava fazer isso, na cadeia era importante ter alguém que lhe protegesse quando você não vinha cheia de tatuagens e marra. 

A garota ergueu a mão e estapeou a palma contra minha bochecha, eu mal me recuperei do tabefe e levei outro, dessa vez os nós de seus dedos acertaram a maça de meu rosto. 

-Você quer me bater? Então bata, bata bastante e depois volta pra merda da solitária. - Eu disse para a australiana sentindo meu rosto doer cada vez que eu movia a boca. 

Ruby e Diana se entreolharam e riram alto. 

-Você não vai abrir a boca pros guardas, latina. 

-E quem é que vai me impedir? Você? Se me soltasse saberia que eu acabo com você em dois minutos, mas você é uma covarde. - A provoquei e seu sorriso de canto morreu e deu lugar para uma expressão irritada. 

-Covarde? Eu nem comecei a ser covarde ainda, Cabello, mas já que você citou eu vou me adiantar. 

Ruby então se virou de costas e foi até Diana, a mais velha lhe entregou algo que não vi no escuro, mas uma vez que Ruby se aproximou o objeto em suas mãos foi se tornando visível e eu senti meu coração explodir, o membro começou a bater frenético e eu não me aguentei, me debati na cadeira, louca para me soltar. 

Ruby Rose tinha a foto da Lauren nas mãos, a mesma que minha mãe tinha me dado, a única coisa que me fazia sorrir naquele lugar. 

-Larga isso agora. - Rosnei me chacoalhando na maldita cadeira e me sentindo cada vez mais temerosa pelo sorriso doentio da outra. 

-Parece importante pra você, hm? Quem são? - Ela perguntou colocando a fotografia perto de meu rosto.  

Ver o sorriso da morena me trouxe lágrimas aos olhos e antes que eu pudesse me parar eu estava chorando, pronta para implorar que ela não fizesse nada com aquele pedacinho de alegria. 

-Sua mulher e sua filha? - Ela me deu um tapa em seguida, o estalo ecoou pela cozinha. -Me diz, latina! - Ela gritou. 

Enfraquecida com a situação eu neguei com a cabeça. 

-Por favor Ruby, por favor me devolve essa foto, eu te imploro. - Choraminguei. -O que você quiser eu dou mas larga a foto por favor. 

-Eu quero que você sofra pelo menos um pouco do que eu sofri naquela solitária... 

-Eu já disse que não fui eu porra! - Gritei a interrompendo. -Por favor... Você ama alguém, todo mundo ama, você não suportaria se fizessem isso com você, por favor larga a foto. 

Diante de meu choro e minha fala que implorava com tudo de mim Ruby riu, gargalhou como uma maldita sádica. 

-A sua sorte é que eu não tenho ninguém lá fora porque se eu tivesse eu mandaria pegar essa garota e eu traria os pedaços dela pra você, mas eu pouparia a criança, nunca matei uma criança e nunca vou matar. 

Meu peito doeu com a ameaça, dor física e real que me fez perder o ar. A ideia de alguém machucando o meu amor me deixava doente, eu sufocava e me sentia possessa de medo, ódio, uma mistura perigosa. 

-Eu seria obrigada a te matar. - Sussurrei com muito custo, nunca pensado que depois de Austin eu pensaria em matar alguém. 

-Você morreria tentando. - Ela rebateu me acertando outro soco, dessa vez meu nariz sangrou e o filete de sangue desceu até manchar meus lábios, me deixando com um gosto metálico na boca. 

Ruby cobriu minha boca com o pano antes que eu pudesse rebater. 

Ela caminhou para longe de mim em direção ao fogão com sua chama acesa e quanto mais ela se distanciava mais eu me debatia na cadeira, rezando para que aquilo fosse um pesadelo. 

Eu continuava implorando mas as palavras saiam apenas como um chiado contra o pano, e rindo de mim Ruby baixou a fotografia até a chama deixando que a ponta da foto fosse consumida. Eu estava respirando com bufadas, minha visão borrada pelas lágrimas ainda era capaz de ver as chamas engolindo cada centímetro da foto, o sorriso da minha garota estava sendo engolido pela chama. 

Era como se eu mesma estivesse em chamas, meu pedaço de alegria estava indo embora diante de meus olhos. 

Uma vez que não havia mais foto Ruby se aproximou e eu nem mais tinha forças para me debater. 

Ela se abaixou á altura do meu rosto e me deu dois tapinhas na bochecha. 

-É só o começo, latina, só o começo.


Notas Finais


Gostaram?

Já tem alguma ideia do que tá acontecendo??

Até o próximo!!! <3 <3 xoxo


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