História Bad Lucky Is Just The Beginning - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope
Exibições 753
Palavras 8.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Me bate aquela saudade quando eu demoro gente vcs não tem ideia
OIEE COMO VCS ESTÃO? <3
Bom vcs devem estar sabendo do aviso (pelo menos algumas pessoas) eu to sem o carregador do note de novo ;-;
(E MIL DESCULPAS EU APAGUEI O CAP SEM RESPONDER OS COMENTS ME PERDOEM, EU SÓ FUI ME TOCAR DEPOIS)
Bom primeiro esse cap deve ter mais erros que os outros pq a desgraça do word não queria baixar no tablet ;-; AI NAO DEU PRA CORRIGIR
MAS FOI FEITO COM MUITO AMOR
(a lindja da minha beta deve estar dormindo nem vou irritar ela)
BOM VAMOS LA <3

Capítulo 17 - O Crush Do Taehyung


—Jimin, chegamos!

As pessoas dizem “acordar de um modo diferenP cada dia” certo? – ditado para aquelas pessoas das aventuras, mas para as pessoas que não sabem eu virei o Henry Jones a partir de hoje – Vamos formar uma situação exemplo agora. Depois de acordar com a luz de Jesus Cristo na minha cara, espera-se ser melhor em algum outro dia, de preferencia no próximo, quem se importa com preferencias não é? Acordar a base de um grito de uma pessoa com tendências demoníacas – porque acordar as pessoas assim não pode ser de Deus – está em segundo lugar das minhas “formas românticas de se acordar” ou “como acordar ao lado de Park Jimin”.

Como havia dito, pela nossa obsessão por Teen Wolf e Scream, acabamos mesmo dormindo no sofá. Não foi apertado já que eu fiz questão de dormir praticamente em cima do pobre garoto, nem percebi isso, Park Jimin é tão quente, é fácil confundi-lo com o meu cobertor ou até a minha cama – tirando a parte dele não ter os livros espalhados, nem o buraco negro embaixo, mas a parte de fofo e quente está ok – se alguém ficou dormente aqui, definitivamente a culpa não foi minha, ninguém mandou ser confortável desse jeito e ainda me pedir em namoro, oferecer carinho estava na clausula. A clausula.

A surpresa quando acordei, não foi simplesmente o grito vindo de alguém na porta, vamos listar. Ainda é de noite – deve ser umas três da madrugada – Eu ainda estava com as roupas do Jimin – seminu se alguém não entendeu – E por um acaso o garoto que devia estar servindo de colchão/travesseiro para mim já não está mais em seu devido lugar. Claro, adoro essas dores por todo o corpo e não é só a no quadril, como a nos ombros, na cabeça, nas pernas:

—Oi mãe, oi pai, não imaginei que chegariam á essa hora! – Mãe?! Pai?!

Alguém me informe qual é o nível de fodido Jeon JeongGuk está agora mesmo. Como se não bastasse estar deitado no sofá aparentemente sem motivo algum porque poderia estar no quarto do Jimin, eu ainda estou com as roupas do filho deles e Jimin me falou da preferencia de esperar um tempo para revelar o nosso relacionamento, então isso só se torna mais um dos inúmeros problemas que eu tenho em menos de três minutos afinal, como eu vou explicar tudo isso, “ah não senhor e senhora Park, eu sou um mendigo de rua, Jimin me emprestou as roupas dele e eu as sujei com meu mau cheiro quer sentir?”. Guardei essa resposta na cabeça e me sentei como gente fingindo ter acabado de desligar a TV:

—O avião acabou sendo mais rápido que o esperado – puxei o lençol rapidamente pra cima de mim antes que a senhora Park visse as minhas pernas cobertas apenas pela a cueca – Oh, você deve ser algum amigo do Jimin...

—JeongGuk – sorrir e evitar o sobrenome, sorrir e evitar o sobrenome.

—JeongGuk? Nunca havia visto você com o Jimin – pela primeira vez ouvi a voz do senhor Park, diferente da mãe ele tem praticamente todos os traços de Jimin, parecia até uma versão mais velha até o tom de malicia é o mesmo... Tom de malicia?!

—Ele é o garoto que fez aquela peça comigo se lembram? O convidei para ficar comigo já que não queria ficar sozinho – só eu estou percebendo esses olhares e sorrisinhos maliciosos desse homem população?

—Ah sim, é bom que tenha convidado alguém para ficar com você, fiquei com pena de deixa-lo sozinho – disse e bagunçou os cabelos do filho, eu não estou querendo rir, de modo algum – Obrigada por ter vindo JeongGuk, mas acho que vocês deveriam estar dormindo já que amanhã tem aula.

—Sim, já vamos fazer isso mãe, vocês podem subir, nós já vamos – senti a tentativa dele de expulsá-los o mais rápido possível, eles conseguem ser mais insistentes que os meus pais.

—Juram? 

—Claro, pode subir mãe – a mulher finalmente subiu com um bico gigantesco, o problema é que... O homem ficou.

—Bonita aliança JeongGuk – tá bom, sem desespero, só um elogio da aliança, só isso.

—Obrigado.

—Faz muito tempo que namora? – mas é claro que Jeon JeongGuk consegue mentir... né?

—Não muito, um mês e algumas semanas eu acho...

—Ela deve ser uma menina de sorte, sabe, não é todo mundo que usa uma aliança de compromisso na sua idade – Status civil: tentando não corrigir o “ela” por “ele”.

—Acho que somos pessoas de sorte não é mesmo? 

—Sim – por um momento ele ficou alternando os olhares entre mim e Jimin, se tem uma pessoa estranha é esse cara e eu pensando que o meu pai era estranho – Vejo vocês amanhã meninos!

—Isso vai, sobe logo pai, amanhã você pode questioná-lo o quanto quiser, vai, vai.

—Tudo bem, eu não vou engolir o garoto Chim – deu mais um daqueles sorrisos maliciosos batendo no ombro do outro, sinceramente esse homem completamente percebeu o que está acontecendo, eu não sou tão cego assim. Pela primeira vez vi Park Jimin corar logo depois dando um soco no ombro do pai que subiu rindo e presenciando isso posso afirmar que eu não estou rindo, não estou – Meu pai é assim mesmo, não se preocupe ele não vai te estuprar.

—Espera, tinha essa possibilidade? 

—Talvez não, talvez sim, você nunca sabe o que vem do “senhor Park”.

—Estamos quites – eu não conheço a verdadeira personalidade dos pais dele e ele não conhece a dos meus, se continuarmos assim o casamento vem cedo.

—Vamos subir? Deve estar cansado, temos aula amanhã.

—Sem ser carregado no colo? – fiz meu bico, aquele que ninguém resiste, ainda tenho quadris doendo aqui moço!

—Sem ser carregado no colo, mas eu te ofereço uma mão convidativa quentinha e do garoto que você ama – falou já me puxando para perto de si dando o abraço sempre aconchegante.

—Quem disse que eu amo esse ser cruel negador de carregar pessoas? 

—O “ser cruel” é muito atraente pra princesa não amá-lo – princesa já é gay demais para mim.

—Vamos logo seu chato.

Contemplei o sorriso radiante do meu lindo namorado mais uma vez nesses dias. Eu admito esses vão ser os dias que eu mais vou sentir falta por toda a minha vida, é certo o fato de estarmos num relacionamento tão firme, completamente colados – talvez muito colados – mais dias como esses vão aparecer com certeza, mas a primeira vez sempre vai ter aquela pitadinha de algo a mais desconhecia por mim, talvez seja a inocência ou o amor que não dura pra sempre – bom eu quero dizer que o meu dura pra sempre, mas eu nunca vou ler mentes, vou rezar para que seja o mesmo:

—Obrigado por ter mantido segredo – Jimin estava ainda mais carinhoso quando entramos no quarto, parecemos “chiclete e cabelo” inseparáveis.

—Não é nada, sei que um dia estaremos prontos – selei nossos lábios brevemente, mas parece que o outro não se contentou somente com um selinho logo me roubando vários.

—Droga JeongGuk – parou por alguns segundos para encarar o meu rosto, se for junto com o carinho gostoso eu não me importo – Você é perfeito, muito perfeito pra mim.

—Ninguém é perfeito Jimin, você está exagerando – agora eu corei.

—Você é, meu amor – fechei os olhos apreciando o som do meu amor saindo com aquela voz inebriante – E eu te amo tanto...

—Eu te amo mais, muito mais – por realmente ter a necessidade disso eu sorri, aquele sorriso que ocupa metade do rosto simplesmente porque eu o amo.

—Não ama mais do que eu! 

—Amo sim – adoro essas brincadeirinhas bestas me julguem.

—Eu te amo mais.

Acabamos naquela brincadeira do “eu te amo mais” eternamente que nunca acaba porque casais são muito marshmallow, açúcar com mel e essas coisas adocicadas pra cacete. Nem percebi quando ele me jogou na cama atacando meu pobre corpo com as malditas cócegas repetindo trinta mil vezes “eu te amo mais do que tudo” continuando a tortura milenar que me fazia rir extremamente alto. O som deve estar chegando até os outros quartos e como eu previ, num momento meio inapropriado – traduzindo no momento em que nossas bocas estavam se engolindo – ouvimos barulho na porta, nem devo falar do tempo não dando chance pra nos arrumarmos:

—Meu Deus garotos! – é pra piorar era o senhor Park – Imagine se fosse a sua mãe Jimin! 

—Pai, eu realmente posso explicar – o desespero era a única reação presente em nossos rostos, Jimin iria ser expulso de casa por causa de mim, isso não pode acontecer.

—Não precisa me explicar nada Jimin – até o sorriso dele se parece com o do Jimin, pelo amor de Deus – Eu não sou cego.

—Você não vai expulsá-lo de casa não é? 

—Eu nunca faria isso com um filho meu caro JeongGuk, mas Hyunjae certamente faria isso vocês deveriam tomar mais cuidado – olha não é o monstro de sete-cabeças que eu pensei, pelo menos um deles não – Você sabe muito bem Jimin da opinião dela sobre isso.

—Opinião dela sobre isso? – esse foi o tom “tem algo que eu não sei por aqui”.

—Minha mãe é homofóbica JeongGuk, ela deixa isso muito claro para todos que a conhecem – não foram muitas vezes que vi Jimin desse jeito, mas sempre tenho vontade de abraça-lo nesses momentos.

—Sim e ela iria odiá-lo se soubesse sobre vocês... Eu queria muito ajudá-los, mas não quero vê-los passando por aqueles momentos – acariciei o cabelo do Park mais novo sem conseguir resistir em confortá-lo, aquele insistindo protetor tá batendo forte.

—Eu sei disso... Mas pai, como você soube? 

—Vocês exalam amor e a aliança... 

—Você me disse para dar para alguém que amo – hoje as coisas estão colaborando para que eu chore não é mesmo?

—Estou feliz que tenha escolhido bem e você garoto – presumo que o garoto seja eu, agora a mudança de tom com certeza é pra mim também – Você não disse seu sobrenome? Por um acaso é procurado?

—Não claro que não, parece que nossas famílias são meio que rivais.

—Não vou lhe matar por isso – seria lindo se o meu pai dissesse a mesma coisa.

—Jeon JeongGuk – fiz uma careta já temendo o pior, dizem que o ódio sempre é reciproco, só que no caso, não parece ser do tamanho da paranoia do meu pai.

—Ah, você deve se filho de Jeon JoonYoung, o cientista certo? – afirmei, ainda não dava pra saber se ele o odiava também – Você é a cara da sua mãe... Tem os mesmos olhos.

—Obrigado – fiquei meio sem jeito com isso, não é sempre que ouço alguém falando da minha semelhança com a minha mãe, cheio de afeto desse modo.

—Você é um milagre Jeon JeongGuk – olha, eu sei que eu tenho um rostinho bonitinho, mas milagre já é demais senhor – Cuide bem desse idiota, por favor.

—Vou sim – abri um sorriso diferente, não simplesmente de alegria, mas de conforto – Por que o meu pai quer te matar senhor Park? 

—Ele ainda quer me matar? – diz surpreso, parece que faz muito tempo desde seja lá o que aconteceu, mas todos sabem o tipo de guardar mágoas do meu pai – Isso é incrível, você tem quantos anos? 

—Dezesseis .

—Dezesseis anos... JoonYoung é muito bravo, desse jeito vai lhe causar rugas – só estou vendo ele rindo e esquecendo de me contar o motivo de estar sobe risco de morte – Tenho que ir agora garotos, sigam o meu conselho, tomem mais cuidado!

—Ok – dissemos juntos, mais uma vez cai no conto da verdade.

—Dormir agora não é? – sabia que Jimin estava me enrolando, eu ainda tenho algo pra perguntar. Nos deitamos do mesmo modo de antes, mas o sono estava em falta por isso fiquei brincando com o abdômen dele esperando uma oportunidade pro bote – Sei que quer perguntar algo... Fale.

—“Você disse para dar para alguém que amo” – passei os dedos mais uma vez pela aliança, pelo que vi, ela significa mais do que nosso namoro.

—É a aliança de namoro dos meus pais – calma coração não derrete – Eles me deram quando fiz quinze anos, na época eles queriam que eu desse á Seungyeon.

—Seungyeon? – não acredito, como assim á Seungyeon?!

—Ela é uma amiga da família, vivia grudada comigo, bem vive até hoje.

—A amiga que você beijou – murmurei segurando a vontade de arranhá-lo, estou com raiva agora, com muita raiva.

—A amiga que eu beijo sem sentimento algum – completei um “beijava” trazendo seu sorriso de volta – Não é como eu te beijo Jeonggukie, por isso a aliança está com você.

—Já deu a dose de amor por hoje – me arrumei “direito” ainda mais perto dele, esse cheirinho, é tão bom – Vamos dormir.

—Nem um eu te amo? – reclamou mesmo com o resmungo nos cobriu me abraçando mais forte. Que tipo de namorado ele acha que eu sou? 

—Eu te amo Jimin.

**~~**

Quando se dorme coladinho com uma pessoa assim tão importante, tão quente, tão cheirosa, tão Jimin, é impossível não ter os melhores sonhos da vida não é? O melhor é que eu posso sonhar com ele e acordar com ele, não como nos antigos sonhos onde eu acordava babando numa das minhas pelúcias – pelo menos uma pra dentro não é JeongGuk. Praticamente nada mudou porque invés de babar em uma das pelúcias, eu babo pela beleza desse garoto quando está dormindo, continuo o mesmo idiota, aquele idiota louquinho por Park Jimin.

Por um milagre vindo dos céus consegui acordar normalmente pelo menos nesse dia. A mãe de Jimin veio nos chamar para tomar café com uma voz doce – muito diferente daquele projeto que eu chamo de mãe, ela invade e ainda me derruba da cama – desse jeito eu só acordei normalmente dando um selinho de bom dia na pessoa dorminhoca ao meu lado, bem melhor comparado á luz na cara e pais alheios. Além disso ainda tive a visão maravilhosa do corpinho da pessoa quando fomos tomar banho – juntos de novo porque sim – isso é demais para uma só manhã, agradeço por ter os meus sentidos em ordem ainda depois dessa sequência máster.

Como a minha beleza esqueceu-se de pegar o uniforme antes de sair correndo de casa – não corri o suficiente para dar tempo do meu pai dar uma aula de sexo – tive que pegar um uniforme emprestado do Jimin, mesmo assim passaríamos pela minha casa para pegar os materiais e provavelmente o Taehyung porque aquele nunca recusa uma carona, ele deve estar até fazendo tocaia na frente da casa nos esperando. Mesmo assim eu deveria vesti-lo agora para evitar vestir a calça no lugar da camisa na correria do “vou me atrasar para a escola”. Descemos logo depois jurando um ao outro não se tocar ou trocar qualquer olhar durante o café da manhã para não “exalar amor”:

—Bom dia garotos! Achei que iriam demorar mais – encontramos a senhora Park já sentada na mesa servindo-se de um bolo com uma cara maravilhosa, parecia até cantar Jeonggukie, Jeonggukie – Vocês dois tomaram banho? Vocês são muito bonitos para serem meninos sujos.

—Claro que tomamos mãe, mas tomamos rápido senão iriamos nos atrasar – enrolei as mangas do blazer para poder comer, mais uma vez essas roupas cobrindo minhas mãos, dessa vez nem os dedinhos ficaram pra fora.

—Entendi... Não trouxe o seu uniforme JeongGuk? – agora é a hora de pensar se isso foi uma pergunta com a segunda intenção de: “Eu sei que tu tá namorando com o meu filho seu desgraçado” ou “Você é tão irresponsável para não trazer o seu uniforme”. Para todas as respostas, apenas afirmei com a cabeça – Por que fica tão grande assim?

—Jimin tem braços para o pano se apertar, no meu ele só vai reto mesmo, admito ser um pouco sedentário – coreografias de girl group não é bem uma atividade física.

—Devia ter o Jimin como exemplo, além da dança ele faz Taekwondo e box na semana – agora sei porque ele é o monstrão, mas não parece que ele faz tudo isso... Bom eu não posso falar isso porque amigos normais não admiram o corpo do outro.

—E-Eu também f-fazia T-Taekwondo – espera controla a vergonha por ter tomado uma bronca beta da sogra que não pode saber que é sogra – Tive que parar por problemas respiratórios.

—Problemas respiratórios? 

—O cheiro de suor machucava o meu nariz – ela deu uma risada alta fazendo aquele vermelho voltar para o meu rosto, eu sei que é um motivo ridículo para parar de fazer algo, mas eu passava três dias espirrando com o suor daqueles garotos!

—Me desculpa, é que desse jeito você parece uma bichinha – o clima alegre da mesa sumiu em segundos com esse comentário desnecessário, tudo bem que eu chamo o Taehyung de bicha ás vezes, mas eu nunca havia dito com esse tom ríspido.

—Você está os assustando Hyunjae – podia ver o quanto o senhor Park se sentia incomodado, talvez até mais que nós – Devia parar de ser assim.

—Foi só um comentário, eu já pedi desculpas, ninguém merece ser comparado á aquelas coisas, não é JeongGuk? – por que eu mulher?! Não consigo dar uma de ator da Broadway nesses assuntos. 

—Temos que ir agora mãe, eu volto quando você parar com esses comentários.

A mãe de Jimin o chamou diversas vezes depois de sua ultima fala, ele só ignorou me puxando para fora da casa. Confesso que fiquei bem incomodado com os comentários desnecessários, mas não acho certo termos saído desse jeito e ignorado a mulher assim – querendo ou não, com preconceito ou não ainda é a senhora Park – por outro lado foi bom, eu mesmo estava querendo me enterrar dentro de um buraco sentado naquela mesa, é tipo quando você olha pra sua mãe criticando algo que você fez sabe? A diferença é de algumas culpas a mais por não ser a minha mãe.

Jimin respirou fundo quando entramos no carro, ele havia pego a mochila dele e a minha em poucos minutos para sairmos o mas rápido o possível, mas o suspiro não parecia de cansaço – cansaço tá mais para um clone de ataque do coração ou talvez só o ofegar mesmo – Não sei se ele também tem os complexos de dramas como eu, porém é impossível não ter um momento de reflexão sobre a vida depois de ver a mãe falar tal coisa, ás vezes eu acho que todos os pais são iguais aos meus, bom amiguinhos hoje aprendemos que não:

—Você está bem? – perguntei depois de minutos de silencio, no quarto, no elevador e agora no carro, posso fazer nada o silêncio me incomoda, o silêncio de Jimin me preocupa, é muita coisa.

—Estou – mais uma pausa para o grilo – Acho que não devo mais te trazer aqui, não quero que ouça esse tipo de coisa.

—Jimin eu vou sempre estar com você e por você, sabe disso não é?

—Sim, mesmo assim não quero que você sofra meu amor.

—É só a sua mãe Jimin... 

—Minha mãe que se soubesse nos mataria – essa cortada fez meus olhos se arregalarem, acho que matar seria uma palavra muito forte – Por favor, JeongGuk.

—Jimin... – olhei diretamente naqueles olhos pidões, como eu queria ser coração de pedra agora, é difícil resistir á isso – Tudo bem, é uma pena, eu havia adorado usar suas roupas.

—Não tem problema, eu levo algumas somente para você – deu partida no carro com aquele sorriso maravilhoso no rosto, é esse Jimin que eu dou valor população.

**~~**

—Mãe eu já falei que usamos camisinha!

Pelo amor de nossa senhora de aparecida santa padroeira de Jesus – pausa pra rezar porque a situação aqui tá precisando do papa urgentemente e quando não se tem ele reze por si mesmo – Eu já vivo com essa mulher á dezesseis anos. Dezesseis anos de piadinhas com o meu nariz, ser jogado pra cima do filho das vizinhas e ter três meses de stand-up recheado de situações com a minha bunda – longa historia, resumida em bolo da minha avó e bunda gigante – parece que a senhora minha mãe resolveu fazer mais dezesseis anos de “eu cuido das relações sexuais seguras do meu filho”.

Eu podia chegar em casa ser recebido com um “bom dia filho, por que não atendeu o celular?”, ter uma mãe fofa preocupada com sua cria seria uma das coisas mais lindas da minha vida se ela fosse normal, mas não, é claro que não encontraria isso, na minha casa não. Pra começar, pisei os pés dentro de case e fui recebido por um grito/xingamento vindo da única mulher perturbada mentalmente o bastante para fazer isso – minha mãe – além de me ameaçar com a vassoura, bater na minha bunda e contar quantos chupões tinha no meu pescoço, começou a sessão de perguntas sobre a “primeira vez do JeongGuk”:

—Eu não estou acreditando em você, se tivesse usado não estaria mancando! – nunca vi pessoa mais insistente que essa!

—Você já viu o tamanho do “amiguinho” daquele garoto mãe? – estava pegando os meus materiais, mas ela não parava de me seguir então falei logo o motivo de estar mancando, como se metade do mundo não soubesse da razão – Você quer ir lá perguntar pra ele?

—Olha que eu vou mesmo! Mas eu confio em você minha cria – revirei os olhos descendo as escadas com ela ainda no meu encalço, daqui á pouco nos tornamos um.

—Tchau mãe! 

—É pra estudar Jeon JeongGuk, não namorar, se não fica burro e filho meu não vai ser sustentado por homem nenhum, nem mesmo você Jimin! – gritou para o garoto dentro do carro, ainda entrei á tempo de ouvir a risada doce da pessoa.

—Pode deixar senhora Jeon, eu faço questão de deixá-lo na sala! – não vai na dela não menininho.

—Acho bom mesmo! Tchau pra vocês, depois da escola direto pra casa, é hora de dar atenção pra sua pobre mãe garoto

Acenei uma ultima vez – tentando quem sabe fazer ela nos deixar ir para a escola, se eu ficasse aqui batendo boca provavelmente ninguém saia hoje – Por mais raiva que essa minha mãe me faça passar, de algum modo esse é o jeito dela de cuidar de mim – menos o caso da bunda, aquilo foi crueldade – Digamos que eu deveria ser grato por esse jeitinho, mas no momento não estou com aquele humor para raciocinar todas suas palavras e responder de um modo não rude. É comum ter raiva da sogra, porém essa sogra me deu mais raiva do que o normal, preciso realmente desabafar com alguém, só depois eu converso com a minha mãe.

Taehyung não estava na frente da minha casa como eu imaginei – nem avisei á ele minhas noites na casa do Jimin então o normal seria ele estar me esperando como sempre – Parece que alguém iria furar comigo hoje sem nem sequer avisar – ou deve ter avisado e eu não vi, mas como meu melhor amigo deveria saber meu não vicio pelo celular – A rainha Kim Taehyung seria – será – meu bom ouvinte então espero que ele tenha ido para a escola senão eu volto só pra trazê-lo pelos cabelos, tanto dia pra faltar Tae não pode faltar hoje! 

O encontrei na frente da escola assim que chegamos – parecendo aquelas mulheres/homens vendendo o corpo por dinheiro, disso eu já sabia, só não precisava deixar tão obvio – estava simplesmente parado lá na frente na pose mais diva/pedindo pra dar o rabo já vista na face da terra, a calça parecia mais apertada – mais do que o normal sociedade e o normal já era apertado o suficiente – e pela primeira vez a blusa estava por dentro da calça como mandado no regulamento escolar – aquele que ninguém segue – o mais impressionante de tudo foi a parte de cima, especialmente o cabelo... Vermelho?:

—Aquele é o Taehyung? – olhávamos juntos para aquela figura do outro lado da rua, Jimin manobrava o carro para poder estacionar, mesmo assim encarava aquilo sem nos matar.

—Eu acho que é... Você acha melhor irmos falar com ele ou esperar para ver a merda acontecer? 

—A merda? – esqueci, ninguém é mais profissional em Kim Taehyung do que eu.

—Ele está aprontando, com certeza.

—Como você sabe? – anos de experiência jovem gafanhoto.

—Mudou a cor do cabelo, a calça tá apertada e a blusa pra dentro dela, isso é uma estratégia que ele mesmo me ensinou pra deixar a bunda maior – Jimin riu alto com a minha análise, eu deveria ter evitado a “estratégia de aumentar a bunda”.

—Você nem precisa da estratégia não é? – mais piadinhas com a minha bunda?! Do meu próprio namorado?! 

—Eu vou te matar Park Jimin.

E assim se inicia a terceira guerra milenar entre Park Jimin e Jeon JeongGuk e novo – a primeira do nerf, a segunda do eu te amo mais e agora a mais recente e terceira minha bunda – Tentar dar tapas dava certo até ele segurar as minhas mãos impedindo minhas “tentativas de tapas” – porque o que eu menos queria era machucar de verdade não é? – o melhor modo de se encerrar uma guerra é começando outra de paz e amor, muito amor ou muitos beijos, melhor os dois. A briga de selinhos começou normalmente como o casal ingênuo que somos apenas uma coisa casta até eu voltar a realidade e perceber sua língua e a minha enrolando-se pornograficamente ainda mais por estar em cima dele sem nem mesmo saber, temos sorte que os vidros são escuros, mas não escuros o bastante pra visão de Kim Taehyung:

—Oh casal, parem de se comer na frente de todos! – ouvimos a voz abafada dele do lado de fora, a vontade de ignorar e fazer com que as pessoas pensem que está falando sozinho tá demais.

—Se você quiser fugir a hora é agora – Taehyung ainda resmungava sozinho, era a chance de sair correndo.

—Acho que posso lidar com isso... Olha o Yoongi ali, então eu já vou indo Jeonggukie – não vou usar a frase “trocado pelo amigo” porque é melhor ele ir na direção oposta da coisa mesmo e talvez aquela aura de emo gótico do Zé droguinha saia com a presença dele.

—Nos vemos no intervalo, se eu estiver vivo ainda.

—Você sobrevive.

—Depois de sei lá quantas mensagens sem resposta dele? Você vai ficar com os meus restos, quero que saiba que eu sempre quis uma pug chamada Peggy – sempre foi o meu sonho, mas a minha mãe diz “não vamos gastar dinheiro com um cachorro tão caro” e ai surgiu os meus ursos.

—Já vou preparando as minhas roupas pretas para ficar viúvo se esse for o caso – abri a porta do motorista saindo por lá mesmo, já que está mais perto, os tapinhas na minha bunda significava uma expulsão do meu lugar mesmo.

—Até – não foram segundos para Taehyung me puxar para dentro da escola olhando pra um ponto distante, viramos fugitivos e eu nem sabia.

Tem uns dias em que Kim Taehyung vira a paranoia encarnada – antigamente eram naqueles em que Jimin dava uma atenção á mais para mim – Mas não do tipo paranoia “oi, estou fugindo aqui pode me dar licença?” era mais para as amigas adolescentes lideres de torcida venerando a amiga namorada do capitão do time de futebol de um jeito dez vezes mais exagerado. Nesse caso ele parece estar mesmo fugindo de algo – talvez tenha matado de vez a Seungyeon ou a Yoona, uma das duas não está viva com certeza – á não ser que andar correndo me segurando forte o suficiente para deixar as marcas vermelhas bem visíveis no meu pulso, sem contar nos olhares na direção de, espera de quem? Ah claro, o maconha humana.

Desde que me conheço por gente nessa escola, Taehyung teve essa queda – penhasco – por aquele alface encarnado, quer dizer, o que ele viu nele? Apenas um garoto parecido com diversos tipos de verdura e ainda é mais afogado no mundo dos sonhos do que eu em dias frios – isso gerou os cinquenta e quatro apelidos dados á ele – Mas simplesmente depois do nosso primeiro dia Tae apontou para a horta agrotóxica e disse que estava gostando dele, exatamente um dia depois de eu ter dado pelo menos uns trinta apelidos para o garoto. Nessa época – como se fosse dez mil anos atrás – Jimin ainda não estava na escola então não tínhamos motivos para nos aproximar daquele espécime de ser humano, acho que agora estou enxergando uma pitada de esperança e o cupido batendo:

—Chega Taehyung! – consegui parar o ritmo frenético daquela coisa com muito esforço, mas consegui, a cara dele ainda estava em desespero – Respira, agora me conta o que diabos está acontecendo.

—O Yoongi, JeongGuk, o Yoongi é o problema – sério, nem deu pra perceber.

—Quando ele não é? Mas me conta o que aconteceu pelo amor de Deus criatura!

—Eu acho que ele gosta de mim tá bom! – gritou, é gritou mesmo pro corredor inteiro ouvir, delicadezas a parte, o que?! – No dia da peça, quando você foi embora sem nem mesmo me avisar eu acabei o encontrando...

—Conta logo! – odeio suspense e ele ainda resolve ficar mais de um minuto em silencio mordendo os lábios, dá vontade de socar essa cara.

—Ele me beijou ok?! Me beijou, eu estava te procurando nos corredores, encontrei ele que me disse as coisas de sempre, mas o papo foi para o quanto sou bonito e PAM – eles tem a mesma estratégia de conquista? 

—Simplesmente PAM?

—Só PAM, agora eu estou aqui tentando entender se ele estava bêbado ou realmente queria fazer aquilo! E você não me socorreu o fim de semana inteiro porque estava fodendo com o seu namorado! – esse é o momento “xingando para não bater na sua cara” típico de Taehyung.

—Desculpa tá bom e não estávamos fodendo...

—Fazendo amor, sei lá, só não diga que não fizeram nada porque seu andar não me engana!

—Que seja! Agora temos que resolver a sua vida – parece que o jogo virou não é mesmo?

—Nem morto, eu sou o cupido aqui Jeon JeongGuk!

—Tá na hora de dividir o papel você não acha? 

Por toda a minha vida as pessoas cuidaram de cada passo que eu dava – com pessoas eu quero dizer, minha mãe, Taehyung e a minha avó, esses três podem fazer um livro sobre a minha vida sem ajuda nenhuma – Agora eu não preciso mais disso, as coisas para se cuidar sem que eu fique bravo desapareceram e talvez tenha ficado um pouco entediante – estar namorando com o Jimin nunca vai ser entediante, mas eu tenho que estar fazendo alguma coisa á mais para manter bem longe o sedentarismo – Eu posso tentar o papel de Tanner de Garota Exemplar, protegendo o lado “ruim” da historia que acredita em algo impossível – todos sabemos que Taehyung vai se cansar desse garoto mais cedo ou mais tarde, vou fazer ele ver isso antes que quebre a cabeça ou o coração de alguém – o melhor jeito de fazer isso é, juntando e mostrando a realidade:

—Faça o que quiser.

**~~**

Quando alguém lhe dá a carta branca para fazer o que quiser da sua vida e da alheia imagino as milhões de ideias passadas por cabeças não pertencentes á mim – cruelmente, infelizmente – O gênio da relação Taekook obviamente é o senhor Kim Taehyung, ele tem as loucuras plantadas na cabeça e eu só vou na onda – É aquele famoso, diga aonde você vai que eu vou varrendo – Ás vezes, pode até sair algo decente das minhas ideias que não seja "Gato eu vivo em f(x) onde o x= você" digamos que o estilo improviso é mais o meu style – mas diz, se eu tivesse mandado essa cantada pro Jimin nós já estariamos casados – Usei o tempo das primeiras aulas para tirar o plano cantadas da cabeça, todos sabemos; cantadas não funcionam em drogados como Min Yoongi.

Bom, vamos falar hipoteticamente. Hipoteticamente talvez as minhas mãos tenham tocado a parte de trás do corpo do meu amigo – digamos que as costas, talvez – Mas assim talvez tenha sido acidental porque o cruel, totamente maldoso, um vilão de novela – mais conhecido como Park Jimin – tenha dado um beijo no meu pescoço e minhas mãos – oh, minhas mãos – tenham sido percorridas por um arrepio intenso e – hipoteticamente – eutenhaempurradoeleemcimadeMinYoongi. Não foi por querer – talvez – Jimin realmente me beijou, mas não foi como se eu não aguentasse um beijinho no cangote depois de um mês de namoro – quer dizer, acho que é um mês, perdi as contas – Porém depois de avistar o crush alheio passando pela nossa frente na saida para o intervalo, milagrosamente minhas mãos criaram vida e se encontraram com aquelas costas magricelas.

Resultado: Ganhei o prêmio nobel de honra na categoria cupido. Pela cara do recentemente apaixonado Taehyung tenho certeza que fiz um bom trabalho, quer dizer, se você cora e dá uma risadinha de canto descaradamente na frente – em cima – daquela paixão do peito significa que o mercado do amor está aberto á negocios, ainda mais o gaguejado pedido de desculpas vindo num tom dez vezes mais inocente do que realmente é. Ai – voltando ao hipoteticamente – quem sabe eu tenha puxado uma conversinha a mais com a pessoa apelidada carinhosamente de Zé droguinha, sabe aproveitando o fato de ser o melhor amigo do meu namorado e acabamos nessa rodinha no intervalo; eu deitado no meio das pernas do Jimin recebendo o confortavel cafuné dessas mãos fofas e quentinhas enquanto tentava manter viva a conversa entre os dois á nossa frente:

—Então, vocês dois andam de skate? – usando a descoberta de um Jimin descolado para puxar alguma coisa fora dos olhares ameaçadores do Taehyung.

–Jimin tem mais disposição e tempo do que eu – por mais chato que o assunto pareça, Yoongi respondia com animação o suficiente, bom hoje parece que ele está cracudo – Mas parece que até ele não tem mais tempo...

—Nós deviamos fazer um protesto sobre amigos que abandonam os outros pelo namoro – ele tinha o dever de falar disso não é? Pelo menos o fez rir, admito, o sorriso do droguinha era até fofo.

—Deviamos mesmo, eu mencionaria a noite de jogos que perdemos porque esse dai ficou tagarelando com o namoradinho a noite inteira, tinha quase certeza que iriam fazer uma sexting – na verdade só ficamos trocando as melosidades de sempre, mas estava impossivel parar.

—Nem me diga – Pronto, lá vai o drama Coreia – Era pra termos assistido Batman vs Superman juntos! Mas ele preferiu ir com o anãozinho e ele ainda é fã do Superman.

—O anãozinho ainda tá aqui Kim Taehyung! – esqueci de ensinar para ele que Taehyung não conhece a palavra limites.

—Deixa eles conversarem Minnie – apelei para o apelido, pela primeira vez ele estava tendo algum contato com o crush, não era o meu que iria estragar – Já resolvemos a nossa vida, deixa eles resolverem as deles.

—Espera, você está dizendo que? – os dois á nossa frente nem se lembravam mais da nossa existencia, mas mesmo assim falavamos baixinho para não atrapalhar.

—Não é óbvio? 

—Eu não acredito, sério? – Jesus dai me paciencia.

—Desde que pisamos o pé aqui, desde que ele colocou os olhos no Zé Droguinha...

—Zé Droguinha? – mesmo com a risada fofa dele, os dois continuavam no papo, deve estar bom pra ignorar a risada de Park Jimin.

—Teu amigo, o cabelo verde é protesto pra legalização da maconha não é? 

—Claro, pra que mais seria? – sabe aquela cara que fazemos quando estamos brincando e vemos que era realmente verdade? Junta isso com o meu rosto vermelho – Ah meu deus, você é muito fofo!

—Isso é v-verdade? 

—Claro que não amor, você é o dono das brincadeiras e não reconhece uma? – espalhou beijinhos por todo o meu rosto deixando-o ainda mais vermelho, o detalhe era que estavamos no intervalo, no meio da escola inteira! Adeus mundo.

—Jimin não estamos sozinhos, pare com isso – estava impossivel falar com todos aqueles beijinhos, mas são beijinhos, quem não gosta de beijinhos.

—Isso é bom para mostrar á eles, mostrar que você é meu – um beijo na bochecha esquerda – que eu sou seu – outro na direita – e que nenhum deles opinar sobre isso.

E o ultimo tive o prazer de ter aquela boca na minha por alguns segundos, ele se afastou, mas por impulso o puxei de volta para um beijo de verdade, por um momento esqueci que era uma situação no meio de metade da escola – metade porque a arvore atrás de nós tampavam a vista do outro lado – e tipo, a agua fria só caiu em mim quando ouvimos alguns gritos vindo de algum lugar por perto, já passou aquele pensamento de ser alguém querendo me matar por estar com o Jimin – acho que ando lendo muita fanfic – Me separei dele com alguns selinhos, eu nem me separava se fosse por mim, porém aqueles gritos realmente assustaram. Ao virar vimos as amiguinhas – quase todas as meninas da escola em cima de uma – todas acudindo a lombada humana, Yoon Yoona, juro que controlei a risada somente por ser parente do ser atrás de mim, até o Obama ouviria a minha risada:

—Quem você pensa que é Jeon JeongGuk! – escandalosa parte um – Você é só um garotinho sem sal e estranho então por que?!

—Poupe-me – sussurei revirando os olhos, vamos deixar a galinha piar, ela precisa disso.

—Era pra ter ficado comigo! Comig- Qual é garota?! – olhei de novo na direção dela vendo sua roupa toda suja de algum suco da cantina e Seungyeon com a cara de arrependimento mais falsa existente na face da terra e eu ri? Mas é claro, recebi um repreendimento de Jimin, mas a vontade venceu a razão.

—Desculpa, achei que deveria ajudá-la a usar o uniforme escolar... – uma pessoa que ficou com muita raiva dos decotes daquela garota com certeza foi Seungyeon, só porque ela não podia mostrar as tetas também. 

—Sua… Vamos meninas e você me paga JeongGuk – enquanto ela falava isso, eu só aproveitava do aperto mais forte do Jimin e o beijinho deixado no meu pescoço, desse jeito não dá nem vontade de tretar.

—Essa menina é louca... Você tem certeza que está tudo bem? 

—Em que parte? – tipo aquela parte que a sogrinha é homofóbica.

—Jimin... – esse é o aviso pra ele parar de fingir que não tem problema na situação, pois tem sim e essa coisa sabe.

—Não vai acontecer nada, confie em mim.

—Confiar eu confio amor... 

—Você me chamou de amor? – Jimin me abraçou tão forte além de fazer os meus pobres ossos estalarem, fez os dois cairem na grama sujando todo o uniforme, foi só um "amor" - admito estava louco pra falar isso- Mas tirando isso nada demais, só esse sorriso lindo no rosto dele me tirando da vida de emo gotico – Você realmente me chamou de amor?

—Jimin, todo mundo está olhando! – e estavam mesmo.

—Chamou? – perguntou ignorando completamente meu aviso, mais inseguro que ele só eu.

O rosto dele estava tão perto do meu com aquele sorriso encantador – aquele irresistivel sorriso ladrão da patria – as bochechas tão fofas daquelas que trazem a vontade de morder, nem pensei direito quando mordi sua bochecha direita depois acariciando o lugar levemente, até o meu sorriso não saia do rosto – O que diabos esse garoto fez comigo?! Só pode ser as forças desconhecidas do limbo, quer dizer, eu odiava melação e olha eu aqui:

—Você é tão lindo – Saiu antes que eu impedisse, mas pra que impedir a verdade.

—Você é mais – passou a mão não ocupada com a minha cintura no meu cabelo, se eu fosse um gato até tinha ronronado.

—Eu odeio te amar Jimin, isso machuca porque você é demais pra mim, fofo demais, bonito demais, gentil demais...

—Você está confundindo os papeis, você que é muito perfeito... Eu te amo.

—Ah o amor adolescente... – espera essa voz... O diretor! – Olá garotos!

—Diretor Choi? – Levantamos em menos de segundos tentando ficar numa postura decente.

–Jimin, JeongGuk, Taehyung e Yoongi certo? – assentimos – Minha memoria tem melhorado...

—O que faz aqui diretor? – Jimin levou a frente primeiro, sem medo mesmo.

—Só vim tomar um ar e encontrei vocês dois nesse momento tão... – parou uns belos três minutos pra procurar alguma palavra da adolecencia como sempre diz – Arco-iris?

—Arco-iris sou eu, esses dois são caramelo puro mesmo – Taehyung está precisando de uma focinheira ou melhor implorando por uma.

—Odeio caramelos – meu querido senhorzinho que vive no céu, não fala que esse homem veio aqui pra dar alguma punição por sermos gays – Se acalmem eu não vim aqui pra falar algo como "na minha epoca não era assim", estava na cara que vocês se amavam, se amam.

–Como assim? – Era claro que eu gostava do Jimin desde sempre, mas ele gostar de mim? Olhei atentamente para o agricultor da discordia.

—Ora meu caro Jeon estava na cara do seu atual namorado que ele estava apaixonado, os olhares para você exalavam isso – Olhares pra mim? – Desde o primeiro dia vocês estão caindo de amor um pelo outro.

—Você parece entender bem disso diretor – disse o alface com interesse real por mais louco que pareça.

—Nada disso, esses assuntos não são tão faceis assim, eu tenho muitos problemas com a minha mulher.

—Que tipos de problema? – juro que vi o Park engolindo o seco, medo da resposta? Mas por que?

—Filhos, eu quero ter varios, mas ela não, diz que quer manter o corpo até pelo menos os quarenta anos – a solução pra isso até que é facil.

—Converse com ela – experiencia de doramas – Entrem num acordo, vocês se amam?

—Muito.

—Então, com certeza ela também deve querer, mas tem complexos sobre o assunto, mulheres se preocupam bastante com isso, conversem, essa é a solução pra quase tudo.

—Quase tudo? – perguntou Jimin me puxando para o meio das pernas dele de novo.

—Alguns assuntos tem que serem resolvidos á base da porrada mesmo – todos riram do meu processo conclusivo, é verdade algumas vezes só a violencia.

—Como você sabe tanto Jeon? 

—Você ainda não sabe que eu tenho o namorado mais incrivel do mundo, diretor? – seus braços se apertaram ao meu redor ainda mais, acho que virei um ursinho – Ele é perfeito.

—Por isso você me ama.

—Por isso eu te amo.

 

**~~**

 

Pouco tempo depois o sinal tocou e tivemos que nos despedir do diretor com muita dificuldade, apesar de ele ter todo o controle da escola, parece não abusar de tal poder por isso é agradavel manter, mesmo que poucos, minutos de conversa, no fundo todos temos uma pessoinha legal e boa ali, só não temos a oportunidade de mostrar, é o caso dele. Yoongi era o maior fã dele enquanto estavamos conversando, enquanto as vezes eu e Jimin nos distraiamos com beijos e Taehyung se afundava no proprio mundinho cheio de unicornios, cabeças de alface e Lay – Ultimate que ele enche meu saco falando – O Zé Droguinha era o unico que estava prestando total atenção no homem, isso foi bem estranho.

Voltamos para ter a ultima aula antes das atividades extracurriculares obrigatorias – Repara bem, mas bem mesmo no "obrigatorias", Pra que isso população? É necessario? Não! – Essa que por um acaso era de inglês, aquela materia maravilhosa, mais conhecida como "as maiores notas de Jeon JeongGuk", hoje o professor Namjoon estava de muito mau humor. Primeiro; prova surpresa, sério, eu queria esganar quem criou essa maldita, não é como se todos os alunos estejam com a materia na cabeça todos os dias – Até porquê eu não sou todo mundo como a senhora Jeon diz – principalmente a minha pessoa aqui, essa foi a primeira surpresa, sem consulta e influenciatoria na nota semestral. Segundo; Pegou o celular de um aluno porque ele estava olhando as horas – caramba negar a hora pro ser humano deveria ser proibido, eu mesmo fico perdido sem saber o horario. Terceiro; Ele pegou o meu proprio celular! Não foi só isso, ainda leu pra toda a sala as mensagens que eu trocava com o Jimin, definitivamente esse cara levou uma bela semana de gelo, pensando bem... Bem feito!

Como a beleza quinzenal de Namjoon disse que só devolveria o meu celular para os meus pais – e devolveu o celular do outro garoto, prova que me odeia – fui sem avisar mesmo para o lugar marcado, Jimin havia dito pra ficarmos juntos nesse ultimo horario, sabendo do meu odio por teatro embora eu ame o Jin, pelo menos fui salvo se ele tiver formando o novo Romeu e Romeu, que use o casal recém-formado, Taehyung iria adorar vestir algo bem chamativo talvez um cropped e short de cintura baixa, ai a historia se passaria no morro do boquinho lingueta, ele seria a mulher-troféu com uns defeitosinhos. O nosso lugar da vez seria o terraço, um belo lugar que não me dá medo de jeito nenhum, nenhum mesmo:

—Demorou – já fui recebido desse jeito ao chegar, mas perdoei  pelo abraço recebido depois.

—Estava tentando convencer o professor á me dar meu celular de volta – recebi um não tão frio que o abraço até ajuda á esquentar.

—Qual deles?

—Namjoon é claro.

—Deixa que eu pego dele depois – sentou-se encostado á uma parede por perto, suponho que as batidinhas no colo dele devem ser para mim sentar ali, quem sou eu pra recusar tal convite – Ele deve estar de mau humor não é?

—Mau humor é pouco, ele incorporou o filho do homem lá de baixo – Jimin riu, mas parecia mais concentrado em passar as mãos pelas minhas coxas.

—O Jin deixou o deixou na seca faz uma semana e ele diz que é humilhante ficar só na mão, é coisa de adolescente – eu tentava manter a cabeça no que ele falava, mas as moridinhas no meu ponto fraco, vulgo pescoço, não estavam me deixando racionar direito – Ele é meio viciado em sexo.

—Pelo visto não é só ele – as mordidas começaram alternar em pequenas lambidas e beijinhos junto com alguns chupões para a coleção.

—Como vai Taehyung e Yoongi?

—N-Não sei – arfei com a sensibilidade presente no meu pescoço, ele continuava ali, mordendo, lambendo e chupando, meu rosto brilhou em vermelho quando suas mãos atrevidas passaram pela minha parte traseira, logo voltando para minha cintura somente para me aproximar mais – Taehyung foi para a aula de teatro para aprender a fazer algo da vida.

—Deve estar estudando meios de expulsar diretores falantes – as provocações só pararam quando um gemido baixinho saiu sem a minha concepção, ele apoiou a cabeça no meu ombro esquerdo rodeando seus braços em volta de mim, tão bom.

—Eu estou curioso sobre uma coisa – ouvi seu "hum" abafado pela minha pele então continuei – Por que você ficou tão apreensivo quando o diretor falou sobre casamento?

—Ah essa resposta é obvia – os beijinhos recomeçaram seguindo do meu ombro até a minha orelha, me preparei mentalmente para o que vinha dessa vez – Eu quero me casar com você.

Não ter como descrever o quão fofo e romantico foi esse momento e o depois dele, é como nas cenas de filme onde eles se aproximam lentamente com os olhos grudados um no outro, as bocas só abrindo para abrigarem a lingua um do outro sentindo o melhor gosto compartilhado entre duas pessoas enquanto as mãos dele passeiam inocentemente pelas minhas costas e as minhas bagunçam pela milésima vez o cabelo dele, ainda  bem que não é um daqueles garotos xiliquentos onde você encosta no cabelo e a terceira guerra mundial estoura se fosse eu já estava morto: —Ah e a proposito – estavamos ofegantes depois de findar o beijo, mesmo meio grogue pelos efeitos do beijo de Park Jimin tentei prestar atenção no que dizia – O Yoongi namora.

— O que?! – não, espera, eu destrui a vida do meu amigo?! 

— Namora, namorava, eles estavam brigados, mas depois dos seus conselhos acho que eles vão voltar – Nossa estou me sentindo bem melhor. 

— Por que você não me contou?! 

— Não tive tempo e tambem eu jurava que eles não iam voltar...

— Park Jimin! 

**~~**

E agora aqui estou com uma informação de que o crush do meu melhor amigo namora enquanto ele me encara esperando algum som vindo do meu silencio que na verdade são os meus planos infaliveis de não machucar o coração de alguem trabalhando – Será que "Então o drogado do seu crush se casou com a maconha e vai morar na Bolivia" machuca muito? Seria uma meia mentira de algum modo... Ah chega:

— Min Yoongi namora! – soltei mais alto que o necessario, mas pelo menos saiu. 

—O que? 

— Ele namora, namorou, sei lá, o Jimin acabou de me contar, não é culpa minha – antes que venha me bater.

—Tudo bem – disse depois de um tempo calado... Tudo bem?! – Eu nem gostava dele mesmo, muito não. 

— Tae, você está realmente bem?

— Sim.

— Nada de missão acabar com o namoro alheio? Saber mais sobre esse namorado? Arrancar as bolas dos dois?

— Vamos logo JeongGuk, eu quero tirar sarro do teu bias em Moon Lovers ainda hoje.

Se realmente tiver alguém ai em cima me escutando, tras o Taehyung de volta e leva essa copia?

Obrigado!


Notas Finais


DIGAM QUE GOSTARAM PQ EU AMEI
É o primeiro cap que eu gostei realmente :3
Eu vou colocar a capa quando me entregarem okay? Nem era pra eu estar postando pq era a @Queijoq que ia postar pra mim
MAS EU GOSTO DE FALAR COM VOCES
Me sinto a pior autora se não deixar nem um oi pra vcs aqui :') Por isso não pude resistir
EU AMO VOCES DEMAIS DA CONTA <3
Se tem uma coisa que eu amo fazer é escrever, escrever para receber um feedback tão fofo de voces é ainda melhor! SAIBAM QUE CADA UM TEM O MEU AMORZINHO <3

Bom eu tenho novidadeeee
Não sei se é pra ficar feliz ou não (pq talvez eu demore nessa sabe)
Mas eu alcancei mais de 45 seguidores e eu queria -quero- Fazer uma fanfic em comemoração \o/ Tipo bem com o meu jeitinho - perguntem para a @Queijoq ela sabe todas as minhas doidices jeitinhos
E considerem tambem como especial de mais de 350 favoritos aqui!!!!
Quando eu me resolver mais um pouco eu coloco tudo direitinho
ATÉ O PROXIMO <3
BJS DE BISCOITO


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