História Bad Lucky Is Just The Beginning - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope
Exibições 356
Palavras 7.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oieee <3
Ainda é Novembro, o que significa que não fiquei um mês inteiro sem postar (ou fiquei? Desculpa, eu perdi a conta)
Estou de volta com uma capitulo bem delicinha pra vocês :3
Eu dei um pulo lindo no tempo então não se assustem
Vão ler~~

Capítulo 18 - Sobre James Arthur e Park Jimin


Fanfic / Fanfiction Bad Lucky Is Just The Beginning - Capítulo 18 - Sobre James Arthur e Park Jimin

—Taehyung você precisa ouvir essa revolução!

O episodio "Kim Taehyung e seu crush" durou 1 dia exatamente, mais rápido do que qualquer novidade infiltrada no meu dia-a-dia – até os episódios da minha estrada para o namoro com Jimin durou mais e olha, duas semanas é bem pouco para uma historia de amor – significando que a história de Kim Taehyung e Min Yoongi era apenas uma amor passageiro igual ao meu amor por Chansoo – por um acaso era o meu OTP maravilhoso até o meu lindo amigo me apresentar kaisoo e transformar da minha vida um mar de lágrima – Em menos de duas semanas minhas camisas puderam ficar secas por mais de duas horas, depois de um mês elas tiveram paz completa, às vezes a bad dele dura tempo demais considerando o tempo de sofrimento.

Já se passaram quatro meses desde o incidente e Min Yoongi acaba de entrar para a lista de pessoas com mais apelidos dados por mim em seu glorioso segundo lugar – o primeiro ocupado somente por aquela prima abusada do Jimin, ela conseguiu superar os apelidos dados à Seungyeon mais rápido que as minhas lagrimas saindo nos livros de JoJo Moyes – as pessoas premiadas à esta lista conseguem além de apelidos o meu ódio por justa causa, nesse caso é a regra que sempre ronda por nós se manifestando: "você pode usar e abusar do corpo do meu amigo, mas se encostar um dedo no coração dele você fica sem o seu" isso foi um juramento feito depois de Taehyung ter dado o primeiro beijo num dos meninos tarados da nossa sala da sétima serie e ele tê-lo envergonhado na frente de toda a sala dois dias depois, bom a cara dele não ficou muito bonita com o nosso almoço espalhado nela.

Admito que a vingança ainda não aconteceu somente por ser o melhor amigo do meu namorado, é uma pena, aquele rosto branco ficaria lindo com algumas gotas de suco de laranja escorrendo por ali - só um pouquinho, talvez um pouco de feijão, mas nada além disso... Ah maldito Jimin.

Nunca pensei que deixaria de fazer uma mera pegadinha por causa de um namorado, mas recentemente parece que eu tenho prezado bastante pelo meu namoro, se por um acaso Jimin chegasse na escola sabendo da possível façanha feita por mim mesmo ele me pedindo para não fazer, não daria nem dois segundos para um término dramático.

E pufft o namoro perfeito durou cinco meses!

Devido á isso, prefiro continuar no meu canto quietinho o matando lentamente na minha cabeça toda vez que avisto aquele cabelo cor de vômito, principalmente depois de perceber que o lindo do Jimin é a pessoa perfeita para escolher presentes, nós nem estamos juntos á tanto tempo e descobri que ele me conhece como a palma da mão, por quê eu digo isso? Simples. 

Foi o meu aniversario! Agora são oficiais os meus dezesseis anos e não toda a complicada idade coreana, já faz um mês, mas a estante com o meu maravilhoso presente não me deixa esquecer do dia; Certo, logo de manhã acordei muito bem porque era sábado, minha mãe finalmente tinha parado de cu doce e recuperado meu celular depois de meses, até mesmo Namjoon se surpreendeu com a demora, até desistiu de fazer um monólogo sobre como sou nas aulas dele, mas resumindo o meu filho tinha voltado e brilhava indicando uma mensagem carinhosa de Jimin, a outra era da espécime rara chamada Kim Taehyung me xingando de todos os adjetivos para velho existentes só porque eu sou mais velho que ele, alguns minutos depois a versão amorosa da mensagem dele apareceu ai sim pude me levantar feliz da vida. 

Como era sábado meu pai estava em casa para quebrar os ossos do filho num abraço digno de recorde de mais ossos quebrados, o presente foi um taco de beisebol segundo ele para mim bater no Park se terminássemos, bem util. Minha mãe só me deu um beijo e ainda disse que era demais porque ela teve o trabalho de ir pegar o meu celular na escola, esse foi o presente, mas em compensação eu ganhei um bolo depois de dois anos sem – dois anos de puro bullying com a minha bunda, dois anos de depressão – tudo continuava sendo perfeito. Na parte da tarde fomos parque de diversões como a família feliz que somos – ah, queria tanto falar isso do fundo do meu coração – Primeiro; eu ganhei um porquinho da índia muito fofo na barraca de tiros "é bem fácil quando imagino a cara da Yoona ali", eu o peguei nos braços pela primeira vez, eu toquei nos pelos brancos, eu fiquei andando com ele nos braços o dia inteiro e adivinha quem deu o nome? Minha mãe é claro, era meu aniversário, mas não pude escolher o nome do meu novo pet, queria que fosse Batman, mas acabou sendo Bucky, totalmente broxante, tive que aceitar já que essa mulher me pariu não é mesmo? Segundo: fui no primeiro brinquedo e não fui mais em nenhum porque tive que carregar o Bucky, a dona do nome não queria sujar a roupa de pelo – ninguém sabe a raiva cravada em mim naquele momento, ninguém! – acabei ficando com a famosa cara de bosta acariciando um porquinho da índia enquanto meus pais se divertiam, pelo menos ele é fofo. E finalmente terceiro: Ganhei mais um presente do meu pai, adivinhem... Camisinhas! Essa pessoa sacou uma cartela de camisinhas do bolso no meio da multidão e me deu falando que iria me deixar dormir na casa do Jimin aquela noite, senti como se pudesse pegar um voo direto pra marte e ensinar formas de assassinatos pros aliens para eles exterminarem todos os humanos da terra, santo rosto pegando fogo! 

Esse episodio durou até o fim da tarde onde finalmente fui liberado para bater asas, liguei para o meu destino – casa do namorado para ser mais exato, estava me mordendo de saudades era como se estivesse com sede da boca dele depois de mínimas seis horas longe – nem perguntei se poderia dormir lá primeiro, só deixei um aviso que iria pegar uma carona com o chefe da família logo já estava chegando, os Park estavam em casa então nem o convidei para entrar apenas me despedi lembrando de pedir dinheiro para comprar as coisas do bucky, ainda fui taxado como interesseiro ninguém disse que seria fácil cuidar de um porquinho da índia, nem barato. Jimin ficou surpreso com a presença a mais sobre a minha mão, mas logo se apaixonou pelo bichinho – ganhei vários beijinhos de consolação por não ter escolhido o nome mais tarde, pelo menos uma pra dentro mãe! – fomos juntos comprar uma gaiola, ração e uma mini escova pra escovar os pelos dele, admito que estou paparicando ele demais, foi um ótimo momento tirando os mistérios do presente dele, eu já sou curioso, imagina quando a pessoa fica falando toda hora sobre o assunto só pra atiçar os meus neurônios. Esse menino tá começando a me enlouquecer literalmente!

Assim que voltamos os pais de Jimin quase o comeram vivo achando que o Bucky era dele, rimos muito depois de alguns belos puxões de orelha no Park mais novo, nada sem umas belas dores no ouvido depois de uns sermões desnecessários da senhora Park, nada mesmo. Subimos para o quarto – aquele mesmo quarto onde tive a primeira, segunda e sei lá quantas vezes, nunca arriscamos fazer na minha casa e acabar sendo um filme pornô – havia uma caixa decorada enorme em cima da cama, não pude controlar o brilho instantâneo nos meus olhos ao ver o tamanho da encomenda já imaginando o que tinha dentro, Jimin sorriu rodeando seus braços na minha cintura por trás de mim, acabei sendo contagiado pelos feromônios da alegria exalados por Park Jimin e sorri ainda mais largo perguntando se já podia abrir, quase vooei em cima da caixa quando ele falou sim, só não o fiz porque estava sendo segurado – foi tudo bem calmo por causa disso, quer dizer, até eu ver o que tinha dentro.

Cara, era a coleção inteira – i.n.t.e.i.r.a – do tsum tsum aquelas miniaturas dos personagens da Disney, as pelúcias grandes, as pequenas, estava tudo, tudinho ali, não sei se ele via os meus mini surtos quando passava o comercial disso na televisão ou fez algum pacto com a minha mãe seja o que for, foi o melhor presente dado á minha pessoa em todas as minhas vidas! Estava me segurando para não pular dentro daquela caixa, invés disso pulei em cima do Jimin mesmo entrelaçando minhas pernas em torno da cintura dele enquanto recebia o mesmo abraço apertado de volta, não faço ideia de quantos beijinhos espalhei pelo rosto lindamente risonho do amor da minha vida, mas foi o suficiente para acabarmos na cama estreando as camisinhas dadas de presente, é um sufoco ter que abafar todos os gemidos seja o beijando, mordendo, até mesmo me mordendo, porém não tinha modo melhor de agradecer pelo presente. ignoremos a parte que eu não sai da cama no dia seguinte, o importante é todas as refeições na cama que ganhei.

Então – voltando para a realidade do presente – aquele foi o melhor presente depois da minha pista da hotweels que subia pelas paredes – ela teve um fim bem triste quando um dos carrinhos voou na cara do meu pai, ele mesmo me deu e fez questão de destruir, eu não estou nem falando da pista, estou falando da minha vida mesmo – ao chegar em casa fui direto colocar as pelúcias num canto especial da prateleira quase coloquei uma faixa com o nome "presente do mozão" só não coloquei porque ainda tenho algo chamado mente, mas tirando o dia todo foi um dia perfeito. E agora, um mês depois, dias de abraços e mimos á minha nova coleção dos tsum tsum, estamos á exatamente treze dias em contagem regressiva para o aniversario do Jimin e eu tenho exatamente uma lista com...
Zero itens.

Invés de ir atrás de alguma ideia para retribuir o melhor presente já recebido na face da terra, eu, Jeon JeongGuk, estou procurando reis e rainhas do flop numa desgraça de aplicativo chamado spotify – Taehyung num belo dia de sol chegou do meu lado e pronunciou as exatas palavras para a minha pessoa "você já viu a playlist nova do spotify?", a primeira resposta vinda da minha boquinha claro que foi "o que diabos é espotifi? Tá me tacando a pomba gira de novo Taehyung?" , ai calmamente e pacificamente com um livro de biologia de exatamente trezentas paginas fui ensinado como falar corretamente e de quebra ainda ganhei um aplicativo para preservar a sagrada memoria do meu celular –porque não é como se eu vivesse sem as minhas selfies com Jimin, aplicativos inuteis e fotos do bias purpurina, essa inovação foi tipo um bote salva-vidas para mim, se eu pudesse me casar com um aplicativo seria esse com certeza, pelo menos uma para dentro da coisa projeto de melhor amigo.

Graças á ele acabei de descobrir a trilha sonora da minha vida e talvez a salvação dela:

Ah mais uma? O que é agora? Mais uma das musicas estranhas que você acha colocando na radio do The Beatles? Eu me arrependo de ter te apresentado isso – ouch, essa eu senti no meu útero imaginário, dá pra evitar o aquecimento global com todo esse gelo.

—Se arrependa mesmo, agora tenho um custo a mais com a mensalidade dessa porcaria – quase esqueci de mencionar a parte que meu pai é o bancador do Premium, ele pode não estar tão feliz, mas eu o aturo quase todos os dias esse é o mínimo para me retribuir.

—Não sejam chatos! Dessa vez é realmente uma revolução! 

—Fala JeongGuk – tudo bem que não foi a animação de palhaço de circo, mas me atiçou ainda mais para contar.

James Arthur – dei um tempinho para o próprio surto interno voltando a falar quando ele estava prestes a me xingar – É sério Tae você precisa ouvir isso!

—Em qual radio tu achou isso ai? 

—Cristina Grimmie – olha fazia umas duas semanas que Taehyung havia me dito para ficar longe de Cristina Grimmie para não se apaixonar pela garota e ficar na bad por infelizmente ela ter falecido, a musica dela é tão boa que ela podia cantar mesmo morta né?

JeongGuk! Eu já falei, eu sofri e você vai sofrer também porque é burro.

—Ah não brigue comigo, ouça essa musica e relaxa, aprecie a voz desse homem atentamente – coloquei o fone no ouvido dele para o momento de apreciação de Say you won't let go, a primeira musica que conseguiu grudar por mais de duas semanas na minha cabeça e essa linda ajudou a minha nota de inglês subir.

Um dia eu tenho que encontrar James Arthur e falar sobre a benção caída em mim depois de conhecer as musicas chicletes, amorosas, cheias de sentimento! Bem marshmallow, bem eu.

Para saber bem da historia Jeon JeongGuk e James Arthur temos que invocar o plantador da historia – não foi o spotify, parem de culpa-lo – antes de eu tê-lo ouvido na radio da Cristina Grimmie por um acaso eu tenha mexido no celular do Jimin e encontrado esse anjo em forma de gente, só que era uma musica estranha, se me lembro bem era Roses com aquela mulher estranha também, a musica em si é maravilhosa, mas como a minha pessoa é problemática, eu não gosto de nada que me faça lembrar de Titanic, aquele injusto, cruel e egoísta clássico de algum século ai – porra Rose, cabia o Jack, tu não era nenhuma giganta pra ocupar o pedaço de madeira inteiro, tu me fez chorar sua cruel – porém depois dessa experiência traumática de começo conheci um som melodioso de Deus chamado Say you won't let go, eu devia estar pensando em um presente para o meu prestativo namorado, mas estou aqui escutando isso á três dias seguidos.

—É boa...

—Boa? Isso é uma descoberta e tanto do ser humano, totalmente espetacular – se tivesse palavra a mais para descrever esse homem seria som de Deus.

—Tá bom, mas você não devia estar pensando nisso agora, faltam quantos dias mesmo para o aniversario do seu namorado tão amado? 

—Treze... – falei bem baixo pra ver se escapava das garras afiadas dele e do meu pai que esta assistindo algo incompreensível na tv.

—Isso é menos que duas semanas! – tentei fazer um "shh" por cima do grito, mas o homem tem ouvido biônico, droga Taehyung!

—Menos de duas semanas pra que? – pra minha morte, vou cometer um homicídio seguido de suicídio.

—N-Nada, são as provas de fim de ano pai, nada demais.

—Mentiroso! – Kim Taehyung vai ser assombrado até ele se juntar a mim quando eu morrer – Faltam treze dias pro aniversario do Jimin e ele tá ai pirando por causa desse James Arthur.

—Como assim?! – mais um pra fila "bater em Jeon JeongGuk, um tapa; mil wons, um soco; dois mil wons, matar não tem preço".

"Ah ele nem devia se importar se não gostado Jimin" – Não gostava, não gostava. Se fosse á uns dois meses atrás, eu nem me importaria com a questão de meu pai ficar sabendo que estou sem presente nenhum, mas são novos tempos, novos costumes e novos pais. Tudo começou no dia dos pais, Jimin deveria ter passado na casa dele com o próprio progenitor, porém este foi trabalhar no exterior e disse que voltaria no dia seguinte para poderem comemorar, o que resultou nele passando o dia inteiro conosco – eu nunca pensaria num dia tranquilo quando se trata de Jimin e JoonYoung tudo é guerra, mas dessa vez foi diferente. Papai tem uma obsessão por Star Wars eu praticamente fui criado para ser Luke Skywalker ou um dos stormtroppers – ele ainda tem o vídeo do pequeno JeongGuk se esborrifando no chão pelo capacete ser grande demais para uma criança de nem meio metro, ainda fez questão de mostrar pro Jimin, prefiro quando o odiava, eu estava bem seguro – De repente o Park aparece na minha casa com uma camisa limitada de colecionador desse vicio e vira "O melhor genro do mundo" essa reviravolta me trouxe muita indignação porque significa que todo aquele chilique no começo do namoro não serviu pra nada, tive noites em claro o ouvindo xingar o meu namorado de todos os nomes possíveis, meus ouvidos tem sentimentos também ok:

—Pai, você não gostava dele, continue não gostando, por favor – pelo bem da humanidade, volte para o lado ruim da força.

—JeongGuk, você já deveria ter preparado um presente para ele á tempos! Aquela coleção que Jimin te deu deve ter sido cara, sem contar o anel...

—Os anéis eram dos pais dele – puta boca grande tu tem não é JeongGuk?! Tinha que mencionar os Park para um odiador nato dessa geração? – Q-Quer dizer, esquece, esquece pai, os anéis foram muito caros mesmo, eu deveria pensar num presente agora mesmo, tchau.

—Espere ai mocinho! – estava quase lá, era só aproveitar a bugada dele para processar tudo, pegar na mão do Taehyung e sair correndo, mas o sonho acabou mais rápido do que começou, droga – Você esta me dizendo que está usando uma herança dos Park nesse seu dedo?!

—Não é beem uma herança, é só uma coisa que eles jogariam fora! Como um lixo reciclável, é lixo reciclável – cai na minha lábia paizinho, pela primeira vez, por favor.

—Você sabe o que aquele idiota do pai dele fez pra você Jeon JeongGuk?! 

—Claro que não, você nunca me diz! – depois fica me dando essas broncas e quer que eu entenda alguma coisa, sem querer acabei gritando, meu rosto ficou todo vermelho por causa disso, olha, nem estávamos brigando ainda.

—Você nem estaria aqui se não dependesse de mim! Aquele desgraçado... 

—Que gritos são esses aqui? – pronto a dona da bagaça acabou de chegar da fofoca com a vizinha com um olhar pronto para matar todos ali – O que está acontecendo?

—Meu pai fazendo escândalo por causa de besteira de novo! 

—Você que começou a gritar mocinho!

—Eu preciso gritar, ok? Ajuda a liberar o stress – informação vinda diretamente das revistas para adolescentes espinhentos, minha mãe parece não ter gostado muito da pequena grande discussão, Taehyung então só faltava pegar pipoca para assistir o show.

—Como tudo isso começou exatamente? Sabia que a vizinhança inteira já esta falando sobre isso? Viramos uma família de galos de briga por um acaso? – Todos, todos mesmo até o espectador, murmuramos um "não" baixinho, esse é o poder da mulher população – Me contem logo, rápido!

—Então Seokkie – essa é a tática de amansar a fera do meu pai, pena que se eu chama-la desse jeito nunca mais irei ver a luz do dia - O nosso querido filho está com o anel de namoro dos Park no dedinho dele.

—E? 

—E que é uma herança dos Park! Ele não devia estar com algo que pode ter passado pelas mãos daquele crápula, JeongGuk mesmo não merece isso – opa, mais um pouco e descubro esse rolo todo.

—Isso é passado Joonie, JeongGuk está aqui sim? Um dia ou outro o nome Park iria entrar em nossas vidas novamente, meu amor– nossa, quando é comigo é "seu desgraçado, idiota, imprestável" agora com ele é "amor, Joonie" estou só vendo isso ai – Pare de implicar com o garoto.

—Tudo bem, mas o anel de noivado vai ser o nosso! – pronto, já estão juntando ideias para o noivado.

—Que?! Nem morta querido, aquele é um dos anéis mais lindos que eu tenho, quero guardá-lo para o resto da vida, Jimin consegue se virar! – eu já esperava essa resposta, quando falei sobre a minha paixão por casamentos quase me fundi com aquela aliança de tanto ela esfregar na minha cara.

—Eu vou indo porque o barraco virou familiar, ainda tenho que brigar pelo creme de rosto com a minha mãe ainda hoje e senhor JeongGuk amanhã mesmo vamos dar um jeito nessa sua situação! – nisso Taehyung foi embora me deixando sozinho no meio da guerra e da escada, minha única opção foi terminar de subi-la até o meu quarto antes que um daqueles dois me impedissem.

Certo, eu tenho treze dias – praticamente doze porque já é de noite – para pensar em algo tão brilhante quanto a coleção dos tsum tsum, eu não havia esquecido completamente do aniversario de Jimin, só aconteceu o acaso da minha mente se ocupar com outra coisa sem querer causando a falta de espaço no meu armazenamento interno para qualquer coisa, mas... Eu posso usar isso ao meu favor não é? É como sempre dizem, "não adianta fazer algo sem amor", se por um acaso minha mente geniosa bolasse alguma comemoração marcante o bastante para não ser clichê com o que ele ama e com o que eu amo, com certeza seria o melhor aniversario de todos os tempos, porém há somente um problema!
O que ele ama mais do que eu e eu não amo nada mais do que ele.

Chegamos á um impasse.

Claro, seria maravilhoso fazer algo relacionado á James Arthur, mas não é ele quem eu mais amo – sabe né, meu coração sempre vai pertencer á um certo Park e esse certo Park pertence a mim atualmente, o que chegamos a conclusão, somos a paixão um do outro. Isso pela primeira vez não é bom! Eu quero ser diferente, não quero simplesmente colocar orelhinhas de coelho, vestir uma calcinha e dar meu corpo de presente – até porque ao invés dele me encontrar de quatro na cama, Jimin encontraria o meu corpo depois de uma morte por vergonha súbita então esse foi o primeiro item a ser tirado da lista – Infelizmente não tenho um namorado ninfomaníaco o suficiente para gostar disso e se contentar, o que me leva a estaca zero novamente... Quer saber?! Eu vou pelo caminho mais reto, direto e frio, a boa e velha ligação:

JeongGuk? Aconteceu algo? – maldito identificador de chamadas, não dão nem a oportunidade de pegar um ar enquanto a pessoa diz "alô?"

—Não posso mais te ligar? Querer ouvir sua voz... – fiz a minha melhor voz manhosa me cobrindo com o lençol, Jimin havia dormido aqui noite passada, seu cheiro ainda impregnava o lençol e não havia nada melhor que conversar com ele sentindo seu cheirinho.

—Claro que pode, mas nos vimos á quatro horas atrás, já esta com saudades, meu anjo? – minha mãe sempre finge vomitar quando o vê me dando esses apelidos carinhosos, ela pensa que eu não a vejo implorando pro meu pai chama-la assim depois, fazer o que se tenho o melhor namorado do mundo?

—Queria você aqui comigo á todo minuto, Minnie... 

—Droga, não me chame de Minnie por telefone, eu não posso te encher de beijos estando tão longe – disse o garoto que mora á três quadras daqui – Eu te amo sabia? 

—Se eu não soubesse você faria questão de me lembrar de novo e de novo... Você é o namorado mais babão do mundo, imagina quando for pai.

—Nossos filhos serão os mais amados desse mundo.

—Já planeja ter filhos comigo Park Jimin? – estou perdendo o foco, câmbio, foca JeongGuk.

—Muitos, vamos adotar pelo menos três! – Aja coração pra tanta criança, acho que vamos virar um daqueles casais, vivendo com mingau grudado na cabeça e levando pancadas de chupetas voadoras.

—Amor... – Desvia do assunto antes que ele decida falar da quarta criança – Há algo que você ama mais do que eu?

—Está tendo um complexo de amor próprio Jeon? Convencido.

—Não, não é isso – nos dias de hoje as pessoas falam a verdade e as outras não aceitam como se deve não é mesmo? – Olha, eu te amo e você me ama, mas tenho certeza que tem algo que supera esse amor...

—O amor dos pais é diferente então não tem nada... Nada é maior que minha vontade de te beijar á todo instante.

—Sempre tem algo Jimin, tenta um pouquinho só... – Star Wars não, pelo amor de Siwon.

—Tudo bem, eu acho que... – começou com o barulhinho de "huum" que devo ressaltar me deixa bastante irritado e ele sabe disso, ele sabe – Tudo bem, parei... Musica.

—Musica? – o que exatamente você quer que eu faça com musica, moço? 

—Sim, meu pai me ensinou á tocar piano quando eu tinha dez anos, com quinze comecei a fazer aulas de dança e as faço até hoje, tudo pelo amor á musica... 

—Eu nunca imaginaria isso, pensei que falaria algo como HQ's ou sapatos de marca.

—Acha que eu sou um nerd virgem? Você sabe muito bem que eu não sou virgem JeongGuk – tudo bem homem, não precisa usar esse tom malicioso, meu rosto agradece.

—Tudo bem, você não se cansa de me deixar com vergonha não? 

—É meu passatempo preferido, mas me diga... Por que me perguntou isso? – que coisa, não se pode mais perguntar nada pra esse garoto, sempre tem que ter uma razão, desse jeito o negocio não vai pra frente.

—Não posso mais perguntar? – usei aquela desculpa clássica de gente sapeca.

—Claro que pode, mas é estranho.

—Está me chamando de estranho? – senti uma indireta, não posso aceitar.

—Não é isso JeongGuk, você está entendendo tudo errado.

—Esta me chamando de paranoico agora? 

—JeongGuk-

—Tchau Hyung.

Desculpa Jimin, mas foi preciso.

--//--

Sete dias faltando.

Naquele dia, Jimin quase se ajoelhou na frente da minha porta – três horas da madrugada – foi horrível vê-lo tão desesperado daquele jeito, me pedindo desculpas inúmeras vezes e espalhando vários beijinhos pelo meu rosto depois de receber o meu "perdão" – olha, eu não tinha outro caminho, se tiver algum manual de escapar de perguntas que eu não deveria ter feito, o primeiro exemplar seria meu com certeza, mas infelizmente esse tipo de coisa ainda não existe, o que me leva á um namorado morrendo de medo de ter me causado algo quando na verdade eu só estava usando o ultimo recurso de escape no meu alfabeto, isso nunca vai chegar nas mãos alheias.

Bom, deixando isso de lado, falta exatamente uma semana para o grande dia – é o modo gentil de falar o dia do meu funeral, pelo menos agora eu tenho um ponto de inicio e tenho pensado bastante nele explorando toda a capacidade da minha inteligência, infelizmente ainda não tenho uma conclusão, mas tenho tempo, tempo para fazer algo tão incrível quanto ele é pra mim – Se ao menos Bucky pudesse falar, do jeito que me olha parece estar sempre me dando uns conselhos bem uteis, porém a língua dos porquinhos da índia é muito difícil para mim.

—Ah Bucky, é só te dar uma bolinha que você fica feliz, todos poderiam ser assim.

O bichinho estava no meu colo todo encolhido, havíamos acabado de chegar do pet shop depois de um bom banho, ele sempre fica assim depois, isso me dói o coração porque ele parece estar com frio, igual os animaizinhos de rua e porra esse é o meu animalzinho, aqueles funcionários são uns monstros.

—Você acha que eu deveria apelar para a ajuda superior Bucky? – Taehyung havia me sugerido isso á alguns dias embora ainda estivesse com raiva – Tem certeza? Tudo bem...

Eu tenho somente um ultimo recurso para saber o presente perfeito – podia somente comprar um relógio bonito e dizer que foi de coração? Podia, mas Jimin me ama tanto e eu não pareço demonstrar o mesmo, esse presente vai ficar cravado em nossas mentes com certeza! – Mas primeiro tenho que recorrer ao senhor da sabedoria, me perdoe senhor, é preciso. Esse recurso tem nome e sobrenome; Min Yoongi, eles são melhores amigos então tenho certeza de êxito se for procurar algo com ele, também estou em estado de emergência, se não estivesse ele seria a ultima pessoa á quem eu procuraria, uma semana, um sonho – esse é o lema.

Jimin havia me passado o numero da horta para "casos de emergência" – traduzindo "caso eu não o ache e entre em desespero" – vou classificar a minha situação como emergência máxima pelos números sete e um, então como eu sou o dono da razão e do meu celular. Digito a minha primeira mensagem para uma verdura falante com a maior vontade do mundo.

Verdura, sirva para alguma coisa – linguagem ideal para um desesperado necessitado, eu sei.

Horta Agrotóxica: Jimin está no treino de box, ele não leva o celular – Como falei, só tenho o contato dele para caso aconteça um sumiço de namorado, parece que ele sabe disso também.

Yaah, não quero saber do Jimin.

Horta Agrotóxica: Estão brigados? Até ontem vocês estavam trocando baba, não quero ouvir lamentações de vocês – Esqueci de dizer, Yoongi também me odeia por roubar o amigo dele, assim como Taehyung odeia o Jimin, acho isso um absurdo.

Não estamos brigados, pode tirar esse sorriso do rosto, preciso de ajuda.

Horta Agrotóxica: E começa me chamando de verdura? Te dou uma nova chance – convencido, se não estivesse numa situação dessa, com certeza viria aqui para xingá-lo.

Yoonginie-ah, por favor, me socorra – ah que humilhação, vou cometer suicídio ali já volto.

Horta Agrotóxica: Você é um convencido no quesito fofura não é mesmo? Fale – acabei de ser chamado de fofo indiretamente? Drogados...

Você sabe, falta uma semana para o aniversário do Jimin...

Horta Agrotóxica: Sei, quer que eu avalie seu presente? – ha, doce inocência.

Na verdade, eu preciso de ajuda para planejar um.

Horta Agrotóxica: Você ainda não tem nada? Nem uma ideia? – se eu tivesse, já estaria planejando, não assistindo Bucky roer a minha camisa enquanto converso com um drogado.
Sim, pode me ajudar? 

Horta Agrotóxica: Jimin não irá gostar se você der algo á ele por obrigação – nossa ajudou bastante – Não sei se posso ajudar.

Por favor, somente uma ideia, não quero dar algo por obrigação, quero marcar esse dia nas nossas vidas, dizer o quanto ele é especial para mim.

Horta Agrotóxica: Tudo bem, tudo bem.

Sério?! Muito, muito obrigado! 

Horta Agrotóxica: Pode me mandar um áudio cantando?

O grande dia.

Finalmente é hoje, mesmo sendo ainda sete horas da manhã, não importa, já é dia treze e meu despertador fez questão de lembrar disso gritando no meu ouvido, não me lembro de ter colocado o volume nessa altura, mas tudo bem, eu não vou ficar com raiva porque hoje é um dia para ficar feliz, tudo vai dar certo, é só um aniversario – o primeiro aniversario que vou passar com Jimin, depois do meu é claro – Desliguei o barulho infernal daquele aparelho eletrônico e fui para o banheiro fazer o mesmo ritual de toda a manhã.

Graças a deus hoje é sábado, nada de escola, nada de Namjoon nem de Yoona – Seungyeon ainda tem porque ela virou aliada depois de ter criado certo ódio imenso pela lombada então ganhou a vaga de amiguinha do sexo oposto – Nos fins de semana, normalmente Jimin iria para o Tae-kwon-do na parte da manhã, aquele dia foi uma exceção, mas implorei para que passasse o dia comigo com a desculpa de lhe dar um dia divertido e cheio de aventuras –quando na verdade a minha intenção é faze-lo chorar. Ele aceitou, com uma condição; eu vou comparecer alguns minutos na casa dele para fingir estar sabendo da festa surpresa preparada pra ele – não dá pra fazer esse tipo de coisa com esse garoto, ele é esperto, porém devo me gabar de que fui mais dessa vez – Não vai ser grande sacrifício se o resto da família dele tiver ido para bem longe e se esquecido do aniversario, tipo todos nomeados Park.

Por enquanto, minha única preocupação era com a minha própria família. Ontem à noite, minha mãe havia me contado que vovó viria para cá em novembro e ficaria até o fim do ano, bom, eu não tenho nada contra ela – ao contrario, sempre fiz dela a minha preferida, a outra vive viajando então não nos falamos direito, tirando os bullyings com a minha bunda, tudo são flores – Mas, ela nunca foi a favor do casamento dos meus pais, sempre fica com uns papinhos de um amor verdadeiro da minha mãe, nunca dei atenção para isso, não acredito que o amor dos meus pais seja de mentira, eles vivem se olhando amorosamente e essas melosidades todas  – nojo – não tenho motivos para dar muita atenção para as asneiras da minha avó. Porém, meu pai dá, sua irritação quando a ouve falando disso é perceptível, a testa franze, o rosto fica vermelho e ele não disfarça os murmúrios, o que significa que essa estadia não vai ser nem um pouco de paz completa, é esse o meu maior medo.

—Pai, pelo amor de Deus, tire essa cara, é aniversario do seu "genro preferido" se lembra? – aquela carranca não havia saído um minuto sequer, dá nem vontade de comer o café-da-manhã olhando para aquilo.

—Eu sei, mas o aniversario do Jimin não é o suficiente para apagar a previsão da sua avó vindo pra cá.

—JoonYoung, não quero ouvi-lo mais falando disso, ela vai vir e pronto! – minha mãe não estava muito feliz com a carranca do outro e não é bom quando ela não esta feliz.

—Mas, Seok, aquela mulher vai ficar falando dele, de novo, não quero ouvir indiretas por dois meses!

—Problema seu, use um tapa-ouvidos, assim como eu quando sua mãe vem reclamar no meu ouvido sobre a educação de JeongGuk, alias, não quero ela aqui agora que ele esta namorando – é incrível as indiretas da minha mãe para o preconceito da minha avó paterna, papai não sabe ainda, nós achamos que ele se finge de cego por isso mandamos as indiretas.

—Ela não virá, esta em uma viagem para a América, só voltará no próximo ano, pode ficar tranquila.

—Acho bom.

—Por isso você deveria repensar sobre trazer a senhora Shin pra cá... – esse clássico plano, ele faz isso todos os anos.

—Tenta no ano que vem, não é mesmo JeongGuk? 

—É... Eu – sério que eles querem me meter no meio dessa briga típica de todos os anos? Ah a campainha, minha salvação! – Olha, Jimin deve ter chegado, devo pedi-lo para ficar um tempo aqui? 

—Ah, sim claro, tenho um presente pra ele! 

Assenti me levantando para abrir a porta, combinamos de nos encontrar cedo porque a pessoa quer ir para a praia ainda hoje, como é aniversario dele e seu sonho sempre foi andar de mãos dadas com a pessoa amada na beira da praia, nós vamos realizar isso como parte do presente, é uma pena que ele mesmo me falou isso, eu poderia ter usado isso para tornar o meu presente ainda melhor, mas Jimin foi mais rápido e usou como mais uma condição para passar o dia inteiro comigo, o jeito é acreditar nos meus preparos para hoje. Objetivo: Fazer Park Jimin chorar.

–Bom dia aniversariante! – o recebi com um selinho logo de começo, hoje é o dia de enche-lo de beijinhos desde o primeiro segundo.

—Esperava um "feliz aniversario", me sinto traído – Jimin pegou a minha mania de fazer bico toda hora, meu coração sofre com isso.

—Mais tarde, não seja precoce – fui praticamente esmagado por aqueles braços me carregando até a sala de um modo que não nos desgrudasse, eu não falei "ficar comigo" no sentido literal, alguém o avise, por favor.

—Jimin querido! – Fomos separados para que o aniversariante pudesse receber aqueles abraços de urso que só mãe dá, a minha é profissional nisso – Feliz Aniversario meu doce, muitos anos de casado com meu filho!

—Mãe! – não era "muitos anos de vida"?

—Obrigado senhora Jeon – meu pai chegou já afastando os dois para dar o típico abraço com tapinhas nas costas dos homens amigos.

—Feliz Aniversario garoto, tenho um presente pra você! – camisinhas não, pelo amor de deus.

—Não precisava, JoonYoung-Hyung – ah, a novidade é que o genro odiado agora pode chama-lo de "JoonYoung-Hyung", minha mãe ainda mantem o orgulho.

—Não é nada demais, JeongGuk pode pegar o embrulho que deixei em cima da cama do nosso quarto? Aproveita e coloca uma roupa decente, você não vai sair vestido de mendigo! – nossa, nem me ofendi.

—Se o Jimin não se importa...

—Pele demais, com certeza eu me importo – dei a língua pra ele aproveitando que estávamos longe um do outro, assim não podia mordê-la.

Não tive opção á não ser subir para servir de escravo, pelo menos eu já havia tomado banho então é só vestir uma roupa mais decente sem um rasgo em algum lugar e estarei pronto para ir embora antes de alguma besteira sair da boca dos meus pais, espero que o presente não seja essa besteira. Peguei uma das minhas camisas gigantescas, essa era branca e estava escrito "more than a memory" no centro – frases para pensar, repensar e entrar na bad, a maioria das roupas no meu guarda-roupa são assim – coloquei uma calça branca e qualquer tênis que achei jogado, não precisava de muita arrumação para um dia na praia, Jimin também não se importa desde que eu esteja coberto – ciumento demais. Passei no quarto dos meus pais antes de descer para pegar o maldito presente, era uma caixinha pequena parecida com aquelas das joalherias, só falta eu perder meu namorado pro meu pai, seria o cumulo.

—Voltei! – anunciei a minha chegada senão eles iriam continuar conversando sem olhar pro mundo e a minha cara de trouxa ia ficar muito transparente.

—Ah aqui está, obrigado filho – sorri falso quando na verdade minha vontade era perguntar por quê ele só me trata assim na frente do Jimin – Espero que goste.

Jimin estava nitidamente confuso com a caixinha pequena dada de presente, dou toda razão, se por um acaso uma pessoa chega em mim me dando uma caixa pequena com o tamanho duvidoso, meu primeiro pensamento é “casamento”, mas meu pai não está louco o bastante para pedir outro homem em casamento estando casado, sei que o amor por Star Wars é gigante, tomara que o amor pelo filho seja mais. Fiquei ao seu lado quando abriu o objeto devagar – qual é a necessidade do ser humano de fazer suspense população? Precisa? Não precisa! – Depois daqueles minutos torturantes de terror, consegui enxergar dois papeis pequenos parecidos com algum tipo de ticket ou ingressos?

—São ingressos para Star Wars: Rogue One – Nossos olhos se arregalaram quase no mesmo tempo, os do Jimin brilhavam, Caramba, esse filme é só em Dezembro, como diabos? – Tenho meus contatos.

—Muito obrigado JoonYoung-Hyung, são dois... – com certeza, um par de ingressos para o casal, estou certo? Errado.

—Para nós, eu e você – Sério isso? – Precisamos de um tempo sozinhos Jimin.

—Pai, eu ainda sou seu filho e namorado desse sabia?

—Sabia, mas você já ganhou coisas demais – Espero que não esteja se referindo ao Bucky porque o Bucky, eu ganhei – Quero agradar meu genro posso?

—Pode, mas...

—Espero que possa ir comigo Jimin, dê uma folga ao meu filho – eu não preciso de uma folga, preciso do meu namorado só pra mim!

—Com certeza, vai ser um prazer – bufei alto mesmo, pra todo mundo ouvir.

—Vamos, temos muito tempo de estrada pela frente.

Puxei-o para fora dando “tchau” rápido para os meus pais antes que eles resolvessem roubar o restinho do meu Jimin, preferia o tempo em que ele era odiado, assim ainda o tinha todo para mim, mas agora sou obrigado a dividi-lo com esses bipolares, ele devia ficar comigo, a pessoa que amou ele desde o inicio, não ficou de brincadeirinha com “ah eu te odeio, você e sua família”, não gosto de dividir, não gosto.

—Está com ciúmes do seu pai Jeonggukie? – ciúmes? Eu só quero arrancar a cabeça dele, Jimin até tentou me beijar, mas desviei, agora estou com raiva, não posso ser fofo.

—Não.

—Então me dá um beijinho – Cara, não pede um beijinho...

—Temos que ir, Jimin

—Só um beijinho, eu só ganhei um selinho até agora e é meu aniversário, mereço um beijinho – ah, falta pouco – Só um beijinho.

—Só um. – Droga.

Definitivamente aquele espaço entre os bancos do carro não ajudavam de nada na minha missão de beijar aquela boca macia, ela estava realmente me chamando desde o momento em que ele pisou os pés na minha casa e entrou no meu campo de visão, desse jeito não dá pra recusar um beijinho ainda mais quando é pedido desse jeitinho assim, eu sou cardíaco senhor. Nos tocamos de leve só de começo, logo pressionamos mais forte, instantaneamente minha boca se abriu e Jimin não perdeu tempo em enfiar aquela língua molhada – incrivelmente sexy – dentro da minha boca inocente, entrelacei a minha na dele tendo que segurar o meu corpo/imã já que esse estava se atraindo para o colo alheio então me concentrei em apenas segurar o cabelo sedoso dele continuando o mesmo ritmo do beijo –como recusar o beijinho de alguém que beija bem pra cacete? Não dá.

—Viu? Só um beijinho – agora eu quero mais, mas que merda – Vamos.

—Eu te odeio Park Jimin.

E assim começou a nossa viajem de quatro horas – ou mais – A maioria do tempo ficamos tagarelando sobre os lugares que passamos, contei sobre a minha primeira aventura á praia, não foi muito legal, eu ainda não sabia andar direito e minha mãe colocou um chinelo ainda mais impossível de andar ainda mais na areia, como se deve imaginar, no álbum de família tem uma foto do exato momento que a cara do mini JeongGuk se encontrou com o chão, o gostinho da areia não foi muito bom, minha foto sendo exibida no telão na festa de quinze anos também não foi muito legal, droga, não tem vida mais merda que a minha, dessa vez eu sei andar, chupa mundo.

Jimin me contou sobre o seu sonho de passear pela praia, quando pequeno sua família fez uma viagem com todos para a praia de Busan, lá sua avó tinha lhe dito que se os pés de algum casal tocarem a mesma areia banhada pelo mar, eles ficariam juntos para sempre, nem mesmo o destino poderia se intrometer no amor dessas duas pessoas, foi tão bonitinho vê-lo falar disso com tanto afeto, sua avó morreu ano passado infelizmente – adoraria conhece-la – desde então ele tinha se aquietado no quesito “pegar todos” e finalmente pode se aquietar de vez namorando comigo, agora queria tornar infinito o que temos, se não precisássemos de um motorista eu tinha o agarrado ali mesmo, onde eu arranjei uma pessoa tão melosa desse jeito? Meu coraçãozinho não aguenta.

A praia era linda, o sol já brilhava iluminando a areia branquinha, assim que chegamos, tirei meus sapatos pouco me importando com a calça branca – minha mãe vai se importar, mas quem liga? Minha bunda – era tão bom senti-la tocando meus dedos, quase me esqueci do presente do Jimin, só me lembrei por causa daquele sorriso enorme aberto em seu rosto, ele vai rasgar aquele rostinho bonito depois da minha surpresa – com uma ajudinha de certa horta – mas mesmo assim continua sendo do meu coração, para o meu namorado; minha surpresa.

Andávamos de mãos dadas silenciosamente, somente com a brisa do mar batendo nos nossos rostos e o som do mar como trilha sonora, não haviam muitas pessoas embora o sol esteja castigando minha pobre pele que irá se tornar vermelha, mesmo com o protetor solar – maldita família branquinho, se o meu filho saísse de mim, eu iria torcer para que puxasse o Jimin porque não teríamos de sofrer com cremes e cremes para peles sensíveis, sem contar nos tratamentos e mais um bilhão de coisas – Jimin tentava disfarçar sua ansiedade para o meu presente por causa do meu suspense nessas ultimas semanas, aja curiosidade. Mas se ele quer agora, não tenho motivo para não dar.

—Acho melhor te entregar o seu presente agora, feche os olhos! –A curiosidade de Jimin não o deixou fechar os olhos de uma vez, foi em câmera lenta mesmo, odeio lerdeza.

Nessa ultima semana, eu passei por treinamento intensivo para canto – Canto? – Sim, sabe, musica, cantar e todas essas coisas. Sempre que saia da escola ia direto para o estúdio pessoal de Yoongi para prepararmos a surpresa do Jimin, acabei descobrindo sua carreira underground por causa disso, mas foi legal, depois de lidar com perguntas intimidantes do Park, inventar desculpas sobre dor na garganta e mentir diversas vezes, tenho certeza de que irá adorar, a lembrança dessa ultima semana vai virar fumaça com certeza.

Coloquei os fones em suas orelhas e apertei o play do celular, levou um tempo até ele se tocar de quem era a voz cantando – obviamente sou eu – Se Jimin ama musica, eu amo James Arthur, por que não juntar os dois? Nunca imaginei a minha habilidade em cantar, mas ficou muito bonito na minha concepção e na de Yoongi, a musica ficou perfeita, a melodia feita no violão do meu parceiro, impecável, fiquei até com dó de não mostrar isso para o mundo – o presente é só dele, então só ele irá ouvir, apreciar pelo resto da vida, as performances ao vivo também serão exclusivas, assim como os “eu te amos”. Era exatamente aquele sorriso que eu queria alcançar, até sorri junto em comemoração á conquista.

—Isso foi lindo JeongGuk, eu amei – tem mais, tem mais!

—Espere um pouco – peguei a pulseira do meu bolso colocando em seu pulso – Está escrito, “Até estarmos grisalhos e velhos”...

—JeongGuk, eu... – sem palavras não é? Sou genial – Eu te amo.

—Eu sei, eu sei – o puxei para um beijo apaixonado tendo como plateia algumas criancinhas que faziam sons de nojo enquanto nos beijávamos, nem liguei para isso, apenas me concentrei naquela boca linda na minha de novo, o melhor, sempre o melhor.

Parece que Jeon JeongGuk também consegue dar presentes lendários, não é mesmo?


Notas Finais


Gostaram? Pq eu amei.
Não estava nos meus planos ficar tão longo assim, as vezes eu nem olho pro numero de palavras e POW
UM MONTE DE PALAVRAS.
Por isso eu tive que parar por ai, no proximo eu vou continuar esse dia, vou ter que fazer uma confusão no meu roteiro, mas eu dou conta, não se preocupem <3
A novidade é que esse capitulo é o começo do meu projeto de fim de ano.
(é eu vou ter um projeto de fim de ano <3 seus lindos)
Eu amo de coração James Arthur, então eu pensei "por que não homenagear o amor da minha vida?"
Então o meu projeto vai ser: Fazer uma fanfic baseada em cada musica do album novo.
O album novo Back From The EDGE tá incrivel, eu amei e aderi <3
POR ISSO A HOMENAGEM
O album tem 17 faixas, essa é a segunda Say you Won't Let go ( eu não vou fazer na ordem, conforme as ideias vem indo,eu vou)
É ISSO, PRETENDO POSTAR TUDO ATÉ FEVEREIRO

Pra quem ficou com curiosidade das referencias:
Say you Wont Let Go:
https://www.youtube.com/watch?v=0yW7w8F2TVA
Make Me More Than A memory:
https://www.youtube.com/watch?v=TTl2sVtuoR4

Até o proximo, seu lindos, maravilhosos, xerosos, porra eu amo voces demais <3
BJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOS DE BISCOITO

Uma ultima palavrinha.
Agora eu finalmente tenho um modo de me comunicar melhor com vcs ♡♡ pelo twitter
O meu twitter anterior tava vinculado com o face então eu odiava usar ele e agora eu to com outro onde consigo ser um fantasma perfeito♡
Podem me perguntarem o que quiserem, amo falar com vcs
(@Fucked_Cookie): https://twitter.com/Fucked_Cookie?s=09
Ok é isso annyeong~~


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