História Bad Medicine - Capítulo 4


Escrita por: +

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bad Medicine, Gangue, Jungdae, Jungust, Lemon, Taegust, Taekook, Tattoo, Vkook, Yoonmin
Visualizações 788
Palavras 7.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Lemon, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioioi

Tudo bom com vocês? Muito obrigada pelo carinho aaaa Prometo que irei responder os comentários do capítulo passado TT
Penúltimo capítulo </3 Foquem nos pequenos detalhes, porque o próximo vai vir com o desfecho (ou não) rs Tenho uma coisinha pra falar nas notas finais.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Do céu ao inferno


Fanfic / Fanfiction Bad Medicine - Capítulo 4 - Do céu ao inferno

 

Um cara como você deveria ter um aviso
É perigoso, estou me apaixonando

(...)
Tomei um gole do copo do demônio
— Britney S; Toxic

 

Hoseok revirou os olhos antes das mãos alcançarem os cabelos negros de Jeongguk. Deixou um leve carinho ali, fazendo o mais novo entre eles soltar um suspiro satisfeito pela demonstração de afeto. Era quase três da tarde e o Jeon se encontrava todo encolhido numa camisa xadrez com capuz, recebendo os mimos de um Jung chateado demais para se preocupar com o calor que fazia.

Não fazia muito tempo que as aulas de ambos haviam acabado; numa quarta-feira como aquela, Jeongguk só queria deixar com que seus passos o levassem cegamente até a cafeteria que havia perto dali. Não era uma das melhores, mas o calor familiar era tão confortável que por vezes cogitou pegar suas malas e se mudar para dentro do estabelecimento.

Jeongguk não era fã de café, todavia o líquido o ajudava a manter os olhos abertos num período de provas, que estava perto de vir. Sabendo disso, Hoseok correu até o amigo quando conferiu no relógio que a aula de seu dongsaeng havia se findado, agarrando em uma de suas mãos e o arrastando de dentro da faculdade enorme. Quando atravessaram o campus, porém, Jeongguk deu sinais de que dormiria ali mesmo, e foi preciso o Jung sentá-lo em um dos vários bancos espalhados por ali, talvez para que o Jeon tirasse a cara de enterro ou que pudesse receber um pouco dos mimos de seu hyung preocupado.

Entretanto, tanto Hoseok quanto o próprio Jeongguk sabiam o que se passava realmente. Fazia praticamente três dias desde que o Jeon pôde vislumbrar um Taehyung suado, pulando a sua janela de encontro à grama verdinha do quintal da frente, após ter finalmente se deixado levar pelos encantos do motoqueiro na sua cama de solteiro.

— Jeongguk, o que está havendo? — Indagou o amigo, vendo o mais novo com um bico enorme nos lábios vermelhos.

— Nada, só estou cansado. Estudei a noite toda. — Mentiu. Na verdade, não havia estudado coisa nenhuma e passou a noite inteira pensando se tinha mesmo sido esquecido por aquele motoqueiro assaltante de bancos.

— Você não me engana. Pode ir falando. — O Jung era persistente, por isso o Jeon deixou seus ombros caírem, desistindo de omitir o que de fato estava acontecendo.

— Taehyung. — Deixou o nome que mexia consigo sair de seus lábios e viu o melhor amigo franzir o cenho, porém, logo arregalar os olhos e partir os lábios como se finalmente entendesse e lembrasse daquele a quem se referia.

— O cara das tatuagens? Você ainda tá metido com ele, garoto?! — Hoseok quase gritou para todos os alunos do campus ouvirem, recebendo um tapa de repreensão do mais novo.

— Dá pra calar essa boca?! — O outro elevou ambas as mãos em um sinal de rendição.

— Tudo bem, só me conta o que está havendo. — Pediu uma última vez e o Jeon suspirou e decidiu contar de uma vez.

— Acho que ele não quer mais nada comigo… — abaixou os olhos e passou a brincar com a barra da blusa.

— Deveria agradecer por isso! — viu os olhos tristes de Jeongguk e logo reformulou — Digo… Vocês não combinavam, sabe? Acho melhor partir pra outra.

— Não é como se eu estivesse apaixonado. Mas eu esperava um pouco de consideração depois de… — Não completou a frase, deixando um Hoseok com um grande ponto de interrogação em sua mente.

— Depois de que? Você não cometeu nenhum crime, não é? — Arregalou os olhos novamente e Jeongguk revirou os olhos.

— Não é nada disso, só uma coisa que aconteceu, mas não é da sua conta, fofoqueiro. — Mostrou a língua para o Jung e levantou-se do banco. — Agora tenho que ir, senão meu pai vai pegar no pé. Sabe que estou de castigo.

— Sei… Vai lá, mas fique longe de confusão, Jeon Jeongguk — Disse e sorriu para o garoto, que já ia em direção ao portão.

— Eu nunca entro em confusão. — Piscou para um Hoseok que claramente não acreditava naquelas palavras e seguiu seu caminho.

Jeongguk suspirou, levantando o capuz até que cobrisse parcialmente seus fios despenteados. Tinha noção de que não estava da melhor forma, e que provavelmente só estava ali naquele momento por culpa do café reforçado que sua mãe o obrigou a ingerir naquela manhã. Pensou em botar os fones e ignorar qualquer barulho externo, mas se lembrou do castigo, o que o fez ficar ainda mais irritado, arrumando a mochila em um dos ombros e passando a seguir na direção oposta a qual Hoseok havia tomado.

Faltava pouco para alcançar a segunda saída da faculdade, a qual preferia mais do que a outra. Por ali, seu pai poderia chegar mais rápido e tomar uma rota mais próxima à delegacia, ou à própria residência de ambos. Todavia, quando ignorou os olhares de algumas pessoas, que com certeza lamentavam seu estado de espírito, os olhos quase se arregalaram com a cena do outro lado da rua. Jeongguk tentou disfarçar de todos os jeitos possíveis, mas ao tentar dar meia-volta e provavelmente correr de volta até Hoseok, os olhos castanhos capturaram sua figura, e não sobrou espaço para que ele pensasse em outro plano de fuga.

Algumas garotas olhavam de soslaio, e outros garotos preferiam evitar de encarar por muito tempo um Taehyung de cabelos tingidos, os fios agora num vermelho escuro que lhe deixava ainda mais bonito. O Jeon percebeu os braços desnudos, como se não tivesse medo de mostrar as várias tatuagens coloridas, que até o presente momento, Jeongguk não havia parado para entendê-las, lhe parecendo errado demais decifrar a alma do mais velho através delas.

A regata era larga, cobrindo até um pouco abaixo do quadril, escondendo o início da calça de lavagem clara. Era a primeira vez que o mais novo via algum tipo de vestimenta que não beirava ao vermelho ou ao negro no Kim, o que o fez sorrir ao deduzir que ele ficava bem com aquela calça marcada demais. Mordeu os lábios quando, subindo os olhos, confirmou um cigarro lhe pendendo entre os dedos, a cara cínica ostentando um sorriso lateral e a clavícula tão exposta que Jeongguk sentiu vontade de marcá-la ali mesmo.

Tomou coragem, pensando em como Taehyung parecia lindo encostado em sua moto, um capacete sendo segurado na mão livre e os olhos felinos brilhando em uma aparente excitação. O moreno mal teve tempo de chegar muito perto do atual ruivo, a cintura sendo laçada de imediato pelos braços coloridos e um abraço forte sendo dado por parte de Taehyung. Jeongguk se assustou, só percebendo o que acontecia quando uma risada seca ressoou em sua orelha esquerda, e tudo que fez foi subir os próprios braços até o pescoço liso, sentindo com os dedos aquela pele novamente.

— O que está fazendo aqui? — O Jeon murmurou, o nariz escondido na regata alheia. Ignorou os famosos olhares curiosos, se permitindo relaxar apenas com a força aplicada nas mãos de Taehyung em suas costas. — E como descobriu onde eu estudo?

— Por que tantas perguntas? — Indagou o Kim, vendo o mais novo voltar a lhe olhar. Ali, encostado à moto e vislumbrando uma das belezas humanas mais incríveis que já presenciou, ele sabia que estava fazendo o certo, mesmo que tivesse afogando o garoto pelo qual estava encantado em um mar de mentiras, drogas, crimes e sexo.

— Uma vez um cara me disse que era falta de educação responder perguntas com outras perguntas. — Jeongguk piscou o olho esquerdo para ele e o motoqueiro riu sarcástico.

— Esse cara é um idiota. — Arqueou as sobrancelhas e Jeongguk brincou com a língua fora da boca, como se pedisse para ele lhe responder. — Vim te levar à um lugar. E como eu descobri onde estuda é meio óbvio: a faculdade fica a apenas duas quadras de distância da fraternidade. Respondido?

— Claro. Mas tenho uma péssima notícia; preciso voltar para casa agora ou meu pai irá virar essa cidade de cabeça para baixo atrás de mim. — Jeongguk expôs e viu que o rosto do mais velho não esboçava nenhuma reação.

— O senhor adrenalina está recusando um passeio até à minha base secreta? — Os olhos de Jeongguk pareceram brilhar com aqueles dizeres e o Kim sorriu, porém logo seu semblante alegre se desfez.

— Sinto muito, não posso. — Abaixou os olhos, tristonho.

Veja bem, Jeongguk estava feliz de que Taehyung tivesse aparecido, porém o peso de que o Kim ainda era um criminoso e de que seu pai poderia estar à sua procura lhe deixava tonto. No entanto, ele sentia-se dividido entre cumprir as regras do seu pai ou fazer aquilo que desejava e sentar na garupa da moto daquele homem cujo só sabia o nome: Kim Taehyung.

— Você é maior de idade… Não acha que tem o poder de decidir para onde vai ou não? — Taehyung sabia que aquele era o ponto fraco do garoto.

Jeongguk era alguém um pouco previsível. Dava para saber que a sede alheia por se tornar independente era muita, tanto que bastava cutucar um pouco a ferida que ele se desabrochava.

— Claro! Eu sou um adulto. — Disse convicto e o Kim sorriu largo. Jeongguk se derretia com aquele sorriso quadrado.

— Então por que ainda faz o que seus pais mandam você fazer? — Arqueou as sobrancelhas e mordeu o lábios inferior. Jeongguk pareceu ficar pensativo por alguns segundos, mas logo seu semblante pareceu se transformar para um cheio de atitude e confiança.

— Você tem razão. Eu vou com você. — Dito isso, o filho do policial deu a volta na moto e montou na garupa da mesma logo depois de capturar o capacete que lhe esperava no guidão esquerdo, vendo Taehyung também se aprontar para dar partida. — Me leve para… Seja lá qual for o lugar que vai levar.

O ruivo sorriu, jogando o cigarro no chão e liberando a fumaça dos pulmões. Sabia que talvez havia jogado baixo, mas a vontade de poder sentir Jeongguk, o mínimo que fosse, era maior que seu medo de talvez estar levando o garoto ao declínio completo. Antes que saíssem realmente, o mais novo descansou as mãos no tronco do mais velho, os dedos agarrando a regata de um modo adorável. Taehyung ignorou o possível calor serpenteando por sua pele, os olhos brilhando novamente.

— Meu bem, sabia que se sairmos daqui, você será um fugitivo da polícia? — O Kim brincou, ouvindo um murmúrio baixo e emburrado do Jeon. — Ok, você que manda. — Porque Taehyung sabia que já haviam passado da fase de dar uma foda sequer para os problemas que causariam.

 

 

O moreno reconheceu o local assim que Taehyung diminuiu a velocidade da moto. Ventava como nunca e Jeongguk era quase cegado pela poeira que levantavam naquele solo, mesmo que os olhos estivessem protegidos pelo capacete. Deixou de se apertar em Taehyung, como se fosse para matar a saudade, quando avistou os latões pintados de vermelho, cuspindo uma fumaça branca horrível em direção ao céu.

Estavam no lugar onde o Kim supostamente participava de rachas ilegais, e os pequenos bares, que mais se assemelhavam a construções abandonadas, inesperadamente ainda continuavam de pé. Jeongguk pôde ler melhor quando arrancou o capacete, franzindo o cenho ao se deparar com letras faltando no pequeno outdoor ao lado de um bar específico. Provavelmente, não se importavam o suficiente para pintarem o estabelecimento, muito menos haveria tempo para reparar as pichações estranhas espalhadas pelas paredes descascadas.

O sol das quatro parecia torrar a paciência de Taehyung, que com muito custo desceu da moto depois de Jeongguk, tateando os bolsos e arrancando de lá alguma bala para disfarçar o cheiro de nicotina nos lábios. O Jeon abandonou o capacete no guidão da moto, a mochila leve pendendo no ombro como outrora lhe causando certo estranhamento. Sabia que, quem estivesse lá dentro, talvez não gostasse da presença de um universitário metido a garoto rebelde.

O frio na barriga se instalou, todavia sua atenção recaiu no ruivo quando os dedos foram alcançados pela mão tatuada, prendendo os dígitos em seus semelhantes. Taehyung olhou intensamente para o moreno, tentado a abraçá-lo mais uma última vez e fugir com ele para longe dali. Porém, precisava daquilo, e com um piscar no olho direito, passou a confiança que queria até o mais novo, agarrando fortemente sua mão e começando a se encaminhar para o bar que era tão conhecido por ele.

Jeongguk teve que segurar a cara de espanto quando, enfim, entraram no lugar. Não era nada como ele pensava, com caras mal encarados, drogas sendo provadas à vontade e qualquer música ressoando tão alto como da última vez. Pelo contrário, o que encontrou foram poucas mesas estrategicamente espalhadas pelo espaço grande, uma porta pequena do outro lado, provavelmente um banheiro, e um grande balcão rodeado por cadeiras altas. O piso de madeira fazia barulho à medida em que Taehyung pisava confiante, e o Jeon só foi se dar conta de que tinha um cara mais velho enxugando copos com um pano quando o Kim o cumprimentou.

— Não esperava que viesse aqui hoje — O homem, de aparentemente quarenta anos, anunciou, com um sorriso meigo demais. Jeongguk reparou uma cicatriz que lhe atravessava o olho esquerdo, e se perguntou como ele havia a conseguido. — Não tem corrida.

Taehyung sorriu arteiro, os dedos brincando com a mão do menor.

— Não vim aqui por isso. — O olhar estava concentrado num ponto atrás do corpo do mais velho entre eles, e o homem pareceu entender, deixando o copo que segurava por cima do balcão. — Ele está aí?

— Chegou há uma hora — informou com um ar sério. Porém, os olhos se fixaram na figura de um Jeon distraído, cada vez mais estranhando as atitudes do Kim. — Vai entrar com Jeongguk?

O mais novo sobressaltou-se com seu nome sendo proferido. Buscou com desconfiança alguma explicação de Taehyung, este que deu de ombros, focado demais na conversa que tinha.

— Eu enfiei ele nessa merda, a culpa é minha. — O Kim crispou os lábios, bagunçando os fios rubros nervosamente. — Jimin está lá?

— Está, como sempre. Você tem sorte de alguém ainda gostar de você naquela sala, Kim. Ande, não quero que meus clientes te vejam aqui.

O moreno sentiu algo em si despertar quando o nome de Jimin foi citado. Ele não entendia muito bem o que acontecia, nem os motivos de Taehyung para levá-lo até ali. Todavia, as dúvidas que queriam ser liberadas se dissiparam quando o mais velho suspirou, o arrastando até a porta que pensou ser o banheiro. Na verdade, a madeira dava acesso a uma escada estreita, e Jeongguk só não saiu correndo por medo do escuro quando o Kim entrou por ali, lhe olhando confiante. Apertando a alça da mochila, Jeongguk seguiu o motoqueiro, o coração disparando com medo de tropeçar no próprio medo.

— O senhor Choi era policial — Taehyung falou do nada, a frase não fazendo sentido por alguns segundos para Jeongguk. Quando percebeu que se tratava do homem de antes, entendeu que talvez o ruivo estava tentando acalmá-lo. — Fique tranquilo, ele não vai dizer a ninguém que estivemos aqui.

— Por que ele não é mais da Polícia? — O moreno ignorou a última frase, os dedos deslizando pelo metal frio de um corrimão existente ali.

— O colega dele descobriu a quem ele servia. Bem, o resto da história você já pode imaginar: quase lhe custou um olho e uma ficha suja. Então, ele pegou o sonho de infância dele e fundou esse muquifo. — O Kim soltou uma risada curta. — Mas serve de bar às vezes.

Quando os olhos de Jeongguk captaram uma luz fraca abaixo deles, imaginou que ali seria o fim da linha. Ainda com o peito munido de coragem, continuou ignorando o conto de Taehyung, se atentando à parte que mais havia lhe chamado atenção.

— E a quem ele servia? — O coração aumentou as batidas, e Taehyung virou o corpo em direção ao mais novo. Seu semblante era duro e não condizia em nada com a situação, quando seus dedos trilharam um caminho invisível pelos lábios do Jeon.

— Ao pai do Yoongi.

Taehyung voltou a descer as escadas, deixando o mais novo incapaz de perguntar qualquer coisa a mais.

Jeongguk se absteve e deixou apenas que seu âmago trabalhasse na informação obtida naquele instante. Yoongi também era filho de um policial e, agora, estava metido em tudo de ilegal possível. Se perguntava se aquilo poderia chegar a acontecer consigo ou se Taehyung deixaria que aquilo acontecesse.

— É aqui. — Chegaram frente a uma porta desgastada de madeira. Jeongguk ficou atento as palavras que viriam. — Olha, não liga pra eles, só quero te contar uma coisa e aqui é um lugar seguro. Não repara no cheiro de maconha e se tiver seringas pelo chão, é culpa do Namjoon. — O mais novo concordou, mesmo que ainda estivesse meio assustado com tudo aquilo e as novas informações que seu cérebro captava.

Taehyung girou a maçaneta e abriu a porta, dando a visão de uma espécie de sala enorme, que mais se comparava a um enorme galpão, porém com móveis em lugares estratégicos. Sentiu os dedos serem enlaçados pelos do Kim e adentraram o espaço, logo podendo ser visto três figuras de aparências nada felizes.

— O que ele faz aqui?! — Um Namjoon raivoso quase partiu para cima de Taehyung no momento que cruzaram a porta e, instintivamente, Jeongguk foi para trás do corpo do tatuado, com medo. Yoongi, contudo, segurou em seus braços e impediu que ele avançasse.

— Vamos fazer um piquenique, viemos pegar algumas maçãs no nosso adorável jardim no quintal. — Taehyung inundou o ar de ironia, fazendo os três outros além dele mesmo e Jeongguk, revirarem os olhos.

— Bela hora pra brincadeiras, idiota. — Jimin falou, se jogando num grande sofá que ali havia, sendo acompanhado de um Yoongi que observava atentamente o garoto ainda encolhido ao lado de Taehyung. Namjoon rodeava no meio da sala e quase puxava os cabelos de raiva.

— Quero ele fora daqui. Ele já nos meteu em problemas demais. — Namjoon voltou a proferir suas palavras de descontamento para com o mais novo entre eles. — Ou melhor, você nos meteu em problemas demais. — Apontou para o outro Kim, acusando-o. — Por que não continuou fodendo aquelas vadias do bar ao invés de se meter com gente tão… certinha? — Quase cuspiu as palavras e Jeongguk se sentiu extremamente deslocado com aquilo.

— Pega leve, Namjoon. — Yoongi se pronunciou, deixando mais do que claro que não hesitaria em levantar-se mais uma vez e conter o amigo.

— Do que tem tanto medo, hm? Não é você que se gaba de ser invencível? — Taehyung provocou, ainda protegendo Jeongguk com seu corpo e os dedos entrelaçados.

— Isso é diferente. Estamos lidando quase com uma perseguição. Tudo por culpa dessa… criança. — Olhava com escárnio para o Jeon, que abaixou o olhar.

— Dá pra parar? Temos tudo sob controle. — Jimin disse, a voz aguda e, de certa forma, doce, quebrando um pouco o clima bruto daquela cena.

— Ah, temos? Então me explique o pai desse garoto revirando a cidade procurando os caras que quase atiraram no filhinho dele. — Tornou a dizer e Jeongguk engoliu em seco. Não sabia daquilo, talvez fosse aquilo que o tatuado queria dizê-lo.

— Eu ia te falar sobre isso… — Sussurrou Taehyung, apenas para que Jeongguk pudesse ouvir.

— Sabe que meu pai vai dar um jeito. — Yoongi disse e Jeongguk franziu o cenho. Até onde sabia, o pai do Min também era um policial.

— Faz três dias que você fala isso e nada. Estamos quase apodrecendo aqui dentro. Quer dizer… Nós três, porque o Taehyung sai pra ver o namoradinho a hora que quiser. — A voz do Kim mais velha estava martelando na cabeça do Jeon, fazendo-o quase explodir. — Ele vai ser o fim disso tudo.

— Para! — Ouviram a voz de Jeongguk pela primeira vez desde que entraram. — Para de falar de mim como se eu não estivesse aqui.

— Jeongguk, eu resolvo isso. — Taehyung tentou intervir.

— Não! Olha, eu não queria me meter no negócio, ou seja lá o que isso for, de vocês, mas eu estou aqui agora. Me desculpe se eu coloquei vocês em perigo ou o que for, mas eu não fiz de propósito, então pare de gritar comigo indiretamente! — Jeongguk gritou tudo que estava preso em sua garganta desde a hora que Namjoon começou a falar.

— Eu gosto dele. — Ouviu de longe Jimin sussurrar para Yoongi e deu um pequeno sorrisinho de canto, mas logo morrendo ao ver as expressões de Namjoon.

— Nem sabe do que se trata isso tudo, você é só uma criança. — O Kim mais velho proferiu e o sangue de Jeongguk ferveu.

— Eu não sou uma criança! — Expeliu de forma rude, logo ganhando um aperto em sua mão.

 — Parem todos! — Yoongi gritou, atraindo a atenção de todos presentes. — Namjoon, para com isso antes que eu te arrebente. Taehyung, leva o Jeongguk lá pra cima e faça o que for que você veio fazer. Que saco! — O Kim mais velho bufou frustrado, saindo da frente dos outros quatros homens, indo para sabe se lá onde dentro daquela casa. Yoongi olhou para os dois que se mantinham em pé. — Jeongguk, foi mal por… Você sabe, lá no banco.

— Tá tudo bem. — Na verdade, ainda tinha pesadelos com aquela arma em sua cabeça, mas fazia o possível para não pensar naquilo.

— Vamos. — O Kim disse para Jeongguk e seguiram caminho até as enormes escadas daquele local, o Jeon não sabendo até onde elas iriam dar.

 

 

O senhor Choi olhou torto quando Taehyung abriu a porta e aguardou Jeongguk subir o restante dos degraus. Estava claro para o Kim que Namjoon era quem havia jogado praticamente todos os copos de cima do balcão em direção ao chão, e agora o dono do bar bufava de um lado para o outro, provavelmente buscando por algo que o auxiliasse na hora de pegar os vários cacos de vidro.

Jeongguk cruzou os braços, pensando se ele tinha uma parcela de culpa pelo dano causado ao estabelecimento. Certamente, tinha, se se tratasse mesmo de Namjoon e sua raiva direcionada a algum lugar. Sentiu-se em débito com o senhor, mas quando fez menção de ir ajudá-lo na tarefa de varrer o estrago, Taehyung tomou a frente, caminhando por cima do vidro como se não tivesse medo de se cortar.

— Estou achando seu jeito de resolver as coisas bastante peculiar, Taehyung — O senhor Choi iniciou, deixando o pano branco em cima de uma cadeira qualquer, varrendo os cacos. O Kim deu de ombros, encostando-se no balcão e lhe olhando travesso. — Ou o Namjoon que precisa parar de agir como se o mundo fosse dele. Me diz uma coisa, vocês não têm educação? — O tom foi divertido, porém Jeongguk ainda tinha receio de soltar uma risadinha e ter olhos furiosos sobre ele.

— Acho que pulei essas aulas. Não tive tempo de me preocupar com a etiqueta, Choi.

— Ninguém precisa ser educado para apontar a arma na cabeça de alguém. Nem para desvirtuar pessoas. — Os olhos do senhor repousaram brevemente em cima do Jeon, e o Kim pareceu não gostar, pois logo soltou um palavrão, levando o mais novo em direção à saída. — Cuidado para não ser atropelado acidentalmente, Kim.

— Vai se foder, Choi. — Ele balbuciou, sendo seguido por Jeongguk até sua moto estacionada.

O crepúsculo já apontava no céu, indicando que o dia já terminava e dava lugar à escura noite. Jeongguk montou na garupa de Taehyung, o mais velho não parecendo muito feliz.

— Aquilo que você me disse lá dentro… Eu vou te ajudar, Tae. — Acariciou o tronco do Kim com ambas as mãos, encostando a bochecha nas costas do mais velho. Taehyung envolveu as mãos alheias com as suas próprias, sorrindo de canto.

— Sabe, meu bem, você tem que viver mais sua vida. Eu vou te ensinar algumas coisas. Coloque o capacete. — Jeongguk nada mais disse, apenas prendeu o equipamento de segurança em sua cabeça e viu Taehyung dar partida na Fireblade, rumo à algum lugar que o Jeon não saberia dizer o nome.

Ao chegarem na mesma estrada que Taehyung havia lhe trago há mais ou menos uma semana, Jeongguk franziu cenho.

— O que essa estrada tem de especial? — Disse o mais novo, descendo da moto e ficando cara a cara com o rapaz tatuado.

— Ela é vazia, assim como eu. — Tocou a cintura de Jeongguk, vendo-o estremecer um pouco.

— Que mórbido. — Disse o outro, olhando em volta.

— Gosto daqui, venho às vezes quando quero ficar sozinho ou relaxar. E, aliás, é um ótimo lugar pra foder. — Trouxe a cintura do garoto mais para si, se encostando totalmente à moto. Apertou com vontade a bunda alheia, cheirando seu pescoço. Jeongguk sentiu-se quente com as palavras de Taehyung, dizendo baixinho:

— Vai me foder? — Taehyung mordeu seu lóbulo, sentindo as mãos do Jeon acariciando seus braços, porém abafou uma risada logo em seguida, afastando ambos os corpos.

— Vou te ensinar a andar de moto. — Jogou o capacete para o mais novo, vendo-o um tanto corado e, talvez, envergonhado.

— Fala sério! — Jeongguk começou a rir.

— Estou falando. Você não quer adrenalina? Existe coisa melhor do que ficar em garupa, meu bem. — Piscou para ele, um sorriso cafajeste em seu rosto.

O Jeon segurou um misto de sensações quando envolveu o lábio inferior com os dentes, reparando em Taehyung arrumando alguma coisa na moto. A verdade era que aquilo era maluco demais. Tudo bem que estava precisando daquilo, mas pilotar uma moto grande como aquela não passou pela sua cabeça assim que acordou naquela manhã. E também tinha o fato de que nunca, jamais, havia se imaginado pilotando pelas ruas de Seul; pelo menos não ainda estando morando debaixo do teto dos pais.

Jeongguk temia mal ter aprendido a andar de bicicleta, sempre ralando os joelhos nos muros que surgiam misteriosamente para derrubá-lo, quem dirá sair dali com a certeza de que se sairia bem caso tivesse que dirigir em uma fuga policial? O simples infortúnio fê-lo franzir o cenho em reprovação, educadamente ignorando a fala de Taehyung, tão compenetrado em avisar a Jeongguk o modo mais simples para não ferrar com a cara no chão na primeira aula.

Taehyung suspirou descrente, pigarreando e tirando o mais novo de seus pensamentos negativos.

— A primeira lição é: eu sou seu professor, então preste atenção quando eu lhe disser algo fundamental para que não se mate, amor. — Esperou uma resposta do mais novo, que veio com um aceno um pouco incerto. — Certo, venha cá.

Jeongguk viu a mão estendida em sua direção, e sem pensar muito, apenas a aceitou. Se fosse em qualquer outra situação, ele duvidava que entraria em estado de dúvida sobre aceitar ou não o calor do corpo alheio. Engoliu em seco quando os dígitos longos de Taehyung passaram levemente por seu pulso, traçando algumas linhas antes de se agarrarem a seu antebraço e o puxar para mais perto. Podia sentir o cheiro de bala de menta e cigarro parcialmente fraco no hálito alheio, e admitia que teve que se controlar no mínimo duas boas vezes antes de ouvir uma risadinha do ruivo.

— Você tem que subir na moto. Não precisa ter todo esse medo — emendou ao ver o olhar do mais jovem, contendo um leve espanto. Jeongguk nunca havia estado no controle de moto alguma, então era compreensível, sendo assim, Taehyung beijou-se as maçãs do rosto antes de confortá-lo em um abraço curto, tirando a moto do apoio do tripé e a segurando. — Não vai ser difícil, a menos que ela te recuse e vire um cavalo feroz.

— Ok, já enfrentei coisas piores… — O Jeon ousou sussurrar, ignorando o olhar arteiro do ruivo e assumindo seu lugar, calculando o quanto precisaria subir a perna para que estivesse devidamente em cima da Fireblade. Meio incerto, encostou o joelho esquerdo no banco, para logo depois apoiar o pé já do outro lado. Jeongguk se equilibrou no susto, mesmo que as mãos de Taehyung tenham se encaminhado para o guidão, temendo que o garoto fosse ao chão quando este montasse. — E agora, qual a mandinga para eu não cair e perder um dente? — Sorriu brincalhão, já mais confiante, mesmo que quase não sentisse as solas dos pés devidamente encostadas na terra.

O Kim segurou a vontade de levar um dos cigarros escondidos no bolso da calça até a boca, encostando os lábios sedentos na orelha exposta do garoto. O Jeon se assustou primeiramente, logo depois mordendo o lábio inferior quando o nariz incrivelmente gelado de Taehyung resvalou docemente pela pele de seu pescoço, em uma demonstração de carinho que acarretava no sangue quente de Jeongguk circular mais forte devido às sensações repentinas.

— Agora, chegue essa bunda pra frente. — Uma das mãos do Kim encostaram realmente próximo ao cóccix do garoto, que sentiu-se ser empurrado no banco até quase encostar a virilha no tanque.

Iria reclamar caso não sentisse falta do calor do ruivo ao seu lado, percebendo este soltar um estalo audível com a língua antes de se agarrar em sua cintura e passar uma das pernas pelo acento. Taehyung havia montado também, e parecia bastante confiante quando descansou as mãos junto as do Jeon, colando as costas do garoto ao seu peito, causando uma fricção gostosa quando chegou mais pra frente, colando-se definitivamente ao mais novo. Sorriu ladino no ouvido esquerdo do moreno, vendo os arrepios que causou quando a respiração entrecortada foi de encontro à pele que tanto gostava.

Taehyung colou os lábios novamente no lóbulo alheio, apenas para sugá-lo para dentro da boca, apertando as mãos nas de Jeongguk antes de assoprar o lugar molhado.

— Prefiro te ensinar daqui — sussurrou, a voz causando um atrito gostoso no subconsciente do moreno. — Vamos, sinta a moto antes de girar a ignição. — Jeongguk tentou, mas Taehyung foi quem guiou sua mão até os lugares devidos. A mão esquerda segurou a embreagem e a direita foi em direção a chave, esta que rodou com os dedos trêmulos do mais novo. — Isso mesmo, meu bem. Agora, aperte a embreagem antes de acelerar.

As instruções do ruivo eram precisas, porém Jeongguk se encontrava em um estado de torpor tão grande que mal conseguia agir sozinho. Isso dava-se a saudade que seu corpo sentiu do alheio, mesmo que pudesse negar isso para sempre.

Apertou como lhe fora mandando, as palmas quentes do Kim ainda supervisionando suas mãos. Acelerou levemente com a direita, meio incerto com tudo antes de perceber que Taehyung sorria divertido em seu pescoço. Poderia socá-lo, mas preferiu ouvir as demais instruções.

— Vá soltando lentamente a embreagem enquanto acelera. Cuidado para não apagar a moto, amor — O tom era divertido, e Jeongguk até se pegou sorrindo antes de perceber que os pés estavam se arrastando pela terra quando a moto andou, os dedos soltando a embreagem pouco a pouco. — Está indo bem, mantenha essa velocidade e não soque minha moto em um desses tambores nojentos.

Jeongguk acenou positivamente, o sorriso tomando forma no rosto. Já podia sentir uma leve brisa tocar seus cabelos, pensando que era um milagre ele estar conseguindo equilibrar aquela moto enquanto sentia Taehyung se esfregar em si descaradamente. Não ligou, desviando de pequenas pedras e mantendo a baixa velocidade como o mais velho havia pedido. A verdade era que não ousaria acelerar com tudo como Taehyung fazia, seus movimentos ainda eram dignos de dúvida e tudo que sentia era um leve sentimento de que estava fazendo alguma coisa certa quando as mãos ossudas do Kim se encaminharam em direção à sua cintura, deixando um leve aperto por ali.

— Quem te ensinou a andar de moto? — O mais novo perguntou do nada, o corpo do ruivo se retesando duramente com as palavras. Jeongguk iria contornar a pergunta quando Taehyung relaxou.

— Alguém que não merecia estar a sete palmos abaixo da terra.

Não ousou perguntar mais nada, também pudera, porque o mais velho parecia decidido em fazê-lo mudar o rumo dos devaneios quando voltou às carícias.

Mordeu o lábio inferior, recebendo de bom grado as mordidas da nuca. Bom, se Taehyung queria desconcentra-lo estava prestes a conseguir, porque o Jeon não seria capaz de disfarçar os arrepios que sentiu quando a língua atrevida do Kim contornou sua pele, deixando um rastro farto de saliva e um Jeongguk parcialmente a ponto de bater em qualquer coisa que lhe surgisse na frente.

— Taehyung… — Implorou, suspirando quando mais um aperto foi sentido em sua cintura.

— Ok, já chega por hoje — Taehyung rosnou, agarrando o guidão enquanto Jeongguk colocava os pés no chão novamente. O Kim desceu primeiro, desligando a moto apressadamente e a apoiando no tripé. Os braços arrancaram Jeongguk de cima da Fireblade, o apoiando na mesma quando os lábios em abstinência se atracaram contra os semelhantes do garoto.

— Por que você me excita tanto só por existir? — Rompeu o beijo por um instante antes de voltar a atacar os lábios do menino que tremia pelos toques alheios.

O beijo estalava em meio ao silêncio ensurdecedor que era aquela estrada deserta. O cantar de alguns pássaros era a única trilha sonora objetiva naquele lugar, podendo seus cantos se compararem ao toque de uma lira, e os sons emitidos por Jeongguk em meio aquele beijo era como um dedilhar suave de um violão, encantando e inundando os ouvidos de Taehyung com aquela bela melodia.

Contudo o momento pede licença à poesia para encaixar ações vis que ambos praticavam. Taehyung se afastou um pouco do garoto, logo desfazendo-se de seu cinto e desabotoando a calça clara. O olhar se dirigia a Jeongguk de uma forma matadora e o garoto pareceu pensar, em meio ao frenesi e desejo partilhados, que sabia o que o ruivo pretendia.

Taehyung sorriu malicioso antes de descer suas calças e sua cueca juntas até os joelhos, vendo o Jeon parecer salivar com a visão. O filho do policial mordeu os lábios e, como para não se passar de inexperiente bobinho, dobrou os joelhos até o rosto estar frente a frente com o do mais alto.

O Kim levou ambas as mãos ao rosto de maçãs coradas, acariciando as bochechas com o polegar. Jeongguk prensou os dedos nas coxas fartas do mais velhos, deixando sua singela marca ali para lembrar-se.

— Sabe o que fazer? — Taehyung indagou, de certa forma preocupado com o que poderia acontecer caso Jeongguk viesse a se engasgar ou algo assim.

— Sei. — Disse seco, encarando o membro duro a sua frente.

— Claro que sabe. — Sorriu travesso, enrolando os dedos nos cabelos alheios. — Gosta? — Indagou o ruivo, seu ego se enchendo de orgulho ao notar que o mais novo estava estático diante do seu pau. — Vamos… Coloca na boquinha... — Sorriu, passando a glande lentamente sobre os lábios vermelhos que continuavam partidos.

Jeongguk deu beijos na pele amorenada do Kim, demorando alguns segundos no seu baixo ventre, deixando vestígios de saliva pelos lugares onde lambia. Elevou os olhos para Taehyung, que tinha o lábios inferior contra os dentes, esperando ansioso para que o moreno começasse o que tinha que fazer. A visão de Jeongguk lhe olhando ingenuamente fez seu pênis pulsar, implorando por um alívio. Ver o corpo com respingos de suor ainda era uma visão do paraíso, ver o mesmo corpo de joelhos para si, prestes a chupar seu pau, era uma das coisas mais belas que já havia presenciado.

Jeongguk segurou com delicadeza o pênis alheio, lambendo lentamente a glande exposta, logo envolvendo a mesma entre os lábios finos, iniciando uma leve sucção, saboreando as gotas salgadas de pré-gozo que escapavam pela fenda. Com a mão livre — a que não estava masturbando o restante do membro — segurou com força na coxa interna do ruivo, lhe dando mais estabilidade, os joelhos sendo separados da terra da estrada apenas pela sua calça de tecido fino.

— Tão bom, meu bem… É a primeira vez que faz isso? — Indagou Taehyung em êxtase, poderia se dar ao luxo de gemer alto naquela estrada, coisa que não conseguiria naquele quarto pequeno de Jeongguk. O Jeon olhou para o Kim ainda com o membro em sua boca, piscando os olhinhos curiosos e fazendo que sim com a cabeça lentamente, afirmando. Os sons que saiam de sua boca enquanto chupava eram adoráveis.

O moreno continuava seu trabalho, agora descendo o membro em sua boca até não conseguir mais engolir. Os espasmos da garganta de Jeongguk tentando expulsar o corpo estranho levavam Taehyung ao paraíso. A língua fazia uma macia cama para seu falo, fazendo deslizar mais facilmente pela boca quente.

Sentia os dentes do moreno roçarem de leve no prepúcio, lhe dando arrepios. Jeongguk mantinha os olhos fechados, enquanto chupava com veemência o membro do loiro. Taehyung levou ambas as mãos até os cabelos macios do moreno, embrenhando os dedos nos fios lisos, guiando os movimentos que o mais novo fazia com a boca. Ora chupando, ora lambendo como se fosse o mais delicioso dos pirulitos.

Taehyung soltava uma sequência de gemidos, grunhindo guturalmente em seguida. Um filete de saliva escorria pelo queixo de Jeongguk, se misturando com os pingos de suor que ainda habitavam a pele alva.

— Estou perto… Sua boca é tão quente! — Ralhou entre dentes, agora deixando a cabeça do mais novo parada e literalmente fodendo sua boca, deixando-o respirar alguns vezes, para só então continuar com as investidas. Taehyung comparava estar em sua boca como estar dentro dele; quente, molhado, macio… Era como estar em casa.

Jeongguk tirou o pênis alheio da boca, masturbando-o rápido, vendo que o amante estava preste a vir. Partiu os lábios, aumentando os movimentos com a mão. Taehyung gozou gemendo seu nome, derramando todo seu prazer pelos lábios vermelhos e inchados da recente sucção. Jeongguk fechou a boca, deixando que o gozo do mais velho melasse apenas seus lábios e alguns pequenos lugares em seu queixo e bochecha esquerda.

O ruivo levou o indicador até a bochecha de Jeongguk, limpando os resquícios de sêmen que havia ali, logo levando o dedo à língua do mais novo, o fazendo degustar do líquido esbranquiçado.

Jeongguk levantou-se, a ereção doendo em suas pernas. Taehyung não deixou aquilo passar despercebido, mandando um olhar sugestivo para o mais novo.

— Eu vou cuidar de você, meu bem... — Cerrou os olhos, vendo a confusão no rosto do moreno.

— Quero que cuide de mim, TaeTae... — O Kim sorriu com o apelido fofo e enquanto abaixava a calça e a cueca do mais novo, logo depois atacou seu pescoço, lambendo sua clavícula em seguida. Uma de suas mãos agarraram sua bunda, enquanto a outra se movimentava com rapidez sobre o membro de Jeongguk, que mantinha os lábios escancarados, soltando gemidos desconexos. — Taehyung! — Gemeu alto, fazendo o ruivo sorri em satisfação.

— Geme… Geme bem gostoso pra mim. — Disse, não parando os movimentos com a mão. Jeongguk então enfiou seu rosto na curva do pescoço alheio, ofegante enquanto suas mãos apertava os ombros do mais velho. — Gosta assim? — Perguntou, o tom ambíguo.

— Oh, Deus… Sim…— Sussurrava, a respiração ofegante.

Taehyung lhe masturbou por mais uns dois minutos e Jeongguk sujou sua mão com o esperma espesso que havia derramado. Suas pernas fraquejaram enquanto gozava, deixando que o ruivo assistisse seu rosto corar e seus lábios se partirem de forma erótica, tamanho seu prazer com o recente orgasmo. O mais velho tirou os cabelos grudados em sua testa, rindo com dentes, orgulhoso do seu garoto.

Jeongguk ainda mantinha os olhos fechados, a boca aberta soltando o ar pesadamente, o peito inflando e secando a medida que tentava recuperar a respiração normal… Taehyung beijou o rosto do moreno diversas vezes, esperando que ele se recuperasse do intenso prazer. Lhe sussurrava coisas como “você é ainda mais lindo assim, todo corado e arfante”. E Jeongguk só abria os olhos e logo os fechava, se deixando tomar por uma onda de êxtase sem fim.

Passaram mais alguns rápidos minutos curtindo o cheiro e o calor um do outro, até o choque de realidade lhes atingir.

— Jeongguk… — Quando obteve a atenção do garoto, grudou seus olhos febris no Jeon, levando uma das mãos até o peito do mais jovem e sentindo-o respirar ainda entrecortado. — Você me sente aqui?

O moreno sorriu pequeno, incapaz de desviar os olhos do rastro de fogo que adornava as íris que tanto amava. Jeongguk sentiu o peito ser pressionado, como se um peso tornasse seu corpo involuntariamente mais pesado. Alguns arrepios ainda cruzavam sua epiderme quando os dedos tocarem de leve a confusão de cabelos vermelhos, acariciando os fios ainda macios e bebendo dos suspiros tensos do mais velho.

— Sinto. — Queria expor que era muito mais; ainda mais grande que qualquer sentimento leviano que pudesse o acometer fortemente e o levar a um chão de ilusões. O moreno sentiu quando a mão do Kim massageou a região das suas costelas, e não reclamou quando uma das mãos se encaminharam novamente a seu rosto.

— E dói assim como machuca quando eu te olho? É imenso, Jeongguk, e sinto como se não coubesse mais nos meus gestos.

O mais novo arfou, a mão trêmula em contraste com a expressão caótica de Taehyung. Quando os lábios se encontraram, o toque sendo fino como a linha que os ligava, Jeongguk deixou-se entregar naquele conjunto de desastres que era Taehyung.

— Eu deixei você entrar, então me deixe te marcar — O ruivo falou, separando-se do mais novo e deixando uma carícia no pescoço alvo do menor.

O Jeon conteve o sorriso, os dentes maltratando o lábio inferior e atraindo, mesmo que sem querer, a atenção do ruivo. Taehyung mexeu a chave no dedo, como se aquilo respondesse ao olhar de dúvida de Jeongguk.

— Já pensou em fazer uma tatuagem?

Taehyung se divertiu com a excitação do Jeon.

 

x

 

Seokjin não estava gostando daquilo. Na verdade, o ódio que sentia nos últimos minutos só aumentava sua irritação em níveis alarmantes. Mesmo que a vontade de desistir fosse muita, ele apenas se ateve ao fato de que o vento estava castigando seus cabelos, e como forma de distração, levou a mão trêmula até os fios.

Hoseok percebeu quando o amigo crispou os lábios, ele sabia que aquilo aconteceria de toda forma. Todavia, o que Seokjin pensava já não importava àquela altura. Só ele poderia consertar o que estava quase concreto, e se fosse para magoar algumas pessoas apenas para que Jeongguk voltasse à segurança dos dias normais, ele não se importaria em quebrar uma ou duas regras que tinha com Seokjin.

Em um pedido mudo de paciência, o loiro suspirou pesado, o vento castigando seus braços nus desde havia saído aos tropeços do seu quarto, para que assim conseguisse alcançar o Jung e tentasse dialogar como uma forma de reverter as ideias do ruivo.

Havia falhado, e agora só lhe bastava soltar o braço de Hoseok para que ele botasse tudo a perder.

— Seokjin, eu já falei que nada do que me disser vai mudar o que eu penso. Eu tenho que fazer isso, ou Jeongguk nunca vai se livrar dele — avisou, as sobrancelhas se unindo quando o loiro mordeu os lábios apreensivo.

— Você não entende, Hoseok? Nada do que você fizer vai servir para parar o remorso que Jeongguk sentirá. Pense um pouco mais nele, por favor — quase implorou, vendo o Jung tentar se soltar de seu aperto frouxo.

A verdade era que Hoseok não queria aquilo, e sabia que Seokjin tampouco. Mas era preciso, e foi com essa conclusão que o Kim deixou o ruivo dar as costas, sabendo que não haveria mais jeito de parar a super proteção que Hoseok tinha em relação ao Jeon.

— Me desculpe, por favor. Mas você sabe no que isso dará caso eu feche meus olhos, não sabe? — O Kim não respondeu, e nem era preciso. — O pai de Jeongguk tem que encontrá-lo antes que seja tarde demais.

— Eu tenho certeza que há outras maneiras de destruir a felicidade do seu melhor amigo — soou duro, abstendo-se de sentir compaixão para com o sentimento do colega de quarto. — Jeongguk irá te odiar, está pronto para isso?

— Já escutei esse discurso muitas vezes, hyung. — Hoseok riu sem humor, fitando os próprios pés como se pudesse se enfiar no buraco mais fundo que encontrasse. — Só não dá mais, tente me compreender. Taehyung não merece Jeongguk, não depois de tudo que ele fez.

Foi a vez de Seokjin rir, aquilo tudo parecendo hilário demais.

— Você não tem o direito de julgar o Taehyung, Hoseok! Eu não vou admitir, então se quer tirar Jeongguk dele, tenha a certeza de que ele ficará sabendo. Você é tão baixo quanto um dia ele foi.

As palavras pareceram atingir o Jung, que vacilou um passo antes de fingir certo humor e tomar um caminho que tanto conhecia.

— Não adianta mais, Jin. O pai de Jeongguk vai saber sobre Taehyung de uma vez por todas. E eu espero que Yoongi se foda junto.

— Hoseok… — Seokjin correu, os olhos desesperados intercalando com sua voz trêmula. Quando parou o Jung novamente, soube que aquele olhar era o mesmo de alguns anos atrás. O mesmo Hoseok assustado. — Taehyung é meu irmão, e eu vou protegê-lo como não pude fazer por ela.

 


Notas Finais


Então rs Estão prontos para o final? Porque eu não :c

Até semana que vem rsrs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...