História Bad Reputation - Capítulo 5


Escrita por: ~

Exibições 437
Palavras 2.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Escolar, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


✸✲✸ CHEGUEI CHEGANDO (?) ✸✲✸
✲ Saiu um trailer de Bad Reputation, bora dar uma olhada :D vou deixar o link nas notas finais
✸ Eu tenho uma pergunta importante para vocês em relação a fanfic. Como muitos sabem, eu me amarro em escrever o Pac sendo masoquista e várias fanfics minhas tem isso, acham que ficaria legal eu colocar isso aqui, ou não? Anyway, tem o link da votação sobre isso nas notas finais :3
✲ Boa leitura < 3

Capítulo 5 - Como fazer alguém te odiar pelo resto da vida.


Bad Reputation.

26 / 11 / 2016

P a c

— 5 —

fazia alguns segundos desde que eu havia tocado a campainha, a espera de que a porta se abrisse logo. Um pouco impaciente, eu já iria tocar a campainha mais uma vez, entretanto antes de eu alcançar o instrumento, a porta foi aberta rapidamente junto a uma garota com um sorriso em seu rosto.

— Finalmente você chegou, tava demorando — Antes que eu pudesse me justificar, Maria me abraçou com força, sinto que estávamos tão perto um do outro com nossos corpos que seria bem capaz de quebrar alguma lei da física.

— Desculpa, minha mãe não pode me dar carona, ai eu tive que vir na minha bicicleta — O problema era que a casa de Maria era bem longe da minha, senão estivesse em uma época fria do ano, eu acabaria ficando suado pra caralho, mas eu não me encontrava nesse estado.

Eu havia deixado a bicicleta perto da porta dela como estava acostumado tantas vezes, se seus pais chegassem e vissem, nem iriam reclamar.

— Ah, entendi — A garota já havia se separado do abraço, entrou na casa dela e fez um sinal para que eu entrasse também — Preciso da sua ajuda pra escolher uma roupa.

— Eu já disse pra você que eu sou péssimo nisso — Bufei enquanto acompanhava ela até seu quarto (Eu já havia vindo aqui tantas vezes), ela abriu a porta e logo se jogou na cama como se estivesse exausta.

— Eu sei, você é uma bosta pra escolher o que vestir — Eu poderia me sentir ofendido, mas eu sabia que aquilo era realidade, então nem liguei para aquilo direito. Saber se vestir bem não era algo que ia mudar em minha vida. Se eu quiser pegar alguém é só eu colocar uma calça apertada que marca bem, ai vai vir um monte de homens querendo pegar na minha bunda e me foder. Eu não costumo preocupar muito com minha aparência, só uso maquiagem quando é para esconder marcas de chupões, perfume eu uso as vezes, e geralmente pego a primeira roupa que encontro no armário — Inclusive, acho que é hora de você cortar seu cabelo. Ta grande demais.

Maria estava certa, meu cabelo estava muito grande atualmente, eu tinha deixado crescer nos últimos tempos por algum motivo que eu nem sabia ao certo — Foi algo mais aleatório —, e percebi que desde então as pessoas começaram a me comparar com o cantor Lukas Graham. Eu demorei um pouco para perceber que era por causa do cabelo, mas mesmo quando eu percebi, eu ainda não encontrava tanta semelhança assim, mesmo que os outros achassem.

— Certo, eu ainda vou cortar. Mas me diz ai, por que mesmo você resolveu me chamar pra te ajudar com o visual? — Por mais que ela tenha dito aquilo, ainda não respondeu a minha pergunta e eu estava curioso o suficiente para saber o real motivo daquilo.

— Última opção, querido — Revirei os olhos, no fim das contas, era essa a resposta que eu esperava. Não fiquei chateado, pelo menos ela foi sincera, e eu não me magoava com essas coisas. — A Ana tava ocupada com sei lá o quê, a Amanda disse que ia fazer compras com uma amiga no shopping e eu não posso ir porque minha mãe ta puta com o quanto de dinheiro eu to gastando, e se eu entrar em um shopping é bem capaz de eu gastar quase tanto quanto o Cellbit. Ai agora eu to sozinha, ninguém pra me ajudar.

— Uh, quer dizer que você não tem mais amigos sem ser a gente? — Perguntei apenas para irritar ela, era divertido fazer isso. Mesmo sabendo que ela tinha uma monte de amigos, apesar de poucos para ser considerados melhores amigos, e alguns sendo falsos também. Maria está entre o topo de garotas mais populares da escola, para falar a verdade, ela é a líder de um dos três grupos mais famosinhos, sendo os outros dois, liderados por Gabriela e por Wendy — Também né, tão insuportável do jeito que você é, ninguém consegue te aguentar.

Ela fez uma risada forçada e que dava parar perceber o sarcasmo, revirou os olhos e levantou da cama até o guarda-roupa, aproveitei isso para sentar naquele colchão macio dela que me irritava, eu sempre me perguntei como ela conseguia dormir em um colchão como aquele, sempre afundava tanto.

— Esse? — Maria pegou um vestido no cabide, era de uma cor azulada bem escuro, mas o que mais destacava era o vermelho (Um pouco escuro) presente no vestido, junto com um pouco de ciano. Eu não conseguia ver direito, mas acho que a parte vermelha e ciana são minúsculas flores.

Ela colocou o vestido em frente a seu corpo, batia um pouco acima de seus joelhos e não tinha mangas, sendo sustentado por alças finas mas bem visíveis, não havia nenhum decote e até combinava com o corpo dela.

— Ou esse? — Com a outra mão, ela pegou um cabide com outro vestido. Dessa vez ele era mais solto e tinha um formato parecido com o outro, apesar de ser formado por uma estampa preta e branca, com pequenos detalhes da mesma cor, sem desviar de um padrão de listras.

— Você vai para uma festa ou para um encontro de família? — Minha pergunta foi retórica, mas saiu com uma tonalidade como se fosse uma pergunta séria, mas antes de ela abrir a boca para responder, eu continuei — Querida, coloca um decote, tem peito é pra mostrar.

Ela pareceu se assustar com a minha ideia, e foi até engraçado ver a reação dela. Mas de fato, ela não devia esconder tanto o corpo dela, se ela quer seduzir, é melhor fazer isso de uma forma mais sensual e com roupas mais sexys. Não que isso fosse uma regra é claro, mas mostrar um pouco do corpo não mata ninguém.

— Tem alguma tesoura aqui? A gente pode resolver isso agora... — Eu ia terminar a frase mas fui interrompido por uma elevação de sua voz.

— NÃO! Você não vai cortar meus vestidos — Eu apenas ri porque ela achou que a última frase minha foi dita de forma séria, mas como sempre, minha tonalidade é diferente do que eu realmente quero dizer, mas dessa vez foi proposital.

— Eu tava brincando — Sorri amigavelmente e de um jeito fofo, apoiando minhas pernas na cama dela para sentar de forma que ficassem cruzadas — Sobre a parte de cortar claro, sobre o decote, é uma festa, não duvido que vai ter alguém nu ou transando no sofá. Usar um decote, mesmo que seja pequeno, não vai fazer você parecer uma garota vulgar.

— É, talvez você esteja certo — Ela suspirou, remexeu no guarda-roupa, talvez a procura de algum vestido que não tivesse decote, mas pareceu desistir no meio — Quer saber, eu não vou usar, pelo menos não nessa festa.

— O.k, vou parar de insistir — Eu ia parar claro, afinal quem era eu pra dizer ou não como ela deveria se vestir? Isso é algo que apenas ela pode dizer, eu não ia ser um babaca e mandar ela vestir como eu quero, isso é algo completamente ridículo — Mas afinal de contas, a festa é de quem? Quando?

— É amanhã — Estranhei por eu não ter sido convidado, não que eu quisesse ir, mas era que eu geralmente era sempre convidado para festas — É da Wendy Henkel.

Fingi que eu estava vomitando, não gosto dela. Mas não é como se eu odiasse Wendy com todas as minhas forças e quisesse ela morta, ela que desejava isso de mim. Éramos como rivais, e mesmo não a odiando completamente, não havia nada mais divertido do que transformar a vida dela em um inferno.

— Por que ela te chamou? — Do modo que eu falei até parecia que eu estava desmerecendo Maria, mas ela não notou isso e eu agradeci, logo completei — Quero dizer, ela me odeia mais do que todo o ódio que existia pelo Justin Bieber antes de sair Sorry, por que ela convidaria você, minha melhor amiga, para uma festa dela?

— Ah, não sei — Maria sentou-se na poltrona que tinha perto de seu guarda-roupa embutido na parede. Suspirou fundo até continuar a falar — Talvez ela veja tudo isso como competição ou vingança? Me chamar para a festa, tentar se aproximar de mim, talvez ela queira me roubar de você, para fazer nossa amizade acabar. De qualquer forma, ela apenas está combatendo fogo com fogo.

O meu relacionamento com Wendy começou muito antes de eu entrar no ensino médio, nós conhecíamos desde crianças com nossas mães tentando nos fazer amigos, já que éramos vizinhos. Mas nunca nos demos bem, sempre brigávamos pelas coisas mais bobas e banais que alguma criança podia brigar.

Ela se mudou, nós afastamos mas depois voltamos a nos reencontrar quando me mudei para a escola dela. Lá pelos meus treze, quatorze anos, quando eu comecei a ficar com garotos — vários garotos — ela começou a ficar revoltada comigo, pois eu sempre conseguia pegar os caras que Wendy queria. Se bem que, para ela, qualquer cara ela quer — o que não é tão diferente de mim, a verdadeira diferença está mais no fato de ela ser mimada. Quando não conseguia, jogava a culpa em todo mundo, principalmente em mim. Demorou um pouco para ela entender que eu não conseguia "Transformar alguém em Gay" para ficar comigo, mas mesmo depois que ela descobriu que não dá para virar gay e nem que eu jogo uma magia nas pessoas para começarem a gostar de pau, ela ainda ficava revoltada por eu sempre pegar mais que ela.

E talvez eu não tenha ajudado muito com isso, pois sempre amei esfregar na cara dela quando eu pegava alguém, principalmente quando me fodia e eu fazia questão de narrar os detalhes para ela, que ficava completamente revoltada e eu me divertia fazendo ela ficar puta com isso.

O.k, eu fui cruel com ela, eu sei, não posso fazer nada, é tão legal.

Sei que Henkel nunca contava isso para alguém, ela não suportava admitir em voz alta que eu conseguia pegar alguém, para Wendy, dizer pra alguém — até mesmo alguém íntimo — que eu já havia transado com um homem ou pegado, era como se ela admitisse uma derrota.

Por algum tempo eu parei com isso — mais especificadamente, quando entramos no ensino médio e fomos estudar em Hamilton Harold Cook — , e ela começou a me odiar um pouco menos. Mas sempre mantivemos nossa rixa, ela apenas não deixava isso óbvio ou em público pois a maioria das pessoas de Hamilton me amavam, e se ela demonstrasse me odiar, não ia cair muito bem para a reputação da mesma.

Wendy também tinha casos engraçados, todo mês aparecia namorando alguém diferente e dizendo que é o amor da vida dela. Acabavam terminando por algum motivo que eu nunca sabia, ela passava um dia em uma tristeza super profunda, no outro dia já estava com um outro "Amor da vida dela".

E voltando a parte que eu fodia a vida dela. Eu havia decidido parar com aquilo, mas no final do primeiro ano do ensino médio, o namorado dela — que até então, foi um dos que durou mais tempo — começou a me provocar. Vivia fazendo insinuações para mim, mandava mensagens e fotos impróprias, as vezes me prensava na parede e respirava ofegante em meu pescoço — Era nesses momentos que eu desejava muito para que ele me fodesse ali mesmo, mas isso nunca acontecia —, e Mathew (Como assim era seu nome) sempre estava lá, da forma mais sensual possível, depois de duas semanas de puras provocações, eu já me encontrava totalmente disposto a dar para ele tudo o que queria.

Nunca fui fã de traição e até então, eu nunca tinha me envolvido com alguém que estivesse em um compromisso. Mas porra, era difícil resistir a um cara tão gostoso como ele, chegou em um ponto que eu provavelmente tinha mais fotos nuas de Mathew salvos em minha galeria do que a própria namorada tinha dele.

Não demorou até eu ceder a aquela tentação, e como se eu estivesse tão animado com a ideia de simplesmente roubar o namorado daquela garota a qual eu tinha desgosto, eu fiz questão de tirar fotos nossas nos beijando e mandar para ela, se eu não tivesse sóbrio, era bem capaz de eu filmar ele me metendo fundo apenas para esfregar na cara de Wendy que por mais que ele a namorasse, ele não a amava o suficiente para manter uma fidelidade e acabar decorrendo ao meu corpo.

Depois daquele ato, eu voltei a perceber o quanto eu amava infernizar a vida daquela garota. E como se fosse uma rotina, a maioria dos namorados que ela acabava tendo — e que sentia atração por homens —, acabava na cama comigo. Alguns eu adorava expor para ela e a provocar com isso, outros acabava ficando segredo e ela só descobria depois de semanas ou até mesmo não descobria.

Wendy nunca admitiu para ninguém, o fato de ela ser traída. A garota possuía orgulho demais para esse simples ato. As vezes eu me sentia um pouco cruel, e também sentia que ela acabaria nunca mais namorando com medo de ser traída novamente, mas ela continuava firme e forte. E eu não tenho tanta culpa se ela só arranja namorado gostoso.

De qualquer forma, eu amava fazer Wendy ser corna.

— Ela é muito idiota — Suspirei, me deitando na cama enquanto olhava o teto — É muito melhor combater água com fogo, do que fogo com fogo.

— Acho que ela convidou todos os seus amigos — Maria falou, pegando o celular para se distrair um pouco.

— Por que não me falou? — Não que eu estivesse com raiva por ela não ter me contado, era apenas que, eu estava curioso pelo motivo.

— Achei que você soubesse — Por mais que parecesse uma mentira esfarrapada, eu sabia que ela estava sendo honesta. — Mesmo que eu não goste muito dela, ela dá umas festas tão fodas — Isso eu tinha que admitir — Espero que não fique triste se eu for.

— Não vou ficar chateado, a vida é sua, você pode ir a qualquer lugar. Não é como se tivesse me traindo — Eu não ia cair no joguinho de Wendy, o fato de ela convidar meus amigos para uma festa dela, não ia me fazer ficar puto com ela. Não sou uma pessoa tão ciumenta assim. — É até melhor que você vá, vai lá e mostra para ela que não importa as tentativas dela, nada vai dar certo.

Ignorando a confirmação de Maria, eu apenas peguei meu celular com um pouco de tédio, para ver se eu tinha alguma mensagem, havia tempo que eu não usava ele. Havia algumas mensagens no whatsapp que eu apenas ignorei, mas somente uma conversa ali importava.

"Cara, a Wendy me convidou para uma festa."

A mensagem havia sido enviada há algumas horas atrás por Cellbit, junta a outras que ele me mandou logo em seguida. Mesmo que um de nós não estivéssemos online, era comum mandarmos várias mensagens um para o outro quando tínhamos assunto.

"Ai eu fui conversar com outros amigos nossos, e eles também foram convidados.

Afinal, o que isso quer dizer? Ela não odeia a gente?

Sei lá, é estranho isso.

Você também foi convidado?"

Ignorando o fato de que eu demorei horas para perceber que ele havia me mandado aquilo, eu apenas digitei e enviei rapidamente a mensagem explicando tudo.

"Ela não me convidou, não que isso seja algo ruim.

Acredito que ela ta tentando roubar os meus amigos igual eu roubei as pessoas que ela gostava ou namorava.

Acho que vai ser engraçado ela achando que pode me atingir assim."

Escrevia e nenhum sinal de Rafael surgir do nada no aplicativo para responder, de qualquer forma, mandei outra mensagem pra finalizar isso.

"Pode ir se quiser, eu vou ficar bem"

Afastei meu celular das minhas mãos, desliguei a tela e não passou nem alguns segundos até eu receber uma notificação, a tela se iluminou mostrando várias conversas não lidas, apenas torci para uma daquelas ser uma mensagem do Cellbit, desbloqueei o celular e vi o que queria ler.

"Não, eu não to muito afim de ir a alguma festa.

Que tal você vir para a minha casa?

Ai a gente tenta terminar de jogar Batman: Arkham Knight"

Eu sorri olhando para a tela, não demorei para o responder concordando com tudo aquilo. Guardei o celular novamente e Maria se levantou do sofá em um movimento brusco.

— Quer saber? Vamos para o Shopping, se eu for para a festa, eu vou ir para arrasar com a melhor roupa que eu conseguir comprar.


Notas Finais


✗ Trailer da fanfic — https://goo.gl/RpHFUq
✗ Votação sobre colocar o Pac sendo masoquista ou não — https://goo.gl/rq5idU

☃ Canal no Youtube [ Trisque ] https://goo.gl/lYCCfP
☂ Twitter @contrlwhohttps://twitter.com/contrlwho
☃ Todas fanfics minhas: https://goo.gl/PqXP3s [ Ou entre na tag "Trisque" ]
☂ Conta no Twitter onde são recomendas Fanfics de Youtubers — https://twitter.com/SugerindoFics

☃ Beijos da Akise < 3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...