História Starcrossed – Padackles - Capítulo 4


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Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins
Personagens Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Personagens Originais
Tags Drama, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Lemon, Misha Collins, Padackles, Romance, Starcrossed
Exibições 154
Palavras 4.549
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei, oi, vem sempre aqui?
Espero que sim, gato(a).
Capitulo tava pronto ontem já, mas passei mal e não consegui betar ele.
Graças ao Deus do Homicidio Justificado, estou melhor, e o capitulo está terminado.
I hope you enjoy this chapter, Sweets ^^
Até as notas finais.

Capítulo 4 - Tomando a iniciativa


CAPITULO QUATRO – TOMANDO A INICIATIVA

 

Hoje

Nova York

Diário de Jensen Ross

 

Querido diário, começar assim é realmente horrível. Mas acostume-se.

Quanto mais tempo passo com ele, mais ele invade meus sonhos. Não quero me lembrar de nada, mas ele abre caminho.

Ele está aqui sob minhas mãos. Seus lábios na minha pele. São quentes, tudo é perfeito. Digo a mim mesmo que ele não vai fugir desta vez.

Eu o abraço, afastando o medo, querendo que ele se perca em mim. Que fique. E mesmo que ele já tenha escrito uma tragédia, quero que ele mude de ideia.

Então ele está dentro de mim, e é a perfeição.

Dou a ele a parte de mim que não me imaginei dando a nenhum outro cara. Ele me diz que é uma preciosidade. Que ele não merece.

Depois que terminamos, ele me abraça como se nunca quisesse me deixar.

Acredito que vai ficar assim. Que as coisas não vão mudar.

Claro que mudam.

Ele se cobre novamente, tão disfarçado por camadas que eu nem o vejo mais, apenas a dor que ele deixa para trás.

Eu o culpo, mas a culpa é minha. Do idiota, romântico e ingênuo que sou.

Vi o que queria ver. Senti o que queria sentir. Ele só fez a parte dele.

Às vezes consigo enxerga-lo, chorando e exposto, e é a coisa mais linda que vejo.

Mas é só uma encenação.

Ele é um ator.

E é muito, muito bom.

 

Seis anos antes

Westchester, Nova York

Grove

Segunda semana de aula

 

Eu saio da minha aula de história do teatro com o cérebro revirado de informações sobre anfiteatros romanos, quando bato de cara no peito de alguém alto que está parado.

Claro que minhas anotações voam para todos os lados. Cena clássica de comedia romântica. Ridículo.

  – Cacete!

O cara alto ri, e me arrepio.

Levanto o olhar para o sorrisinho de Jared. Minha expressão deve gritar por uma violência iminente, porque seu sorriso se desfaz rápido.

Quando me abaixo para pegar meus papéis, ele se abaixa ao meu lado. Quero bater na mão dele afastando-a, porque desde aquele exercício de “conhecer você” no nosso primeiro dia de aula ele não falou mais nenhuma palavra comigo. E estou bem com isso.

  – Deixe aí. – e pego os papéis.

Ele os segura, e eu os arranco da mão dele sem levantar o olhar.

Só não diga “obrigado”, porque depois do jeito como te tratou, ele não merece. Minha consciência sussurra.

  – Obrigado. – murmuro.

Droga! Maldita educação automática.

  – Não tem de quê. – ele responde numa voz idiotamente suave. Então, olha para mim como se fosse dizer algo, mas não diz. Passo por ele e avanço pela escada em direção ao prédio central. Em poucos segundos, ele está andando ao meu lado, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

  – Semana comprida, hein? – ele comenta. – Achei que a Erika ia expulsar o Lucas quando ele apareceu chapado, mas acho que ela percebeu que ele é um melhor ator quando está viajandão.

Eu paro e me viro para encara-lo.

  – Tristan, você não pode me ignorar por uma semana e depois começar a puxar papo como se nada tivesse acontecido.

  – Não estava te ignorando.

  – Ah, sim, estava sim.

  – Não, ignorar você seria ignorar sua presença. Notei você. Só preferi não falar com você.

  – Isso é melhor ou pior do que ser ignorado completamente?

  – Levemente melhor.

  – Bom, graças a Deus. Então não vou me ofender.

  – Bom para você.

  – Eu estava sendo sarcástico.

  – Ross, por que você é sempre tão rabugento? Parece que está de TPM. – ele comenta e ri baixo.

  – TPM? Rabugento? Você é um canalha comigo e quer que eu seja legal com você? Você é tão... Céus! Cale a boca!

Eu me afasto, mas ele mantém o passo comigo. Eu não sou rabugento!

  – Por que está me seguindo?!

  – Não estou te seguindo. Estou andando ao seu lado.

Jesus, me dê forças.

  – O que você quer? – me sinto como um cachorrinho barulhento ao lado dele. – Você acabou com seu embargo de não falar com o Jensen só para me encher o saco?

  – Eu não tenho um embargo de não falar com você, eu só... – ele solta um suspiro pesado e baixa o olhar para seus pés ridiculamente gigantes. – Deixa para lá. Eu só queria saber se vai à festa do Jack hoje à noite.

  – Por que quer saber?

Ele afasta uma mecha de cabelo para trás. Isso me irrita. Não sei porque, mas irrita.

  – Não faço ideia.

  – Você vai?

  – Provavelmente não.

  – Então com certeza eu vou.

Ele olha para mim por mais alguns segundos antes de fechar a cara. Então, sem dizer mais nenhuma palavra ele sai e vai embora.

  – Ah, tá, terminamos aqui? – falo com as costas dele.- Bem, valeu pelo papo. Seu talento para conversa é realmente estimulante!

Graças a Deus que o fim de semana chegou, daí não tenho de olhar para ele por dois dias inteiros. Quando boto o pé de volta no apartamento, qualquer desejo de ir à festa já sumiu. Só quero me afundar na banheira por algumas horas, comer meu próprio peso em sorvete e ir para a cama.

Ruby tem outras ideias.

  – Levante-se.

  – Não quero ir. – digo, soando como uma criança de dois anos.

  – Você vai.

  – Ruby...

  – Nem começa, Jen. É nossa primeira festa da faculdade, e você vai nem que eu tenha que te levar amarrado. Julgando pela sua cara quando entrou, você precisa seriamente transar.

  – Acho que o único que vai fazer sexo aqui, é você.

Ela levanta as mãos.

  – Jensen, você é gato. Você poderia ter qualquer um dos caras gays dessa escola, e isso é noventa e cinco por cento deles. – ela diz, e rimos juntos. – Só precisa mostrar um pouquinho de autoconfiança.

  – Aham, sei.

  – Prometa que vai tomar a iniciativa esta noite.

Eu rio.

  – Acho que você não entende. Não tenho iniciativa.

Ela faz uma cara que anuncia que não vou ganhar nenhuma discussão com ela tão cedo.

  – Preciso te lembrar de que você é um ator? Aja como se você soubesse que porra está fazendo.

Meia hora depois, chegamos a uma enorme casa.

  – Uau, quem mora aqui? – Ruby pergunta quando bate a porta do taxi.

   – Jack Avery divide com dois outros caras da minha turma. Lucas e Connor.

  – Connor? – ela repete. – É aquele carinha que conheci no primeiro dia?

  – É.

  – Ele é fofo. Rola alguma química?

Sorrio quando penso em quão atencioso Connor é comigo.

  – Ele me abraça bastante.

  – Bom, é isso. – ela fala como se todos os meus problemas estivessem resolvidos. – Tome a iniciativa com ele.

Dou de ombros, porque, mesmo que eu goste do Connor, não sei se gosto do Connor. 

  – Escute, não estou pedindo para você se casar com ele. Só se divirta. Dá uns amassos. Isso não vai te matar.

  – Não tinha que ser ele a tomar a inciativa?

  – Ai, puta merda, Jen, pare de ser bichinha. Ó, vou até melhorar. Se você pegar alguém esta noite, eu lavo as roupas por um mês.

Nosso prédio tem uma máquina de lavar antiga que leva uma hora para fazer todo o ciclo, então o dia da limpeza pode ser um saco.

  – Ótimo. Não posso prometer que vou agir naturalmente e me dar bem, mas vou tentar, tá?

Ela sorri. E me puxa em direção à casa barulhenta.

  – Já é o suficiente.

Há gente conversando e rindo no gramado da frente. Parece que a maioria dos calouros apareceu.

  – Venha. – Ruby me puxa. – Você precisa de uma bebida.

  – Eu não bebo.

  – Agra bebe. – ela pega dois tubos de ensaio verdes da bandeja de uma menina. – Dois ou três desses e você vai estar parando os caras e se esfregando neles.

Apesar de duvidar da previsão dela, quarenta e cinco minutos e três tubos de ensaio depois, estou apoiado numa parede me sentindo bem soltinho. Ruby dança com um grupo de meninos, todos desesperados para impressioná-la. Ela olha para mim e levanta a sobrancelha antes de pegar a mão de um deles e sair para o terraço.

Desço pelo corredor em busca do banheiro.

Antes de achar o lugar, espio Jared parado na porta da cozinha.

Que diabos ele está fazendo aqui?

Ele se inclina e conversa com uma garota baixinha e linda ao seu lado.

Ele tem namorada?

Claro que tem.

Meu rosto está queimando. E eu não gosto disso.

O álcool me deixa lerdo, e não tenho tempo de fingir que não o vi. Ele caminha na minha direção com a mão nas costas da menina. Ela está sorrindo como se me conhecesse.

  – Ei, Jensen. – ela me cumprimenta. Ela parece familiar, sim, mas meu cérebro está turvo. – Sou Megan, estou na técnica de teatro com Ruby.

  – Ah, certo, oi Megan. – ela estava falando com Ruby dia desses na nossa aula de semiótica. Rosto bonito. Olhos grandes.

Lanço um olhar para Jared.

  – Ross. – ele cumprimenta com um movimento de cabeça.

  – Tristan. – tento não deixar meu cérebro reconhecer quão irritantemente bonito ele está de jeans escuro e camisa azul com mangas enroladas. – Achei que não vinha.

  – Bem, ouvi falar que todos os caras descolados estariam aqui, então eu não pude deixar de vir. – ele ri. Mas não é engraçado.

Megan alterna o olhar entre mim e ele e me pergunto se ela percebe o quanto seu namorado me irrita.

  – Então, Jensen, você e Jared estão fazendo o curso de interpretação juntos?

  – É, mas não atuamos muito ainda.

  – Bem, só passou uma semana. – ela comenta sorrindo. – Os testes para projeto de teatro vão chegar logo. Ouvi boatos de que esse ano a instrutora quer inovar. Vai colocar um casal gay no papel principal, com uma história parecida com a de Romeu e Julieta. Nunca se sabe. Vocês dois podem terminar interpretando namorados predestinados.

Jared e eu começamos a rir alto. Megan olha para nós dois como se fossemos dois malucos.

  – Okay. – ela bate as mãos. – Preciso beber agora. Vejo vocês depois.

Ela passa por mim e caminha pelo corredor.

  – Vou embora em duas horas. – Jared a chama. – Se quiser carona para casa, me encontre antes, ou então vai ter que caminhar pra caralho.

Uau. Quem dera ter um namorado tão encantador. Balanço a cabeça enjoado.

  – Que foi? – ele pergunta.

  – Você.

  – Que tem eu?

  – Você fala sempre assim com ela?

  – Sim.

  – Por quê? 

  – Por que não?

  – Porque é falta de educação.

Ele me dá um sorriso torto e balança a cabeça.

  – Isso é ser educado. Falo bem pior em casa.

  – Em casa?

  – É.

  – Você mora com ela?

  – Bem, preferia não, mas não consigo me livrar dela. Deixei-a trancada do lado de fora uma vez, mas ela é bem espertinha e conseguiu abrir a porta com uma folha de grama e um clipe.

  – Deus, Tristan, você é tão... eca! Por que ela aguenta você? Você é o namorado mais babaca do mundo.

Os olhos dele se arregalam. Então ele ri.

  –Megan não é minha namorada, Jesus, que nojo. É minha irmã.

É minha vez de ficar surpreso.

  – Sua irmã?

  – Sim.

O alivio nunca foi tão odioso.

  – Não se preocupe, Ross. – ele sussurra. – Sou solteiro. Não precisa ficar com ciuminho.

Eu rio.

  – Não estou com ciúme. Só feliz por ela. Ninguém merece ter você como namorado. – gargalho.

Algo obscuro pisca nos olhos dele quando ele baixa o olhar, e tenho a impressão de que eu disse alguma coisa realmente errada. Estou prestes a tentar descobrir quando Connor aparece e joga o braço sobre meus ombros.

  – Ei, Jensen, estava te procurando. Que bom que veio.

Ele me abraça e sinto Jared nos observando.

  – Eu não perderia a festa. – abraço-o de volta.

  – Ei, Jared. – ele cumprimenta Jared dando-lhe um soquinho no ombro. – Valeu por vir, cara.

Jared sorri. Mas é um sorriso firme e forçado.

  – Eu não perderia essa festa.

  – Então – Connor começa. –, grande parte da turma está no porão fazendo desafios de bebida. Querem ir?

Eu sorrio.

  – Claro.

Jared dá de ombros. Connor mostra o caminho. Quando descemos, cerca de vinte pessoas da turma estão num círculo com uma coleção de garrafas, latas de cerveja e pequenos copos espalhados pelo chão.

  – Encontrei mais dois. – Connor anuncia quando nos guia ao círculo. O grupo dá o que só pode ser descrito como um rugido bêbado.

Zoe imediatamente puxa Jared para o lado dela e lhe passa uma bebida. Connor se senta ao meu lado.

Jack dá a todos nós uma dose de uma bebida marrom. Jared vira a dose e recusa uma segunda, murmurando algo sobre ter de dirigir.

Eu bebo meu shot e tusso como se tivesse engolido ácido.

Eu tento me concentrar, mas não sei realmente as regras. Termino bebendo muito.

Demais.

Depois de um tempo, tudo está engraçado. Todos são lindos. Quero abraçar e beijar todo mundo porque eles são legais demais, lindos e engraçados.

Há música. Alta e pulsante.

Alguém me põe de pé. Connor.

Ele passa os braços ao meu redor, então eu coloco os meus ao redor dele, e estou tentando dançar, mas só consigo arrastar os pés. Connor não se importa. Seu corpo é quente e ele roça o nariz no meu pescoço.

  – Você cheira bem, Jen.

Eu sorrio, porque o nariz dele faz cócegas. Porque ele é meigo. Porque eu gosto da forma como ele me abraça. Estou pendurado nele e sorrindo, mas meu corpo está pesado.

Então seus lábios estão onde o nariz estava, e me arrepio. Mas há algo errado.

A sala está girando. Eu me afasto. Digo a mim mesmo que não estou procurando por Jared, mas estou.

Por todo lado, as pessoas estão dançando e rindo. Dando amassos.

Avisto Jared do outro lado da sala, sentado num sofá, bebendo uma coca. Zoe fala com ele e o toca de um jeito que diz: “vou deixar você fazer o que quiser comigo”. Mas ele não está dando ouvidos a ela. Está olhando para mim, e agora estou muito mais arrepiado.

Não quero que ele me faça sentir nada, então me volto para Connor. Ele está acariciando minas costas. É gostoso.

Seu rosto está próximo e ele tem aquele olhar. Aquele que diz que me quer.

Sempre desejei que um menino olhasse assim para mim. Agora um olha, mas só consigo pensar na cara amarrada do outro lado da sala.

  – Jensen, quero te beijar.

Ele parece buscar meu olhar, procurando uma resposta. Quero ser beijado, mas acho que é o álcool.

A voz de Ruby toma minha cabeça me dizendo para deixar de ser fresco.

Connor está olhando para minha boca conforme seu rosto se aproxima cada vez mais. Está quente demais. Estou bêbado demais.

Então Connor me beija, e há uma parte de mim que quer beijá-lo, mas não pode. Eu me afasto.

  – Connor...

Ele sorri e baixa a cabeça.

  – Sinto muito. – acho que devo ter problemas por não beijá-lo, porque ele é bem bonito e fofo.

Ele balança a cabeça.

  – Não se preocupe.

  – Eu quero, sério... – enrolo a língua, mas sou sincero.

  – Sim, mas tenho a impressão de que você também quer beijar outra pessoa. – ele toca minha bochecha e não tenho chance de dizer que ele está errado antes de ele desaparecer das escadas.

A música muda, e faz o chão vibrar tanto que preciso me sentar.

Eu cambaleio em direção aos sofás, mas Jack me para e me entrega outra garrafa de bebida.

  – Tá, chega, ele já bebeu o bastante.

É a voz de Jared. Ele soa como meu pai.

  – Cara, ninguém aqui está forçando na garganta dele. Ele já está crescido.

  – Passa a garrafa para outra pessoa, Avery. Agora.

Eu cambaleio e todo mundo ri.

Todos estão turvos agora. Mãos quentes estão sobre mim novamente.

  – Jesus, Ross, não quer se sentar antes de cair? – Jared diz.

Eu me jogo no sofá. É macio, e estou cansado.

Eu me apoio contra seu corpo. Duro e quente. Viro meu rosto para poder sentir melhor. Aspiro o cheiro do pescoço dele.

  – Porra.

Voz de homem. Sexy.

Agarro mais dele. Puxo seu colarinho para poder me aproximar. Debaixo do colarinho há pele. Arrepiando sob meus dedos.

  – Meu Deus, Ross... – sua voz não está mais brava. Diferente. Implorando. – Pare.

  – Não. Cheiro gostoso...

Quero mais calor então subo no colo dele. Pernas de cada lado dos quadris dele. Minhas mãos estão em seu cabelo. Nariz no pescoço.

  – Puta merda!

Ele me afasta e eu faço biquinho. Olho para o rosto dele. Tão lindo quando ele franze a testa.

  – Ross, para. Você está bêbado.

Caio para a frente.

  – Por favor. – peço, me encaixando contra o corpo dele. – Só quero dormir um pouco...

Eu me aninho no pescoço dele novamente. Respiro o cheiro másculo dele. Ele está tenso embaixo de mim, mas eu estou gostando.

  – Ei, olha só... Jensen finalmente encontrou uma forma de sacudir o imperturbável sr. Padalecki. Acho que ele está corando.

Eu cochicho “Psssiu”, e meus lábios tocam seu pescoço. Ele grunhe, e quero fazer isso de novo.

  – Avery, seu merda. – ele está falando bem baixo, mas ainda é muito alto. Tento cobrir sua boca com a mão, mas ele me afasta. – Ele está muito bêbado, vai vomitar.

  – Ele está bem, cara. Olha o sorriso dele. Ele quer você. Dá o que ele quer. Chato. – Jack fala enrolado.

Eu enterro minha cabeça mais no pescoço de Jared.

  – Pega uma água para ele antes que eu te dê uma surra.

Seu peito vibra contra o meu peito quando ele fala. É gostoso. Excitante.

  – Tá, tá. Jesus, vai se tratar.

Eu me ajeito no colo dele.

  – Paradefalar.

  – Ross. – a voz dele está mais suave, menos ranzinza. – Você precisa sair de cima de mim, por favor.

  – Não quero. Tá bom. – coloco a mão dentro da camisa dele. Belos músculos.

  – Porra, Jensen. Pelo amor de Deus, para antes de eu fazer algo realmente idiota.

Suas mãos estão na minha cintura, tentando me mover. Eu me ajeito no colo dele, e as mãos dele vão para minha bunda. Me empurro para baixo e o sinto. Duro. Duro como pedra contra minha bunda.

Eu gemo baixo e ele retorce o rosto.

  – Deus...

Meu corpo todo queima. Eu quero ele.

Rebolo levemente no seu colo.

Ele xinga e é sexy. Seus lábios estão perto da minha orelha.

  – Jen, assim não. – ele agarra minha cintura e me para. – Não quando você estiver bêbado e não se lembrar de nada amanhã. E provavelmente se arrepender. Para.

Estou muito excitado. Mas ele não deixa eu me mover para senti-lo contra mim.

Eu paro. Desisto.

  – Ross. Olha para mim.

Olhos abertos.

Ops, não foi um bom passo. Tudo está girando. Estou enjoado.

  – Ross?

O mundo está girando. Ele está me observando. Preocupado.

­  – Jensen?

  – Nãoestoumesentindobem.

Fico de pé. Quase caio. Suas mãos me seguram. Fortes.

  – Porra. Vai com calma.

  – Tôbem, tôbem.

Eu me afasto e cambaleio pelo corredor.

O banheiro. Rastejo até a privada.

Me ajoelho na frente dela e mal consigo me preparar.

Líquido marrom e salgadinhos explodem para fora. Meu estomago põe tudo para fora. Até não sobrar mais nada.

Fecho os olhos.  Quando os abro, estou sendo levantado de um carro e ele me carrega. Está com minhas chaves. Não vejo mais nada.

Sinto água escorrendo pelo meu corpo. Estou no banheiro.

Então estou na minha cama. E apago.

***

Acordo e tudo dói. O sol está forte demais. Uma dor lancinante passa pelos meus olhos e cérebro. Meu estomago está dolorido e minha cabeça parece que vai explodir.

Solto um gemido e coloco o travesseiro sobre a cabeça, mas há mãos puxando-o para longe. Eu abro um olho e Jared está ao meu lado, segurando água e comprimidos.

  – Tome isso. – ele fala baixinho.

Me sento na cama, e percebo que estou com meu pijama. Flashes de água escorrendo e mãos esfregando o sabonete pelo meu corpo me vem à cabeça. Eu sinto ficar inteiro vermelho.

Ele me viu pelado. Me deu banho.

Engulo em seco.

Tomo os remédios e levanto. Vou até o banheiro evitando contato visual com ele. Estou morrendo de vergonha.

Escovo os dentes e jogo água no rosto. Me olho no espelho. Tenho olheiras enormes. Estou terrível.

Quando termino, abro a porta e Jared está parado lá. Ele me olha meio incerto do que dizer.

Eu não consigo manter contato visual com ele depois de lembrar de suas mãos no meu peito, ensaboando-o.

E sabe-se lá onde mais.

 Meu corpo todo queima com o pensamento.

Ele pigarreia.

  – Hum, oi.

  – Oi. – é tão bizarro e constrangedor vê-lo no meu apartamento.

  – Eu... hum... fiz algo para comer. – ele está enfiando as mãos nos bolsos.

Arqueio a sobrancelha.

  – Não temos comida.

  – Saí para comprar. Você tem que comer. Vai te fazer se sentir melhor.

  – Tá, só...

Ele me olha.

  – Hum?

  Eu engulo em seco e falo baixo.

  – Você me deu banho ontem?

Ele arregala os olhos.

  – Não. Foi Ruby.

Eu suspiro aliviado.

  – E onde ela está?

  – Saiu. Não sei para onde.

  – Merda. – sussurro alto demais. Não queria ficar sozinho com ele depois do que fiz ontem a noite.

Lembro de tudo. Bom, pelo menos até a parte em que Jared me carrega para meu apartamento.

Lembro dele duro roçando na minha bunda. Foi tão gostoso.

Me excito só de lembrar. Por isso afasto esses pensamentos.

Jared coça a nuca e continua me olhando sem dizer nada.

  – Vamos comer? – ele convida, amenizando o clima tenso que tinha se instalado no ar.

Vamos para a cozinha, e na mesa tem o melhor café da manhã da minha vida. Pelo menos, com a fome que estou, é o que parece.

Café, suco de laranja, batatas rústicas, bacon e ovos. Todas as minhas comidas favoritas. Parece que ele leu minha mente.

  – Você fez tudo isso?

  – Hmm... Sim. Minha mãe é chef. Sei cozinhar desde cedo. – ele dá de ombros e continua comendo.

Quando terminamos de comer, ele limpa os pratos enquanto eu bebo uma xícara de café.

Não queria, mas fico olhando para sua bunda enquanto ele lava a louça. Eu não deveria olhar a bunda dele. Mas ela é como um imã gigante que atraí meus olhos. É impossível desviar o olhar.

Ele se vira de frente para mim, e sem perceber, continuo focando no local onde deveria ser a bunda dele, mas que agora era o lugar de seu membro. Tem um volume considerável, bem considerável. Não que eu tenha prestado tanta atenção.

Ele me pega encarando. Eu tomo um longo gole do meu café. E me engasgo com ele.

  – Tudo bem com você?

  – Sim.

Sutil.

Não é à toa que nunca tive um namorado de verdade.

Robb não pode ser considerado um namorado de verdade. Credo. Nem beijar sabia.

  – Antes de sair, sua colega mandou perguntar se vai precisar lavar a roupa o resto mês.

Dou um sorriso.

Bem, eu ataquei sexualmente Jared. Mesmo que não tenhamos nos beijado, nem nada. Eu me pergunto se Ruby conta isso como ter ficado com ele.

Fico vermelho pensando nisso.

  – Olha, Tristan, sobre noite passada...

  – Sobre isso... – ele arruma o cabelo para trás. – que diabos você estava pensando para beber daquele jeito? Podia ter tido um coma alcóolico.

  – Eu estava... – tentando ser quem não sou para parecer descolado. – tentando me divertir.

  – Você se divertiu vomitando? Foi legal?

 Balanço a cabeça.

  – Por um tempinho foi bom. As pessoas riam.

  – Porque você estava todo fodido se esfregando em todos os homens da sala.

  – Não todos os homens. – estou na defensiva. – Só no Connor. E em... você.

  – É, bem, já é o suficiente. – ele murmura. – Que há com você e o Connor afinal? Num minuto você está beijando ele, depois está em cima de mim.

  – Não beijei Connor. Ele me beijou.

  – Isso é só semântica.

  – E mal foi um beijo.

  – Então acho que você é daqueles bêbados excitados.

  – Eu não estava excitado.

  – Você estava. Eu senti. – ele diz lambendo os lábios sem perceber. – Estava no meu colo, se esqueceu? – ele sorri de canto.

  – Não, não esqueci. Mas estava bêbado, e foi por isso que aconteceu. Não tem outro motivo. Normalmente eu não faria isso. Ainda mais com você.

  – Porque você me odeia.

  – Exatamente.

  – Mas ainda assim me deseja.

  – Quê? Não!

  – Sim.

  – Você está viajando.

  – Ei, era você quem estava fungando em mim, beijando meu pescoço e se esfregando no meu... bem, em mim. Se eu não tivesse o mínimo de consciência, teríamos trepado lá mesmo, na frente de todos os nossos colegas.

As palavras dele são ridículas, mas meu corpo não sabe disso porque o frenesi que senti noite passada está de volta como vingança.

  – Tristan, duas pessoas que se odeiam não...

  – Trepam?

  – Fazem sexo.

  – Claro que fazem. Acontece o tempo todo.

  – Para mim, não acontece não.

  – Que peninha.

Ficamos em silêncio.

Eu sorrio e balanço a cabeça.

Ele franze a testa.

  – Que foi?

  – Não consigo te entender, só isso. Num minuto você fica bancando o bad boy, como se o mundo fosse acabar se você fosse legal comigo, e no instante seguinte é esse cara bem bacana que me leva para casa, compra comida e faz o café da manhã. Por que faria isso?

Ele coça a nuca.

  – Tenho me feito essa pergunta a noite toda.

  – E o que concluiu?

  – Porra nenhuma.

  – Um momento de fraqueza?

  – Obviamente.

  – Talvez você esteja mais para um cara bonzinho do que malvado...

Ele solta uma risadinha.

  – Ross, posso ser muita coisa, mas te garanto que a única coisa que não sou é bonzinho. Pergunte às minhas antigas namoradas.

O rosto dele se transforma. Como se tivesse dito algo que não quisesse.

Antes de eu poder dizer algo mais, ele fica de pé, se ajeita e dá um passo em direção à porta.

  – Bem, tô indo nessa. Você provavelmente tem coisas a fazer.

  – Não tenho nada planejado. – ele para e olha para mim, - Você pode... hum, ficar aqui se quiser.

Nunca pensei que ia querer a companhia de Jared, mas parte de mim quer. Muito.

  –Eu... é... – ele olha para os pés. – Nah, preciso ir.

Não gosto do fato de estar decepcionado

  – Ah, tá. Bem, valeu por... sabe, tudo.

  – Tá, sem problemas.

Eu o acompanho até a porta. Ele sai e vira o rosto para mim.

  – Então, te vejo segunda.

  – Sim, acho que sim. – quando ele se vira para ir embora, eu completo. – Então, você vai falar comigo semana que vem ou esse foi um lapso momentâneo em sua decisão de não ser meu amigo?

Ele se vira, quase sorrindo.

  – Ross, a gente ser amigo seria... complicado.

  – Mais complicado do que qualquer droga que a gente seja agora?

  – Sim.

  – Por quê? O mundo vai terminar se a gente sair?

Ele se fixa em mim com uma expressão intensa.

  – Sim. Os mares vão ferver, os céus vão escurecer e cada vulcão do mundo vai entrar em erupção, trazendo o fim da civilização e de tudo que você preza... fique longe de mim.

Ele fala tão sério que me faz pensar que ele não está mais brincando.

  – Jared Tristan Padalecki, você é o cara mais estranho que já conheci.

Ele concorda.

  – Vou tomar como um elogio.

  – Claro que vai.

Ele me encara por um momento antes de balançar a cabeça e caminhar para o carro.

Eu o observo até as luzes traseiras desaparecerem na esquina.

Depois de fechar a porta, vou para o quarto e deito na cama. Quando me aninho no travesseiro, eu me pergunto qual Jared vou encontrar semana que vem. O irritadinho que tenta ignorar minha existência, ou o cara legal que me leva para casa e faz café da manhã.

Parte de mim quer encontrar os dois.

Continua...


Notas Finais


Gostiaram?
Comentem aí o que estão achando ^^
Até segunda sz


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