História Bad Things - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The Vampire Diaries
Personagens April Young, Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Jeremy Gilbert, Klaus Mikaelson, Matt Donovan, Rebekah Mikaelson, Stefan Salvatore
Tags Delena, Professor, Romance, Segredo
Visualizações 75
Palavras 2.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente quero agradecer aos quase 20 favoritos em apenas um capítulo e também aos comentários. Muito obrigada, ficou muito feliz. Bem, espero que gostem desse capítulo.

Boa leitura amores!

Capítulo 2 - Feels


Fanfic / Fanfiction Bad Things - Capítulo 2 - Feels

“E eu tenho muitos sentimentos, muitas emoções.
Eu nem sei o que é real.”
Feels, Kiiara.

No dia seguinte, Damon desejou encontrar novamente a garota. Agora eles teriam algo para “conversar”. Elena estava com o seu casaco e para Damon isso era o bastante para puxar assunto. Mas infelizmente isso não aconteceu. Elena não apareceu.

- Ela costuma faltar? – Perguntou para o professor que estava ao seu lado. – Elena Gilbert costuma faltar?

- Não nas minhas aulas. – Damon assentiu voltando a sua atenção para o livro que estava lendo. Morro dos ventos uivantes.

Elena no dia anterior tinha passado um longo tempo trancada em seu quarto, chorando e pedindo forças a Deus. Ainda de joelhos e com os olhos inchados, a garota respirou fundo apertando o casaco. Ele tinha um aroma único, pertencente ao seu novo amigo, Damon. Elena por um momento sorriu lembrando das poucas horas que passaram conversando. Para ela, ele era um verdadeiro cavalheiro. Secou as lágrimas e se sentou na cama espirrando.

- Não, não, não! Não posso ficar doente. – Falou pra si mesma.

Resolveu então tomar um banho. Agradeceu mentalmente por sua mãe não ter aparecido e a enchido de perguntas. Assim que saiu do banheiro encontrou seu irmão.

- Podemos conversar? – Elena tenta fugir, mas seu irmão é mais rápido e segura seu braço a tempo. – O que aconteceu?

- Posso me vestir?

Já pronta, ela abre a porta de seu quarto. Elena vestia um pijama rosa.

- Pode confiar em mim, eu não vou contar pra louca.

- Ela é nossa mãe.

- Não é o que parece e você sabe disse. – Concordou mordendo o polegar. – O que houve na mesa?

- O Bruce...Ele tocou em mim de forma estranha, eu tenho medo dele.

- O que? – Jeremy olha para sua irmã bastante preocupado. Mesmo não sendo filhos do mesmo pai, Jeremy tinha um grande afeto por Elena. – Isso é verdade?

- Por que mentiria? É errado, nunca faria isso. – Foi então que seu irmão o abraçou. – Jeremy, não conte a mamãe.  – Pediu molhando a camisa de Jeremy com as suas lágrimas. – Jeremy eu tenho medo. Muito medo.

- Olha pra mim. – Segurou o rosto dela. – Eu sou seu irmão e não vou deixar ele tocar em você, quer dizer, ninguém! – Dizia firme enquanto secava as lágrimas da irmã. Elena naquele momento se sentiu segura, pela primeira vez desde que saiu da casa de sua tia. – Você está com febre. – Tocou a testa dela. – É melhor você descansar. – Se levantou e ela segurou sua mão.

- Fica. – Ele assentiu se deitando com ela. – Quando morava com a nossa tia, ela costumava conversar comigo antes de dormir.

- Pensei que ela só rezava. – Comentou a fazendo rir. – E você? Rezava muito?

- Ainda converso com o Senhor, você também deveria fazer isso. – Apertou os dedos de seu irmão.

- E você acha que Ele vai querer me ouvir?

- Mas é claro, Deus não vai te julgar, todo mundo erra. – A garota falava sincera.

- Elena você não existe. – Ela olha confusa. – Você é inocente, você é diferente das outras garotas.

- Isso é bom? – Perguntou ainda confusa. – A nossa tia já falou isso e o professor Damon também.

- O que o professor Damon falou?

- Disse que eu era diferente só porque gosto de música clássica. – Falava boba, nem percebendo o que falava. – Ele foi gentil.

- Elena, isso foi quando?

- Opa, hoje! – Seu rosto esquentou. – Por favor, não conte a ninguém. Ele é meu professor e ele pediu para não contar. Promete? – Jeremy pensou em questionar onde e como eles se encontraram, ele tinha dúvidas, mas ele sabia que não seria uma boa ideia. – Promete?

- Prometo.

A garota sorriu agradecida e depositou um beijo no rosto do irmão.

Na manhã seguinte, Elena acordou com febre, sua mãe já tinha saído para o trabalho e seu irmão verificou sua temperatura.

- É melhor você ficar. – Elena resmungou se cobrindo mais. – Só hoje, você nunca falta. Tudo bem?

Ela balançou a cabeça recebendo um beijo na testa.

- Obrigada Jeremy.

Mas no outro dia ela evitaria faltar.

- Bom dia garotas! – Damon falou assustando Elena, mas não era sua intenção.

- Bom dia professor Damon. – Caroline foi a única a responder, Elena parecia não ter coragem de olha-lo. – O professor parece bem animado.

- Não notei. – Mentiu.

Damon resolveu fazer anotações no quadro e isso fez Elena agradecer aos céus. A garota morde a ponta do lápis lembrando de como seu professor havia lhe tratado.

- Elena você tem...Elena!

- Oi Caroline. – Ela acorda do transe e por frações de segundos, seu olhar se encontra com o de seu professor. – O que...

- Uma borracha? O que há com você? Parece perdida! – Como Elena desejou que sua amiga calasse a boca e não fizesse perguntas. – Elena eu estou falando com você.

- Meninas, poderiam falar mais baixo! – O professor pede fazendo a morena abaixar a cabeça. Suas bochechas esquentaram e a vontade de sumir foi tamanha. Elena não sabia explicar, mas olhar diretamente para ele lhe causava constrangimento.  – Elena e ...

- Caroline. – A loira respondeu encarando professor.

- Elena poderia me dizer onde a professora parou? – Elena não sabia, mas Damon estava a testando. Tantos alunos para perguntar e justamente ela?

- Na...Na página 31. – Sussurrou enquanto ouvia passos. – Na página 31. Ela parou nessa página. – Respondeu rápido notando que todos estavam com os fixos nela, incluindo seu professor.

- Obrigado Elena.

Ela suspirou quando ele se afastou.

- Pode me explicar o que raios foi aquilo? – Caroline pergunta assim que saí da sala para ir em outra, ambas teriam aula de biologia. – Elena para de fugir! – Gritou chamando atenção. Ela nunca tinha gritado com sua amiga, mas foi necessário para chamar sua atenção.

- O que foi Caroline? – Perguntou de cabeça baixa. – Por que gritou comigo?

- Elena você anda estranha, eu só queria saber e conversar com você, só isso. – Foi até a amiga e segurou suas duas mãos. – Pode confiar em mim, sou sua amiga. Amigos ajudam.

- Prometo te contar. – Encarou os olhos preocupados de Caroline. – Só espere que eu crie coragem.

- Você está me assustando, mas tudo bem.

As duas foram para a aula de biologia juntas, como quase todas. Chegando lá, Elena ouviu cochichos vindo de April Young, como ela não suportava April Young. Sentando-se o lado de Matt, sentiu ele tocar sua mão.

- Oi Elena. – Elena sorriu educadamente. – Como você...

- Bem e você? – Ela precisava ocupar sua mente. – Fiquei sabendo do campeonato.

- Não sabia que gostava de futebol americano. – E não gostava. – Bom, vamos jogar próxima semana contra outro colégio. Deus nos ajude! – Matt vinha de uma família também religiosa. – Como vai a sua tia? – Elena não tinha notícias dela desde que saiu de sua casa. Natal do ano retrasado. Mentia sempre e isso a deixava mal. Sua mãe sempre evitava falar da mulher que a ajudou cuidar dela quando ainda era um bebê.  

- Ela vem melhorando. – Mentiu, sabendo que era errado. Sua tia Dolores a repreenderia e mandaria pedir perdão por diversas vezes dependendo do grau. – E sua família?

- Bem. Posso te perguntar uma coisa? – A garota assentiu. – Você gostou do professor de história? Só ouço as garotas suspirando, estamos em um colégio de respeito.

- Ele é um bom professor. – Falou sentindo as mãos suarem. Ela não sabia, mas todas as vezes que seu nome era citado sentia suas mãos suarem e um frio na barriga.

Uma semana havia se passado e Elena continuou evitando seu professor até o dia que resolveu estudar física na biblioteca. Elena estava muito concentrada em uma questão que mal notou a presença de seu professor. Damon procurava um livro para sua próxima aula, mas sua procura foi interrompida para apreciar a beleza genuína de Elena. Damon observava cada detalhe, parecendo estudar cada movimento da garota. A morena mordia a ponta do lápis, parecendo procurar alguma forma de resolver aquela questão. Ela suspirou frustrada.

- Matemática? – A garota pulou da cadeira. – Não foi minha intenção.

- Não, tudo bem. – Se levantou pegando os dois cadernos que estavam sobre a mesa. – Eu já estava indo embora.

- Espera. – Segurou o braço dela. Elena fechou os olhos ao sentir os dedos dele em sua pele. – Sabe me dizer onde encontro esse livro?

De olhos abertos, ela pegou o papel que estava na mão de seu professor e saiu a procura do livro.

- Há um deposito perto de algumas salas que estão em reforma.

- Sabe onde é? – Balançou a cabeça. – Há quanto essas salas estão em reforma?

- Dois anos e meio. – Damon já imaginava. Dinheiro mal investido. – A maioria das pessoas que vem aqui são drogados.

- Pensei que aqui fosse um colégio religioso. – Ele falou surpreso. – Quero dizer, eles fiscalizam?

- Às vezes. Tipo, raramente. Senhor Damon tenha cuidado.

- Por que? – A poeira daquela sala totalmente bagunçada o deixava agoniado. Caixas e mais caixas e paredes mal pintadas e desgastadas. – Essa parede parece até que vai cair. – Elena riu abrindo uma caixa. – Como sabe daqui?

- Ali era o antigo laboratório. – Apontou e Damon viu esqueletos e prateleiras cheias de frascos. – Tantos livros guardados.

- Pega um.

- Isso é errado senhor...

- Damon.

- Você é meu professor, devo respeito.

- Elena eu não gosto de formalidade. – A mesma o encarou. – Não quando estamos fora da sala de aula. – Ela nada falou, apenas continuou procurando o livro.

- Tem dificuldade em matemática?

- Física. – O corrigiu.

- Uma das minhas matérias favoritas.

- O assunto não entra na minha cabeça. – Disse achando o livro. – Achei.

- Obrigado Elena.

- De nada senhor... Damon. – Ele riu segurando o livro. – É melhor eu...

- Posso te ajudar.

- Com o que?

- Física. – Elena achou a ideia totalmente errada. – Sou especialista em física. – Brincou. – O que acha?

- Damon, eu agradeço, mas é melhor não.  E você é meu professor de história.

- Por que? – Ela não respondeu. – Tem medo de mim?

- Não.

- Ou medo das pessoas falarem? Elena eu sou seu professor, seu... – Ele não completou. – Ou você quer continuar sofrendo com imensas questões.

- Tudo bem.

- Na biblioteca amanhã? – Elena pensou no que faria no dia seguinte, mas nada venho em sua mente.

- Tudo bem.

Os dois no dia seguinte teriam “encontro” marcado. Damon seria o professor de física de Elena. Quando a garota entrou na biblioteca, pensou em recuar e esquecer a ideia de ter aulas extras com o seu professor de história, mas resolveu ficar. Grande parte dos alunos já haviam ido embora e ela agradeceu mentalmente por isso.

- Desculpa a demora, tive um imprevisto.

- Tudo bem.

Damon resolveu então fazer um resumo do assunto e em seguida alguns exercícios, mas a menina não parecia concentrada.

- Elena se concentra. – Falou não perdendo a paciência, mas ela parecia dispersa. – Elena. – Seguiu o olhar dela e ela fitava os lábios dele. Damon nada fez, apenas tocou a mão dela.  Ele pensou que por um momento ela iria surtar e tirar, mas não, ela continuou imóvel. – Qual é a sua dúvida?

- É nessa. – Com a outra mão apontou. – Poderia me explicar?

- Claro.

Ele começou explicar e logo depois viu a garota resolvendo a questão que estava com dúvida.

- Orgulho e Preconceito? – Questionou vendo no meio das coisas da morena.

- Terminei, o que disse?

- Orgulho e Preconceito? – Mostrou o livro e ela sorriu animada.

- É a segunda vez que leio, é o meu favorito. Gosta de livros?

- Caminho para o conhecimento. – Elena concordou mordendo o lábio. – Vou corrigir. – E novamente Elena perde o foco. – A atividade.

- Ah sim! – Entregou a folha encostando os dedos nos dele.

Um silêncio constrangedor toma os dois.

- Cuidado com os sinais Elena. – Concordou pegando novamente a folha. – Quando podemos revisar?

- Amanhã não posso ficar aqui. Damon, eu tenho que ir, obrigada!

Ela correu deixando seu livro favorito na mesa. Então Damon teve uma ideia, ele não sabia, mas ele desejava vê-la novamente. Ele sabia muito bem que era errado, mas ele desejava.

Parou seu carro na frente da casa da garota, vendo uma mulher parada na porta. Seria a mãe de Elena? Muito bonita, pensou. Mas a beleza dela não chegava aos pés da doce Elena.

- Posso ajudar? – Isobel perguntou largando o cigarro.

- Eu vim deixar o livro de Elena Gilbert.

- ELENA! ELENA TEM UM HOMEM QUERENDO FALAR COM VOCÊ! – Grita fazendo Elena correr para porta. – Me desculpe, mas a Elena é muito dispersa. Sou Isobel, mãe da Elena. – Estende a mão.

- Prazer Isobel, sou Damon Salvatore, professor da Elena.

- O que minha filha aprontou? – Damon viu Elena rolar os olhos, sua mãe nunca se importou ou lhe deu devida atenção.

- Nada senhora, sua filha é uma boa garota. – Falava olhando para mesma. Ela estava de cabelos presos e de pés descalços. Elena apertou o macacão jeans quando viu que Damon segurava seu livro.

- Por que não entra?

- Obrigada. – Agradeceu assim que sua mãe os deixou sozinhos. – Não ligue pra minha mãe, ela costuma falar coisas banais. – Avisou entrando com ele. – Vou pegar seu casaco.

- Espera. – Segurou o braço da garota.

- Damon.

- Elena por que não pega as torradas que fiz? Não seja mal educada.

- Claro mãe. – Damon solta seu braço.

- Pode se sentar Damon Salvatore. Salvatore? Você não é daqui?

- Não, sou descendente de italianos.

- Que chique! Espero que goste das torradas. – Balançou a cabeça enquanto admirava Elena. A mesma estava sentada numa poltrona. Elena sem perceber, por deslize, acabou deixando sua peça íntima amostra. Damon tentou desviar o olhar e afastar qualquer pensamento insano com a garota. – Por que Mystic Falls?

- Indicação e a cidade é ótima.

A conversa fluía bem e isso deixou Elena um pouco incomodada. Ciúmes? Ela não sabia o que sentia.

- Obrigada novamente.  – Disse deixando seu professor na porta enquanto sua mãe voltava para cozinha.

- Te vejo depois de amanhã.

A garota não sabia, mas só sentiu seus lábios na bochecha dele, beijando demoradamente o local. Damon sorriu com o gesto da garota.

- Tchau Elena.

 

E naquele mesmo dia, Damon se pegou pensando na doce e ingênua Elena.


Notas Finais


Galerinha qualquer dúvida é só perguntar.
Me digam se puderem o que acham dessa aproximação. Eu espero que Damon não magoe minha Elena, a bichinha anda muito triste.

Até o próximo capítulo amores!


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