História Bad Things - Capítulo 16


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Max Lightwood, Simon Lewis
Tags Alec Lightwood, Magnus Bane, Malec
Exibições 130
Palavras 2.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Quinze


“Baby baby baby, even though we’re a little awkward

Baby baby baby, I still love you.

— Last Farewell ( BigBang )”

 

Havia se passado quase uma semana desde que o rapaz saiu com Magnus, e desde então Alec falara com Magnus poucas vezes já que estava ocupado com a faculdade. O garoto tinha decidido trabalhar para o pai mesmo não sendo de seu agrado, afinal, ele não tinha muita escolha. As contas estavam aumentando e o salário não estava cobrindo tudo.  Ele precisava urgentemente de um adiantamento e já havia falado com Robert, e mesmo com todo o desdém e mau humor o homem cedeu ao pedido do filho.

Entretanto, o maior desejo do rapaz era poder passar um bom tempo com Magnus, mesmo que ele tivesse consciência de que ambos não passavam de amigos. Nenhum dos dois mencionou o beijo que ocorrerá entre eles, e mesmo que Alec desejasse mais ele não iria comentar nada. Ele tinha a total certeza que ao menos uma parte de Magnus havia achado aquilo errado e por isso não falou nada. Na noite em que saíram o rapaz estava feliz como não se sentia havia muito tempo, e obviamente o mais velho percebera.

O rapaz estava entrando em seu apartamento quando escutou os barulhos vindos da cozinha e entrou em desespero. Apressou os passos até o local e ficou nervoso.

“Por favor, Izzy pare de cozinha.” Pediu levando ambas as mãos aos cabelos bagunçados. “Estou cansado e não quero passar mal.”

A irmã o olhou com uma careta.

“Eu peguei a receita na internet, não tem como algo dar errado.” Revirou os olhos e voltou a mexer com os alimentos.

“Você geralmente acrescenta alguma coisa, é isso que me apavora.” Alec começou a andar receoso até o balcão da pia da cozinha para poder ver o que a irmã preparava.

“Eu juro que não vou colocar nada a mais.” Tranqüilizou a jovem. “Talvez um pouco de pimenta, fora isso...”

“Nem pense!” Gritou o moreno. “Faça do jeito que diz na receita e haverá uma possibilidade que eu e Max sobrevivamos.”

“Credo, até parece que vou criar uma bomba atômica.” Murmurou à jovem.

“Com todas as coisas que você já fez é bem capaz.” Respondeu Alec o que lhe rendeu um tapa da irmã. “O que irá fazer afinal?”

“Tacos.” Respondeu sorridente.

“Não faça besteira.” Alec olhou para todos os ingredientes que se localizava a sua frente. “Irei tomar banho.”

Enquanto se despia o rapaz reparou o quanto seu corpo havia melhorado em alguns dias, não estava em uma forma que poderia ser considerável “saudável” por algum especialista, mas ainda estava melhor do que antes. O rapaz se sentia melhor, essa era verdade, a dor da perda da mãe ainda era uma ferida recente que muitas vezes latejava e lhe trazia dor, porém era algo que vinha junto com o conformismo. 

Quando finalmente entrou no Box e sentiu a água quente lhe atingir a pele o rapaz relaxou, estava tenso, principalmente com as provas do final de semestre chegando. Alec tentou se acalmar o máximo que pode durante o banho e saiu.

Quando pegou o celular e viu uma mensagem de Magnus o perguntando se ele estava bem e como fora seu dia o coração falhou. Ele se sentia tão leve com o maior, tão calmo, esperançoso, confiante, tão feliz. Alec queria permanecer na companhia de Magnus todos os dias de sua vida apenas pela presença tranquiladora do mais velho. A voz de Bane havia se tornado as músicas pelas quais o mais novo ansiava escutar. Toda sua vida admirando a arte de compor músicas e trabalhando na loja o fez ser um pequeno crítico de tal arte, e apenas a voz de Magnus lhe acalmando em alguns momentos era uma das melhores melodias que já escutou. O rapaz se sentia tão estranho, afinal, era a primeira vez que alguém lhe transmitia tanta paz.

Respondeu a mensagem no mesmo minuto e trocou de roupa, logo indo em direção à cozinha.

“Está pronto?” Perguntou para irmã que estava sentada em uma das cadeiras do pequeno ambiente.

“Não.” Isabelle ergueu ambas a pernas e cruzou em cima da mesa. “Na verdade eu desisti e liguei para um restaurante mexicano. Você e Max reclamam da minha comida por algum motivo e resolvi evitar.”

“Você é ótima em várias coisas Izzy, mas cozinhando chega a dar medo.” Alec sentou ao lado da irmã. “Tira os pés da mesa.”

“O que? Vai impor como eu devo me sentar também?” Perguntou com um tom de voz neutro. “Ao invés de me mandar fazer alguma coisa me conte sobre você e Magnus. Como está relacionamento de vocês?”

“Relacionamento?” Questionou o mais velho. “Não é como se tivéssemos alguma coisa.”

“Vocês tiveram um encontro!” Apontou a irmã como se isso fosse um belo motivo para ambos os rapazes estarem juntos. “E ele gosta de você.”

“Pare de inventar coisas. Não é como se nos conhecêssemos o suficiente para ter alguma coisa.”

“Então, quer dizer que se por um acaso se conhecerem mais vocês podem ter algum tipo de relacionamento amoroso?” Questionou a mais nova.

Alec observou bem a irmã e se perguntou que tipo de coisa ela pensava sobre Magnus e ele. Ambos não tinham nada além de uma amizade. Nenhum tocou no assunto do beijo e quando saíram juntos foi apenas aquilo: um passeio. Claro que o fato de Alec ter contado sobre sua vida e Magnus também o faziam mais próximos de certa forma, mas não o suficiente para terem alguma coisa.

Foi salvo pelas batidas na porta, provavelmente o entregador do restaurante.

“Vá lá pegar enquanto eu arrumo a mesa.” Alec levantou indo ao armário pegar os pratos. “Aproveite e chame o Max.”

Isabelle levantou e antes de sair encarou o irmão.

“Ainda vamos conversar mais sobre isso.” Avisou e saiu o do recinto.

 

[...]

Alec acordou no outro dia com alguém pulando em sua cama. Era óbvio ser Max, afinal o irmão menor era o único que ainda havia certa infantilidade para tal ato.

“Max, me deixe dormir.” Resmungou o mais velho. “É sábado, se quer sair chame Isabelle.”

Mesmo com o pedido de Alec os solavancos na cama não cessaram fazendo o rapaz cobrir a cabeça e pedir mais algumas vezes para o irmão parar com aquilo.

 Sábado o rapaz poderia dormir até mais tarde, diferente dos dias da semana nos quais mal tinha tempo para comer, quem dera para descansar. E o fato daquele ser o último final de semana antes de começar á trabalhar para Roberto fazia com que Alec desejasse como nunca se fundir com a cama por décadas e mais décadas.

“Max.” Alec gritou antes de retirar o cobertor do rosto e abrir os olhos.

Não era o irmão mais novo que se encontrava em sua cama com um sorriso de criança e cabelos bagunçados, pelo contrário, era Jace. O loiro olhava para Alec com um sorriso enorme em seu rosto e ainda se mantinha pulando.

“Sai dessa cama minha pequena flor das trevas.” Chamou ainda pulando. “O dia está lindo lá fora.”

O Lightwood chutou as pernas de Jace que caiu com metade do corpo para fora da cama e os pés para cima.

“Eu não me importo como está o dia lá fora.” Resmungou sentando na cama e passando as mãos nos cabelos. “Eu só precisava dormir ao menos o dia todo.”

Jace sentou no chão e arrumou os fios loiros.

“Alec, são 13h25m da tarde.” Respondeu sério. “Você hibernou!”

“E o que você tem com isso exatamente? Não vai mudar sua vida em nada.” Alec levantou da cama e pegou algumas roupas para poder se trocar.

“Preciso de você hoje, sabe? Irei ficar sozinho.” Jace se encontrava sentado de pernas cruzadas na cama do amigo.

“Onde está Clary?” Perguntou o moreno desconfiado.

“Saiu com Isabelle.” O loiro deu de ombros. “Vá escovar esses dentes que te espero na sala.”

Alec revirou os olhos, mas antes de sair se aproximou de Jace o suficiente para poder assoprar no rosto do mesmo e o ver fazendo careta.

“Nojento.” Ouviu o rapaz resmungar e rumou parar o banheiro.

Enquanto escovava os dentes o rapaz pensou no que Jace estava planejando. Não estava pretendendo sair de casa naquele fim de semana. Estava cansado e com muitas coisas da faculdade para colocar em dia, não era como se tivesse algum tempo livre ao total.

Cuspiu na pia e reparou na espuma manchada de vermelha que saiu de sua boca logo olhando no espelho para ver algum machucado que havia feito sem perceber. Não havia nada.

Terminou de se arrumar e saiu do banheiro.

“Para onde vamos?” Perguntou quando viu Jace jogado em seu sofá.

“Não faço ideia.” Respondeu. “Eu só não quero ficar sozinho, mas também não quero ficar enfurnado na sua casa ou na minha.”

“Você ao menos deveria pensar em alguma coisa antes de vir me acordar pleno sábado.” Alec sentou do outro lado e ficou de frente para o amigo.

“Podemos ir comer alguma coisa e talvez cinema depois.” Sugeriu. “Deve ter algum filme legal passando.”

“Prefiro série.” Resmungou Alec, mesmo que nos últimos meses ele não tenha assistido nenhuma.

“Não começa com o drama, Alexander.” Jace saltou do sofá e puxou o moreno. “Vamos logo. Você precisa comer e eu preciso assistir a algum filme.”

 Alec se deixou levar por Jace que não parava de falar em momento algum.

O moreno estava pensando em como seria quando o final de semana acabasse e ele tivesse que ir para seu primeiro dia de trabalho com Robert. Não esperava as melhores coisas vindas de seu pai, e isso era óbvio, mas o homem também era imprevisível e suficientemente calmo para demorar fazer algo com o rapaz. Existia a possibilidade de Robert não fazer nada, afinal o filho não lhe pertencia mais. Havia sua própria casa e mesmo trabalhando para a empresa da família o mesmo continuava a ser como qualquer outro empregado.

Observou o carro parar em frente de uma lanchonete e Jace sair sendo seguido pelo o outro. O local era um simples restaurante de comida italiana que provinha um cheiro ótimo da cozinha. As paredes eram em tons claros mesclado com marrom envelhecido dos acentos e mesas. Havia duas luminárias de cristais na entrada e no fim do ambiente, junto de algumas plantas. Confortável o suficiente para Alec se aconchegar e fazer seu pedido em tom calmo e relaxado.

“Não conhecia esse lugar.” Disse por fim.

“Nem eu” Respondeu Jace enquanto olhava para todo canto. “Só parei porque cheguei à conclusão de que todos gostam de massas e eu não sabia onde levar você.”

“Como se você não me conhecesse.” Resmungou.

“Qual é Alec! você não quer comer comida chinesa de novo né?”

O moreno riu e negou com a cabeça.

Esperaram algum tempo até os pratos chegarem. Apenas o cheiro despertou a fome de Alec, que se encontrava de estomago vazio desde que acordara.

“Então, Isabelle me contou sobre seu romance com Magnus.” Começou o loiro enquanto ambos comiam.

“Eu não tenho romance com ele!” Ressaltou o mais velho. “E o que você e Isabelle têm haver com a minha vida? Por Deus!”

“Você é meu melhor amigo e não me contou nada, tive que recorrer a ela.” Jace apontou para o moreno com o garfo. “E não mude de assunto nos fazendo de vilões quando o foco e você e seu futuro parceiro romântico.”

“Pelo Anjo!” Exclamou baixinho.

“Você estão, sei lá, juntos? Ou quase isso?” Questionou Jace curioso.

“Não temos nada.” Respondeu. “E também não tenho certeza se vamos ter.”

“Você não tem certeza, talvez ele tenha.” Apontou o loiro. “Ele gosta de você afinal, e muito.”

“Não posso afirmar nada quando não sei o que se passa dentro dele.” Alec desejava mais que tudo que aquela conversa terminasse. Inconscientemente estava fugindo de algo que desejava: estar com Magnus Bane.

“Mas sabe o que se passa dentro de você.” Jace ficou sério. “Gosta dele Alec?”

Os olhos azuis encontraram os do rapaz em sua frente. Alexander não poderia mentir, não para seu melhor amigo que saberia se o fizesse. Mas o mais importante: não poderia mentir para si mesmo.

“Gosto.” Respondeu por fim.

 

[...]

 

No fim, passar a metade do dia com Jace não foi tão ruim. Assistiram A Bruxa de Blair e concluíram que o filme não era de todo ruim como andavam falando por ai. Claro que o final foi decepcionante, mas não ao ponto de gerar tantas críticas negativas. Secretamente Alec preferia Invocação do Mal.

Ao chegar a casa foi direto para o quarto tomar banho. Não estava cansado, mas queria ao menos o conforto de sua cama ou sofá por várias horas, e o fato de estar sozinho apenas ajudava.

Sentou na cama e antes de secar um pouco os cabelos pegou o celular que tocava.

Seu sangue gelou e todo seu estomago revirou ao ler o nome na tela.

“Magnus?” Atendeu.

“Oi! Está em casa?” O mais velho parecia apreensivo.

“Sim. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?” Perguntou enquanto com uma mão passava a toalha pelos cabelos.

“Bom, eu preciso falar com você Alec.” Ouviu um suspiro do outro lado. “Não é grave, mas eu preciso muito te dizer algumas coisas.”

“Pode vir aqui se quiser.” Ofereceu com a voz baixa.

“Sério?”

“Claro.” Levantou da cama e colocou a o tecido úmido no banheiro.

“Okay. Já estou ai.”

Ouviu o mais velho desligar e correu para vestir uma camisa. Sabia que Magnus já o viu sem roupa, mesmo que estivesse dormindo durante o ocorrido, mas isso não descartava o fato de não ficar muito confortável.

Foi para a sala e sentou enquanto esperava. Estava nervoso e nem mesmo sabia o motivo. Talvez fosse o fato de que não tinha ideia do que o mais velho queria conversar e isso piorava muito as coisas, ou também porque mais cedo havia confessado para si – e para seu amigo – que gostava de Bane.  Sentia alguma coisa e isso poderia ser considerado um grande motivo para toda sua apreensão.

Não queria que fossem notícias ruins, ele já havia recebido muito para pouco período de ano e mais uma não seria surpresa, mas não evitaria deixá-lo mal. Alec deveria parar de se deixar atingir por tudo e isso estava claro.

Escutou batida na porta e levantou em um pulo para atender.

Magnus estava o encarando, os olhos escuros grudados em seu rosto como se todo o universo rodasse apenas em torno daquele garoto de cabelos negros como ônix e olhos azuis. Talvez Alec não soubesse o quanto era lindo, mas Bane sabia e desejava que o mais novo soubesse também.

“Você chegou rápido.” Murmurou o rapaz cedendo espaço para o homem entrar na casa.

“Estava ocupado?” Magnus parecia apreensivo enquanto caminhava para a janela da sala, observando o quanto era bonita a vista dali. A cidade brilhava com alguns pontinhos coloridos até toda sua luz se perder de vista. As buzinas de carros, motos e transportes públicos soavam abafadas.

“Na verdade não.” Alec se posicionou ao lado do mais alto e o observou.

Os traços fortes no maxilar, a pele amorenada bem cuidada e com alguns brilhos provindos da luminosidade refletida da janela, as curvas dos lábios, os traços dos olhos, o cabelo preto que estava um pouco bagunçado, mas o deixando lindo da mesma forma. Alec concluiu que Magnus Bane poderia ser comparado a uma pintura, e ele tinha a certeza que se não fosse pelo calor que sentia por estar próximo do homem o rapaz duvidaria até mesmo que ele pudesse ser real.

“Alec, eu...” Magnus se virou para falar com o moreno que o encarava com olhos vidrados. “Alexander?”

O rapaz não soube de onde tirou toda sua coragem naquele momento, mas ao ouvir o seu nome ser sussurrado pelo outro ele não agüento e simplesmente o beijou. O beijou de forma mais intensa que no dia da loja, como se sua vida toda dependesse daquilo. Sentiu as mãos de Magnus em sua cintura o trazendo mais para perto e o abraçando. O moreno mais novo entrelaçou seus dedos nos fios de cabelo da nuca de Bane se entregando mais.

Ele queria dar muito mais que apenas seu físico para o homem no qual estava colado. Alec queria dar sua alma também.

Alexander concluiu que estava começando a deixar de apenas gostar e passando a amar Magnus Bane.


Notas Finais


Me desculpem qualquer erro e também pelo demora por att.

Maldito bloqueio meu povo.

MAIOR CAP DA FIC YAYYYYYY CARAIOOOOOOOOOO

enfim, espero que tenham gostado e não prometo quando mas volto logo com att.

BEIJO MEU POVO.


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