História Bad Time - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ezra Miller
Personagens Ezra Miller, Personagens Originais
Tags Ezra Miller, Fanfic
Exibições 30
Palavras 1.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Estupro
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capítulo 4


São 4:35 da manhã e eu não consigo parar de pensar nas coisas que podem acontecer naquele lugar. Eu sou muito ansiosa quanto às coisas, admito, e começo a imaginar inúmeros cenários de coisas que podem acontecer. Haveriam muitos loucos esquizofrênicos? Brigas? Ou seria calmo? Com aquelas terapias em grupo que são vistas nos filmes? Eu realmente estava torcendo pra que não houvesse essa baboseira de terapias em grupo. Expor seus medos para estranhos quando você se esforça para escondê-los dos que convivem com você? É, ótimo plano. Mas também não queria que tudo fosse um cenário macabro de Briarcliff, com terapias a base de eletrochoque e freiras possuídas.

Pela primeira vez tudo que eu queria era dormir e encurtaraquela madrugada assustadora. Mas eu pensava: se isso está ruim, imagine os pesadelos?

5:15 da manhã. Nada de sono. Então decidi tomar as pílulas de insônia da minha mãe, que eu escondia dela numa caixinha ao lado da minha cama caso eu já estivesse cansada de tudo aquilo e decidisse pôr um fim. É, pensava em suicídio algumas vezes mas algo sempre me segurava: medo. Eu me sentia escrava do medo às vezes. Me segura, me impede de tomar certas decisões. Decisões boas? Ruins? Nunca soube. O medo foi mais forte e me segurou antes que eu tivesse a chance de descobrir.

7:30 da manhã. O alarme soa, hora de acordar e eu não havia fechado meus olhos nem por um segundo. Tinha uma sensação de que eu teria muito tempo para isso no lugar para onde eu estava indo.

Me levantei rapidamente da cama, me vesti, algo normal, apenas uma camiseta larga com a bandeira dos Estados Unidos, uma legging preta e tênis pretos. Me olhei rapidamente no espelho e percebi q meu cabelo havia se transformado num tipo bizarro de monstro durante a noite. Briguei com ele por alguns minutos até que não parecesse um animal morto na minha cabeça. Já ia saindo do quarto quando vi a caixinha com as pílulas e decidi colocá-las na mala. Nunca se sabe.

Peguei tudo que achava necessário e desci as escadas. Tudo estava estranhamente em silêncio, acho que meus pais não haviam acordado ainda. Subi as escadas novamente para checar e a cama deles estava vazia e arrumada. Desci e procurei pela cozinha, pelo pátio e até pelo vinhedo que meu pai possuía e não permitia que ninguém entrasse. Nada. Então sentei e esperei na sala, ainda pensando em como o lugar poderia ser. Não sei ao certo quanto tempo havia passado desde que eu estava presa nos meu devaneios, mas minha mãe apareceu no topo da escada, já vestida com seus conjuntos elegantes de blazer e saia de sempre. O de hoje era branco. - Há quanto tempo está acordada? - ela perguntou, parecendo surpresa.

- Eu não dormi. Mas levantei da cama às 7:30. Onde vocês estavam? Nárnia?

Ela riu, mas não do tipo "puxa que engraçado" mas algo como "que garota trágica".

- Estava no escritório com seu pai, resolvendo algumas coisas sobre sua estadia.

- Obrigada por fazer parecer menos como um manicômio e mais como um hotel 5 estrelas. - eu disse, com um sorriso irônico estampado no rosto.

- Está tudo pronto?

Eu balancei a cabeça.

- Ótimo. Vou chamar seu pai, seu carro já chegou.

Ela se retirou e voltou logo em seguida com meu pai, com sua típica camisa branca e calça social preta. Eles começam a descer as escadas. 

- Vamos sentir saudades, meu amorzinho - diz meu pai, me abraçando.

Eu não digo nada porque eu sei que não é verdade.

- Adeus, querida. Se cuide. - muito irônico dizer isso a alguém que está indo a um lugar especializado em impedir que você se cuide sozinho. Ela me abraça rapidamente, como se eu fedesse.

Seguimos para a entrada e o carro está estacionado e Jerry, o motorista, já está segurando a porta para mim. Eu entro e não olho para meus pais ou aceno. Tenho certeza que eles também não fizeram nada disso.

Minhas mãos suam durante o trajeto e eu não consigo parar de mover minha perna, um hábito muito irritante que eu faço quando estou nervosa. Olho pela janela e só vejo árvores e casas luxuosa nos intervalos entre as árvores. A viajem leva cerca de 45 minutos mas na minha cabeça pareceram horas. Jerry estaciona em frente a um grande portão de aço com uma cabine do lado, de onde um segurança surge. Ele nos identifica e logo o grande portão preto é aberto, dando espaço à um grande jardim e uma grande instalação branca repleta de janelas da mesma cor, porém não haviam pessoas nas janelas ou no pátio. Tudo estava em silêncio, na verdade. Jerry abre a porta para mim e eu sigo sozinha. Subo escadas brancas de madeira até a porta principal, que está aberta.

- Lily Stephens? - diz uma atendente loira, com um sorriso tímido estampado e um coque perfeitamente alinhado que não deixava um fio escapar.

- Ah sim, isso aí.

- Me acompanhe. - ela disse, apontando o braço para me indicar o caminho. - Vou ter que dividir um quarto?

- Ah não, não se preocupe, cada paciente tem seu quarto e banheiro privados. Mas as refeições são feitas no refeitório apenas e existem horários específicos para cada atividade, mas tratamos disso depois.

Tudo era incrivelmente branco. E quando digo tudo é... tudo mesmo. Mesas, camas... branco, branco, branco. Com exceção do piso, que era de madeira escura. Depois de me instalar no meu quarto, ela me levou ao refeitório e me deixou sozinha. Aquilo não era diferente do que eu já conhecia. Parecia uma típica escola de filmes, exceto por todos vestirem a mesma roupa, inclusive eu, que havia recebido um macacão cinza claro com meu nome bordado acima do meu peito.

Peguei uma porção aceitável de comida para o café da manhã e me sentei numa mesa que estava no canto. Fiquei olhando para fora enquanto comia porque tenho o péssimo hábito de não conseguir olhar para pessoas por muito tempo ou olhar por tempo demais. Mas senti que eu estava sendo observada, não sei, algo me incomodava e uma voz me dizia para olhar para a esquerda. E lá estava ele. Ele era alto e magro, um pouco desengonçado mas muito bonito. Não do tipo que tenta de propósito para atrair atenção, mas do tipo que não sabe até que alguém diga. Ele tinha olhos meio puxados por ser descendente de asiáticos talvez, olhos intensos, que te queimavam sem querer. Os cabelos eram mais compridos que os meus e praticamente desenhavam sua mandíbula, que eu nunca achei que poderia ser tão artística. Enfim, ele era bonito. Mas eu não me apaixonei por ele como uma adolescente idiota e pretensiosa, não. Algo em mim o temia e eu não fazia ideia do por quê.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...