História BadBoys & BadGirls - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Sabrina23lira

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Mark, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Briga, Drama, Got7, Namoro, Originais, Personagens, Romance
Exibições 25
Palavras 3.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


IMPORTANTE
Oiee tchudo bem? Legal, interessante, empolgante. Enfim, vc q leu o ultimo cap antes da correção q fizemos, provavelmente, achou q o ex da Stella se chamava Jae. Então, foram umas falhas de comunicação (mentira, foi a barata voadora q tava no meu quarto msm) agnt trocou os nomes. Ou seja, Jackson = ex (bora torcer pra tirar esse "ex") namô da Ella. Oukey? Oukey. Boa leitura, corujinhas... S2

Capítulo 3 - Past or Present?


Fanfic / Fanfiction BadBoys & BadGirls - Capítulo 3 - Past or Present?

  Eu abro a casa e deixo Suga entrar. Provavelmente eu deveria mostrá-lo a casa e dizer “Se sinta a vontade, a casa é sua!”, mas a primeira coisa que faço é subir para meu quarto, trocar de roupa e pegar um edredom. Me enrolo nele e desço as escadas. Ele ainda está lá, parado, na porta, aonde o deixei. Como se o tempo tivesse parado pra ele. 

- Ali é o banheiro. Lá você vai encontrar uma toalha azul dentro do armário. Pode se secar com ela.

 

        Suga

 

Durante todo o caminho, fiquei imaginando como seria quando chegasse lá. O que falaria pra ela, em que parte do meu ombro seria melhor pra ela chorar, se ela me olharia nos olhos e teria uma vontade incontrolável de beijar a minha boca, como seria o beijo, se nos beijaríamos naquele dia, como me despediria, com um abraço ou um beijinho. Mas, claro, não pensei na possibilidade dela simplesmente adentrar a casa e nem olhar na minha cara. Todos os momentos que eu tinha imaginado passam pela minha cabeça como um filme. Eram tantos que permaneço paralizado até seu retorno.

- Ali é o banheiro. Lá você vai encontrar uma toalha azul dentro do armário. Pode se secar com ela. - Eu prontamente já tiro a camisa na sala mesmo. Não é possível que nem isso vá causar um efeito nela! Mas quando acabo de retirar a peça, percebo que ela já tinha entrado em um comado, provavelmente a cozinha. Ainda tento fazê-la voltar para ver sua reação quando percebesse que eu malho! Tá bom que não sou o nojento daquele cara, mas mereço reconhecimento. 

- Não estou achando. Pode vir pegar pra mim?

- Não quero incendiar a casa. Procura direito. - Ela responde com autoridade e sem expressão. “Tentativa de fazê-la ver meu abdome parte 2” falha. Seco meu tronco, e coloco a camisa de novo. Tomara que não pegue uma pneumonia. Vou até a cozinha e vejo um embrulho ambulante na frente do fogão. Me sento em uma das banquetas. A cozinha é típica americana. No centro do espaço retangular há uma ilha*, com cinco banquetas, um cooktop debaixo da janela, uma geladeira moderna e eletrodomésticos normais. Sento em uma das cadeiras e reparo no cobertor que protege a loira.

- Quem são todas essas pessoas? - Me refiro aos vários rostos estampados na coberta. Não fazia ideia de quem eram aquelas pessoas. As imagens eram preto e branco e as pessoas, aparentemente, negras ou morenas.

- Este você conhece. - Ela vira a coberta e, a parte que antes estava para dentro, agora está a mostra. Ela segura o cobertor como se fosse a bandeira do nosso país, com orgulho. Não era seu rosto que dizia isso e sim seu corpo. No rápido movimento que ela fez, percebo que está de legging. Não conseguir reparar na blusa porque não deu tempo. Na “parte de dentro” da coberta vejo um homem com um microfone, aparentemente, feliz, com uma faixa na cabeça. Ao redor, alguns símbolos que me pareciam coisas que gangsters ou traficantes. Abaixo, algumas letras em... sei lá que língua é essa. A imagem do homem aparecia enorme, ocupando a maior parte da estampa, enquanto do lado avesso, eram dezenas, centenas de rostos menores.

- Não, não conheço. 

- Argh. Mauricinhos... -  Ela bufa e diz. Não entendi muito bem. Ela estava se acabando no choro há 7 minutos e agora já tá armada de novo?! Até que seu rosto inchado me lembra que não posso responder à provocação. 

- Tupac - Ela aponta pro homem. - Como não o conhece? 

- Nunca ouvi falar.

- Ele foi, simplesmente, o melhor rapper que já passou pela face da Terra. - Diz como se isso não significasse nada pra ela.

- Duvido que ele era melhor do que o Rei do Rap. Eminem - Vou falar verdade. Não entendo merda NENHUMA de rap/hip hop, e Eminem era o único nome que me vinha à cabeça.

- Ele pode até ser o Rei. Nunca chegará aos pés do Deus do Rap. - Toooma, Yoongi. Vai cutucar a onça com vara curta de novo, vai!

- E porque ele era tão bom assim?

- Ele é. - Ela me corrige - Lendas nunca morrem.

- Ok, entendi. E o que são essas letras? O que significam? - Aponto para o edredom. Ela dá um sorriso doce. Sabem quando lembramos de algo que já não lembrávamos há muito tempo e a lembrança é boa? Parece que isso aconteceu com ela naquele momento.

- Isso aqui é meu nome em latim. E aqui algumas palavras em árabe. “Esperteza e Esperança”. - Uou, não esperava por isso. Não fazia nem ideia de que era personalizada! Ela volta sua atenção ao fogão vira a coberta para a posição inicial e aqueles inúmeros rostos voltam a me encarar novamente.

- E quem são essas pessoas? 

- São meus rappers preferidos da Costa Oeste. Um pedaço de casa que carrego comigo. Tem também algumas pessoas que eram próximas a mim. - Esta parte ela diz numa entonação mais baixa e tive a impressão de que se eu não falasse nada um clima estranho iria ficar no ar. Era como se a cada segundo de silêncio maior seria a tristeza dela. Sem perder tempo, pergunto:

- Você é da Costa Oeste?

- San Francisco.

- Não fazia ideia. Na verdade não fazia ideia de um monte coisas sobre você. Quando entrei na escola, no ano passado, e te vi pela primeira vez rodeada de garotos, achei que você fosse uma daquelas líderes de torcida que é mais rodada que catraca. Depois que percebi que eles eram barra pesada, mudei de “cheerleader piriguete” pra “mulher do chefe”. - Eu estava totalmente errado, claro que “mulher do chefe” se aproxima mais da realidade, mas mesmo se ela fosse, não mereceria ser chamada assim. Ela tem personalidade e seria conhecida pelo próprio nome. E eu evito esse dois tipos de mulher, principalmente: “a putiane” e a “proibida” .Ou seja, passei um ano e duas semanas evitando quem, hoje, está nos meus pensamentos 24hrs por dia. Até que eu me atraio muito por coisas proibidas, mais do que imaginam. Mas o fato de ter um bando de PollarBakers rodeando a “coisa” em período integral, não ajuda muito. Ainda mais quando a própria “coisa” tem capacidade de se defender sozinha e não precisa de muitos motivos pra atacar. Pra quem não sabe, PollarBakers é um termo utilizado na nossa região pra definir a combinação de um garoto com: a força de um jogador de futebol americano, a beleza de um modelo, a inteligência de um nerd, a altura de um jogador de basquete, a velocidade de um jogador de hokey, os músculos de um nadador, o gingado de um futebolista... Enfim, o garoto “perfeito”. Entre aspas porque requisitos como bom humor, simplicidade, humildade, etc não são necessários. Apesar de muitos deles, a maioria, os possuem. O único defeito dessas pessoas é o meio em que se metem, os “barra pesada”. E, podem não acreditar, mas há mais do imaginam na nossa escola, no nosso bairro. 

 - Pelo visto não gostava deles. - Abro a boca pra falar que nunca tive nada contra seus amigos, mas ela prossegue. - Não se preocupe, não os verá novamente. 

- Porque? - Ela não fala nada. Aquilo desperta memórias ruins nela? Me levanto e fico atrás dela, à sua direita, de modo que ela me veja parcialmente. Ia abraçá-la por trás, mas antes de movimentar um sequer músculo, ela se pronuncia.

- Foram embora.

- Pode fazer seu chá. - Ela me aponta a água que estava fervendo e se senta na cadeira ao lado da que eu estava. “Água maldita” penso. Se não fosse por ela, Stella teria ido me ajudar no banheiro. Só aí que entendo o que ela disse. “Não quero incendiar a casa”. Depois de silenciosos e longos cinco minutos, não aguento.

- Me desculpe, mas preciso saber. Quem era aquele homem?

- Não, não lhe desculpo. Não, você não precisa saber. E eu vou te falar porque não é nada de mais, além do que você não tem influência nenhuma sobre ele. Era meu namorado. Pode chamá-lo de Jackson. - Ela diz tudo isso olhando na minha cara. Seus olhos estão concentrados nos meus e isso me machuca. O olhar dela me machuca. É quase que, como a Medusa, seus olhos transformassem as pessoas em pedra, só que lenta e dolorosamente. Sua voz é carregada de frieza e “inabalação”. Ela abaixa a cabeça para encarar uma tigela, bem baixa, cheia de água, feita de um pedra nobre preta, sobre a bancada. Desliza os dedos suavemente pela superfície da água, como se estivesse desenhando. 

- Pensei que ele tivesse lhe machucado. Por que ainda o defende?

- Não o defendo. Ninguém que você conheça precisa da minha proteção. - Ela vai até a sala e escuto o barulho da TV. 

- Está pronto. - Levo as xícaras para o sofá e tento me sentar perto dela. Vou me aproximando dela e ela continua observando a televisão e nem sente minha presença.

 

            Stella

 

 Pego a xícara que Suga me entrega e cheiro aquela coisa. Ele vai se aproximando len..ta...men...te. E eu não me dou o trabalho de para de ver meu Animal Planet. Já tinha visto aquele episódio inúmeras vezes, era uma séria sobre algumas ilhas caribenhas. 

- Golfinhos vivem em águas tão rasas como estas? - Ele pergunta

-  Sim.

- E por que eles estão em um círculo arrastando a cauda no chão?

- A areia que fica no “chão” do mar levanta e os peixes ficam encurralados ali. Assim eles se alimentam. 

 

     Suga

 

Eu pergunto a ela várias coisas mais que eu não fazia ideia. Ela consegue responder a todas. É tão inteligente. Acabo vidrado na boca dela.

   Na região em que vivemos, há muitos anos, uma empresa automobilística asiática veio se instalar aqui. A fábrica tinha tudo pra dar certo, ou seja, money para o governo, mas estava sem funcionários, ou seja, no money para o governo. Este então, convidou milhares de japoneses, coreanos, chineses, indianos para operar as máquinas, já que só eles conheciam-nas . Com a proposta de uma vida melhor, o governador basicamente disse “Procriem!”, ok, ninguém falou isso. E assim estamos aqui.  Formamos uma das maiores comunidades coreanas dos Estados Unidos. Aqui, a maioria das garotas seguem o padrão de beleza asiático, mas há sempre uma exceção, Stella por exemplo. A maioria das minhas namoradas tinha uma boquinha bem pequenina, da qual saíam vozes irritantes. A boca dela não. Não é Kylie Jenner. Mas também não microscópica. É elegante.

- Como veio pra Nova Iorque? - Ela levanta e eu a sigo até a mesa de jantar. Ficamos em pé e ela responde:

- Morávamos em Santa Monica. Um dia eu cheguei da escola e minha mãe disse para fazer as malas. Seguimos, basicamente, a 66 até Chicago. Fomos parando em várias cidades e puft! New York.

- Ela não se importa de um cara estar com você em casa?

- Ela nem sabe da sua existência.

- E seu pai? - Foco na boca dela. De novo.

- É complicado. Não nos falamos. Ele está por aí, em algum lugar. - Ela olha através do vidro que circula a porta de entrada e vê sei lá o que. 

- Sinto muito. - Me aproximo mais, mas ela está bem interessada em o quer que esteja na rua. A cabeça dela está virada pra direção em que ela olha. Quando ela volta a me olhar, percebe que estou bem perto. Deposito um beijo sincero e simples no canto da boca dela, fecho os olhos e parto em direção à boca da garota, mulher. 

- Aaii!!! - Levo um tapa muito bem dado do lado esquerdo do rosto, sem nem conseguir tocar seus lábios. Ela abre a porta estressadíssima.

- NÃO VOU DEIXAR VOCÊ SE APROVEITAR DO MEU MOMENTO DE FRAGILIDADE!!!!  Sai daqui!!!

- Não! Você entendeu errado! Me deixa me explicar, Stel...

- SAAAAAAAAI!!!!!! - Atravesso a porta e fico na varanda dela ainda tentando falar. 

- Me escuta! Eu nunca me... - Ela entra em casa e deixa a porta aberta. Penso em segui-la. Só penso mesmo. O que? Sabia que ela pode me matar? Ela é louca! Vejo ela voltar com... UMA VASSOURA?!?!?! Saio da varanda e vou para o jardim, onde é mais longe da porta, ou seja, mais seguro. Ainda cai uma chuva bem fininha e o céu está completamente cinza. Uma neblina fraca paira sobre, possivelmente, todo o bairro. Reparo em um carro sport laranja estacionado no outro lado da rua. Tenho certeza de é um Porsche. Estranho, não é comum ver carros desse preço aqui. Há um cara que veste um moletom que vai até os joelhos, preto, com a letra “W” em branco de todo tamanho. Ele usa capuz e está encostado no veículo.

- Se tentar me beijar de novo eu TE MATO!! - Eu vou para o meio da rua e me afasto da casa. Ela segue pelo caminho de pedra, larga a vassoura ali no chão, e vai até a calçada. Me viro pra ir pra casa e beber muito depois desse dia frustrante. 

- Ah, e a propósito - Me viro novamente com a esperança de que fosse uma única palavra amiga - EU ODEIO CHÁ!! - Ok não era isso que eu esperava. Foi a gota d’água. E a primeira lágrima desce. Ela vai em direção ao sujeito do carro. Será que ela estava olhando para ele quando estávamos na sala de jantar? Eles se aproximam e o capuz esconde a feição dos dois. Canso de me torturar e vou andando.

 

        Jackson

 

 A cena do escorraço do anjinho foi o melhor entretenimento que pude pedir a Deus! Kkkk. Minha garota grita que “odeia chá” e aquilo é o fato mais engraçado do ano, e olha que já é setembro**! Ela vem, cola os seios no meu peito e inclina um pouco a cabeça pra me encarar. 

- Acho que você já fez muita água escorrer pelo meu rosto hoje. - Eu acaricio aquele rosto angelical e bruto. Perigoso.

- Posso te recompensar e fazer outro líquido escorrer por outras partes do seu corpo... - Falo com um sorriso divertido.

- Acho que já tem outra vadia esperando por isso. - Ela anda apressada até a casa. Eu a sigo com passos calmos e lentos. Já estava cansado de ficar encostado naquele carro. Ela para e, de costas pra mim, diz:

- E diz pra aquela puta que isso sim - Ela agarra a própria - é uma bunda! - Dou uma gargalhada alta. Antes que eu chegue perto da casa, ela a fecha a porta com agressividade.

 

     Stella

 

Obviamente, o deixo do lado de fora. Subo para meu quarto e vou me despindo pra tomar banho. Ouço a porta ser destrancada. Normalmente minha mãe chega bem mais tarde. Só pra conferir coloco minha roupa íntima de novo, pra checar quem chegou. Viro na cozinha e nada. Ouço um barulho na sala, mas continuo exatamente onde estou. 

- Queridaaaaaa... - Vejo Jack voltar para o hall de entrada e trancar a porta. PRIMEIRO: como que esse energúmeno conseguiu a chave da MINHA casa? Ótimo agora estou presa, aqui com ele. Por baixo do moletom, ele trazia uma bolsa de ombro. Ele a retira e de dentro dela um pacote. Ele o deixa na sala e sobe as escadas. Observo tudo escondida. Enquanto ele não volta, vou pra sala. Encima do sofá, havia um pacote com a letra “S” de todo tamanho. Abro. É um pijama. Uma camiseta com alças fininhas, bojo e a frase “Keep Distance” (Mantenha Distância) . A calça é infinitamente comprida e da mesma estampa da blusa, cetim vermelho coberto por uma renda preta. A qualquer momento ele iria descer eu estava de fio dental e sutiã. Tiro o sutiã para colocar a blusa. Tudo na velocidade Flash, é claro.

- Se quiser pode ficar assim mesmo. Não faço questão de que use sutiã, ok?

Continuo de costas pra ele. Visto a blusa e coloco a calça na velocidade Tartaruga. Provocações. Corro para o banheiro e o tranco. Se eu quisesse sair de lá teria que passar pela sala, era o único jeito. Ele liga a TV.

- Olha, tá passando Velozes e Furiosos 6, seu preferido! Acabou de começar! Tá na parte do parto do Jack ainda, sabe? Daqui a pouco o Hobbs vai encontrar o Dom, aquela parte que você adora. Vou fazer uma pipoca ali. Tomara que tenha de doce.

Não caio na dele. Ele poderia muito bem estar de tocaia na porta. Até que ouço o armário ser revirado e o micro-ondas progamado. É minha chance. Agora ou nunca. Abro a porta do banheiro, saio correndo até o portal da sala e assim que faço a curva para subir as escadas, ele me pega e coloca nos ombros. #MeSentindoUmSacoDeFarinha. A pipoca fica pronta, ele a pega e joga o caramelo derretido por cima. Ainda me carregando, ele se senta e eu tento, a todo custo, me livrar dele. Bato a mão no abdome dele e me levanto do sofá, mas ele me puxa pela cintura de novo. Está deitado no sofá e me coloca em cima dele, deitada também. #MeSentindoUmSubway. Admito que se eu não tivesse facilitado ele não teria conseguido. Acabo aceitando aquilo. Por um momento acho que esqueci do que tinha acontecido e, assim, acabei gostando de ficar perto dele. O balde de pipoca fica no meu colo e começa minha cena favorita. Ouço ele rir.

- Essa coberta foi 500$, então é muito bom que continue a usando! - Ele se refere ao cobertor do Tupac, que foi um presente dele. Ele a pega e nos cobre. Hmmm...

    No meio do filme, ele decide se ajeitar e ficar sentado, em vez de deitado. Nossas pernas continuam esticadas pelo fato do sofá ser retrátil. Ele apoia a cabeça no meu ombro e fica. 

- Dá pra parar de olhar pros meus peitos, “amor”? - Faço aspas com os dedos. 

- Calma, baby. É só saudade. Muuita saudade. - Ele dá beijinhos molhados e lentos na parte de trás do meu pescoço. Tento manter minha atenção na televisão - mas só tento mesmo. Aproveito que ele não está vendo, fecho os olhos e mordo os lábios. Até que ele lambe minha nuca! Sem controle sobre isso, rio alto e ele acompanha. 

- Pára com isso. Não somos um casal. - Saio de cima dele e sento afastada. O filme já está no final.

           

                       Jackson

 

- Eu juro, aquele foi só um dia ruim

- Eu sei.

- Você podia focar mais na década que vivemos juntos e menos naquele dia. 

- Eu foco nos anos lindos que passamos juntos, e é por isso que você está aqui, na minha casa. E também não vou deixar de focar naquele dia, e é por isso que você está aqui, no meu sofá e não na minha cama.

Só pra te lembrar, já transamos no sofá lá de casa várias vezes. - Digo rindo. 

...

- Te busco amanhã na escola. - Ela se inclina para ver através da janela.

- Com aquele Jaguar? - Confirmo com a cabeça. Me levanto.

- Já vou. Sua mãe me odeia. - Fico em frente a ela.

- Eu te odeio e você quer me levar pra cama. - Faço uma cara assustada, uma pose de mulher, e coloco a mãozinha na boca.

- Menina! Pare de pensar em coisas... obscenas!!! - Ela ri - Eu só queria um beijinho.

-  Por favor, é uma necessidade! 

- É uma necessidade que você vá embora. 

- Não vou até ganhar a porra do beijo.

- Por mim, tanto faz...

 

        Stella

 

Continuamos vendo TV e acabo adormecendo. 

...

Sinto algo macio nos meus lábios, abro os olhos e dou de cara com ele.

- Vou indo, sua mãe acabou de virar a esquina. 

- Discípulo do Diabo! Me beije de novo e te mato!

 

                           Jack

 

- Ah, você não está me comparando com aquele almofadinha, né? - Ela ri e se levanta. Chego perto dela, mergulho naqueles olhos e vejo o quanto ela já sofreu.

- Promete que nunca mais vai chorar por minha causa?

- Promete que nunca mais vai me machucar?

- Prometo.

- Então, sim. 

Encostei minha testa na dela e os narizes se acariciavam. Me virei, saí da casa da sogrinha e deixei a chave dentro do vaso de planta na varanda. Onde a encontrei. Próximo destino: Galpão do Alto.

 


Notas Finais


Comentem, povo. NÃO CUSTA NENHUM DINHEIRO!

* ilha = pra qm não manja de arquitetura, ilha é tipo um armário, do chão até +ou- a altura da nossa cintura, cm uma bancada encima q fica no meio da cozinha.

** setembro = só pra vcs não confundirem, eles estão no começo do ano escolar lá. (USA) Início do ano = setembro/agosto Término do ano = julho/junho


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