História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 954
Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


sabe quando você tem aquela ideia para uma história e ela fica na sua cabeça, te perturbando até finalmente ir para o papel? então.

gente, não sei o que falar sobre essa nova long imagine, na verdade, estou aqui para afirmar que sim, é fanfic colegial e sim, vai estar recheada com aquele clichês que estamos carecas de ler por aí, pois é, fazer o que, sou uma amante dos clichês, e acredito que um clichê bem trabalhado é um clichê maravilhoso :)
mesmo eu não sendo lá muito familiarizada em escrever fanfic colegial, esse cenário... sei lá
enfim, resolvi postar uma vez que as ideias para 'karma' estão travadas T-T
como eu adoro escrever uma long, resolvi aparecer com essa aqui, caso flope, eu apago

ah, sobre o título, além de ter contexto na história, é uma homenagem os disco de estreia da halsey, badlands (um disco ótimo, para deixar marcado)
uma boa leitura :)

Capítulo 1 - Unlucky


Você sangraria por mim? 

Lamberia meus lábios como se precisasse de mim? 

Você me sentaria num sofá? 

Com os seus dedos na minha boca? 

Você parece tão descolado enquanto está me lendo 

 

Vamos causar um pouco de encrenca 

Oh você me faz sentir tão fraca 

Aposto que beija suas juntas 

Antes delas tocarem a minha bochecha 
 

Mas eu tenho minha opinião formada agora 

Porque há uma ameaça na minha cama 

Você pode ver a silhueta dele? 

Você pode ver a silhueta dele? 

Você pode ver a silhueta dele? 
 

E eu tenho minha opinião formada agora 

Vá em frente e acenda um cigarro, incendeie minha mente 

Incendeie a minha mente esta noite 
 

Você mentiria para mim? 

Cruzaria seu coração e esperaria morrer por mim? 

Você me prenderia a uma parede 

Você imploraria ou rastejaria? 

Enfiaria uma agulha em seus olhos famintos por mim? 

Trouble – Halsey  

 

Badlands  

Capítulo um – Unlucky  

 

-Você já pode parar de chorar, bebê chorona – indicou Yifan, me olhando por sobre o ombro da enfermeira que o examinava, seu olho esquerdo inchado e pulsante na coloração arroxeada.  

E eu ali, parada na frente deles, engoli um soluço e o cobri os rosto com as mãos, tentando parar com aquele chororô. Apesar do que todos falavam ao meu respeito, eu era uma adolescente tão delicada e molenga como qualquer outra garota, qual garota não chora por qualquer merda em plena adolescência?  

Ou eu era a única?  

-Você vai ficar bem – disse a enfermeira da escola, se afastando de Yifan e colocando o algodão sobre o recipiente de alumínio no carrinho ao lado da maca. - Só o olho roxo e mais alguns arranhões, nada mais profundo do que isso... 

-Nada mais profundo? - me intrometi, fazendo os dois me encararem com olhares que eu já estava acostumada. - Ele poderia estar com fraturas muito graves, ou pior.  

-Mas ele não está - a enfermeira disse meu nome e voltou a encarar Yifan, que mantinha seu olhar baixo. - E o meu conselho para não aparecer mais por aqui é esse; pare de se meter em brigas, tanto fora como dentro da escola.  

-Não é ele quem se mete nessas brigas – me exaltei, dando um passo na direção deles. - Todos nessa escola sabem que o Kris... 

-Tudo bem, enfermeira – disse Yifan, num tom mais grave que o meu. - Farei o possível para não acontecer de novo – se levantou da maca, pegando sua mochila e meu braço, me arrastando para fora daquela enfermaria minúscula.  

-Me solta, seu burro – me afastei de seu aperto enquanto caminhávamos pelo corredor principal do prédio da escola. - Por quê você não falou para ela, Kris? Por quê você nunca fala nada?  

-De que adiantaria? - ele disse meu nome e parou de caminhar, virando o corpo na minha direção. Eu não conseguia parar de olhar para aquele olho roxo com uma angústia em minha garganta. - Isso só causaria uma dor de cabeça maior ainda – disse num sopro, seus olhos vendo algo além de meu rosto.    

-Kris... - me limitei a um sussurro, presa entre lhe dar um abraço inesperado ou um afago na bochecha.  

Esse chinês de quase dois metros de altura era meu único amigo naquela escola, e eu me orgulhava disso, pois nunca quisera criar laços com as pessoas que estudam ali. Por mais que fosse difícil ter que encarar a escola sozinha, pior ainda seria ter de esconder suas personalidade para que assim, aqueles que você despreza comecem a se afeiçoar a você, e no fim todos ficam felizes no ensino médio. Eu simplesmente não conseguia.  

Mas quando Wu Yifan chegou, foi diferente.  

Apenas isso, ele era diferente dos outros.  

E como todos somos egoístas, as pessoas que não queriam ser minhas amigas e vice versa, se interessaram no varão de boa aparência vindo de outro país. Mas e quem disse que Kris quisera iniciar uma amizade com alguém daquela escola?  

Acho que isso explica nossa aproximação nada comum.  

Conquistamos um amigo quando menos esperamos.  

 

-Como você pode gostar tanto de História? - questionou Yifan, caminhando do meu lado pela calçada. Estranhei quando ele parou de caminhar e me encarou com as pálpebras quase unidas. - Você gosta do nosso professor de história?  

-Mas o quê? - como foi que ele descobriu?  

-Cara – ele começou a rir ali, no meio da calçada, ria tanto que chegou a cobrir a boca e se apoiar nos joelhos.  

-Não sei qual o motivo da graça, ele é um homem incrível.  

-Me desculpe – rindo, ele recuperava sua postura. - Mas isso é clichê demais, até mesmo para você.  

-Olha, pois fique você sabendo... - meu futuro discurso em defesa ao professor de História fora interrompido por aquele que me causava calafrios horrendos.  

Feição emburrada e olhos sérios, o uniforme amassado sobre o corpo de músculos fisicamente discretos, o cigarro aceso descansando entre dois dedos cobertos de tatuagens.  

-Já pensou sobre o que conversamos, Kris? - questionou Chanyeol em seu tom de voz grave, levemente rouco.  

Yifan trincou seu olhar na direção do intruso, todo o seu ar bem-humorado de antes sumiu.  

-Agora não, Park. Agora não - falou, se preparando para partir, agarrando meu braço com certa força.  

-Kris... - chamei, tensa com o clima pesado entre aqueles dois, e a mão quente de Chanyeol apertou meu outro braço, me puxando para ele. 

-Solta ela – Yifan rosnou, sem deixar de soltar meu braço. 

-Ou o quê? - divertiu-se Chanyeol, rindo baixinho, apertando seus dedos ao redor da minha pele. - Vai deitar e me deixar te bater como sempre faz? Nem chega a ter graça - disse de maneira exibida.  

Mesmo sendo um tipo de cena bizarra, eu odiava quando imaginava isso em minha cabeça.  

Aliás, o que eu estava fazendo no meio daqueles dois mesmo?  

-Ah, qual é, Kris? - Chanyeol riu, seu hálito de nicotina batendo contra minha orelha. - Você é lerdo até para pensar, cara? - e em seguida senti sua língua escorregar pela minha bochecha, quente e úmida. Fechei os olhos e reprimi um gritinho.   

Aquilo fora o estopim para Yifan se deixar levar pela raiva que estava reprimindo. Ele me puxou para trás e eu acabei cambaleando para não perder o equilíbrio, assim que consegui estabilizar minha visão, Yifan e Chanyeol estavam no chão, o primeiro encima de Chanyeol que levava socos duros de um Yifan irado.  

Era possível ouvir o som da carne sendo espancada direto contra os ossos, como aqueles efeitos sonoros de filme de luta.  

-Kris, já chega, você tá quebrando a cara dele – desesperei-me, me controlando para não pular nas costas de Yifan. - Ai meu Deus – comecei a me desesperar ali, não conseguindo pensar em nada de útil para fazer. E como sou daquelas que age por impulso, peguei um dos meu livros dentro da mochila e taquei na cabeça de Yifan.  

Ele parou de socar Chanyeol e me encarou, arfante. Mas aquilo apenas serviu para Chanyeol, se colocar sobre meu amigo e começar a devolver todos aqueles socos.  

-O que está achando disso, chinês de merda – cuspiu Chanyeol, rindo com um pedaço da língua para fora. Os dois naquela altura com os rostos vermelhos e inchados.  

O que mais me deixava puta era saber que Chanyeol batia no meu melhor amigo apenas por querer que ele pedisse transferência da escola.  

Quando Yifan me contou sobre isso, não consegui pensar em nada além de insegurança da parte do neandertal tatuado.  

-Parei com você, Kris – murmurei, decepcionada com meu melhor amigo, eu sabia que eles não iriam parar tão cedo. E agi como uma covarde aos olhos de qualquer um que visse a situação de fora, mas que de acordo com meu interior, não haveria outra saída plausível a não ser aquela.  

Joguei a mochila contra as costas e caminhei para longe daqueles dois.  

 

Me desculpe. 

Encarei meu celular e suspirei com a mensagem de Yifan.  

-Depois que chuta o balde começa a chorar pelo leite derramado – bufei e me afundei na cama.  

Apaguei a luz e me ajeitei, tentando buscar o sono que não viria.  

 

-Eu acho que era uma chorona mesmo, Yifan – falei de frente, ou melhor, debaixo daquela cara que mais parecia um presunto amassado. - Por quê você partiu pra cima dele daquele jeito? Se rebaixou ao ponto dele, causou a dor de cabeça que você tanto quis evitar.  

Ele fitava o chão com uma mão apertando a alça da sua mochila.  

-Não importa o que eu vou falar, você não vai me desculpar, não é? - cochichou, ainda encarando o chão.  

Balancei a cabeça e sorri, apesar da vontade de correr e deixa-lo ali sozinho. Fiquei na ponta do pé e estiquei o braço, afagando seus cabelos loiros.  

-Como eu posso ficar sem o meu melhor amigo?  

 

Eu já estava tão habituada em voltar para casa acompanhada da presença de Yifan, que fazer o caminho da escola para casa sem ele era como caminhar usando um tênis sem meias. Estranho, quando você está acostumado com as meias.  

Ele tivera que sair na última aula, o diretor viera chama-lo na classe.  

E ali estava eu, sozinha. Não que isso fosse o fim do mundo, mas naquele dia específico eu estava sem Yifan e meus fones de ouvido.  

O que facilitou minha audição com o som dos conhecidos coturnos caminhando calmamente atrás de mim.  

E o cheiro de cigarro fora a minha confirmação.  

O braço de Chanyeol deslizou pelos meus ombros, me fazendo virar a cabeça lentamente em sua direção. A expressão despreocupada ao levar o cigarro aos lábios e dar uma tragada direta.  

-Você tá perdido? - falei, erguendo as sobrancelhas.  

Ele soprou a fumaça e continuou dando atenção para a calçada, me ignorando.  

Chanyeol sempre fora o clichê do aluno bad boy que não se preocupa com nada na escola, tirando o fato de ser extremamente bom no time de basquete da escola. Uma vez escrevi um poema triste quando pensava nele.  

-Há quanto tempo aquele chinês tá te comendo? E mais outra pergunta, se me permite, por quê aquele molenga lerdo? Por ser essa menina chata, sempre pensei que seu gosto para homens fosse mais fresco.  

-Desculpe – murmurei, completamente desconcertada, tentando me afastar do seu abraço. - E quem você acharia que se encaixasse no meu "gosto fresco"? Você?  

Ele soprou a fumaça e parou de caminhar, me fazendo parar num tranco.  

-Exatamente, cadelinha – sorriu falso.  

Eu já poderia considerar aquele dia como uma tremenda falta de sorte. 


Notas Finais


espero que tenham gostado, caso não, diga o quê :)
e sim, terá triangulo amoroso ><

eu gostei de escrever algo um pouquinho diferente com o que estou acostumada, e adoraria continuar escrevendo essa fanfic
aguardo seus comentários, pois são boa parte do incentivo em continuar escrevendo, eles são boa parte da força dos autores em continuar postando ;)
até o próximo capítulo (ou não)


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