História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 451
Palavras 1.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


cheguei antes do previsto

pessoal, leiam essas notas.
seguinte, o capítulo a seguir não faz parte do enredo da história, então não terá alterações na mesma.
Isso é um especial que eu escrevi para o aniversário do chanyeol, e com isso, eu pretendia postar no aniversário dele e não hoje, mas provavelmente estarei ocupada neste final de semana, então decidi antecipar a postagem do capítulo.

é isso, é um especial que também trouxe para quebrar um pouco o clima pesado que estava na história, espero que gostem <3

Capítulo 17 - Neverland


Capítulo especial – Neverland  

 

Fechei os olhos e respirei fundo, sorrindo como se estivesse inalando para os meus pulmões toda a energia pura que sentia quando tinha meus oito anos, como aquelas noites estreladas de verão, tão calmas e calorosas, como um delicioso abraço apertado.  

Meu corpo estava tão leve enquanto eu sentia o vento rasgando ao meu redor, um sentimento de nostalgia me invadindo conforme o agradável odor de uma brisa salgada vinda da costa de uma praia deserta. Onde nada pode te puxar para as preocupações que te assolam durante o dia-a-dia.  

Onde tudo o que existe é somente você, a praia, e um doce sentimento de liberdade.  

Como se o mundo real não tivesse importância. 

Como se tivesse voltado a ser criança.   

A pressão do ar ao meu redor começou a ficar mais forte ao meu redor e em meus pulmões, respirar já causava um esforço altamente doloroso dentro do meu canal respiratório.  

Apertei os olhos e a imagem da segunda estrela mais brilhante naquele céu escuro era tudo o que eu via em minha mente antes de prender a respiração, acreditando que meus órgãos internos já haviam se espatifado como polenta recém cozida.  

Quando abri os olhos num rompante, dois globos castanhos e cintilantes estavam fixos em mim, e meus braços estavam em volta do pescoço de Chanyeol enquanto eu sentia os braços do mesmo me amparando de uma queda contra o chão.  

-Tudo bem, Wendy? - ele perguntou preocupado, seus olhos que antes apenas fitavam meu rosto começaram a caçar alguma coisa pelo corpo.  

Wendy?  

Ah, claro, eu era a Wendy Darling e Chanyeol era o meu Peter Pan. O pequeno gorro verde em sua cabeça explicava muita coisa.  

Balancei a cabeça e desci do seu colo, ele ainda deixou uma mão na minha cintura.  

-O que houve, Chan... Peter? - perguntei com receio, encolhendo uma mão contra o peito.  

-Gancho raptou você, Wendy – respondeu, como se a lembrança do ocorrido ainda estivesse fresca em sua memória. - Estava prestes a te fazer se jogar da prancha, por sorte cheguei a tempo de dar uma bifa na cara dele e te salvar do crocodilo – continuou com calma, temendo que a recordação causasse algum choque negativo em mim. - Mas agora você está a salvo, eu estou com você, Wendy. - Chanyeol, digo, Peter Pan sorriu para mim, um sorriso caloroso e aconchegante, como o abraço de um protetor.  

Sorri pequeno em retorno e apertei o tecido da minha camisola, o tecido azul de algodão pareceu tão reconfortante entre meus dedos suados, servindo, de alguma maneira, como meu escudo de realidade.  

-Wendy? - Chanyeol retornou, com cuidado. 

-Sim, Peter? 

-Quer voltar para o nosso esconderijo secreto?  

-Seria ótimo - respondi aliviada.  

-Perfeito, venha comigo – disse animado e pegou minha mão, correndo e me puxando pelo vale, me soltando quando senti que meus pés não tocavam nenhum tipo de superfície.  

-Peteeeeeer! - gritei com o resto de força que meus pulmões conseguiram enquanto meu corpo caía a queda livre.  

O céu azul e as nuvens brancas ficavam cada vez mais distantes a cada movimento disforme que meus braços faziam, como se alguma corda mágica invisível pudesse aparecer para eu poder me agarrar e assim impedir o baque que me aguardava.  

E mais uma vez, antes que o pior pudesse acontecer, tudo se suavizou com um simples toque. E os braços de Chanyeol a me segurar, os ecos pesados do meu coração assustado eram tudo o que eu ouvia fora o som das gaivotas ao longe, e para completar meu figurino, finas lágrimas rolavam pelas minhas bochechas enquanto meu rosto se escondia contra o vão do pescoço do meu Peter Pan. 

-Wendy... 

-Nunca mais faça isso – pedi num choramingo, apertando meus braços ao redor dos seus ombros, me dando conta no mesmo segundo que estávamos pairando entre as nuvens, as ondas do mar se quebrando a quilômetros abaixo de onde estávamos.  

Quando as lágrimas já não eram mais nada e minha vista fora libertada das amarraras aquosas, a Terra do Nunca se fez visível para aqueles que sempre acreditaram nela. 

-É lindo – contemplei, ofuscada pela beleza que provinha do brilho que os raios do sol causavam quando tocavam as rochas foscas da Ilha da Caveira, ou até mesmo a energia dourada e bela que a Lagoa das Sereias poderiam causar, mesmo que estando tão longe.  

-Você não sente vontade de sobrevoar toda a Terra do Nunca, Wendy? - questionou Peter Pan, notavelmente percebendo a minha fascinação.  

-Eu não sei voar. 

-Você sabia quando esteve aqui pela primeira vez – respondeu nostálgico, me olhando com um sorriso leve. - Eu te ensinei, lembra? Pense em coisas alegres e bonitas e no instante seguinte você estará voando.  

Percebi que nada poderia me causar tamanha felicidade do que apenas estar junto dele, meu Peter Pan, em seus braços enquanto tínhamos a Terra do Nunca nos acolhendo, para sempre.  

-Eu quero voar com você, Peter – sussurrei, fechando os olhos e sorrindo quando o Pan tomou impulso e alçou voo pelos mares cristalinos da ilha.  

Sobrevoamos até desde a aldeia dos índios até o navio do Capitão Gancho antes de Peter me levar para o nosso esconderijo.  

 

Sete dias perfeitos e agitados me deram aventuras malucas como lembrança da minha estadia na Terra do Nunca, mas a realidade começou a ocupar seu lugar em meu coração, a necessidade em sentir o abraço da minha mãe todas as noites antes de dormir tomava conta da saudade, e a preocupação com o bem estar da minha mãe era um lago gelado e profundo no qual eu não queria me afogar.  

Como sempre, a realidade se saía muito bem em te perseguir.  

Eu precisava voltar para casa, precisava crescer.  

Esperei por todos os meninos perdidos pegarem no sono e fui falar com Peter/Chanyeol, sentado em sua cadeira de maneira despojada a tocar sua flauta, os olhos fechados para sua melodia suave. 

-Peter – chamei receosa, brincando com meus dedos a frente da minha barriga enquanto dava passos pequenos em sua direção.  

-Diga, Wendy – respondeu sem tirar a flauta dos lábios, os olhos ainda fechados.  

-Bom, creio que não estou errada em pensar que você aguardava este momento – parei de caminhar e endireitei a postura, deixando as mãos juntas atrás das costas. - Eu sei que eu sou a mãe dos meninos e você é o pai... mas acontece que, que eu preciso voltar para a minha mãe.  

Ele parou de tocar e levantou seus olhos para mim, eu juntei as sobrancelhas.  

-Você quer ir embora? 

-Minha mãe precisa de mim... e eu também preciso dela – completei baixinho.  

Ouvi o suspiro triste vindo de Peter, como se nada mais ali pudesse trazer sua felicidade de volta.  

-Tudo bem, vamos de uma vez – disse áspero, inabalável eu poderia afirmar se não o conhecesse como o conhecia.  

-Não, acho melhor irmos amanhã ao amanhecer – falei com calma, apertando minhas mãos quando estas começaram a tremer. - Eu quero me despedir dos meninos.  

-Tanto faz – ele deu de ombros e se virou de costas, deixando a flauta cair no chão antes de seguir para seus aposentos.  

Peter não tivera uma mãe, nunca saberia como seria a sensação de beijos afetuosos em sua testa antes de ir dormir.  

No dia seguinte chorei com a despedida dos meninos e com a minha última visão da Terra do Nunca e seus encantos. E Peter parecia tão indiferente com a minha partida, agindo da mesma maneira presunçosa como quando fui avisa-lo na noite anterior.  

Quando Peter se aproximou da segunda estrela eu fechei os olhos com o brilho que nos engolia, feliz com tudo o que a minha volta à Terra do Nunca me proporcionou, embora estivesse mais contente por estar voltando para minha casa e para a minha amada mãe.  

E quando meus olhos se abriram, acabei me dando conta de que estava deitada no estofado da minha janela, onde a mesma se encontrava aberta, me dando a visão de Londres abaixo do céu salpicado de estrelas brilhantes.  

-Peter! - fora o que expeli após recobrar todos os meus sentidos, me inclinando contra o parapeito da janela e colocando a cabeça para fora, procurando por ele. - Eu sei que você está aí, apareça Peter Pan.  

E então ele desceu calmamente pelo ar, as mãos atrás das costas ao ficar na mesma linha de visão que a minha. 

-Eu vim me despedir, Wendy – falou, me olhando como se eu fosse o tesouro perdido que achamos na Ilha da Caveira.  

Achei melhor não convida-lo para ficar, alguma voz em meu coração dizia que Peter poderia não suportar.  

-Tinkerbell fez questão de demonstrar felicidade com a sua partida, ela é muito rude – disse ele, dando de ombros em seguida. - Mas eu sei que em breve ela estará chorando de saudades de você, como fez na última vez.  

-Eu também vou sentir saudades dela – admiti com uma risada baixa - eu tinha conhecimento da paixão que Tinkerbell nutria por Chanyeol vulgo Peter Pan-, Peter continuou a me fitar, sério como um adulto.  

-Wendy? 

-Diga Peter.  

-Eu posso não te segurar mais em meus braços, mas sempre irei te segurar em meu coração - confessou com as bochechas coradas, desviando seu olhar pela primeira vez. - Eu sei que você se lembrará de mim quando sonhar com a Terra do Nunca, que mesmo enquanto você estiver sonhando, eu sempre estarei esperando por você porque eu te amarei para sempre.  

-Oh Peter... - apesar de eu estar assustada com suas palavras, eu as acolhi com muito carinho para meu coração, aceitando o que, de certa forma, eu sentia por ele em troca. - Eu nunca deixarei de ter esperanças em você, Peter.  

-Você pode fugir comigo sempre que quiser, Wendy – disse novamente ao olhar para mim.  

-E você sabe que minha janela sempre estará aberta para você, Pater Pan – afirmei sorrindo emocionada quando ele riu e deu uma cambalhota no ar e gritou uma despedida para mim, voando em direção à segunda estrela mais brilhante no céu, desaparecendo em seguida.  

Eu sabia que nos encontraríamos novamente.  

-Mãe, estou de volta – me afastei da janela e corri para a minha mãe, sorrindo ao me sentir realizada.  

Eu nunca deixaria de acreditar nos milagres da Terra do Nunca e na história do menino que nunca cresceu, e principalmente, nunca permitiria que o fim da minha infância seria o fim das aventuras de Peter Pan.  

Um sonho como esse nunca terminava quando chegava ao fim.  


Notas Finais


eu sei que seus feels estão em frangalhos... brincadeira gente, na verdade vocês estão querendo me esganar por não ter trazido um capítulo oficial aghgah

o capitão gancho era o kris, só para deixar claro agsasa
gente, eu sei que não teve grandes aventuras e aparições de outros personagens, eu quis mesmo foi aproximar a protagonista e o chanyeol hehe <3

enfim, espero que tenham gostado da brincadeira e lembrem, próximo capítulo a fanfic retorna de onde parou ;)
beijo no pé e até a próxima <3


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