História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 297
Palavras 1.797
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


olá olá olá
demorei? acredito que não :)

deixa eu ver o que eu tenho para especular por aqui... ah é, 'badlands' está com os dias contados :)
acontece que o final está prontinho aqui na minha cabecinha, e os acontecimentos na narrativa não estão muito distantes do que aguarda na linha final hehehe acredito que teremos mais uns três ou quatro capítulos até o desfecho ;)

gente, como as coisas estão, sei lá, indo para o fim, gostaria de saber se estão gostando da fanfic e de como a história está se desenrolando, sabe, essa coisa toda de ser um clichê colegial, me deixa insegura quanto aos leitores. é mais uma das minhas maluquices de autora haha

não betei o capítulo, então os erros estarão aí para dar um oi, eu vou concertar isso, perdão
enfim, uma boa leitura para todos <3

Capítulo 18 - Injured


Capítulo dezoito – Injured  

 

Você  

-A enfermeira disse que seu desmaio foi causado pelo cansaço em seu corpo – transmiti o que a enfermeira me dissera minutos antes, quando entrei na enfermaria pequena dentro de suas paredes azuis, com o coração pulando dentro da caixa no peito e a cabeça transformada em um cesto de lágrimas onde o barquinho da insegurança boiava a sua sorte.  

Yifan estava sentado na maca, fizera muito esforço para conseguir se levantar, os olhos não me procuraram ansiosos ou prontos em esconder alguma verdade, nada disso, apenas se situaram com a luz e o ambiente e fizeram seu trabalho de encarar o piso.  

Passei a mão pela nuca, alegando com toda a minha simplicidade abusada por pessoas covardes, que desejei a presença de Jennie naquele cômodo.  

Jennie decidira me deixar sozinha com Yifan assim que este deu sinais de estar recobrando a consciência, alegando que agora que já sabia que ele estava melhor e acompanhado de quem queria, ela poderia voltar para suas atividades escolares. Me senti mal por Jennie, não pelo fato de ela ter querido ficar junto de Yifan como eu, mas sim a verdade de que quando ele caiu, fora ela quem estava lá para ele quando eu caminhava para outro, e no momento que ela mais precisou passar conforto para Yifan, não pôde prestar seus sentimentos pois eu já estava aqui, graças à ela, ironicamente.  

E ficou tão difícil olhar para Yifan enquanto estava sendo bombardeada internamente a cada segundo que eu existia, tendo ele na minha frente, neste estado, tão cansado, e eu me preocupava tanto com ele.  

Mas não estava aguentando ficar ali.  

Eu precisava saber como Chanyeol estava.  

-Kris? - arisquei a meia voz, olhando-o cautelosamente. Yifan grunhiu baixinho e massageou os olhos. - Como está se sentindo?  

-Eu vou ficar bem – respondeu baixinho após alguns segundos de silêncio.  

Você não está nada bem, seu burro; era o que eu teria dito há um mês atrás.  

-Acha que consegue ficar até o final do período? - questionei por falta de pergunta melhor, Yifan não demonstrava sequer condições de ficar sentado anotando coisas no caderno enquanto a professora de Física gritava o conteúdo novo.  

-Sim, vamos – balbuciou, se levantando meio sem jeito e pegando a mochila nos pés da maca, fraquejando e sendo amparado por mim, eficiente enquanto observava seu estado de fadiga em demasia, não perdendo tempo em segurar seu peitoral.  

-Não, você não está bem – falei firme, fazendo força para não cair com parte de seu peso sendo apoiado em mim. - Você vai para a sua casa e vai descansar... 

-Não - se forçou para longe de mim, seguindo para fora da enfermaria. - Eu não posso te deixar sozinha.  

Parei de caminhar atrás dele, aumentando a incredulidade em meus olhos quando ele parou e se virou para mim, suas sobrancelhas se unindo abaixo da franja loira que caía ali, sentindo falta de um pente para se colocar em pé novamente.  

Eu não estava querendo admitir nada para a parte inocente em minha cabeça que se importava com tudo o que Yifan poderia pensar de mim, fossem as dores que não suportei por deseja-lo, ou a venda escura que me cegou quando tudo o que eu mais quis há dias atrás era achar uma solução para acabar com a minha guerra interna  e a friendzone na qual estava presa. Yifan nunca fora tão teimoso como eu, e como eu o conhecia, poderia afirmar que havia um motivo se espreitando por trás de seu tom de voz usado agora.  

Por mais que tenhamos deixado Chanyeol de lado por um tempo, não deixando que o mesmo causasse intrigas entre nós novamente.  

Parecia que tudo estava começando de novo.  

E naquele momento, o que estava na minha cabeça e causando dores agudas em meu peito, pela primeira vez não era uma das minhas frustrações envolvendo Yifan.  

-Kris, você não está em condições de presenciar o resto das aulas, você irá embora – falei para aqueles olhos, mantendo a força que fugiu de mim esse tempo todo para mostrar que eu conseguia sim, prestar alguma atitude inteligente. - Eu vou ficar bem, vou assistir as últimas aulas e irei para minha casa, posso ie te visitar se você quiser – opinei descontraída.  

Ele disse meu nome, completamente sério.  

-Não - cortei, orgulhosa de certa forma por não estar me derretendo imaginando o pior, dando passos em sua direção. - Você esqueceu que é meu melhor amigo e eu só quero o seu melhor? - não aguentei e sorri frouxa ao tocar sua bochecha, o vendo suspirar exausto. - Eu gostaria de pedir para parar com isso, é desgastante demais, sem falar que eu me sinto uma criança indefesa. 

-Mas você é uma criança indefesa – brincou sem humor, percebendo minha mudança enquanto passeava seu olhos por mim, imaginando o que deixou escapar, mesmo com a preocupação o perturbando.  

-Toda criança precisa crescer – falei, sendo atingida como uma agulha fina pelo sentimento triste que me pegou de surpresa. - Agora vá, eu vou ligar para a sua casa e pedir para alguém vir te buscar. 

-Não - tentou protestar, se intimidando em seguida com o olhar que lancei para ele, balançando a cabeça e me observando ir falar com a secretária da escola.  

 

Enquanto eu seguia para a casa de Chanyeol, concentrava até as raízes do meu cérebro em minha tentativa de parecer forte diante dele, porque eu realmente queria mostrar que eu estava ali para ele, para ele saber que, mesmo não sendo da maneira que ele deseja, eu estaria ali, pronta para dar a minha parcela de alegria em meio à grande imensidão vazia na qual Chanyeol era obrigado a viver.  

E lá ia eu falhar miseravelmente. Xinguei baixinho ao me aproximar empurrando as estrelinhas úmidas que nasceram no canto dos olhos, acompanhando o súbito ataque quente que preencheu em minha cabeça a minha ideia de paixonite quando encontrei Chanyeol em sua garagem, de costas com a camiseta branca manchada de graxa preta na barra, fazendo assim com que raspasse no macacão jeans fechado até sua cintura, terminando em um Chanyeol bagunçado no meio da graxa.  

A recente e calorosa declaração que me fizera na escola ainda estava fresca em minha cabeça, eu até conseguia sentir o poder em sua voz ao repassar aquelas palavras para mim mais uma vez, por mais dolorosa que fosse.  

Mesmo que eu não pudesse corresponder Chanyeol, ele estaria seguro enquanto estivesse me amando.    

Era para doer desse jeito ter que admitir isso?  

Me aproximei da garagem em silêncio, deixando espaço para Chanyeol não ter ideia de que tinha uma companhia.  

E se fosse para ter que ver aquilo quando ele se virou para alcançar uma chave inglesa, eu teria preferido ceder ao inferno que nos cercava, esperando para ser punida no lugar desse garoto.  

-O-o que está fazendo aqui? - perguntou assustado, todo o seu ser coberto de marcas nada bonitas. 

Foi como levar um tapa na cara, cheguei a ficar desnorteada, piscando os olhos e os arrastando por todo o corpo de Chanyeol, caçando onde havia pele exposta por mais dessas marcas vermelhas, calombos e inchaços, hematomas e curativos mal feitos.  

-O que aconteceu com você? - movimentei a boca mecanicamente, como aqueles robôs dos filmes quando descobrem que são tão sensíveis a ponto de chorar com a morte de um filhote de passarinho.  

E naquele momento, Chanyeol era o filhote de passarinho. Um filhote cujo as asas foram arrancadas para em seguida ter o corpo pisoteado.  

-Eu levei uma surra, não tá vendo? - bufou, rindo de canto, eu lembro como me assustei com aquele sorriso, nunca vira um sorriso tão carregado de qualquer coisa que fosse, exceto felicidade.  

Mirei seus olhos, no que aquelas chamas castanhas queriam transmitir, sentindo calafrios quando enxerguei o vazio, o ermo que tanto conhecíamos por ser o melhor em deixar qualquer coisa no seu estado máximo de solidão incompreendida.  

-C-Chanyeol...  

 

Chanyeol  

Eu estava morrendo ali.  

Estava morrendo por não aguentar as dores internas enquanto suportava todas as queimações e pontadas pelo corpo inteiro.  

E vê-la ali, por mais inoportuno que pudesse ter sido para mim, foi como aquela expressão ridícula de "derreter por dentro", nunca fora tão bom se sentir um babaca apaixonado.  

Uma prova do paraíso fora quando pensava nela enquanto levava golpes no estômago, um momento de apreço pelo fogo fora quando lembrei de como ela sorria ao mesmo tempo que tentava jogar água nos machucados e estes ardiam como queimaduras.  

E o meu nada realmente não existia quando, principalmente, quando ela vinha até minha casa por livre e espontânea vontade.  

Porque eu poderia ceder à minha loucura, embora o raiva que vivia em mim mantivesse minha consciência.  

Porque saber que ela estava comigo era provar daquilo que apenas os conhecedores da verdadeira essência humana conheciam, era mais do que satisfatório, não era nada vinculado com a ganância humana.  

Era libertador.  

 

Você  

-Quem fez isso com você? - tremi minhas palavras, enxergando apenas o borrão aguado causado pela abundância em lágrimas intrometidas. Minhas mãos tremiam como o crepitar das chamas daquilo que eu julguei ser os meus sentimentos "camaradas" por Chanyeol.  

-Uns caras aí, uns rolos do meu pai - ele deu de ombros, estava prestes a desmoronar naquele chão sujo. - Mas isso não é da sua conta, cadelinha...  - sorriu desleixado, pisando em falso e deixando seu corpo cair com todo a sua vontade de sentir o impacto contra o concreto.  

-Chanyeol! - corri para ele e me agachei, virando seu corpo e deitando sua cabeça sobre minhas coxas, mantendo a respiração regular, pois a última coisa que eu devia perder ali era o meu equilíbrio. - Chan, você precisa arranjar forças ao menos para ir se deitar. Vamos, eu vou cuidar desses machucados... 

-Não - disse com a voz assoviada, os olhos roxos fechados. - Eu quero ficar assim com você - murmurou, querendo sorrir. - Isso me mata e me dá vida ao mesmo tempo. 

-Chanyeol, por favor – pedi chorosa, acariciando desajeitadamente seu rosto. - Você precisa de uma cama... 

-Eu preciso de você - ele disse, se levantando devagar apenas para poder armar seus braços ao redor da minha cintura e afundar seu rosto contra minha barriga.  

-Chan... - balbuciei, sendo movida pelo calor gostoso que tocou meu interior após o abraço tímido de Chanyeol. Aos poucos, toquei seus cabelos até deixar minhas mãos se emaranharem em seus fios vermelhos, acariciando com todo o cuidado que vinha de dentro de mim.  

-Nem que seja por cinco minutos – falou abafado contra minha camiseta. - Seja o meu para sempre nesses cinco minutos... 

E quando seus braços me apertaram e eu senti minha camiseta se umedecer, Chanyeol deixou escapar o primeiro soluço e se entregou.  

E eu apanhei todas as suas lágrimas. 


Notas Finais


chanyeol é o personagem mais fofo dessa fanfic <3

não sei, eu estou lá bem tranquila com a minha escrita, aí eu venho escrever 'badlands' e tudo começa a bugar :'(
odeio ficar travada com essa fanfic

mas e vocês? consegui fazer a espera valer a pena? alguém quer dar muito amor e carinho pro channie?
comentem (leitores fantasmas eu estou falando com vocês mesmo), favoritem, divulguem, recomendem para o amiguinho, elogiem ou critiquem >< vamos interagir antes que a fanfic acabe ahaha

beijo no pé de vocês e até o próximo capítulo <3


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