História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 646
Palavras 1.915
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu tentei mas as ideias malucas para essa fanfic me assombraram e nem o bloqueio conseguiu mandar elas embora ><
acabei voltando para essa fanfic de colegial, que está sendo gostosa de escrever porque nunca brinquei com esse tema hahaha
mas estamos aí para as provações, não é mesmo?
obrigada pelo carinhos nos comentários <3

Capítulo 3 - Sucker


Capítulo três - Sucker  

 

Você  

Park Chanyeol se desencostou do muro da escola, o cigarro sendo jogado no chão à medida que seus passos se aproximavam de mim. E eu continuei ali, parada, apenas esperando com pesos de chumbo amarrados nos meus tornozelos.  

Estúpida a maneira como me permitia qualquer tipo de aproximação com esse garoto. Por quê afinal eu estava ali? Esperando algum tipo de reação do cara que batia no meu melhor amigo apenas por não ter ido com a cara do mesmo.  

Chanyeol parou até ficar próximo de mim, tanto que eu conseguia sentir sua respiração. Mordi o canto da boca e abaixei a cabeça.  

-Não faça isso – ele disse. - Olhe para mim.  

Ansiosa, ergui meu semblante confuso para ele. Seus olhos, sempre severos, naquele momentos se viam suaves. 

-O que você viu naquele cara? - quis saber, falando baixo.  

-Você conhece a palavra amizade? - rebati no mesmo tom, vendo a perplexidade tomar seu olhar. - Pode ter alguma ideia do que esse conceito possa ter para alguma pessoa? Eu não preciso que você ou outra pessoa entendam o que me atraiu no Kris, é estúpido. Somos amigos, a presença dele faz bem para mim assim como seus cigarros te dão prazer, e se somos dois adolescentes estranhos, melhor ainda. Kris me deixou conhece-lo sem se importar com meu rótulo de "menina irritante".  

Chanyeol tinha a testa franzida e as sobrancelhas unidas após meu discurso desastrado.  

-E seu eu te pedisse uma chance?  

-Que chance?  

Ele cortou o espaço entre nós e agarrou meus pulsos, o franja vermelha tingida caindo em frente aos olhos.  

-A chance de te mostrar que eu não sou essa imagem que você tem de mim dentro da sua cabeça, porque eu sei que você me rotulou, assim como o resto do pessoal da escola – disse ele, de uma maneira amarga.  

Senti uma vontade enorme de abraça-lo, e a culpa me invadiu por isso. 

-Eu não sei se quero me relacionar com você, Chanyeol.  

E antes que ele pudesse fazer alguma coisa, tudo ficou dolorosamente claro e barulhento.  

-Hora de acordar, dorminhoca – saudou a voz da minha mãe após ela abrir a janela e seguir até a porta do meu quarto. - Levanta se não vai se atrasar, hoje eu perdi a hora.  

Esfreguei os olhos e me sentei na cama.  

Logo cedo querendo passar o dia dentro de um buraco, lendo um livro qualquer que envolvesse filosofia platônica no enredo, estava pronta para enfrentar questões intelectuais de quebrar a cabeça, qualquer coisa, na verdade, menos ter de enfrentar um dia sabendo que sonhei com Park Chanyeol. Por quê? Por todas as adolescentes confusas dos livros românticos para adolescentes, o acontecimento ocorrido na garagem de Chanyeol me afetou tanto a ponto de sonhar com o miserável?  

Nada daquilo fora mais do que meu orgulho ferido. Infelizmente, após aquele sonho perturbador eu já não tinha mais certeza a que ponto aquilo me afetava.  

E eu odiava aquilo.  

Peguei meu caderno e estojo na mochila pendurada na cabeceira da cama e abri na última página, rabiscando uma caneta vermelha entre as linhas. Minha mão tremia.  

"seus olhos, tão confusos  

Embora brilhem como o alvorecer do cometa que invadia aquele lugar que sonhei para mim 

Eu penso em estar em casa e os intrusos logo prendem meus braços 

Apertada como um pássaro em uma gaiola, sonhando com a liberdade que apenas um preso conhece de verdade  

É assim que o intruso que eu chamo de você me tem 

Aquele que eu amo não está aqui 

Para onde a lua pode nos levar agora?" 

Terminei de escrever com a respiração acelerada, fitando a marca das lágrimas no papel.  

 

Chanyeol  

"Eu sou um filho da raiva e do amor"  

Acordei com a voz do Billie Joe Armstrong cantando o início de Jesus of Suburbia, os acordes ritmados da guitarra acompanhando seus versos e ao mesmo tempo fazendo minha cabeça explodir, me levantei da cama e me arrastei até o rádio, diminuindo seu volume.  

Bocejei e cocei meu saco, ainda meio dormindo, peguei uma toalha e fui para o banheiro.  

 

Uma falação discreta, mas que não deixava de ser suspeita, me fez juntar as sobrancelhas e apertar a alça da mochila. E quando adentrei a cozinha e vi aquele monte de lixo sentado à mesa, desejei ser uma daquelas pessoas tão tristes a ponto de não se importarem com porra nenhuma.  

Minha vó servia café em uma caneca para ele que agradecia com a boca cheia de pão. Seu olho enfaixado me chamou a atenção apesar de não ter me surpreendido nem um pouco.  

Deixei a mochila escorregar para o chão, causando um baque seco, fazendo os dois olharem para mim, minha vó com os olhos arregalados em susto, provavelmente trabalhando em uma desculpa para enfiar nos meus ouvidos, e ele, continuou impassível, disfarçando um sorriso como a perfeita cadela que era.  

-O que você está fazendo aqui? - perguntei seco, quase fazendo uma careta graças a expressão dura.  

Ele baixou a caneca e limpou os cantos da boca com dois dedos. 

-Ele precisava de um lugar para passar a noite, Channie – socorreu minha vó, falando cuidadosamente. - Ele só vai comer alguma coisa e já vai partir, não é? - buscou quase que desesperadamente a confirmação dele.  

-Ninguém aqui tem dinheiro para as suas sujeiras – falei alto antes de ele começar, respirando lentamente na tentativa de controlar a louca vontade de pular na cara daquele desgraçado. O respeito pela minha vó me mantinha parado na entrada daquela cozinha com os punhos fechados. - Coma e suma daqui, não ouse voltar outra vez. Se fizer isso de novo eu te coloco para fora daqui na base da força.  

Cerrei os dentes e peguei minha mochila, evitando o máximo possível de contato visual com aquele que eu me recusava a chamar de pai.  

Eu queria realmente ser uma daquelas pessoas que não se importam com nada.  

 

Kris 

-Suas olheiras estão profundas – ela disse com um biquinho nos lábios, me fazendo rir fraco.  

Fraqueza não por ter passado a noite em claro, mas sim por ter que passar a noite ouvindo minha mãe respirar em gritos e não poder fazer nada além de segurar sua mão até o médico chegar.  

E eu tinha de admitir que, ao contrário do que eu esperava, ver a minha melhor amiga na escola não conseguira puxar meu ânimo para cima naquele dia. Uma vez que ela não sustentava sua espontaneidade xarope habitual.  

Parecia triste, longe da realidade.  

Sendo uma pessoa que abusa da paciência para com os outros – com exceção de Chanyeol -, optei por não questiona-la sobre o motivo de sua aparente aflição interna, aguardando o momento em que ela me contaria sobre sua possível assombração.  

Segurei seu queixo e acariciei sua pele macia, mostrando em meu sorriso que ela não estava sozinha.  

Meu gesto só pareceu deixa-la mais triste.  

Vozes exclamando xingamentos e queixas levianas nos fizeram olhar para a entrada do corredor, local onde os sonidos se iniciaram. E um Chanyeol pisando duro, aparência bagunçada e expressão revoltada esbarrava pelos outros alunos, trilhando com seus coturnos em nossa direção.  

Me preparei para afugentar aquele cara dali com toda a paciência que arrastava das minhas extremidades para lidar com ele, mas este me ignorou apenas em me lançar um mínimo olhar rígido e pega-la pelo cotovelo, arrastando-a consigo para o pátio interno.  

-Vem comigo – ladrou.  

-Ei – chamei alto, agarrando o pulso dela, que se pôs a abaixar a cabeça e respirar acelerado. - Não acha que está um pouco cedo?  

-Não se intromete, cara – crispou ele, evitando me encarar de frente, babaca. - Eu vou quebrar o seu nariz se você continuar aqui, eu juro por Deus.  

-Então quebra logo – falei agressivo, não me importando se parte de minha mente estava ligando o modo "foda-se". - Só tira essa mão suja dela... 

-Yifan – ela choramingou, puxando seu pulso de mim, me fazendo encara-la no mesmo segundo e encontrar seus olhos marejados me mirando. - Você pode dar licença? 

Balbuciei a primeira sílaba de seu nome antes de ela me interromper.    

-Por favor, Kris.  

Aquilo me desarmou por inteiro, recuei um passo deles e deixei minhas costas bateram contra os armários.  

Ela meu disparou uma última olhada antes de ser puxada por Chanyeol para o interior do prédio.  

O sinal para a primeira aula tocou, e eles não voltaram. Eu tinha que ir para minha sala, mesmo cagando para aula e preocupado com a minha melhor amiga. Aquele pedido de segundos atrás se transformando em uma névoa escura pronta para ofuscar e desvirtuar meus pensamentos.  

 

Chanyeol  

Entrei na primeira sala vazia que encontrei, fechando e trancando a porta.  

Joguei ela contra a mesa do professor e me coloquei na sua frente, deixando minhas mãos na borda da mesa, uma de cada lado da sua cintura.  

-Olha para mim – pedi impaciente, cansado dessa situação, frustrado por não poder descontar de verdade minha raiva em alguém.  

Ela levantou os olhos, não mais chorosos para mim.  

-O que você quer? - sibilou, parecendo entediada e cansada com aquilo.  

Ainda olhando em seus olhos, deixei um suspiro pesado escapar de mim. Querendo socar a cara dela no contraste gigantesco em que me encontrava ao querer limpar as suas lágrimas também.  

Essa menina sempre me irritou, sempre veio causando a sensação mais incômoda apenas com seus comentários irritantes em sala de aula, ou o seu ar metido quando era vista sozinha no refeitório, até mesmo a sua pose de adolescente que não se importa com nada chegava a me afetava.  

E tem sido assim desde que me lembro. Ela sempre esteve sozinha, e isso sempre me agradou.  

Até aquele chinês chegar e grudar nela e lhe causar sorrisos idiotas.  

Separei os lábios, sendo afetado pelo cheiro dela, lavanda, eu diria. Era um cheiro gostoso e agradável, provavelmente de seu sabonete ou xampu, uma vez que a fragrância não era superficial como a de um perfume.  

-O que faria se eu dissesse que deixaria seu namorado em paz? 

-Eu não acreditaria – respondeu séria, como se eu fosse um retardado. 

-Estou falando sério - rebati no mesmo tom, me irritando com aquele seu jeito falsamente inabalável que estava tentando passar. - Eu paro de perseguir ele... se vocês terminarem – terminei num sussurro, surpreendendo tanto ela como eu mesmo.  

-Você é louco, claramente perturbado – ela balançou a cabeça em descrença. - O que te faz pensar que eu faria uma coisa dessas? Obedecer uma ordem de um tatuado chaminé ambulante? O que você fez por mim, além de bater no meu melhor amigo e me humilhar como fez ontem?  

-Deixa de ser criança - falei, tentando manter a calma. As palavras dessa menina estavam me afetado sem a minha permissão, isso não é de acontecer. - Eu não gosto de ver vocês... eu não gosto dele. E estou te falando que vou deixar ele em paz se... se você começar a dar atenção para mim também.  

Aguardei pela sua resposta, mas nada veio. Depois de um silêncio doído, ela murmurou: 

-Nunca achei que você gostasse de mim.  

-Eu não gosto de você, menina – afirmei a primeira coisa que me veio na cabeça. - Só quero uma companhia que não me faça querer socar tudo ao meu redor quando as coisas dão erado.  

Só quero saber como é ter a sensação de ser você mesmo sem essa pessoa que você gosta te repudiar por isso, foi o que eu quis responder de verdade.  

Mas não consegui. 


Notas Finais


possível continuar?
aceitável esse chanyeol todo perturbado e raivoso?
você ouve green day?
deveria ouvir <3

deixem suas apostas para a relação daqueles dois e diga se posso prosseguir com a história :)
críticas e elogios serão sempre bem vindos
amo ocêis <3


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