História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 648
Palavras 1.896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


incrível como as ideias para essa fanfic estão fluindo, só espero que continue assim u-u

Capítulo 4 - Kiss?!


Capítulo quatro – Kiss?! 

 

Você  

-Você sabe que eu posso te tratar melhor do que ele – lamentei a frase da discórdia entre as lágrimas que manchavam meu rosto. Por que eu estava chorando, afinal? - Droga – soquei o chão a tombei a cabeça contra os joelhos, chorando tanto que meus ombros chacoalhavam e os soluços escapavam.   

Eu não lembrava de ter chorado tanto assim antes, e isso era como levantar a cabeça e ver que estava presa em um quarto escuro coberto de incertezas sobre a sua personalidade de ser humano que nunca passou por uma grande dificuldade na vida.  

Uma adolescente cujo acontecimento mais bombástico em sua vida era o mal humorado da escola lhe obrigando a andar com ele.  

E eu chorando. Na verdade, eu sabia que não chorava exatamente pela cobrança de Chanyeol, chorava por algo a mais que ainda insistia em se manter escondido de mim, mas sempre me cutucando e me importunando quando eu acreditava estar anestesiada dos últimos ocorridos em minha vida.  

-Dia difícil? - uma voz calma com um timbre suave muito conhecido por mim chegou aos meus ouvidos, me fazendo arregalar os olhos e lutar para manter a cabeça entre os joelhos, apreciando a visão do piso de linóleo.   

O quão depravada seria esta cena?  

O professor pelo qual eu alimentava uma incrivelmente inocente paixão platônica.  

Levantei rosto para ele e este já se sentava do meu lado, passando a mão pela lateral do cabelo castanho de aparência sedosa e virando o rosto para mim, seu semblante gentil ali, me fazendo sentir pena de mim mesma. Peguei o lenço que ele segurava para mim e agradeci, fungando neste discretamente.  

-O que é um dia difícil na vida de um aluno de ensino médio, somos soldados de Napoleão nas terras frias da Rússia - brinquei sem entusiasmo, brincando com o lenço em meus dedos.  

O professor Junmyeon deixou escapar um riso discreto.  

-E o que os professores seriam? As tropas russas? - questionou com ar brincalhão, se saindo muito bem em não me deixar pra baixo com sua presença inoportuna.  

-Pode ser – respondi sem muito ânimo, dando outra fungada. - Ou poderia ser a família real do pobre Napoleão - virei o rosto para ele e sorri sem jeito, lhe passando o lenço e me levantando.  

-Pode ficar com ele – ele disse, indicando o lenço e ajeitando o cinto da calça. - Pode precisar mais do que eu.  

-Você parece um personagem dos livros românticos ingleses do século passado falando assim, professor – imaginei alto, limpando os olhos e caminhando ao seu lado pelo corredor.  

-Bom, você poderia dizer isso para a minha namorada? - conjecturou, e eu senti uma pontada de verdade em suas palavras.  

-Tenho certeza de que ela deve saber disso – falei antes de controlar minha boca.  

O professor me encarou por uns segundos, o que fez minhas bochechas esquentarem, e ter noção do quanto a frase que acabara de soltar havia sido perigosa. Não queria ter visto suas bochechas corarem antes de pedir licença e sair dali mais rápido do que o Barry Allen.  

Eu devia agradecer ao incrível e inteligente professor Junmyeon por ter acabado com a minha crise de choro da maneira mais agradável que poderia imaginar, mas o balão de vergonha alheia que eu estourei entre nós havia sido mais estático e escandaloso.  

Enquanto seguia o conhecido caminho para o refeitório, uma sensação de inquietação não deixava minha cabeça respirar.  

 

Kris 

Meus olhos não saíam de cima de Chanyeol, sentado sozinho em uma das mesas do canto, comendo um sanduíche com seus fones de ouvido, mexendo os lábios com a música vez ou outra. Olhando de longe ele nem parecia o cara que já riu e cuspiu na minha cara após me derrubar com um soco.  

Desviei meu olhar e balancei a cabeça, Park Chanyeol não passava de uma dor de cabeça da escola. Eu me orgulhava, de certa forma, por não ser atingido por seus atos e suas palavras de provocação carregadas de um vazio entorpecido pela raiva. Eu compreendia, não tinha tempo para isso. Já tinha a minha vida me esperando no fim da estrada do auto conhecimento, e por mais que minha estrada fosse esburacada, eu não pegaria nenhum atalho.  

A preocupação com a minha mãe conseguia sugar qualquer tipo de preocupação que existia em mim.  

Até aquela manhã.  

-Oi, Kris – Jennie chegou sentando do meu lado, me arrancando de dentro da concentração na qual me afundava. - Tudo bem, parceiro? - ela sorriu para mim, seus olhos sumindo com o ato.  

-Ahn, tudo – tentei forçar um sorriso, me ajeitando no banco para ficar numa posição favorável a ambos. - E você, melhorou em Química? 

Jennie era minha colega de classe, um dia sentara do meu lado na aula de Química e começou a falar comigo como se fôssemos dois amigos de longa data, nunca me lançou olhares de cobiça e exame quando cheguei na escola.  

-Que nada, continuo brigando com aquelas fórmulas malditas – ela balançou a mão e pegou a maçã sobre meu guardanapo, dando uma mordida na mesma. - E esse olho, parece que está sarando, não é?   

-É, aos poucos vai voltando ao normal – falei cordialmente. Eu era uma negação com as garotas, minha aparência intimidadora precedia minha falta de tato em um papo com uma garota na qual eu estava interessado.  

Jennie deu um pulo discreto no banco e apoiou o cotovelo no meu ombro.  

-Você é uma graça, Kris – ela sorriu.  

E antes que eu pudesse agradecer ou até mesmo sorrir, minha amiga entrou no refeitório, seus olhos e seus passos em minha mesa, mas assim que se deu conta da presença de Jennie, continuou caminhando e desviando olhar, indo por fim até a mesa de Chanyeol.  

-Estou louca para perguntar o que aconteceu entre vocês - ouvi a voz de Jennie e olhei para ela. - Mas vou deixar para te perguntar amanhã, na pizzaria, pode ser?  

-Está me convidando para sair? - perguntei sobre isso apesar de não parar de pensar naqueles dois. 

-Estou, achei melhor aproveitar enquanto sua fiel escudeira não está por perto – ela piscou e voltou a morder a maçã.  

Respondi 'sim' antes da imagem do meu pai amuado com um copo de uísque na mão e rosto choroso cegasse meus pensamentos.  

Eu sabia que era errado sair num encontro com Jennie apenas para fugir da realidade que me rodeava, incluindo as duas pessoas na mesa do canto.  

 

Chanyeol  

-O que está fazendo aqui, menina? - perguntei quase que num resmungo, vendo aquela irritante se sentar mecanicamente do meu lado.  

-Terei que repetir o delicado pedido que você me fez hoje cedo? - recitou de maneira pretensiosa, fungando discretamente, me fazendo notar com mais atenção seus olhos vermelhos, já perdendo o volume do inchaço causado pelo choro.  

Estreitei meus olhos e procurei pela mesa na qual ela sempre sentava com Kris, achando esta com o chinês acompanhado de outra garota.  

-Parece que agi no momento certo – sondei, escorando as costas contra a cadeira e apreciando os sentimentos controversos que nasciam em seus olhos.  

-Estou feliz por ele, Jennie é uma garota muito legal – observei que ela tentava convencer mais a si mesma do que eu próprio, suas mãos tremendo eram prova. - Isso não significa que nunca mais vamos nos falar ou coisa do tipo... 

-Então por que você parece tão ameaçada? - até tive que dar uma pausa na 21 Guns que tocava nos meus fones para ter de ouvir melhor as suas desculpas, só faltava um cigarro para acompanhar aquilo.  

-Você está achando graça, não está? - ela repudiou, tentando manter a voz firme. - Pois fique você sabendo que mesmo sozinha, eu nunca te daria a mesma atenção que dou para o meu melhor amigo ou para qualquer um dessa escola.  

-Cala essa boca – sibilei entredentes, apertando com força meu celular.  

-Você mesmo sabe disso, e não sou só eu que não suportaria uma convivência com você, Chanyeol.  

-Eu falei pra você calar a boca – falei com raiva, pronto para enfiar o punho na cara dela, minha respiração acelerada àquela altura.  

Acabei por lembrar, naquele segundo, que minutos atrás, quando ela entrara sozinha no refeitório e não seguira para Kris mas sim para mim, era como ter alguém esperando por você, pronto para desperdiçar alguns minutos do próprio tempo com você.  

Eu nunca soube como era ter esse tipo de sensação, ter alguém contigo.  

A presença dela, apesar de estar me irritando, jogava minha raiva para um outro canto. E isso me deixou  feliz, de um modo estranho por tê-la comigo.  

Peguei minha mochila e levantei da mesa, agarrando seu braço também.  

-Você é um grosso – soprou enquanto eu a levava para a quadra de esportes. - O que estamos fazendo aqui?  

Enfuriado e extasiado, era como ela me deixava naquele momento.  

Dar um soco ou um abraço?  

-O que é que eu faço com você? - questionei rispidamente, perdido, caminhando de um lado para o outro.  

-Poderia começar por voltar e me deixar sossegada com o Kris... - ela mencionar o nome daquele cara junto com a ideia de deixa-los juntos foi o ponto de ebulição.  

Joguei minha mochila contra o chão e caminhei em sua direção, ela tentou recuar alguns passos mas eu já havia sido rápido em segurar seu rosto com as duas mãos e ter beijado seus lábios. Ela tentou me empurrar, o que me fez aprofundar a pressão de nossos lábios e tentar introduzir minha língua em sua boca, não demorou muito para ela suspirar e ceder. Ela tinha gosto chocolate, o que acabou por me mandar uma mensagem mental avisando que aquele seria um novo tipo de vício.  

-E-eu não sei fazer isso – respirou sem ar, virando a cabeça para o lado e tentando recuperar seu fôlego. Era engraçado, nós mal havíamos começado.  

-Você está indo bem – sussurrei, fechando os olhos e colocando a mão em sua nuca, a trazendo para mim novamente.  

Ela fez um barulho dengoso com a garganta e de maneira lerda e hesitante, levou suas mãos até meu pescoço, agarrando a raiz do meu cabelo timidamente com uma mão.  

-Chanyeol... é melhor parar – suspirou e se afastou minimamente, respirando contra meus lábios, eu inalando seu hálito de chocolate misturado com o tabaco impregnado em mim.  

-Você está gostando – murmurei com minha boca na sua, levando minha mão até seu queixo. - Vamos continuar, é só você ficar comigo... 

-Por que você faz isso? – parecia enfraquecida ao fazer essa pergunta, suas mãos vieram até meu peito, me empurrando para longe de si, a encarei arfante, rosto corado, lábios vermelhos e inchados. - Você precisa aprender que não pode me usar para o que quer que esteja te perturbando, Chanyeol – acrescentou, me olhando estranho e se esquivando para a saída.  

Ela me deixou sozinho, dando espaço para o furor que tinha fugido de mim, mas que agora eu aceitava contra minha vontade.  

Passei as mãos pelo cabelo, agarrando com uma força tremida os fios que se perdiam entre meus dedos. Comecei a respirar fundo e com calma, tentando com todo o meu ser manter a calma e não ir atrás dela.  

Corri para o armário do clube de luta, descontei todo aquele peso absurdo em socos nos sacos de pancada. Minhas mão vermelhas e machucadas por dar golpes sem proteção adequada. 

Por quê ela não poderia me aceitar assim merda? 


Notas Finais


obrigada pelos comentários de apoio <3
para qualquer crítica, elogio ou qualquer outra coisa estamos aí ;)
deixem sua opinião, isso ajuda por demais
bêjo <3


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