História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 615
Palavras 1.957
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu teria muitas coisas para dizer aqui, mas o capitulo de hoje dispensa apresentações (ui que drama, né?)
uma ótima leitura e desculpem os erros, eu meio que fiz uma revisão bem ligeira ><

Capítulo 6 - Frenzy


Capítulo seis – Frenzy  

 

Você  

Acordei na manhã seguinte com a minha mãe abrindo as cortinas e puxando minha coberta. 

Ela chamou meu nome. 

-Tem um rapaz querendo falar com você, um tal de Chanyeol – ela sentou do meu lado na cama e puxou a coberta da minha mão quanto tentei cobrir meu rosto. - Não se esconda, agora me diga, quem é aquele menino? Eu conheço a mãe dele?  

Eu havia sido arrancada do sonho que estava tendo com o abraço que dei em Chanyeol ontem, e os motivos para ter agido daquela maneira caíram como uma âncora dentro da minha cabeça, não me deixando pensar em outra coisa.  

-Acho que você não conhece a mãe dele, mãe - bocejei, me sentando preguiçosamente. Na verdade eu nem sabia se Chanyeol tinha uma mãe, e aquilo  foi uma espécie de baque inesperado. - Você pode falar para ele que eu estou dormindo?  

Estava sendo sugada pelo buraco do acovardamento que sugava minha vontade de levantar da cama. Ter de encarar Chanyeol depois do que fiz ontem era como caminhar de costas rumo à minha casca frágil que sempre se manteve oculta, mas que por alguma razão resolvera se despregar de mim e das minhas, até aquela dia, certezas crescentes. 

-Eu já falei que vinha te chamar – disse ela, se levantando e parando na porta. - Fale o que tem de falar com aquele menino e o mande embora de uma vez, estou de olho em você, e vista uma calça - apontou para o meu shorts de pijama antes de sair e deixar a porta aberta, eu detestava quando ela fazia isso.   

Revirei os olhos e coloquei uma calça, quase desconfiando de que minha mãe não gostara de Chanyeol.  

Assim como todos os outros, incluindo eu mesma, ela julgou Chanyeol apenas olhando para o seu físico de delinquente vocalista de uma banda de rock grunge dos anos 90.  

 

Foi péssimo para o meu orgulho quando fiquei sem palavras ou reações ao ver Chanyeol se virando para mim naquela manhã, na frente do meu portão.  

A mão cheia de rabiscos tatuados repelindo muito suavemente a franja vermelha que caía sobre os olhos castanhos pintados de preto, aqueles olhos que pareceram se alegrar após terem me visto. Como eu evitei pensar nisso.  

-Bom dia – cumprimentou com um sorriso de canto quando me aproximei, sua voz grave tão morna, diferente das outras vezes.  

-O que faz aqui? - perguntei, cruzando os braços e enrugando os olhos devido ao sol na minha cara.  

-Vim ver como você está - respondeu sério, escorando os cotovelos contra a grade do portão, adquirindo aquela famosa pose de desinteressado. - Eu teria corrido atrás de você ontem, mas como a vida não é como nos filmes de romance, eu tive que voltar para o trabalho, sinto muito.  

Sorri involuntariamente e abaixei a cabeça, lembrando que minha mãe estava na janela nos espiando.  

-Ahn, você quer dar uma volta? - questionei inocentemente, encolhendo os ombros.  

-Claro – ele deu de ombros e abriu o portão.  

O quão bizarro aquilo seria?  

Minha cabeça tentando a todo custo manter ocultas as palavras que incendiavam como labaredas fora de controle em meu peito.  

Chanyeol tirou um maço de cigarros do bolso da calça e puxou um da caixa com os lábios.  

-Quer me contar alguma coisa? - perguntou enquanto tentava acender seu cigarro, as juntas em seus dedos estavam vermelhas e inchadas.  

-O que? Por que está me perguntando isso? - eu e essa minha afobação.  

-Sua respiração está desregular e suas mãos começaram a tremer – explicou ao soltar a fumaça para cima e me olhar, os olhos se fechando um pouco por causa do sol. - O que te perturba?  

Não lembro de como minhas bochechas esquentaram, mas elas esquentaram. Fechei a cara e virei o rosto, cortando nosso contato visual. 

-Não é da sua conta – resmunguei, apertando os punhos. Ouvi Chanyeol suspirar ao meu lado e no segundo seguinte suas mãos agarravam meus braços e me jogavam contra o poste no qual estávamos passando.  

Ele segurava meus ombros e mantinha seu olhar rente ao meu. Parecia sério ao mesmo tempo que dava a impressão de quem está se divertindo.  

-Sabe, você realmente não está facilitando as coisas para mim – avisou num sopro, fingindo descaradamente uma incredulidade que não lhe pertencia. - Eu não costumo ser, como poso dizer, bonzinho com todo mundo, e você não é uma exceção, cadelinha. Então, o que acha de mudar seus modos comigo e me tratar como mereço? 

-Quem você pensa que é? - acusei de maneira discreta, não aguentando esse tipo de relação, não aguentando mais esse ser que precisava ser estudado chamado Park Chanyeol. - Sabe, acho que agora descobri o motivo de você ser esse cara amargo e solitário, ninguém suporta ficar pero de você, Chan... - seu punho fechado foi de encontro ao meu queixo antes que eu me desse conta.  

Caí no chão achando que iria morrer com a dor hedionda no osso atingido. A única certeza concreta que eu conhecia nasceu naquele momento. Eu odiava Park Chanyeol.  

-EI! QUAL É O SEU PROBLEMA, CARA? - consegui distinguir a voz de Yifan.  

 

Kris 

Me ajeitei na cama, tentando não acordar Jennie.  

Deixei ela dormindo com um sorriso no rosto bonito e fui para o banheiro, me sentindo um completo cafajeste daqueles filmes antigos, daqueles que realmente dormem com a garota para no dia seguinte fogem com outra.  

Tentei fazer com que os pensamentos ruins fossem lavados do meu corpo junto com a água que escorria por ele. De nada adiantou, esse negócio de tomar banho para relaxar é papo furado. Eu já devia ter plena consciência disso.  

Fechei o registro e abri o box, fechando os olhos ao puxar a toalha para me secar. Eu não sei quando iria perdoar a mim mesmo por ter feito aquilo com Jennie. Suspirei e amarrei a toalha na cintura, passei a mão sobre o espelho e tirei sua camada de água, dando de cara com o meu reflexo cansado. Cansado demais para um adolescente de classe alta, pensei com ironia.  

Quando eu iria fazer algo por vontade própria e me orgulhar disso?  

Assim que deixei o banheiro, encontrei meu pai no corredor, tentei fingir não ter notado sua presença, mas seu aperto em meu braço mostrou que ele percebera o contrário.  

Com desgosto, arrastei minha visão para sua feição cansada atrás dos óculos retangulares.  

-Eu não quero que isso se repita – ditou, a voz cansada apesar de eu ter sentido a autoridade em suas palavras. - Está ouvindo, Yifan? Quero que me responda.  

Eu sabia que ele estava certo, e sabia que não era sua intenção me deixar mal por me repreender pelo meu deslize. Eu mesmo já me sentia mal somente por lembrar do que fiz.  

-Sim, pai – falei baixo.  

-Ótimo - disse e me soltou, o observei ir até seu quarto, consegui ver a minha mãe dormindo no momento que a porta fora aberta.  

Voltei para o meu quarto e Jennie já calçava sua bota quando abri a porta.  

-Droga, acho que não consegui completar minha fuga a tempo – ela fingiu uma expressão séria e sorriu para mim, se levantando e prendendo o cabelo. - Desculpe se causei algum tipo de problema... 

-Não, não pense uma coisa dessas – me apressei com as desculpas, segurando o nó da toalha e fechando a porta atrás de mim. - Sou eu quem devo me desculpar por, por... 

-Está pedindo desculpas por ter transado comigo, Kris – riu ela, me olhando como se eu fosse algum tipo de criança louca. - Eu também quis, não se esqueça disso. Agindo desse modo você me faz sentir uma pervertida que roubou a sua castidade ou algo do tipo.  

Suas palavras caíram como um paraquedas em minha guerra de pensamentos.  

-Você pode estar tenso agora – ela retornou, se aproximando de mim e segurando meu pulso, o levando até sua boca e beijando meus dedos. - Mas gostaria que soubesse, que desde o dia que entrou na escola, nunca te vi tão calmo ou até mesmo feliz como ontem à noite, quando esteve comigo.  

Jennie não estava certa, disso eu tinha certeza, mas ela também não estava errada.  

-Sinto falta da minha amiga – confessei baixinho antes que pudesse prender as palavras.  

Jennie assentiu levemente e se afastou, pegando seu casaco e se dirigindo para a porta.  

-Eu te acompanho até em casa – falei.  

-Você quer mesmo fazer isso? - murmurou de costas para mim, a mão na maçaneta.  

-É claro.  

 

-O seu pai é meio sinistro – comentou Jennie, andando do meu lado na calçada.  

-Ele só está cansado – defendi, colocando minhas mãos nos bolsos frontais da minha calça. Eu acreditava que meu pai passaria daquela figura solitária e acabada para o homem que arrancava gargalhadas minhas e da minha mãe apenas com suas imitações bobas de apresentadores de TV. Aos poucos essa força ficava mais fraca, mas eu ainda acreditava.  

-Kris – senti a mão de Jennie segurar meu braço, o que me fez olhar para onde ela apontava, para onde Chanyeol prendia minha melhor amiga contra um poste.  

O quão desconfortável foi a sensação que me invadiu quando vi aquela cena, eu não conseguiria descrever.  

-Ai meu Deus! - exclamou Jennie, em choque após o soco de Chanyeol na minha amiga.  

Desgraçado miserável.  

-EI! QUAL É O SEU PROBLEMA, CARA? - gritei naquele instante, correndo até ela, me agachando e a segurando em meus braços. E pelo barulho que ela emitiu, só consegui supor que ela tentou pronunciar meu nome. - Não, não diga nada, só irá doer mais – avisei com a voz embargada, mal suportando ter de vê-la assim e me amaldiçoando por permitir que ela tivesse se aproximado desse miserável.  

Acabei falhando até como amigo.  

Ignorando a presença de Chanyeol, que parecia ter perdido todos os movimentos do corpo, passei um braço ao redor dos seus ombros e o outro por debaixo dos seus joelhos e a levantei da calçada. A levando para longe dali, para longe desse miserável perturbado.  

 

Chanyeol 

Por Deus, o que foi que eu fiz?  

A incontrolável vontade de faze-la calar a boca morreu quando realmente a calei com um soco, por mais óbvio e estúpido que isso poderia soar. Eu não quis socar ela, eu não quis. Quando dei por mim ela já tinha caído no chão.  

E a sua expressão de dor irá me perseguir até os confins dos meus sonhos.  

Eu poderia ficar com a culpa de tê-la agredido, e como essa culpa ainda vai me perseguir, eu sentia. Mas suas palavras foram mais fortes em acender o pior em mim, a minha agonia que eu prendia num canto da mente todos os dias quando acordava. Aquilo que eu não conseguia suportar, tão perigoso para mim como o estresse. 

O problema é que eu conseguia, um pouco, pelo menos, controlar o sentimento de raiva.  

Mas o sentimentos que ela destrancou e trouxe à tona novamente com suas palavras, foram mais fortes do que um tsunami interno de experiências desagradáveis.  

Seria difícil conviver com o arrependimento que me consumia naquele momento, junto com as lembranças da noite passada, quando chorara abraçada a mim.  

Aquele momento estúpido quando parece que as coisas só vão ficar bem quando ela estiver bem.  

Inferno.  

Se eu estava confuso antes, naquele momento tudo ficou claro, como pisar na margem de um rio cristalino e se deparar com todas as pedras que estão li.  

Todo aquele bem estar em saber que ela não tinha nenhum amigo na escola, como eu poderia saber disso se não ficasse sempre a observando quando podia?  

Todo o meu ódio para cima de Kris.  

A minha zona de conforto já havia sido destruída e incendiada.  

Infelizmente, eu sempre estive apaixonado por ela.  


Notas Finais


AÊ CHANNIE, TEVE QUE SOCAR A MENINA PARA PERCEBER QUE GOSTA DELA
palmas para esse orelhudo bipolar ¬¬
ele merece perdão? eu não sei responder essa pergunta
kris e jennie tem futuro?
temos o channie que gosta da mocinha, que gosta do kris, que não sabe de quem ele gosta
ai ai, onde que eu fui amarrar meu jegue ><
estou contando com vocês >.<


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