História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 577
Palavras 2.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


voltei mais cedo do que o esperado, espero que estejam felizes muahahaha

gente, esse capítulo foi escrito ao som dessa música de abertura, então sei lá né, quem quiser ir procurar depois, fica aí a dica ;)
estou com receio dese capítulo, não sei bem o motivo, mas ele me deixou (muito) um pouco incomodada
vamos ver o que vocês acham :)
como sempre, desculpas por qualquer erro, vou revisar esse capítulo de novo u-u

Capítulo 7 - Remission


Quatro semanas depois 
Eu pensei que deveria pensar mais 
Estou fodido da cabeça, e minha mente está se transformando em uma puta 
Cinco meses se passaram 
E eu pensei em deixá-la ir 
Ela é louca, embora 
Eu ache que ela assumiu o controle 

w.d.y.w.f.m. - The neighbourhood 

 

Capítulo sete – Remission  

 

Kris  

Agarrei seu pulso e a puxei para perto de mim quando cruzamos com Chanyeol pelo corredor, ele a encarou até o contato visual se fazer desnecessário e ele passar por nós.  

Olhei para ela que mantinha sua cabeça voltada para o chão. Sua mão procurou a minha, acabando por entrelaçar nossos dedos. Toda a sua aflição em contato comigo em sua mão suada e tremida, eu podia sentir  

Já fazia uma semana que ela não era mais ela mesma.  

Era como se tivesse vestido uma capa quando saía de casa e a utilizava como se fosse a sua real personalidade. Por fora, muito quieta e apenas abrindo a boca para responder educadamente as perguntas que lhe eram feitas, mas por dentro, e creio que eu não era o único que sentia isso, ela se escondia cada vez mais e mais. E saber que Chanyeol tinha culpa na drástica mudança dela me deixava puto.  

-Por favor, deixe ele paz, Kris – me pediu na manhã seguinte do soco, tentando esconder de mim a agonia em seus olhos com um sorriso falso nos lábios, logo acima do band-aid colado contra o queixo machucado. Segurando meu pulso com as duas mãos e se controlando para não chorar. - Acredito que ele não vai nos importunar agora, então vamos deixar as coisas assim. Ninguém mais vai se estressar de agora em diante.  

Por consequência à minha preocupação com minha amiga, deixei de dar atenção para Jennie.  

Jennie era uma das garotas mais maduras que eu conhecia naquela época, se não a mais. Ela não era infantil com relação à eu e minha amiga e nosso drama todo envolvendo Chanyeol.  

Sim, eu sabia que Jennie estava interessada em mim, eu também estava interessado nela. Mas seria injusto com as duas se eu engatasse em uma relação amorosa agora, ainda estava entorpecido com essa situação entre minha amiga e Chanyeol, além da constante angústia que me atingia sempre que eu voltava para casa.  

Exausto. Cansado como um soldado de guerra covarde que volta da batalha antes mesmo do fim da primeira luta.  

Perdido em sua frustrações traiçoeiras e insignificantes. 

 

-Kris, ela só foi matar aula, relaxa, cara – Jennie chegou sentando do meu lado na aula de Química, parecia carrancuda ao puxar seu livro da mochila e o jogar sobre a bancada. - Aposto que nem ela estava aguentando essa sua pose de segurança impenetrável.  

Revirei os olhos e abri o livro na página que o professor pedia, esperando suas palavras e sufocando as minhas.  

-Admiro muito o que você está fazendo, cuidando dela – continuou, baixando o tom de voz após receber uma encarada gélida do professor. - Mas você não parou para pensar que poderia estar sufocando a menina com todo esse seu cuidado? 

-Ela levou um soco – esbravejei a frase coringa, aquela que justificava os atos de muitos de nós durante o desenrolar dessa última semana.  

-Sim, eu sei. Aquilo foi horrível - alegou, arregalando os olhos e passando a mão pelo longo cabelo escuro. Com certeza notando o meu ar de interrogação e virando seu rosto para mim, me encarando com olhos inquietos. - E eu sei que você sabe que aquele soco foi um assunto somente entre ela e Chanyeol, e sabemos muito bem que os dois estão muito envolvidos, queira você ou não. E você, como melhor amigo, não está facilitando as coisas para ela com a sua atitude... 

-Eu sou o único amigo dela, estou cuidando dela... 

-Eu sei disso, Kris – suspirou e se ajeitou na cadeira, desconfortável com as minhas respostas. - Mas você não é o pai dela, você não é obrigado a ficar rodeando ela durante todas as aulas, isso está acabando com você. Está esquecendo de viver a sua vida apenas para deixar que ela fique bem, quando ela claramente está incomodada com isso, mas não diz nada pois... bom, ela está com os problemas dela na cabeça dela. 

-Como chegou a todas essas conclusões? - perguntei sem olhar para ela, sendo atingido em cheio por suas palavras sinceras.  

-Sou uma espectadora – deu de ombros, virando a página do seu livro. - Espectadores sabem tudo o que está acontecendo na trama, diferentes dos protagonistas que apenas fazem suas cagadas.  

Suspirei e levantei os olhos para seu rosto, um bico se formando nos lábios cheios.  

-Aquele Chanyeol me deixa preocupado por ela – falei, a fazendo revirar os olhos e olhar para o teto, me causando um riso discreto.  

-Já tem uma semana que ele não persegue você ou ela. Estou começando a achar que se ele se aproximar novamente, não vai ser pra cima de você - e antes que eu pudesse protestar, ela logo disparou. - Não vamos nos precipitar aqui mas, Chanyeol, apesar de ser meio estourado, pode estar interessado na sua amiguinha do mesmo jeito que estou interessada em você, nunca parou para pensar nisso? - questionou com um leve sorriso. 

Meu olhos se arregalaram aos poucos.  

O que eu vinha evitando pensar sendo colocado em palavras pela boca coberta de batom rosa de Jennie.  

Não gostei desse mais novo pensamento circulando em minha órbita de observações internas a serem estudadas e depois descartadas com muito esforço.  

 

Chanyeol 

O estresse com o trabalho e as tarefas da escola me ocupavam os pensamentos, e isso era bom, eu só esperava que continuasse assim. Pensar nela era caloroso demais, era doce e amargo.  

Eu só conseguia me remeter a imagem da fera apaixonada pela bela. Ridículo.  

Traguei fundo e prendi a respiração, a soltando lentamente com a fumaça, meu olhos perdidos no céu roxo azulado do fim da madrugada. A brisa fresca da manhã trazendo o cheiro puro das árvores que cercavam minha rua, a melodia calma e distorcida dos The neighbourhood escapando pela janela aberta do meu quarto.  

Deixei passar uma semana sendo fodido por meus pensamentos, socando o saco de areia pendurado na garagem, me masturbando pensando nela e broxando quando a cena dela caída por mim me invadia de repente.  

Que grande merda. Não havia muitas coisas que eu poderia fazer, ver ela na escola era o bastante para saber que meus sentimentos por ela não eram fracos, e que eu ainda iria me ferrar muito com esse negócio de paixão. Ainda mais por uma garota que me detesta e nem me conhece direito. Uma irritante.  

Mas como a vida é uma filha da puta, eu estava atraído de uma maneira absurda por aquela menina. Sem prolongamento das coisas que eu poderia ressaltar que gosto nela, porque na verdade não consigo lembrar de nada que eu goste nela. Mas é só encontrar aquele rostinho nos corredores da escola que posso perder o controle do meu coração.  

Ah inferno, que coisa mais idiota.  

As ideias que envolvem o nome dela que são capazes de mexer comigo de uma maneira ruim, basta imaginar ela com aquele chinês ou qualquer outro cara. Isso me deixa louco.  

Não quero que ela seja de ninguém.  

Ela é perfeitamente irritante e estupidamente inocente.  

Mas é minha.  

Pois acabei me apaixonando acidentalmente.  

E eu odiava isso. A última pessoa que amei me abandonou. Me deixando com a minha avó.  

É, não foi lá muito fácil para mim conviver com a rejeição do meu pai.  

Ainda é difícil.  

-Channie – ouvi a voz da minha vó. - São cinco horas da manhã, filho – ela chegou perto de mim com a cara amassada por ter acabado de levantar, se ajeitando no cardigã de . Sorri para ela, joguei o cigarro no quintal e afastei o braço do corpo, a chamando para um abraço.  

-Desculpe se te acordei – pedi após ela passar o braço ao redor da minha cintura e cruzar as mãos na lateral da minha barriga.  

-Até parece que a sua velha não madruga, né menino? - implicou com voz azeda, me fazendo rir. - Você anda tão quieto, tão pensativo durante essa semana, quer me contar o que está acontecendo?

-O certo seria perguntar o que não anda acontecendo, vó - suspirei, voltando a encarar o mesmo horizonte que hospedava em suas montanhas o mesmo sol de todos os dias, os dias medíocres onde levamos nossas vidas, na tentativa de tirar algo bom da nossa jornada.  

O que eu faço comigo?  

O que eu faço com ela?  

 

Do tempo que eu observava essa menina, aquela era a primeira vez que eu a via chorando pelos corredores.  

Estava matando aula na sala desocupada do primeiro ano quando a vi passar, empurrando lágrimas com as costas da mão. Eu sabia que não teria outra deixa como aquela, mal consegui respirar quando a vi através do vidro da porta, tamanha era minha vontade de agarra-la e encarar aqueles olhos presunçosos embora levemente aflitos quando se cruzavam com os meus.  

Eu causava sensações nela, sensações que nem ela mesma conhecia. Ela era uma refém dos próprios olhos.  

Abri a porta a caminhei com pressa atrás dela, agarrando seu braço e a puxando para a sala. Nosso toque denunciando o quanto eu não aguentava mais ficar longe dela. A combustão presente ali, entre a minha mão e a camisa do uniforme que me impedia de um contato com sua pele.  

A coloquei contra a parede, segurando seus pulsos e os prendendo acima de sua cabeça.  

A cabeça abaixada, mesmo assim não me impedindo da visão dos seus lábios úmidos, seu peito subindo e descendo rapidamente devido sua respiração acelerada, e o seu aroma de lavanda. Ah porra, como eu senti falta desse cheiro.  

-Olhe para mim – pedi baixinho, sussurrando bem perto da sua bochecha.  

Ela subiu seu rosto, me entregando um par de olhos chorosos que não conseguiam esconder a petulância presente ali.  

Ela também sentiu a minha falta.  

 

Você 

Eu sabia que Chanyeol não me deixaria em paz, até estava começando a estranhar aquela semana tranquila.  

Eu devia agradece-lo por aquele soco.  

A dor foi como o nascimento de mais uma das minhas certezas infalíveis. Eu vinha sendo injusta com Chanyeol durante todo o tempo que o conhecia. O que era uma coisa completamente estúpida e óbvia, o que fazia eu me sentir uma mula, afinal, quem era eu para julgar se ele merecia ou não ter algum tipo de amizade?  

O garoto problema que batia no meu melhor amigo.  

O que me fazia voltar até Yifan e me torturar por gostar dele mais do que deveria. Essa semana era uma prova de que eu estava fraquejando com ele, vê-lo cuidando de mim e ter de fingir não notar os olhares de Jennie sobre ele. Pela primeira vez acabei por me sentir uma intrusa na companhia do meu melhor amigo, e aquilo foi um dos baques mais profundos que tive até aquele momento.  

E eu estaria sozinha se não fosse por Chanyeol. Me sentindo duplamente fraca.  

Fitei uma última vez os olhos espectadores de Chanyeol antes de suspirar e abaixar a cabeça.  

-Já te falei para não fazer isso – ele disse com doçura, apertando meus pulsos e deslizando sua língua pelo meu pescoço, chupando e pele enquanto inspirava atrás da minha orelha. - Adoro seu cheiro – falou rouco, levando seus lábios até meu maxilar, distribuindo beijos por ali até chagar no meu queixo, aprofundando seus lábios no local que ele machucara. - Me desculpe – mais um beijo. - Eu sinto muito por isso.  

Eu já tinha meus olhos fechados, o rosto levantado e a cabeça apoiada contra a parede. Chanyeol acabando por transformar minha tentativa de raciocínio em fumaça. Eu queria pedir desculpas à ele, mas estava sendo muito difícil uma vez que esses toques são capazes de te fazer perder a cabeça. Detestei me ver cativa de seus carinhos forçados, de novo.  

Embora para as sensações caóticas, a realidade dançava ao meu redor, completamente alheia à minha verdade que descansava dentro dos  meus pensamentos.  

-Chanyeol – chamei com a voz falha, arfando quando ele colocou seu joelho entre minhas pernas. - Pare... por favor. Isso está errado... - mordi o lábio quando ele pressionou seu corpo contra o meu e mordeu o lóbulo da minha orelha. - Por que está fazendo isso?  

-Eu quero matar minha vontade de você - falou contra minha bochecha, deslizando suas mãos pelos meus braços e passando pela lateral do meu corpo até as prender na minha cintura. - Quero me redimir por ter te machucado, mesmo você tendo merecido um pouco – riu contra minha orelha, deslizando suas mãos quentes para dentro da minha camisa de uniforme.  

Estava difícil colocar as coisas em ordem. 

-E-está me dizendo que...? - não, ele não podia estar falando sério.  

-Eu sou louco por você desde que consigo me lembrar – confessou rouco, se afastando para poder me encarar.  

Apertei seus bíceps conforme a chuva de "óbvios" inundava minha cabeça.  

-Então, você batia no Yifan... - ele terminou a frase por mim. 

-Eu sentia ciúmes.  

-Chanyeol... isso está errado – falei com a voz mais fina do que queria. - Ah, você está interessado em mim, mas por acaso já se perguntou se eu sinto o mesmo? E se sim, como acha que eu posso ficar com você depois de tudo o que fez com meu amigo?  

-Você pode parar de colocar esse cara entre a gente? - rosnou, apertando minha cintura.  

-Não, eu não posso – contestei, incrédula. - Eu... as coisas não funcionam desse jeito, você não pode chegar em mim assim apenas porque está a fim de mim, você precisa pensar no meu lado também.  

-O seu lado diz 'não' - murmurou, não gostando de suas próprias palavras.  

-Por favor, não force as coisas para mim – pedi, balançando a cabeça.  

-O que você quer que eu faça para você me notar? - perguntou, condoído. - Eu estou cansado de ter que te ver de longe, de todo esse tempo perdido. 

-Eu, Chanyeol... - tentei falar alguma coisa mas as palavras assim como minha mente pareceram se dissipar em nada.  

-Diz o que você quer de mim - ele gritou e socou a parede do lado da minha cabeça, me assustando.  

Consegui me afastar dele e correr até a porta, sendo inundada por uma dor estranha ao vê-lo sozinho ali, a cabeça abaixada e as mãos contra a parede.  

-Não me pressione, Chanyeol – pedi num sussurro tremido antes de deixar a sala.  

Com o meu interior inquieto, me encolhi enquanto me afastava daquela sala, ouvindo Chanyeol gritar 'merda' seguido pelo som das carteiras indo de encontro a parede. 


Notas Finais


essa joça de capítulo acabou comigo, devo dizer o mesmo de vocês?
sei lá se esse chanyeol não vai raptar a menina e fazer ela amar ele ahshgavhav (gente isso é mentirinha, tá)
ah, não sei, mas alguma coisa não me agradou aí, de verdade >,<
enfim, minha opinião não é tão importante
um beijo no nariz e até o próximo capítulo <3


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