História Badlands (Imagine Chanyeol) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Suho
Tags Bullying, Chanyeol, Clichê Dos Grandes, Drama, Exo, Imagine, Kris Wu, Park Chanyeol, Romance, Stephenk, Suho, Você, Wu Yifan
Exibições 582
Palavras 1.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu tava tão empolgada com a minha fartura de ideias para essa fanfic que acabei travando u-u
enfim, gente, trouxe esse capítulo com muito esforço, porque essa coisa de bloqueio tá tensa, mas eu sou forte e lutei contra ><
mais um capítulo que não conseguiu me satisfazer, mas o escrevi pois consegui passar o que estava querendo, espero, de verdade que não fique confuso para vocês para a interpretação da história
bem, desculpe se tiver erros e palavras trocadas, é difícil revisar quando você não suporta sua escrita, mas estarei procurando os errinhos, mais uma vez, sorry
ah e eu queria agradecer a minha florzinha pela capa <3 obrigada minha pequena, eu adorei <3
é isso gente, eu quero agradecer a todos que estão comentando, favoritando e lendo, isso me ajuda e me anima bastante em continuar escrevendo, obrigada à vocêis <3

Capítulo 8 - Weakness


Capítulo oito – Weakness

 

Kris

-"Como o pequeno caminhão vermelho/ O coração daquela que deveria odiar, tomado pelo ardor/ A vertente das lembranças que me tomam como a chama de uma vela/ Quisera eu ser a cera que escorre pelas chamas..." - fui obrigado a dissipar minha leitura quando ela arrancou o caderno com força da minha mão, o jogando dentro de sua mochila com uma expressão nervosa.

Aquela não era a primeira vez que eu conseguia dar uma espiada meio por cima nos seus poemas, volta e meia ela os esquecia abertos e expostos para os meus olhos curiosos. Eu sabia que ela escrevia, considerava aquilo como a sua maneira de ver o mundo, como seus sentimentos nasciam dentre de si e aquela fora a maneira que encontrara para, de algum modo, não se ver perdida por esta mais nova chuva de sensações.

Eu adoraria passar horas lendo seus poemas. Seria como conhecer seu lado mais frágil ou até mesmo mergulhar nos cantos agitados e confusos de sua alma.

Preguei meu olhar sobre ela, apenas sentindo meus lábios se curvarem em um sorriso involuntário com a visão de sua face, obstinada em socar os materiais dentro da mochila com uma carranca entre as sobrancelhas, olhando para mim e revirando os olhos em seguida.

Eu não saberia dizer o que seria de mim caso não tivesse conhecido essa garota.

Tanto ela como eu mesmo, não conseguíamos achar explicações plausíveis o suficiente para concretizar e dar algum sentido para nossa aproximação.

Ainda lembro com todos os detalhes quando ela fingiu indiferença comigo quando sentei do seu lado na mesa do refeitório, após vê-la sozinha.

No dia seguinte já conversávamos como amigos de infância, e fora também nesse dia que as agressões de Chanyeol se deram inicio.

-Nunca mais leia em voz alta os meus poemas – avisou ela, agitação em sua voz. Fechou sua mochila e a jogou sobre os ombros, se lavando da arquibancada.

-Onde pensa que vai? - chamei com calma, segurando seu pulso e fazendo se sentar do meu lado. Ela se aquietou inteira quando a abracei pelo ombros e afaguei seus cabelos. - Tudo bem? - deixei a pergunta ser feita pelo receio que me tomou naquele momento.

-O que está fazendo? - questionou baixinho ainda sem se mover.

-Te abraçando - respondi com delicadeza, desconfortável com sua atitude. Ainda desconfiado de que sua casca de indiferença estivesse ali, tomando conta de seus atos no momento que se encontrava propícia à isto. E eu inquieto como me encontrei perante aquilo, a afastei de mim e procurei nivelar nossos olhos, segurando seus braços numa tentativa de que não fugisse de mim. - O que está acontecendo entre você e Chanyeol? - fui direto ao ponto, ouvindo os ecos do que Jennie me dissera no dia anterior num canto da cabeça.

Ela suspirou e tentou desviar seu olhar, acabando por revirar o olhos.

-Por que insiste tanto nesse assunto? - interpelou com mau-humor, visivelmente incomodada, me deixando ainda mais inquieto.

-Você não vê? - incrédulo com suas palavras, levei minha mão até seu queixo e a fiz me encarar. - É obvio que seja lá o que for que está acontecendo entre vocês está te perturbando, quem sabe eu não possa fazer algo se você me contar o que está acontecendo – terminei com a respiração levemente acelerada, acariciando sua pele ao ver que seus olhos pareciam se aquietar, como se algo ali aceitasse o que estava acontecendo.

-Não há nada com o que se preocupar, Kris - soprou ao virar o rosto para o lado.

-Você também não facilita as coisas – resmunguei e soltei seu rosto, me virando de frente para a quadra.

-Eu nunca pedi para se preocupar comigo – disse ela, se levantando e me encarando com a expressão doída. - Por que você se preocupa tanto comigo, Kris? Acha que eu não sei me cuidar sozinha? Que sou uma irritante cabeça de vento como o resto da escola?

-Eu não me preocupo com você por ser seu amigo – devolvi com calma, ainda sentado. - Saiba que seu bem estar é valioso para mim uma vez que você é uma das pessoas que mais me fazem bem atualmente.

-Então devia saber que quando uma pessoa quer ficar sozinha com seus problemas, ela não busca preocupar aqueles que gosta com os seu problemas pessoais – vociferou chorosa, os sentimentos presos dentro de si expelidos em seu tom de voz.

E então suas palavras me levaram até meus pais e o que eu vinha passando com eles. Guardando como um segredo a doença de minha mãe, como se aquilo fosse aliviar o fato de que ninguém saber sobre ela iria cura-la, e no fim ninguém precisaria saber que ela esteve doente.

E toda minha frustração teria valido a pena no final de tudo.

-Que droga, Kris – suspirou ela, largando a mochila ao lado do corpo.

Ficamos em silêncio, nos deixando levar por nossos pensamentos com a presença um do outro quase a nos queimar.

O sinal do fim do intervalo soou, me fazendo levantar no mesmo instante.

-Você não vem? - chamei após descer da arquibancada, forçando os olhos para onde ela estava olhando.

Na outra porta da quadra, do outro lado, Chanyeol entrava, jogando sua mochila num canto e tirando sua camisa, caminhando para o armário de bolas.

Voltei a olhar para ela, que pareceu notar que encarava Chanyeol e balançou a cabeça, fechando os punhos e abaixando seu semblante.

Voltei a olhar para Chanyeol e o mesmo nos olhava, quicando uma bola de basquete com calma.

-Vai na frente – ela disse.

E então eu, como se estivesse entrando em uma caverna escura e úmida e cravando uma bandeira branca no chão pegajoso e sujo, tive de admitir que os dois estavam mesmo envolvidos.

Algo atingiu meu peito quando pensei naquilo.

Suspirei e deixei a quadra, completamente confuso no furacão de pensamentos que me rodeavam. Me sentindo traído pois sabia que ela ficaria ali por causa dele.

 

Você

Wu Yifan, seu burro estúpido e cego.

A realidade na qual eu estava presa, me sufocando a cada dia. Meus sentimentos selvagens e infantis insistiam em se arrastar para Yifan, exigindo alguma atenção de verdade. Cegando pelas pistas que eu escondia mas que mesmo assim queria que ele captasse.

Burro que insistia em se preocupar comigo e me fazendo chorar justamente por se importar tanto comigo.

Se importar da maneira que eu merecia e ao mesmo tempo não queria.

Porque eu sabia que ele nunca se interessaria por mim.

Porque eu sabia que Jennie estava interessada nele, e eu vi reciprocidade no olhar dele, na pizzaria.

E o pior de tudo. O buraco de confusão como uma tremenda esfera gelada em meu peito, me deixando incapacitada. Presa entre gostar do meu melhor amigo e continuar com a amizade pois nunca tive um amigo assim, e com isso, levar nossa relação adiante e esperar até esses sentimentos por ele morrerem, ou confessar de uma vez essa coisa que está me deixando exausta e colocar nossa amizade na berlinda.

Optei por fazer aquilo que eu fazia de melhor, agir por impulso.

 

Chanyeol

Ficou vários segundos parada após a saída de Kris, estática e imóvel como uma estátua.

Um estátua cheia de vida em seu interior inflexível.

Fiquei a observa-la, uma coisa que descobri por ser uns dos meus passatempos, ela era um pessoa muito alegre quando vista de longe, intrigante em sua essência irritante, acabando por se tornar uma garota cheia de vida e que tem a cabeça nas nuvens. Exigindo inconscientemente um protetor para vigiar seu excesso de vida.

Mas era como se algo a prendesse, algo que ninguém poderia saber do que se tratava, nem ela mesma.

O som de seus tênis correndo e ecoando pela quadra vazia me acordou, olhei para ela que jogava sua mochila num canto e corria até o armário do clube de luta.

Ela escancarou a porta e entrou, em seguida eu só pude ouvir o som de pancadas contra os sacos.

Soltei a bola e caminhei até onde ela estava, puxei a porta e procurei por ela. Acendi a luz e acabei por vê-la de costas, socando o saco de pancada pendurado na frente da prateleira de protetores de cabeça e pelo som que ela produzia só consegui acreditar que estava chorando.

Eu não fiz nada, não havia nada que pudesse ser feito.

Ela merecia consolo, embora merecesse muito mais descontar sua decepção com o que estava vivendo.

E eu não iria impedi-la da tentativa de purificação dos problemas sujos que nos cercam. Pois por mais fodido que você esteja, se deixar isso tomar conta de você, acaba por sufocar e enlouquecer, clamando por esperança dentro de uma depressão profunda.

Quando ela tentou aumentar a força de seus golpes, um soluço sofrido escapou de sua garganta.

-Por que todo mundo tem que ser tão irritante e cego? - gritou a plenos pulmões, parando de dar socos, os braços caindo e tremendo ao lado do corpo que ofegava. - Por que as coisas dão errado? - gritou com a voz sufocada pelo choro.

Ela deu um passo para trás e fraquejou, antes que seu corpo caísse de encontro ao chão, me joguei e agarrei seu tronco cansado.

Minhas costas atingiram o chão, raspadas contra o piso de concreto, as costas dela contra meu peito arfante, meus braços envolta das suas costelas e minhas mãos protegendo seu rosto.

Ela continuou chorando sem se mover, e eu muito menos ousei me levantar.

Ficamos deitados ali, eu ouvindo seus soluços e fungadas, abraçando o corpo pequeno dela. Arrebatado pelos sentimentos completamente estúpidos e sensações deliciosas que me dominavam sempre que eu tocava essa menina.

Mas dessa vez ela estava chorando, e isso me deixava desarmado e rendido, com uma ferida se abrindo num canto escuro do peito. A ferida dela, causada por ela e para ela.

Eu era um babaca fodido e apaixonado.

Acariciei seu cabelo e beijei o topo de sua cabeça, como se aquilo fosse acabar com a merda da dor dela.

Ela afastou meu braços e se sentou, escondeu o rosto nas mãos e falou:

-Me desculpe, Chanyeol.

E se eu ainda tinha algum suporte para aguentar aquilo, este acabou por se dissipar de vez.

Ela estava sentindo a sua dor e ao mesmo tempo não conseguia se conformar com isso.

Por que ela me parecia tão sozinha?

Pensar isso me deixou fraco, exposto de um jeito que só me fez querer acabar com sua agonia, como se fundir nossa dor pudesse resultar em algo bonito.

O quão fodido eu estava por ter me apaixonado por essa menina?

As preocupações com a vida e o meu futuro viriam bem depois dela.

Olhei para as mãos que cobriam seu rosto, as juntas vermelhas, imaginei como aquilo estaria ardendo para ela. Me inclinei em sua direção e peguei suas mãos, ignorei seu olhar em mim e fechei os olhos, beijei cada uma de suas juntas, querendo que pelo menos a dor em suas mãos fossem embora com o meu desejo do seu bem estar.

-Por mais que você odeie tudo o que eu fiz – sussurrei ainda com os lábios em sua pele. - Seus sentimentos ruins sobre mim não serão capazes de mudar o que sinto por você. Por favor não se esqueça que você me tem – pedi com toda a minha sinceridade.

-Por que insiste nisso, Chanyeol? - ela revidou, a voz afobada e tremida. - Você mesmo sabe que eu posso nunca corresponder os seus sentimentos.

Levantei a cabeça e nossos olhos se encontraram.

-Porque vejo em seus olhos os sentimentos que encontrei nos meus quando me descobri apaixonado.

E como eu esperava, ela se assustou e fugiu, me deixando sozinho naquele armário mofado.

Não fiquei triste por ser deixado sozinho, eu sabia que ela fugia de si mesma.


Notas Finais


chanyeol nem parece bipolar quando se deixar levar pelo seu lado bobo apaixonado <3
não caiam nessa, ok? esse mocinho é bipolar u-u
kris é outro confuso da rodinha

enfim, gente, por hoje foi isso, espero que não tenha ficado ruim e que tenham gostado, caso não, relate sua raiva >,<
e leitores fantasmas, mostrem vida, divulguem sua opinião com o desenrolar da história
um beijo na bunda e até segunda <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...