História Baile de Máscaras - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Gina Weasley, Hermione Granger, Luna Lovegood, Theodore Nott
Tags Blásio Zabini, Blauna, Draco Malfoy, Dramione, Gitt, Hermione Granger, Luna Lovegood, Theodore Nott
Exibições 199
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Fluffy, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Os personagens da história pertencem a J.K. Rowling.
História de minha autoria, plágio é crime.

Capítulo 1 - Prólogo


 

Hermione Granger

 - Vamos Hermione, me deixe ver!

 Ginevra Weasley havia atormentado Hermione a manhã inteira, e era teimosa, era capaz de passar a tarde inteira não deixando a mais velha estudar para ver algo que Hermione achava fútil.

- Ele é um desastre Gina, eu não vou te mostrar. - A castanha tinha perdido a conta de quantas vezes tinha negado para a amiga mostrar o "vestido" que recebera de sua mãe.

 Normalmente Hermione não se importaria, apenas colocaria um trapo aberto na parte de baixo que pudesse ser considerado um vestido e iria ao baile de máscaras que teria na noite seguinte. Mas aquilo era feio até para ela! Uma semana atrás ela mandou uma carta para sua mãe pedindo que lhe enviasse um vestido de festa, nem que fosse algo simples. Mas simples era a última palavra que definiria aquilo que estava na caixa escondido em sua bolsa de fundo falso.

 

 Depois de muito ouvir no dia anterior, Granger enfim resolvera mostrar para amiga aquele pedaço enorme de pano preto que mais parecia uma junção de branco e cinza que recebeu, Hermione não se lembrava de encontrar algo assim nas coisas que vasculhou nos armários de sua bisavó, então só tinha que ser de sua tataravó!

- Ok, podemos dar um jeito nisso certo? Somos bruxas afinal. - Disse Ginevra, depois de trinta minutos tremendo em cima da cama de Hermione enquanto se contorcia num riso sem som.

- Eu não sei não...

 A castanha já estava desistindo de ir ao baile, nem era assim tão importante para ela, era apenas para não deixar Gina sem uma conversa feminina no baile. Ela não entendia, até um tempo Gina imploraria para ficar um momento a sós com Harry Potter, mas agora, ela não parecia ter mais este desejo, mas ela não questionava a amiga, pois ela mesma estava fazendo isso, mesmo que não tenha dado a devida atenção, poucos de seus pensamentos atuais eram sobre Ronald Weasley.

  Ginevra passou uma hora inteira usando feitiços para melhorar o vestido. Mudando o tom dele para um preto mais vivo, ou morto, e que dava a Hermione um ar intrigante, alongando e cortando onde devia, tudo para ter sua amiga tão bela quando ela naquela noite. Escolheu um de seus sapatos altos e deu para Hermione usar, ela não tinha nada que combinasse com seu vestido ou com sua máscara preta e prata. Francamente, Hermione às vezes tinha que ter coisas menos... Hermione!

 

- Você esta linda minha amiga, olhe! - Ginevra tinha razão, Hermione tinha seus cabelos lisos na parte de cima e levemente ondulados nas pontas, seus cabelos pareciam mais compridos por isso. Nunca se ira assim antes, tão bonita, se aproximou mais do espelho e ficou admirando a maquiagem que a ruiva fizera em seu rosto, um batom quase nude com um tom levemente roxeado, cílios alongados e pálpebras esfumadas com um marrom que combinava com seus cabelos.

 Hermione se viu um pouco narcisista em frente ao espelho que quando olhou para o lado viu Gina já terminando sua maquiagem também, seu cabelo estava liso da raiz as pontas, um pequeno delineado preto em seus olhos e um batom vermelho tão forte que ressaltava o quanto Weasley tinha a pele pálida.

 - Obrigada Gi, de verdade, e você esta magnífica!

 Ginevra balançou a cabeça, elogios não eram tão raros para ela; foi em direção a seu próprio armário e pegou seu vestido em um cabide, era um vestido sereia vermelho com detalhes no busto, Hermione se perguntou se Gina realmente comprara assim aquela vestimenta ou ela havia usado feitiços também.

 Escolhendo acessórios e de detalhes, elas esperaram dar a hora do baile para descerem.

 

Draco Malfoy

 Draco não queria descer e dançar com alguma garota lufana ingênua o suficiente para ignorar suas atrocidades e as de sua família porque todas as pessoas daquele castelo o olhavam torto e apenas alguém da Lufa-lufa seria boa para acompanha-lo, mas Narcisa ignorou os pedidos do filho de passar a noite com ela e Draco não queria dormir, ou não dormir, aos sons dos prováveis gemidos de seus companheiros de dormitório.

 Então ele iria, e iria fingir, ele iria fingir um sorriso de canto, fingir estar interessado em alguma lufana desacompanhada ou mal acompanhada o suficiente para trocar o parceiro por Draco Malfoy, iria fingir estar gostando da bebida e comida, iria fingir estar gostando da música que estiver tocando, mas não iria fingir saber dançar, porque isso ele sabia, consequência do sobrenome Malfoy.

 Afinal, Draco já fingiu a vida toda. Que tinha orgulho de seu sobrenome, de seu sangue, de sua casa em Hogwarts, de querer ter ido para o lado das trevas, de obedecer a Voldemort. Fingiu ter tido escolhas que o fizeram ser oque era hoje.

 Mas Draco tinha tanto nojo de si quanto todos naquele castelo.

 Ele sentiu que havia se redimido pelo menos um pouco quando pegou a varinha de Potter e lhe deu quando o mesmo se mostrou vivo nos braços de Rúbeo, sentiu uma adrenalina em suas veias por estar fazendo oque deveria ter feito desde os seus onze anos, mas não era suficiente.

 Porque Draco não via ninguém de sua idade com tantos erros como ele, porque nada do que fizesse ou falasse seria suficiente para ser perdoado ou tolerado. Mas mesmo que fosse, sua alma ainda seria escura como fora no dia em que ganhou aquela marca em seu antebraço.

 Draco não era suficiente nem para ser mal. Nem para errar. E isso o atormentava.

 Muitos falavam que Draco havia sido apenas um filho obediente demais, filhinho de papai e sem personalidade, mas Lucio Malfoy o caçaria se fugisse, o azararia se se rebelasse e depois da marca em seu braço, Draco já havia desistido muito tempo de tentar ser apenas alguém normal. Mesmo se ele gostasse daqui ele ainda não seria normal.

 

 Abotoou seu colete cinza escuro por cima de uma camisa de cor congruente e jogou o blazer bem passado por cima de tudo aquilo.

 Apenas por minha mãe. Pensou o loiro enquanto penteava os cabelos para o lado, eles não eram mais tão rebeldes que precisavam de feitiços como antigamente, lançou um pouco de perfume por cima de seus ombros e abotoaduras. Quem não o conhecia diria que ele era apenas mais um mimadinho em roupas caras que teria medo que elas estivesse amassadas, nem imaginaria tudo que ele fizera tendo tão pouca idade.

 Pegou uma máscara simples em cima de sua cama e se dirigiu a porta, aquela seria a pior e mais longa noite do ano.

 Avistou a pouca iluminação e decoração adolescente assim que adentrou o salão, pensara em sua mãe novamente, ela sabia decorar um evento de verdade. Narcisa de dedicara por anos apenas em ser uma boa esposa, que decorava a casa para reuniões e eventos sociais para seu marido ser bem reconhecido, o Draco menino odiava ver sua mãe trabalhando duro por um pouco de atenção de Lucio no fim da noite, por beijos e elogios pelo trabalho.

Mas o Draco de agora daria tudo para voltar á aquele tempo e aquela ser a única preocupação de sua família, mesmo sendo algo fútil, sem Voldemort, sem marcas e gritos angustiantes pelas noites.

 

Música clássica adentrava os ouvidos de todos os rapazes que estavam ali à espera de suas acompanhantes. Alguns balançavam minimamente a cabeça com o som, Draco queria fazer o mesmo, mas se conteve; já outros olhavam ansiosos para a escada do salão, esfregando as mãos umas nas outros e cochichando algo para alguém do lado. Malfoy estava ao lado da mesa de bebidas, só esperava que os casais começassem a se mostrar a agitados que ele também faria o mesmo, não demoraria muito para os outros, mas ele tinha uma resistência realmente impressionante para álcool, outra consequência de coisas que não queria lembrar.

 Vieram logo algumas moças da corvinal e lufa-lufa, olhava-as como se estivesse prestes a devora-las, mas apenas isso no momento, algumas garotas ele nem reconhecia, de tanta maquiagem e a máscara ser escandalosa. Viu Pansy Parkinson, Astória e Daphne Greengrass descerem lado a lado na escada, com seus vestidos colados, cabelos com laquê e mascaras de mão com penas. Parkinson lhe lançava um olhar sedutor. Draco estranhou não viu aquele olhar direcionado a ele há anos, mas não era como se sentisse falta. Logo ela tinha se dado conta do que estava, lançou a Malfoy um olhar de desgosto e se dirigiu a Theodore Nott, seu acompanhante.

 Abriu minimamente os lábios quando viu três figuras majestosas descendo os degraus daquela escada branca. Weasley vinha na frente como se comandasse as outras duas de como se deveria andar com salto numa situação daquelas, sua máscara dourada lhe dava um ar poderoso, combinava com ela. Lovegood vinha depois dessa, num vestido azul água tão pastel que Draco quase fez uma careta, mas nunca negaria que ela também estava bela, com aquela máscara branca com detalhe de pedrinhas, ele jurou que já havia visto uma veela semelhante a essa loira.

 Mas oque prendeu a atenção de Draco mais que as duas moças que vira, foi Hermione Granger, maldita sangue-ruim, pensou. Ela não tinha o vestido mais complexo ou a máscara mais trabalha entre as damas daquele salão, ele realmente não havia entendido o por que de ter perdido tempo observando-a mais do que as outras. Mas era impossível não nota-la! Ela usava um vestido até que simples comparado ao das outras, mas nada faltava realmente, apenas seus cachos completamente alinhados caindo em seu busto e um colar fino eram o suficiente para ela, ela era linda sem nada, não precisava de nada.

 Maldita sangue-ruim.

 As três seguiram numa mesma direção, um canto do salão com uma mesa para seis, Longbottom, Weasley e Potter estavam esperando as moças lado a lado, não esconderam seus sorrisos quando as viram se aproximar.

 Como se nunca tivessem olhado para Parkinson ou gêmeas Patil e lhes mandado um sorriso sacana que nem eu conseguia dar.

 Ficou parado por longos minutos ao lado de uma porta olhando o lado de fora, olhava o céu, não se podia ver nenhuma estrela, apenas uma enorme lua, parecia até que alguém a havia puxado para mais perto, estava realmente clara e grande.

 Entrou no salão novamente e logo ia se servir de algum álcool quando ouvira um tilintar de taças. Zabini e os gêmeos Weasley alguns degraus acima que todos, quando perceberam o silencio e os olhares de todos para eles, George se pronunciou balançando sua própria taça.

- Espero que todos estejam apreciando o evento, vamos todos brindar agora, sim? – Esperou que todos se servissem de alguma coisa, Draco fizera também, ainda não sabia por que, força do habito, talvez, fora a reuniões demais. – Brindemos a nova era que se inicia, sem mais mortes ou torturas. A paz!

- A paz! – Foi ouvido um coro de todos no salão, até mesmo dos casais da Sonserina, talvez por Zabini se apresentar ali com os ruivos, era uma cena estranha de se ver apesar de tudo. Mas ninguém parecia estar realmente surpreso, Draco se perguntou se realmente estava prestando atenção ao mundo a sua volta depois do espetáculo que foi ser desprezado por todos os alunos daquela escola no começo do ano. Então ele se deu conta, não sabia mais oque acontecia por ali, se desligara.

 Tomou do líquido de sua taça ao mesmo tempo em que todos no salão, então todos colocaram suas mãos na cabeça, largando a taça em uma mesa próxima, inclusive Draco, uma dor aguda se fazia presente em todos os alunos ali, menos em Zabini e os gêmeos Weasley, mas ninguém notara realmente isso, eles estavam preocupados em fazer aquela pontada parar.

 E então ela parou, era como se eles tivessem dormindo em um segundo e em outro estavam presentes naquele salão.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...