História Baixa estima - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Sentimento
Visualizações 14
Palavras 392
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Depreciação


Como uma onda de sentimentos inexplicáveis, novamente estou eu deitado em posição fetal com lagrimas turvando a minha visão, que de forma inútil tenta focar em algo. 

Por que estou chorando? 

Esse pensamento invade a minha mente. Esqueci o motivo, talvez, seja porque eu não me amo? Ou será que é pelo fato de ter decepcionado minha mãe pela milésima primeira vez? Quem sabe, deve ser por conta que todos os meus sonhos de infância foram destruídos e enterrados com o passar do tempo?

Dreamless

Oh sim, sem sonho, sem perspectiva, sem sentimento, sem nada. Um nada. Um corpo ambulante sem alma, que no momento apenas existe. Assim como uma vaca: acorda, come, defeca, dorme, e no dia seguinte se repete todo o processo, por anos. Até que no fim seja tão esperada morte que leva sua existência sem significado para longe deste mundo.

Sabe, eu nunca fui assim, o que infernos me tornou essa pessoa tão deplorável? Eu sei o que foi, por mais que negue, a resposta sempre estará aqui explícita, como uma mulher nua na frente de uma multidão com olhos curiosos e famintos. Os meios justificam o fim não é mesmo? Como teremos um meio sem ao menos ter um início?

Palavras destroem as pessoas aos poucos. Deplorável. Inútil. Ridículo. Fútil. Grosso. Bastardo.

Por mais que eu tenha tentando absorver as coisas boas que as pessoas me ofereceram, eu simplesmente deixei ser soterrado pelo lixo que eles jogaram. 

Como isso soa depressivo. Eu depressivo? Claro que não! Bobagem, os meus amigos dizem que uma característica marcante minha é a felicidade. Como pode uma pessoa feliz ser depressiva?

Máscaras.

Sim, uma boa máscara pode esconder o pior defeito de um indivíduo. Pode esconder o amor platônico que nunca será correspondido por aquele alguém especial, o rancor guardado por aquele que te abandonou quando precisava de sua presença mais que tudo, os traumas sofridos por um parente numa infância conturbada, as marcas de todas as frustrações vividas. É ela pode esconder tudo. Todo o pó da casa para debaixo do tapete.

Só que uma hora a máscara caí, e cá estamos, expostos, totalmente vulneráveis. Aguardando o fim, mergulhando mais fundo neste mar devastador, com uma pedra amarrada aos nossos pés. Não há luz, não há esperança, não há amor, não há nada. Apenas a escuridão como fiel companheira. Nos abraçando e dando um pequeno conforto. Aguardando o fim.



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