História Baralho do Destino - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Batman, Liga da Justiça, Novos Titãs (Teen Titans), Superman
Exibições 35
Palavras 2.474
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá leitores, essa é minha primeira fanfic yaoi, e escolhi o casal mais OTP de todos. Baker ~criei o nome agora~.
O tempo de postagens ainda é incerto.
"São falas dos personagens"
'Jack falando com o coringa'

Capítulo 1 - Jogando as cartas na mesa.


Fanfic / Fanfiction Baralho do Destino - Capítulo 1 - Jogando as cartas na mesa.

"Nunca mais encoste na minha filha, Coringa. Ela não merece ter um pai podre feito você."

As palavras filha e Coringa na mesma frase parece ser algo surreal. Eu, o rei do crime em Gothan, o mais sádico e cruel vilão,  tenho uma filha com Harley. Uma bela garotinha ruiva de oito anos de idade. Ela é simplesmente perfeita.

Temei em acreditar que Harley seria louca o suficiente para engravidar de alguém como eu, mas estava enganado, ela foi insana o bastante para isso.

O Jack que ainda sobrevive em mim, transbordou em uma alegria patética ao saber da nossa filha. A sua voz irritante que a tempos não ouvia ecoou pelos labirintos da minha mente perturbada, gritando histérico o nome dela.

'ELA É NOSSA FILHA, NOSSA'!

Segurei o papel que estava em minhas mãos com força, o grito de Jack me irritou profundamente. Esse maldito! Deveria ter morrido junto com ela no dia que...

Os meus olhos caíram no pequeno nome escrito naquele pedaço surrado de papel, a letra trêmula e quase ilegível só me faz lembrar do meu erro; meu impecilho.

"Jane Quinzel Naiper."

O maldito nome que me perturbar as minhas noites. Graças a essa garotinha Harley voltou a raciocinar um pouco, mas não totalmente. Eu poderia trazê-lá de novo para aqui, ao meu lado.

Mas minhas esperanças de ter Arlequina de volta foram todas pro ralo, no mesmo instante que aquela maldita da Quinzel quase atirou na minha cara, tudo por ter mencionado nome da fedelha.

'Não fale assim da nossa filha, Coringa'

"Calado, Jack!"

'Nem pense em culpa-lá por seus erros. Ela é apenas uma criança que você e a maluca da Quinzel envolverão nessa sujeira.'

A garrafa de uísque barato voou na parede no mesmo segundo, não aguento ouvir esse... Não tenho mais saco pra xingar esse verme. É graças a minha brilhante ideia de jogar a única garrafa de bebida na parede, serei obrigado sair para "comprar" outra. Muito obrigado, Jack.

Levantei da cadeira puida do meu escritório cambaleante, me aproximei do espelho quebrado ao lado do quadro com a foto da Arquelina, meus cabelos verdes molhados caíam em minha testa e o sorriso quase ofuscado pela cor anormal dos fios esverdeados. A maquilagem desgastada mal cobria a minha cara, eu estava cansado para corrigir, talvez seria melhor tirar tudo.

Me virei e caminhei para porta, a maçaneta gélida soltou um ruído estranho ao ser girada para esquerda, os corredores estavam todos escuros. Larguei a porta aberta e andei em direção ao banheiro. 


Os azulejos azuis antigos, a luz piscando no teto davam um clima macabro o local, um ótimo lugar para se tomar um banho e relaxar.

'Só para se for para você, esse lugar parece ter saído de um filme de terror bem creepy.'

"Ainda o mesmo medroso."

Gargalhei ao lembrar que Jack possuía medos tão ridículos, até mesmo uma criança seria mais corajosa do que esse covarde miserável. Medo é um sentimento tão engraçado.

'Tomar um banho seria uma ótima ideia. Sabe, três dias sem tomar um banho descente, fedendo a bebida barata não é muito agradável. Não sei como a Harley aguentava.'

Meu corpo realmente precisa de um banho relaxante, quem sabe uma ducha quente me faça esquecer esse problema.

"Ok, mas só farei isso por que realmente preciso e não porque você disse."

'Aham, e eu sou a rainha da Inglaterra'

O colete verde e roxo foi a primeira coisa a sair, depois a camiseta roxa,  as calças e os sapatos. O chão azulejo frio arrepiou os pelos das minhas costas, entrei no box e fechei. Aos poucos fui abrindo o chuveiro e água gelada se tornando quente. Entrei debaixo daquela água realmente deliciosa, encostei as mãos na parede e fiquei de cabeça abaixada olhando a água escorrendo para os meus pés.

Desde da ida de Arlequina tudo ficou mais calmo, porém muito mais difícil. Lutar sozinho com o Batman requer muito esforço, desde da morte do passarinho, o morcego ficou mais violento. Já perdi as contas de quantas vezes ele quase me matou, me fez quase se afogar no meu próprio sangue. Ninguém sabia provocar dor como aquele homem.

Provavelmente estava sorrindo feito um débil, mas o que posso fazer. O batman torna tudo mil vezes mais divertido.

Meus dedos finos passaram pela pele do meu rosto lavando toda a maquilagem, água transparente foi ganhando os tontos berrantes. Tatei em busca do sabonete que ficava ao lado do chuveiro, fui deslizando pelo meu peito, passando pelas cicatrizes e hematomas ainda evidentes. Essas são as lembranças dos meus encontros com o morcego, permanentes e dolorosas.

'Seu sadismo é inacreditável'

"Você não sabe apreciar nada, Jack."

Falo enquanto desligo o chuveiro, o vapor saiu rapidamente do box quando abri a porta de vidro. Balancei a cabeça para desgrudar o cabelo grudado na minha cara. Abaxei para pegar as roupas, mas o cheiro de álcool, os rasgos nelas as deixaram inutilizadas. Está na hora de fazer outro terno.

Larguei aqueles trapos no chão, e sair daquele cômodo. Talvez em meu guarda-roupas tenha algo que possa vesti, pelos menos essa noite.

 
As luzes de um letreiro escrito "Motel" invadia meu quarto, abri a porta do móvel peguei uma calça preta, uma camiseta social vermelha sangue e sobretudo azul marinho. Gothan estava perto do inverno, as ruas já carregavam o ar gelado. Não quero morrer de frio.

Fui até o banheiro novamente para pegar os sapatos e os canivetes dentro do outro sobretudo.

'E o dinheiro para as bebidas'

"Desde de quando eu compro algo, Jack."

Reviro os olhos impaciente, as vezes duvido do Q. I. de minha consciência ou ela seja tão louca quanto eu.

'Não mesmo, Coringa.'

Ignorando a minha irritante consciência, sai daquele barraco que chamo de lar. As ruas de Gothan estava todas enfeitadas com esses piscas-piscas coloridos, coisas natalinas.

'As ruas estão bonitas, com certeza a...'

"Não fale essa porra de nome!"

Pela primeira vez me vi no reflexo na vitrine em uma loja de brinquedo, meus cabelos verdes contrastava com a palidez  incomum da minha pele, as cicatrizes passava despercebidas sem o batom vermelho. O que via não era eu, Coringa e sim Jack Naiper, o humorista fracassado.

'Há tempos que não nos víamos assim.'

Fechei os olhos com força com os flashes de memórias que passaram na minha cabeça, uma mulher morena com um sorriso bonito abraçada a mim. Segurei-me no poste ao meu lado, tudo começou a girar e ficar fora de foco.

"Senhor, está tudo bem?"

Olhei para cima e vi uma policial ao meu lado, ela parecia preocupada. Ela não estava só, o seu parceiro segurou o meu braço.

"Estou eu..."

Um barulho muito alto chamou atenção de todos na rua, pelo que consegui distinguir dos vultos era os capangas do idiota do Charada. Eles estavam atirando para todo os lados, a policial ao meu lado foi acertada no braço e caiu no chão. Outro policial tentou atirar, mas foi alvejado na cabeça, os miolos voaram por todos os lados e o sangue sujando o meu sapato.

"Ótimo, Nigyma. Agora terei que matar esses vermes."

De imediato peguei a arma da policial no chão e do seu colega, o primeiro idiota estava do outro lado da rua atirando em uma mulher, mirei em sua cabeça e atirei. Girei o corpo para o outro lado atirando no outro, mas o seu colega apontou a arma e atirou em minha direção, me joguei no chão ao lado do policial morto. Levantei o olhar e vi aquela mulher da minha cabeça deitada no chão, o sangue dela escorria pelo concreto e seus olhos me fitavam. Ela esticou o braço até mim.

"Jack, me ajude... Jack!"

A sua voz rouca e baixa ecoava alto, meus sentidos foram neutralizados. Senti uma sensação estranha, meu corpo se moveu sozinho e quando me dei conta estava correndo com ela nos braços. Não sabia como estava desviando dos tiros, porém meu corpo mexia com maestria. Um garçom na porta de um restaurante gritou para que entrasse.

"Aqui, nos fundos. Temos um médico que pode ajudar."

Guiado pelo garçom, fui até uma grande mesa no fundo do estabelecimento, conforme fui chegando no lugar vi a elite do Gothan escondida. Observei de canto de olho o milionário Wayne sentado com os seus filhos adotivos em uma mesa mais pro canto, ele mantenha os olhos em mim.

Virei o rosto para encarar-ló, a sua expressão estava tensa e o postura rígida, destacando os músculos do seu corpo. A sua fama realmente era verdadeira.

"Ponha ela aqui."

A voz de um cara de terno bem cortado me fez voltar atenção para a mulher nos meus braços, assim como ele pediu coloquei ela mesa.

'Coringa, você a salvou! Eu não acredito nisso!'

"Fica queto na sua!"

Resmunguei irritado, meu sangue fervia de ódio. Eu quero arrancar cada pedaço de pele do Nygma, meu sapato favorito sujo de sangue!

'Esse é único sapato que você tem.'

"Por isso que é o meu favorito!"

Minha mente já produzia imagens de um Nygma cortado em pedacinhos jogado na sarjeta de Gothan. Uma bela visão de se admirar.

Preciso sair daqui e acabar com o miserável, será hoje que teremos picadinho de Charada no jantar. Apertei com força a arma dentro do bolso do sobretudo, já estava pronto pra sair, mas uma mão do quintos do inferno apertou meu ombro. Estava preste a atirar no infeliz.

"Desculpe-me, senhor. Mas você não pode sair."

O mesmo garçom que chamou para entrar, implorava com o olhar para que ficasse.

"Me solta, eu preciso atirar em um certo cabeça de merda!"

"Mas senhor..."

Empurrei com força a mão no meu ombro e andei na direção na porta. 


Ah, como desejo quebrar os ossos de alguns vagabundos, os farei limpar os meus sapatos com a língua. Iram se arrepender por terem tido a audácia de fazer essa zona na minha cidade. Só eu posso fazer isso.

"Nygma, Nygma, hoje você não me escapa"

Sorri com a carnificina que estou preste a fazer, irei pintar Gothan de vermelho essa noite. HA. HA. HA.

Cantolerei animado ao chegar no meu destino, puxei a porta com força, o pedaço de madeira não abriu. Franzi a testa sem entender e tentei de novo. Nada aconteceu.

"Quem foi o infeliz que trancou essa merda de porta?!"

Olhei para o garçom e apontei arma.

"Foi você?"

O garoto se borrou de medo ao ver o cano da arma apontado para sua cabeça, não me importo de começa a matança aqui dentro.

"Por favor não atire...Eu não posso abrir..."

"Tudo bem, então, eu mesmo abro."

O cano saiu da mira da cabeça do infeliz e foi para porta, o dedo no gatilho e é só atirar...

"Desculpe senhor, não permitirei que saía desse lugar."

Levantei as sobrancelhas para o cara de óculos e cabelo lambido, ele colocou a mão no meu ombro. Olhei para a sua mão, estralei a língua no seu da boca. Não será um quatro olhos que irá me impedir.

Levantei o braço para atirar na cabeça do maldito, mas o miserável foi mais rápido e segurou o meu braço tirando à arma da minha mão. Estava pronto para pegar o canivete, porém o infeliz meu mobilizou, o seu aperto em meus braços doía mais do que os do Batman. E foi assim que fui arrastado para a mesa do Wayne playboy.

"Você é mesmo louco de sair assim. O que tem na cabeça?"

'Talvez merda.'

O Wayne sorria sarcástico com um copo de uísque na mão, no mesmo momento que me olhava.

"Não posso deixar que aquele maldito saía impune."

Wayne fez uma cara de espanto, colocou o copo na mesa e se ajeitou na mesa.

"Pretende agir como um justiceiro, assim como esse tal de... Qual é o mesmo nome dele?"

Um garoto de cabelos pretos, um pouco mais velho dos piralhos na mesa riu com esquecimento do milionário.

"É Batman, Bruce."

"Oh, isso! Batman. Obrigado, Dick. Você pretende agir feito o Batman?"

Não pude evitar uma gargalhada escandalosa, eu como Batman? Ótima piada, playboy de merda.

'No dia que você for como Batman chove canivete'

"Eu? Como Batman? Ha, Ha, nem em sonhos."

O piralho mais novo na mesa não parava de me encarar, franzi a testa para ele e sorrir. Ele semicerrou os olhos e ficou me olhando de cima abaixo.

"Já disseram que você lembra o Coringa?"

'Ferrou'

O tal de Dick também me olhou da mesma forma, o pirralho olhou para ele e depois para o ricaço da mesa.

Será que se eu me revelar, eles se cagam de medo?

'Coringa não pense nisso! Não se esqueça que provavelmente os policias estejam lá fora e você está sem uma arma. E claro, ainda mal se recuperou da última surra do Batman e...'

"Falam muito isso, principalmente quando pintei os cabelos de verde."

O fedelho ainda me olhava desconfiado, parece que minhas palavras não foram tão convincentes.

 
"E essas cicatrizes medonhas?"

"Damiane!"

O mais velho dos Wayne repreendeu o pirralho fedendo a leite, ele me olhou preocupado, talvez achando que tenha me ofendido.

"Ah, uma longa história. Sabe, não sou muito sortudo, e um certo dia andando pelas ruas de Gothan esbarrei com o palhaço..."

Fiz minha melhor cara de tristeza e suspirei triste.

"Ele não gostou nada do meu cabelo verde, acusou-me de copiar o seu estilo. Ele me prendeu contra a parede e apontou a faca no meu pescoço e disse: 'Se gosta tanto de me copiar, que tal um belo sorriso no rosto como o meu?' O resto já devem imaginar."

' E Oscar de melhor mentiroso vai para... Coringa, o palhaço!'

Todos na mesa, inclusive o brutamontes de óculos que me mobilizou ficaram chocados, menos o pirralho.

"Já tentou fazer uma cirurgia plástica para consertar o estrago?"

Questionou o quatro olhos, o seu olhar de pena me dava nos nervos.

"Infelizmente meu salário de humorista fracassado não é o suficiente para isso."

'Não precisa me humilhar.'

Me contive para não rir da cara do Wayne, ele parecia odiar-me tanto quanto o Batman.

"Deve ser terrível, viver assim..."

O dono de Gothan colocou a mão na minha que estava sobre a mesa, por um momento um calor estranho, porém familiar me vez ficar tenso. Eu não sabia o que falar ou como agir. Faz tanto tempo desde que Arlequina foi embora, que ninguém além dela foi carinhoso ou demonstrou afeto.

"É...Eu..."

"Se precisar de algo você pode me chamar."

Observei ele retira do terno um cartão branco com uma grafia bem elegante e dourada, ele pôs na minha mão e sorriu simpático.

"Aqui estar o meu número."

Sussurrou um obrigado baixo e fiquei olhando para o nome gravado no cartão. Aquele cara estava dando o seu número para um estranho que a poucos minutos conheceu.

"Acabei não perguntando o seu nome."

"Jack Naiper."


Notas Finais


Vejo vocês no próximo capítulo.


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