História Barbie Girl - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Drama, Exo, Romance, Trans!chanyeol, Transsexualidade
Visualizações 52
Palavras 1.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eai beleza
sempre quis fazer uma fic assim aaaaaaa
ainda mais com chanyeol sendo trans
pra quem acompanha minhas outras fics, eu vou atualizá-las essa semana, inclusive vou terminar algumas rs
espero que gostem

Capítulo 1 - .u m


 

Chanyeol olhou mais uma vez para seu reflexo no espelho, se sentindo desconfortável. As calças que sua mãe havia lhe dado eram justas demais, faziam com que Channie se sentisse completamente preso, e ele odiava aquilo. Sabia porque ela havia lhe dado as calças para vestir, e agradeceu mentalmente por seu esforço, mas Chanyeol não podia mentir para si mesmo. Ele não se sentia como si mesmo com aquelas calças, aliás, ele nunca se sentia como si mesmo.

Após o desastre em sua última escola, Chanyeol prometeu a si mesmo que só poderia ser ele mesmo em casa, onde ninguém o julgava ou o batia. Então, para evitar futuros problemas, só usava desconfortáveis roupas masculinas em público, as poucas peças que possuía. Por sorte, seu moletom era demasiadamente grande, o que lhe dava certa sensação de liberdade. Mesmo com seus 1,85 de altura, sua mãe sempre dava um jeito de comprar roupas bem mais largas para ele, infelizmente, as únicas calças largas que haviam eram pequenas demais para Chanyeol.

— Desculpe, meu anjo — disse sua mãe, sorrindo docilmente. — Foram as únicas que eu achei.

As calças chegavam a ser ainda mais desconfortáveis quando Chanyeol andava. Suas saias plissadas eram tão mais confortáveis e bonitas, mas ele não tinha opção, ou usava suas saias e apanhava ou usava as malditas calças e chegava inteiro em casa. No fundo, Chanyeol não se importava com os socos e xingamentos, mas sua mãe sofria tanto quanto ele, e Chanyeol não suportava vê-la chorando todas as noites por sua causa. Aguentava aquelas roupas horríveis apenas por ela. 

— Está bonito — disse ela, quando Chanyeol surgiu na porta da cozinha. — Não se preocupe, logo isso acaba.

— Só espero que não tenha educação física hoje. Foi um sacrifício passar essas calças pelas minhas coxas — respondeu, passando as mãos em suas pernas. —Imagina se eu tiver que tirá-las.

— Pensa pelo lado bom, elas realçam as suas coxas.

Apesar de tudo, sua mãe sempre via as coisas pelo lado positivo, e fazia piadas das situações para que Chanyeol se sentisse mais confortável. Ela fazia de tudo para que o filho se sentisse bem consigo mesmo, sem o achá-lo um completo maluco e doente. Claro que no início foi difícil explicar, Chanyeol era apenas uma criança, mas sua mãe o amava acima de tudo, do jeito que ele era.


 

Sair de casa, pegar o ônibus, encarar várias e várias pessoas até chegar a escola, onde outras várias pessoas estariam reunidas, prontas para rir da cara de idiota do aluno novo. Era isso que Chanyeol pensava enquanto ia para a escola. Pediu para que sua mãe não o levasse, não era mais um bebê, e não queria que o vissem como um. Por isso estava pegando o ônibus, com toda aquela gente em sua volta o encarando, como se ele fosse um estranho. Bom, talvez fosse mesmo.

Se andar com aquelas calças já não fosse extremamente ruim, subir e descer escadas era ainda pior. Infelizmente, Chanyeol soube ao chegar a escola que sua sala ficava no último andar, o andar dos terceiros anos, e por lá não havia elevador. Ele teria que subir três lances de escada para chegar ao terceiro andar, com meninos e meninas o encarando e tentando adivinhar quem é aquele esquisito gigante de cabelo vermelho que acabara de chegar. Chanyeol odiava aquilo com todas as suas forças, odiava ter que chamar a atenção, mas não tinha nenhuma outra opção. Com muito receio e insegurança, foi em direção ao terceiro ano A, a sua mais nova turma. Enquanto passava pelas pessoas com a cabeça baixa, tudo o que Chanyeol mais pedia era que ninguém o achasse suficientemente estranho para que merecesse uma surra. Ia desviando das pessoas lentamente, pedindo licença de vez em quando com sua voz calma e baixa, e ficando quieto quando lhe respondiam com alguma grosseria. Com muito esforço, em cinco minutos Chanyeol se viu de frente para a sua sala.

Estava tudo lotado. Os garotos e garotas daquela sala conversavam aos montes, parecendo animados, e não se importaram nem um pouco com a presença de Chanyeol ali. O garoto foi passando lentamente de fileira em fileira, olhando todas as carteiras para ver se havia alguma vazia, mas nada. Todos estavam sentados em duplas, dividindo a mesma mesa, menos um garoto no fundo da sala, que parecia estar entretido lendo algo. O enorme moletom preto cobria grande parte de seu rosto, deixando a mostra apenas seus lábios vermelhos perfeitamente desenhados e seu queixo. Se vendo sem opções, Chanyeol se senta ao lado do garoto no canto mais escuro da sala.

O garoto mal notou sua presença. Estava muito concentrado num livro, que Chanyeol deduzira ser sobre a Revolução Francesa, e não se importou de ter Chanyeol do seu lado. Mesmo com a chegada do professor, o rapaz não tirou os olhos de seu livro, e Chanyeol começou a ficar assustado, não só com a indiferença do garoto, mas também com a enorme possibilidade do professor pedir para que ele se apresentasse para toda a turma. Por fim, ele acabou não fazendo aquilo, e apenas pediu para que os alunos dessem boas-vindas para ele. Alguns garotos começaram a cochichar e olhar para onde Chanyeol estava, dizendo que era um menino de coragem por sentar ao lado de Baek. Chanyeol não sabia o que era Baek, nem o por quê de estarem cochichando sobre ele, ele só queria fugir dali e ir para a sua casa, passar a manhã vendo desenhos animados e a tarde ficar jogando sem ter hora para acabar. Ele não queria nada daquilo.

— É o aluno novo, certo? 

Chanyeol olhou assustado para o garoto ao seu lado, que ainda estava lendo seu livro. A voz parecia ter vindo dele, grave e intensa, que fez com que Chanyeol se arrepiasse por inteiro.

— Está falando comigo?

— Se vai sentar comigo, saiba que terá que ficar aqui até o fim do ano letivo, regras da escola — disse, levantando um pouco a cabeça. — E não pense que vamos ser amiguinhos só porque você está aqui. Não me dou bem com ninguém nesta escola, e com você não será diferente.

— Por mim tanto faz, não quero ser amigo de alguém que nem mostra a cara.

Assim que Chanyeol pronunciou as palavras, o rapaz finalmente ergueu seu rosto, mostrando seus lindos traços. Os cabelos castanhos estavam enrolados e um pouco bagunçados, o que de certa forma combinavam com os traços delicados de seu rosto. Chanyeol havia criado uma imagem muito diferente do garoto em sua mente, e não tinha nada a ver com o belo rapaz que estava ali. Apesar de tudo, a expressão em seu rosto não era uma das melhores.

— Saiba que posso fazer da sua vida um inferno se me irritar — respondeu o garoto, o encarando duramente.

— Um inferno a mais ou a menos na minha vida não vai fazer diferença.

Chanyeol começou a se concentrar no que seu professor dizia, deixando o garoto ao seu lado desconcertado. Era a primeira vez que o desafiavam daquela maneira, e ele não sabia como reagir. Resolveu então apenas ignorar o estranho e voltar a ler seu livro, como se o resto do mundo não existisse. Claro que a presença do rapaz o incomodava, não gostava de estar perto das pessoas, mas não havia outra escolha. Tinha que se sentar ao lado do rapaz estranho e completamente encantador que tirava a sua concentração.


 

Para Chanyeol, até que estava indo tudo ok. Ninguém lhe dirigia a palavra, os professores não eram assim tão ruins e o garoto — Baekhyun, acabou por descobrir durante a chamada —, não parava de ler seu livro. Se ele conseguisse sobreviver até o intervalo, conseguiria passar o dia inteiro sem problemas. Não iria até o refeitório, se sentaria debaixo de uma escada que havia descoberto enquanto passava por um dos corredores. A escada era de emergência, então seria um ótimo local para passar um intervalo tranquilo comendo seu sanduíche enquanto lia seus quadrinhos. Assim que o sinal para o intervalo tocou, Chanyeol guardou suas coisas rapidamente e saiu da sala antes que todos. A porta de entrada para a escada não ficava muito longe de sua turma, era a última de um longo corredor que estava vazio, uma grande oportunidade para Chanyeol entrar sem ser visto. O lugar estava escuro, mas Channie rapidamente iluminou tudo com seu celular, escolhendo um canto da escada para se acomodar e comer seu almoço. Cinco minutos depois, ouviu passos no corredor se aproximando, e ele não podia acreditar que ficaria encrencado logo em seu primeiro dia de aula por estar em um lugar proibido.

— Esse lugar é meu.

Baekhyun se encontrava encostado na porta, segurando seu livro em uma mão e seu celular e um sanduíche em outra. A expressão de seu rosto era fechada, e ele parecia estar prestes a expulsar Chanyeol daqui a pontapés.

— Não sabia que você tinha comprado a escada.

— Não comprei. Mas este lugar é meu.

— Então prove.

— Você é irritante — respondeu Baekhyun bufando enquanto sentava ao seu lado e abria sua comida.

— E você é estranho.

— Não mais do que você.

— Muito obrigado pelo elogio, você é um doce.

Baekhyun revirou os olhos, e Chanyeol sorriu de canto. Durante todo o intervalo, ficaram lendo seus respectivos livros e comendo seus lanches em silêncio, levemente incomodados com a presença um do outro. Baekhyun havia decidido que não gostava do aluno novo, assim como não gostava de ninguém naquela escola, mas havia algo nele que o deixava curioso. Seus gestos, seu jeito de falar com as pessoas, seus traços eram tão femininos, com certeza tinha algo encantador e estranho com aquele garoto.

Bom, mas não seria Baekhyun que iria desvendar aquilo.


Notas Finais


desculpa qualquer coisa n deixa flopar eh nois


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