História Barriga de Aluguel - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha
Tags Itaino, Naruto
Exibições 35
Palavras 1.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa fanfic está sendo postada também no Nyah! Fanfiction, com o pseudônimo de Sony que também é meu perfil, portanto não há necessidade de DENÚNCIA, souezinha Sony Ericsson postando a fanfiction. Boa leitura!
****Cópia parcial ou total é crime <3****

Capítulo 1 - Partida de Golfe


Mais uma partida de golfe. Ao todo foram dezessete buracos acertados por ele. Não que estivesse contando, é claro.  Em geral o moreno evitava ao máximo encontrar-se com qualquer membro de sua família que não fosse sua mãe, pois em geral sempre saia das reuniões familiares extremamente irado; contudo daquela ocasião ele não conseguiu esquivar-se com facilidade, as vezes seu tio sabia ser estupidamente insistente.  Madara Uchiha era, como o próprio gostava de se dizer um homem extremamente direto. Não amaciava suas palavras e sempre tinha a resposta na hora certa. Era um dos motivos que levavam Itachi a aturá-lo, tal como o tio ele também evitava rodeios e enrolações.

Ele não gostava de golfe, sendo o homem de pavio curto que era aquele esporte não passava de um teste de paciência – que a propósito, ele não tinha. – mesmo assim, ele era surpreendentemente bom naquilo. E ele não era nada idiota, sabia perfeitamente que seu tio só o chamava para jogar aquelas partidas justamente porque ele odiava. Madara era previsível apesar de sua astucia.

Naquele dia fazia um sol escaldante, digno de tudo o que um rotineiro dia de verão geralmente traz: suor, cansaço físico e muitas reclamações, apesar do dia estar bom para um mergulho nem todos poderiam dar-se ao luxo de ir a praia ou a um clube de piscina, já que era apenas segunda-feira de uma semana onde a bolsa dos valores poderia despencar a qualquer momento.

— Você ainda não me disse por que me chamou aqui. — dissera ele ao tio, que segurava o taco com uma concentração eminente. Muitas vezes, Itachi desejou enfiar o taco de golfe na goela daquele megalomaníaco idiota.  Se não o fez ainda, certamente é porque conhecia outros meios de vingar-se de seu tio.

A principio, Madara ignorou-o. Sua concentração estava inteiramente no buraco a sua frente e no talco em suas mãos, de cenho franzido ele calculava as porcentagens de acertos e erros, já estava farto de ser vencido pelo mais novo. Esse era um dos seus defeitos, nunca aprendera a perder.

Quando finalmente acertou o buraco, soltou exclamações eufóricas e então virou-se para o sobrinho.

— Bela jogada. — Itachi mantinha uma sobrancelha erguida, supostamente impressionado com aquele feito quando na verdade só estava muito entediado.

— Obrigado. — o  tio sorriu largamente, era incontestável a bipolaridade daquele velho. — Nós precisamos conversar sobre o futuro dessa família, meu sobrinho.

—Não vai me dizer que reconsiderou sobre meu irmão ser deserdado?

—Isso não sou eu quem decide você sabe muito bem. É o seu pai quem tem o poder de expulsar alguém da família. — afirmou categoricamente. E era verdade, por mais sagaz que Madara fosse, quem detinha o poder era unicamente Fugaku já que este era o primogênito e portanto responsável por toda a fortuna da família, e principalmente pela divisão da mesma.

— Mas você pode convencê-lo.

— Merda. Não chamei aqui para você mencionar aquele inconsequente outra vez! Já lhe disse, por mim Sasuke teria sido expulso ao nascer. Filho de uma amante... — balançou a cabeça descontente. — Como eu disse, é sobre o futuro desta família.

O moreno balançou a cabeça em confirmação.

— Estou ouvindo.

— Você não pretende se casar, certo?

— Exatamente. Sabe o que acho dessas cerimônias baratas...

Madara sorriu com aquelas palavras, apesar do mesmo jamais admitir em voz alta, não era tão diferente de seu tio quanto acreditava ser. Era uma das razões para ele ser o preferido de Madara, e suspeitosamente do pai também.

— Nós estamos no século vinte e um, casamentos por conveniência acabam saindo mais caro do que o esperado. E quando há a quebra de contrato, os tabloides repercutem de uma maneira bastante negativa. É por isso que, se você não quiser casar, não se case.

Ele não era idiota, sabia que havia algum “entretanto” pela a frente.

— Mas...?

— Você precisa ter um filho. — o encarou seriamente. — Pergunte ao seu pai o que acha sobre netos e depois me conte sua opinião sobre vasectomia — seu sorriso era inteiramente maldoso, largo. Hesitou por um momento antes de continuar.

Itachi balançou a cabeça, bastante pensativo.

—E o que isso irá me custar?

— Provavelmente nada, já que não terá de pagar pensão. Quanto aos cuidados da criança, não se preocupe, tenho tudo minimamente planejado.

Suspirou fundo, enquanto estalava a língua, com os olhos voltados para o céu. As nuvens se moviam de maneira suspeita, numa dança medieval denunciando a chuva que com certeza vinha pela frente. Ele baixou os olhos para o tio e exclamou cinicamente.

—Aproveite seu jogo de golfe. — e dando as costas para o mesmo, já alguns passos de distância de onde ele encontrava-se exclamou— Quanto a sua ideia... Terá a resposta mais tarde.

Madara viu-o se afastar com uma expressão satisfeita, a isca já havia sido jogada agora só faltava que seu sobrinho mordesse o anzol, algo que não deveria demorar a acontecer.

Três semanas depois

504 horas após a conversa com seu querido tio e 502 após sua resposta, o moreno esforçava-se em bolar uma estratégia para colocar em prática aquele plano sórdido. Não que estivesse com pressa de ser pai, só gostaria que seu pai pudesse ter a oportunidade de conhecer seu neto antes de morrer. E além do mais, com um filho a caminho as chances de seu irmão de o próximo sucessor ficavam para trás... Pelo menos era o que esperava.

A verdade era certa. Ele não confiava plenamente em Madara, e seria idiota se o fizesse. Conhecia o caráter duvidoso de seu tio e todas as suas faces; desde criança, Itachi é um observador nato e sua habilidade de julgar as pessoas através de suas ações foram aperfeiçoadas com o passar dos anos. Isso fazia com que as pessoas o chamassem de muitas coisas, dentre elas frio e calculista. Talvez fosse verdade mesmo e era certo que ele não se envergonhava disso.  

Após muito pensar sobre o assunto, finalmente chegou a uma conclusão: Uma barriga de aluguel seria justamente o que precisava. E, por sorte um dos melhores hospitais da cidade estava com um programa desses. Segundo a reportagem das páginas seis e sete, crescia o número de mulheres que emprestavam sua barriga para aqueles que desejavam colocar um filho no mundo.

“sigilo total” dizia o anúncio, que Itachi passara  a tarde inteira lendo e analisando. Os pormenores precisavam ser cuidados com toda atenção possível, não queria nenhum mal-entendido ou brecha. Ele já tinha um advogado ao seu dispor e já planejava a elaboração do contrato, mas decidiu que aquela sua decisão ficaria em segredo por algum tempo, a satisfação de seu tio seria uma frustração sem tamanho para ele, que normalmente não se deixava manipular tão facilmente. Mas a verdade é que ele já queria ter um filho de qualquer maneira, aquela história apenas o fez tomar uma atitude, que já deveria ter tomado há tempos.

— Uchiha? A que devo a honra desse chamado?

O moreno ergueu os olhos para encarar o Dr. Hoshigaki.

Kisame Hoshigaki havia sido um dos colegas de classe do moreno na faculdade, e havia tornado-se um grande advogado. Profissional e muito competente, uma das qualidades que mais despertara a atenção no Uchiha era sua discrição.

— Olá, Kisame. Sente-se por favor. — pediu polidamente, indicando a cadeira a sua frente. Tal como fora instruído para fazer, Kisame fizera. — A questão aqui talvez seja atípica para você.

— Acredite, não há situações atípicas para mim. — sorriu com confiança. — Já peguei casos muito problemáticos. Diga-me, Itachi, você assassinou quem?

O moreno revirou os olhos e riu.

— Felizmente ninguém, ainda. Mas fico feliz em saber que você já tem uma defesa arquitetada ai nessa sua cabecinha azulada caso isso ocorra.

Kisame também riu.

Logo a expressão de Itachi adotou o mesmo ar enigmático de sempre.

— Eu quero contratar uma barriga de aluguel. — exclamou, sem mais delongas.

Viu para seu deleite, os olhos azuis do homem arregalar-se em descrença, era óbvio que não eram por aquelas palavras que Kisame estava esperando e o moreno sorriu presunçosamente diante dessa constatação.

— Barriga de aluguel? — repetiu o homem, ainda em choque. — Você por acaso está pensando em ser pai?

— Por qual outro motivo contrataria uma barriga de aluguel? — retrucou em tom divertido.

Kisame estreitou os olhos e bradou em tom de zombaria:

— Uchiha Itachi está ocorrendo a inseminação artificial?

O moreno fungou uma risadinha de desprezo, enquanto ajeitava-se confortavelmente na poltrona de seu escritório.

— Não seja ridículo, tenho sêmen o suficiente para reproduzir milhões de crianças. — assegurou-se. — Posso, inclusive engravidar sua mãe. Sou um homem saudável.

—Não acho que cadáveres sejam as mais indicadas para você procriar — ele comentou sarcasticamente. — Bom, perdoe-me a minha incredulidade Uchiha, mas uma barriga de aluguel? Você pode engravidar qualquer uma! Basta escolher...

— Ai é que está. — ele estalou os dedos, como se Kisame tivesse finalmente entendido o fio da meada. — Não pode ser qualquer uma e também não pode ser dessas socialites que saem em páginas de fofocas. Precisa ser uma mulher discreta, que não queira o menor contato com a criança após o fim do contrato e que esteja disposta  a se submeter as todas as clausulas contratuais.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Explique-me melhor o que você tem em mente, para que eu possa ser mais eficiente ao ajudá-lo. E ah — acrescentou — Eu quero uma remuneração bem gorda, para participar dessa insanidade.

Itachi abriu um sorrisinho cínico, balançando a cabeça. Não esperava menos do seu amigo, Kisame era realmente inteligente.

 Mas o que estava pensando? É claro que seu amigo era inteligente, Itachi detestava pessoas burras.

— A mulher precisa ser loira. Não ruivas, não sardentas.... Loira. De quadris largos preferencialmente, essas são mais propensas a parto normais.

— Parece que você andou assistindo a muitos vídeos de partos.

— Não seja ridículo, estudei três anos medicina na faculdade de Cambridge. — disse com arrogância, provocando risos nos outros. — Já elaborei um rascunho do contrato. Agora saia daqui e não volte até encontrar uma mulher que queira ser mãe.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Tenho até o capítulo 6 escrito.


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