História Barriga de Aluguel - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha
Tags Itaino, Naruto
Exibições 22
Palavras 1.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Barriga de Aluguel


Estava ali, sentada em uma cadeira na biblioteca da faculdade com alguns livros e jornais em cima da mesa, todos falando sobre o mesmo assunto: Barriga de Aluguel e como funcionava.  Ino não era e nem nunca seria do tipo maternal e obcecada por crianças, era uma mulher independente no auge de seus vinte e cinco anos que estava quase terminando a faculdade, faltando apenas um semestre e então faria sua pós-graduação no exterior. O problema é que ela estava sem dinheiro e o pouco salário que recebia nunca seria o suficiente para pagar um bom advogado para tirar seu irmão de dentro da cadeia. Mesmo que ele não merecesse seus esforços, pois era um completo idiota, Ino tinha que tirá-lo de lá. Dessa vez ela sabia que era inocente.

Sabia que arrumar outro emprego não adiantaria muito, mesmo que possuísse ótimas qualificações. Foi em uma sexta-feira chuvosa que ela acabou sendo fisgada por aquela ideia, no mínimo insana; estava sentada na cadeira do corredor do hospital particular de Suna, entediada esperando sua vez para ser atendida, quando pegou uma revista e lá  explicava o termo Barriga de Aluguel. Quando ela começou a ler a respeito, a principio considerou uma ideia estúpida, mas conforme ia informando-se a respeito  sua curiosidade ia aumentando gradativamente até que por fim, ali estava ela estudando aquele assunto tão polemico.

 Quem nunca ouviu a expressão "barriga de aluguel"? O título já foi até tema de novela e é cercado de questões éticas e culturais. Trata-se de um tratamento utilizado quando a mulher não pode engravidar, seja por não ter útero ou pela presença de doenças graves que contraindicam a gravidez, mesmo tendo óvulos capazes de gerar um bebê. Nesta situação, este casal gera o embrião através de técnicas de fertilização in vitro (FIV) e, este embrião, é transferido para o útero de outra mulher, que "carrega" o bebê por nove meses e dá a luz. Após o nascimento, o bebê é devolvido aos pais.

Como não era nenhuma garotinha ingênua e nada impulsiva, a loira dedicou-se a estudar cem por cento aquele assunto. Ora, se ela entraria precisava saber como funcionava. E além do mais, nunca estivera grávida antes mesmo que tivesse conhecido muitas grávidas, não sabia exatamente como a gravidez afetaria sua vida, então, no melhor dos casos a única alternativa era estudar.

Leu vários artigos científicos, assistiu a documentários e agora estava estudando os casos mais populares do país.  Surpreendeu-se ao constatar que na maioria das vezes, muitas mulheres – que alugavam seu útero por uma grande quantia de dinheiro – recusavam-se a entregar a criança. Ela franziu o cenho, tendo certeza absoluta de que esse não seria seu caso.

Ino nunca quis ser mãe. Muito pelo contrário, sempre sonhou e desejou uma carreira de sucesso. Estava determinada a ser uma importante mulher de negócios. Quando era criança, enquanto suas amigas brincavam com bonecas e barbies, ela jogava jogos de medicina ou fingia estar em um tribunal sendo uma grande juíza. Também gostava de imaginar que tinha uma empresa de cosméticos... Ela sempre foi muito criativa em suas brincadeiras. Quando recebia uma boneca, ela rapidamente retirava as partes de seu corpo, fingindo estar em uma cirurgia.

Nunca se imaginou com uma criança em seus braços e, mesmo naquele momento em que ela decidira alugar seu útero, não conseguia acreditar que teria capacidade de amar um bebê. Não importasse se nascesse com seus olhos e cabelos, ela não o queria e estava determinada a isso.

Quando se inscreveu para ser barriga de aluguel, passou muitas noites em claro  pensando em um perfil que convencesse as pessoas de que era a pessoa apta para aquele tipo de procedimento.

— Senhorita Yamanaka,  a biblioteca irá fechar. A aula...

—  Obrigada, Gwen. —  exclamou a loira apressadamente levantando-se da cadeira. Olhou em seu relógio, a próxima aula seria da Anko... O que significava que estava na hora de ir embora.

Deixou a biblioteca depressa, do mesmo jeito que havia adentrado e então seguiu a passos rápidos e ritmados até seu carro.

♦♦♦

Ela odiava aquele lugar tanto quanto o fato dele ter ido parar ali dentro.  Sentia-se impotente, mesmo assim não podia abandoná-lo.

Do outro lado do vidro, trajando um uniforme laranja estava seu irmão. Ele tinha emagrecido muito desde que fora preso e seu rosto estava pálido, com profundas olheiras. Até mesmo os cabelos dourados haviam perdido seu brilho natural. Ino respirou fundo, enquanto fitava ele. Deidara parecia triste, mas ela sabia que estava com raiva.

Ela pegou o telefone, e o viu imitá-la do outro lado da tela. Ela apertou um numero e então começou.

— Eu sinto muito pela a demora. Estava na faculdade.

— Você continua vindo.  Por quê? —ele odiava vê-la ali, naquele lugar. Sua irmã não merecia aquilo. Mesmo que brigassem constantemente, ele a amava muito e era sempre muito doloroso receber suas visitas, que inclusive achava não merecer. Ela era muito boa com ele, e ele não tinha certeza se merecia tamanha devoção de sua parte.

— Você é meu irmão, Deidei. Não posso abandoná-lo.

— Não gosto de te ver aqui, Ino. Você não combina com esse lugar.

— E você combina? — ela devolveu, chorosa. A cor laranja parecia tão cinzenta nele e ali.

— Estou com saudade.

— Eu também estou... — ela fez uma pequena pausa antes de continuar. Seu irmão sempre fora mais alto que ela, e ali parecia ter encolhido vinte centímetros. Como isso era possível? Ele estava acabado.

Internamente perguntava-se o que acontecia ali, quando os policiais e guardas não estavam por perto. Não descartava a possibilidade dos outros detentos estarem batendo em seu querido Dei.

— Eu vou te tirar daqui, irmãozinho.

Aquelas palavras surpreenderam-no, como há muito tempo ele não era surpreendido.

— O que? Do que você esta falando Ino?

— Eu consegui o dinheiro. — ela sussurrou, encarando-o. —Eu posso contratar um bom advogado para você. Não será condenado injustamente, não o permitirei.

Ele franziu o cenho.

— Ino Cornelia Yamanaka... Que porra você fez? Por acaso está...

Uma das guardinhas aproximou-se da loira, informando-o de que o horário de visitas havia terminado.  Rapidamente a loira finalizou a ligação, enquanto o irmão era arrastado pelos guardas e parecia atordoado com suas palavras. Ela despediu-se dele através de gestos e a promessa de que iria retornar em breve, enquanto ele permanecia confuso e curioso a respeito daquilo. Deidara bateu no vidro que os separava,chamando-a de volta e exigindo uma resposta.

— Ino... Ino não me diga que está se prostituindo! Ino! — gritou em vão, sua irmã tinha deixado o lugar e ele logo retornaria a cela que dividia com outros detentos.

♦♦♦

Naquela mesma noite, ao chegar em casa, a loira recebeu a ligação do advogado de seu “cliente”. Alguém havia gostado de seu perfil – apesar do mesmo não possuir foto de referencia – e estava interessado em contratá-la. Ela estranhou o fato do homem não ter se identificado e mandado um advogado entrar em contato, esperava resolver tudo pessoalmente e diretamente com o casal.

Após meia hora de conversa, ela descobriu que não se tratava de um casal e sim de um homem solteiro. Curiosa ela acabou concordando em se encontrar com o advogado do mesmo, no dia seguinte.

Havia optado em vestimentas leves, nada muito discreto ou vulgar: como estava de dia e chovia, vestia uma calça social preta e camiseta regata branca, e seus inseparáveis coturnos de que nunca, em hipótese alguma abriria mão, aquelas botas faziam parte de si.

O restaurante escolhido era um dos mais famosos da região, Lé Lagostas, cuja especiaria da casa passava bem longe de ser propriamente a lagosta. Estava sentada em uma cadeira, no lado exterior do restaurante de onde podia ver perfeitamente a praia e ser abraçada pelo vento que vinha da maré.

Estava esperando ali há uns vinte minutos, e já havia bebido duas taças do champanhe mais caro do lugar, já que aparentemente o advogado é quem iria pagar. Quando tencionou levantar para ir embora do lugar, um homem de terno e gravata surgiu no seu caminho. Ele era alto, de ombros largos e cabelos bem azuis, tinha cicatrizes no rosto e um olhar de tubarão, se é que pode-se dizer assim.

— Senhorita Yamanaka?

— A primeira e única. — respondeu, estendendo a mão para o advogado.

—Você é loira. — comentou surpreso, dando uma boa analisada clinica nela. — Meu cliente ficará ainda mais satisfeito.

Ela franziu o cenho.

— O que?

— Digamos de passagem que ele tem certa preferência por loiras naturais.

— Uh, então ele quer uma criança galega? — ela sorriu enquanto voltava a se sentar, vendo-o fazer o mesmo.

— Sim, de fato. Desconfio de que seja seu sonho desde garoto — ambos riram. — Gostaria de me apresentar. Chamo-me Kisame e serei responsável pelos tramites do contrato, além de fazer as primeiras comunicações entre você e meu cliente.

— Certo, podemos começar com uma pergunta óbvia? — ela indagou fitando-o seriamente. — Ele não pretende se apresentar até que estejamos no laboratório?

 Kisame arregalou os olhos e engasgou-se com a água que bebericava. Um garçom aproximou-se sorrateiramente e o homem pediu uma das garrafas de vinho mais caras da casa.

— Na verdade não haverá laboratório. — informou seriamente. — O contratante quer que a concepção ocorra naturalmente.

Aquelas com certeza absoluta não eram as palavras que ela esperava ouvir.

— O que? — perguntou, em estado de choque. — Você só pode estar brincando comigo! Eu não vou para a cama com um desconhecido! —levantou-se abruptamente.

—Ele achou que você dissesse isso. Está oferecendo o dobro do valor.

De pé, de costas para o advogado, Ino paralisou no lugar.

Quando ela abriu a boca novamente, para recusar a oferta, ele voltou a dizer.

— O triplo do valor combinado e alguns presentes para compensá-la do constrangimento.

Aquilo era muito dinheiro, pensou ela com os olhos fechados.

— Quero o adiantamento em dinheiro, na próxima terça-feira. E peça para ele me encontrar aqui, amanhã.  

— Senhorita Yamanaka, você precisa assinar o contrato primeiro.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...