História Barriga de Aluguel - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha
Tags Itaino, Naruto
Exibições 194
Palavras 1.361
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que estejam gostando. ♥

Capítulo 3 - Encontro Inesperado


Como Kisame havia o explicado, semanas antes de encontrar a candidata ideal para aquele aluguel, diga-se de passagem, de alto risco, a coisa toda funcionava de maneira completamente sigilosa até o momento do encontro, para melhor preservar os envolvidos. Ele não relutou em nenhum instante é claro, não gostava de exposição e tinha que tomar todo o cuidado do mundo para que aquela história não vazasse na imprensa, do contrário estaria seriamente encrencado. Seu pai não ficaria nada feliz e claro Madara muito menos.

O pouco que sabia a respeito da mulher, resumia-se exclusivamente as informações fornecidas por ela própria:

Não fumava; não bebia; não era viciada em compras; estava no penúltimo semestre da faculdade de marketing e trabalhava; morava sozinha em uma excelente localização no centro da cidade...  E nada constava em relação a sua aparência. E o fato dela mencionar que não tinha qualquer interesse na criança, o ajudou em sua decisão.

Ainda segundo seu advogado,havia a pré-seleção que era feito automaticamente pelo programa do hospital. Ao longo daquela semana ele descartou várias candidatas, estava certo de que a senhorita I.Y era a candidata perfeita para aquela sua empreitada. Não queria nenhuma maluca grávida, porque ela podia perfeitamente se recusar a lhe entregar a criança e ainda por cima processa-lo, já que era o espermatozoide dele com os ovários dela.

Os tramites estavam devidamente acertados e o contrato assinado, agora só faltava o Hoshigaki levar ao cartório e por fim entregar ao moreno, que estava ansioso para conhecer a futura mamãe de seus filhos. A ansiedade era consequência de um desejo reprimido há anos.

Encheu a taça e então se pusera a beber o vinho demoradamente, sentado em sua poltrona.  Estava ali, refletindo sobre tudo aquilo quando o seu celular começou a tocar incessantemente.

— Hoshigaki! Estava esperando a sua ligação.

— Eu tenho certeza de que estava! — dissera ele em tom divertido. — Itachi, tenho algo a lhe dizer sobre a futura mãe dos seus filhos, que esqueci de contar na mensagem.

— O que está esperando? Conta logo.

— Ela é loira, de cabelos cumpridos e olhos azuis, quadris largos. Do jeito que você queria. É a loira mais linda que eu já conheci na minha vida!

♦♦♦

Acordou nervosa, sentindo um estranho embrulho em sua barriga.  Calafrios percorriam todo o seu corpo enquanto mentalmente ela torcia para que tudo desse bem,e que o cara aprovasse sua aparência. Deixou os cabelos soltos como costumava fazer em seu tempo de escola e optou usar, naquele dia, um vestido floral de mangas curtas, ao olhar-se no espelho constatou que aquela roupa era perfeita.  Em seguida passou um pouco de maquiagem e de perfume e colocou um salto alto preto e uma bolsa. Ela  era bem mais alta que a media das mulheres e gostava de reforçar isso através de saltos, gostava de poder olhar a todos de cima.

Chegou bem cedo ao restaurante. Não queria passar uma má impressão e decidiu que pelo menos durante as primeiras “reuniões” – porque aquilo não deixava de ser um trabalho – evitaria colocar álcool na boca, seu chefe não precisava saber de seu pequeno vicio por bebidas em geral, já que obviamente ela mentiu sobre sua descrição. Tamborilou os dedos em cima da mesa e observou a movimentação, perguntando-se internamente como seria seu novo chefe. Segundo Kisame, era o homem mais alto e intimidador do bar e tinha cabelos pretos. Quando questionado sobre a fisionomia do homem ele não respondeu nada além disso, levando a loira a uma frustração incontida. Estava curiosa. Nervosa. Ansiosa.

Suspirou e bebeu mais um copo d´água, enquanto checava suas mensagens  no celular. Cogitou ligar para doutor Hoshigaki, mas afinal o que diria? Ele havia lhe dito que o homem era alguém ocupado e que possivelmente se atrasaria alguns minutos. Ela não queria parecer paranoica ou desesperada.

♦♦♦

Quando ele chegou ao restaurante, na área indicada pelo advogado, a primeira coisa que passou pela sua cabeça foi: puta que pariu. Seu coração acelerou ridiculamente ao avistar uma silhueta feminina.

Enquanto aproximava-se, a passos rápidos da mesa, desejava que estivesse ocorrendo algum equivoco e que não fosse aquela pessoa em particular a barriga de aluguel. Ele a reconheceria a quilômetros de distância. Trajando um vestido floral que ajustava-se perfeitamente a silhueta de seu corpo, lá estava ela, sentada despreocupadamente com o rosto apoiado sobre o braço enquanto encarava a praia aparentemente concentrada. Ele a reconheceu pelos cabelos longos e dourados; tamanho natural, cor natural que muitas modelos morreriam para ter e que ela tinha.  Piscou os olhos, paralisando momentaneamente ali sentindo a garganta secar.

Sorriu de um jeito demoníaco, e então aproximou-se finalmente da mesa, parando a frente da mulher dispersa.

— Yamanaka?

Ino estava encarando o mar quando escutou aquela voz tão familiar próxima de si. Os olhos azuis arregalaram-se e ela viu-se virando o rosto instantaneamente para encarar o dono da voz. Seu coração bateu rapidamente ao se deparar com ele.

— Uchiha? — ela perguntou com a voz falha, ele continuou parado a encarando.

—O que você está fazendo aqui? — perguntou tentando transparecer calma  e tranquilidade, mesmo que estivesse totalmente desorientado por dentro.

Ela arqueou a sobrancelha, tremendo da cabeça aos pés.

— Por que eu iria te responder? — retrucou rispidamente.

Sorrindo divertido com a resposta mal criada, Itachi ousou e sentou-se no lugar disponível e então conferiu o numero da mesa. Era ela.

— Esqueci que você é desse tipo. Faz as coisas e se esquece de dar explicações, certo? Igual aquela vez em que você fugiu do nosso casamento e me deixou plantado no altar igual um imbecil – exclamou sarcasticamente, enquanto chamava o garçom e pedia a bebida mais forte do restaurante.

Ela engoliu em seco, crispando os lábios.

—Está me seguindo? Depois de tantos anos...

— Oh, acredite, isso nunca me passou pela a cabeça. — disse indiferente. — Deixe-me adivinhar: está aqui por que assinou um contrato com um advogado de cabelos azuis?

Novamente ela arregalou os olhos, fazendo a cor desaparecer por completo de sua face o que agradou profundamente o Uchiha.

—Como você sabe diss...? — e então ela lembrou das palavras de Kisame: ele é alto, de cabelos pretos... O sujeito mais intimidador que você já viu! Sua boca continuou aberta, enquanto juntava as peças do quebra-cabeça. — Não! — gemeu, tombando a cabeça para trás e então se inclinando sobre a mesa, furiosamente. — Não me diga que é você o cara da barriga de aluguel?

—O dito cujo. — afirmou ele, tamborilando os dedos em cima da mesa enquanto a encarava seriamente. — Veja que ironia, nunca nos casamos e mesmo assim você irá me dar um filho. — sorriu ironicamente, vendo-a esforçar-se inutilmente em segurar as lágrimas.

Ela sorriu friamente e devolveu, cansada das provocações dele, mesmo sabendo que era apenas o inicio de uma grande dor de cabeça.

— Só me pagando para me fazer parir um filho seu.

Ele estreitou os olhos e observou o garçom aproximar-se da mesa trazendo consigo a garrafa de vinho.

—Devo confessar que estou bastante surpreso por ser você. Pelo o que eu me lembro bem, você nunca gostou de crianças.

— É, mas eu gosto de dinheiro. — respondeu categoricamente. — Eu conheço você, não tem um jeito de quebrar esse contrato tem?

— Não. — ele sorriu largamente. —  Você não deve ter lido o contrato, do contrário saberia que a quebra dele é estipulada em seiscentos milhões de dólares.

Um calafrio percorreu o corpo da loira, sentindo a garganta secar então em um gesto impensado ela pegou bruscamente a garrafa de vinho das mãos dele e levou-a ate a boca, ingerindo a grandes goles o liquido avermelhado.

— Seiscentos... Milhões? — ela respirou fundo, fechando os olhos por um momento. — Deve ter alguma coisa que você possa fazer a respeito.

— Tem, mas eu não farei. — ele respondeu de imediato. Ela não estava surpresa por aquela resposta, era até previsível da parte dele usar aquele contrato para vingar-se dela. — Porque você sendo a barriga de aluguel, Ino, muda absolutamente todas as minhas vontades.

Ela crispou os lábios, enquanto fitava-o temerosa.

— O que isso significa, afinal?

— Nós dois vamos nos casar loirinha. E caso não aceite isso, eu garanto que você irá pagar muito mais caro do que a multa! — disse, trincando os dentes.

Ela piscou os olhos, incrédula.



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