História Barriga de Aluguel - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Keke Palmer
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Personagens Originais
Visualizações 333
Palavras 4.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Pazes.


Fanfic / Fanfiction Barriga de Aluguel - Capítulo 21 - Pazes.

Duas semanas depois daquele dia maravilhoso no shopping, eu e Justin já havíamos escolhidos muitas coisas e moveis, porém, nada decretado pois ele queria ver todas as opções e escolher os melhores para seu filho, que mesmo tendo somente três meses já é mimado por três seres denominados de Luisa, Ryan e seu pai babão, Bieber. Aderindo o abito de passar as noites comigo, Bieber parecia ter se mudado para meu quarto e os momentos em que não estamos juntos, estamos conversando por mensagens ou no telefone. Bieber é muito preocupado e por mais que as vezes seja chato, eu acho fofo esse seu lado. Como hoje é quinta feira ele não irá trabalhar e sendo assim passaria o dia todo em casa comigo, já havíamos feito uma maratona de filmes e transado algumas vezes no sofá, qual é, meus hormônios estão aflorados e eu posso. Enrolados em uma coberta entre caricias e beijos no sofá ainda, levamos um grande susto quando a porta foi aberta com tudo e Luana entrou com suas malas toda atrapalhada.

—Você voltou? —Bieber não parecia raciocinar muito bem olhando para a mulher que tinha muita dificuldade de empurrar uma de suas malas que deveria estar muito pesada.

—Claro, eu moro aqui, esqueceu? —Brincou a mulher assim que o homem se aproximou e ajudou com a mala. Mesmo que ele não tenha feito intencionalmente, o beijo de Luana foi bem ao lado da sua boca e é obvio que eu não gostei, droga eu odiei. —Parece que se deram bem nesse tempo em que estive fora. —Olhou de mim para Bieber.

—Sim, ouvimos o coração do bebe e foi incrível. —O homem confessou sorrindo largamente.

—Jura, que bom amor! —Luana me olhou rapidamente antes de arrancar um selinho marido que sem jeito nem mesmo me olhou de tanta vergonha.

—Eu sair um pouco. —Avisei calçando minhas botas sem salto e me levantando. Mesmo estando frio eu precisava respirar e me acalmar.

Bieber até tentou argumentar, porém eu praticamente sai correndo sem blusa grossa e nem mesmo sei se havia dinheiro em minha bolsa, somente peguei e sai. É claro que eu estou sentida com a volta de Luana e ela me parece não ter gostado nada dessa aproximação minha com seu marido, mas isso não justifica eu ser a errada da história, eu não sou a amante, não quero ser. A minha barriga parecia ter triplicado de tamanho de tão grande que já estava e isso que eu só tinha três meses ainda, toda e qualquer roupa ela aparecia e eu nem podia usar meus vestidos curtinhos porque eu ficava praticamente nua; minhas calças de lycra e blusas de lã tem me salvo de crises de choro por conta do meu corpo. Eu realmente não esperava que ela fosse crescer tão depressa, qualquer um notaria que eu estou gravida e chutaria uns cinco meses.

O frio congelante não me fez voltar correndo atrás de uma blusa porque eu realmente não queria ver Luana agora, droga, porque ela voltou? Certamente eu preferiria muito que ela tivesse ficado com seu amante mais alguns anos talvez, mas não, a palhaça sempre aparece para infernizar os outros. Ridícula. Entrei em uma loja de roupas vendo uma blusinha que seria a cara da minha mãe, foi impossível não compra–la somente para dar a minha rainha, eu somente não me toquei na hora que quando eu fosse dar, ela veria minha barriga; talvez se eu por uma blusa do Bieber ela ache que eu virei rapper e não perceba. Eu sou patética.

—Faye? Porque está na rua vestida assim? —Luisa se aproximou junto de Ryan que segurava algumas sacolas de padaria.

—Luana voltou e me pareceu não gostar muito da minha aproximação com Justin.

—Ela se sentiu ameaçada. —Ryan murmurou tirando sua blusa e me entregando. —Está muito frio para você sair assim, Faye. Por mais que você não goste de Luana como metade do mundo, você precisa pensar no seu bebe antes. —Me senti uma criança levando sermão de Ryan.

—Eu sei, me desculpa. —Vesti a blusa olhando para eles sem graça. —Bieber me viu saindo assim e deve estar arrancando os cabelos agora. —Ambos riram negando fraco.

Eles me acompanharam de volta para casa em meio a risadas e brincadeiras muito idiotas, realmente Luisa e Ryan combinavam, ela é toda certinha e ele todo bizarro; se encaixam perfeitamente um no outro e não é só na cama, por mais que eles adorem se encaixar la também, afinal quem não adora. Antes eu adorava procurar a minha peça perfeita e saia me encaixando por aí, agora eu acho que encontrei a peça de faltava. Droga, pensar assim me deixa nervosa e feliz. Bieber me faz feliz. Justin essa hora provavelmente já deve ter saído a minha procura e ter dado queixa de desaparecimento na delegacia. Obvio, ele é todo preocupado e é fofo, mas eu não quero bronca nenhuma.

Entramos no apartamento rindo de um comentário idiota de Ryan sobre a minha barriga estar do tamanho exato das bolas deles e Luisa desmentindo na cara dura. Eu não sabia se ria ou batia no idiota. A casa em si estava um silencio e isso me assustou pra caramba, droga, alguém morreu. Por acharem o mesmo que, ambos me seguiram pelo corredor aonde algo parecia ter caído, porém não era exatamente algo caindo, era Luana. Luana gemendo. Eu não consiga pensar direito e nem queria, ela não é louca de trazer outro homem para o apartamento do marido, todos aqui o conhecem, então só poderia ser um homem ali dentro, Bieber. Engoli um seco sem reação alguma, afinal, o que poderia fazer? Eles são casados e eu não sou ninguém nessa história.

—Sinto muito, Faye. —Ryan me olhou sem graça. Ele estava ficando tão vermelho de vergonha que até eu me senti mal por ele. Já não bastava a minha tristeza, eu ficar triste pelos outros não ajuda em nada.

—Eu sinto muito amiga, Bieber é um babaca! —Sorri de lado para Luisa que negou se aproximando e me abraçando. —Não chora! Eu vou chorar com você! —Soluçou começando a chorar antes de mim. Eu realmente estava segurando as lagrimas de desapontamento, afinal eu criei muita expectativa entre mim e Bieber agora parece algo tão idiota. Algo tão fútil.

—Amiga, eu quero mesmo ficar sozinha. —Me soltei entrando em meu quarto e batendo a porta com força. Tranquei por dentro não querendo receber visitar de ninguém, quero somente ficar sozinha, mas sei que Bieber tem uma chave mestra e eu não sou idiota, puxei a cadeira da escrivaninha ouvindo a confusão formada do lado de fora, coloquei a cadeira para impedir que a porta fosse aberta e me joguei em minha cama desejando desaparecer desse lugar.

Será que foi minha culpa? Porque se eu não tivesse saído ele talvez tivesse pensado duas vezes e agora eu não estaria nessa situação; acredito que se ele realmente sentisse algo por mim teria pensado duas vezes de qualquer modo, ele não pensou porque não quis e agora não tem como mudar isso. Eu sou uma grande idiota iludida, a quem eu queria enganar? Ele é casado e mesmo tendo feito sexo comigo a alguns minutos, ele não se sentiu mal para comer sua esposa agora. Que nojo desse cara! Que ódio!

—Faye, por favor abre essa porta! —Bieber forçou a fechadura sem sucesso algum. Abracei seu travesseiro podendo sentir seu cheiro e somente me lembrar dos momentos bons que parece ter acabado. Em silencio eu passei o resto do dia inteiro no quarto, não sai nem mesmo para tomar um copo de agua e de meia em meia hora, Bieber batia na porta implorando para que eu abrisse e fosse conversar com ele, sem sucesso algum.

Quando amanheceu, eu mal tinha pregado o olho e ainda assim não sentia sono, eu quero tanto sair dessa casa que esperar amanhecer pareceu um século, porém eu não consegui levantar da cama sentindo minha cabeça tontear de tanto nervosismos e raiva, não raiva de Justin, mas raiva de mim por ser tão estupida. La pelas duas da tarde, levantei da cama me levantei e tomando coragem para me banhar e ir para qualquer lugar que não fosse perto de Luana ou Bieber, no fundo eu só consigo pensar no colo da minha mãe de como eu quero muito ele. Depois de banhada e vestida, peguei minha bolsa guardando meu dinheiro e a blusa que eu havia comparado para minha mãe saindo rapidamente do apartamento, não vi nem Luana e nem Bieber e por mim posso passar o resto da vida sem ver. Peguei um taxi para a casa de Luisa enquanto jogava em meu celular e pensava no que faria a partir de agora, me sinto pior que cega em tiroteio. Eu não sei se posso lidar com uma criança sozinha, mas meu peito arde somente em pensar na ideia de vende–lo para Luana e Bieber; talvez isso me destrua por completo. Droga, eu não sei o que fazer.

O carro parou em frente ao prédio de Luisa me fazendo pagar e saltar do automóvel, subi aquelas escadas morrendo no caminho, antigamente eu não tinha pique para subir tudo isso e agora eu tenho muito menos. Filho, você pesa muito. Bati na porta da garota ofegante, porém ninguém me atendia; fiz meu ritual para acordar Luisa batendo e chutando sua porta várias vezes até alguém se irritar e chamar a polícia, porém diferente disso a mãe da vaca abriu furiosa a porta e quase levou um nocaute, teve uma grande sorte de eu estar meio lerda.

—Luisa está?

—Não. Está dormindo no namorado o mês todo.  —Pobre não pode ter amigos ou boys ricos que já se mudam para a casa deles.

—Ok, estou com cede. —Entrei no apartamento seguindo diretamente para a cozinha aonde havia uma pilha de louça em cima.

—Avisa para Luisa que a louça é dela. —Ri pelo nariz assentindo e puxando uma panela do armário, era a única coisa limpa então seria ali mesmo que eu beberia agua, enchia a panela bebendo agua até me cansar e ter vontade de ir no banheiro. Fiz meu xixi, saindo do apartamento em seguida. —Faye? —A mulher correu para me encontrar na escada. —Luana levou meu último trocado, me arruma uma grana aí, vai?

Revirei meus olhos abrindo minha bolsa e puxando da minha carteira uma nota de cem dólares, querendo ou não, a mãe de Luisa já me ajudou em muitas coisas e principalmente arrumando maconha escondido para mim, a velha é bizarra, porém no fundo é um amor.  Desci as escadas morrendo também, não é porque é descida que deixa de ser cansativo, o dia estava fresco e gostoso de andar me fazendo tirar minha blusa e ficar somente com a minha regata marcando detalhadamente minha barriga por baixo da mesma, porém eu não dei muita importância a isso, quem seria tão cego para não ver que eu estou mesmo gravida?

Atravessando a rua observei Heydan passar quase correndo do outro, obvio que eu fui atrás porque eu sou uma idiota e vou atrás dos problemas. Correr com aquela barriguinha não é fácil, ainda mais gritando, levei um bom tempo para conseguir fazer ele parar, porém quando consegui foi bem em frente a barraca de lanches próximo a minha casa, realmente eu preciso comer para dar uma desestressada.

—O que? —O homem carrancudo me olhou torto.

—Te chamei la de baixo, porque não parou?

—Eu estou correndo, Faye. Por isso eu não parei. —Revirei meus olhos tomando o ar com força.

—Podemos conversar? Eu preciso mesmo me sentar. —Reclamei puxando uma cadeira da mesa ao nosso lado já me sentando. —Vai! É só dois minutos. —Resmungando ele se sentou em minha frente. —Eu deveria me desculpar com você, eu sei, porém não é como se eu estivesse errada. —Soltei o vendo me olhar incrédulo. —Eu já estava gravida quando voltamos a nós ver e eu não fazia ideia de como te contar isso. Não existe meio fácil de contar ao cara que você já amou que você engravidou de outro.

—Me deixou acreditar que poderíamos voltar ao que era antes.

—Não. Nunca vamos voltar ao que éramos antes, Heydan. Sermos amigos seria incrível, porém eu não posso ser a garota de antes. —Confessei levando minhas mãos a barriga e o vendo soltar um suspiro, arrastando suas mãos pelos cabelos já bagunçados.

—Eu amo muito você, Faye. —Declarou amuado. —Eu achei que voltaríamos ao que era antes bem rápido.

—Eu também te amo, Heydan! Mas eu já não sou mais a mesma pessoa e não posso fingir ser somente para te enganar ainda mais. Isso acaba comigo. —Declarei me aproximando um pouco mais dele. —Por favor, me perdoa por não ter lhe contado antes?

Eu realmente sentia a necessidade de saber que ele não me odeia, ele pode ser a carta mais descartada do meu baralho, porém não deixa de ser uma das mais preciosas. Sua feição de desanimo macetava meu coração sem piedade, é horrível ter que fazer isso com o cara que eu já gostei e no fundo ainda guardo muitos sentimentos sinceros; é tipo aqueles lances de primeiro amor e é realmente muito foda lidar com isso.

—Certo. —Sorriu de lado desvaindo o seu olhar do meu. Droga, ele estava sentindo. Como não estar com raiva numa situação dessa? Se fosse ao contrário, eu iria dar na cara dele e fazer ele se rastejar por mim.

—Você vai encontrar alguém que te ame tanto quanto nós amamos uma vez. Você é uma pessoa incrível Heydan, merece ser muito feliz. —Sorri me levantando e o puxando a força para um abraço. 

Mesmo ainda chateado ele não recuou enquanto eu o apertava em meus braços, ou tentava. Heydan sabia que eu ficaria mal se ele fizesse isso e ele sempre odiou me deixar mal com qualquer coisa que fosse. 

—Vai. Senta aí que eu vou pegar dois sorvetes. —Se levantou deixando seu celular fone sobre a mesa e indo até o frizzer em seguida. 

Enquanto ele comprava nossos sorvetes, puxei meu celular agindo a câmera frontal e vendo uma pessoa acabada. Eu estava magoada e ficar fazendo caretas para câmera ou fingir que estou vendo algo interessante é melhor do que ficar olhando para o nada repensando em tudo que aconteceu. Eu não consigo pensar naquilo sem sentir uma grande vontade de chorar. Eu sou uma grande iludida. Ele é casado e eu fui muito tola de acreditar que ele deixaria a mulher incrivelmente cobra dele e ficaria comigo, uma cobra pior, porém sensível. 

Publiquei no Twitter algumas coisas aleatórias e instagalram uma foto da mesa somente por ela ser vermelha e de madeira, as pessoas postam de tudo lá, então porque não? 

—Toma, é de menta. —Me entregou o pratinho com quatro bolas enormes. Meus olhos brilharam; por uma fração de segundos, todos os problemas do mundo sumiram e eu só via eu e meu sorvete maravilhoso.

Haydan soltou uma gargalhada pela minha reação colocando uma colherada de sorvete na boca em seguida.

—Justin tem restringindo muito a minha alimentação. Acha que se eu comer muita besteira o bebê vai nascer gordo.

Bizarro, não tem nada a ver. Eu sem dúvidas que ficarei imensa, o bebe só pega as proteínas; por mais que eu me aproveite para comer tudo em nome do meu filho, não é ele quem degusta. Paciência, coisas da vida.

—Dois meses já. —Amuou me olhando um pouco sempre graça pelo assunto.

—Ja entrei no terceiro mese. 

Três meses. Nem parece, o tempo passa tão rápido quando você não para e pensa, porém quando você está ali contando cada dia, chega a ser um tormento de tão lento.

—Ja sabe o sexo?

—As vezes eu sinto que é um menino, porém as vezes acho que é uma menina. Isso não me sai da cabeça. —Resmunguei nada feliz com aquilo, realmente é agoniante não saber.

—Talvez seja os dois.

—Não mesmo. Aqui só tem um. —Alisei minha barriga vendo o sorriso se alargar em seu rosto.

—Você está linda com essa barriga, Faye. —Sorri tímida enchendo a boca de sorvete. —Como está se sentindo com tudo isso?

A pergunta que não quer calar, eu me sentia uma grande montanha de confusão. A um dia atrás eu sabia de tudo que sentia e até mesmo o que pretendia fazer, agora é como se eu estivesse dormindo todo aquele tempo e quando acordei dei de cara com a realidade.

—É estranho. —Confessei. —Tem momentos que eu quero esse bebê e tem momentos que eu tenho medo de ter ele em mim.

—Minha irmã ficou do mesmo jeito quando engravidou, tinha medo de não ser uma boa mãe. —Murmurou algo que eu já sabia. —Se lembra de quando ela quis dar o bebê para adoção e assinou todos os contratos? —Abaixei minha cabeça me lembrando daquele dia terrível. 

Ela estava tão decidida, que assinou todos os documentos e antes mesmo de completar 6 meses de gestação o bebê já tinha até mesmo uma nova familia, tudo estava pronto até o grande dia chegar. Depois de dar a luz, ela deu de mamar pela primeira vez e voltou atrás, não quis dar seu filho mas foi obrigada, ela havia assinado muitos documentos e antes mesmo de nascer a criança já não pertencia mais a ela; o bebê foi levado na mesma tarde e mesmo em uma grande depressão ela lutou para ter seu filho de volta. Ela luta até hoje na justiça e ja faz longos quatro anos. Eu nunca teria essa força de vontade que ela tem porque eu não quero sentir a dor que ela sentiu. Eu não quero me arrepender de ter vendido meu filho, porém eu não posso simplesmente ficar com ele e sair com as mãos abanando. Droga, eu não sei o que fazer. 

—Ele vai ser a sua maior fonte de amor e alegria, confie em mim. —Sem conseguir conterno sorriso, passei minhas mãos pelo rosto limpando rastros de lágrimas. 

—Ja tem um admirador. —Brinquei alisando minha barriga e ouvindo Haydan rir calorosamente. 

—Eu não posso te odiar por ter seguido sua vida e estar indo atrás do que você quer. Eu te amo o bastante para te deixar ser feliz, mesmo sem mim. 

Eu não posso dizer que amo Bieber o suficiente para deixa–lo ser feliz sem mim, porém eu não sou idiota para forçar ele a ficar comigo. Merda de carência. Ainda assim ficou claro que ele estava tentando me fazer sentir mal por deixá-lo. Que jogo sujo. 

—Isso não vale.

Minha relação com Heydan sempre foi muito fácil de lidar, sempre tivemos muita facilidade em nos reconciliar após uma briga e talvez por isso, agora não estamos discutindo como provavelmente eu estaria com Bieber. Talvez seja isso que falte, mesmo que nós realmente nos gostamos, não temos uma relação de homem é mulher fora da cama, é como se eu brigasse com meu irmão e voltasse a falar com ele minutos depois; isso é péssimo.

—Vem, deixa eu ver essa barriga. —Neguei terminando meu sorvete. —Vai, Faye! Vem logo.

Mesmo resmungando parei em sua frente levantando um pouco a minha blusa e  mostrando minha barriga para ele.

—Que estria enorme. —Alisou a lateral me fazendo olhar imediatamente, não encontrando nada ali.

—Idiota. —Resmunguei sentindo sua mão quente alisando minha barriga e seu ouvido sendo grudado ali como se ele pudesse ouvir algo.

Eu também gostaria de fazer isso somente pela sensação, parece tao incrível.

—Eu acho que são gêmeos.

—Impossível. —Ri pelo nariz arrumando minha blusa. —No ultrassom bate somente um coração.

—Ja ouviu o coração? —Questionou impressionado.

—Sim, Justin gravou. Quer ouvir? —O homem assentiu puxando sua cadeira para o meu lado enquanto eu desbloqueava meu celular e ia para a galeria para ele ver também o vídeo do ultrassom que Bieber fez, bem curtinho.

—Quem é essa? —Abriu a foto de Luana com chifres que eu havia feito a um tempo atrás.

—A parte que eu não contei. Então, Bieber é casado. —Levando alguns minutos para entender, Heydan negou com a cabeça rindo pelo nariz e olhando para os lados.

—Sua mae vai te matar. —Bufei remoendo aquela verdade enquanto ia abrindo o video do ultrassom e mostrando para ele. —Não vi nada no munitor. —Pausei o vídeo mostrando para ele aonde estava o bebê e vendo o mesmo babar completamente impressionado. —Nossa. Desse tamanho e já está se formando? Tem certeza? —Olhou para minha barriga rapidamente. —E deve estar sim.

Ele estava claramente me chamando de gorda.

—Da um tempo Heydan!

—O que sua mãe disse sobre isso? Grávida de um cara casado, Faye? Isso foi burrada. —Repreendeu–me.

—Sabe que às vezes eu acho a mesma coisa. Às vezes eu só gostaria de não ter feito nada, mas eu me sinto péssima pensando nisso e pensando que se eu não tivesse feito nada, eu não estaria com essa coisinha aqui dentro de mim.

Era como eu realmente me sentia, mesmo que às vezes eu não parasse pra pensar; muitas vezes esse bebê parece valer mais que alguém milhares de dólares. Muito mais. Eu me sinto uma pessoa ruim por ter vendido meu própria filho. Céus, se eu dissesse isso a Heydan, isso sim despertaria raiva dele.

—Você já ama ele.

Não era uma pergunta, ele estava afirmando algo que não é verdade. Não totalmente; eu penso no bebê e me sinto ansiosa com tudo, porém parece tarde demais para querer ama–lo.

—Claro. —Desconversei me levantando. —Vou passara lá em casa, nos falamos depois ok?

Com um manejo de cabeça ele concordou me permitindo beijar sua testa e pegar minha bolsa seguindo para minha casa que ficava ali perto. Parar em frente ao portão foi assustador, é como se eu não soubesse mais quem eu sou para estar ali. Sai dessa casa uma pessoa e me tornei uma muito diferente a cada dia fora e nisso já temos seis longos meses. Entrei pelo portão de madeira seguindo direto para a porta e longo entrando na minha amiga residencia; minha mãe passava algumas roupas, enquanto ouvia as suas novelas pela televisão.

—Oi, mãe. —Meus olhos encheram de água ao ver a feição de cansaço da mulher, isso que me faz querer dar continuidade e poder ser a ela uma vida melhor. 

Caminhei até ela jogando minha bolsa no sofá e apertando a senhora em meus braços que mesmo um pouco aérea retribuiu meu abraço. Eu não tinha reparado em como sentia falta da minha mãe até está nos braços dela novamente. Me sentia como aquelas crianças com medo do escuro e o único lugar sério é ao lado da mãe. Eu estou com tanto medo do pode acontecer agora que sentir esse peso sair por alguns segundos é reconfortante demais. 

—Como você me some de uma hora para outra, garota? 

—Eu não sumi. —Soltei–me de seus braços vendo seus olhos correrem por meu corpo. 

—Que barriga é essa, Faye? —Soltou o ferro voltando sua atenção totalmente para mim. 

Como se eu pudesse defender meu bebê coloquei meus braços na frente da minha barriga não querendo mostrar ela para minha mãe. É, a paz já acabou. 

—Eu estou grávida. —Como se ela não tivesse se quer notado. 

—Gravida? Eu não acredito que você me volta grávida na maior cara de pal. —Rosnou me olhando furiosa. —Quem é o pai dessa criança? Aonde ele está? Foi homem para fazer, mas vir falar comigo e com seu pai ele não veio? 

—Mãe, para com isso.  —Resmunguei já me irritando também. —Eu não sei quem é o país. Não. Eu sei, só não importa. 

Uma pequena confusão foi o bastante para despertar a raiva da minha mãe. 

—Fora. FORA FAYE E SO ME VOLTE AQUI COM O PAI DESSAS CRIANÇA! —Esbravejou caminhando até mim. 

Eu não consiga acreditar no que ela estava fazendo, parece que ninguém se toque eu estou mega sensível e tudo tem me magoado recentemente, até porque fazem de tudo para me provocar e irritar. Mais que merda. 

Optei por não discutir e somente peguei minha bolça e sai correndo daquela casa. Eu não queria falar com ninguém, mas eu me sentia tão mole depois daquilo que as lágrimas começaram a escorrer e eu só notei quando quase tropecei e cai próximo ao ponto de ônibus. Peguei meu celular dentro da bolsa discando o número de Luisa que levou muito tempo para atender, mesmo eu ligando alguns milhares de vezes. 

—Fala amiga. Eu estava estudando e não senti o celular vibrar.

—Vem me buscar aqui no ponto de ônibus próximo a sua casa. —Desliguei o telefone me sentando no ponto e chorando tudo que eu tinha direito de chorar. Já não bastava Bieber fazer merda, minha mãe vem e faz uma pior ainda? Que ódio.

Levou quase uma hora até um carro estacionar e Ryan sair junto com Bieber e Luisa do carro. Eu tinha que lembrar Luisa que se eu chamei ela, é porque queria que ela viesse e não o namoradinho e o babaca do amigo dele.

—Ei, o que houve? —Se ajoelhou em minha frente enquanto sentia as lágrimas escorrendo por meu rosto rapidamente. 

—Nada. —Me soltei de seus braços correndo para minha amiga que me apertou bem firme contra ela. 

—Vem amiga, entra no carro. 

Com sua ajuda eu entrei no banco de trás com ela e os dois homens ficaram nos bancos da frente, dando partida e saindo com o carro dali. O caminho que Ryan fez não foi do apartamento de Bieber, porém se quer me importava com isso, eu queria somente um lugar para me deitar e chorar. Em frente a uma casa, Luisa me tirou do carro me levando para dentro e como se ela já conhecesse tudo ali, me levou até um quarto tentando me arrastar para o banheiro, mas a cama me pareceu melhor, então me joguei nela e voltei a chorar. 

—Faye. —Bieber entrou deitando em minha frente. —Por favor, você precisa ouvir o que aconteceu! Não me odeie. —Murmurou beijando minha cabeça e tentando me abraçar. 

Se quer eu conseguia pensar em Bieber depois do que minha mãe fez, eu precisava tanto do colo dela agora que Bieber pareceu uma sardinha no meio dos tubarões. Um nada. A sensação de tristeza e mágoa não se iam de modo algum e certamente ficaria comigo ali até isso tudo se resolver. É uma droga. 


Notas Finais


18 comentários gente? AMEI DEMAIS CARAA! <3 Obrigada por tudo mesmo!! <3
Ja tenho outro capitulo pronto, vou somente dar um tempo para todos lerem e comentarem ok? Então qualquer coisa eu ja posto hoje mesmo. Me contem o que acharam, ok? quero muito saber!
comentários, beijão!
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