História Batalha - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Ezreal, Garen, Lux, Sona
Tags Angst, Drama, Lol, Lux, Tragedia
Exibições 58
Palavras 1.620
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá cupcakes! ;3
Isso é apenas algo que eu escrevi há um ano e acabei achando sem querer ao mexer nos meus arquivos antigos. Minha intenção era que isso fizesse parte de algo maior, mas eu acabei desistindo antes mesmo de terminar o capítulo. Anyway, eu achei que ficou apresentável e foi um ótimo treino de aprofundamento de personalidade da personagem (que por sinal, é a minha favorita). E não esqueci, é claro, de achar um jeito de colocar meu OTP do lolzinho no meio disso tudo heheh, ninguém é de ferro.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Sound the bugle now

Tell them I don’t care

There’s not a road I know that leads to anywhere

 

Lux olhou em volta, as cinzas dificultando bastante a visão. Apesar da tontura, levantou-se do chão no qual deitava. Havia cortes e queimaduras por todo o corpo e era muito difícil mover-se, mas ao menos a mulher estava viva. ‘Por que eu? Tanta gente inocente, tantos civis indefesos...’, pensava consigo mesma. Demacia estava tão devastada quanto a maga, e a memória da mesma começava a voltar. Lembrou-se da bomba lançada pelos Noxianos – um claro sinal de que a aliança com Zaun permanecia – logo após as tropas de armadura negra recuarem. A curta vitória fora doce: a lembrança de abraçar Ezreal e o irmão, Garen, era vaga, mas estava lá. Ezreal...

 

I’m a soldier

Wounded, so I must give up the fight

 

Os pés da maga da luz forçaram-se a caminhar por entre tantos corpos imóveis. O campo de batalha estava lotado deles, embora alguns sobreviventes já tivessem sido carregados para um local seguro onde pudessem ser tratados. Lux olhou para as próprias roupas chamuscadas e armadura quebrada: provavelmente tinha se passado por morta. Os cabelos, outrora sedosos, eram praticamente marrons de tanto sangue e sujeira. Sentia-se nojenta, e queria que pudesse dar sua vida para que qualquer daqueles corpos demacianos reganhasse o frágil pulso do coração.

Encontrou o próprio bastão não muito longe de onde aterrissara após a explosão. Usara ele para formar um forte escudo de luz em volta de si mesma e em quem mais conseguira, para que o impacto fosse menor. Andou e andou, até que um corpo familiar lhe chamou a atenção: Sona Buvelle. A mulher tossia sangue, e Lux sabia que seu estado era além da cura. Mesmo assim, não podia simplesmente ignorar uma amiga. Correu até ela o mais rápido que as fracas pernas permitiam e caiu de joelhos ao seu lado. Pousou uma mão no bastão e a outra no peito da Mestra das Cordas, em cima do coração.

Sentiu a luz fluir de seu corpo para o da mulher; entretanto, Sona sabia que era um caso perdido e desejava que Lux seguisse seu caminho. A loira sentiu o toque da muda em sua própria mão, e entendeu o olhar que lhe fora lançado. “Não desista, Sona, por favor...”, sussurrou, o mais perto de uma fala normal que conseguia emitir. Fechou os olhos e tentou mais uma vez curar a mulher, porém parou ao sentir o aperto em sua mão afrouxar. Sona parecia dormir pacificamente, a beleza remanescente mesmo com todo sangue e sujeira.

 

Without a light,

I fear that I might stumble in the dark

 

 

“Não, não, NÃO!” gritou Lux exasperada. Era demais para ela. Sentiu-se impotente, mas não deixaria que as lágrimas caíssem. Não podia demonstrar medo... era o que todo mundo sempre falou a ela durante toda sua vida.

Conseguia ouvir várias vozes na própria cabeça sussurrando aquela frase: não demonstre seu medo, Luxanna. Seus pais. Garen. O mentor pessoal da maga após ingressar no exército com 13 anos de idade. Até mesmo Katarina DuCouteau ao enfrentá-la em Summoner’s Rift. Todos falaram a mesma coisa. Se você deixar o medo transparecer, ele vai te fazer parecer fraca. E parecer fraca significa perder.

Luxanna ouviu uma voz familiar e melodiosa chamar seu nome, o que a fez questionar se estava delirando; contudo, ao virar-se na direção de onde vinha o som, percebeu que não era nenhum delírio.

Ezreal...

Deu uma última olhada no corpo sem vida de Sona, e levantou-se. ‘Ela está morta. Você não conseguiu salvá-la, mesmo’, dizia a maldita voz em sua cabeça. Correu até Ezreal, pulando por cima de alguns corpos, apesar de todas as dores e cortes no corpo, e atirou-se nos braços dele, como se lá fosse encontrar um abrigo que a escondesse de todas as memórias, mortes e tristeza. O explorador suspirou em alívio ao perceber que aquilo era mesmo real, e Lux estava viva, apesar de tudo. Lux se sentia segura ali. Tentou olhar para Ezreal e falar alguma coisa, qualquer coisa... mas ao invés disso, sua voz quebrou e então as lágrimas caíram sem permissão.

Demacia já tinha lhe dito como se vestir, agir, mentir, lutar, matar. Mas certamente não lhe diria como sentir. Havia medo, angústia e remorso dentro dela, e ninguém podia impedi-la de demonstrá-los.

Nenhuma palavra foi dita enquanto Lux derramava seu pranto. Ezreal esperou até que ficasse tudo bem para que falasse algo.

“Lux, eu sei que é difícil, mas preciso levar você para um lugar seguro, onde todos os sobreviventes estão”, disse ele, gentilmente secando as lágrimas da mulher.

E foi então que acendeu uma luz dentro da maga: havia ainda o irmão. Demorou alguns segundos para que conseguisse reunir forças para falar, a voz fraca e rouca:

“G-Garen... onde ele está?”, perguntou sem esperanças.

“Está vivo, nas tendas médicas montadas não muito longe daqui... mas seu estado não é bom. Venha, vou levá-la até ele.”, puxou a amada pela mão e guiou o caminho.

Ao chegar na parte da cidade que não fora destruída pela bomba, as pernas de Lux fraquejaram. O Explorador resolveu carregá-la pelo resto do percurso, que não seria muito longo àquela altura. A maga escondeu o rosto, para que, pelo menos por ora, não visse todo o estrago causado à cidade-estado. Eu não lutei bem o suficiente... poderia ter evitado tudo isso se fosse mais forte e mais inteligente. Todos os anos de treinamento não serviram para nada, ainda sou a mesma tola que era quando ingressei no exército. Apesar desses pensamentos, um propósito maior a guiava: o fato de Garen ainda estar vivo.

O general Crownguard nunca fora o melhor irmão do mundo, e isso qualquer um podia ver; entretando, bom irmão ou não, ainda era sangue do sangue de Lux, o mais próximo de família que ela algum dia chegaria... e perdê-lo significaria se culpar pelo resto da vida.

 Os dois louros chegaram ao abrigo, em que tendas médicas improvisadas eram lotadas por civis e soldados feridos. Ezreal certificou-se de que Lux podia andar, e então permitiu que ela vasculhasse o local em busca do irmão. À distância, viam-se ombreiras enormes atiradas no chão, e a Dama da Luz tinha certeza que eram as de Garen. Andou até lá o mais rápido que as cansadas pernas permitiam, ignorando toda e qualquer pessoa que tentasse impedi-la ou fazer qualquer objeção.

O irmão claramente sofria muito. Dois curandeiros tentavam realizar suas magias nos ferimentos de Garen, mas as mesmas não pareciam surtir muito efeito. A armadura fora perfurada e uma lança ensanguentada – que inconfundivelmente pertencia à Nidalee – podia ser vista ao lado do corpo instável do irmão. O sangue, na verdade, estava por todo lado. Nas roupas do general Crownguard, na lança, em uma poça escura e assustadoramente grande ao lado dele. O coração de Lux acelerou ao ver o olhar que os curandeiros trocaram, e a maga quase gritou quando ambos olharam para ela com uma expressão que claramente dizia: ‘esse não tem mais jeito’.

A essa altura, Luxanna não se importava mais. Ezreal tentou segurá-la, mas ela se desvencilhou e caiu de joelhos ao lado de Garen, as lágrimas incessantes escorrendo pelo rosto sujo. Segurou a mão do irmão mais velho, e observou o olhar de desespero dele ao ver seu estado. Tentou falar na melhor voz:

“Garen... me... d-desculpe!” a frase saiu num tom choroso e desesperado, que partiu o coração de todos que assistiam a cena.

“Irmãzinha, não...” Garen fez uma pausa e apertou os olhos para afastar a dor “...não se desculpe. Nada disso foi culpa sua. Guerras têm consequências.”

“Mas eu podia-“ a mulher, que mais parecia uma garotinha chorando daquele jeito, foi cortada

“Não podia fazer nada quanto a mim. Esse é meu destino... morrer por Demacia.”

A voz de Garen ia ficando fraca, e notava-se como o homem falava com grande dificuldade.

Não, por favor, não diga isso!” Lux apertou mais a mão do general, como se fosse passar parte de sua energia a partir dali. “Você não vai morrer, irmão. É a única família que eu tenho!”

“L-Lux... eu amo você, maninha. Desculpe por tudo que fiz você p-passar.” Garen respirou fundo e com dificuldade. Podia sentir as batidas do coração ficando lentas a cada segundo. “Ezreal... cuide... dela. Ela é a es-esperança...”

Lux sentiu o aperto do irmão soltar. Um silêncio absoluto pareceu invadir sua mente. Não conseguia gritar. Não conseguia se mexer. Como poderia ela ser a esperança de qualquer um, quando não conseguia sequer salvar a única família que lhe restava? Por que era tão difícil ter um momento de felicidade plena sem que tudo desabasse? As lágrimas encharcavam seus olhos, e caíam como chuva na terra fria. Fechou os olhos cristalinos e apertou-os, para se certificar de que tudo aquilo não era um pesadelo. A dor parecia não ter fim, e o desejo de vingar tantas mortes e curar todos aqueles que sofriam inundava seu coração.

‘Injusto, injusto, injusto! Por que nunca consigo fazer nada direito? Tudo, tudo o que fiz até agora em minha vida foi falhar. Nunca consegui ajudar ninguém sem que machucasse outra pessoa. Será que, na verdade, eu sou a vilã? Será que isso é carma por amaldiçoar meus pais quando era mais jovem? O que diabos eu fiz para merecer esse fardo? São tantas mortes que podem ser relacionadas a mim. E ainda assim, eu estou aqui, viva e respirando. Por que eu?’ pensava, os joelhos afundando na terra e as mãos escondendo o rosto, para que ninguém visse a vergonha.

E mesmo que Demacia tivesse sido, de certa forma, sua prisão por tantos anos, não conseguia evitar se sentir culpada por não tê-la conseguido defender.


Notas Finais


IMAGEM DE CAPA: http://longai.deviantart.com/art/Lux-from-League-of-Legends-258269837
Ok, a formatação ficou meio meh, mas eu não posso fazer muito pra mudar isso ;-;
Se alguém encontrar algum erro de português, por favor, apontem pra que eu consiga corrigir!
Enjoy :)


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