História Battle Scars - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Lobisomens, Ômega, Omegaverse, Políamor, Vampiro, Werewolf
Visualizações 20
Palavras 2.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Calor


 Acordo com o barulho da portinha da comida se abrindo. Nem tenho tempo de me animar antes de perceber que, não, eles não foram burros o suficiente para colocar o braço ali de novo, que pena. Talvez não tenha sido a mesma pessoa. Tenho que me esforçar o triplo do normal pra conseguir levantar, e pelos arrepios que sentia, já dava pra ver que meu calor estava começando. O cheiro do Maverick estava tão forte, tão bom, que quase dava pra pensar que ele estava aqui comigo.

“E então? Conseguiu fugir e libertar a todos?” Falando no diabo.

“Bom dia pra você, também. E não, eles foram mais espertos dessa vez. Mas não vou desistir, é uma chance.” Respondo sentada com a bandeja no colo, empurro o máximo possível daquela pasta pra dentro e bebo a pouca água quase num gole só, eu sei que nós próximos dias comer não vai ser uma prioridade.

“Heh. Bom dia. Você está bem?” Ele realmente parecia preocupado.

“Por enquanto sim, mas acho que não vai demorar muito até as coisas ficarem estranhas...” Na verdade, agora que ele falou, percebo meu corpo ficando ainda mais pesado e quente.

“Não precisa ser estranho. Eu vou controlar meu cheiro o máximo possível, talvez até me transformar se for melhor, são só alguns dias.” Ele falando assim, realmente parece fácil. O caso era que eu já estava me sentindo afetada pelo cheiro dele, bem mais do que o normal.

“Você está controlando seu cheiro agora, Maverick?”

“Um pouco, estou encostado do outro lado da minha cela, prefere que eu me transforme? Não tenho certeza se isso ajuda.” Eu também não sabia, mas não custa nada tentar, parecia que a cada segundo eu sentia a cela ficando cada vez menor e mais quente, estava ficando nervosa.

“Tudo bem, vamos tentar.” Alguns segundos depois eu ouço o som de garras raspando contra o piso liso. Eu respiro fundo, ainda consigo sentir o cheiro de Maverick: algo selvagem e ainda assim familiar. Porém, agora era uma sensação mais animal do que humana, minha vontade era me transformar também e mostrar minha barriga para ele. Huh. Também diminui minha claustrofobia, e respiro mais calmamente.

“Está melhor, muito obrigada.” Eu digo, mas não ouço nenhum som em resposta.

Logo percebo que Maverick estar em forma de lobo, significa que não podemos conversar, e me sinto solitária. É uma sensação estranha, afinal estive sozinha por alguns anos agora. Me apeguei rápido demais, e esse fato me preocupa. Tento me convencer que é por ele ser um Alfa, que isso o torna irresistível pra mim, e que provavelmente tem haver com meu calor. Começo a ficar sonolenta e, já que não podemos conversar, resolvo tirar um cochilo.

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Pior. Ideia. De todas. Acordo com o corpo em chamas, ofegante, toda suada, nem mesmo a parede metálica ameniza a situação. Eu tento me sentar, com alguma dificuldade, já que meu corpo parece que pesa uma tonelada. Mesmo estando nua, tenho vontade de arranhar minha pele em carne viva, de tão quente que estou. Até meu cabelo grudado no meu pescoço me incomoda e me arrependo de não ter cortado mais curto quando tive a oportunidade.

Sinto o local onde estou encostada ficar molhado de suor. Eca. Eu rosnei e mudei de posição novamente, e de repente escuto um rosnar em resposta. No instante em que me lembro da existência de Maverick, sinto um desejo absurdo de que ele esteja aqui. Agora.

Considero a possibilidade de me jogar contra a parede até fazer um buraco. Ou talvez, enfiar as garras nos furinhos até rasgar aquela porcaria? Okay. Acho que agora o calor está me afetando de verdade.

“Maverick?” Minha voz ecoa pela cela vazia.

O rosnar aumenta, e realmente sinto vontade de ajoelhar e me submeter. Sento abraçando meus joelhos, e isso acaba piorando o calor. É quando me dou conta de que minhas partes íntimas estão molhadas, eu enfio a cabeça entre os joelhos e solto um gemido de vergonha.

“Maverick!?” Tento de novo, me sentindo desesperada.

Ouço um baque em resposta, então o cheiro se tornando dez vezes melhor. Ele voltou a forma humana e tudo que eu consigo pensar é: Alfa. Aqui. Agora. Preciso!

“Emily. Pare com isso.” Sua voz é fria e ele fala lentamente. De alguma forma isso clareia meus pensamentos.

Entendi! Ele está usando a voz de comando Alfa comigo.

“Me desculpe, eu estou tentando!” Apesar de eu ter conseguido formar uma frase, minha voz ainda parece totalmente desesperada.

Nesse instante a porta para o chuveiro abre e a ideia de tomar um banho gelado me parece o paraíso, mesmo que tenha alguma substância química junto.

Me arrasto para o banheiro e fico esperando o sprinkler ligar. Na sala ao lado posso ouvir Maverick batendo os punhos nas paredes. Ele parece muito estressado, mas realmente não sei o que fazer. Estar com um Alfa tão perto e tão inacessível fez isso muito pior, três dias assim e eu vou ficar louca!

O sprinkler liga, e mesmo com o cheiro terrível, sinto minha pele esfriar aos poucos. Estico o braço e posso jurar que vejo a água evaporar da minha pele.

É quando eu me dou conta que a voz de comando Alfa não deveria funcionar comigo, a menos que fôssemos da mesma alcateia. Isso significa que de alguma forma, no pouco tempo que ficamos próximos, formamos um vínculo. E mesmo não tendo sido marcada, minha loba já o reconhece como nosso Alfa.

Apesar de todo o problema que isso possa significar, e mesmo que eu não tenha certeza de que ele sabe desse vínculo, não consigo me sentir mal, irritada, ou qualquer coisa assim. Na verdade, tudo que eu sinto é uma vontade ainda maior de sair desse lugar, junto com uma coisa que eu não me deixava sentir a algum tempo: esperança.

A água desliga e eu volto para a cela andando, me sentindo melhor. Posso ouvir Maverick andando de um lado para o outro.

“Maverick? Está tudo bem?”

“Não. Não sei. Como você está aguentando? Eu preciso... Droga! É melhor que estamos em celas separadas, não tenho certeza que poderia me controlar. É sempre assim? Mesmo quando você está com alguém?”

“Eu nunca...” E agora? Como é que eu explico? “Mas, sim, esse é o pior calor que já tive, e ele mal começou.”

Em vez de me responder ele simplesmente começou a socar a parede e rosnar. Toda calma que eu senti com o banho se foi. Não era justo nem comigo nem com ele o que estava acontecendo, e eu comecei a pensar no que fazer para ajudar.

Me aproximei da parte vazada de nossa parede divisória. Eu não conseguia enxergar nada por ali, mas comecei  a respirar lentamente pra ver se me acalmando, conseguia acalmá-lo também. Eu não tinha ideia se era assim que meus dons de Ômega funcionavam, quase não sabia nada sobre isso, além do fato de que esses dons se desenvolviam de acordo com a harmonia da alcateia.

Maverick também se aproximou de mim, e pude enxergar sua silhueta, apenas uma sombra, que talvez nem fosse visível para olhos humanos. De alguma forma, isso fez tudo muito mais real, ele estava ali, ele existia mesmo. Podia sentir sua respiração, seu cheiro, bem perto de mim. Fechei meus olhos e tentei sentir nosso vínculo intencionalmente pela primeira vez. Foi como se anos de solidão e medo escorressem de mim, eu não estava mais sozinha. Eu tinha um Alfa, quer ele soubesse disso ou não.

“Se você estivesse aqui comigo, não ia precisar se controlar.” Resolvi ser sincera com o que eu sentia.

“Você não tem ideia do que está dizendo.” Senti sua respiração com cada palavra, e meu calor voltou a atormentar o meu corpo. Apesar disso, podia sentir que Maverick estava mais calmo, mais controlado.

“Não eu tenho. Eu nunca tive uma alcateia.” Não era um pedido, mas deve ter soado como um, porque ele rosnou, um som baixo que vibrou por todo o meu corpo e me fez tremer, e eu tenho certeza de que não foi por medo.

“Você está pedindo o que eu acho que está? Nós não estamos em uma situação muito conveniente.” Ele falou de uma maneira como se estivesse considerando a possibilidade.

“Talvez. Não sei, não entendo como isso funciona.” Comecei a me sentir zonza e minhas pernas tremeram, resolvi me sentar antes que caísse.

“Você está bem? Pode dormir se quiser, eu me sinto melhor, acho que posso voltar à forma de lobo.”

“Não!” Eu praticamente gritei, não queria me sentir sozinha de novo. Queria continuar conversando, mas meu corpo não estava colaborando. “Quer dizer, não precisa. Eu estou bem, só está muito quente e preciso me sentar.”

“Nós vamos ter essa conversa de novo em uma outra hora, quando nós dois não estivermos sendo controlados por hormônios, tente descansar agora.”  Ele me pediu com uma calma que eu definitivamente não sentia.

 “Eu não consigo descansar, estou muito quente.” Ofeguei e comecei a passar minhas mãos por meus braços. Eu o ouvi resmungar alguma coisa que não deu pra entender.

“Não tenho como te ajudar, mas você precisa se aliviar, não vai conseguir passar o calor inteiro se segurando assim.”

Só de pensar na ideia de ter que me tocar com ele ali, ouvindo tudo, faz meu rosto formigar inteiro. “Eu não vou conseguir, eu mal consigo fazer isso quando estou sozinha!”

“Eu posso me tocar também, se te ajudar a se inspirar. Eu não tenho problema nenhum com isso, ainda mais com o seu cheiro aqui.” Maldito! Ele estava me provocando?

Eu não sabia o que responder, eu podia sentir o humor em sua voz e sabia que ele estava brincando, mas também não senti maldade no que disse. De repente um arrepio passou por meu corpo e eu gemi baixinho.

“Você está se tocando mesmo?” Ele falou, surpreso.

“Não! Eu não estou.” Mas estava com vontade, podia sentir o calor se espalhando por meu baixo ventre.

“Eu acho que você está, eu consigo sentir o seu cheiro.” Ele respirou fundo e rosnou daquele jeito baixo de novo.

Todo o pouco controle que eu tinha saiu pela portinha nessa hora. Eu precisava dele aqui! Agora! Eu abri minhas pernas e passei minha mão por minhas dobras, eu estava muito molhada, dessa vez eu gemi sem me segurar.

“Eu sei que está. O seu cheiro é incrível, sabia? Eu nunca senti nada assim, não posso acreditar que sou o primeiro Alfa que te encontra, e que você nunca tenha estado com ninguém.”

Ouvir a voz dele era tudo o que eu precisava, passei minhas mãos por meus seios e apertei meus mamilos endurecidos enquanto gemia baixinho. Eu sentia muita vergonha de fazer isso com ele ali me escutando, mas pelos barulhos que estava ouvindo, e por sua voz ofegante, eu sabia que ele estava em uma situação parecida.

Me abaixei de barriga para baixo e me apoiei em meus joelhos, a sensação de meus seios encostando no piso frio quase me fez gritar.

“Maverick! Eu preciso...”

Ele geme e parece frustrado. Posso ouvir os barulhos molhados que ele fazia enquanto se tocava, e tentei entrar no ritmo dele. Apoiada em meus ombros e joelhos eu uso uma mão pra apertar meus seios, massageando, enquanto uso a outra mão para esfregar meu clitóris e conseguir algum tipo de fricção. A essa altura já não me importo com os sons que estou fazendo e eles enchem a sala.

“Emily, eu estou perto...”

Tem uma névoa em minha cabeça que me impede de me concentrar em qualquer coisa que não seja o cheiro da excitação dele. Eu grito.

“Alfa!”

Ao me escutar, ele enlouquece e praticamente uiva, o som faz o meu corpo inteiro arrepiar e acaba me levando junto com ele.

Eu gozo gemendo o nome dele, e é o melhor orgasmo que já senti na minha vida. Tudo o que consigo pensar é naquele cheiro maravilhoso de floresta, e casa. Fecho meus olhos com força e vejo pontos brilhantes na minha frente. Meus joelhos não aguentam o meu peso e eu acabo deitada de bruços no chão.

Por um longo tempo, consigo ouvir até o coração dele batendo, tão rápido quanto o meu, até que vamos nos acalmando aos poucos e o silêncio volta a dominar. Ainda sinto meu corpo quente demais para ser confortável, mas acabo dormindo mesmo assim.



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