História B.B.B.B. - Primeiro Ano em Hogwarts - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Bruxo, Bruxos, Harry Potter, Hogwarts, Magia, Português
Visualizações 14
Palavras 1.571
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Muito tempo passou desde aquele trágico dia para Dave. Hoje ele se encontrava no alto de um pequeno morro deitado olhando perdido para o céu. Aproveitando o momento raro de paz e sossego que conseguiu. Agora era um menino magricela, de cabelos e olhos castanhos, que se orgulhava muito de ser o mais rápido a correr na escola. Habilidade esta que lhe salvou de muitas encrencas. Vestia roupas de segunda mão de um primo distante seu, uma camisa cinza com bermuda verde, um pouco grandes para ele e tênis preto, estilo allstar simples.

Escutava o barulho da brisa passando pela grama alta e pelas folhas, do rio e dos poucos insetos que ali tinha. Sentia o frescor que a sombra da árvore lhe proporcionava naquele dia quente. O dia estava muito bom para não fazer nada.

Dave já não aguentava mais a escola e as férias de verão antecipadas vieram no momento certo. Não que as elas têm sido perfeitas, pois ainda se esbarrava com Jay Jenkins quando ía na cidade. Desde que se mudou para Little Woods, quando Jenkis pôs os olhos em Dave, parece que decidiu fazer da sua vida um inferno. E é graças à ele, por ironia do destino, que Dave descobriu umas de suas poucas habilidades que julgava ter, que era correr. Mas pelo menos os encontros não eram frequentes, pois Jenkis ficara de recuperação em várias matérias. Além de Jay, outra coisa que vinha atrapalhando as suas férias antecipadas, era a sua Avó. Por algum motivo que que ele desconhecia, ela não parava de atribuir tarefas para ele. Seja fazer desde pequenas compras (por quê não comprar tudo de uma vez?) a limpezas e arrumações sem fim pela casa.

Finalmente conseguiu fugir deles dois e desfrutava de alguns minutos de paz e sossego, que na sua opinião eram muito merecidos pelo o que vinha aturando. Deixou escapar um suspiro de satisfação.

- Isso que é gostar de não fazer nada. Kkkkkkk - Disse alguém que Dave não tinha percebido se aproximar.

- Não há coisa melhor que isso. - Dave responde rapidamente. Reconhecendo aquela voz e buscando com os olhos o seu amigo Deron.

Deron Creighton era um rapaz da mesma idade que Dave e magricela assim como ele. Porém mais alto, o que lhe dava uma aparência desengonçada e que ele parecia fazer esforço para confirmar isso. Possuía olhos e cabelos pretos, sendo estes bagunçados, um rosto magro e roupas abarrotadas, com alguns remendos de tanto cair e rasgá-las.

Ele morava em algum lugar mais ao sul e Dave nunca tinha ido lá. Isso era um dos mistérios que Deron tinha e despertava a sua curiosidade, mas como o amigo sempre dava desculpas ou desconversava, parou de tentar descobrir.  Dave sabia poucas coisas sobre Deron. Filho único. Estudava em casa, sendo ensinado pela mãe, que por sinal era muito exigente e quase não o deixava sair e ir na cidade. Tinha parentes longe. Mostrava interesse em coisas que Dave achava que eram de conhecimento geral e que não achava interessante. Coisas como a escola, profissões das mais variadas, desde carteiro a atores, e etc. Desconhecia a maioria das tecnologias, provavelmente a família não gostava delas como a avó de Dave. Assim como de vez em quando soltava umas expressões estranhas que até então nunca tinha escutado ou que somente sua vó usaria. Apesar disso tudo, ainda era um dos poucos, senão o único, amigos de Dave.

- E aí, como vão as coisas, Dave?

- Sabe como é, o brutamontes do Jenkins me perseguindo por aí. Minha avó me usando de escravo dela para qualquer coisa. E sempre dá lendo um livro ou outro para fugir da minha maravilhosa vida. - Emenda com uma risada seca - Mas e você?

- Nem fala… minha mãe me fez estudar ainda mais esse ano. Sabe como ela é ,né?! “Você não está estudando direito”, “Antes vale um caldeirão cheio do que um vazio”, “Esse ano você vai para a escola e não quero saber de notas baixas, menino! Eu era uma das melhores alunas da minha turma.”, entre outras coisas. Não vejo a hora de ir pra escola e me ver livre dela por um tempo. - Suspira o garoto.

- Então é esse ano que você irá para a tal escola que sua mãe frequentou. É tipo um internato pelo que entendi. Você vai morar por lá enquanto estuda e só volta nos feriados e férias, né?

- Isso mesmo. Parece o paraíso. - Diz Deron sorrindo.

- Só você mesmo para achar que uma escola é o paraíso. Kkkkkkkkk - Dave começa a rir do comentário do amigo e é seguido por ele nas gargalhadas.

 

Os dois passaram o restante da tarde conversando sobre os acontecimentos do último ano. Como a vez que Dave se safou de Jenkis no início do ano, quando este o perseguia mas caiu de cara no chão ao pisar num buraco (O que Dave até hoje não sabia como não tinha percebido o buraco quando passara ali). A vez que Deron fora na casa de um primo, mas o bicho de estimação deles sentiu vontade de provar o gosto de sua canela, o obrigando a subir em uma árvore. Ou o dia que Dave pulou quase metade da largura do Rio Woods (novamente fugindo de Jenkis). Entre outras histórias.

O tempo passava e o dois mudaram os assuntos das conversas para as histórias dos livros que Dave lia. Este era um dos assuntos preferidos de Deron, que achava tudo muito interessante e pedia explicações. Dave gostava da platéia, porque parecia que mais ninguém que ele conhecesse se interessava nas histórias dos livros nos dias de hoje. E ele lia bastante. Sendo frequentador assíduo da Biblioteca da cidade e amigo da Senhora Punkis, bibliotecária de lá.

A luz do Sol já ia diminuindo quando os dois repararam no tempo. Se despediram apressadamente e combinaram de se ver daqui a três dias. Tratando de correrem para as suas casas e pressentindo o esporro que iriam receber quando chegassem. Mas apesar disso, estavam satisfeito por terem se visto.

Pouco tempo depois Dave já conseguia ver a sua casa. Esta era uma casa velha e pequena, de pedra e madeira, com dois andares e um telhado em forma de chapéu de cone. Sem falar na cerca totalmente torta que lembrava algum desenho de criança em volta da casa. Os diversos penduricalhos espalhados próximos as portas e janelas. Um corvo empanado com asas abertas em cima da porta da casa. Um grande viveiro no fundo com alguns passarinhos, um armário de vassouras, entre outras coisas e um corujal logo ao lado, para a coruja de estimação da sua avó. Quem é que tem um corujal em casa nos dias de hoje. Apesar de não entender essa escolha de bichos. Por que não um gato? O garoto gostava da coruja Elizabeth, que era extremamente dócil e inteligente. Dave, as vezes, a chamava de Rainha e fazia uma reverência para a coruja. Que por mais surreal que possa parecer, ela correspondia. Doideira, não?!

A casa ficava a uns vinte minutos a pé do restante da cidade. Próximo do Rio e atrás de uma colina. No primeiro andar tinha uma sala com uma enorme lareira; uma cozinha com mesa, fogão a lenha e um caldeirão velho, e uma dispensa abarrotada de frascos velhos e empoeirados de um lado e comida do outro. No segundo ficava os três quartos, sendo um sem uso, além do banheiro. E o principal, não tinha eletricidade. Então sem eletrônicos em casa, fora um velho rádio a pilha de sua vó. Por isso ele passou a ter interesse em livros e adquiriu a habilidade de uma leitura rápida dos que o interessavam mais. Sendo um “devorador” de livros.

Apesar de ser bem estranha para o gosto de Dave, ele gostava muito daquela casa. Pois lhe dava a tranquilidade de ler os seus livros e praticamente ninguém ía os visitar. Já que seus pais tinham morrido naquela tragédia de quase cinco anos atrás, que por sinal tinha o deixado desacordado por um mês, e seu único parente mais próximo era a sua Avó Bothild, que o acolheu da melhor forma que pode. Estavam longe de serem ricos, não tendo muitas coisas, além de sua vó ser muito chata com as tarefas, como nos últimos dias, mas mesmo assim contava boas histórias e esteve sempre pronta para acalmá-lo quando a saudade dos pais ficara mais forte, nos primeiros anos. Por isso, entre outros motivos que Dave gostava de morar lá.

Sua vida não era ruim no geral, não tinha muitos amigos e Jenkis se certificava de que assim permanecesse, mas não estava de todo sozinho. As lembranças daquele dia ainda estavam bem vividas em sua memória, mas ninguém acreditou quando ele contou sobre elas. Os médicos falaram que podia ser um efeito da pancada forte na cabeça e do trauma da perda dos pais. Tipo um mecanismo de sua cabeça para poder dar algum sentido a sua perda. E que ele demorara a aceitar que isso poderia ser fabricação sua. Porém como ninguém acreditava nele e enquanto crescia foi aceitando que realmente parecia um absurdo o que ele se lembrava, não teve outra escolha senão a aceitar isso e não comentar com mais ninguém sobre o assunto. O que não impediu que essas memórias de vez em quando o atormentassem com pesadelos durante várias noites.



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