História Be Mine - Capítulo 47


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Gaaino, Itasaku, Kibasaku, Naruhina, Obsessão, Possessão, Revelaçoes, Saiino, Sasosaku, Sasusaku
Visualizações 119
Palavras 3.947
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Harem, Hentai, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 47 - Bem-vindo à Huahine


Fanfic / Fanfiction Be Mine - Capítulo 47 - Bem-vindo à Huahine

Antes de saírem Konan me dar um pequeno sorriso, tentando me deixar confortável, infelizmente foi uma tentativa fracassada, pois me deixou ainda mais tensa. A porta é aberta, encaro a mesma com esperança de ser Konan, mas quem passa pela porta é um homem alto de pele clara, cabelo preto até a cintura com a franja descendo até os ombros, emoldurando os lados de seu rosto e cobrindo a maior parte de seu olho direito. Mas toda minha atenção foi voltada para os seus olhos ônix, eles eram estranhamente familiar.

O homem caminha até mim com uma carranca séria, ele ergue sua mão até o meu rosto onde faz um leve carinho em minha bochecha, me encolho com medo.

-Quem é você?  -Sussurro assustada o encarando. Ele me olhava como se estivesse me analisando, por fim ele suspira pesadamente.

-Madara Uchiha, seu marido.  –Fala sério me olhando no fundo dos olhos.

 

No mesmo segundo prendo a respiração, sinto um gosto amargo vim em minha boca.

‘’Madara Uchiha, seu marido. ‘’

A frase ecoa repetitivamente pela minha cabeça, aquilo tudo era muito estranho, mas eu conseguia sentir algo familiar naquilo.

Ele era mesmo o meu marido?

Meu Kami, isso explica o anel, mas por que eu me casei tão nova?  Que merda eu tinha na cabeça!? Será que eu fui uma dessas garotas bobas apaixonadas? Ou talvez eu tenha engravidado... Espera aí, será que eu tenho filhos?

-Que bom que acordou, minha princesa. Você nos assustou!  -Fala com um sorriso mínimo.

-Eu sei que o meu nome é Sakura e tenho 20 anos, mas não me lembro de mais nada, nem mesmo o meu sobrenome.

Ele parece ficar triste, o mesmo suspira pesadamente e se senta ao meu lado.

-Seu nome de solteira é Sakura Robert, mas agora você é conhecida como Sakura Uchiha, minha mulher.  –Fala encarando o nada, aquelas informações soavam tão estranhas.

-O que aconteceu comigo?  -Pergunto em um sussurro.

-Você sofreu um acidente.  –Fala voltando a me encarar, aproveito e olho no fundo dos seus olhos.

Embora parecesse verdade o que ele disse, algo nele me dizia que ele estava mentindo.

-Que acidente?  -Pergunto, aquela história estava muito mal contada.

-Já está bom por hoje, muita informação ao mesmo tempo pode sobrecarregar seu cérebro, então é melhor eu ir contando as coisas aos poucos. –Assinto contrariada.

Ele encara o relógio em seu pulso por alguns segundos, mas logo volta a sua atenção novamente para mim.

-Está quase na hora do almoço. Tome um banho e desça, estarei lhe esperando na sala de jantar, todos estão ansiosos para lhe ver.  –Fala autoritário, assinto.

Ele dar um beijo demorado em minha testa e logo sai do quarto, sinto a tensão em meu corpo se esvaziar aos poucos.

Caminho em passos lentos até o banheiro, me coloco em frente ao espelho e começo a tirar a roupa sem tirar os olhos do espelho, a cada peça retirada um pedaço meu ia sendo revelado. Ao estar completamente nua encaro um ponto na minha costela, uma tatuagem para ser mais especifica.

Na minha costela havia uma palavra pequena tatuada, Uchiha. Meu Kami, então tudo que Madara disse é verdade.

Me apoio na pia, respiro fundo e engulo a vontade de chorar. Meu Kami, eu estou tão confusa... Mesmo com todas as provas, eu sinto que tem algo errado, e eu vou descobrir!

Tomo uma ducha quentinha e bem demorada, não estava nem aí se tinha gente me esperando, eu preciso desse momento, necessitava relaxar, desde que acordei estou tensa. Escolho para vestir uma lingerie rosa, calça jeans preta rasgada no joelho, uma blusa de manga longa cinza com listras brancas, tênis branco da adidas e para finalizar arrumo meu cabelo em um alto rabo de cavalo.

Saio do quarto dando de cara com um extenso corredor, as paredes brancas pareciam que não iriam acabar, começo a caminhar observando os milhares de quadros que havia no caminho.

Escuto múrmuros altos vindo de uma das portas, mas dou de ombros e continuo meu caminho. Suspiro aliviada quando encontro a escada, desço a mesma com cuidado, noto que estava em uma sala bastante luxuosa. Konan estava sentada no sofá distraída lendo uma revista.

Ela logo me nota e joga a revista na mesa de centro, ela bate no assento ao seu lado em um convite mudo para que eu me sente, sento-me calada, ainda analisando a sala.

Volto minha atenção para Konan que me encara com um grande sorriso.

Sakura- Konan, nós somos amigas?  -Pergunto incerta.

Konan- É claro que sim, somos melhores amigas!  -Diz sorrindo, mas logo abaixa a cabeça desanimada.  –É uma pena que não se lembre, Sah. –Fala triste.

Sakura- Sah?  -Pergunto confusa.

Konan- É como eu sempre te chamei. 

Sakura- Como nós nos conhecemos?

Konan- Somos amigas de infância. Que tal fazermos um tour pela casa?  -Fala animada, assinto.

Caminhamos por toda a casa, ela era gigante, cozinha, sala de jantar, oito quartos, nove banheiros, academia, biblioteca, escritório, varanda com várias áreas de convivência, piscina, entre outras coisas. Mas o que me chamou atenção foi uma porta preta no corredor dos quartos, Konan ficou bastante desconfortável ao passar por ela, resolvi não tocar no assunto, mas fiz uma nota mental para descobrir depois o que havia ali.

Konan- O almoço já deve ter sido servido.  –Fala para si mesma.  –Vamos Sah, estão esperando a gente.

Assinto, ela caminha na frente e eu logo atrás, a extensa mesa de jantar estava com vários pratos deliciosos, minha barriga ronca com aquela visão.

Madara- Sente-se aqui Sakura. –Diz apontando para a cadeira ao seu lado.

Obedeço e me acomodo ao seu lado, Konan se senta ao meu lado me deixando mais confortável, olho ao redor encarando todos que estavam presente.

Madara- Como já havia dito para vocês, Sakura não se lembra de nada, então se apresentem.

-Meu nome é Yahiko.  –Diz o homem ao lado de Konan. Ele tinha cabelo laranja curto espetado e olhos castanhos, parecia ser bem simpático.

-Meu nome é Zetsu.  –Fala o homem que está sentado à frente de Yahiko, sua pele é bastante pálida, seus olhos são de um amarelo apagado e seu cabelo é estranhamente verde. Mas apesar da aparência um pouco assustadora, ele também parece ser simpático.

-Me chamo Hidan.  –Diz o albino que está à minha frente. Hidan tem cabelos grisalhos penteados para trás com comprimento médio, distintivos olhos rosa púrpura.

                        Algo me dizia para ficar longe dele.

Sakura- É um prazer conhece-los.  –Digo sorrindo.  –De novo.  –Completo, Konan e  Yahiko sorriram para mim achando graça da minha confusão.

Começamos a comer em silêncio, aquele silêncio todo era agonizador, mas eu não sabia como quebra-lo, então prefiro me manter calada. Quando terminamos de comer, Konan começa a conversar comigo sobre banalidades enquanto os homens pareciam conversar sobre negócios.

Madara- Kabuto precisamos conversar, vamos para o meu escritório.  –Fala chamando minha atenção, Kabuto assente. Os dois se retiram em silêncio.

Konan- Sah eu ainda não te mostrei o jardim, vamos?  -Pergunta animada me tirando dos meus devaneios, assinto em concordância.

 

         Madara Pov’On

Entro em meu escritório sendo acompanhado por Kabuto, sento-me em minha poltrona e o observo fechar a porta, aponta para a cadeira em minha frente em uma ordem silenciosa, ele se senta e me encara, o fuzilo com o olhar, para lhe mostrar que eu não estava nada satisfeito com a sua conduta, ele se acomoda na cadeira demostrando o seu desconforto.

-Posso saber o que foi fazer na cidade? Pensei que havia dito que queria você ao lado da Sakura a todo o momento.  –Pergunto colocando as mãos em cima da mesa.

-Eu sei Sr. Mas fui resolver coisas do seu interesse.  –Diz cauteloso.

Franzo o cenho, a única função dele nessa casa é cuidar da Sakura, e se ele não estava fazendo isso, o que ele estava fazendo!?

-Prossiga.  –Ordeno impaciente.

-Você sabe que a perca de memória da Sakura tem tratamento, certo?  -Assinto ainda mais impaciente.  –E como eu sei que o senhor não quer que a memória dela volte. Então com a ajudinha de um amigo eu consegui isso.  –Fala retirando um vidro de remédio do seu bolso, ele o coloca sobre a mesa, observo tudo calado. –Aqui tem trinta cápsulas, você só precisa dar-lhe uma cápsula antes de dormir, isso será o suficiente para que ela não se lembre de nada.  –Sorrio satisfeito.

-Até que enfim fez algo que preste. Agora já pode sair. –Falo voltando minha atenção para o computador.

-Só tem um problema senhor.  –Fala baixo, o encaro esperando que ele continue. –Eu só consegui esse, tenho que viajar para encontrar alguns parceiros, ele vão me ajudar a conseguir mais. 

-Ok, trate de voltar apenas quando conseguir mais. –Ele assente e se levanta. –Antes que eu me esqueça, avise a Konan que quero conversar com ela.

Ele se retira, começo a analisar alguns relatórios sobre as exportações de drogas até que escuta a porta sendo aberta, encaro Hidan.

-O quê você quer? 

-Chefe eu gostaria de saber como vai ficar a máfia no Japão e a empresa Uchiha.

-Não que eu lhe deva alguma satisfação, mas como estou de bom humor hoje, sobre a empresa Uchiha, eu sou um sócio, então preciso estar lá apenas uma vez no mês, questão exigida por Fugaku. Já a máfia, um velho amigo meu está cuidando de tudo e Kakuzo e Deidara estão o ajudando.

-Pensei que não confiasse em Deidara, já que não lhe disse que Sakura está viva.

-E não confio, mas no primeiro vacilo que ele der, eu o mato.  –Sorrio traiçoeiro, Deidara é um ótimo negociador, eu faturo alto com ele vendendo as drogas para os traficantes.

Pedi para que ele se aproximasse de Sakura para me ajudar, mas infelizmente ele se envolveu demais, coisa que quase estragou os meus planos, fazê-lo achar que Sakura está morta é um ótimo plano.

 

  Sakura Pov’ On

O jardim era imenso e maravilhoso, Konan junto com Zetsu estavam empenhados em me mostrar cada cantinho, Zetsu me disse que era ele que cuidava das flores e muitas vezes eu o ajudava, já que amo flores. A cada coisa que eles me contavam me deixavam ainda mais frustrada, pois eu não conseguia me lembrar de nada, nem mesmo conseguia me familiarizar algo.

Konan foi conversar com Madara e nos deixou sozinhos, continuamos o passeio até que chegamos a uma estufa toda espelhada, quando entramos não consegui disfarçar minha cara de surpresa, havia flores magníficas e bastante diferentes.

-É aqui que guardo minha coleção de flores raras.  –Fala orgulhoso, sorrio para Zetsu, aquelas flores eram incríveis.

-São magníficas, você faz um ótimo trabalho!  -Falo sorrindo, ele me olha constrangido. Quer dizer que Zetsu é tímido!?

Ele começa a explicar a história de algumas flores, escuto tudo atentamente até que Konan entra interrompendo Zetsu.

-Sah, que tal darmos uma volta na cidade?  -Pergunta animada, mas dava para perceber de longe que tinha algo lhe incomodando.

-Claro!  -Eu estava curiosa para saber como era a cidade e as pessoas daqui, e talvez eu descubra o que está incomodando Konan.

Ela encaixa seu braço no meu e me puxa para uma direção desconhecida por mim, ao chegarmos ao local tenho a certeza que meus olhos brilharam, havia pelo menos uns seis carros ali, mas o que me chamou atenção foi um maravilhoso carro vermelho, me aproximo do mesmo e passo a mão pelo capô.

-Pelo visto você gostou do carro, ele é um...  –A interrompo antes que complete a fala.

-Jeep Renegade.  –Completo sem ao menos saber como, simplesmente as palavras saíram da minha boca.

Olho ao redor, a maioria daqueles carros eu sabia o nome, será que eu era uma fanática por carros!?

 Isso mesmo Saky! Pelo visto você se lembrou do seu carro!  -Fala batendo palmas.

-Meu carro.  –Sussurro encarando ele, aquelas palavras saíram tão erradas da minha boca.

-Hoje iremos em meu carro.  –Fala caminhando até uma Ferrari branca.  –Linda não é?  -Assinto.  –Meu namorado que me deu.  –Fala feliz.

-Seu namorado é o Yahiko?  -Pergunto curiosa.

-Como adivinhou?  -Pergunta surpresa.

-Vi a troca de olhares dos dois durante o almoço.  –Vejo a mesma ficar vermelha, solto uma risadinha zombeteira.

Entramos no carro, Konan se acomoda no banco do motorista enquanto eu fico no banco do carona, ela dar partida saindo da garagem, ao passarmos pelos grandes portões dou um pequeno sorriso, vejo pelo retrovisor a imponente mansão ficar para trás.

Observo o caminho, a mansão ficava afastada da civilização, para todo lugar onde eu olhava via apenas árvores. Depois de uns trinta minutos avisto uma placa escrito ‘’ Bem-vindo à Huahine’’ e em baixo estava escrito ‘’520 habitantes’’

-Então quer dizer que é uma dessas cidadezinhas onde todo mundo se conhece? –Pergunto para Konan.

-Mais ou menos, por ser uma cidade pequena Madara achou melhor mandar construir a casa o mais afastado possível, só aparecemos aqui quando precisamos comprar algo.

-Entendi.  –Digo desanimada.

-Mas não se preocupe, vou tentar traze-la sempre.  –Diz me olhando, mas logo volta sua atenção para estrada, eu não consigo evitar que um grande sorriso se forme em meu rosto, eu tenho a melhor amiga do mundo.

Ao chegarmos pela cidade observo várias casas de arquitetura semelhante, pareciam com casa de boneca, abro a janela do carro para ter um vislumbre melhor. Sinto o carro ser parado, Konan pega sua bolsa e sai do carro, sigo seu exemplo e também saio. Noto que a rua onde estávamos era só para comércios, observo as pessoas passeando felizes.

Aquele lugar era cheio de charme, perfeito demais para ser real, era difícil acreditar que aquilo era uma cidade e não um set de filmagem. Escuto o barulho do alarme do carro sendo ligado, olho ao redor procurando por Konan, até que a encontro um pouco mais a frente.

-Vamos Sah!  -Diz me apressando.

Sigo Konan até uma doçaria, ela vai direto ao balcão conversar com a atendente enquanto eu vou olhar as vitrines com doces.

 

Konan Pov’On

Ao entrar na doçaria vou direto para o balcão.

-Olá, em que posso ajudar?  -Pergunta a loira tentando ser simpática.

Lembro da conversa que tive com Madara mais cedo, ele me obrigou a dar um remédio todas as noites para a Sakura. Mesmo sem conhece-la e estar a enganando, não quero que aconteça nada de mal com ela, Sakura parece ser uma boa pessoa, infelizmente Madara teve que se apaixonar por ela. Mas eu vou fazer tudo para que ninguém a machuque.

-Minha vó é viciada em remédios e para ajuda-la decidi substituir os remédios por doces. Você pode me ajudar?  -Digo a primeira mentira que me veem na cabeça.

-Claro, podemos criar doces parecidos com as cápsulas que ela toma, você tem alguma amostra para podermos nos basear? 

-Claro.  –Lhe entrego as amostras.

-Você pode vim buscar amanhã de manhã.  –Sorrir, retribuo o sorriso. –Mais alguma coisa?  -Nego com a cabeça.

-Vamos Sah!  -Falo alto para que ela possa escutar.

Saímos da loja e começando a caminhar, Sakura observava tudo maravilhada.

-Podemos tomar um sorvete e depois ir a praia observar o mar, o que você acha?

-Ótima ideia.  

Caminhamos até a sorveteria, depois de tomarmos sorvete, voltamos para o local onde estacionei o meu carro e fomos para a praia mais próxima, que fica apenas dez minutos. Além de duas praias maravilhosas, na cidade também havia belíssimas cachoeiras e lugares ótimos para fazer trilha.

 

  Sakura Pov’On

Konan estaciona o carro, nem espero que desligue o motor e já salto do carro, eu me sentia animada para ver o mar. Corro pela areia, ao me deparar com aquela imensidão azul me sinto viva, sento-me na areia para poder observar melhor.

Sinto Konan sentar ao meu lado, mas não a encaro, deixo os meus olhos presos nas ondas, eu queria poder me lembrar de tudo, eu sentia que todos ao redor não me diziam toda a verdade.

Meu coração estava tomado pela angústia.

Mas o que será que aconteceu comigo?

Será que eu não era uma boa pessoa?

Será que eu era uma boa esposa?

Sinto que irei pirar.

Konan- Sah. –Me chama em um sussurro, a encaro esperando que continue. –Eu sei que você se sente desesperada por não se lembrar de nada, mas todos nós iremos lhe ajudar, seremos paciente com você, eu sei que um dia você se lembrará de tudo.

Sakura- E se eu não lembrar, Konan? Como eu vou viver sem memórias? –Pergunto com medo.

Konan- Nesse caso, nós iremos criar novas memórias. –Fala me dando um sorriso confiante, lhe abraço.

Eu precisava daquele abraço, precisava confiar em alguém.

E foi nela que eu escolhi confiar.

Em minha amiga de infância.

Em Konan.

Konan- Sah, irá chover é melhor irmos. 

Olho para o céu que adquiriu um tom acinzentado.

Sakura- Mas eu queria ficar mais.  –Digo manhosa.

Konan- Nem pensar mocinha, eu ainda tenho que preparar o jantar. –Fala doce.

Sakura- Não me diga que naquela imensa mansão não há nenhuma empregada? –Pergunto surpresa.

Konan- Madara não gosta de ver gente estranha na sua casa, então era a gente que cozinhava, e a limpeza fica por conta de umas diaristas que vão três vezes na semana limpar. –Assinto.

Nos levantamos e caminhamos de volta ao carro, enquanto caminhava eu assimilava as palavras de Konan, as informações ferviam em minha cabeça. Ao chegarmos no carro me acomodo no banco do carona enquanto Konan se acomoda no banco do motorista, logo Konan dar partida. Fico observando as pessoas pela janela do carro, aquela cidade parecia que havia sido tirada dos livros de contos de fadas.

                 (...)

Ao ver os grandes portões da mansão se aproximarem solto um bocejo de sono. Apesar de não ter feito quase nada o dia inteiro, eu me sentia exausta.

Konan- O doutor Kabuto avisou que nos primeiros dias você irá sentir muito sono, é uma consequência de você ter passado tanto tempo em coma.  –Fala olhando atentamente para estrada.

Sakura- Por quanto tempo eu fiquei em coma? –Pergunto triste, ela demora um pouco para me responder.

Konan-Dois meses. –Fala nervosa.

A encaro tentando desvendar alguma coisa.

Konan-Chegamos!  -Fala aliviada.

Saímos do carro juntas, entro na sala sendo acompanhada por Konan, a sala se encontrava vazia e pelo visto na casa não havia ninguém, já que estava bastante silenciosa.

Konan- Irei preparar o jantar, aproveite e vá tirar um cochilo.  –Assinto.

Subo as escadas e me encaminho para o quarto onde acordei, entro no mesmo encontrando tudo normal, exceto pelos aparelhos de hospital que havia sumido. Suspiro aliviada, irei me sentir mais confortável sem aqueles aparelhos. Tiro meu tênis e me jogo na enorme cama, logo sinto meus olhos irem se fechando.

 

                          (...)

Aos poucos vou abrindo os meus olhos, demoro um pouco para assimilar onde estou, até que vou me recordando de tudo. Viro a cabeça para poder encarar o relógio no criado-mudo.  Levanto-me apressada quando vejo o relógio marcar 20hrs.

Corro para o banheiro e tomo uma ducha quentinha, após me lavar corretamente, visto um roupão e caminho até o closet. Escolho um conjunto de lingerie e um vestidinho verde justo e de alças finas, no pé opto por uma sapatilha preta, deixo meu cabelo solto.

Olho para o espelho e vejo que estou pronta, dou uma olhada ao redor do closet até que vejo as inúmeras gavetas abaixo das arraras de roupas. Abro a primeira gaveta e começo a procurar algo diferente até que encontro um IPhone rosa.

Será que é meu? Ligo o celular e mordo meus lábios para conter a ansiedade.

- Vejo que já está pronta para o jantar.  –Fala uma voz rouca me assustando, suspiro de alivio quando consigo pegar o celular antes que caia no chão.

Madara caminha até mim em passos lentos, quando está próximo o bastante, ele ergue sua mão em direção ao meu rosto onde faz um suave carinho.

Madara- Você não sabe o quanto eu estou feliz em saber que você está bem e aqui comigo. –Diz olhando no fundo dos meus olhos, permaneço quieta sem saber ao certo o que dizer.

Madara vai se aproximando cada vez mais, sinto nossas respirações se misturarem, quando ele vai em direção aos meus lábios viro o rosto fazendo com que seus lábios se choquem com a minha bochecha. Um clima tenso se instala no local, permaneço com o rosto virado, não queria encara-lo.

Madara- Irei tomar banho para jantarmos, me espere aqui.  –Assinto.

Escuto seus passos em direção à saída do closet, suspiro profundamente.

Por que não deixei ele me beijar?

Por Kami Sakura! Ele é seu marido, tem todo o direito de lhe beijar.

Saio do closet me sentindo aflita, sento-me na poltrona para esperar Madara. Noto o celular ainda em minha mão, deslizo o dedo pela tela de desbloqueio, começo a fuçar o celular, na galeria só havia fotos minhas, na agenda apenas os números das pessoas que moram aqui, no celular não havia mensagens e nem históricos de ligações. Bufo descontente e jogo o celular na poltrona ao meu lado.

Eu não conseguia encontrar uma pista sequer da minha vida passada, como isso é possível!?

Escuto a porta do banheiro abrir, encaro Madara passar pela mesma apenas com a toalha enrolada no quadril, meu rosto fica em chamas quando começo a observar os vários músculos dele. Abaixo a cabeça me sentindo envergonhada, ele solta uma risada e caminha em passos lentos até o closet.

Depois de alguns minutos Madara volta vestido de terno preto, será que ele nunca se veste de maneira casual?

Saio dos meus devaneios quando me recordo do celular que supostamente seja meu.

Sakura- Madara por que no meu celular não tem nenhuma mensagem ou ligação?  -Pergunto séria.

Ele me encara e suspira pesadamente, o mesmo caminha até a poltrona onde deixei o celular, ele pega o celular e se senta na poltrona.

Madara- Você quebrou seu celular no acidente, então comprei outro.  –Fala sério.

Franzo o cenho, ele nunca explica as coisas, sempre fala de maneira resumida.

Sakura- Madara você ainda não me contou como eu perdi a memória.

Madara- Odeio quando você me chama de Madara, nem parece que somos casados. –O encaro de maneira séria demostrando que sua tentativa de mudar de assunto foi fracassada.  –Ok, você caiu da escada e entrou em coma, eu não queria lhe deixar em um hospital, então contratei o doutor Kabuto e comprei os equipamentos necessários para você ser atendida aqui.

Sakura- Ai meu Kami, como foi que eu caí da escada? –Pergunto chocada.

Madara- Ninguém sabe, essa pergunta só será esclarecida quando você recuperar a memória. Agora vamos descer, todos devem estar a nossa espera.  –Assinto desconcertada.

Ele ergue sua mão para que eu pegue e assim é feito.

 

         (...)

Depois do jantar ajudo Konan com a louça enquanto os homens estão assistindo. Quando toda a louça se encontra limpa, eu e Konan nos juntamos aos homens, ficamos até tarde vendo filmes até que sinto minha cabeça começar a pesar.

Madara- Acho melhor irmos dormir.  –Sussurra em meu ouvido enquanto acaricia meu cabelo.

Depois de darmos boa noite para todos, subimos de mãos dadas. Ao chegarmos ao quarto vou direto para o closet, onde visto um confortável pijama composto por uma calça moletom preta e uma camisa branca de bolinhas pretas, fico descalça mesmo.

Saio do closet e noto Madara já na cama lendo um livro, dou de ombros e vou para o banheiro, escovo os dentes, lavo o rosto e faço uma trança em meu cabelo.

Retorno ao quarto, deito na cama o mais longe possível de Madara. Ele me enrola com o cobertor e me puxa para os seus braços fazendo com que eu sinta seu peitoral nu.

Madara- Boa noite minha rosada.  –Sussurra em meu ouvido.


Notas Finais


Oi gente, eu tava morrendo de saudade de vocês ♡


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