História Be My Best Song - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Divergente
Tags Amizade, Comedia Romantica, Divergente, Universo Alternativo
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Palavras 2.649
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo fofo para aqueles que amam momentos meigos entre Tris e Quatro! AUHSUAHUSHAU espero que gostem.

É bom lembrar que essa história também está postada no Nyah! Fanfiction. Não é plágio! A história é minha e eu tenho conta em ambos os sites.

MÚSICA DO CAPÍTULO: Hoje a noite não tem luar - Legião Urbana

Boa leitura!

Capítulo 7 - Hoje a Noite Não Tem Luar


Quando despertei no sábado, temia que todas as coisas acontecidas na noite anterior fizessem parte de um sonho maluco e muito bom. Mas, assim que me dei conta de onde estava, entendi que não era um sonho. Aquilo era a mais pura realidade. Tobias ainda dormia profundamente, seu corpo ao lado do meu, deitados desajeitados no banco de trás do carro do rapaz.

A luz do sol iluminava a rua de forma fraca e suspeitei que não passasse das sete da manhã. Mexi o corpo devagar, esticando-me, só então sentindo os músculos reclamarem por terem ficado tanto tempo naquela posição. Sentei-me no banco e observei os vidros do carro embaçados, as gotículas do sereno ainda escorrendo pelas janelas. Bocejei, cobrindo os lábios, tentando ajeitar o cabelo desgrenhado logo em seguida.

Saltei para o banco do motorista e encontrei a chave do carro no porta-luvas. Coloquei o sinto e dei partida no veículo, dirigindo sem pressa pelas ruas pouco movimentadas de Chicago que, naquele sábado, ainda não tinha despertado.

Estava parada no sinal vermelho quando notei, pelo retrovisor, a massa corpórea se erguer no banco de trás. O rosto estava amassado, os olhos vermelhos e parecia estar sentindo os efeitos da posição errada que escolhera para dormir. Tobias esfregou o rosto devagar e encontrou meu olhar no espelho, abrindo um largo sorriso.

– Bom dia – Falei, desviando a atenção para o trânsito com um sorriso satisfeito nos lábios.

– Bom dia! – Bocejou logo em seguida, apanhou o casaco sobre o banco e vestiu, pulando para o banco da frente para me fazer companhia. – Para onde estamos indo?

Apertei levemente os dedos ao redor do volante e evitei sorrir de novo. Era estranho estar vivendo aquela situação. Jamais imaginei passar uma noite ao lado de meu amigo após termos trocado beijos apaixonados numa festa.

– Vamos tomar café e depois você vai me deixar em casa.

Minhas palavras surtiram um efeito bem mais que positivo nos olhos de Tobias. Ele sorriu com discrição, mas a forma como suas pupilas dilataram, senti que havia aprovado minha ideia. Meu corpo agiu de forma estranha, senti o estômago gelar e o coração disparar, sem entender o motivo daquilo.

Talvez fosse a presença de Tobias ou só meu cérebro tentando pregar uma peça. Tentei não pensar na possibilidade de Quatro exercer tanta influência sobre mim e foquei-me na direção, evitando encará-lo. Para minha tristeza, o silêncio não se rompeu até chegarmos ao café e manteve-se até fazermos nossos pedidos.

Pedi bolinhos de chocolate e um copo grande de cappuccino gelado. Tobias ficou com panquecas cobertas por manteiga e suco de laranja. Sentamos próximo à grande janela de vidro e comemos evitando trocar olhares, o que foi, no mínimo, desconfortável. Não sabia ao certo o que estava acontecendo, mas não consegui ser atrevida o bastante para perguntar.

– Peter pareceu adorar sua dança ontem a noite.

O tom do comentário desnecessário me fez perceber o tom irônico por trás das palavras proferidas por Tobias. Parei de mastigar e o encarei, soltando no prato o bolinho que segurava.

– Quer mesmo falar sobre o Peter? – Expirei com mais força que o normal e ajeitei o corpo no banco estofado, encarando-o séria,

– Só estou dizendo que ele pareceu gostar da dança. Gostou tanto que resolveu agarrar você...

Soltei o peso das mãos sobre a mesa, fazendo os copos e talheres tremerem e os clientes nos olharem devido ao barulho.

– Quer saber? Eu vou pra casa. Bom café da manhã, Tobias.

Sem paciência para ouvir uma narração besta da festa, levantei-me e joguei uma nota de vinte dólares sobre as panquecas de Quatro, deixando-o sozinho no café.

(...)

Assim que entrei em casa, encontrei meus pais e Caleb sentados na sala, conversando um pouco mais alto que o normal enquanto gesticulavam. Todos se silenciaram ao notar minha presença e em encararam surpresos.

– O que aconteceu? – Perguntei, aproximando-me devagar, um pouco desconfiada.

– Onde você estava? Ficamos preocupados! – Minha mãe levantou-se e caminhou em minha direção.

Rolei os olhos e desviei-me dela, desejando evitar uma nova discussão.

– Eu estava com Tobias. – Expliquei, cansada. – E eu estava com o celular. Uma ligação e não ficariam preocupados...

Estava indo para meu quarto quando o pigarrear baixo de meu pai me fez parar no lugar. Ele ia se pronunciar e quase nunca isso era bom. Fechei os olhos e respirei fundo, virando-me devagar para encará-los.

– Nós decidimos que você ficará de castigo, Beatrice. Dezoito anos não significa poder fazer tudo o que quiser. Você ainda mora conosco, precisa nos informar que não vai dormir em casa.

Sua voz era tranquila, porém, dura. Seus olhos me fitavam com intensidade e isso já o bastante para me deixar completamente sem palavras. Por dentro eu estava berrando, tento um momento “adolescente rebelde”, mas por fora, eu era uma estátua pálida.

– Em momento algum permitimos que você dormisse fora.

– Natalie, por favor. – Meu pai pediu, fazendo um gesto para que mamãe tivesse mais calma. – Duas semanas sem sair de casa. A universidade é exceção à regra. Agora, por favor, Tris, vá para o seu quarto.

Precisei respirar fundo, pois a sensação era a mesma de ter tido os pulmões perfurados. Minhas mãos tremiam, assim como meu queixo, e tive a ligeira impressão que acabaria chorando se não saísse logo da sala. Assenti uma única vez e sai sem dizer nada.

(...)

Fiquei deitada na cama por horas, mudando apenas a posição em que matinha o corpo atirado no colchão. Olhando para o teto, pensei em tudo o que tinha acontecido nas últimas semanas, demorando-me um pouco mais na noite anterior, principalmente, no beijo que dei em Tobias após decidir que eu estava disposta a tentar.

Até parecia outra Beatrice Prior e não eu.

Senti o celular vibrar no colchão, mas não o peguei de imediato. Lenta e preguiçosamente, analisei a tela acesa e notei que havia recebido uma mensagem de Tobias.

“Não precisava ter saído do café daquele jeito.”

“E você não precisava ter comentado sobre a festa...” respondi após alguns minutos.

Encarei o celular e logo senti vibrar novamente.

“Podemos nos encontrar?”

Mordi o lábio inferior, suspirando pesadamente ao me lembrar do castigo.

“Sem chances! Estou de castigo por não ter avisado que dormiria fora...”

Larguei o aparelho ao lado do abajur, em cima do criado mudo, e voltei a deitar-me, deixando a cabeça sobre o travesseiro. Fechei os olhos e me permiti lembrar de como tudo havia sido incrível! Acabei sorrindo ao recordar do elogio de Tobias, praticamente ouvindo sua voz soar com suavidade em meu ouvido “Você é linda”.

Não percebi, apenas cai num sono profundo e tranquilo, sem sonhos, mas que deixou meu corpo relaxado após a noite desconfortável dentro do carro. Nem meus pais e nem Caleb tentaram conversar comigo. Ao despertar, senti menos cansada, porém, faminta.

Já passava das nove da noite e quase cai para trás ao perceber o quanto havia dormido. Sai do quarto na pontinha dos pés e encontrei Caleb cochilando na sala com a tv ligada. Ele estava deitado de bruços no sofá e havia vários livros de literatura inglesa espalhados no chão, junto de uma tigela com salgadinho quase vazia.

Pensei em acordá-lo para que fosse para cama, mas sabia o quanto ele estava estudando para os exames finais da faculdade e podia imaginar o quanto estava cansado.

Notei que as luzes do quarto de meus pais já estava apagada e a porta encostada, provavelmente, também já tinham dormido. Voltei para meu quarto e tranquei a porta. Retirei a roupa devagar e entrei no banheiro, abrindo o chuveiro e me metendo embaixo da água morna. Lavei os cabelos sem muita pressa, ensaboei o corpo e deixei que a água corrente levasse a espuma embora. Após o término, enrolei-me em uma toalha e segui para o quarto. Sequei-me e passei meu hidratante preferido, com um leve toque de lavanda.

Voltei ao banheiro para secar o cabelo com o secador, deixando-o bonito e brilhante, sem saber pelo o que me esperava do lado de fora da casa. Ao voltar para o quarto já com os fios secos e cheirosos, fui surpreendida por um som peculiar vindo do vidro da janela.

Encarei a cortina fechada e vinquei o cenho, ficando um pouco tensa quando o som se repetiu. Aproximei-me devagar e separei as cortinas, incerta se deveria ou não abrir a janela. Abri apenas uma fresta e pude ver Tobias escondido atrás de um dos arbustos floridos do jardim acenar para mim.

– O que você está fazendo aqui?! – Abri a janela um pouco mais e coloquei a cabeça para fora.

– Ué, você estava de castigo. Vim salvar minha donzela presa na torre.

Não consegui não sorrir e ele acabou sorrindo comigo.

– Você é maluco – murmurei, mas ele compreendeu.

– Vem ser maluca junto comigo? – E estendeu a mão direta.

Eu estava de castigo, mas a vontade de pular aquela janela e agarrar Tobias era maior que qualquer outra coisa, maior até que o medo de ser pega. Virei a cabeça na direção da porta do meu quarto e depois voltei a fitar Quatro, que esperava por minha resposta.

– Ok, mas eu preciso trocar de roupa.

Ele assentiu e fechei as cortinas. Troquei-me rapidamente, dei um up em meu rosto usando um pouco de maquiagem, borrifei perfume no pescoço e nos punhos e voltei para a janela.

– Consegue sair dai de dentro sozinha?

Por sorte, não dormia no segundo andar, ou estaria perdida para saltar da janela. Apenas assenti para Tobias e com facilidade, joguei as pernas no parapeito, ficando então muito fácil para saltar a distância que separava a janela da grama do jardim.

Cai em pé, mas mesmo assim Tobias se aproximou, pousando as mãos em minha cintura e me olhando de cima para baixo devido a diferença de altura. Ele pareceu se surpreender ao me encarar, mas logo abriu um belo sorriso e segurou minha mão.

– Pronta?

– Hum, acho que sim.

Levou-me até seu carro e abriu a porta para que eu entrasse. Ele entrou logo em seguida e dirigiu em alta velocidade pelas ruas agitadas de Chicago, afastando-se do centro, seguindo sempre em direção à rodovia.

– Onde vamos? – Perguntei, mas Tobias não respondeu.

Desconfiada e sentindo um leve frio na barriga, comecei a me preocupar por estar burlando o castigo imposto por meus pais. Eu havia saído escondida e estava sendo guiada para um lugar que eu nem sequer fazia ideia. Se não confiasse em Tobias, com certeza, não teria nem me dado o trabalho de trocar de roupa.

Apesar de ainda estar um pouco chateada com o que tinha acontecido na cafeteria, preferi não pensar no assunto, afinal, ele não tinha gostado do beijo que recebi de Peter, assim como eu não gostei da cena que vi no banheiro (cena confusa que acabou sendo o que não era).

Seguimos por um caminho não conhecido por mim e então, Tobias parou o carro debaixo de uma árvore, próximo a saída da cidade. Pegou sua mochila no banco de trás e desceu. Não esperei que abrisse a porta, desci sozinha e esperei por ele. O rapaz parou ao meu lado e respirou fundo, dando uma olhada em volta.

– Vamos andar um pouco, tudo bem?

– Ainda bem que não vim de salto. – Ri baixo e ele me deu a mão.

Deixei que entrelaçasse seus dedos aos meus para caminharmos juntos e o que senti foi muito bom. O toque de nossas peles provocava um arrepio gostoso em meu corpo, como se fagulhas percorressem minha corrente sanguínea e me aquecesse de dentro para fora. Era incrível!

Adentramos em as meio as árvores, mas por sorte, Quatro estava preparado. Acendeu uma lanterna e o caminho de terra ficou visível a nossa frente. A subida era um pouco íngreme, mas com o apoio dele não foi difícil caminhar. Durou cerca de trinta minutos e então, ao chegarmos arfando no topo do local, pediu para que eu fechasse os olhos.

Obedeci, curiosa, sentindo-o se afastar de mim.

– Está tudo bem? Você precisa de ajuda?

– Não! Fique ai parada e não abra os olhos!

Ri, achando graça naquilo tudo.

Logo senti sua mão envolver a minha e me conduzir adiante com cuidado. O vento noturno balançou meus cabelos e senti como o ar ali era mais limpo. Estava um pouco frio, mas ele parecia ter pensado em tudo. Senti quando colocou uma jaqueta sobre meus ombros ao perceber minha pele arrepiada.

– Você pode abrir os olhos agora...

Hoje a noite não tem luar - Legião Urbana

Lentamente, separei as pálpebras e encarei a paisagem diante de mim. Era lindo! Estávamos no alto de um morro, quase fora da cidade, de onde dava para ver tudo, todas as luzes, todos os prédios e todas as áreas. Acabei soltando um riso de surpresa e admiração, cobrindo a boca com as mãos, sentindo em como minhas pernas ficaram bambas.

O céu nunca esteve tão lindo, em minha concepção. As estrelas pintavam o negro como se fossem pérolas pregadas cuidadosamente num veludo azul-escuro. A lua cheia, brilhante e redonda, parecia nos saldar com toda a sua graça e magnitude. E os vaga-lumes que sobrevoavam o campo próximos daquele local eram um espetáculo a parte.

– É lindo! Meu Deus!

Ela passou do meu lado

"Oi, amor." - eu lhe falei

"Você está tão sozinha"

Ela então sorriu pra mim
 

Senti Tobias parar logo atrás de mim e pousar o queixo em meu ombro. Fechei os olhos, apreciando o momento único.

– Ainda não acabou.

Rapidamente abri os olhos e me virei para ele. Apontou para o chão onde uma toalha de piquenique estava esticada e, sobre essa, estavam dispostas uma garrafa de vinho com duas taças e pãezinhos cujo quais não consegui distinguir.

Não conseguia acreditar que ele havia feito tudo aquilo para nós. Nunca pude imaginar que Tobias guardava um lado romântico que fosse capaz de fazer surpresas naquele nível, afinal, éramos parecidos no quesito relacionamentos. Desviei o olhar da comida e encarei-o. Ele parecia um pouco inseguro, incerto, não parecia acreditar que aquilo me agradaria.

Foi assim que a conheci

Naquele dia junto ao mar

As ondas vinham beijar a praia

O sol brilhava de tanta emoção

Um rosto lindo como o verão

E um beijo aconteceu

– Isso tudo... Tobias, eu... Obrigada!

– Não tem que agradecer – ele se aproximou e tocou minha testa com a sua, envolvendo minha cintura com suas mãos. Respirei fundo, pousando as mãos em seus ombros. – Eu sou um babaca às vezes, me desculpa. É que... eu quero fazer dar certo.

Ele não precisava dizer mais nada. Seu pedido de desculpas e sua sinceridade me ganharam por completo. Era visível o quanto ele estava se esforçando e isso só me fazia querê-lo ainda mais. Abri os olhos, mirando-o com profundidade, abrindo um discreto sorriso no canto dos lábios.

– Você é incrível.

Nos encontramos à noite

Passeamos por aí

E num lugar escondido

Outro beijo lhe pedi

Nos beijamos e eu poderia ter me perdido entre as sensações múltiplas que seus toques me causavam. Aérea e livre de problemas, eu me sentia criança de novo em sua companhia, não que antes não fosse assim, mas após o nosso primeiro beijo, passei a sentir tudo de uma maneira diferente, mais intensa, mais densa e muito mais profunda.

Deveria ter desconfiado desde o começo que eu sentia algo forte por Tobias. Se tivesse aceitado meus sentimentos antes, talvez, poderia ter sido mais feliz junto dele há tempos. Já que não aconteceu antes, eu só queria poder aproveitar o momento, aproveitar os sorrisos, as risadas, os papos e os carinhos.

Lua de prata no céu

O brilho das estrelas no chão

Tenho certeza que não sonhava

A noite linda continuava

E a voz tão doce que me falava

"O mundo pertence a nós!"

Eu só queria que fluísse. Como a água. Não ia me importar com o dia seguinte, eu estava disposta a viver o presente, estava disposta a viver o poema de Horácio.


Notas Finais


Ahhh e ai? Agora que já leram, rola deixar um review, não acha? AHSUAHSUHAUSA seu dedo não vai cair, como sempre digo, e eu adoro os comentários. Então, diz ai embaixo se gostou ou se odiou.

ps.: BEM-VINDOS LEITORES NOVOS! E leitores fantasmas, vamos aparecer? u.ú

Beijos no coração e até o próximo que é uma música que eu amoooo! ♥


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