História Be My World Of Colors - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Lee Sungmin
Tags Kyumin, Superjunior
Exibições 35
Palavras 1.995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Esse capítulo ficou um pouco pequeno, mas esporo que gostem e que ele não tenha ficado confuso.
Como sempre me desculpem pelos possíveis erros de ortografia que o capítulo possa ter!

Capítulo 7 - Pain


De repente eu parei de sentir os pingos de chuva sobre mim, até pensei que havia parado de chover, mas eu estava enganado. E ao meu lado estava uma pessoa que segurava um guarda chuva para mim.

 

– Kyuhyun-ssi – era Sungmin – O que aconteceu? Por que você saiu correndo?

 

Sua voz ainda era a mesma, apenas estava contida, como se ele estivesse chorando também, levantei minha cabeça a procura do seu olhar, eu tinha medo de como ele poderia estar, mas eu precisava dele para me acalmar.

 

Um sorriso apareceu em seu rosto, sim ele havia chorado, e seus orbes permaneciam as mesmas, puras, inocentes e com um ar amais de preocupação, aos poucos finas lágrimas foram escorrendo de seu rosto e ele me abraçou

 

– O que está acontecendo Kyuhyun-ssi? Deixe-me ser seu amigo? Por favor... Deixe-me te ajudar?

 

Nossas lágrimas se misturavam umas com as outras, poderia estar frio devido a chuva, mas aquele abraço…

 

Aquecia-me…

 

 

………

 

 

Ao lado de fora os grossos pingos de chuva eram iluminados pelos clarões dos relâmpagos, a chuva havia aumentado, assim como o frio trazido por ela. Eu não fazia ideia de onde estava apenas me deixava guiar por Sungmin. Ele ainda abraçava meu corpo, aquecendo-me, enquanto dividíamos o guarda chuva, o que não fazia muita diferença, pois estávamos completamente encharcados da chuva.

 

Eu não fazia ideia da hora, ou do quanto havíamos andado, eu apenas não queria ir para casa, não queria encarar Ara, Leeteuk, Kangin ou muito menos minha tia Yong. No fundo eu sabia que ela estava certa, eu era apenas um infortúnio a minha irmã, eu sabia que meu sofrimento era responsável por parte do sofrimento dela, e por isso eu não queria ir para casa.

 

– Kyuhyun-ssi? – Sungmin me chamava tirando-me de meu devaneio – Chegamos!

 

Eu não reconhecia a localidade em que estávamos talvez não fosse longe de casa, afinal viemos andando, mas o local era completamente diferente da paisagem vista do apartamento em que morava. A rua, as casas, até mesmo a aura deste local era diferente, era vivaz e alegre, assim como tudo o que cerca Sungmin.

 

E apesar de estarmos em uma selva de metais, o local que me encontrava agora era completamente diferente, não havia edifícios ou carros buzinando pelos lados, tudo neste local era calmo, as casas e seus jardins, tudo era tão simples e ao mesmo tempos tão lindo. Um local repleto de paz.

 

– Venha! – Dizia Sungmin abrindo a porta de sua casa.

 

Eu me senti estranho, pois aquela casa era absolutamente diferente da minha, não havia objetos muitos modernos, ou apenas cores brancas nas paredes, pelo contrário, sua mobília não era sofisticada, mas entrava em perfeito contraste com as paredes que possuíam um tom coral, e além da cor suas paredes eram carregadas de fotografias, das mais diversas, como uma linha do tempo. Havia vida naquela casa, pela primeira vez eu conhecia um local que poderia ser denominado de “lar”.

 

–Minha mãe já deve estar dormindo, mas não se preocupe você pode ficar aqui o tempo que precisar – ele disse exibindo um doce sorriso – Há um banheiro no final do corredor, você pode usá-lo eu irei providenciar roupas secas para você!

 

Eu queria poder lhe agradecer, mas as palavras simplesmente não vinham, e junto com a falta de palavras vinha à incerteza, apesar dos orbes de Sungmin permanecerem as mesmas eu ainda possuía medo. Medo que ele não me aceitasse verdadeiramente, medo que ele estivesse fazendo tudo por pena, pena do garoto que não consegue superar a morte dos pais.

 

Silenciosamente eu caminhei até o banheiro, me trancando no mesmo. Meu corpo doía e meus olhos ardiam, mas nem uma dor física poderia se comparar a dor presente em meu peito. Deixei meu corpo escorregar pela porta do banheiro, e as grossas lágrimas escorrerem por meu rosto descontroladamente.

 

Eu apertava minha camisa fazendo pressão em meu peito, mas não adiantava a dor não cessava e as lágrimas não paravam. Eu não possuía meus remédios, ou meu mp3, eu não possuía meus pais ou ninguém que pudesse estar ao meu lado, eu estava sozinho. Completamente sozinho… Assim como eu sempre estive sozinho… Desde que eles me deixaram.

 

Talvez minha tia estivesse certa, talvez fosse melhor eu morrer no lugar do meu pai, Ara não estaria sofrendo, muito menos Leeteuk ou Kangin teriam dor de cabeça comigo... Seu eu não estivesse vivo eu não me machucaria, não doeria… Não haveria dor…

 

Eu precisava cessar aquela dor, a dor que me acompanhava durante esses sete anos, a dor que me destruía a cada dia. Por isso não teria problemas em morrer, aquilo era o melhor para mim… Eu não perderia mais ninguém… Se eu partisse eu poderia rever meus pais...

 

Ainda envolvido em lágrimas eu me permiti caminhar lentamente até a banheira e comecei a enchê-la. Estava tudo bem, eu partiria com minha dor, e não causaria mais sofrimento a ninguém. Ouvi batidas na porta, mas a ignorei, eu estava disposto a continuar com aquilo, seria o melhor…

 

Quando a banheira estava cheia eu me permitir entrar nela, me permiti fechar meus olhos e afundar-me na água, deixando a mesma levar minhas lágrimas e minha dor.

 

Aos poucos meu pulmão clamava por ar, mas eu não me daria esse luxo, eu permaneceria naquela água até o último instante. E lentamente eu perdia minha visão, sentindo-me anestesiado, sem dor alguma… Eu estava bem…

 

– Kyuhyun!! – seus braços me puxaram de dentro da banheira, fazendo-me tossir devido a brutalidade do ato.

 

Meu pulmão ardia, devido a entrada da água, minha cabeça doía, pelo pouco tempo sem oxigênio, e a dor havia voltado, junto com o choro da pessoa que havia me salvado.

 

Eu estava sentado no colo de Sungmin, entanto ele me abraçava pelas costas chorando.

 

– Não faz isso Kyuhyun… – seu choro estava desenfreado – Por favor, não faz isso comigo!

 

Eu havia me esquecido de Sungmin naquele momento, havia me esquecido que ele me fazia sentir estranho, havia esquecido o quanto seu sorriso me acalmava. E assim eu me permiti chorar com ele…

 

 

………

 

 

– Kyuhyun-ssi, você precisa se alimentar… – a voz de Sungmin ainda estava contida pelo o choro, ele não havia saído de meu lado nenhum minuto após minha tentativa de suicídio – Aconteceram muitas coisas hoje... Você precisa se alimentar direito, caso contrário irá ficar doente…

 

– Eu… Não estou com fome – e de fato eu não estava, estávamos em seu quarto e Sungmin havia providenciado uma bandeja com Tteokbokki.

 

– Por favor… – ele me olhava triste e seus orbes haviam perdido o brilho.

 

– Me desculpe Sungmin eu… – eu estava com medo de iniciar aquela conversa, medo de decepcionar Sungmin, eu não queria o perder também – Eu… Eu só queria parar minha dor…

 

– Eu entendo que você não queira contar Kyuhyun-ssi – seus olhos começavam a marejar – Mas você pode se abrir comigo… Você pode me contar o que lhe causa dor… Por favor, confie em mim…

 

Ele sofria também e eu sabia que era o causador daquele sofrimento.

 

– Eu… Eu irei lhe contar – eu disse com a voz contida, levando minha mão ao seu rosto, limpando uma lágrima solitária que caía – Quando eu tinha 17 anos, há sete anos, talvez eu fosse um jovem mais alegre do que hoje, pode de fato a minha vida era alegre naquela época… Mas tudo mudou essa mesma vida que me dava alegria me trouxe angústia e solidão.

 

Ele retirou a bandeja de cima da cama e a colocou sobre a escrivaninha para assim voltar à cama. Ele havia se sentado do meu lado e segurava minhas mãos, dando-me confiança para continuar.

 

– Eu voltava da casa de minha avó, com meus pais e Ara, quando durante uma chuva nosso carro envolveu-se em um acidente com outro durante uma ultrapassagem indevida... Eu fui arremessado para fora do carro durante a batida… Eu fraturei seis costelas e a bacia ilíaca (quadril) e segundo ara fiquei em coma por quatro dias – à medida que eu contava minha história Sungmin deixava lágrimas descerem por seu rosto, enquanto eu me colocava a limpá-las, ignorando as que desciam por meu rosto – Devido à fratura das costelas foi necessário um transplante de pulmão, se não fosse por esse transplante eu não estaria aqui…

 

– Isso é bom não é?! – ele forçava um sorriso.

 

– Não… Eu sinto falta dos meus pais Sungmin… Eu ainda me lembro da voz e do sorriso da minha mãe – abandonei seu rosto e levei minha mão a meu peito – Mas ao lembrar-me dela me vem à imagem do carro estilhaçado, vem à imagem de meus pais deformados e cobertos de sangue devido ao acidente… Eu… Eu não quero me lembrar disso, da dor de perder alguém importante para você… Eu não quero perder as pessoas que me cercam… Eu não quero continuar sofrendo…

 

– Eu estou aqui Kyuhyun-ssi – Sungmin me abraçou e eu podia sentir seu choro.

 

– Mas eles não estão, eles não estão mais aqui… Assim como um dia você pode não estar – eu enterrei minha cabeça na curvatura de seu pescoço, deixando que minhas lágrimas levassem parte de minha dor – Por favor, Sungmin, eu não quero te perder… Por favor não se afaste de mim…

 

– Eu prometo Kyuhyun, eu prometo que não irei me afastar de você… Eu prometo que não irei me esquecer de você – ele desfez o abraço selando a minha testa, como modo de confirmar sua promessa. Meu peito ainda doía, mas eu sentia o alívio que Sungmin me causava, eu sentia-me aquecido em sua presença – Mas, por favor, prometa-me que não tentará partir, que não tentará aliviar sua dor por meio da morte!

 

Eu sabia que não podia prometer aquilo, sabia que provavelmente eu poderia quebrar aquela promessa, mas eu via a angústia nos orbes de Sungmin, e aquela angústia não combinava com ele. Pela primeira vez Sungmin parecia-me triste e não vivaz como sempre foi. Por isso eu apenas me permiti acenar positivamente com a cabeça, se aquilo pudesse recuperar o brilho de seus orbes.

 

– Eu... – ele desfez o abraço e começou a limpar suas lágrimas – Eu vou guardar essa comida para amanhã, você pode dormir em minha cama – ele disse pegando a bandeja e dirigindo-se a saída do quarto.

 

– On.. Onde você irá dormir? – eu agarrei seu braço.

 

– No sofá – ele apontou para o sofá de dois lugares que havia em seu quarto.

 

– Você… Você poderia dormir comigo? – eu não sabia por que havia feito àquela pergunta.

 

– Eu… Eu… – ele havia ficado surpreso e ligeiramente rubro.

 

– Por favor, eu não quero ficar sozinho – de fato eu não queria.

 

Ele sorriu sincero a acenou com a cabeça. Eu não sei quanto tempo Sungmin demorou guardando a comida, mas para mim foi como um pequeno pedaço da eternidade. A noite estava fria devido à chuva que ainda caía, e mais escura que o normal, hora ou outra sendo iluminada pelos relâmpagos que cortavam o céu.

 

A cama de Sungmin era uma cama de casal, logo não haveria problemas em dormirmos juntos. Estávamos deitados um de frente para o outro de mãos dadas, não ousamos trocar palavras, apenas nós observamos. Eu não faço ideia de quanto tempo permanecemos naquela troca de olhares, pois pela primeira vez o sono me veio naturalmente. E assim me permitir ser envolvido pelo calor do corpo de Sungmin, Sentindo-me protegido de qualquer mal, ou qualquer dor...


Notas Finais


Até o próximo final de semana!
Qualquer duvida é só perguntar!
Bjs!!!


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