História Be My World Of Colors - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Lee Sungmin
Tags Kyumin, Superjunior
Exibições 23
Palavras 2.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem, o que dizer quanto ao me sumiço. bem esclarecendo ele diria que foi por conta de vários fatores, o principal foi que fiquei e ainda estou sem computador (tive que escrever o capítulo pelo celular), e segundo o final de semestre na universidade. Por isso me desculpem, contudo eu não tenho planos para parar esta fanfic, pelo contrario, irei finaliza-la e pretendo postar mais fanfics de SuJu e KyuMin, por isso peço a paciência de vocês, até meu computador chegar (a loja deu o prezo de 14 dias), devido a isso não poderei postar o próximo capitulo nesse final de semana, então desculpem-me mais uma vez, contudo já comecei a escreve-lo e tentarei o máximo para finaliza-lo o quanto antes!
Espero que gostem, e que eu não tenha enrolado muito nesse capítulo!
E como sempre me perdoem pelos possíveis erros de ortografia.

Capítulo 8 - New step


Calor, mais uma vez eu sentia o calor que aquela mulher transmitia, seu sorriso. Um sentimento de conforto apoderou-se de meu peito ao observar seu sorriso, ela estava a minha frente, afagando minha cabeça, tentando colocar algumas mechas de meu cabelo em seu devido lugar. E assim eu fechei meus olhos aproveitando aquele carinho.

 

Até ele acabar, e eu não sentir mais a presença daquela mulher… De minha mãe…

 

Abri meus olhos procurando desesperadamente por ela, mas nada encontrava, apenas o vazio.

 

Sozinho… Eu estava sozinho mais uma vez... Como sempre estive....

 

Um arrepio percorreu meu corpo e a única coisa que eu sentia era o frio… Um frio que aos poucos adentrava em minha alma, a matando lentamente. Para muitos a dor que sentia em meu peito seria insuportável, mas eu já havia me acostumado com ela, ela vinha me acompanhando desde o dia em que fiquei sozinho pela primeira vez, desde o dia em que felicidade passou a ser inexistente para mim.

 

– Não tenhas medo… – uma doce voz soava pelo vento – Eu estarei com você… Até que você não sinta frio… – eu conhecia aquela voz, contudo não conseguia associar a ninguém, a nem um rosto.

 

Ar, eu senti meus pulmões arderem, implorando desesperadamente por ar, sendo essa uma das consequências de meu pesadelo, gotículas de suor escorriam de minha testa e um frio arrepiava meu corpo. Fechei meus olhos na tentativa de acalmar essas sensações, mas eu já sabia que seria em vão, e assim deixei finas lágrimas descerem por meu rosto e um cheiro levemente doce invadir minhas narinas.

 

– Kyu… Hyun-ssi – Olhei para pessoa ao meu lado, Sungmin, deixando assim as lembranças da noite anterior invadir minha mente – Você está bem? – ele segurava minha mão, tendo em suas orbes um olhar repleto de preocupação, deixando seus olhos marejarem levemente.

 

– Eu estou bem Sungmin-ssi… Foi só pesadelo… Assim como outros que tenho – sussurrei a última frase, como uma reflexão para mim, mas creio que ele tenha ouvido, levei minha mão ao seu rosto, sentindo o quão macia sua pele era, limpando uma lágrima solitária que escorria em sua face – Não se preocupe... Eu não pretendo repetir o ato de ontem… – novamente sussurrei como se qualquer entonação mais alta pudesse quebrar aquele momento.

 

Não hoje, mas não posso afirmar que seguirei meus dias com minha dor, eu disse a mim mesmo.

 

Um ronco fora ouvido, vindo de meu estômago, senti minhas bochechas corarem devido a vergonha, normalmente eu não sentia fome e dificilmente comia algo durante o dia.

 

– Parece que alguém acordou com fome – Sungmin exibia um sorriso em seu rosto e se levantará da cama, largando assim minha mão, e por um instante seu olhar ficou triste e sério quando ele retirou uma toalha de dentro do guarda roupa – Tome, eu irei tomar banho primeiro e assim que eu sair você pode ir, relaxe um pouco antes do café da manhã e depois iremos para a sua casa.

 

Minha casa… Eu não queria voltar para lá, não ainda, de certa forma eu me sentia bem na casa de Sungmin. E assim que ele saiu pude observar mais seu quarto, que não era muito diferente do meu, se não fosse é claro pela vivacidade encontrada no cômodo.

 

Seu quarto era revestido pela cor coral, que encontrava-se em toda a casa, nele havia móveis simples, um tanto retrô, mas de certo modo eles combinavam perfeitamente com Sungmin. Assim como na sala as paredes de seu quarto eram revestidas de fotos, fotos que Sungmin tirou, fotos suas, de sua família, de seus amigos, das mais diversas cores e dos mais diversos tamanhos, fotos nas paredes ou em cima de sua estante de livros. E quantos livros, de variados gêneros, desde o romance até os livros de história. Também chamava a atenção a quantidade de post-it colados pelas paredes e móveis do cômodo, eles acompanhavam fotos, objetos, ou simplesmente encontram-se sós e repletos de anotações.

 

E eu gostava daquilo.

 

Movido por uma curiosidade, que não sabia que tinha, levantei-me e comecei a ler alguns deles, os post-it estavam postos de maneira desordenada e anotações simples como por exemplo “23/06/2013 primeira foto com a câmera nova, presente do papai!” ou “17/03/2015 Hoje o Bunnie partiu para um local melhor” estava escrita em uma foto que ele aparecia ao lado de um coelho. Anotações que marcavam datas e eventos vividos por Sungmin.

 

Por um momento uma pontada de inveja acertou meu corpo, me fazendo levar minha mão a uma das fotos em que Sungmin aparecia. Quantas memórias, memórias felizes, momentos que as pessoas ditas normais tem, não alguém como eu… Eu teria permanecido daquele jeito se uma das fotos não me chamasse atenção.

 

Era uma foto minha.

 

A foto que Sungmin batel no dia em que entregamos nossos celulares, na parte  mais alta da cidade. Uma foto simplesmente perfeita, tão perfeita que eu não diria que a pessoa naquela foto fosse eu. Eu estava completamente maravilhado com o local, fazendo assim com que a foto fosse completamente espontânea.

 

Foi como descobrir que eu estava vivo, pois a foto havia um brilho, que eu sempre jurei não ter, em minhas orbes.

 

– Você gostou? – ouvi a voz de Sungmin, sentindo sua respiração, calma, na curvatura de meu pescoço, arrepiando-me. Ele ansiava pela minha resposta enquanto mordia seu lábio inferior e seus olhos brilhavam pedindo por ela.

 

– Eu gostei – fui sincero e assisti sua face se iluminar em um sorriso, e seus braços envolverem meu corpo, me deixando sem fala, fazendo meu coração disparar como nunca antes, e sem perceber eu retribuia seu gesto.

 

– Ainda bem!! - ele disse se separando – isso me faz lembrar algo, ele foi em direção a sua escrivaninha e voltou carregando uma máquina fotográfica.

 

Em questão de segundos ele estava ao meu lado, tirando uma fotografia nossa. Fiquei confuso inicialmente, mas logo essa confusão passará ao ver o sorriso de Sungmin segurando a pequena foto, que  própria máquina fotográfica havia imprimido, em mãos. Não demorou muito para que ele pegasse um post-it, caneta e fita adesiva clonado assim a fotografia a parede e logo escrevendo algo em seguida.

 

– Pronto, assim eu não irei me esquecer de hoje – ele continuava a sorrir, ainda movido pela minha curiosidade, me permiti ler o que estava escrito: “16/10/2016 Kyuhyun dormiu em casa hoje”, senti uma lágrima escorrer de meu rosto – O que foi, por que você está chorando Kyuhyun-ssi?

 

Eu nunca iamginei que alguém se importaria comigo, eu sempre pensei ser um fardo a todos.

 

– São lágrimas de felicidade… – eu disse enquanto as enxugava – Obrigado Sungmin… Obrigado por se importar comigo.

 

– Claro que eu me importo, afinal você é meu amigo Kyuhyun-ssi - e mais uma vez naquela manhã me permiti receber o abraço de Sungmin.

 

Mas não somente seu abraço, mas também sua amizade e seu calor.

 

 

………

 

 

Eu já havia realizado minha higiene matinal, e agora olhava meu reflexo, no espelho do banheiro da casa de Sungmin, surpreendendo-me. Talvez eu não tivesse mudado nada, pois as marcas de olheiras e a magreza ainda estavam presentes em mim, contudo havia algo, que pela primeira vez em 7 anos eu revia em meu reflexo.

 

A vivacidade.

 

Três batidas foram ouvidas, e assim meu devaneio foi interrompido.

 

– Kyuhyun-ssi… – a voz de Sungmin soava baixa devido a porta – Você está bem?

 

Eu sabia a que ele estava se referindo, aos acontecimentos do dia anterior.

 

– Sim eu estou bem – eu disse abrindo a porta, percebendo um alívio espalhar-se por seu rosto.

 

– Venha – ele disse segurando minha mão e me guiando pela casa – estamos te esperando na cozinha!

 

A cozinha de sua casa também não possuía nada de exorbitante, era simples e vivaz assim como tudo o que cerca Sungmin. Minha atenção foi tirada pela mulher baixinha de bochechas fartas e sorriso acolhedor que termina de colocar o café da manhã tipicamente coreano na mesa redonda que ficava no centro da cozinha.

 

– Então você é o Kyuhyun-ssi – ela dizia se aproximando de mim apertando minhas bochechas – Você é tão fofo e bonito! – Seu sorriso e calor lembravam Sungmin.

 

– O.Obrigado – eu não sabia o que responder.

 

– Não fique aí de pés – dizia o pai de Sungmin que já estava sentado!

 

– Obrigado! – eu disse ainda sem jeito, indo me sentar.

 

– Não precisa ficar falando somente obrigado, você é amigo de Sungmin e isso faz de você automaticamente parte dessa família! – o Sr. Lee também sorrira.

 

Família… Essa palavra era realmente forte para mim, eu sabia seu significado, mas a muito já havia esquecido o verdadeiro valor e definição de uma, e por isso eu não conseguia dialogar nada mais do que um simples obrigado. Mesmo todos sendo acolhedores, mesmo com todos seus sorrisos voltados para mim eu não conseguia me sentir à vontade, pois a anos não sabia o que era sentar-se em uma mesa com uma família  e falar coisas banais.

 

Eu me sentia como uma criança, indo ao consultório odontológico pela primeira vez, amedrontado, cercado pelo o desconhecido. Por mais acolhedor que a família de Sungmin pudesse ser, eu me sentia sufocado, como se aos poucos estivesse afogando-me, e talvez eu já houvesse me afogado se não fosse pelo Sungmin direcionava a mim.

 

Gradativamente eu apegava-me aquele sorriso, aqueles olhos, aquela voz, aquele calor, aquele ser. dentre todas as sensações que ele era capaz de me causar uma já estava certa para mim. Sungmin era capaz de aliviar parte minha dor.

 

 

……...

 

Eu olhava a porta do apartamento, lentamente digitando a sequência de números que destravaria a porta,  eu ainda não estava preparado para encarar Ara, ou Leeteuk e Kangin, que a esta altura já deveriam saber do ocorrido. A única coisa que me incentiva a continuar digitando era a mão de Sungmin, que carinhosamente envolvia a minha.

 

Mesmo não querendo era necessário ir para casa, já havia se passado mais de 18 horas desde a última vez que eu havia tomado meus remédios, e pelo o mesmo ser tarja preta leves efeitos colaterais proliferavam-se por meu corpo. Eu já sentia minhas mão trêmulas e um leve calafrio, e quem sabe até mesmo já não estava com febre.

 

Logo o som a porta abrindo se fez presente no ambiente, e como meio de tomar coragem eu apertei mais a mão alheia, e suspirando profundamente adentrei o apartamento.

 

O mesmo encontrava-se escura e abafado, Ara encontrava-se dormindo, devidamente acobertada, no sofá, provavelmente de exaustão, e eu sabia que aquilo era culpa de minhas atitudes. Lentamente me aproximei de seu corpo adormecido, marcas de lágrimas eram visíveis em suas bochechas.

 

– Eu até pensei em leva-la para o quarto, mas fora tão difícil fazê-la dormir que eu fiquei como medo de acordá-la – dizia Leeteuk vindo da cozinha – Boa noite Sungmin-ssi, obrigado por cuidar do Kyu – ele dizia curvando-se para Sungmin que retribuiu da mesma forma – Precisamos conversar Kyu… Sungmin me contou o que aconteceu…

 

Eu já imaginava que Sungmin tivesse lhes contado o ocorrido, talvez era era uma das razões para eu não querer voltar, eu sabia exatamente como seria aquela conversa, eu conhecia muito bem os argumentos de Leeteuk, ela sempre dizia: “Suicídio é o ato mais covarde que o ser humano pode cometer, ele não é capaz de aliviar sua dor, pois ele apenas levar mais dor aquele que se importam contigo, covarde é aquele que não é capaz de enfrentar sua dor, mas caso você consiga superar essa vontade de sumir, esse sim será seu primeiro passo a coragem, e a dias mais ensolarados”. Fora o que ele disse na primeira vez que eu havia tentado matar-me, e provavelmente seria agora.

 

– É melhor irmos para a cozinha – disse Leeteuk novamente – Não quero acordar Ara.

 

Fechei meus olhos preparando-me psicologicamente para a conversa, e de repente senti o aperto em minha mão aumentar e ao abrir os olhos Sungmin estava sorrindo.

 

– Vamos! – e eu apenas segui ele.

 

Na cozinha Leeteuk já estava com um copo e água e o frasco de rempedio direcionados a mim, desfiz minha mão da de Sungmin e peguei o frasco tirando de lá dois comprimidos, eu queria tomar mais comprimidos, compensar por não ter tomado na hora correta, mas sabia que Leeteuk não deixaria. Apenas deixei que eles descessem por minha garganta e sentei me na bancada, para começar a sentir a sensação de relaxamento.

 

– Kyuhyun, eu imagino que você deve ter passado por coisas dificeis, mas você sabe que o sucici…

 

– Eu sei Hyung… – o interrompi enquanto fitava Sungmin, que abobadamente reparava na decoração moderna da cozinha – No fundo eu sei que não é a melhor opção, mas a quando a dor é maior que o pensamento racional, você não pensa e mais nada que não seja para-la…

 

– Eu entendo que você não goste da Yong, e você sabe que ela não se importa com você – eu percebia o tom de preocupação na voz de Leeteuk, seus olhos estavam vermelhos revelando que ele havia chorado – Mas você não deve ligar para o que ela diz, pessoas como ela, não conseguem ter noção do quanto a depressão pode afetar a vida de uma pessoa, pessoas como ela julgam de maneira errada, muitas vezes apenas por julgarem, para chamarem atenção, por se acharem conhecedoras de um conhecimento e experiência inexistente.

Eu não respondia, eu sabia que o que ele falava era verdade, mas ao mesmo tempo sabia que por mais que fossem argumentos inválidas, aquelas palavras poderiam ser mais ferinas do que a pior arma bélica que o homem pudesse criar.

 

– No fundo você sabe que se você partisse, Ara, eu, Kangin e até mesmo Sungmin-ssI sofreriamos, Você não pode desperdiçar sua vida por algo insignificante, po um comentário de uma pessoa que ao menos pergunta se você está bem, de uma pessoa que sequer se importa com você verdadeiramente Kyuhyun!

 

– Me desculpe hyung… – eu continuava sem saber o que responder e naquele momento um pedidos de desculpas eram os únicos argumentos que eu poderia ter.

 

Leeteuk levantou-se da cadeira e abraçou-me, eu sabia que ele estava sofrendo, ele já havia perdido o pai por conta do suicídio, e com certeza ele não queria ver um amigo partir da mesma maneira.

 

Naquela tarde eu levei uma bronca e um puxão de orelha de Kangin, Ara também repreendeu-me, contudo ela mais chorava do que repreendia, Sungmin passara a tarde calado sentado pensativo em um canto da sala. O apartamento ainda possuía uma aura triste.

 

Três batidas foram ouvidas na porta de meu quarto e logo o moreno de bochechas fartas adentrou o cômodo.

 

– Desculpe pela bagunça… – eu disse constrangido.

 

– Eu que peço desculpas, deveria ter ouvido sua autorização para entrar, ao invés de fazê-lo logo – ele dera um sorriso torto – Eu estava conversando com Kangin, ele contou-me mais coisas a respeito do seu tratamento…

 

Eu já sentia meu peito apertar, apenas de pensar na hipótese de Sungmin me deixar, por medo do que eu sou...

 

– Eu… eu vou entender se você não quiser mais falar comigo – eu mentia para mim mesmo e para ele.

 

– Por que eu me afastaria de você? – ele dizia sorrindo – eu não lhe disse que queria lhe ajudar, que queria ser seu amigo, então eu estarei ao seu lado para o que der e vier.

 

– Obrigado Sungmin…

 

– Não, Sungmin não! Pode me chamar de Min, apenas Min – ele disse abraçando-me.

 

Eu apenas pude retribuir o abraço, sentindo seus calor aquecendo-me e seu coração batendo contra o meu.

 

Descontroladamente.

 

– A partir de hoje começaremos a escrever nossa história juntos – ele dizia – para que ela nunca seja esquecida...

 

 


Notas Finais


Nos vemos o quanto antes!
Bjs


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