História Beau Swan and Edythe Cullen - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Saga Crepúsculo
Tags Saga Crepusculo Romance
Exibições 7
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Talvez passar um pouco acima dos limites não há mal algum... Ou há?

Capítulo 4 - Capítulo 4 - Talvez eu tenha ido longe demais... Ou não


Pov Edythe

Tudo voltava-se para mim agora. Desde aquele momento em que nos conhecemos, até o momento em que seu coração parou. Aquilo tudo foi minha culpa, eu sabia que era. Eu o coloquei em risco, mesmo sabendo que poderia dar errado. Decidi ficar em sua vida mesmo sabendo que eu era uma ameaça, mesmo sabendo que eu poderia matá-lo. 
Desejei seu sangue por tanto tempo, e me odiei por desejar aquilo. Tentei me afastar de todas as maneiras possíveis, mas ele não parecia se afetar. Eu gostaria que às coisas pudessem ter sido diferentes, gostaria que ele ainda estivesse vivo e com sua família.
Beau agora tinha perdido tudo. Todos pensavam que ele estava morto, sua família e seus amigos. Lembro-me da brisa gelada batendo em meu rosto, Beau com a cabeça encostada em meu ombro. Eu segurava sua mão fortemente, mostrando para ele que estava ali o apoiando enquanto observávamos seu enterro.
Não foi fácil. E eu sabia que ele estava disfarçando bem, tentando segurar a barra sozinho. Eu não fazia a menor ideia de o que ele estava passando, quer dizer... Quando me transformei, meus pais já haviam partido. Eu não tinha mais ninguém, apenas Carine. Mas, no caso dele... Ele é quem deixara os pais.
Eu quis me matar por aquilo. Eu morreria no lugar dele se pudesse e o deixaria viver. Mas vê-lo naquela situação, e ver que ele estava me deixando era ainda mais torturoso do que eu pensei que pudesse ser.
Beau ainda estava tentando se acostumar com sua nova vida. E eu estava disposta a ajudá-lo, tanto como criadora e como namorada. 
Mas apesar de tudo uma parte minha estava feliz. Uma parte minha, uma parte egoísta estava feliz por tê-lo para mim. Estava feliz que estávamos juntos, e que agora podíamos ficar juntos porque agora pertenciamos ao mesmo mundo. E quando ele estava ao meu lado, às coisas pareciam estar em seu lugar, estarem certas. Como se houvesse uma espécie de harmonia invísivel que permanecesse entre nós.
Durante todos esses anos observei Eleonor e Royal, Jess e Archie, Carine e Earnest. Mas, eu não me via como se eu precissasse de outro para que eu me sentisse completa. Estava bem sozinha, não sentia falta de ter alguém ou a necessidade de ter alguém. Até eu conhecê-lo.
Até Beau mudar completamente o meu mundo. Até eu perceber que era fraca demais e que eu não conseguia ficar longe dele. Eu estava amando e isso era totalmente novo. Até eu quebrar todas às regras estúpidas para que eu pudesse ficar com ele. Jurei à mim mesma que tomaria todos os cuidados necessários e que nunca o machucaria.
Então Joss apareceu. E de repente meu mundo estava de ponta cabeça de novo e tinham duas escolhas pelo caminho. E ele me escolheu. Implorei para ele que ele não o fizesse, mas ele o fez. E eu não tinha o direito de tirar isso dele, mas foi a escolha dele e eu decidi respeitar.
E agora estávamos aqui novamente.
Ficamos em silêncio por um bom tempo. O silêncio era bom, nenhum de nós decidiu interferir, pois estávamos à vontade daquela maneira. Beau apertava-me contra seu peito com seus braços em volta de mim. Como se achasse que eu fosse escapar dele, fugir de seus braços e ir para longe. Ou algo do gênero.Seu rosto estava enterrado em meu cabelo, levantei os olhos e o admirei. Ele estava tão pacífico, seus olhos desviaram-se para os meus. Aqueles olhos.
Uma das razões de eu ter me apaixonado. Aqueles olhos calmos que antigamente costumavam ser azuis como a maresia e agora estavam diferentes. Eu sentia falta daqueles olhos azuis, mas amava estes também.
—O que você está pensando? - Acariciei seu suéter azul fazendo pequenos círculos com os dedos. Pude ouvir uma risada rouca escapando de seus lábios, ele me apertou ainda mais. Beijando o topo da minha cabeça.
—O quanto sou sortudo por ter você. E o quanto você fica linda com o sol nascente batendo em você. - Olhei de relance para minhas mãos. Pálidas que deixavam evidente o brilho luminosos dos raios solares. 
Beau levantou uma de suas mãos e entrelaçou seus dedos aos meus observando os raios solares batendo em ambas às mãos e iluminando-as. 
—Somos iguais agora. - Ele disse calmamente.
—Sim. - Eu disse melancolicamente.
Ele pareceu notar o tom da minha voz.
—Eu nunca quis isso para você. Você merecia muito mais do que uma vida assim. - Continuei.
—Meu lugar é ao seu lado. Nós já falamos isso. 
—Sim, já falamos. Eu só quero que você seja feliz, Beau.
—E eu sou com você. 
—Não desse jeito. - Me afastei para olhar em seus olhos. Sentei na cama sob os joelhos, minhas mãos permaneciam encolhidas em meu colo. Beau sentou-se na cama com os olhos em mim.Beau deu um sorriso fraco e se aproximou de mim. Seus dedos tocaram em meu rosto em um movimento suave. Como se pensasse que meu rosto fosse tão frágil que pudesse se partir como um cristal. 
—Eu era um garoto totalmente infeliz e deslocado até te conhecer. Não levei muita fé antes de me mudar para Forks, só estava fazendo aquilo porque queria ver minha mãe feliz com Phil. Pensei que seria bom para mim, talvez... Mas foi. Se eu não tivesse vindo, nunca teria conhecido você.
—E nunca teria se transformado, nunca teria abandonado seus pais desta forma. Teria feito faculdade, se casado e tido filhos. - Completei magoada e seus olhos mantinham-se em mim. Ele tocou meu rosto com ambas às mãos e se aproximou ficando cara a cara comigo.
—Edythe Cullen, eu amo você. Sempre vou escolher você, pare com isso. Pare de ser teimosa, pare de achar que foi tudo culpa sua o que houve. Eu te amei desde o minuto em que coloquei os olhos em você naquele refeitório até o meu último suspiro. - Seus lábios disseram essas palavras quase que como um sussurro. Senti uma estranha corrente elétrica percorrendo meu corpo. - E de que adiantaria viver em um mundo aonde você não faria parte dele? Meu lugar é ao seu lado e o seu é ao meu lado. 
Não o deixei terminar. Roubei-lhe um beijo, rocei meu lábios contra os dele com verocidade. Diferente de muitas das outras vezes em que nos beijamos, com cuidado e com delicadeza. Não desta vez.
Estávamos de joelhos na cama, um de frente para o outro. Minhas mãos percorreram os cabelos de sua nuca, apertando-os com força enquanto ele me puxava contra ele. Beau mordiscou meus lábios e deles foi para o meu pescoço.Em segundos ele me empurrou contra cama. Desta vez ficando por cima de mim com os olhos em mim. Seus olhos deixavam escapar o desejo que ele tinha, o que ele tanto queria.
Beau deixava beijos em meu pescoço, ele passou uma de minhas pernas contra seu quadril. Fechei os olhos sentindo aquelas sensações ensurdecedoras que acabavam comigo. Céus o que era aquilo. O que estávamos fazendo?
Uma conversa de tempos atrás ocorreu em minha mente. Em que Beau ainda humano me perguntava quais eram às chances de nós dois fazermos sexo. Com ele humano aquilo seria impossível, eu poderia matá-lo. E eu disse isso à ele. O assunto pareceu ter sido encerrado naquela época. Mas, agora em que ambos éramos iguais... Tudo era diferente.
Mas, não assim. Não agora. 
—Espere... - Eu deixei escapar entre beijos.



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