História Beauté - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Suga
Tags Angst, Bad, Jimin!beauty, The Beauty And The Beast, Yaoi, Yoongi!beast, Yoonmin
Exibições 25
Palavras 2.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoa meus vacilo e não desiste jimin ;-;

Capítulo 2 - Un état d'ébriété dans les livres


       II - Un état d'ébriété dans les livres

Alguns anos depois.

Ouvia-se uma explosão vinda de seu porão e Jimin acordava em um sobressalto, caindo de sua cama de madeira clara. Quase impossível era dormir naquela pequena casa pelo fato de seu pai, Maurice, gostar de criar engenhocas - algumas envolvidas com uma parcela de perigo. Todavia o pequeno jovem de cabelos acinzentados não ligava para o fato de ser interrompido em seu sono, dizia que seu pai seria um grande inventor, mas ninguém acreditava muito nisso; o velho possuía dificuldades para se assentar ou simplesmente não causar alguma confusão à sua volta.

Park Jimin se levantou do chão com certa destreza e espreguiçou-se já em pé. A madeira gasta e escura do chão rangia sob seus pés delicados e desprovidos de qualquer calçado.

O canto dos pássaros chegavam até seus ouvidos quando o garoto abriu a janela também de madeira. Seu quarto era um tanto simples, porém com uma quantidade considerável de livros abarrotados em uma pequena estante que pendia para um lado pelo excesso de peso. Sua escrivaninha se encontrava no canto do quarto quase minúsculo, e talvez para a surpresa, também havia livros ali. Todos livros grandes possuidores de páginas, alguns com ilustrações, outros apenas com textos; capas de todas as cores e formatos. Tinham somente uma característica em comum: eram contos de fadas. Princesas e príncipes em apuros que esperavam pela pessoa certa que os salvaria; príncipes destemidos e camponeses apaixonados que dariam a própria vida pela pessoa amada, bruxas ostentando sua magia negra onde atingiam ferozmente personagens inocentes; e grandes criaturas aladas que cuspiam fogo, destroçando cidades e vilarejos.

Park era um garoto inebriado pelos livros. Se embriagava em cada página desgastada e amarelada; viajava em contos distantes e perguntava-se sobre a chance de algum dia ter todos os livros do mundo para si. O desejo de ler sobre tudo o que existia ardia-lhe às entranhas.

Vestiu tuas roupas simplistas de camponês e desceu as escadas barulhentas da pequena cabana em que morava. Os raios de sol se infiltrando em cada fresta da janela acariciava seu rosto com teus dedos quentes e afáveis. O garoto podia sentir o cheiro da manhã invadir-lhe os pulmões causando arrepios. Tinha certo amor pelos dias claros e ensolarados, lembrava-lhe de como a vida era delicada e fugaz, assemelhando-se à um dente de leão.

Lá fora, a paisagem se encontrava viçosa e grandiosa, como era em dias mornos. As flores buliam-se com a brisa fresca matinal em uma dança calma e harmoniosa.

Mais uma vez, ouviu-se um estrondo vindo do porão cinzento da casa e Park interrompeu sua contemplação; correu até o subterrâneo e sorriu de canto ao ver seu pai manchado por algo escuro como fuligem. Apesar de todas as controvérsias, seu pai era um bom inventor e possuía a bondade percorrendo por entre as veias. Era um velho sorridente e simples, deveras atrapalhado em suas invenções.

"Está tudo bem, papai?", pronunciou o garoto soltando um riso brincalhão ao ver Maurice se levantar sacudindo as vestes pardas.

"Ah! Você está aí, meu filho! Excusez-moi, não passou pela cabeça de seu velho que estaria dormindo ainda", disse-lhe enquanto afagava os cabelos rebeldes de Park.

"Tudo bem", os olhos formando pequenas riscos quando sorria; os dentes brancos, mas ligeiramente tortos brilhando em teu sorriso radiante. "Fiquei até tarde lendo um livro, papai! Você não sabe! Recorda-te o príncipe que lá havia? Este perdeu um braço e ainda assim conseguiu salvar vossa amada! Não és fantástico?", Jimin atropelava nas palavras enquanto andava graciosamente pelo porão que fedia queimado e fuligem. O garoto espalhava pelo local amarronzado todas as suas cores fulgentes.

"Lhe disse que ele era um exímio cavalheiro, não?", o velho dizia; remexia com maestria em sua caixa de ferramentas desgastada pela ferrugem.

"Sim, o senhor disse!", a animação de Park era grande e tua voz cantante soava pelo cubículo como uma melodia muito doce a ser ouvida; algo extraordinário demais para meros seres.

A alegria de Jimin aparentava ser coisa de outro mundo. Este sempre desenhava um sorriso no rosto e conversava animadamente com qualquer um. Teus sorrisos eram presentes que o mesmo distribuía por aí recheados de palavras carinhosas. Os ignorantes resmungavam que Park era bobo e atrapalhado demais, todavia, os sábios diziam que era o garoto mais bondoso do vilarejo onde residia.

Um lugar distante da capital da França era onde tua casa simplista ficava; uma pequenina cidade onde os habitantes se conheciam e sabiam de praticamente tudo sobre qualquer um que ali morava. Porém o que realmente interessava para Jimin era a pequena biblioteca que havia perto da fonte. A maioria de seus livros favoritos se encontrava ali. Se embebedava em páginas antigas amareladas e canecas fartas de café.

"Irei até a biblioteca. Queres alguma coisa, pai?", perguntou e pôs-se a subir a escada precária de madeira gasta.

"Traga pães, meu querido. Espero pelo teu café", seu pai falou-lhe e sumiu atrás de uma de suas engenhocas.

Iria para um concurso na capital do grande país e precisava acertar os últimos ajustes de sua grandiosa ideia. Perdera noites e noites de sono. Tudo isso tinha a justificativa do concurso que pregava-lhe a cabeça em preocupação. O vencedor teria ouro para passar uma ótima temporada sem trabalhar, regado à fartura e felicidade. E o velho pensava ainda mais em teu filho que vivia trancado no quarto ou na biblioteca da cidade. Se entristecia por não poder oferecer-lhe uma biblioteca inteira, todavia tinha conhecimento que seu filho o amava de todo o coração.

Do lado de fora da casa, Jimin andava calmamente pela grama esverdeada e úmida do extenso gramado que cercava sua casa. Phillipe, seu cavalo, pastava silenciosamente; a tranquilidade os rodeava em um abraço materno e o garoto seguia para o vilarejo. Sua casa era a mais afastada do pequeno espaço urbano.

O sol lhe aquecia a nuca em afagos tranquilos, os passarinhos cantavam e, ao longe, ouvia-se o canto de um galo. O dia começava, logo a urbe acordaria disposta para seus trabalhos rotineiros.

Dito e feito, a luz alaranjada tocou o telhado das pequeninas casas e as janelas se abriram como braços prontos para um abraço longo. Aos poucos, os habitantes do lugar apareciam em suas carroças tilintando; o padeiro tirava uma fornada de pães na hora e vários comerciantes montavam suas quitandas de frutas das mais diversas cores e gostos; o cabelereiro atendia seu primeiro cliente do dia e a mercearia recebia seus funcionários para organizar os produtos nas prateleiras. Pessoas varriam o chão de pedra que se estendia pelo lugar como um tapete cinzento.

Distraído, Jimin terminava de ler as últimas páginas de seu livro, enquanto andava e desviava furtivamente das pessoas que o olhavam com certa estranheza. Um garoto como tal não devia ler tanto assim, devia arrumar alguém para carregar teu sobrenome ou apenas ficar em casa cuidando de seu velho pai que muitos julgavam possuir problemas psicológicos. Park Jimin discordava de toda aquela falação fervorosamente, sem esquecer, é claro, do lindo sorriso de dentes desalinhados.

Seguiu para a biblioteca lentamente e assim que terminou o epílogo, se viu em frente à pequena casa de livros. Passou pela porta de madeira verde claro e sentiu o cheiro intenso do café adentrar-lhe às narinas. Um arrepio confortável percorreu o corpo esguio.

"Bonjour!", disse ao idoso bibliotecário. Era o único que residia ali e tinha seu leito bem arrumado ao fundo do grande cômodo.

"Park Jimin! Como vai nesta bela manhã?", tirou os pequenos óculos em meia-lua e cumprimentou o garoto que observava tudo como se fosse a primeira vez ali.

Estantes abarrotadas dos mais diversos livros enchiam o local como se fizessem parte da construção. Capas de todas as cores e tamanho coloriam o ambiente monocromático. Jimin tinha o coração em cores vivas chocando-se com o peito. Toda vez em que colocava os pés ali, seus batimentos desestabilizavam-se.

"Vou bem, e o senhor? Vim devolver-lhe este último livro", entregou o grosso livro de capa azul escuro e andou pelo recinto enquanto o cheiro do café recém feito preenchia-lhe os pulmões.

"Estou bem, merci. Qual será o escolhido?", o velho recolocou o livro ao seu devido lugar e deu um generoso gole em sua caneca rústica.

Os dedos magros e esbranquiçados do garoto percorriam a lombada dos livros. Lia os títulos e reconhecia a maioria dos mesmos, pois havia lido grande parte. Por fim, enterrou seus dedos em um de capa verde escuro. Os olhos castanhos pequeninos brilhando como constelações. O velho ria-se em contentamento; Jimin já havia segredado-lhe que este era teu livro preferido.

"Este? Mas já o levou tantas vezes!", bem humorado o homem terminou seu café.

"É meu favorito, sabes. A história de uma princesa, dragões e um camponês encantado!", sua voz doce enchia os ouvidos já velhos do bibliotecário.

"Já que gostas tanto, pode ficar-lhe. És teu!", sorriu onde faltava um dente.

"M-mas..."

"Eu insisto!", gesticulou. "Volte sempre, Jimin!".

"Agradeço de coração, senhor. Até mais ver", fez uma pequena reverência e saiu esbanjando felicidade pelas ruas antigas da cidadezinha.

Passou na padaria e iniciou uma prosa saudável com o padeiro gorducho. Depois de comprar os pães que seu pai havia pedido, seguiu para a velha casa onde o veria mexer em sua engenhoca mais uma vez antes de partir para a capital.

···

Acenou fervorosamente uma última vez para seu pai que se distanciava com Phillipe, seu fiel e robusto cavalo. Voltaria depois de três dias e Park já sentia a saudade apertar teu peito em um abraço sufocante. O pior de tudo era o mau pressentimento que atingia-lhe como um algoz. Algo dizia que aconteceria coisas ruins no caminho para tal viagem. Tentou alertar o velho, porém este estava irredutível.

Suspirou e seguiu para o galinheiro onde pegaria os ovos das poucas galinhas que lá havia.

Cantarolava uma música desconhecida e colocava os delicados ovos em uma cesta de palha.

Ao voltar para dentro de casa, se sobressaltou ao ver Gastón se exibindo em um pequeno espelho perto da escada. Trajava um sobretudo negro que desenhava teu corpo esguio e excelso; calças pretas pouco justas e botas da mesma cor uniam-se como uma coisa só. Os longos cabelos negros desciam pelas costas delgadas.

Ao fechar a porta, o homem se virou, pouco surpreso. Nada o surpreendia, apenas a beleza incomum de Park Jimin. Chegava a possuir um sentimento doentio pelo jovem; queria tê-lo apenas para si, não conseguia imaginar sua vida sem Park e faria de tudo para admirá-lo ao seu lado, em sua cama, todas as manhãs.

Teu olhar percorria todo o corpo de Jimin como se cortejasse uma obra de arte famosa. E o jovem sentia-se despido quando Gastón o olhava daquele modo. Era embaraçoso; tornava o rosto branco de Park em tons avermelhados.

"G-Gastón? O-o que faz aqui?", Jimin perguntou-lhe um tanto assustado ao ver aquele jovem em sua casa.

"Meu caro Jimin! Como estás nesta deleitosa manhã?", o rapaz pálido desviava da pergunta que lhe foi proferida. Tinha quase dois metros de altura e aparentava ser bem mais velho que Park, todavia era apenas dois anos que o diferia. As madeixas negras brilhavam à luz diurna como cascatas egoístas.

"Vou bem, merci. Mas o que fazes aqui?", Jimin parecia sério pela primeira vez no dia. Gastón possuía o dom de arrancar o lindo sorriso do garoto por causa de sua excentricidade.

O jovem de cabelos negros aproximou-se à passos elegantes e contados; teu andar era decidido e firme, sabia o que estava fazendo, mesmo que estivesse vedado pelas mentiras que criava. Segurou as pequenas e delicadas mãos de Jimin e desferiu um beijo galanteador; o pequeno corpo do jovem se arrepiou em resposta, um arrepio grosseiro e bruto, como o homem à sua frente.

"Não tenhas medo de mim, meu grande amor! Estou aqui, em sua humilde casa, para fazer-lhe uma proposta que promete mudar sua vida pacata e campestre", Gastón olhava firme naqueles minúsculos olhos escuros. Um sorriso traiçoeiro e elegante se formando nos lábios fartos e vermelhos. Necessitava de ter Jimin apenas para si; e, se por um acaso, não o tivesse, ninguém mais o teria.

Gastón poderia obter muitas faces e mostrava apenas a que lhe convinha mais. Manipulava com destreza e escolhia as palavras com maestria; lembrava uma cobra silenciosa que rasteja sem produzir sons, até soar a hora de dar o bote; e ele sempre conseguia o que queria.

"Não irei me casar com o senhor, Gastón", Park soltou tua mão com força e se dirigiu à porta. "Se me der licença, preciso voltar aos meus afazeres".

Já Gastón não parecia surpreso. Antes de tudo, vinha-lhe à cabeça que Park seria inexorável quanto à tua proposta, porém cartas na manga não lhe faltavam.

"Por qual razão dizes isto? Posso dar-te uma casa confortável, um quarto apenas nosso...", pegara a mão do garoto novamente e movimentava-se como em uma valsa sem música alguma, o único som vindo de tuas cordas vocais. Era gracioso em sua dança silenciosa; os pés se movendo com leveza desanuviando a poeira cinzenta que cobria os pensamentos de Jimin. "Ou, também, posso oferecer-lhe uma biblioteca inteira, filhos que poderemos adotar e... quem sabe, se tu quiseres, uma oficina para teu pai..."

E foi naquele momento que Jimin estagnou-se. O ar praticamente fugia de teus pulmões jovens. Dar algo do tipo para teu pai era um sonho; um sonho há muito esquecido. Desde criança, ao ficar horas e horas observando e ajudando seu pai, imaginava como seria se pudesse lhe proporcionar uma oficina de invenções; seu pai seria a pessoa mais famosa e feliz do mundo. Jimin queria aquilo, todavia sentia o cinza carregado rodopiar ao redor de Gastón. Este era um homem lindo, tinha carisma em sua feição, mas não podia dizer o mesmo da personalidade perniciosa. Teu coração era um lugar inóspito; gélido.

Não sabia o que fazer.

"Para o meu... pai?", disse baixinho. O olhar morno em teus sapatos velhos e surrados.

Gastón levantou tua cabeça pelo queixo delicadamente e abriu um de seus melhores sorrisos, onde as curvas daqueles lábios envolviam Jimin em um afago quente e sedutor. "Sim, para teu pai."

"E-eu...", as palavras fugiam-lhe à boca. Os batimentos já não eram os mesmos e ele sentiam seus dedos ossudos tremerem perante àquela situação. Sabia que não podia e sua consciência gritava-lhe para não seguir em frente com aquilo. "Preciso... pensar."

Os olhos sagazes do homem alto perscrutavam dentre as ações de Jimin, mas não conseguiam encontrar alguma resposta válida. Teria de esperar e ser muito paciente com o garoto se não quisesse arruinar tudo. Faria; esperaria pela decisão do mais baixo. O teria em mãos como sempre quis.

"Irei ser paciente com você", acariciou uma das bochechas macias e brancas, depositou-lhe um arrastar de lábios ali e saiu da pequena casa sem pronunciar mais nada.

Jimin nunca mais seria o mesmo.


Notas Finais


Nosa, Jureg, voltei meixmo maravilinda, toda lindo todo top modelo, q.
Enfim, perdoem a demora, o tio aqui tem problemas em atualizar rápido, mas tô pegando o ritmo.
Quero agradecer do fundo do meu coração trevoso pelos favoritos e comentários. Vocês são tudo pra mim e sempre abrem os melhores sorrisos em meu rosto.
Esse capítulo tá meio chatinho, pois é só uma "apresentação" da vida do Jimin, logo a história começa, non eh meixmo?
Quero agradecer ao @tatsuo_ e à @yoongw por estarem sempre ao meu lado, amo vocês de coração.
Obs: o título do capítulo é "um inebriado em livros".
As palavras em francês significam:
Boujour: olá
Excusez-moi: desculpe-me
Merci: obrigado

Bom, é isso, espero que tenham gostado. Beijos do tio açúcar ♥


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