História Beautiful Attraction - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Belo Desastre
Personagens Abby Abernathy, America, Personagens Originais, Shepley Maddox, Travis Maddox
Tags Thomas Maddox - Della Abernathy - Fbi - Criminal
Exibições 11
Palavras 3.966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Os Maddox - Part II


Fanfic / Fanfiction Beautiful Attraction - Capítulo 4 - Os Maddox - Part II

Após terminamos com o peru e limparmos a cozinha eu encostei-me a pia, e tomei um gole de minha cerveja. Travis não perdeu tempo e tomou Abby em seus braços fazendo-a abrir um sorriso.

- Ei Della. – Chamou-me Trav.

- Fala, Trav.

- Se quiser pode dormir no quarto do Thomas, o sofá não é muito agradável. Trenton e os gêmeos não foram muito higiênicos.

Eu e Abby fizemos uma careta e Samantha ficou tensa ao meu lado.

- E porque o quarto do Thomas seria?

As palavras saíram de minha boca antes que pudesse detê-las, eu preciso aprender a controlar a droga da minha boca, isso não é da minha maldita conta.

- Porque eu não trago e nunca trouxe mulheres para casa do meu pai, tinha banheiros nos lugares que eu frequentava, becos escuros, carro...

- Ai meu Deus, já chega, já entendi que você transa com elas em qualquer lugar. – Minha voz saiu um pouco mais irritada do que deveria.

Que droga, não estou interessada em saber onde ele come as malditas mulheres, inferno. Não quero imaginar suas grandes mãos em qualquer outra mulher. O quê? Que droga eu estou falando? Ele pode pegar quem ele quiser. Meu Deus, que raios está acontecendo comigo? A risada de Thomas tomou minha atenção novamente.

- Tudo bem, mas minha cama é mais confortável que o sofá, isso eu te garanto.

Acho que seria melhor eu dormir no sofá, não sei se vou conseguir controlar minhas mãos em não tocarem nele.

- Ok.

Droga, de novo minha maldita boca grande sem controle, eu tenho que aprender a me controlar, saco. Thomas sorriu para mim e não pude ver nada em seus olhos, ele é meio inexpressível, sério. No momento seguinte de Thomas indo para a sala a campanhia tocou. Eu olhei para Samantha que estava quieta. Aproximei-me dela e toquei sua mão. Ela sorriu para mim.

- Está tudo bem? – Perguntei.

- Está sim, estou hormonal apenas. – Ela riu e eu acabei sorrindo.

No momento em que eu me estiquei para pegar a minha cerveja, meus olhos cravaram na figura que caminhava até mim, mas o que? Um Adam sorrindo, com o seu forte corpo em uma calça jeans, e uma polo branca. Os olhos castanhos dele se encontraram com os meus, os cabelos pretos desarrumados. E no tempo que eu pisquei para tentar assimilar o que estava acontecendo seus lábios macios cobriram os meus. Eu consegui dar um passo para trás e não prolongar isso. Que merda. Esse Adam precisa de uma droga de limite, ele só pode ter bebido, fumado, ou sei lá. Eu olhei para ele com os olhos brilhando de raiva e o dele estava de animação, e espera, posse?

- Lá fora. Agora. – Eu rosnei ao passar por ele.

E de repente éramos o centro das atenções, menos para Jim que continuava a assistir o seu jogo. Abby me olhou de um jeito interrogativo, ela não sabia o que estava acontecendo, muito menos eu. Thomas também parecia confuso, na verdade todos estavam, até eu. No momento em que passei pela porta da frente á porta se fechou atrás de Adam. Eu virei-me para ele.

- Que merda foi aquela lá dentro? – Eu exigi saber.

- Eles tinham que saber que você é minha, simples assim. Eu conheço os Maddox, Della, não podem ver uma porra de um rabo de saia. Eu não gostei da ideia de que a mente daqueles idiotas pensassem em você de qualquer merda de jeito. – Ele parecia irritado, mas eu estava mais, inferno.

- Sabe qual o maldito problema, Adam? Eu não sou sua. Eu sou uma mulher solteira, dona de mim mesma, e fico com quem eu quiser, que porra. A gente não tem nada, você não entende isso? – Eu tentei manter minha voz baixa o máximo que pude, não queria causar uma cena.

- Que droga, Della. Para de fazer esse jogo de mulher difícil, estou cansado, gata.

- Ah, é? Foda-se, Adam. Você precisa enfiar nessa sua cabecinha de merda e não na de baixo, que eu não gosto de você desse jeito e não quero ficar ou transar com você, santo inferno.

Eu respirei fundo e passei a mão por meu rosto.

- Eu não vou desistir de você, gata, eu gosto muito de você para desistir fácil.

- Meu Deus, Adam, estou a ponto de enfiar um soco na sua maldita cara pra ver se você entende que não vai rolar.

- Você gosta de uma coisa mais selvagem, eu entendo, e até gosto. – Ele sorriu.

- Que inferno, Adam. Vai embora, porra.

Que droga, ele está acabando com a minha paciência. Olhei para porta quando ela se abriu um pouco e um dos gêmeos colocou a cabeça pela fresta aberta.

- A gente vai pedir pizza, se seu namorado quiser ficar...

- Ele não é meu namorado, e não, ele não quer ficar. Ele já está indo, não é, Adam?

- Desculpa gata, mas eu estou com fome. – Adam sorriu de lado e virou-se para entrar.

Agarrei seu antebraço.

- Adam, que inferno, não. – Rosnei.

- Já disse estou com fome. – Ele disse soando divertido. Ele estava achando graça nisso tudo. Desgraçado.

Ele soltou seu braço de minha mão e entrou, e passei a mão por meu rosto novamente, e puxei meu cabelo para trás. Tudo bem, eu aguento essa. – Disse a mim mesma. Fechei a porta atrás de mim e me sentei entre Samantha e Thomas.

- Ele não desiste. – Disse baixinho Samantha.

Eu bufei e olhei para ela.

- Eu quem o diga. – Resmunguei.

- Não sabia que aguentar tinha conseguido amarrar a bunda do Adam. – Brincou Tyler.

- Acho que não hein, irmão. Creio que ele está tentando domar a fera ali. – Taylor entrou no embalo e apontou para mim.

- Meninos, deixem a Della em paz. – A voz firme de Jim impediu que qualquer outro comentário saísse da boca dos gêmeos.

Eles começaram a entreter-se com o jogo que passava. Meu olhar foi atraído para um porta-retratos na mesinha de centro. Me inclinei um pouco para frente para poder ver melhor. Parecia uma família, eles aparentavam estar felizes. A mulher com longos cabelos castanhos estava ajoelhada para ficar da altura dos quatro meninos, ou pelo menos, da altura de um deles. Havia um menino em seu colo, devia ter uns dois anos, não mais que isso. Um homem com a barba por fazer e um sorriso contente estava ao lado da mulher com um dos meninos ao seu lado, ele parecia ser o maior de todos os outros meninos, dois meninos gêmeos estavam atrás do casal sorrindo de orelha-a-orelha, o outro estava ao lado da mulher com um biquinho. Eu voltei meu olhar para a mulher, os olhos esverdeados dela transbordavam felicidade, até mesmo pela fotografia podia se ver isso com clareza. Os olhos dela eram da mesma tonalidade do garoto ao lado do homem, e da mesma de... Thomas. Os Maddox. A mulher era a mãe deles, eles pareciam tão felizes. Os Abernathy nunca tiraram uma fotografia assim, na verdade nunca tiramos nenhuma fotografia, eu nunca havia sorrido assim ao lado de meus pais. Minha vida era uma merda, a única pessoa que me fazia sorrir era Abby. Eu me endireitei e engoli em seco quando senti a mão de Samantha em minha coxa. Olhei para minha amiga que sorriu para mim.

- Está tudo bem, Del? – Perguntou baixinho.

- Hum, está sim. – Eu disse tentando manter meu tom de voz firme e neutro.

Ela pegou em minha mão e sorriu. Ela não havia acreditado, mas não discutiu sobre isso. Eu mentalmente a agradeci por isso. Pouco depois a pizza chegou, nós comemos, conversamos, brincamos. Foi legal, mas minha mente ainda estava nas lembranças do meu passado, na fotografia. Eu precisava parar com isso, eu precisava aprender a me controlar de todas as formas, inferno. Adam despediu-se do pessoal e beijou-me a bochecha antes de sair. Ele não tinha se fixado na ideia de que eu era dele depois do incidente, ele apenas ficou na sua sobre isso, fiquei agradecida, não estava com cabeça para essa merda. Eu precisava de um pouco de ar. Me levantei e caminhei para fora, me sentei no capô do Charge de Shepley e respirei fundo. Eu precisava me acalmar, mas isso estava sendo de mais. Não achei que pudesse doer tanto novamente. Meu Deus, o que eu fiz de errado? Por Deus, eu queria ter uma família feliz, eu queria que meus pais me abraçassem, queria que tivéssemos saído como uma família indo ao parque, ou sei lá, eu queria atenção deles. Maldição, eu só queria ser amada. Não podia ser tão difícil assim, podia?

- Della, querida, está um pouco frio de mais aqui fora, não acha? – A voz de Jim veio de trás de mim. Eu olhei para trás e lá estava ele. – Você está bem?

As grossas sobrancelhas de Jim quase se tocando, as rugas em seu rosto mais visíveis com isso. Ele parecia preocupado. Senti meu peito de apertar. Eu não sabia se conseguiria segurar as lágrimas que estava lutando tanto para segurar se falasse, então apenas assenti.

- Tudo bem. – Ele assentiu e suspirou. – Acho que você quer ficar sozinha, então vou voltar para dentro.

Ele virou e entrou na casa, eu soltei o ar. Nem sabia que estava o prendendo. No instante em que a porta se fechou atrás de Jim, eu senti minhas bochechas molhadas. Amaldiçoei por mais uma vez chorar por causa de meus pais, pela vida de merda que eu tinha, por querer um amor que nunca iriam me dar, por ser fraca. Passei as mãos por minhas bochechas e desci do capô. Respirei fundo e entrei na casa. Meu olhar se encontrou com o de Samantha, desviei meu olhar quando senti um pequeno aperto em meu ombro. Era Jim. Ele sorriu para mim e sentou em sua poltrona. Eu me sentei no mesmo lugar de antes, mas agora o braço de Thomas estava esticado em cima do encosto do sofá, sendo assim, atrás de mim.

- Bem, crianças, eu já vou descansar. Até amanhã. – Despediu-se Jim e subiu para seu quarto.

Logo os gêmeos também subiram. Abby falou algo para Travis que assentiu e chamou os irmãos para subir.

- Della? – Chamou-me Abby.

- Hum? – Eu resmunguei olhando para a janela.

- Está tudo bem?

- Está, é. Acho que vou subir também.

- Della... – Agora era Samantha. Santo Cristo.

- Eu estou bem, só preciso descansar um pouco, isso está sendo mais difícil do que eu imaginei. – Murmurei.

Elas me deram um olhar compreensivo e eu levantei. As duas fizeram o mesmo. Lembrei-me que não sabia onde era o quarto de Thomas.

- Hum... Assim... Onde é que fica o quarto do Thomas? – Eu perguntei olhando para meus dedos. 

Ainda é estranho dormir no mesmo quarto. E espera... Na mesma cama? Mais que droga.

- Vem, eu vou te levar lá. – Disse Abby em tom divertido.

Ela e Samantha trocaram olhares e depois voltaram seus olhos para mim, oferecendo-me sorrisos maliciosos. Eu revirei os olhos, o que só as fez rir.

- Ele tem cara que gosta de algo selvagem hein, Della. Cuidado. – Implicou Samantha quando chegamos ao andar de cima.

- Meu Deus, eu não vou transar com ele. – Eu disse baixo.

- Não dissemos nada de transar, você que está dizendo. – Falou Abby com aquele mesmo sorriso.

- Boa noite, meninas. – Desejou Samantha entrando no quarto do que eu deduzi ser o de Trenton, fato.

- Tchau. – Eu disse.

- Ali é o quarto dele. – Abby indiciou com um aceno de queixo. – Tchau, Della.

Dito isso ela voltou para o fim do corredor, contrário de onde eu estava. Mordi o meu lábio, e bati de leve na porta. Não ouve nenhum sinal de Thomas, ouvi o barulho da água caindo. Ele estava no banho. Então eu entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim. Havia uma cama king-size com lençóis brancos, travesseiros de mesma cor, uma colcha azul estava jogada sobre a cama, um criado-mudo com um abajur encima ao lado da cama. Do outro lado tinha um guarda-roupa preto, no lado oposto uma escrivaninha com alguns livros encima. O quarto dele é bem... Vazio. É fato que sim, ele não mora aqui. Lembrei-me do que havia ouvido Travis dizer. Ele mora na Califórnia se eu bem me lembro.

- Tomei a liberdade de trazer sua mochila para cá, espero que não se importe.

Dei um pulo de susto ao ouvir a voz de Thomas. Levei a mão no coração tentando acalmar meus batimentos.

- Ai que susto. – Endireitei-me. Havia me esquecido até de minha própria mochila. – Não, eu não me importo. Obrigado, foi gentil.

Ele sorriu para mim e só agora vim perceber que ele estava apenas com uma cueca boxer preta. Meu Deus. Desci um pouco meu olhar para suas pernas musculosas, depois subi e parei no volume que continha por baixo da cueca, levantei meu olhar e me deparei com o abdômen definido dele, o peito forte, ombros largos, braços musculosos. Meu olhar se voltou para seus lábios que estavam repuxados em um sorriso divertido. Senti minhas bochechas queimarem. Ele havia me visto secando-o. Ai meu Deus.

- É... Hum... – Santo Deus, cadê as malditas palavras? Limpei minha garganta. – Vo-cê... – Gaguejei, amaldiçoei-me por ter gaguejado e tentei me concentrar e manter minha voz firme. – Bem, você não vai dormir desse jeito, vai?

Céus, ainda bem, achei que ia ter que fazer mais papel de idiota. Ele riu e negou com a cabeça. Suspirei aliviada.

- Acho melhor sem nada, não é?

- O quê? – Quase gritei com os meus olhos arregalados.

Ele voltou a rir novamente e levou a mão no estômago.

- Eu estava brincando, Della. – Ele disse.

- Ah. – Eu dei um pequeno sorriso sem graça. Droga.

- Se quiser tomar um banho tem outra toalha limpa no banheiro. – Informou ele subindo uma calça de pijama por suas pernas.

- Obrigado. – Eu disse baixo, pegando minha mochila e entrando no banheiro.

Depois de tomar um banho rápido, sentindo a todo maldito tempo o cheiro do sabonete de Thomas, o que me deixava irritada por ter parecido uma idiota a pouco lá fora. Coloquei uma calcinha preta de renda, e subi um shortinho de dormir por cima, em seguida passei a camisa da Sig-Tau por minha cabeça. Quando sai do banheiro Thomas estava sentado na cama mexendo em seu celular, ele parecia bem entretido. Caminhei até a cama e mordi meu lábio quando me sentei um pouco receosa. Eu nunca havia ficado na cama com algum homem, ou dormido, ou qualquer merda que fosse, na verdade sempre tentei me manter longe disso. Não que eu seja alguma santa, eu curto alguns garotos, damos uns amassos e eu saio fora. Acho que nunca me senti segura o suficiente para me deitar com algum carinha que eu não veria mais.

- Você pode ficar com a colcha. – Thomas disse tirando-me de meus devaneios.

- O quê? – Perguntei um pouco confusa.

Na verdade totalmente, não havia ouvido direito o que ele havia dito. Droga. Ele apontou para a colcha azul que estava ao final do colchão. Eu assenti.

- Mais e você?

- Eu vou ficar bem, não se preocupe. Não estou com frio, nem nada. – Ele disse.

- Hum, certo.

- Posso apagar a luz? Ou você tem medo do escuro? – A voz dele soou divertida.

Eu ri e neguei com a cabeça.

- Pode desligar, eu não me importo.

Deitei-me na cama e puxei a colcha para cima. Era macia, e cheirava a Thomas e roupa limpa. Logo ele deitou-se do outro lado da cama. Estiquei a coberta para cobrir ele.

- Não acho que seja justo eu me perder sozinha nessa colcha enorme. – Murmurei, e ele apenas riu.

Virei para o lado oposto de Thomas e fechei meus olhos. Mas não foi uma boa ideia, no instante em que fiz isso flashes do meu ultimo ano sozinha com o Mike serpentearam meus pensamentos. Tentei pensar em alguma outra coisa, mas de nada adiantou, os flashes sempre venciam. Depois de muito tempo tentando dormir e me remexer na cama, me levantei. Eu não iria conseguir dormir. Abri a porta tentando manter o silêncio, mas ela rangeu com o movimento, fiz uma careta e fechei a porta atrás de mim. Desci as escadas e fui para a cozinha atrás de um copo d'água. Tomei a água e me sentei no sofá trazendo minhas pernas para cima e meu joelho para ficar embaixo de meu queixo. Não era a maldita primeira vez que isso acontecia, mas já estava cansada dessa merda. Pouco depois levantei e voltei a subir as escadas e entrei no quarto de Thomas tentando fazer silêncio. Mais que droga está escuro demais. Tateei o escuro até conseguir encontrar a cama e amaldiçoei quando meu pé bateu em alguma coisa.

- Porra. – Xinguei baixinho e me sentei na ponta da cama trazendo meu pé com os dedos doloridos da colisão para cima.

- Está tudo bem? – A voz rouca de Thomas soou baixa em meus ouvidos.

Respirei fundo tentando acalmar meus batimentos.

- Está sim. Desculpe não queria ter te acordado. – Falei baixinho.

Senti quando ele se sentou na cama e logo a luzinha do abajur acendeu. Ele aproximou-se de minhas costas.

- Machucou o pé? – Perguntou ele.

A voz dele continuava rouca e baixa, fazendo meu estômago dar saltinhos de aprovação e nervoso. Meu Deus, eu queria me jogar nos braços dele agora mesmo.

- Eu bati em alguma coisa. – Disse eu ignorando meus pensamentos imprudentes.

- Deixe-me ver.

Antes que eu pudesse formular alguma coisa inteligente ou dizer apenas que estava tudo bem e não tinha com que se preocupar, ele alcançou meu pé e levou até seu colo fazendo-me virar e ficar frente a frente com ele. Suas mãos seguraram de uma forma delicada, mas firme o pé para que ele pudesse inspecioná-lo.

- Vai melhorar daqui a pouco, eu diria. – Disse ele.

Eu apenas continuei olhando. Ele era maravilhosamente lindo. Ele colocou meu pé de volta na cama e eu quase gemi em reprovação, senti-me ridiculamente abandonada. Eu gostava do jeito que ele me tocava, desde aquela maldita noite da briga. Eu não havia conseguido o tirar da minha cabeça nos dias que se seguiram, eu juro que tentei, mas parece que nada funcionou, a voz dele sempre voltava a ecoar em meus ouvidos o jeito firme que seus braços me envolveram para me tirar de perto de Trenton. Eu não gostava de admitir, mas era verdade, eu o queria como tenho a maldita certeza que nunca quis ninguém.

- Meu Deus, você precisa parar de me olhar assim. A inocência que você exala me faz perceber que eu devo manter-me bem longe de você, mas você em minha maldita cama, com essa maldita roupa e me olhando como se quisesse que eu a beijasse agora, não me ajuda, querida. – Ele parecia um pouco frustrado, a testa estava levemente franzida.

Mais espera que jeito eu estava o olhando? Bem, eu queria muito que ele me beijasse, mas estava tão óbvio assim? E eu não era inocente.

- Talvez eu queira que você me beije agora. – Eu disse.

O quê? Porque raios eu disse isso? Maldita boca sem controle. E no momento seguinte minhas costas estavam sobre a cama e Thomas se acomodou encima de meu corpo. Meu coração estava parecendo que ia explodir a qualquer momento, borboletas saltitavam em meus estômago em pura contemplação. Ele apoio-se em seus antebraços e seu rosto ficou com apenas alguns centímetros de distancia do meu. Thomas fechou seus olhos com força, ele parecia estar em uma guerra interna entre me beijar ou sair enquanto havia tempo. Eu não deixaria a segunda opção acontecer, eu o queria. Agora. Passei meus braços por seu pescoço e envolvi sua cintura com minhas pernas, cruzando meus tornozelos em suas costas. Usei uma das mãos para trazer seu rosto para mais próximo do meu. Meus lábios se chocaram com os seus e Thomas lambeu meu lábio inferior fazendo eu o entreabri o suficiente para sua língua invadir minha boca e se roçar a minha. Senti a mão de Thomas se afundar entre meu cabelo e manter minha cabeça firme. Nossas línguas se roçavam em uma brincadeira gostosa, que fazia eu senti uma pressão lá embaixo. Sim, bem lá. Eu estava excitada e era capaz de tirar minha roupa agora mesmo se esse homem gostoso que devorava minha boca me pedisse. Suguei seu lábio inferior e ele gemeu em aprovação o que só fez um pequeno latejar se espalhar por minha intimidade. Ai meu Deus. Thomas desgrudou seus lábios firmes dos meus e desceu-os por minha mandíbula e foi de encontro ao meu pescoço. Onde puxou minha pele sensível e chupou-a em seguida, eu gemi e apertei minhas pernas ao seu redor e senti seu membro duro contra meu ponto latejante. Não consegui conter e deixei outro gemido escapar. A essa altura não podia me lembrar nem mais qual era meu nome, só conseguia me concentrar nesse homem maravilhosamente duro explorando meus pescoço, e me levando as nuvens com apenas os movimentos de seus lábios e língua. Esse homem podia me levar às nuvens do paraíso só com a sua voz. Inferno. Me apertei contra ele. Eu queria sentir mais, não parecia que eu estivesse perto o suficiente. Ele soltou um gemido baixo em meu ouvido quando nossas intimidades se roçaram. Ele estava me deixando louca e incrivelmente quente. Seus lábios roçaram minha clavícula e sua língua quente, macia e ágil a umedeceu. Apertei minha mão em seu cabelo, acho que até um pouco forte demais, mas nesse momento eu realmente não me importava. Suas grandes mãos alcançaram meus seios e no mesmo instante meus mamilos responderam a seu toque enrijecendo. Ele pareceu satisfeito com isso. Suas mãos abandonaram meus seios e eu gemi em protesto, ele riu e levou as mãos até o final de minha blusa e a levantou o suficiente para expor meus seios. Ele olhava como se fosse os devorar e aquilo me excitou ainda mais, já sentia a umidade aumentar em minha calcinha. Sua boca atacou um de meus seios e eu gemi consideravelmente alto, era maravilhosa a sensação de sues lábios em meus seios. Thomas puxou meu mamilo entre os dentes, fazendo-me arquear as costas e morde fortemente meu lábio para evitar qualquer gemido alto demais. Os irmãos dele estavam nos quartos ao lado, o pai. E maldito minha irmã e melhor amiga também. Eu tinha que me controlar, mas com Thomas isso se tornou impossível. Sua outra mão dava atenção ao meu outro seio, apertando-o e beliscando o mamilo. Apertei minhas unhas por suas costas quando Thomas chupou forte meu seio.

- Thomas... – Gemi.

Ele passou a língua por meu mamilo e sua boca foi para o outro seio dando a mesma atenção. Fazendo-me ir à loucura. E de repente ele se levantou em um pulo. O que? Ai meu Deus.

- Você me deixa louca, sem a porra do controle. – Ele resmungou e saiu deixando-me confusa.

Que porra foi essa? Abaixei minha blusa completamente, me sentindo exposta demais. O que a gente ia fazer? Santo Cristo. Eu ia transar com ele. E inferno, eu queria muito isso. Eu gemi frustrada e deitei-me em meu estômago, ele não voltaria para o quarto. E de certa forma eu estava contento por isso, não sabia como iria encara-lo depois disso. Eu não queria nem imaginar amanhã. Apesar de o constrangimento me bater agora, eu continuava com um pequeno sorriso em meus lábios. Agora eu sabia como eram o toque de suas mãos, e eu queria mais, mas não teria. Isso eu tinha certeza.



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