História Beautiful Attraction - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Belo Desastre
Personagens Abby Abernathy, America, Personagens Originais, Shepley Maddox, Travis Maddox
Tags Thomas Maddox - Della Abernathy - Fbi - Criminal
Exibições 13
Palavras 3.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Ação de Graças


Fanfic / Fanfiction Beautiful Attraction - Capítulo 5 - Ação de Graças

Na manhã seguinte me levantei e tomei um banho rápido. Quando acordei Thomas não estava ao meu lado na cama, e até a hora em que meus olhos se fecharam e deixei o sono me dominar, também não. Pra falar a verdade, não sabia se havia voltado. Subi uma calça jeans por minhas pernas e uma regata azul por cima de minhas peças intimas de mesmo tom, só que um azul mais clarinho. Passei a mão por meu cabelo loiro-arruivado e suspirei tentando arruma-lo. Desisti de tentar arrumar e desci. Era o meu primeiro feriado com alguma família, e eu estava me sentindo feliz, ainda era difícil, mas estava feliz. Um minuto depois uma Abby sorridente ocupou meu campo de visão. Sorri para ela, e vi seus olhos se iluminarem.

- Bom dia, dorminhoca. Vamos preparar a torta, quer ajudar a gente? – Ela perguntou animada.

- Claro... Hum, por algum acaso, assim, você viu o Thomas? – Eu perguntei tentando soar indiferente.

Um sorriso malicioso tomou conta de seus lábios. Eu revirei meus olhos, mas mesmo assim senti minhas bochechas corarem.

- Ele saiu com os outros meninos, foram ao mercado, acho eu.

- Certo, vamos preparar a torta. – Eu disse e a puxei escada abaixo.

Uma boa noticia: não teria que o encarar agora tão cedo. Deixei um suspiro de alivio escapar quando Abby entrou na cozinha. Isso daria mais um motivo a ela para crer que eu e Thomas tínhamos feito algo. E de certa forma tínhamos, até ele se ligar no que íamos fazer e me deixar na cama totalmente frustrada e excitada. A ultima parte era a pior. Eu nunca me sentira tão excitada na vida, e quando fiquei o cara me deixou ainda me culpando por sua falta de controle. Mais que droga. Eu queria que ele tivesse se esquecido da parte prudente de seu cérebro.

- Della? – Chamou-me Samantha.

Eu continuava parada na porta da cozinha feito uma idiota.

- Oi?

- Acho que alguém ainda está nas nuvens. – Brincou Abby.

Sam riu e se aproximou de mim.

- E ai?

- E ai o que? – Fiz-me de desentendida.

- Oras, você sabe do que estamos falando, Del. Anda, conte tudo. – Ela insistiu.

- Não aconteceu nada demais, mais tarde a gente fala sobre isso. – Ou não.

Elas fizeram uma careta de desagrado, mais logo sorriram. Eu tinha dito a elas que havia algo para contar. Maldição. Começamos a pegar os ingredientes e colocamos encima do balcão. Conversamos sobre assuntos aleatórios enquanto preparávamos as tortas. Mais no momento seguinte começamos uma guerrinha de farinha de trigo. Começamos a rir quando olhamos para Samantha que estava a pior de todas, mas logo ela mudou isso. E bem, eu fiquei a pior de todas. Tirei a farinha que caiu em meus lábios e corri pro outro lado do balcão quando Abby ameaçou pegar mais farinha. No instante seguinte ouvi o barulho de um carro. Elas aproveitaram a minha distração e formaram um complô e mais farinha voou em meu cabelo, roupa e rosto. Soltei um grunhido irritado e peguei a farinha conseguindo acertar em Abby. No momento seguindo a porta se abriu e os meninos entraram. Paramos abruptadamente o que estávamos fazendo, eu e Abby colocamos a farinha disfarçadamente encima da pia e passamos as mãos no rosto.

- Mais o que houve na minha cozinha? – Jim perguntou. Ele parecia bravo.

Mordi o lábio. Eu e as meninas olhamos para a cozinha e trocamos olhares cúmplices.

- Hum, acho que um pequeno acidente. – Disse Abby.

Os meninos começaram a rir e logo Jim os seguiu. Olhei para as meninas que tinham a mesma cara de confusão que a minha.

- Estou vendo o pequeno acidente. – Falou Jim, soando divertido.

Os gêmeos se jogaram no sofá ainda rindo. E Travis puxou Abby para um beijo. Fiz uma careta e logo Trenton fez a mesma coisa que Trav fez.

- Meu Deus, eu ainda estou aqui. Por favor. – Resmunguei e sai da cozinha.

Meu olhar se cruzou com o de Thomas e senti minhas bochechas queimarem assim que a lembrança do que fizemos ontem tomou meus pensamentos. Desviei meu olhar do seu e subi rapidamente as escadas. Precisava me limpar. Entrei em seu quarto e fui para o banheiro. Tirei minha calça e blusa e as coloquei encima da bolsa após tirar um short limpo e outra blusa. Enfiei minha cabeça embaixo do chuveiro após abrir o registro. Tenho certeza que meu cabelo deve estar cheio de farinha. Passei a mão por eles tentando limpá-los. Fechei o registro e enrolei a toalha em meus cabelos. Quando virei-me tive que levar a mão a boca para sufocar um grito. Droga. Thomas estava parado na porta do banheiro, com os braços cruzados sobre o peito. Ai meu Deus, e eu estou quase nua.

- O que você está fazendo aqui? – Perguntei cruzando os braços sobre os seios cobertos pelo sutiã rendado azul.

Ele sorriu ao fixar seu olhar no meu. E senti meu coração palpitar, ele estava com os batimentos descontrolados. Graças a Thomas. Merda. Ele se aproximou de mim, fazendo-me recuar até minhas costas se chocarem com a parede fria. Ele estava muito perto. Perto demais. Senti seu halito fazer cócegas em minha orelha.

- Tenho que admitir você está muito sexy. O azul destaca muito bem em sua pele. – Ele sussurrou, e mordeu o lóbulo de minha orelha.

Apertei minhas mãos em seus bíceps para manter-me em pé. Minhas pernas pareciam gelatina. Ai meu Deus. Que voz mais sexy. Foco, Della. Foco. Ele não podia fazer isso comigo.

Primeiro a gente quase transa e ele sai feito louco do quarto e agora isso? Que maldição. Seus lábios tocaram suavemente minha testa. Fechei meus olhos e apreciei a sensação que aquilo me causou. A sensação de seu corpo ao meu. E logo de seus lábios aos meus. Sua boca se movimentava contra a minha firmemente. Suas mãos em cada lado de meu rosto. Passei meus braços por sua cintura e suspirei em sua boca quando seu corpo apertou-me contra a parede. Sua boca continuava na minha, mais agora mais calma, porém sem deixar de ser firme. Nossos lábios se movimentavam em perfeita sincronia. Thomas separou seus lábios dos meus quando puxou meu lábio entre os dentes e o soltou em seguida. Olhei para ele que tinha seu olhar em mim. Seus olhos verdes estavam um pouco escurecidos, e o desejo dançava por eles. Não tinha como negar, ele estava duro que nem uma pedra contra minha barriga. Ele beijou meus lábios suavemente e um sorriso repuxou seus lábios. Ai que droga. O sorriso dele fazia alguma coisa dentro de mim se acender algo que eu nem sabia que existia. Mais isso não era bom, não mesmo. Sim, é muito bom. Droga, não é bom, não é. Isso era um mau sinal, eu precisava ir pra longe dele, agora mesmo. Mas minhas pernas não se moveram do lugar e nem meu olhar largou o seu.

- Já disse que você me deixa louco? – Ele sussurrou.

Eu acabei sorrindo e assenti. Ele me deu um ultimo beijo antes de me puxar para fora do banheiro.

- Desculpe ter saído daquele jeito ontem. – Ele disse baixo, com os olhos nos meus.

Eu mordi meu lábio. Ele estava se desculpando por ter saído feito um louco ontem. Ai meu Deus, isso é... Bem, eu não sei. As pessoas não costumam se desculpar comigo. O que eu devo fazer? Santo inferno.

- Hum, tudo bem. – Eu falei.

Subi meu short rapidamente e enfiei minha blusa pela cabeça. Sentia seu olhar queimar minhas costas, mas apenas ignorei e arrumei meu cabelo.

(...)

O almoço havia sido muito agradável. O peru estava maravilhoso, e a torta. Na verdade, tudo. Estava perfeito. Eu me sentia bem aqui. Apesar de eu achar que devia correr a qualquer momento. Ainda dói, muito. Mas tem horas que eu consigo esquecer a vida de merda que eu tive, mas ai a maldita hora que eu olho e vejo o olhar de Jim para os meninos. Vejo o quanto ele os ama, o quanto está orgulhoso dos filhos que tem. E sei que meus pais nunca me olhariam assim. Mike nunca sorriu em minha direção, ele nunca fez nada além de amaldiçoar e olhar com raiva e desprezo. Eu devia mandar tudo pra merda, mas eu simplesmente não consigo, eu queria muito que se orgulhassem de mim, em algo, que me parabenizassem quando eu tirasse uma boa nota. Amaldiçoei por querer isso. Eu me odiava por querer que algum dia eles me notassem e vissem que eu não sou apenas a droga de uma imprestável. Dei um pulinho de susto quando alguém tocou minha mão. Ai merda. Olhei para o lado e vi o sorrisinho de Thomas.

- Tá afim de dar uma volta? – Ele perguntou.

Desencostei-me do balcão e continuei o olhando. Ele estava falando sério? Péssima ideia. Terrível. Mas foda-se, eu quero muito sair com ele. Não que gente vá a um encontro, claro que não. Ele só me perguntou se eu queria dar uma volta. Qual o meu maldito problema? Estou fazendo caso em minha cabeça só por isso? Meu Deus, que raios está acontecendo comigo? Droga.

- É, estou sim. – Eu falei baixo.

Percebi a forma que seus lábios se repuxaram para cima e senti uma onda de calor passar por meu corpo. Ele não pode continuar sorrindo assim. Thomas se aproximou e eu quase que me virei e sai correndo. Quase. Ele pegou minha mão na sua e puxou-me para fora. Senti os olhares em nós e logo a queimação em minhas bochechas. Droga. Escutei o assovio divertido de Travis e mandei um olhar irado para ele que riu. Abby piscou para mim. Revirei meus olhos. Meu Deus, a gente só vai dar uma volta.

- Traga minha cunhada inteira, Thomas. – Gritou Trav quando estávamos do lado de fora.

Abri minha boca, mas a fechei novamente quando ouvi a risada de Thomas. O que esses pervertidos acham que vamos fazer? Que diabos. Thomas soltou minha mão assim que paramos enfrente a um SUV completamente preto. Uau. Ele abriu a porta para mim, assim que entrei ele a bateu e ocupou o banco do motorista. Ele deu vida ao motor do carro e acelerou. Soltei um gritinho de surpresa e agarrei o cinto de segurança rapidamente o passando por meu corpo e o prendendo no local ao lado do banco. Ele é louco.

- Meu Deus, você devia ter em avisado que parece um louco dirigindo. Como conseguiu tirar a carteira de motorista. Ai meu Deus. Era uma mulher, não era? – Falei tentando normalizar minha respiração.

Thomas riu e negou com a cabeça. Ele estava se divertindo. Ele olhou para mim.

- Olha pra frente antes que aconteça alguma coisa. Anda. – Eu falei apressada enquanto ele continuava me olhando.

- Não vou deixar que nada lhe aconteça. Relaxa. – Ele sussurrou e piscou para mim.

Remexi-me no banco e olhei para frente. Isso foi... Fofo e sexy. Suspirei aliviada quando voltou a olhar para a estrada.

- Mas sim, era uma mulher. - Disse Thomas.

- Não vai me dizer que ofereceu uma noite de sexo para conseguir passar.

- Meu Deus, você é muito engraçada, Della. – Ele estava rindo.

Assim que parou o carro no semáforo debruçou-se sobre o volante ainda rindo. Eu sorri. A risada dele era maravilhosa. Fazia meu estômago dar cambalhotas. E sentia algo estranho quando ele sorria para mim ou ria, na verdade sempre acontecia isso quando eu estava perto de Thomas. Era estranha a sensação, mas estaria mentindo se dissesse que é ruim. Porque no fundo eu sei que é bom, mas meu cérebro prudente me lembra de que é ruim. Logo ele irá embora, pelo que eu soube amanhã de manhã.

- Não Della, eu não ofereci sexo pra ela para poder passar.

Acordei de meus devaneios com a voz de Thomas. Olhei para ele que tinha um sorriso divertido brincando em seus lábios.

- Pagou pra ela? Porque é impossível terem te passado. – Eu disse.

Ele negou com a cabeça ainda com o sorriso nos lábios. Pare de sorrir assim. Inferno.

- Estou dentro do limite de velocidade.

- Só pra informar não estamos em nenhuma Rua da Alemanha...

Parei de falar quando ele virou com tudo em uma rua, me fazendo agarrar o banco. Ele fez isso de propósito. Pensei ao olhar para seu belo rosto e ver um sorriso debochado em seus lábios. Estreitei meus olhos para ele.

- O que foi? – Ele perguntou ao olhar para mim. Droga de sorriso.

- Você é péssimo motorista. Quer trocar de lugar? Eu estou com um sério medo de que você bata esse maldito carro. – Eu resmunguei.

- Eu não vou bater o carro, não se preocupe com isso. – Ele soou divertido. Virei-me para encara-lo. – A gente precisa sair mais vezes, tenho certeza que iremos nos divertir muito.

Ele piscou para mim e não tive como deixar de rir. Mas fiquei feliz que ele queira sair comigo outra vez, mesmo que ele não vá ficar aqui.

- Com você dirigindo desse jeito? Hum, não. Mas obrigado, prefiro a segurança do meu quarto. – Falei e levantei uma sobrancelha para o olhar chocado que ele me mandou.

Dessa vez fui eu que ri.

- Eu não dirijo tão mal assim. E você tem uma risada fascinante. – Na ultima frase sua voz adquiriu um tom sério.

Parei de rir e senti minhas bochechas esquentarem. Olhei para a janela. Ai meu Deus. Ele não pode dizer essas coisas. Não pode. Não. Não e não. Que droga. Mas eu gostei de ouvir isso. Mordi meu lábio ao sentir seu olhar em mim. Tá, tudo bem. Ele apenas disse que minha risada é fascinante, nada demais. Isso, nada demais. Que saco, a quem eu estou querendo enganar? Isso significou algo, meu coração inútil se sentiu feliz por isso. Argh. Controle-se. Ele vai embora logo, não pode se deixar ter esse tipo de coisa por ele, não mesmo. Eu disse a mim mesma. Ele parou o carro enfrente a um parque de diversões. Franzi a testa. Eu não acredito. A porta ao meu lado se abriu e Thomas estendeu-me sua mão. Coloquei minha mão por cima da sua e sai do carro. Tinha certeza que um sorriso de criança que acabou de ganhar seu doce preferido estava em meus lábios. Eu estava doida para vim aqui. Faz muito tempo que eu não vou a um parque de diversões. Thomas apertou minha mão e só agora percebi que continuava parada feito uma idiota encarando a entrada do parque. Mordi meu lábio e Thomas sorriu para mim, indo até a bilheteria. Quando entramos no parque seus dedos se entrelaçaram aos meus. Meu coração estava a mil. Eu precisava me acalmar, mas com Thomas do meu lado era impossível.

- Na onde você quer ir primeiro? – Ele perguntou.

Olhei ao redor e meus olhos pararam na montanha russa.

- Nada disso, tire seus lindos olhinhos da montanha russa, porque a maior diversão fica por ultimo.

Um sorriso divertido repuxava seus lábios. Fiz biquinho e ele negou com a cabeça. Bufei o fazendo rir. Ele puxou minha mão em meio às pessoas, era feriado isso estaria fervendo, sem dúvidas. Paramos enfrente a tiro ao alvo, era o que estava escrito na barraquinha do velho barbudo. Isso ia ser divertido.

- Vamos ver se é boa. – Disse ele, posicionando-se em um lugar para atirar.

Me posicionei no lugar ao lado do dele. E no instante que ia atirar Thomas atirou. O quê? Ele é o flash? Ai meu Deus. Lancei um olhar irritado pra ele que sorriu para mim. Cruzei os braços sobre o seio e me virei para olhar as outras barracas de jogos. Thomas parou ao meu lado e entendeu-me o ursinho que tinha ganhado. Era uma panda de tamanho médio, muito lindo. Olhei para ele.

- É seu. – Confirmou ele.

Peguei o ursinho de suas mãos e soltei um gritinho animado. Isso era demais.

- Obrigado. – Agradeci e fiquei na ponta do pé para depositar um beijo em sua bochecha. Ele assentiu e pousou sua mão em minhas costas conduzindo-me para alguma barraca.

Nas horas seguintes havíamos ganhados muitos ursinhos, alguns eu tinha dado pra crianças que não conseguiam. No fim eu fiquei com apenas três ursinhos, o primeiro que Thomas me deu, esse eu não daria por nada. Uma oncinha listrada e um urso branco enorme que Thomas levou para seu carro junto com os outros. Comprei um algodão doce e esperei por ele. Eu definitivamente nunca havia me divertido tanto como me diverti hoje com Thomas. Ele é divertido, muito divertido. Atencioso, ele é tudo o que precisa para se apaixonar, e tudo o que eu devo ficar longe para isso não acontecer. Eu não queria isso, eu não podia me apaixonar por Thomas, nunca. Isso seria um erro. Mas ele iria embora amanhã, não tinha com que me preocupar, não é? Nós não nos veríamos mais ou pelo menos não tão cedo, já que ele mora na Califórnia, ele só vem para cá em datas importantes ou quando ele pode. Ele não parece ser o tipo de cara que trabalha em uma agência de publicidade. Fui tirada de meus devaneios quando Thomas pegou um pedaço de algodão doce que estava preso entre meu polegar e indicador.

- Agora sim nós vamos ali. – Ele apontou para a montanha-russa e aproveitou minha distração para roubar meu algodão doce que restara.

- Thomas. – Repreendi e ele riu. – Muito engraçado, agora eu quero outro.

- A quer, é?

- Ninguém mandou você comer o meu. – Reclamei cruzando os braços sobre o seio.

Seu olhar desceu de meu rosto para onde meus braços estavam cruzados.

- Você não devia fazer isso. – Murmurou ele passando a mão por seu cabelo. Fechou seus olhos e amaldiçoou.

Franzi minha testa. Eu havia feito algo errado? Voltei em minhas lembranças para alguns minutos atrás, porém não vi nada que pudesse o deixar assim.

- Thomas? – Chamei e um vínculo se formou em sua testa. – Hum, eu fiz algo errado?

Ele reabriu seus olhos e negou com a cabeça. Aproximou-se mais de mim e abaixou-se até eu sentir sua respiração bater em minha orelha.

- Só estou tentando me controlar para não agarrar você nesse maldito momento levar para o meu carro e me enterrar em você. – Sussurrou ele e passou sua língua pelo lóbulo de minha orelha.

Senti minha respiração um pouco ofegante e meus batimentos acelerarem. Meu Deus, ele não podia dizer umas coisas dessas. Eu estava pronta pra ir para o carro dele. Com esse homem eu iria a qualquer lugar e faria. Santo Cristo, que raios eu estou dizendo?

- Vamos comprar seu algodão doce, é melhor. – Murmurou e beijou-me a testa.

Ele pousou sua mão na base de minhas costas e conduziu-me até o carrinho de algodão doce. Eu observei ele fazer o pedido. Ele era extremamente quente e másculo. Mas ao mesmo tempo ele era doce e gentil. Eu gostava dessa combinação. Eu gostava do modo como ele me tratava. Ele me tratou de um jeito que nenhum homem havia tratado, ele me fez sentir algo que nenhum homem havia conseguido.

- Eu olhava exatamente assim para meu Jack. – A mulher disse.

Senti minhas bochechas esquentarem, e dei um pequeno sorriso á ela.

- É o primeiro encontro, não é? – Perguntou a mulher com os cabelos grisalhos na altura do ombro. Grandes olhos azuis que brilharam quando um homem parou a seu lado.

Ele sorriu para a mulher e beijou-lhe os cabelos antes de ir atender uma menininha que estava ao nosso lado. Eu engoli em seco. Isso não era um encontro, era?

- Sim, senhora. É nosso primeiro encontro. – Respondeu Thomas.

Olhei para ele que tinha um sorrisinho de lado. Desviei meu olhar para a mulher que sorria para nós, entregou meu algodão doce e Thomas a pagou.

- Tenho certeza que ira ter muitos outros. – Ela disse antes de sairmos.

Não, não teria. Peguei um pedaço do algodão rosinha a minha frente e levei até a boca. Essa era a parte ruim, eu queria que tivesse outros, mas eu não deveria querer. Nunca.



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