História Beautiful Confusion - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Palavras 4.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Famí­lia, Festa, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - What the hell I am doing?


Fanfic / Fanfiction Beautiful Confusion - Capítulo 18 - What the hell I am doing?

Pov’s Chandler

Música: Love’s to blame –Joel e Luke

Assim que Annelize me viu entrando no ginásio vazio atrás dela, ela se virou soltando suas coisas na arquibancada e enxugou as lagrimas que estavam em seu rosto. Ela respirou fundo e se virou para mim que a olhava com os braços cruzados.

-O que você quer agora? –ela perguntou com a voz embargada me olhando. -Será que não pode me deixar um minuto sozinha?

-Ah, eu tenho medo das coisas que você pode fazer sozinha. –eu disse caminhando ate ela. -Vai me contar o que aconteceu agora e porque você esta surtando com essa mania idiota de ter toc? –eu perguntei calmamente. Eu não queria forçá-la a me contar nada, se ela fosse falar, seria por conta própria.

-Eu não tenho toc! –ela praticamente gritou e eu parei de frente para ela.

-Vamos matar aula juntos. Podemos ir para onde você quiser. –eu falei e ela cerrou os olhos me olhando indignada. Se ela chorasse novamente eu não iria saber o que fazer. Eu quase não vejo garotas chorando, e só sei conversar com o meu irmão quando ele chora. Ou com o Sam.

Puxa, como garotas emocionas mexem comigo.

-Não comece com as suas graças, Chandler. –ela disse. -Você... Você nunca tem que se preocupar com nada?! Porque você não liga para as suas notas e você não dá a mínima para as pessoas...

-É claro que eu dou a mínima para as pessoas. Se isso fosse verdade eu não estaria aqui. –eu disse. -De todo jeito, você devia levar numa boa qualquer problema que você esteja passando. Os problemas vêm para crescermos na vida, sabia? –ela me bateu no peito e eu me assustei. Ela parecia estar bem surtada.

-Você não devia estar aqui. Eu não devia estar aqui com você. –ela foi na direção das suas coisas e eu segurei seu braço a empurrando contra a parede. Se pelo destino ela trombasse com a Kayla nesse nervosismo todo, as duas parariam na diretoria no minuto seguinte. Ela me olhou arregalando seus brilhantes olhos azuis quando suas costas bateram no concreto e então ergueu a cabeça para me encarar. -Chandler me solta. –ela disse começando a me bater com suas mãos fechadas e eu segurei seus pulsos. -Chandler me solta! –ela gritou continuando a me bater. -Me larga! –quando ela percebeu que eu não iria soltá-la ela parou de se mexer ficando com a respiração ofegante. -Me solta. Por favor. –ela falou com uma voz chorosa.

-Terminou? –eu perguntei e a soltei calmamente preparado psicologicamente para outro surto dela. Ela me encarou com o peito subindo e descendo devido à respiração acelerada e uma expressão de ódio tomou conta de seu rosto. Vi um de seus punhos se fechando e quando ela pensou em levantá-lo eu segurei seu punho com minha mão direita. -Não quer fazer isso. –ela ergueu uma sobrancelha, se soltou com força e quando me deu as costas eu segurei seu braço fazendo com que ela voltasse a me encarar. Ela me olhou se perguntando o que eu estava querendo dessa vez e puxei seu corpo contra o meu dando um abraço nela.

Eu amo você, Annelize.

 Ela ficou imóvel enquanto eu começava a sentir o cheiro do perfume que estava seu cabelo. Além disso a única coisa que eu pude sentir dela foi apenas o seu coração batendo aceleradamente contra seu peito. Coloquei meu queixo em cima da sua cabeça percebendo que seu corpo tremia e que provavelmente ela estava com medo de algo.

Estava me doendo vê-la desse jeito, mesmo não fazendo ideia de que merda estava acontecendo.

-O que foi? –eu sussurrei e esperei a mesma responder.

-Não me pergunte, porque se não eu teria que te responder e teria que pensar sobre isso, e então eu começaria a chorar e acho que não iria conseguir parar. –ela falou ainda sem retribuir o abraço. Ela se afastou para me olhar e eu encarei o par de olhos azuis que estavam na minha frente. Toquei em uma mecha de cabelo dela e a segurei para colocar atrás da orelha com mais de três brincos. Eu a vi engolindo em seco e eu imitei o gesto. Ficar tão perto assim dela fazia o meu coração bater tão rápido, que eu pensava que ele iria sair a qualquer momento.

Eu não sabia o que estava fazendo, mas eu estava com muita vontade de beijá-la nesse exato minuto. Comecei a curvar minha cabeça na direção da dela, e como eu era praticamente uma cabeça mais alto curvei um pouco meu corpo. Segurei seu rosto e fechei meus olhos já diminuindo a distancia entre os nossos rostos.  Senti sua mão sendo colocada por cima do braço que eu usava para segurar seu rosto e ela o abaixou dando um passo para trás antes de me afastar dela.

- Não posso fazer isso. –ela falou rapidamente e eu a olhei seriamente. Mordi minhas bochechas e me afastei dela passando a mão no rosto com força, me controlando para não gritar com ela. Eu assenti com a cabeça segurando a raiva que crescia dentro de mim e ela saiu andando em direção as suas coisas e quando as pegou passou pela porta em questão de segundos. Meu maxilar tremeu e eu neguei com a cabeça fechando meu punho.

-Tanto faz. –eu disse por fim ao levar esse fora. Eu estava sentindo como se ela tivesse pisado em mim. Eu resmunguei um palavrão e baguncei meu cabelo antes de sair andando e dar um soco na porta assim que passei por ela.

Pov’s Annelize

Eu andava em passos rápidos pelo corredor e segundos depois o sinal tocou. Passei em frente ao laboratório e vi os alunos saindo da sala com suas coisas. Meu objetivo era passar reto, mas meu corpo parou de seu movimentar assim que Mingus segurou meu braço.

-Hey. –ele disse franzindo o cenho. -Tudo bem? O Chandler foi atrás de você, não se encontraram? –eu fiz uma cara confusa e neguei com a cabeça.

-Não. –eu respondi. -Eu estava com a Hana. Não sei porque ele iria atrás de mim, somos apenas uma dupla nas aulas, não amigos. –eu falei me sentindo mal por estar me referindo a ele assim. Mas o que quase aconteceu no ginásio estava martelando na minha cabeça e querendo ou não, eu não podia mais falar com eles. Eu não queria ter que deixar a escola, mas queria muito ter beijado ele.

-Pensei que fossem. –Mingus falou e eu neguei com a cabeça. -Ele parecia bem preocupado com você.

-Não... Não, quer dizer. Eu estava bem, era só uma cólica. Acho que ele não poderia me ajudar nisso. –Mingus assentiu com a cabeça franzindo o cenho.

-O que estava fazendo na South Side ontem? –ele perguntou e eu ri fraco.

-Eu? Na South? –eu perguntei. -Olha bem para a minha cara Mingus, eu pareço freqüentar esses lugares? –ele mascou o chiclete e deu de ombros.

-Não. Você não. –ele falou. -Você tem cara de fazer o que mandam. –eu arquei a sobrancelha. Ele riu fraco e revirou os olhos. -Estou brincando. –eu ri fraco e neguei com a cabeça.

Mingus conseguia ser bem idiota quando queria, e quando ele falou isso, eu quase tive um infarto. Mas eu sei que ele não contaria para ninguém, não ele.

Olhei para o lado e vi Chandler no final do corredor. Ele estava nos olhando e quando nossos olhares se encontraram, ele encarou o chão.  Ele travou o maxilar passando entre eu e Mingus. Eu dei dois passos para trás para não acabar nos esbarrando e ele seguiu seu caminho me fazendo olhá-lo. Eu o acompanhei com o olhar ate ele sumir das minhas vistas.

Como eu queria correr atrás dele e nos trancar na primeira sala que eu visse na nossa frente. Como eu queria.

-Alguém o deixou de mal humor. –Mingus disse e eu assenti fracamente. Engoli em seco e encarei o chão.  -Bom, eu preciso ir para a aula, te vejo depois Liz.

-Tchau. –eu respondi e segui para a minha próxima classe.

**

Antes do quarto período acabar, meu pai me mandou uma mensagem me chamando para almoçar com ele hoje, por isso que quando o sinal tocou, eu juntei minhas coisas e digitei uma mensagem avisando a Hana que não iria para o intervalo.

O motorista chegou quinze minutos depois e eu entrei na parte de trás do carro. Eu soltei um suspiro assim que eu entrei e fechei meus olhos respirando fundo. Eu não estava agüentando ficar na escola, estar ali era muita pressão para mim. Meus olhos lacrimejavam, meu estomago doía, e minha garganta formava um nó que parecia que nunca iria se desfazer.

Como era bom estar longe de todo mundo nesse exato momento.

Coloquei minha bolsa no banco e fiquei de olhos fechados sentindo o ar gelado que saia do ar condicionado. Desbloqueie meu celular me preparando para escrever qualquer mensagem para o Chandler. Me desculpando pelo que eu fiz, talvez. Ele estava sendo tão... Atencioso e eu não me dei conta disso na hora.

[Está ai? Me desculpa pelo que aconteceu no ginásio, eu... Estou com alguns problemas que se eu explicar você não iria entender. Estou tentando lidar com eles do meu jeito, mas... Desculpa. ] –Liz.

Eu enviei a mensagem e vi que após alguns minutos ele visualizou. Meu coração quase saia para fora ao ver que ele estava digitando algo. Eu encarava a tela do celular esperando pela resposta surgir, eu não agüentava tanta ansiedade.

[Acabou de dizer que os problemas são seus. Então lide com eles do jeito que quiser. Tinha razão sobre antes, eu não ligo. ] –Chandler.

Eu encarei a mensagem e as lagrimas surgiram nos meus olhos. Eu abaixei minha cabeça sentindo minha boca tremendo e eu funguei.

-Srta. Evans?  -Joffrey me chamou e eu o olhei brevemente. -A senhorita esta bem?

-Não Joffrey. Eu não estou. –eu respondi.

-Precisa de algo? Que eu ligue para a Sra. Evans? –eu neguei com a cabeça. Ouvir uma crise da minha mãe pelo celular perguntando o que tem de errado comigo era a ultima coisa que eu precisava. Eu só necessitava um pouco de espaço. Espaço para pensar, espaço para saber o que eu queria da minha vida. -Espero que fique melhor então.

-Obrigada. –eu disse. Me olhei na câmera frontal olhando meu rosto e meus olhos vermelhos. Eu pinguei algumas gotas de colírio nele e retoquei o rimel. Quando notei o carro se aproximando de uma enorme torre de vidro, eu passei a alça da minha bolsa pelo ombro. Soltei o coque que eu havia feito no meu cabelo e coloquei o óculos de sol. Um dos seguranças do prédio abriu a porta do carro para mim e eu desci sorrindo sem mostrar os dentes. Caminhei ate a entrada e passei pela porta giratória vendo um monte de homens de terno e mulheres muito bem vestidas circulando no local. Fui ate o balcão e a moça sorriu assim que me viu.

-Bom dia Srta. Evans. –ela disse.

-Bom dia. Sabe se meu pai vai descer ou... –eu comecei e ela assentiu.

-Sim, ele me avisou. Ele vai sair da reunião daqui uns vinte minutos, se quiser subir e aguardar na sala dele. –eu neguei com a cabeça.

-Não, tudo bem. Eu aguardo ele aqui, obrigada. –eu falei e ela assentiu. Caminhei ate as poltronas notando duas presenças conhecidas.

-E não saia daqui. Não fale com ninguém, não chame ninguém, não peça nada. Eu volto daqui a pouco. Coma o seu hambúrguer e tente se mexer o quanto menos. –o homem de terno falou para o garoto e saiu correndo em direção aos elevadores. Eu sorri e me sentei na poltrona acompanhando o homem igual com o garoto. Assim que ele sumiu o garoto sorriu e se sentou ao meu lado.

-Qual é, eu não posso dar nenhuma uma voltinha por aqui? –ele perguntou e eu retirei o óculos de sol rindo fraco. -Ele é todo sistem... –ele arregalou os olhos e seu queixo caiu assim que ele me reconheceu. -AH caramba, esqueça a voltinha. Me interessei muito mais por quem esta aqui do meu lado.

-Oi Grayson. –eu falei.

-Oi. O que você esta fazendo aqui? –ele perguntou.

-Hmm eu vim almoçar com o meu pai. –eu respondi segurando meu celular.

-Seu pai trabalha aqui? –ele perguntou franzindo o cenho. -Junto com o meu?

-É, mais ou menos. –eu disse e ele assentiu. -Ele esta em uma reunião, vai demorar um pouco. O que tem ai com você? –eu perguntei apontando para o álbum de figurinhas.

-Ah, é a minha coleção. Edição limitada dos heróis, consegui pela internet. –ele respondeu. -Com muito custo, foi difícil convencer o meu irmão a pedir isso para mim. –eu ri fraco e assenti.

-Já tem todas as figurinhas? –eu perguntei.

-Ainda não. Tem algumas que são muito difíceis de achar, então vai demorar um pouco para eu achar. –ele falou me mostrando as que ele já tinha.

-Legal, essas são metalizadas. –ele assentiu enquanto eu passava a mão por cima.

-Sim, são as que eu mais gosto. –ele mencionou.

-Hey, eu irmão tem um álbum igual. Posso ver com ele se... Se ele tem figurinhas repetidas. Talvez alguma possa te ajudar. –eu falei e ele me olhou abrindo um sorriso.

-Sério mesmo?! Ele também coleciona? –eu assenti, confirmando. -Isso é incrível. Quantos anos ele tem?

-15. –eu respondi. -Já é o quarto álbum dele, posso falar com ele se quiser.

-É claro que eu quero. E antes que você fala... sim, eu já tenho seu numero bem aqui. –ele me mostrou seu celular e eu ri assentindo.

-Ok. Pode mandar uma mensagem para me lembrar? –eu perguntei e ele assentiu. Olhei para o lado vendo meu pai se aproximando e abrindo um sorriso.

-Hey Liz, vamos subir? –eu assenti e me levantei.

-Oi pai. –eu falei e o abracei.

-Oi. –meu pai disse para mim e acenou para Grayson em seguida. -Amigo novo?

-É, eu estava falando dos álbuns que o Jhonny tem. –eu disse e ele riu assentindo.

-Esta falando dos que ele deixa pegando poeira? –nós rimos fraco.

-Exatamente. Gray, nos vemos depois então. Foi bom te ver. –eu falei e meu pai me abraçou de lado.

-Igualmente. –eu assenti e acenei para ele.

Ao passar por um ambiente cheio de mesas com pessoas trabalhando, vi brevemente Norman abaixado perto de uma mesa se escondendo. Eu franzi o cenho rindo e ele se levantou tacando uma bolinha de papel no Andrew que olhou em volta procurando de onde isso havia vindo. Norman se abaixou caindo na risada e meu pai tacou uma bolinha nele recebendo um dedo do meio em seguida.

-É sempre assim por aqui? –eu perguntei.

-No andar que ele trabalha sim. –meu pai respondeu e eu ri entrando na sala atrás dele. O almoço estava em cima de uma mesa e eu me sentei na cadeira colocando minha bolsa de lado. Ele se sentou de frente para mim e tirou o paletó do terno. -Como foram as primeiras aulas?

-Hmm normais. Não teve nada de mais. –eu falei. -Como o Andrew esta indo no trabalho?

-Muito bem. Ele é um ótimo profissional, eu só fico com dó dele por sua mesa ser em frente à do Norman. –eu soltei o barulho de um riso. Ele começou a colocar comida no meu braço e quando me estendeu a taça com um suco vermelho eu a peguei. -Me chamou para falar sobre ontem, não foi?

-Só vamos falar disso se você quiser. –ele falou.

-A mamãe esta decepcionada comigo. –eu disse o olhando e ele negou.

-Ela não está. Só esta preocupada. –ele respondeu e eu peguei o prato. -Você não deu muitas noticias ontem, por isso a esperamos acordados.

-Desculpa, eu sei que eu devia ter avisado, mas eu estava distraída que não me dei conta de que... Desculpa. –eu pedi.

-Só não queremos que você se machuque, filha. –ele falou. -Pode fazer o que quiser, só não se machuque. Não deixe que as pessoas a machuquem.

-Eu sei me virar, pai. Ninguém vai me machucar, e eu estava com uns amigos então... –eu falei me dando conta de que havia chamado Brooke, Sam, e Chandler de amigos. -Eu sei que vai ter um dia que isso vai acontecer, se machucar faz parte do pacote, não pode nos proteger de tudo.

-Eu sei. –ele falou. -Mas vou fazer de tudo para você e o Jhonny sempre ficarem bem. –eu sorri sem mostrar os dentes e assenti. Comecei a comer o almoço e logo terminei. Eu não podia ficar muito tempo, eu ainda tinha aula, e durante o almoço saímos desse assunto e falamos sobre assuntos aleatórios. Era sempre bom conversar com o meu pai, ele era todo calmo e nunca julgava sem saber.

Os minutos de paz haviam acabado e eu saí da sala dele. Meus pés começavam a doer por causa dos saltos e pensar que eu teria ainda três aulas quase me matavam. Vi Andrew caminhando em direção ao elevador e apressei meus passos para entrar junto com ele. Eu não tinha o cumprimentado na entrada.

Norman fez um joinha para mim e eu devolvi o sinal rapidamente. Ele me mandou um beijo em seguida e voltou a prestar atenção na palestra. Assim que as portas do elevador abriram e os três homens viram Andrew se preparando para entrar,eles começaram a cochichar coisas e a rir. Eu sabiam que eles eram da North só pela qualidade dos ternos que usavam.

 Eu fechei minha cara e dois deles saíram, passando por mim falando sobre ele. Andrew entrou e quando  o home fez uma cara de superior, eu entrei no elevador ficando de costas para ele.

-Hey cara, vá pela escada. –ele disse e eu respirei fundo esperando as portas se fecharem. –Andar no mesmo lugar que um cara da South me traz... –eu o olhei e peguei a pasta cheia de papeis de sua mão. Eu a joguei para fora do elevador e o cara arregalou seus olhos.

-Hey o que você... –ele saiu para pegá-la e quando as portas estavam se fechando eu apontei meu dedo para o homem.

-Babaca. –eu disse e quando o elevador começou a se movimentar eu olhei para Andrew ao meu lado com uma cara e riso. Eu ri e estendi minha mão. –Oi Andrew. Se lembra de mim?

-Claro que eu me lembro Liz. –ele disse a apertando e eu sorri. –Como você esta?

-Muito bem. –eu respondi. –E você?

-Muito bem também. –ele respondeu e eu sorri sem mostrar os dentes.

-Não precisa deixá-los tratarem  você assim. São todos uns imbecis, se quiser mandar eles se fuderem, vá em frente. –eu disse.

-Anotado. Apesar de eu não ter muita certeza se é certo fazer isso no trabalho. –ele falou e nós rimos.

-Faça isso quando eles estiverem indo embora então. E faça perto do meu pai, ele vai amar você. –ele riu e assentiu.

-Viu o Chandler hoje? Ele causou problemas na escola ou...

-Vi, temos aula de laboratório juntos. Ele não causou nenhum problema por lá.

Só em mim.

-Pode ficar tranquilo. –eu continuei.

-Que bom então... Às vezes ele pode ser um pouco... Impulsivo, faz a maioria das coisas sem pensar, por isso sempre se mete em confusão. Espero que ele nunca tenha falado algo idiota para você, ou para seus amigos. –eu o olhei e neguei com a cabeça.

-Não, tá tudo bem. Ele nunca disse nada, seus filhos são ótimas pessoas.  –ele assentiu com a cabeça em forma de agradecimento e as portas se abriram.

Pov’s Chandler

Música: Can you hold me –NF

Assim que enviei a mensagem para Annelize olhei em volta não sabendo se foi certo falar algo assim. Ela estava com problemas e eles estavam a machucando e com essa mensagem eu provavelmente piorei as coisas com ela. Sam e Brooke lanchavam perto de mim no jardim e conversavam com Hana, Cory e Finch que estavam sentados pela grama. Eles estavam brincando de adivinhar nomes de musicas enquanto eu apenas ficava calado pensando no que aconteceu no ginásio. Meu estomago doía e parecia ter um nó entalado na minha garganta, e essa sensação não saia. Eu vi que Liz havia visualizado a mensagem e então bloqueie meu celular o enfiando no bolso de trás da minha calça.

-Vou dar uma volta... Quero sair daqui, esse lugar esta sendo o inferno. –eu disse e Sam assentiu com a cabeça. Eu saí andando e entrei na escola desviando de um grupo da North Side. Caminhei pelo corredor e enfiei minhas mãos no bolso da minha blusa de frio com capuz. Eu não sabia muito bem o que eu estava sentindo. Não sabia se era ódio, não sabia se eu estava com pena de mim ou dela. Eu sabia que eu iria gostar dela novamente, assim que Sam me avisou que ela esta voltando para Atlanta. Eu só não sabia que seria tão doloroso.

-Hey... Onde esta indo? –Kayla perguntou surgindo na minha frente e eu desviei dela continuando a andar. Eu passei pelas portas indo em direção ao estacionamento e alguém segurou meu braço. Eu olhei para Kayla com seu cabelo loiro preso em um rabo e os pompons de líder de torcida presos em sua saia rodada bem curta. -O que foi com você? Teve alguma desilusão amorosa? –eu me soltei dela e revirei meus olhos.

-Não é da sua conta. –eu respondi e ela riu.

-Ei, eu estava brincando docinho. –ela disse. -Não precisa ficar bravo. Apesar de eu adorar quando isso acontece, você fica tão sexy. –ela passou a mão pelo meu rosto e eu a olhei de cima embaixo mascando o chiclete de menta que estava na minha boca. Olhei para o lado brevemente vendo um carro preto sendo estacionado em frente a escola. A porta foi aberta e Annelize desceu do carro começando a caminhar ate a entrada. Eu vi que ela parou de andar alguns metros longe de mim e Kayla assim que nos viu.

Era como se as imagens do ginásio tivessem voltado no minha cabeça assim que eu a vi.

Kayla a olhou de cima embaixo e então as duas trocaram um olhar mortal.

-Vamos mostrar para a patricinha como nós provamos as coisas? –Kayla perguntou e segurou meu rosto colando nossas bocas. Eu retribui o beijo aproximando nossos corpos e eu desci minhas mãos pelo corpo dela ate pararem em cima de bunda. Esse estava sendo um dos piores jeitos de me fazer tentar ficar melhor, mas ate que estava funcionando. O capuz caiu da minha cabeça e quando o ar começou a ser necessário nós dois nos afastamos. -Tenho química agora. –ela disse. -O que acha de sairmos daqui e irmos para a sua casa? –eu olhei para Annelize parada no mesmo lugar me olhando com uma cara de ódio que eu nunca vi.

Ela estava com ciúmes?

-Acho uma ótima ideia. –eu disse para Kayla e entrelacei nossas mãos. Eu saí andando na direção de Annelize e quando estava perto o suficiente dela arqueie minhas sobrancelhas em sinal de cumprimento. Ela estava de braços cruzados e meu uma olhada de cima embaixo. Ela empinou o nariz e fez a mesma cara que fez no refeitório aquele dia para o Chuck. Ela riu com deboche como se não estivesse dando à mínima também. Eu olhei para frente andando em passos rápidos ate o meu carro e quando a olhei mais uma vez ela saiu andando normalmente com aqueles saltos ate ser parada por Chris. Um garoto do quarto ano, era o garoto que deu aquela festa em que eu quase me meti em problemas.

Eles trocaram algumas palavras enquanto eu os encarava e Annelize me olhou abrindo um sorriso malicioso e vingativo. Ela arqueou as sobrancelhas em um sinal de cumprimento igual eu havia feito e então pegou um papel vermelho da mão dele. Travei o maxilar não conseguindo parar de encarar os dois conversando e me preparando para ir ate lá tirar um de perto do outro.

-Hey, vamos ir ou não? –Kayla perguntou dentro do carro e eu a olhei assentindo. Eu entrei e bati a porta com força sentindo ódio de mim mesmo.

Mas que porra eu estou fazendo, inferno.


Notas Finais


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