História Beautiful Crime - Capítulo 21


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Categorias Orphan Black
Tags Cophine, Cosima, Delphine, Drama, Masbro, Orphan Black
Exibições 108
Palavras 1.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Policial, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Gostaria de pedir desculpas pelo meu sumiço. Para as pessoas que não me conhecem e não sabem, eu tenho depressão e estou enfrentando um período difícil que me imobiliza até mesmo na hora de fazer coisas tão prazerosas quanto escrever sobre nosso casal favorito. Mas estou em tratamento e aos poucos creio que vou conseguir me recuperar e voltar a ser 100%. E isso significa voltar a fazer o que amo: escrever. Só não vou prometer nada. Não sei em que frequência conseguirei postar e nem em quais histórias. Vai depender do meu humor. Enfim. É isso. Obrigado.

Capítulo 21 - Capítulo XXI


“Tell me you love me just one time
Just give me one night
I'll be the secret on your lips
Let me be that one kiss
If you fall
Fall into my arms
Come and fall
Break down your walls
And."

“Eu amo você, eu amo você” Evelyne repetia incansavelmente entre gemidos e suspiros enquanto beijava os lábios doces de sua amada.

A emoção de estarem juntas novamente era enorme. Tão grande que choravam. Não um pranto feroz que as impedia de se amarem. Mas as lágrimas sutis transbordavam de seus olhos à medida que suas carícias cresciam junto do calor que se alastrava por seus corpos.

Lentamente Evelyne foi despindo Tatiana, que consentia com o olhar e com gestos, erguendo os braços para que sua blusa fosse tirada. A canadense também despiu sua líder e ambas ficaram nuas, em pé, de frente uma para a outra, sem espaço pessoal. Uma segurando o rosto da outra e respirando juntas, com os narizes rentes.

“Eu te amo” Tatiana admitiu num sussurro fraco.

Os olhos âmbar brilharam como dois diamantes ao mesmo tempo em que transbordavam água. Evelyne beijou Tatiana mais uma vez e abraçou seu pequeno corpo frágil, sentindo as cicatrizes das costas da morena em contato com a pele de seus braços. Ela estava tão ferida... Tão diferente. Assim como a própria Evelyne.

Mesmo na lentidão e cuidado que uma estava tendo com a outra pelo fato de terem ficado tanto tempo sem se ver e se tocar, em dado momento a intensidade entre elas cresceu num nível que Tatiana pulou nos braços da amada, prendendo as coxas em seu quadril e sendo carregada por Evelyne no colo em direção ao quarto onde caíram na cama, beijando-se incansavelmente.

Evelyne virou Tatiana de bruços e sentou sobre as coxas dela, podendo visualizar cada canto de suas costas feridas. Lentamente começou a tocá-las, vendo a morena se contrair e encolher como uma criança. Aquilo causou uma dor profunda no coração da francesa, que podia imaginar a dor que sua amada sentia ao se recordar com perfeição dos momentos cruéis que viveu durante aqueles dois anos.

A cada toque de Evelyne, Tatiana resgatava uma memória ruim. Podia sentir de novo a dor da lâmina cortando sua pele, do chicote estalando em suas costas. Mas ao mesmo tempo, a cada toque carinhoso da amada, Tatiana memorizava uma nova e boa sensação em relação àquelas cicatrizes. Era como se a cada vez que Evelyne passasse a ponta dos dedos em suas cicatrizes, Tatiana se curasse.

Logo os dedos foram substituídos pelos lábios. Beijos lentos, delicados e molhados foram distribuídos não só pelas costas, mas ao longo do corpo da canadense, que ficava cada vez mais inquieta, sentindo-se quente e molhada. Sentindo-se excitada como não ficava há tempos. Como achou que jamais poderia ficar novamente depois do que passou.

Elas rolavam pela cama trocando beijos e apertões fortes. Seus corpos estavam unidos. As pernas enroscadas. Às vezes Tatiana sentia a coxa de Evelyne contra seu sexo molhado. As mãos da francesa suavemente lhe tocavam, apertando suas coxas e subindo até os seios. Os beijos às vezes mudavam de foco então Tatiana ia para o pescoço da francesa, lhe beijando de um jeito que fazia a loira gemer, arrepiadíssima.

Tatiana apertava a bunda de sua amada, pressionando o corpo de Evelyne contra o seu já que a francesa estava por cima. Evelyne abocanhou um dos seios que estavam a sua frente e sugou o mamilo com vontade, fechando os olhos para se deleitar daquela sensação incrível que era novamente poder sentir Tatiana assim, por inteiro.

Beijos. Mordidas. Apertões. Arranhões. Suspiros. Gemidos. Não necessariamente nessa ordem. Às vezes quase todos aconteciam ao mesmo tempo devido a saudade e o desespero daquelas duas amantes que pareciam fazer amor como se fosse a primeira e a última vez. Como se estivessem – e por que não estariam? – perdidamente apaixonadas uma pela outra. Novamente.

Os dedos da francesa sabiam bem como explorar a canadense, lhe proporcionando prazer na medida ideal. Explorando com cuidado sua intimidade, massageando, pressionando e depois penetrando. Tatiana seguia o ritmo daquela dança lenta, movendo-se contra a mão de Evelyne, permitindo-se sentir novamente aquele misto delicioso de sensações prazerosas que só Brochu poderia lhe dar.

Evelyne também deixou suas barreiras caírem e suas emoções emergirem nos braços da amada Tatiana, que lhe tocava com a mesma intensidade e delicadeza de anos atrás. Que lhe beijava com a mesma paixão, que a amava do mesmo jeito. De um jeito que James não fora capaz. De um jeito que ninguém poderia fazê-lo.

Selvagem ou romântico, James não podia beijar Evelyne como Tatiana fazia. E não era uma questão de beijar bem, de técnica, de movimentos precisos ou sei lá o quê. Era uma questão de encaixe. De conexão. O encaixe das duas era único e provinha daquela conexão de almas inexplicável que tinham desde sempre.

Num gemido estridente Evelyne gozou em cima de Tatiana, com o quadril encaixado ao dela, os dedos da canadense afundados em seu interior. Os cabelos da francesa caíam para frente e pareciam uma cortina envolvendo ela e a morena num clima ainda mais envolvente, fazendo com que Tatiana não tivesse outra opção senão encarar seus olhos. Seus lindos e vívidos olhos âmbar que brilhavam de alegria e êxtase.

Ao encarar os olhos verdes, Evelyne confirmava duas certezas inegáveis: 1) Amava Tatiana. 2) Precisava contar a verdade sobre James e algo lhe dizia que, quando o fizesse, teria grandes problemas pela frente.

 

Os dias iam passando e Evelyne não conseguia dizer a verdade. A cada dia que passava ficava mais difícil, porque ela e Tatiana estavam recomeçando, estavam bem e felizes e a francesa morria de medo da hipótese de estragar tudo aquilo. Só ela sabia o quanto não tinha sido fácil para ambas, especialmente para Tatiana, recomeçar sua vida novamente depois daqueles dois anos terríveis. E Brochu estava em pânico com a ideia de que, caso Tatiana soubesse a verdade isso viesse a lhe causar desequilíbrio emocional e trazê-la de volta para um estado mental nada agradável. Evelyne não queria por nada no mundo disparar os gatilhos de sua amada. Mas não contar a verdade também não era fácil e lhe trazia uma angústia e um sentimento de culpa devastador, ainda mais quando estavam perto de James, que fazia questão de dificultar as coisas, encarando-as com evidente rancor.

Evelyne estava definitivamente encurralada.

 

“Me solta!” Evelyne gemeu quando James a pegou pelo braço e a puxou para um canto com seu jeito todo bruto. “O que está fazendo?”

“Acha que pode me evitar até quando? Já faz meses desde que a Tatiana voltou e nós dois nunca mais... Você mal olha para mim!” esbravejou o loiro, encarando-a.

“Claro!” Evelyne puxou o braço, livrando-se do aperto. “Você torna impossível qualquer diálogo. Está sempre me atacando e retrucando minhas ordens, despejando comentários irônicos para provocar a Tatiana.”

“Porque eu tenho raiva dela!” gritou no rosto da francesa. Estavam a céu aberto na unidade de treinamento do FBI. “Tenho raiva e inveja porque ela tem toda sua atenção e todo o seu amor! E eu odeio isso.”

Silêncio. Não havia nada que Evelyne pudesse responder para amenizar aquilo. A situação toda era muito difícil para todos.

“Eu sempre te disse a verdade. Eu nunca menti.” Murmurou instantes depois ao ver os olhos de James marejados.

“Eu sei, mas eu achei que ela estivesse morta. E que um dia você fosse ser capaz de me amar.”

“Mas ela não está...”

Silêncio novamente. Os dois se encaravam intensamente.

“Você não sente nada por mim?” quis saber o loiro de olhos claros. “Absolutamente nada? É impossível. Nós vivemos momentos tão bons... Eu estive ao seu lado durante todo esse tempo... E você gostava da minha companhia, do meu toque...” tentou seduzi-la, aproximando-se para beijá-la, mas Evelyne desviou prontamente.

“James... Não dificulte as coisas, por favor.”

“Só quero que você diga a verdade” elevou o tom de voz, olhando para Evelyne incisivamente, querendo arrancar-lhe uma confissão. “Só me diga a droga da verdade e eu deixo você e sua amada em paz” a ironia foi nítida em suas últimas palavras.

Evelyne respirou fundo, passando as mãos pelo rosto e pelos cabelos.

“Quer a verdade?” deu dois passos e depois virou para encará-lo, visivelmente alterada. “A verdade é que eu nunca pensei que fosse me envolver com ninguém depois da Tatiana. Mas então houve aquilo na Jordânia e eu achei que ela tinha morrido. Achei que tinha perdido o amor da minha vida para sempre e isso me destruiu. Eu achei que não fosse aguentar, mas aguentei. E você estava lá. Me ofereceu um suporte que jamais pensei e eu me envolvi. Cometi o erro de me envolver com você. Sim, James. Eu gosto de você. E tudo o que vivemos... Eu não vou esquecer. Não vou esquecer do que fez por mim. Mas eu não posso te oferecer nada além da minha amizade porque meu coração é da Tatiana. Sempre foi e continua sendo.”

No final do discurso havia lágrimas inesgotáveis no rosto da loira, que estava demasiadamente emocionada para conseguir falar, tendo de cobrir a boca para conter o pranto. James também tinha os olhos marejados, mas com seu orgulho ferido e o coração quebrado, segurou-se ao máximo para não chorar.

“Tudo bem, loirinha. Não chore” pediu ele, forçando um sorriso e fungando. “Está tudo bem. Tatiana está de volta sã e salva. Estamos todos bem. Eu não vou mais aprontar nada, prometo” disse, tentando manter seu humor.

Ao ver a fragilidade da mulher que amava, James puxou Evelyne para um abraço acolhedor e ela cedeu ao gesto, entregando-se nos braços do amigo.



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