História Beautiful Crime - Capítulo 5


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Stark, Natasha Romanoff, Pepper Potts, Steve Rogers
Tags Advogado, Avengers Love, Beautiful Crime, Capicolé América, Captain America, Criminal, Fora Da Lei, Iron Man, Steve Rogers, Stony, Tony Stark, Universo Alternativo
Visualizações 110
Palavras 2.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aos leitores, que apesar dos pesares continuam acompanhando as loucas ideias da minha mente...
Deixo aqui meu muito obrigada.
Agora volto ao assunto de forma mais séria. Caso encontre algum erro ortográfico, favor abstrair e fingir demência.
Sei que estou bem enrolada com as atualizações, mas como disse outrora, meu curso está tomando todo meu tempo livre, e como o trabalho é de segunda à sábado, não rola muito tempo mesmo.
No mais.
Espero que apreciem o capítulo.

Capítulo 5 - Negligence


Fanfic / Fanfiction Beautiful Crime - Capítulo 5 - Negligence

Não estava recordando onde estava. Mas sabia que aquela não era sua cama, que aquele não era seu quarto e que definitivamente aquele cabelo em sua cara não era o seu.

Abriu os olhos ainda descrente e atordoado, talvez pelo excesso de bebidas da noite anterior. A luz era quase brutal, tamanha sua intensidade naquela manhã. Tateou por sobre a cama, tentando achar a ponta do lençol para que pudesse jogá-lo para longe de seu corpo. Estava vestido, e curiosamente com apenas uma das meias.

—  Destape apenas a si mesmo! —  a voz feminina retrucou ante o puxar rápido do lençol.

—  Nat. —  comentou mais para si, do que para que ela ouvisse. Agora se lembrava bem. Permaneceu no quarto de hotel da amiga, contando o motivo de sua permanência naquela cidadezinha que tanto odiava. Beberam alguns - muitos - drinks. E ele acabou deitando na cama para descansar por cinco minutos. Pelo menos era esse seu plano. —  Acabei dormindo aqui.

—  Isso eu percebi. Até pensei em te acordar para que você saísse de cima do edredom que eu queria usar, mas você parecia cansado demais. —  ela movimentou-se na cama, arrumando-se para ficar frente a frente com o amigo. —  Certeza de que vai ficar e aceitar o caso? Você nem mesmo sabe o que esse homem fez.

—  Nat… essa é a chance que eu pensei que nunca fosse ter. Não importa que ele tenha assaltado uma senhorinha, ou um pirulito de uma criancinha na praça da cidade.

—  Por que você acha que é algo banal? E se ele estiver sendo acusado de assassinato? São tantas as opções, ele pode ser realmente um criminoso. —  agora seu cotovelo servia de base na cama, para que pudesse sustentar o peso de sua cabeça apoiada em sua mão.

—  Honestamente, devo ser mais criminoso que ele. —  assim como ela, Tony também apoiava a cabeça sobre a mão aberta, e o cotovelo na cama. Mudando de posição, vislumbrando agora o teto branco e o ventilador de teto que girava lentamente. —  Ele não parece um criminoso, não parece perigoso. Mas… posso estar completamente enganado e no final das contas me unir a ele no assalto à bancos. Então, precisarei de você no carro de fuga. Pela forma que você dirige nenhum policial iria tentar nos seguir. —  e ele riu, riu até que ela abafou a risada com o próprio travesseiro, calando-o momentaneamente.
Arrancando o travesseiro da mão da amiga e consequentemente de sua face, jogou-o contra ela.

—  Não tente matar o melhor advogado. Senão ficará presa por tempo indeterminado. —  levantou-se, afastando-se o quanto antes da ruiva. Precisava achar o outro pé de sua meia, calçar seus sapatos e sair dali, para não atrapalhar o voo de Natasha. Claro, precisava também saber o quanto antes qual seria o caso de Steve.

“MERDA! O Steve!”, pensou enquanto balançava o braço esquerdo na tentativa de virar seu relógio sem precisar da ajuda da destra. Passava das oito horas. Não queria se atrasar, não assim. Não era um encontro casual, era negócio! Precisava mostrar ao cliente que estava apto a resolver qualquer caso que pudesse aparecer. Mais que isso, precisava provar para Howard que ele era capaz, mesmo que Howard não estivesse ciente de todos os seus passos.

—  Meu sapato, você viu?

—  Da última vez que fiz a checagem de roupas e acessórios espalhados pelo meu quarto de hotel, eles estavam perto da porta do banheiro. —  ele revirou os olhos ante a resposta tão longa da amiga. Obviamente ele sabia do jeito dela de responder da forma mais sarcástica possível, tentando irritá-lo. Mas agora ele precisava de rapidez. Rapidez e um café!

Puta merda!

—  Nat, eu preciso ir. Estou atrasado para o compromisso com meu cliente. Preciso mesmo saber no que vou me meter.

—  Se bem conheço sua mente…

—  Calada! —  apontou com o indicador, logo em seguida levando-o aos lábios, num claro sinal para que ela calasse. —  Sapatos! Finalmente! — havia pressa, muita pressa. Calçou-os levemente atrapalhado, pois não cessou o caminhar para fora do quarto de Natasha. —  Seu voo sai que horas?

—  Às 16 horas. —  ela abriu a porta para o amigo, empurrando-o sem muita delicadeza. —  Espero por você, alguém precisa me levar para o aeroporto, e vou querer detalhes do caso no qual você… como você falou mesmo? Ah, sim. No caso no qual você vai se meter. —  com uma piscadela que indicava um duplo sentido na mensagem, ela fechou a porta na cara do amigo. Virou-se, caminhou até a cama, pegando o celular no criado mudo, voltando para a porta.

—  Nat, meu… —  ele chegou a abrir a porta, dando de cara com o celular, poucos centímetros de distância de seu rosto,  na mão da ruiva.

—  Esquecendo algo?

Não houve despedidas, não seria necessário, afinal, Natasha já havia expulsado Tony de seu quarto de hotel, e o advogado já estava atrasado para seu compromisso. E detestava se atrasar para compromissos de cunho profissional.

A correria beirava o ridículo, principalmente quando um homem corria pelos corredores do hotel, quando passou rápido pelo porteiro, mal ouvindo o cumprimento, obviamente não respondendo. Dez minutos, já estava dez minutos atrasado.





 

Steve olhava para os lados, buscando o moreno. A cada vez que a porta do estabelecimento se abria, ele esperava que finalmente fosse seu futuro advogado. “Às oito, no café.” Pela forma que ele havia dito, Steve realmente pensou que ele fosse pontual, aparentemente não. Dez minutos e contando. Sim, Steve estava realmente contando. Principalmente quando os olhares de alguns moradores pareciam queimar-lhe a pele, tamanha a raiva por eles sentida.

Mais uma vez sua expectativa o forçou a olhar para a porta. Ali estava um Tony Stark ofegante, como se tivesse corrido uma maratona, sua pele levemente bronzeada, agora exibia gotículas de um suor recente, assim como um leve rubor nas bochechas.

Suas ações não foram calculadas, como se seu corpo tivesse ganhado uma nova consciência, que não a sua própria. Levantou o braço direito, acenando para o recém chegado ao café. Abriu um sorriso, um dos mais simpáticos que já ousou mostrar à alguém. Suas mãos suavam um pouco, e notou isso apenas quando a canhota foi de encontro à nuca, buscando pôr fim ao aceno constrangedor.

—  Espero não tê-lo feito esperar demais. Normalmente não me atraso para compromissos com meus clientes. —  Tony estendeu a mão, num claro gesto de um homem de negócios. Steve ponderou se apertava ou não a mão do outro. Tony o viu passar a destra por sobre a calça jeans, para depois levá-la de encontro a dele.

—  Um pequeno atraso. Nada que não possa ser deixado de lado. —  mais uma vez ele sorriu. Estava aliviado de não mais estar ali sozinho. —  Café?

—  Sim. —  ele não esperou que Steve sinalizasse para a moça que trabalhava ali. Ele mesmo ergueu dois dedos da destra, chamando a atenção da moça que logo aproximou-se da mesa com um bloquinho de anotações em mãos. —  Café preto com pouco açúcar e waffles. Peça para que não adicione mais açúcar, se bem me lembro a cozinheira tem um forte apreço por coisas muito doces. —  sorriu de forma metódica, nem mesmo reparava nesses detalhes de sua personalidade.

—  O mesmo pra mim, por favor. —  Steve aproveitou-se da proximidade da moça, podendo assim pedir mais um café, seu segundo do dia.

—  Então, Steve… Conte-me seus pecados. —  ali estava o advogado do diabo, pedindo para que o cliente confessasse seus pecados, sentindo-se tal como um ser superior pronto para salvá-lo do inferno.

Era evidente para Tony que Steve estava desconfortável naquela situação. O loiro parecia uma boa pessoa. Fosse qual fosse seu crime, aquilo parecia corroê-lo por dentro, causando-lhe um enorme mal estar. Ele notou que o loiro olhou para os lados duas vezes antes de ousar abrir a boca. Notou também que ele cessou antes mesmo de falar, apenas umedecendo os lábios rosáceos com a língua.

Steve respirou fundo, buscando no ar que o rodeava a coragem que por ora lhe faltava.

—  É um caso complicado. Muito complicado.

Aquele suspense, ao mesmo tempo que lhe dava um frio na espinha, também lhe instigava a alma. Era aquilo que ele adorava fazer, aceitar casos complicados, aqueles que nenhum advogado ousaria pegar. Aqueles que nem mesmo os que passavam por cima da lei, pegavam.

—  Como eu já deixei claro, nada que você me diga fará com que eu perca meu interesse em te representar, Steve. Nada vai tirar esse gostinho de mim, de trabalhar num caso no qual o juiz Stark resida.

Ali estava a rivalidade com a qual Steve ouvira falar. Tony não suportava o pai, e o próprio Howard havia alertado-o sobre isso. Havia mencionado que apenas Tony aceitaria o caso, sem nem ao menos precisar saber sobre o quê se tratava, pelo simples fato de poder estar na mesma côrte que o juiz estivesse. Esfregando as artimanhas que ele muito bem conhecia para safar seus clientes da “justiça”.

—  Me acusaram de negligência.

—  Negligência? —  Stark arqueou as sobrancelhas, confuso quanto às escolhas de palavras. Ambos permaneceram calados enquanto a moça que trabalhava no café servia-lhes conforme seus pedidos.

—  Com pouco açúcar, como pedido. Para ambos.

—  Sim, negligência médica. O filho da minha paciente está me acusando de ter matado sua mãe. E nenhum advogado ousaria aceitar meu caso, porque o homem que está me acusando é um dos maiores empreendedores da cidade. Ninguém iria contra ele, e muitos advogados se sentem acuados ante a presença do juiz, o seu pai.

Pronto, de fato ele não era tão inocente quanto Tony julgava ser. Negligência médica?

—  E você a matou? —  bebericando de seu café, Stark olhava-o por sobre a caneca fumegante.

—  Sim.

—  Não. Sempre responda essas perguntas com não, ou desvie do foco principal. —  repreendeu colocando a caneca de volta na mesa. —  Nunca assuma nenhum crime, nem mesmo perante seu advogado. Considere isso um sigilo entre médico e paciente. Mas nesse caso, será entre você e qualquer pessoa que não seja você. Mantenha esse tipo de resposta para um lugar no qual estejamos realmente á sós.

Steve estava desconfortável, enquanto Tony parecia não se abalar com nada que lhe fora dito. Tomava seu café normalmente e comia tranquilamente enquanto Steve nem mesmo havia tocado nos waffles, pouco também havia bebericado de seu café. Tony, obviamente notava os detalhes que Steve acabava entregando, como sua incessante mania de mexer as pernas, como se estivesse montando uma melodia com apenas batidas à cada dois segundos. Notou também que quando ele se sentia ainda mais desconfortável e tenso com as perguntas, que ele levava a canhota a apertar a nuca, buscando uma espécie de alívio dos nervos tensionados. Stark reparava em cada mísero detalhe, como um bom advogado que precisava ler as pessoas, saber quando mentiam e quando lhe contavam a verdade.

Mas para Steve, ah, Steve não estava notando que Tony o estava lendo em detalhes. Para ele o advogado estava apenas tomando seu café enquanto comia waffles e lhe fazia as mais variadas perguntas. Desde o funcionamento do código de ética médica, até as coisas mais banais, como o carro que dirigia.



 

—  Continuo como seu advogado, Steve. —  Tony falou após engolir o último pedaço do waffle. —  Precisará me contar alguns detalhes, preciso ver alguns documentos e fichas dos seus pacientes. Preciso saber de cada passo que você já deu, cada espirro que segurou e cada paciente que recebeu um exame mais íntimo, se é que me entende. Não quero deixar nenhuma ponta solta, porque se bem conheço o juiz, ele vai saber cada detalhe da sua vida profissional e pessoal, e garanto que o advogado do outro homem também. Não quero ser pego com calças curtas.

Agora Steve via o advogado de verdade. Suas reais intenções com perguntas tãos banais e às vezes tão complexas. Ele buscava um resumo de tudo.

—  Informarei tudo o que quiser saber.

—  Vamos precisar nos encontrar mais vezes. Começaremos hoje mesmo, sei que sua agenda está livre. Duvido muito que o hospital tenha deixado um médico com processo em aberto, andar livremente pelos corredores atendendo aos pacientes. E pela forma como os nativos te olham, eles não devem te procurar no consultório. —  havia uma diferença em seu tom de voz, indicando uma leve repudia quando mencionou os moradores. —  Precisaremos de um local neutro. Não pega em se souberem que estamos nos encontrando na casa do juiz. Pode interferir no seu caso.

—  Pode ser na minha casa. —  o loiro comentou pegando a carteira em seu bolso, retirando dela quantia suficiente para pagar a conta, tanto sua parte quanto a de Tony.

—  Deixa essa por minha conta. Você se preocupa com o jantar. —  Tony levantou-se, pegando também sua carteira, entregando a garçonete mais rápido que Steve. —  Fica com o troco, querida. —  piscou cortez. —  Aqui, me envie o endereço. —  entregou um cartão com seus telefones. —  E pra contar, gosto de pizza.

Ele não era um homem de despedidas, apenas proferiu um “até mais tarde” enquanto afastava-se lentamente. O dia mal havia começado e já estava pensando na dor de cabeça que o esperava. Ainda tinha tantas coisas para resolver, levar Natasha no aeroporto, se certificar que o irmão estava bem, ter certeza de que Howard ainda respirava. Mal tivera tempo de realmente sentir o luto pela perda de sua mãe. Mal tivera tempo de ouvir as inúmeras mensagens da caixa postal. Muito provavelmente seriam da mesma, sua esposa. Precisava colocar todos os pingos nos is, a começar por voltar para a casa do pai.

 


Notas Finais


Playlist: https://open.spotify.com/user/marcal.carol/playlist/1PLlPXGxdSgbduc0Qv0tkI

Para os que não dispõe do Spotify: [Beautiful Crime - TAMER;Uncover - ZARA LARSSON; Chances Are - VONDA SHEPARD feat. RDJ; Beautiful Darkside - THE CLASSIC CRIME; Coming Home - GAVIN JAMES; Miracle Aligner - THE LAST SHADOW PUPPETS.]


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