História Beautiful Disaster - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Seiji Komori, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Ação, Amnésia, Anjos, Aventura, Bruxas, Colegial, Comedia, Demonios, Desaparecimento, Desejos, Diabolik Lovers, Distopia, Drama, Eclipse Lunar, Esquizofrenia, Fadas, Festa, Ficção, Grupos Sanguíneos, Interativa, Kino, Long Fanfic, Lua, Luta, Magia, Maldições, Misticismo, Monstros, Mukami, Nellyhime, Poesias, Revelaçoes, Romance, Rosas, Sadomasoquismo, Saga, Sakamaki, Segredos, Sobrenaturais, Sobrenatural, Sol, Sombras, Suspense, Terror, Tsukinami, Universo Distópico, Vampiros
Visualizações 184
Palavras 5.926
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, world! 
(´ε` )♡ (´ε` )♡

Primeiro de tudo, a capa da fanfic foi alterada ^^ – sim, gente, eu altero capa mais que minha avó altera a música no rádio.
☆*:.。.o(≧▽≦)o.。.:*☆

Segundo de tudo, sério, muito obrigada a todas que enviaram ficha. Beautiful Disaster só se tornou possível com a vossa ajuda. Eu avaliei, avaliei e avaliei, mas por fim, só pude escolher 5 dentre tantas fichas. Por favor, não fiquem com raiva de mim. Eu não escolhi por ordem de chegada, e sim por qualidade. Não escolhi por Grupo Sanguíneo ou aparência, escolhi pela forma que sua personagem me tocou. Espero ser capaz de adapta-las com sucesso a história. Qualquer erro da minha parte, por favor, me informem.

Agradeço mais uma vez e boa sorte a todas. Que o Reino de Makai sempre cresça.
。.:☆*:・'(*⌒―⌒*)))。.:☆*:・'(*⌒―⌒*)))。.:☆*:・'(*⌒―⌒*)))

Capítulo 6 - The Final Selection, part 2


Fanfic / Fanfiction Beautiful Disaster - Capítulo 6 - The Final Selection, part 2

"Nunca se esqueça, Evelyn: uma moeda tem dois lados."

 

~ † * † ~

 

"O sαทgυє нυмαทσ αℓiмєทτα σ rєiทσ.

O sαทgυє sσвrєทατυrαℓ αℓiмєทτα σ єqυiℓíвriσ."


– Impresso nas moedas e notas de libras do Reino de Makai

 

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The Final Selection, part 2

(ᗩ ᔕєℓєçãσ ₣iทαℓ, ραrτє 2)

* Chapter VI *

–––––––––––––––––––––––––––––

 

 

rta. Evelyn... Srta. Evelyn...

A voz parecia um sussurro distante para a garota. Ela estava em um campo de flores, com seu irmão, Nix, e seus pais também estavam presentes. Todos estavam felizes, todos estavam sorrindo. Até que aquela maldita voz começou a surgir do nada. Evelyn estendeu a mão para o irmão... Mas as trevas ao pouco foram consumindo o sonho...

– Srta. Evelyn Iara Becket! Por favor, acorde!

Evelyn não sabia ao certo quando tinha dormido e quanto tempo tinha se passado. Podia já ter se passado uma semana desde que estava naquele corredor de espera branco, aguardando sua vez no interrogatório. Quem teve sorte teve seus nomes chamados nas próximas dez horas após a saída de Lilith Bonnie Walker, candidata a noiva do Quarto Príncipe. Caso contrário, foi obrigado a esperar e esperar até ser sua vez. E Evelyn fez parte destas.

Criadas traziam comida para elas e algumas revistas para passar o tempo e Ellis passava regularmente ali para ver como elas estavam. Tinha dois banheiros com tudo o que precisavam conectados ao corredor, ou seja, tomar banho se tornara uma atividade para passar o tempo também. Também se possuía uma TV plasma ali, onde todas as jovens tinham visto seus rostos nos inúmeros jornais. Quando dava oito da noite, eram levadas de volta a seus quartos temporários e, pelas sete da manhã e após refazer toda a produção de embelezamento e comer, eram guiadas novamente àquele pesadelo de paredes brancas.

– Srta. Evelyn Iara Becket. - a mulher de cabelos negros e olhos castanhos que anunciava os nomes estava inclinada sobre si e tocando de leve seu ombro. – É a sua vez.

Evelyn se levantou da poltrona que tinha adotado como cama e olhou para os lados. Não tinha mais ninguém no corredor, nem Ritsuka, nem Kira, nem Yumi, nem Amanda, nem Verena, muito menos Cremilda, Aiza ou uma das duas Alices. Era a última. De repente, um tremor conhecido voltou a dominar seu corpo. Ninguém tinha falado sobre o que tinha passado atrás daquela porta – e nem permitiam que falasse. Algumas tinham saído chorando, outras, pálidas, algumas nem sequer se deixaram abalar.

– Siga-me.

E ela assim o fez, seguindo cada passo da mulher até a enorme porta de pinheiro escuro, um contraste arrepiante com o corredor de paredes alvas como a neve.

– Quanto tempo já se passou desde minha chegada?

– Duas semanas. - ela respondeu friamente.

– E são que horas?

– Três da tarde.

Evelyn não conseguia acreditar que tinha passado quatorze dias completos longe de casa e sem dar noticias a sua família.

– Entre aqui, por favor. Pode deixar suas roupas e objetos na antessala, o pequeno vestiário que a srta. White comentou. Por favor, vista o vestido separado para você, com a abertura para trás. Assim que o interrogatório terminar, irá encontrar seu guardião e terão uma pequena conversa, mas muito importante.

Ela dá um sorriso rígido. Tudo nela é rígido: o sorriso, os olhos, o rosto, o jaleco branco. Ela repetiu as mesmas instruções que passou a dar após Elizabeth Evangeline Thompson, candidata ao Segundo Príncipe, entrar na porta, a última garota do segundo dia da Seleção Final. Sua expressão ao atravessar a porta era, de todas as formas, indecifrável.

Depois que a mulher desaparece – assim como em todas as outras vezes após anunciar a próxima candidata e a dar as instruções, Evelyn cria coragem e entra na antessala. Simples, tão branca e iluminada como o corredor. Uma pequena arara aguarda no canto dela e também tem uma cadeira. Sem dar muita brecha ao medo – já teve tempo suficiente para senti-lo –, a loira começa a tirar o robe branco, permitindo sua pele se arrepiar um pouco com o frio do ar condicionado. Ela dobra seu robe, inclusive seu sutiã, formando uma pilha arrumada sobre a cadeira e vestindo o vestido que tinha sobre a arara. Era feito de plástico fino, e, enquanto o enrolava no corpo, prendendo-o na cintura com um nó, tinha a certeza de ser possível ver tudo – inclusive o contorno de sua calcinha branca – sobre o tecido.

Tudo acabará. Logo tudo acabará... 

Ao abrir a porta, Evelyn teve um pequeno vislumbre de um cômodo bem grande, com paredes cinzentas e uma mesa central, possuindo duas cadeiras em cada lado. Também tinha janelas enormes, bem grandes mesmo, mas revestidas de forma que as garotas não vissem quem estava ali do outro lado.

– Boa tarde, srta. Evelyn Iara Becket.

A loira se vira para trás, de onde a voz surgiu, dando de cara com Ellis, a bruxa de cabelos rosados e olhos azuis, usando um vestido de mangas preto, como se estivesse pronta para um funeral. Seu funeral, pensou Evelyn. Ela ia morrer naquele mesmo instante. 

De certa forma, porém, ela ficou aliviada. Então era a bruxa quem fazia as avaliações e perguntas. Isso era bom. A única coisa que, talvez, a preocupasse fosse quem estava do outro lado das janelas revestidas. Subitamente, teve uma vontade enorme de cruzar os braços e cobrir o máximo que pudesse de seu corpo. Em vez disto, corou.

– Sente-se, por favor. - Ellis falou em uma voz profissional e, de certa forma, lembrou a loira de Jijerbell, a vampira que veio explicar em sua escola sobre a Seleção de Noivas dois meses antes.

Evelyn obedeceu. Queria puxar a cadeira que ficava de costas para as janelas revestidas, mas sabia que esse não era o objetivo. Se tivesse alguém ali, aquela pessoa queria vê-la, assim como todos queriam ver as reações dos príncipes com o anúncio das finalistas. E receber uma correção de Ellis naquele momento era a última coisa que Evelyn queria. A bruxa sentou-se de frente para si logo em seguida e esboçou um sorriso gentil.

– Não fique nervosa, por favor. Por quê não começa me contando um pouco sobre você? O formulário de inscrição para a Seleção de Noivas não é muito especifico e é sempre bom ter uma conclusão dos nossos próprios olhos. Converse comigo sobre o que gosta de fazer. Seus interesses, hobbies, matérias preferidas. Lembre-se de que quero conhecê-la como pessoa.

– T-Tudo bem. - ela pigarreou. – Eu... Eu gosto muito de pintura.

– Sério? Já fez algum curso?

– Na verdade, não. É um talento que acho que sempre tive. Eu sempre quis fazer um, mas não tinha condições. Mesmo assim, isso nunca foi um empecilho para mim.

– Isso é bom. E o quê mais?

– Ehh... Correr... Ler... Estudar... T-Tocar piano... - as palavras começam a saírem soltas. De repente, Evelyn se pega sem saber ao certo o que dizer, aterrorizada pelo nervosismo.

– O que gosta de ler? Digo, seus livros favoritos?

– B-Bem... Tem vários, mas o que eu mais gosto é "A Filha do Mal".

Ellis franze o cenho, confusa com minha resposta.

– E por que?

– A história. É fascinante. Não o primeiro livro, digo. É uma triologia com o nome do primeiro livro.

– Acho que nunca o li antes. Poderia me explicar a história e por que de gostar dele?

– Se trata de quatro reinos, divididos como as cartas do baralho. O primeiro reino a ser dito é o reino de copas, governado pela Rainha de Copas de apenas quatorze anos, pertencente a raça demoníaca. O primeiro livro na verdade é um tanto... Sádico. Mostra todos os cruéis feitios dela e de como recebeu o apelido de "A Filha do Mal". E durante todas as crueldades que fazia, ela se apaixonou pelo Rei de Ouros, governante do reino de ouros, um anjo. Porém, ele rejeita seus sentimentos e acaba se apaixonando pela Princesa de Paus, uma fada, então a Rainha de Copas manda destruir o reino de paus e, evidente, sua princesa. Quando o Rei de Ouros descobre, se une a vingativa Princesa de Espadas, uma ninfa, que deseja vingar a morte do pai, Rei de Espadas, assim como a destruição de seu reino, o reino de espadas. No final do livro, A Rainha de Copas acaba sendo decapitada pela revolução que seu reino tomou, odiada por todos.

– Então... - Ellis enrola uma mecha do cabelo rosado nos dedos. – Você gosta de sadismo, morte e violência?

– N-Não! - Evelyn arregala os olhos. – Na verdade, eu detesto. Porém, o que me prendeu em "A Filha do Mal" foi a história complexa, os segredos que ainda iam se revelar. Tudo muda de rumo no segundo livro da triologia, "O Servo do Mal", onde conta a história da infância da Rainha de Copas e seu irmão gêmeo idêntico, o Príncipe de Copas.

– Ela tinha um irmão?

– Huh-huh. Eles se amavam muito e eram inseparáveis. Até que o Rei e a Rainha de Copas mandou o Príncipe de Copas estudar no reino de espadas, onde viveu até a morte dos mesmos. Esse foi o primeiro grande colapso da personalidade da princesa. Quando se tornou rainha, a Rainha de Copas mandou que trouxessem seu irmão de volta e, consequentemente, destruísse o país de espadas por "rouba-lo". Nisto, matou o rei de espadas, pai da princesa de espadas que jurou vingança, e então os anos se seguem, porém, em uma visita ao reino de paus, o Príncipe de Copas se apaixonou pela Princesa de Paus, mas que já era comprometida com o apaixonado Rei de Ouros. A princesa não suportava seu noivo, então aceitou que fossem amantes secretos. Isto até a Rainha de Copas ter seus sentimentos verdadeiros rejeitados e mandar o próprio irmão destruir o país de paus e matar sua princesa. Por amar sua irmã incondicionalmente, ele o fez, sacrificando assim seu grande amor, a Princesa de Paus. Quando o Rei de Ouros descobriu sobre a morte de sua amada, ele não sabia que ela o traía com outro, e decidiu se vingar junto com a Princesa de Espadas. Porém, o Príncipe de Copas descobriu antes sobre a suposta revolução e então obrigou sua irmã a trocar de roupas com ele e fugir. A Rainha de Copas amava seu irmão demais e negou, dizendo que se tivesse que morrer, morreria orgulhosa dos seus atos. Ele mesmo assim não aceitou um não como resposta e, na primeira oportunidade que teve a dopou. Quando a Rainha de Copas acordou, estava do outro lado da floresta Azul, com as roupas do irmão. Ela então correu de volta, mas já era tarde demais.

– Então a rainha que morreu...

– Era na verdade seu irmão, o Príncipe de Copas, que se sacrificara pela sua adorada irmã. No último livro, "Mensagem de Redenção", mostra como o amor pode curar até as mais frias e cruéis pessoas. O sacrifício de seu irmão mexera de tal forma para com a Rainha de Copas que aos poucos vai se tornando uma nova garota. Ela conhece uma menina de cabos brancos, a "Filha do Branco", melhor amiga da Princesa de Paus que, quando descobre quem ela é, primeiramente queria matá-la, mas, ao ver a sua transformação de perto, ela a perdoou, se tornando sua melhor amiga. No fim do livro e da triologia, a antiga Rainha de Copas, agora com dezessete anos, coloca uma mensagem dentro de uma garrafa, pedindo para que, se as forças da natureza assim quisessem, ela e seu irmão renascessem juntos, ainda gêmeos, e a joga no mar. Ela acaba se casando com um sobrenatural da mesma raça por qual se apaixona e os dois tem uma filha, que tem outra filha e assim adiante. Até que, em seu leito de morte, a antiga "Filha do Mal" toca a barriga de sua trineta que se encontra grávida. Ela morre feliz, pois seu desejo foi realizado, e sua trineta acaba dando a luz a dois gêmeos, um menino com a alma do Príncipe de Copas e uma menina com a alma da nova e antiga Rainha de Copas.

– Que interessante. Nunca pensei que um livro com um título desses e um início como tal fosse ter um final como este. Mas o que te prendeu a ler os seguintes se você disse que no primeiro não tinha dito nada que pudesse revelar o irmão da rainha e que detesta violência e crueldade?

– P-Para ser bem sincera, eu parei de ler o livro "A Filha do Mal" no primeiro ato de atrocidade. Só voltei a lê-lo quando li de relance as primeiras páginas de "O Servo do Mal", que prometia um enredo e tanto.

– Huh-huh. E o que mais gosta de fazer além de pintar e ler? Disse que gosta de correr, estou certa?

– S-Sim. - nervosismo novamente toma conta da loira. – Me ajuda a pôr os pensamentos em ordem e a tomar as decisões certas.

– E você toca piano?

– É... Mozart e Canon, principalmente. São meus pontos fortes. Piano foi uma das aulas extracurriculares a escolha na escola onde fiz o ensino médio. Ou era isto, ou era habilidades técnicas.

– Oh, é verdade. No seu formulário diz que você está agora no primeiro ano do ensino secundário. Isto é muito raro se formos considerar o fato de que é uma Grupo Sanguíneo 6.

Se aquilo era ou não uma indireta para sua inferioridade, Evelyn decidiu não levar em conta.

– No fim do ensino médio tinha uma boa pontuação: oitenta e dois, então resolvi fazer diversas provas de escolas para ensino secundário de Angielly. E foi assim que eu consegui uma bolsa de estudos para a Escola Secundária para Meninas Viih Afonse II. Não era a melhor escola do mundo, mas era uma das melhores que aceitaram me dar uma bolsa completa.

– Legal. Agora vamos falar sobre sua família, tudo bem? Com quem você mora?

– M-Meus pais e meu irmão, mas dividimos a casa com outra família para pagar as despesas.

Evelyn começou a sentir suas mãos soarem, assim como o couro cabeludo. Suas bochechas estavam coradas pelo nervosismo e a pressão.

– Qual é o nome de seus pais e irmão, a idade e o que eles fazem?

– Meu pai se chama Daniel Briston Becket, tem quarenta e dois anos e é sapateiro. Minha mãe se chama Ruth Morough Becket, tem trinta e cinco anos e trabalha numa fábrica de café. Meu irmão se chama Nix Becket, tem dezessete anos e é lavador de louça em um restaurante.

– Seu irmão então não conseguiu completar o ensino secundário?

– Não. Infelizmente, ele não tinha a pontuação necessária para ter uma bolsa de estudos e como nossos pais não possuem muitas condições, ele só completou o ensino médio mesmo.

– Interessante. E você puxou mais a sua mãe ou ao seu pai? - Ellis esboça um sorriso gentil enquanto anota numa prancheta qualquer alguma coisa.

Evelyn aperta os lábios. Ela poderia facilmente responder que tinha os cabelos louros da mãe, mas e os olhos, o nariz, a boca, o queixo, as mãos, a altura e o formato do rosto? Nenhum Becket na história tinha as características que Evelyn tinha. E se fossem ver no registro de famílias os nomes? Seria dada como uma mentirosa e sabe-se lá o que poderia acontecer consigo.

– S-Sou... adotada.

Ellis para de escrever e volta a encarar Evelyn, surpresa.

– Oh, me desculpe. Conhece seus pais biológicos então?

– Não me lembro de nada da minha vida antes de ser adotada. A dona do orfanato disse que fui encontrada numa estação de trem.

O rosto de Ellis levemente se torna branco e uma lembrança corre em sua memória como eletricidade.

Uma mulher, de longos cabelos louros e olhos azuis – tão azuis quanto os da bruxa –, lhe esboça um sorriso preocupado, mas carinhoso. Ellis era uma criança, nove anos recém completos. "Você vai ficar bem", a mulher disse. "Quando ficar mais velha, vai entender que o que eu estou fazendo é pelo seu bem, pelo meu bem, pelo bem de todos. Um dia, querida, se possível... Me perdoe". Foram suas últimas palavras antes de subir em um trem e desaparecer nas florestas geladas do setor 4: Mazuomi.

– Srta. White? - a voz de Evelyn trouxe a bruxa de volta de suas lembranças. – Está tudo bem?

– Oh? Huh-huh. - a mulher forçou um sorriso. – Vamos voltar a você. Desde que idade foi adotada?

– Sete anos.

– Ok. - Ellis anota a informação. – Qual é sua comida favorita?

– ... Qualquer coisa. - a loira sorriu fraco. – Bem... Na verdade, tem algo que eu adoro comer.

– E o que é?

– Bolo.

A bruxa piscou algumas vezes.

– Só? Bolo?

– Huh-huh. Meu irmão diz que quando eu como, pareço estar delirando, dizendo coisas desconexas. É realmente vergonhoso, por isso evito comer em público.

– Hmm... E qual é o seu lugar favorito?

– Particularmente, e-eu... Gosto muito de ficar na biblioteca, quando eu tenho tempo, ou então, na sala de artes da minha escola. O telhado de casa também.

– Então temos uma macaquinha aqui? Gosta de escalar coisas?

– N-Não... Mas a casa da minha família fica em um pequeno morro. Quando eu subo no telhado, tem uma linda vista. Eu também coloquei algumas latas vazias lá. Quando chove, emitem um som muito doce. Minha "sinfonia particular". - ela fez as aspas com os dedos.

– E sua cor favorita? Tem uma?

– Gosto de tons pasteis... E cinza.

Ellis pareceu surpresa com a resposta.

– Posso perguntar o por que?

– Não é exatamente cinza. Logo antes do sol nascer há um momento em que o céu ganha uma cor pálida, inexistente, não é bem cinza, mas um pouco branca, de que sempre gostei porque me faz lembrar que algo bom vai acontecer. É por isto que subo no telhado.

– Ah, ok? - a frase saiu mais uma pergunta em si. – Tem alguma fobia?

Evelyn parou e pensou um pouco. E mais um pouco...

– Astrofobia. - ela disse finalmente. – Medo de relâmpagos e trovões. Não me incomodo com o escuro... Só com o som deles mesmo. Também tenho agorafobia.

– Medo de multidões? Por que?

– ... Prefiro não dizer. - ela disse, pálida.

– Tudo bem, eu entendo. Vamos a próxima pergunta.

E assim se durou por um bom tempo. Duas horas e meia, para ser mais precisa. Por fim, Ellis pediu para que Evelyn se levantasse e ficasse em um certo ponto da sala, de frente para si. A loira obedeceu, com as bochechas coradas e total noção de que a bruxa estava avaliando e "descrevendo" seu corpo, completamente à mostra pelo tecido.

Será que todas as meninas tiveram que passar por isso?

– Muito obrigada, srta. Becket. - a bruxa disse por fim com um sorriso satisfeito. – Pode sair da sala e trocar para o robe. Seu guardião a esperara do lado de fora para conversarem.

Evelyn estava exausta. Tinha dito, praticamente, toda sua vida – desde o despertar até o adormecer. E também estava constrangida. Aquele vestido... Argh, que vontade ela teve diversas vezes de se esconder debaixo da mesa e cobrir o máximo que pudesse. Primeiro, o banho vergonhoso que tinha que tomar TODOS os dias, sendo esfregada em todos os lugares por criadas. Agora, aquele vestido de plástico transparente. Definitivamente, seu corpo tinha deixado de ser seu.

A loira assentiu e saiu o mais rápido possível. Após por o robe de volta em seu corpo – pelo menos ele tapava o que tinha de tapar –, saiu e deu de cara com Pirineu, que a aguardava exatamente como Ellis tinha dito.

– Por aqui, senhorita. - ele fez uma pequena reverência e abriu uma das portas do corredor.

O cômodo a se demonstrar era castanho, com uma mesa de madeira e duas cadeiras de cada lado. Tinha uma lâmpada amarelada no teto e alguns quadros – bem poucos, só para decorar mesmo. O sobrenatural fez um gesto para que se sentasse e Evelyn fez exatamente como o orientado. Pirineu se sentou logo em seguida, pondo sobre a mesa uma pilha de folhas.

– Senhorita Becket, isso pode parecer grosseiro, mas desde 6 de novembro a senhorita é considerada propriedade de Makai. Portanto, deve tomar certos cuidados com o seu corpo caso for selecionada para a Elite de Noivas. Tenho diversos formulários que deverá assinar enquanto lhe passo as informações necessárias. É meu dever informá-la que qualquer falha da sua parte em cumprir nossas exigências pode levar a uma punição. Compreende?

– S-Sim... - ela disse um pouco insegura.

– Muito bem. Comecemos com a parte fácil: sua saúde. Aqui tem algumas vitaminas, visto que a senhorita é uma Grupo Sanguíneo 6, venho a pensar que nem sempre usufruiu de uma dieta apropriada. Caso seja selecionada para a Elite de Noivas, deverá tomar uma pílula de cada destes frascos diariamente. - ele aproxima um frasco branco. – Este é feito a base de cranberry. Serve para aumentar a produtividade de seu sistema sanguíneo e diminuir a anemia que pode vir a ter. E este. - ele aproximou outro frasco. – É para nutrir seu corpo e dar-lhe todas as proteínas e vitaminas que necessita.

Ele deslizou um comprovante que Evelyn teve que assinar de recibo das vitaminas. Por já ter dezesseis anos e no Reino de Makai uma pessoa é maior de idade a partir dos quinze anos, sua assinatura já tinha valor próprio. Evelyn decidiu não pensar muito o porque de tomar uma vitamina para evitar anemia.

– Os resultados de seus exames médicos saíram hoje. Nada com que se preocupar, parece que está tudo em ordem no seu organismo. Mesmo assim, ele aponta seu continuo cansaço. Irei em breve lhe passar alguns calmantes para conseguir descansar.

Mas, de fato, Evelyn mal tinha conseguido adormecer. Primeiro, porque estava longe de casa. Segundo, porque tinha constantes pesadelos. Terceiro, porque não confiava em absolutamente nada naquele lugar.

– Tudo bem. - ela força um sorriso.

– Bom, vamos prosseguir. Sei que é um tema muito pessoal a ser tratado, mas todas as candidatas tiveram que responder por ele. Por favor, não fique tímida. - ele fez uma pequena pausa antes de continuar. – Preciso que me confirme se realmente é virgem.

A garota arregalou os olhos e sentiu suas bochechas ficarem mais vermelhas que o próprio sangue coletado. Ok. Então, ela não tinha direito mais de tomar banho sozinha, teve que usar uma camisola plástica completamente transparente e agora, duvidavam do fato dela ser virgem? Qual é. Iriam também exigir que abrisse as pernas numa mesa cirúrgica médica para ser comprovado?!

– O senhor está falando sério mesmo?

E, para piorar os fatos, Pirineu era um homem. Por que não pediram para que Ellis fizesse essa pergunta? Por que seu "guardião"?!

– Receio que sim. Se a senhorita não é, precisamos saber imediatamente.

– Não me leve a mal, senhor, mas eu não sou tola. Se não fosse, não teria me inscrito na Seleção de Noivas e era a coisa que eu mais queria: não ter saído de casa ou saído de perto do meu setor.

– Muito bem, então peço que assine aqui para confirmar a declaração.

Ainda com as bochechas coradas, Evelyn assentiu e tomou a caneta novamente.

– Ótimo. Agora que terminamos com a papelada básica, vamos às regras caso a senhorita seja selecionada como Noiva de Sacrifício para a Elite de Noivas. São claras e fáceis de memorizar. Se tiver qualquer tipo de dúvida, não pense duas vezes antes de perguntar.

– Certo. - resmungou baixinho.

– A senhorita não poderá sair do Palácio de Hyris por vontade própria. Só o príncipe pode dispensá-la, no caso, o Sexto Príncipe, já que é candidata para o mesmo. Nem mesmo Sua Majestade Rei Vampiro Karlheinz tem esse direito. Ele pode influenciar e pedir autorização aos filhos, mas é apenas com a permissão dele que terá a possibilidade de sair do Palácio de Hyris. Mesmo assim, não se esqueça que deve total obediência e respeito para com a Sua Majestade. A senhorita não determina seus horários com o príncipe. Quando julgar necessário, ele mandará chama-la. Os grandes eventos sociais são outra história. Mas a senhorita não pode se aproximar dele sem ser convidada a tanto.

Ele prosseguiu, sem interrupção.

– Embora ninguém espere que seja amiga das outras cinco Noivas de Sacrifício, são proibidas as brigas ou troca de palavras de baixo escalão. A senhorita passará a fazer parte da Elite de Noivas, mas ainda é uma humana que obedece a Coroa em todos os sentidos, ou seja, não está impune a lei. Não importa qual seja o crime cometido, se o príncipe autorizar, será punida como a lei requer. Ninguém também espera que se apaixone pelo príncipe, muito contrário, é altamente proibido o casamento de noivas com seus "senhores", mas se for descoberto que escreve cartas de amor para alguém ou que iniciou um relacionamento amoroso dentro do castelo que não seja com o príncipe, você será acusada de alta traição contra a Coroa e com a possível pena de morte ou o exilio à Ilha dos Condenados.

Ou seja, até o fim de seus dias, Evelyn tinha que servir um vampiro que nunca viu na vida, sem o direito de se casar, se apaixonar e ter filhos. Um manequim bonito e bolsa de sangue. Oh, Deus, eu sei que é proibido o culto para com qualquer divindade, mas, se possível, por favor, evite que eu seja selecionada. Nunca te pedi nada antes com tamanho desespero. Por favor, por favor, por favor...

– A senhorita não deve vestir ou comer nada que não for oferecido pelo Palácio de Hyris. Trata-se de uma medida de segurança que deve ser rigorosamente seguida. Nem todos os nobres das Grandes Casas concordam com a Elite de Noivas, portanto, se for selecionada, tome muito cuidado até mesmo com suas amizades com sobrenaturais. Em alguns momentos, poderão haver seções de fotos ou eventos sociais, no qual permanecerá ao lado do príncipe. Deverá ser gentil com a imprensa e deixar que façam quantas fotos quiserem suas. Caso acontecer alguma entrevista, cuidado com a informação dita. Nem tudo deve-se ser comentado com o povo ou Grandes Casas. Entendeu? 

Evelyn apenas assentiu. E tinha opção não entender? Pirineu deslizou outro formulário na mesa que ela teve que assinar para comprovar ter ouvido todas as regras.

– Ah, mais uma coisa. Não é exatamente uma regra, mas inclui-se em obedecer as ordens do príncipe. Caso for selecionada e o Sexto Príncipe convidá-la para fazer alguma coisa, não importa o quê, deve o fazer. Jantar, sair, beijar, mais que beijar, qualquer coisa. E negar seu sangue vai contra as regras, afinal, a senhorita é sua Noiva de Sacrifício.

A garota demorou alguns instantes para entender o que de fato aquela "regra" significava. Quando o entendeu, ela ficou boquiaberta. Quer dizer que, se um príncipe vampiro assim quisesse, ela teria que... Dormir com ele?!

– Como?

– Bom, é só isto. Irei levá-la agora a um local de convívio com as outras candidatas. A senhorita foi a última e, consequentemente, deve ter passado muito tempo sem fazer nada. Os resultados da Seleção Final saíram amanhã. Me siga, por favor.

E, sem o direito de contestar ou fazer mais perguntas, Evelyn seguiu seu guardião...

De volta ao inferno e sem a opção de ir de volta ao céu.

 

~ † * † ~

 

sala de convívio na qual Pirineu comentara era grande, com paredes pintadas de verde limão e enormes janelas de diamante, indestrutíveis. Tinha algumas mesas e cadeiras, uma grande TV, uma seção de spa, um bufê com comida diet e sobremesas sem açúcar, uma mini biblioteca, uma mesa de bilhar, uma mesa de xadrez, entre outras distrações. E todas as candidatas se encontravam presas sob aquelas paredes, sem opções de fuga.

Um som alto ecoou pelo lugar e Aiza suspirou enquanto terminava de ajeitar os filtros de sua câmera fotográfica.

– Essas janelas são de diamante. Não é chutando elas que vai conseguir fugir daqui.

– Não estou tentando fugir daqui. - Ewa retruca, dando outro chute na janela. – Estou tentando imaginar que essa janela é a cabeça dos príncipes. Só isso.

– Você vai acabar ficando sem o pé desse jeito... - Yumi aconselha enquanto folheia uma revista. – Oh, Verena, veja. Parece que a loja Stiff está com promoções de 40%.

– Finalmente. - a loira de cabelos escuros põe uma mexa atrás da orelha e se ajeita no sofá ao lado da amiga de cabelos azulados. – Quando voltar, e espero eu que vá voltar, irei passar lá.

– Pelo meu pudim de baunilha, ainda não sinto meus dedos dos pés. - Cremilda reclama enquanto levanta as pernas e as apoia em uma mesa. – O que será que colocaram neles?

– Deve ter sido a pedicure. - Yuna acompanha Cremilda – Também ainda não sinto os meus...

– Ah, que saco... - Avalon revira os olhos enquanto anda pela sala de convívio.

Evelyn finalmente entra, ainda vestindo o robe, como todas as garotas. Ao vê-la, Kira e Ritsuka piscam algumas vezes, só para ter certeza de que, realmente, aquela era Evelyn Iara Becket ou um sobrenatural que roubara sua aparência.

– Oi. - ela sorri ao ver suas amigas.

– Aquela é mesmo... - Kira sussurra para Ritsuka.

– Acho que é... - Ritsuka, sussurra de volta para Kira.

– ... Eu estou com a aparência tão acabada assim?

As duas garotas berram tão alto que até mesmo Abaddon acorda assustada.

– Que, como, onde, quando?! - a albina pergunta, ainda confusa. – Ah... São só vocês.

– Ficamos com tanto medo! - Kira enrosca o braço no pescoço da amiga. – Pensei que eles tinham te sequestrado!

– Juro que não comi bolo de frutas em sua homenagem! - Ritsuka aperta a cintura de Evelyn enquanto afaga a cabeça em seus cabelos.

– E estavam jogando cartas de boas enquanto tudo isso passava na vossa cabeça?

– Ah, sabe como é, precisamos fazer com que o tempo passe rápido! Você não imagina como é dividir essa sala com um monte de garota sem noção do que é bom da vida e que fica o tempo TODO chutando as janelas! Tipo, não é como se tivéssemos como fugir, né?

Ewa pragueja baixinho e Kira mostra a língua para a albina de tapa-olho.

– Eu estou exausta... - Evelyn sussurra. – E constrangida. Que tipo de vestido era aquele?

– Ah, eu sei. Que mico. E você fica o tempo todo levantando a cabeça para ver se aquelas janelas revestidas não são capazes de mostrar se tem alguém do outro lado delas ou não. - Ritsuka revira os olhos. – Sério, tinham que fazer um preparo psicológico para as candidatas. Ninguém em sã consciência merece passar por isto: traumatiza. Eu saí chorando de lá.

As três amigas soltam risadas baixas antes de irem em direção ao pequeno bufê. Evelyn gostava muito da companhia delas. Kira era descontraída e a ajudava a esquecer dos problemas. Ritsuka era leal e sempre dava um jeito de deixar tudo mais alegre.

Amanhã sairiam os resultados.

Ou seja, amanhã seis jovens seriam condenadas. E Evelyn estava cruzando os dedos para não serem elas.

 

~ † * † ~

 

or aqui, senhoritas, por favor.

O homem alto, de cabelos louros e pele morena, conduzia as seis jovens pelo longo corredor. Evelyn era uma delas e todas as seis usavam os mesmos robes que usaram durante as duas semanas contadas da Seleção Final.

Aquele era o tão "esperado" dia dos resultados. Todas as candidatas foram reunidas no salão de convívio onde receberam cada uma delas uma carta com o selo da coroa. A loira estava tremendo e suas mãos estavam suadas enquanto abria o papel. Ellis proibira que mostrassem o conteúdo para as outras. Era particular, um pequeno segredo. Após lerem, foram divididos dois grupos de garotas. Evelyn viu Kira se afastar com o outro grupo.

Quando atravessaram em um corredor, outro grupo foi separado, restando assim quatorze garotas. Yumi e Cressilda estavam nele, e aos poucos, os olhos da loira não conseguiram mais avistá-los. Por fim, outro grupo foi separado em outro corredor e Ritsuka também se fora. Quem sobrara eram nada mais que Abaddon Adele Morgenstern, Elizabeth Evangeline, Luna Zarzamala, Lilith Bonnie Walker, Amanda Johnson e Evelyn Iara Becket.

Quanto mais eram conduzidas, mais o corredor mudava aos poucos. As paredes brancas deram lugar a douradas, o chão de linóleo se transformou em carpete. Janelas de diamante cobertas por cortinas vermelhas aos poucos foram surgindo. Cada vez mais decoração...

– Esperem aqui, por favor. - o homem sorriu e as jovens obedeceram, confusas.

– Ei, o que tinha na sua carta? - Abaddon pergunta em um sussurro para Elizabeth. – Na minha tinha "NOIVA".

– Na minha tinha "COMO". - a ruiva respondeu enquanto ajeitava o robe. – E você?

– Eu tinha "DE SACRIFÍCIO" na carta. - foi a vez de Luna responder.

"VOCÊ" estava escrita na minha. - Lilith sussurrou bem baixinho, quase inaudível.

– A minha carta tinha a palavra "FOI". E a sua, Evelyn? - Amanda pergunta no mesmo tom.

Porém, quando a loira ia responder, Ellis surgiu pela porta e esboçou um sorriso para as garotas. Ela usava um longo vestido de gala vermelho e seu cabelo estava preso em um penteado bonito.

– Boa noite, senhoritas. - a bruxa cumprimentou. – Tenho uma grande notícia para vocês!

Amanda e Abaddon ficara alerta pois alguns guardas sobrenaturais se aproximaram. Algo estava muito estranho. Foi então que as coisas começaram a fazer sentido aos poucos na cabeça de Luna.

– Não... - a Zarzamala sussurrou apavorada.

– Venho vos comunicar que vocês tiveram a honra de serem selecionadas como a Elite de Noivas! Não é incrível?

Todo o mundo pareceu desmoronar.

Abaddon ficou pasma por alguns instantes, encarando a bruxa como se ela acabasse de ter dito algo muito aterrorizante – e, de fato, era. Até que um pequeno sorriso – bem pequeno mesmo – nasceu em seus lábios. Alguém tinha provado seu sangue? Espera... Então... Seu sangue era bom? Não, porque, tipo, era a única coisa que poderia ter feito com que a albina tivesse chances. Afinal... Era uma Grupo Sanguíneo 7, verdade?

Elizabeth começou a tremer. Aquilo... Aquilo... Não era possível. Não, não, não. Noiva de Sacrifício de vampiros? Ok... Ela ia surtar em alguns segundos. Ia ter, definitivamente, um ataque de pânico. E sua família? Digo, sua irmã, por que sua família em si não iria sentir tanta falta dela quanto do dinheiro que chegaria em suas mãos. Mariana... Como ela ia ficar?

Luna fica mais pálida que o papel. Espera. O que era dito pela bruxa... Realmente era verdade? E as outras garotas? Para onde elas foram? Luna não conseguia nem ao menos pronunciar seu nome direito. Estava apavorada – não, aterrorizada. Talvez outras garotas se sentissem felizes, animadas, eufóricas com a notícia. Mas aquilo significava outra coisa para a jovem. Significava medo, o mais puro medo que poderia sentir na vida.

Lilith teve, porém, uma reação um pouco... Diferente. Ela estava nervosa? Sim. Com medo? MUITO. Mas, ao mesmo tempo, feliz. Não tinha nada a perder, certo? Ninguém por quem chorar... Estava disposta a mudar um pouco de si. Começou a chorar. De tristeza ou felicidade, a pergunta ficou no ar.

Já Amanda foi a mais... "escandalosa", se me entende. Seu rosto ficou pálido... E então ela correu. Tentou sair daquele cômodo misterioso, mas os guardas a pegaram pelo braço. Se opções, foi arrastada de volta enquanto esperneava e gritava. Ellis suspirou – tinha muito o que ensinar para aquelas humanas.

Evelyn, porém, deixou de ouvir os berros de Amanda. Lilith parecia longe demais para poder ver seu choro, assim como o rosto de Luna, a tremedeira de Elizabeth e a confusão de Abaddon.

A palavra que na sua carta estava escrita era "SELECIONADA".

E, junto com as outras palavras das outras cartas, apenas uma única frase era capaz de ser montada.

 

"Você foi selecionada como Noiva de Sacrifício."

E, de repente, seus sonhos ficaram tão longe quanto o pôr do sol para serem alcançados.

 

~ † * † ~

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! ヽ(*・ω・)ノ ヽ(*・ω・)ノ Se curtiu a fanfic, favorite, compartilhe e deixe um comentário! Irei apreciar muito saber a opinião de vocês!
Me sigam pois muita coisa vem por aí!
ヽ(>∀<☆)ノヽ(>∀<☆)ノ


† 𝒜 𝐸𝓁𝒾𝓉𝑒 𝒹𝑒 𝒩𝑜𝒾𝓋𝒶𝓈†

{Abaddon Adele Morgenstern – Grupo Sanguíneo 7 – setor 12: Angielly – Selecionada a Noiva do Príncipe Herdeiro Sakamaki Shuu}
https://spiritfanfics.com/jornais/beautiful-disaster-10683231

{Elizabeth Evangeline Thompson – Grupo Sanguíneo 5 – setor 5: Illion – Selecionada a Noiva do Segundo Príncipe Sakamaki Reiji}
https://spiritfanfics.com/jornais/beautiful-disaster-10378164

{Luna Zarzamala – Grupo Sanguíneo 5 – setor 7: Katyrina – Selecionada a Noiva do Terceiro Príncipe Sakamaki Ayato}
https://spiritfanfics.com/jornais/the-c-dss-10817303

{Lilith Bonnie Walker – Grupo Sanguíneo 7 – setor 11: Ilhas do Sul – Selecionada a Noiva do Quarto Príncipe Sakamaki Kanato}
https://spiritfanfics.com/jornais/beautiful-disaster-10682904

{Amanda Johnson – Grupo Sanguíneo 8 – setor 8: Arkivik – Selecionada a Noiva do Quinto Príncipe Sakamaki Laito}
https://spiritfanfics.com/jornais/-beautiful-disaster-10837087

{Evelyn Iara Becket – Grupo Sanguíneo 6 – setor 12: Angielly – Selecionada a Noiva do Sexto Príncipe}
https://24.media.tumblr.com/a4d5ba133158d106532fb91ac5383bfd/tumblr_n636p3UjpM1saxdy4o1_500.gif


Novamente, obrigada a todas que fizeram Beautiful Disaster acontecer.
~Kisses ( * 3 * ) ( * 3 * ) ( * 3 * )


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