História Beautiful Lie - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Kensei Muguruma, Orihime Inoue, Renji Abarai, Rukia Kuchiki
Tags Bleach, Grimmhime, Grimmjow, Orihime
Exibições 75
Palavras 897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello guys, como estão?
Estou aqui neste dia para trazer algo para uma das pessoas mais importantes na minha vida, minha gata, parceira da zoeira e do tráfico, @Asiral. Já te falei o quanto sua amizade significa pra mim, e mesmo que eu não fale, sei que se sabe disso. Queria estar aí pra te dar um super abraço, comemorarmos e tudo mais, mas como isso não é possível, trago-lhe este humilde presente. Espero de verdade que goste do começo ao fim, e saiba que foi feito com todo amor e carinho existente no meu coração. Parabéns! Te amo muito gata <3

Capítulo 1 - Memories


Fanfic / Fanfiction Beautiful Lie - Capítulo 1 - Memories

~

Ainda havia noites que Orihime acordava ouvindo os gritos ecoando por todo castelo, repletos de medo, desespero e embargados pelas lágrimas. Lembrava-se da voz masculina, autoritária e cruel, exigindo a presença de seus pais, o Rei e a Rainha, e o silêncio que se seguira ao som oco de seus corpos atingindo o chão, logo após serem assassinados com uma espada transpassando-lhes o coração.

Naquela noite, poucas horas depois do pôr do sol, foram surpreendidos pela chegada de homens que invadiram cada canto do castelo. Todos os guardas responsáveis pela segurança haviam sido cruelmente executados, e o caminho acabara por ficar livre para que fizessem o que quisessem, da forma que desejavam.

Orihime estava com o irmão. Ele lia um conto de fadas, enquanto ela ouvia sonhadora, remexendo no presente preso ao pescoço que ganhara dele há poucos dias, em seu aniversário, quando ouviram os primeiros gritos provindos da ala mais afastada.  Sora não pensara duas vezes. Saltara da cama junto dela, devolvera o livro ao seu devido lugar e esticara os lençóis marcados por seus corpos. Tomara-a pela mão, saindo para o corredor às pressas. Do outro lado, pôde ver os pais deixando os próprios aposentos e indo conferir o que acontecia.

Sora andara rapidamente, arrastando-a com ele, tentando reunir-se com os dois, quando um homem apontara próximo ao lugar que os dois adultos estavam. O irmão a puxara para o primeiro lugar que encontrara – o quarto dos pais –, enquanto ela pudera ter o vislumbre do Rei e da Rainha sendo levados contra a própria vontade.

A pequena Princesa obedecia ao irmão sem questionar, pouco entendendo do que ocorria, apenas confiando naquela que era a pessoa mais importante para ela, mas mesmo ignorante aos fatos, o corpo todo tremia. Cada músculo compreendia perfeitamente o risco, e apenas com um simples olhar para Sora ou percepção da força empregada ao segurá-la, anunciava que algo estava muito errado.

Graças ao irmão, não presenciara o momento da morte deles, ele a escondera junto de si, no fundo do armário, atrás das camurças e sedas dos quais os volumosos vestidos da mãe eram confeccionados. Mas infelizmente, a madeira não fora grossa o suficiente, a ponto de encobrir os ruídos de um pesadelo.

Passos puderam ser ouvidos rondando por todos os lados. Objetos sendo quebrados, cômodos revirados. O desespero de mais um criado que fora encontrado em seu esconderijo, para então receber o mesmo fim de todos os outros.

Não soubera por quanto tempo permaneceram ali, mas fora o suficiente para que se cansasse de chorar, e o irmão caísse no sono – ainda apertando-a fortemente contra o peito. Ao passar a mão pelo pescoço, constatara que já não portava mais o presente dado por Sora. Inocente como era, sem se dar conta do perigo, decidira sair para recuperá-lo, imaginando tê-lo perdido em sua fuga.

Desvencilhando-se dos braços do irmão, ela deixara a proteção do armário, e caminhara até a porta que dava para os corredores, entreabrindo-a. Naquele exato momento, dera de cara com um menino – não muito mais velho que seus até então seis anos – acompanhado por uma sombra.

Não conseguira ver com clareza o rosto dele, mas o olhar frio e inexpressivo fizera com que perdesse as forças, desabando sobre os joelhos, trêmula. Ele não fizera nada mais que fitá-la, imóvel, mesmo que obviamente fosse superior a ela em força, coragem, e qualquer outra coisa que fosse necessária para manter um ser humano firme sobre suas pernas.  A sombra, ao contrário, fora em sua direção, rodeando-a, cheirando seu cabelo e braços sem grande interesse, até que a mesma voz que ouvira inicialmente, que dera abertura à noite de terror, ecoara por todo silêncio, preenchendo os cantos mais escuros da mente dela.

“Achou alguma coisa?!”

Os olhos do menino brilharam, ainda que seu semblante se mantivesse imutável, e a sombra se tornou imóvel, respirando audivelmente, próxima demais de sua cabeça. Ela engolira em seco, fechando com dificuldade as pequenas mãos em punhos, contendo as lágrimas que voltavam a se acumular pesadas demais, apenas esperando a confirmação deixar os lábios daquele que ainda se colocava diante dela.

“Não...” – Respondera ele. A voz sem humor ou emoção, totalmente vazia.

Ela o encarara surpresa, sentindo uma única lágrima escorrer pelo rosto. O menino piscou calmamente, libertando-a de seu olhar congelante, fitou o nada à frente do corredor, dando os primeiros passos – lentos demais na opinião dela – para longe de sua presença, sussurrando algumas poucas palavras, tão baixas, que acabara tornando-se um segredo entre ele e ela.

“Nada mais que ratos”.

Depois disso, tudo que ela se lembrava eram borrões e situações específicas. O amanhecer que iluminara o castelo banhado de sangue e os corpos sem vida. Os pais no meio do saguão de entrada, com seus corações perfurados, e a chegada de guardas, muitas horas depois de já terem tido a oportunidade de vasculhar com os próprios olhos infantis todas as atrocidades.

Jamais souberam quem foram os responsáveis por aquela chacina, e Inoue nunca encontrara o presente dado pelo irmão – provavelmente fora saqueado como boa parte das coisas de valor.

Então, o tempo se passou, e Orihime lutara para apagar aquele dia de sua mente, obtendo sucesso em parte, talvez, obra do próprio cérebro que resolvera poupa-la das piores partes como meio de defesa. Mas ainda assim, por algum motivo, a cena do menino a encará-la, recusava-se a desaparecer de suas lembranças.


Notas Finais


Dependendo de como for, final de semana tem mais um capítulo. E só pra constar, os próximos serão maiores. Este foi quase um prólogo.
Agora @Asiral, vá para o seu segundo presente. Esse sim você desconhece o conteúdo, apesar de eu ser tão boa com surpresa que não pude nem fechar minha boca u.u <3 hue
> https://spiritfanfics.com/historia/experiences-7127226


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