História Beautiful Lie - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Grimmjow Jaegerjaquez, Kensei Muguruma, Orihime Inoue, Renji Abarai, Rukia Kuchiki
Tags Bleach, Grimmhime, Grimmjow, Orihime
Exibições 40
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey ~
Bem, como havia dito, talvez eu traria mais um capítulo e aqui estou eu com ele. Iria postar amanhã, mas não estarei em casa. Incrível como a parte mais difícil foi escolher um título... Escrevo 2000 palavras e não consigo escolher uma pra nomear .-. Enfim, quero aproveitar para esclarecer algumas coisas também, mas deixarei para as Notas Finais. Se possível, leiam. É sobre esta fanfic e acho que gostarão de saber ~

Capítulo 2 - Visit


Fanfic / Fanfiction Beautiful Lie - Capítulo 2 - Visit

~

Quinze anos se passaram desde aquela fatídica noite. Sora, o irmão de Orihime, governava o reino desde os vinte anos de idade. Ainda hoje, sete anos depois de sua posse, mantinha ao seu lado aquele que cuidara de tudo até que atingisse a idade adulta, Urahara Kisuke.

Ele fizera parte da comitiva que havia partido dias antes do acontecido para um encontro diplomático, e desde então, educara os dois para o futuro que os esperava. Orihime sempre gostara do loiro, era do tipo misterioso, que claramente guardava segredos e sabia demais, mas não lhe causava nenhuma sensação de desconforto. Era uma pessoa confiável, e seria eternamente grata pelo papel que assumira na vida dos dois.

Shihouin Yoruichi fora outra presença constante, líder de umas das grandes Famílias Nobres do reino, casara com Kisuke antes mesmo do ocorrido. Sem duvidas era uma bela mulher, de pele morena, cabelos roxos, e olhos que mesclavam âmbar e ouro.

Agora, adultos o suficiente para que não precisassem mais da contínua atenção do casal, moravam apenas os dois e os incontáveis criados e guardas no imenso palácio. Todos os empregados – excluindo-se apenas alguns sentinelas – foram contratados quando o reino teve de se reerguer da tragédia que atingira seus governantes, já que aqueles que fielmente serviam, compartilharam do mesmo destino destes.

Naquela manhã, o céu estava encoberto por nuvens, anunciando a provável chuva que viria a cair durante o dia. Devido à ausência de sol, Orihime acabara por perder a hora, já que não teve a luz da aurora para acordá-la. Calmamente, uma das criadas a despertou, tocando-lhe o braço descoberto pelo lençol de tom suave.

- Princesa, o Rei pediu para que a chamasse, ele espera que o acompanhe na visita à casa de Urahara Kisuke.

Orihime abriu os olhos com certa dificuldade, sentou-se, espreguiçando os membros rijos devido as horas em quase completa imobilidade. Piscou seguidas vezes a fim de tentar animar as ainda sonolentas pálpebras, recebendo em seguida a bandeja com o dejejum.

- Desculpe Hinamori, acho que acabei dormindo mais que o normal – disse finalmente. A voz com um leve traço de rouquidão.

- Vossa Alteza deveria se dar a esse luxo às vezes. Sempre acorda logo ao amanhecer, por mais tarde que vá dormir.

A criada habilmente abria as pesadas cortinas, logo passando a preparar as vestimentas da Princesa para o decorrer do dia, enquanto Orihime se servia do café da manhã.

- Realmente, mas acho que acabei me excedendo um pouco... O livro de ontem estava tão interessante que não conseguia parar de ler! – Respondeu, um tanto animada para quem acabava de sair do mundo dos sonhos.

- E do que se tratava?

- Era sobre uma moça que encontrou um Príncipe preso a uma maldição, mas sem saber desse fato ou ligar para as aparências, ela acabou se apaixonando por suas gentilezas, e no fim, conseguiu quebrar o feitiço ao qual estava preso.

- Vossa Alteza gosta de contos de fadas, não?

- Sim... Gosto.

Hinamori não pôde deixar de sorrir discretamente ao reparar na expressão sonhadora que Orihime exibia. Via nela uma moça encantadora, que ainda que estivesse em plenos vinte e um anos, era tão inocente quanto uma criança.

- Quem sabe algo similar não aconteça com a senhorita? Falta apenas seu Príncipe amaldiçoado, o que talvez não seja tão difícil de encontrar, já que é uma Princesa.

Orihime pousou a bandeja de lado, deixando o conforto da cama, colocou-se em direção ao banheiro anexo ao quarto para se aprontar, emitindo uma leve risada que acabou por se desfazer no ar.

- Quem sabe...

~

O Rei já a esperava no extenso saguão do palácio, elegantemente trajado, acompanhado do Comandante da Guarda Real, um belo homem de cabelos cinzentos, expressão seria, e porte atlético – definindo em termos modestos. Os dois conversavam à meia voz, quando o segundo avistou Orihime apontando no topo da escadaria, imediatamente informou Sora, que voltou sua atenção à encantadora ruiva que descia degrau por degrau em direção a eles.

- Veja se não é a ultima pessoa que imaginei que se atrasaria – Começou Sora, seguindo ao encontro dela, lhe oferecendo a mão em sinal de cortesia.

- Desculpe, Onii-san.

Ele a trouxe para perto, carinhosamente depositando um breve beijo no topo de sua cabeça.

- Não se preocupe. Podemos ir? A carruagem nos aguarda.

- Quando quiser.

Sora a libertou de seu toque, caminhando à frente. Inoue voltou sua atenção ao homem que o acompanhava, oferecendo-lhe seu usual sorriso, não menos encantador que outro qualquer que desejasse usar.

- Bom dia, Muguruma-san.

O cinzento curvou-se educadamente, ainda mantendo a mesma expressão reservada.

- Bom dia Princesa, e como sempre, me chame apenas de Kensei.

- Preciso me esforçar para trata-lo desta forma.

- Sou um homem paciente, tenho certeza que um dia se acostumará.

Ele indicou com a mão o caminho, para que Orihime tomasse a dianteira, imitando o irmão que já estabelecia certa distância dos dois. Ajudando-a a embarcar na carruagem, deixaram o pátio do palácio, com destino à mansão do loiro que os esperava para o almoço. Kensei os acompanhou em seu elegante cavalo negro, que trotava tranquilamente junto à lateral do transporte de quatro rodas.

Após cerca de quarenta minutos em que Orihime se distraiu a observar a deslumbrante flora que compunha as terras do reino de Rikka, chegaram ao seu objetivo. Foram recebidos pelo casal, e os dois filhos adotivos, Ururu e Jinta, que se comportavam perfeitamente – mas todos sabiam da real natureza do garoto de cabelos vermelhos.

- Vossa Alteza – Adiantou-se o loiro, estendendo a mão para cumprimentar a autoridade maior.

- Kisuke! Acho que nunca vou me acostumar a ouvi-lo me chamar assim.

- Aprenderá com o tempo...  – Respondeu Kisuke, animado como sempre, logo desviando-se àquela que se posicionava pouco atrás do Rei. – Princesa Orihime.

Orihime alargou o sorriso, fazendo uma mesura para Urahara, que agora dispunha toda sua atenção para ela.

- Urahara-san.

- Está mais ainda mais admirável do me recordava.

- Você nos viu há apenas uma semana!

- Minha nossa, tudo isso? Como pude deixá-la fora de minhas vistas por tanto tempo?!

- Acredito que porque tem algo ainda mais belo para cuidar, não? – Declarou Orihime, tomando as mãos de Yoruichi, que ria dos gracejos que o marido vivia a oferecer para a Princesa.

- Senti sua falta, Yoruichi-san!

- Acho que ainda não nos acostumamos a viver afastados uns dos outros.

Antes que acabassem as formalidades e adentrassem à residência, as duas crianças já haviam se perdido pelo jardim, sem ao menos terem cumprimentando os ilustres visitantes. Ignorando tal fato, Urahara levou Sora e Kensei da companhia das duas, trancando-se em seu escritório, enquanto as duas discutiam assuntos aleatórios na sala de visitas.

Não muito tempo depois de terem chegado, o almoço foi anunciado, reunindo todos ao redor da grande mesa preenchida com a enorme variedade de alimentos. Estranhamente, o humor parecia diferente do inicial, o ambiente tenso por parte dos homens. Orihime preferiu não comentar tal situação, assim como Yoruichi, que parecia bem menos interessada na esquisita mudança, mas claramente tinha ciência da mesma. Almoçaram calmamente, mantendo a conversação educada, ainda que quase em sua totalidade permanecessem em silêncio.

Terminando a refeição, os três levantaram-se, voltando a se isolar no cômodo pertencente à Urahara. Orihime os seguiu com os olhos, e se vendo novamente sem as presenças masculinas, não conteve a curiosidade. Discretamente, aproximou-se da mulher de olhos âmbar, que ajeitava o laço de cabelo de Ururu, enquanto esta mantinha-se a observar o irmão que já aprontava numa das árvores do terreno.

- Está tudo bem, Yoruichi-san?

Ela parecia já prever aquele questionamento por parte de Inoue, e recebeu a pergunta com grande naturalidade. Terminando o minucioso trabalho no cabelo da filha, a libertou para que pudesse se juntar à Jinta, e só então voltou-se para Orihime.

- Sim. Por que pergunta?

- Eles estavam estranhos à mesa, principalmente meu irmão.

- Acredito que sejam assuntos referente à política, essa chatice de sempre – acenou com a mão, fazendo pouco caso da situação.

- Mas nunca o vi desta forma...

- Não se preocupe, não deve ser nada demais. – Assegurou – Aliás, estava quase me esquecendo! Venha comigo.

As duas seguiram pelos corredores até o quarto particular de Yoruichi, belamente decorado, ainda que seguisse padrões discretos. Após remexer algumas gavetas da grande cômoda em madeira clara, ela finalmente achou o que queria, e ofereceu o pequeno embrulho lilás à Orihime, que a aguardava sentada no banco estofado aos pés da cama do casal.

- Quero que entregue isso à sua amiga, caso não consiga encontra-la antes do jantar que será realizado.

Inoue o recebeu com um leve sorriso, analisando-o brevemente antes de pousá-lo sobre as pernas.

- Tenho certeza que ela ficará feliz em receber um presente seu.

Yoruichi juntou-se à Inoue.

- Quando ela vem?

- Ainda nesta semana se tudo correr bem.

- Isso é ótimo. Será bom para você ter companhia por esses dias.

- Por que diz isso?

- Por nenhum motivo em especial...

Orihime estranhou aquele comentário, mas antes que conseguisse contestar, uma criada, atendendo à solicitação de seu patrão, pediu que as duas voltassem à sala principal. Os três estavam reunidos, esperando que ambas aparecessem, conversando concentradamente. Quando as avistaram, cortaram o assunto, mas ainda mantiveram o semblante sério.

- Orihime, – começou o Rei mediante a aproximação da irmã – Kensei a acompanhará em seu retorno ao palácio.

Ela os entreolhou, confusa.

- Você não virá comigo?

- Não. Kisuke e eu temos alguns assuntos para resolver. Pegue a carruagem e volte.

Inoue nem tentou contradizê-lo, a gravidade de seu olhar deixara claro o suficiente que suas vontades não seriam atendidas e pouco importavam naquele momento. Definitivamente, algo estava errado.

- Tudo bem... Mas deixarei a carruagem para você, voltarei à cavalo.

Sora abriu a boca para descordar, mas Kisuke o interrompeu apenas com o pousar de uma mão em seu ombro.

- Como desejar Princesa. Pedirei que providenciem uma montaria.

Minutos depois da rápida reunião na sala principal, estavam os dois – Orihime e Kensei – preparados para partir. O Comandante em seu animal negro, tão imponente quanto seu detentor, e Orihime em um belo alazão de crina longa e bem penteada.

- Cuide de tudo em minha ausência, Kensei.

- Como desejar, Majestade.

- Farei meu retorno amanhã Orihime, então não me espere para o jantar.

Inoue assentiu, ainda hesitante diante do comportamento do irmão. Partiram em seguida, antes que a chuva que já prenunciava desde a manhã caísse. Kensei manteve o galope em velocidade baixa, em respeito à companhia da Princesa, seguindo sempre atento pela estrada poeirenta, ladeada por grandes árvores que cobriam os dois com a sombra de suas folhas. Fizeram boa parte do caminho em silêncio, até que Orihime, que seguia um pouco mais atrás, aproximou o cavalo do Comandante.

- Muguruma-san... Quer dizer, Kensei.

- Sim, Vossa Alteza?

Ele ainda mantinha os olhos à frente, experientes e perspicazes.

- O que está havendo?

- Estamos retornando, Princesa.

- Sabe que não é a isso que me refiro – Comentou, suspirando.

O Comandante puxou a rédea de seu corcel, fazendo uma breve pausa, sendo imitado pela Princesa.

- Nada com que deva se preocupar – Respondeu, fitando o horizonte.

- Vocês sempre dizem isso, mas mesmo que seja algo que eu não deva me preocupar, nunca me contam a verdade! – reclamou, fazendo bico.

O cinzento voltou os olhos para ela pela primeira vez naquele trajeto, dando atenção ao seu ínfimo ato de rebeldia, o que fez com que um discreto – quase inaparente – sorriso brotasse dos lábios do Comandante. Orihime, percebendo estar sendo observada, baixou a cabeça, envergonhada por sua réplica inapropriada. Voltando a expressão ao estado anterior, Kensei finalmente a agraciou com sua resposta, ao mesmo tempo em que incitou o cavalo a prosseguir com o leve toque dos calcanhares em suas laterais.

- A ignorância nem sempre é algo ruim, Princesa. Aproveite enquanto tem a oportunidade, pois no futuro, seus deveres não a pouparão das duras verdades deste mundo.


Notas Finais


E então, espero que tenham gostado do capítulo <3
Os outros serão menores, mas terão uma média de 1200 palavras.

Agora, vamos aos avisos. 1) Primeiramente, esta fanfic provavelmente será postada semanalmente ou a cada dez dias, ainda não me decidi. Mas de qualquer forma, as postagens já estão garantidas, pois, ela está razoavelmente adiantada, com cerca de 26 capítulos escritos até o momento. 2) É mais que óbvio que esta fanfic será GrimmHime, mas já deixo avisado que o Grimmjow demorará algum tempo para aparecer e vocês entenderão o motivo com o decorrer da estória, então, por favor, sejam pacientes, okay? A entrada dele é triunfal! haha ~ E mesmo que ele não apareça, tem muita água pra passar debaixo da ponte. 3) Como já disse, esta fanfic é um presente pra @Asiral. Há leitores que acompanham a nós duas, e nesse caso, é bem provável que percebam algumas similaridades em algumas coisas. Não vou citá-las pois sinceramente não lembro ao certo, e pode acabar se tornando um “spoiler” em parte, mas para que não haja mal entendidos, saibam que ela tem TOTAL CONHECIMENTO deste fato, ou seja, não estou plagiando, são apenas referências carinhosamente utilizadas. 4) Esta fanfic será terminada, não farei o mesmo que com ‘Rainy Days’, certo? ;u; <3


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